Nyan-Cat

À atenção do leitor: 

 Nyan Cat – é um gato com corpo de bolo que quando voa,  deita um arco-íris atrás.

Pónei Maldito –é um pón ei branco, com uma crina loira, apanhada atrás, com um laço.

Nyan-cat_miniImagem: Site Oficial

17 de Novembro de 2032

Nyanlândia

Miau, Amigo!

     Como tens passado? Sempre continuas a ser irritante?

     Nem acreditas, finalmente derrotei o Tac-nayn -malvado. Consegui utilizando o Super-nyan-beam. Se não o conheces, vou-te explicar: numa antiga lenda, um sábio gato libertou uma magia cujo poder era muito forte e foi mal usado. Foram chamados os guardiões do Sagrado Templo-Nyan para o travar, mas não conseguiram. 1 Mas eu passei algum tempo a treinar um novo poder chamado Super-Nyan-Beam, uma força que ainda ninguém tinha tido a coragem para usar.

    Por tal coragem, recebi a gratidão da cidade: com uma festa de uma semana, espetáculos noturnos de luz e som, corridas de gatos e rodadas de caipinyan 2 para todos.

     Vemo-nos em breve no Nyantal3!

    Do teu gatinho,

     Nyan-cat

     P.S. Escreve.

1. Esta é a história do Nyan Malvado. 2. Bebida famosa na Nyanlândia. 3. Natal na Nyanlândia.

Ditado por Miguel F

Como Construir uma Amizade

   ✽ marguerites ✽ daisies ✽
Photo Credit: ✿ nicolas_gent ✿ via Compfight

      Uma amizade, para mim, é muito importante, porque eu, quando saio à rua, sinto-me uma pessoa muito mais feliz.

     Para construir uma amizade é preciso ser leal, não contar segredos e ajudar a outra pessoa a integrar-se com os outros.

     Os amigos verdadeiros são os amigos que ficam para sempre e que nunca mais se vão esquecer.

     Quando eu discuti com a minha melhor amiga, senti-me mal, porque percebi que  já tinha feito asneira e podia ter estragado tudo.

     Devia haver o dia internacional dos amigos, ou então criar-se um clube de amigos em todos os bairros.

Eu adoro a Amizade!

Catarina C, 6A

Olie, um Companheiro Único

Oli_Pepa_quadroImagem: Oferta do Autor

     O meu cão é um companheiro único. Tem orelhas grandes e bochechas também. O seu pelo é castanho e branco, curto e liso; as patas são pequeninas e o corpo é comprido.

     É um basset, o nome dele é Oliver e a alcunha é “Oli”. O Oli veio para nossa casa quando era muito pequenino. A coisa mais engraçada é que eu faço anos no dia 15 de Setembro e ele faz dia 14 de Setembro! Quando eu o vi pela primeira vez, vi logo que era um bom cão.

     Os meus pais, a minha avó, a minha irmã e eu fomos busca-lo ao canil.

     Estávamos todos a investigar os cães e vimos uma ninhada com imensos Bassets pequeninos. E vimos um dos mais bonitos…

     Libertámo-lo e ele veio com as suas orelhas a raspar no chão. Então decidimos levá-lo. No carro, ele ia muito contente ao meu colo.

      Achámos que ele estava muito sozinho e demos uma Jack Russel à minha Mãe. Ela é toda branca e, à volta de um olho, tem o pelo preto. É como se fossem irmãos: ao dormir, ela, por vezes, põe o focinho em cima dele. E eles juntos fazem muitas malandrices.

    O meu Oli e a minha Pepa trazem-me alegria todos os dias!

Tomás G, 5C

(Em parte escrito, em parte ditado)

A Estreia do 5ºAno

ines_m_estreiaImagem:  Cedida pela Autora

     Estou a estrear o 2º Ciclo e estou a gostar muito, especialmente porque tenho muitas liberdades, como por exemplo, tenho mais recreios.

     Antes tinha só um professor, agora tenho muitos; acho que é mais cansativo, porque temos de nos habituar a várias pessoas diferentes.

    Tenho a Escola Virtual para me ajudar a estudar melhor. É uma experiência muito divertida.

    Tenho amigos novos e amigos que já tinham estado no 4º ano comigo. Brinco mais, agora que estou no quinto ano, com os outros amigos novos. Brinco ao “15” ao “Flash”, ao “Macaquinho do Chinês”e aos “polícias e ladrões”.

     A minha professora da primeira área era simpática e sempre a ajudar. Recordo-me das festas muito divertidas, como o Halloween, o dia das mentiras, o carnaval e a festa de S. Martinho.

     Atrás do caixote do lixo grande, no lado do 4º ano, era o meu esconderijo.

     Este ano, gostava de ter 95% a Ciências, de passar no “Cad Tem Talento” com o meu número de Parkour e de passar de ano.

     Eu dou-me bem com toda a gente e desejo que sejamos todos amigos. E ainda gostava de ir a Cabo Verde este ano.

Inês M 5C

Tópicos para “Verão 2014? – Inesquecível.”

SPLASH!
Creative Commons License Photo Credit: Breno Peck via Compfight

1. Fiz uma descoberta importante ou surpreendente?

2. Uma aprendizagem de Férias: por exemplo, aprendi a fazer uma fogueira num acampamento; a desmontar a minha bicicleta; uma nova acrobacia no surf; a mergulhar de uma prancha com mais de 2 metros…

3. Abriu-se um novo horizonte? – Por exemplo, uma pergunta nova que me surgiu e que antes eu não fazia ou que não era importante para mim.

4. Um local maravilhoso que ainda guardo nitidamente na memória e posso descrever.

5. Porque é que regressamos à Escola? Proposta de duas mudanças capazes de tornar a escola mais interessante.

6. O que é a liberdade? Em que situações nos sentimos livres?

7. Qual foi a importância da presença dos outros nestas Férias de verão 2014?

OE

Férias, férias…


This is how its done
Creative Commons License Photo Credit: Bryce Bradford via Compfight

     As minhas férias começaram logo com a festa de um amigo. Fomos ao cinema ver o “Planeta dos Macacos 2” na zona vip e depois ainda fomos dormir a casa dele.

     Então fui para Troia durante uma semana, em seguida para o Algarve durante duas semanas e, finalmente, para a Comporta.

     Com o meu pai, fui ao Zoomarine nadar com os golfinhos: foi fantástico! E ainda fomos andar nos escorregas.

    Para a minha festa convidei três pessoas: dois deles eram gémeos; o outro era o B. Fizemos um churrasco e depois eles dormiram lá.

   A seguir veio a pior parte: o mês de Setembro. Já estava a chover e eu, nervoso com o regresso ás aulas “- O que vou fazer?”

    Bom, tive de ir comprar os livros…

Pedro G 6D

Os Meus Livros

The Colorful Library of an Interaction Designer (Juhan Sonin) / 20100423.7D.05887.P1 / SML
Photo Credit: See-ming Lee via Compfight

     Eu gosto de livros de ação e de terror. São os meus preferidos, porque nesses livros lemos um capítulo e queremos ler mais e mais para ver o que vai acontecer depois, principalmente nos livros de ação. Nos de terror é mais ou menos assim: uma pessoa está a ler ou a ver filmes, mas mais a ver filmes, a pessoa parece que está mesmo lá e está com medo do que vai acontecer a seguir, apesar de ser um filme.

     Um livro de que eu gostei muito foi a “República Popular” de Robert Muchaore, um autor inglês, pois era dos tais livros de ação que uma pessoa queria ver mais e mais.

     Eu posso recomendá-lo aos colegas porque é um livro para todas as idades, principalmente para a adolescência e porque se calhar é um livro de que toda a gente gosta, independentemente das pessoas.

     Eu encontro tempo para ler antes de ir dormir; eu leio uns 10 ou 15 minutos, porque antes tenho de estudar ou tenho atividades.

     Nas férias, como vou à praia, ás vezes vou jantar fora e posso brincar com o meu cão à vontade, também tenho amigos em casa, posso até não ler, porque estou a conviver.

     Se eu gostasse muito de Ciências, ia ler livros de ciências para fazer descobertas. Se eu leio um livro de ação ou de terror tenho de ter mais cuidado, pois o que eu li pode acontecer na realidade, não exatamente a mesma coisa, mas uma coisa parecida.

     Acho que as pessoas deviam ler, porque podem descobrir mais assuntos, como receitas, ou aprender sobre o que gostam. Tenho um livro “Sabias que?” com mais de duzentas perguntas e as suas respostas, onde já aprendi muito.

Francisco C, 7A

 

 

Um Acontecimento Misterioso

The End - And Yet - The Beginning
Photo Credit: Ian Sane via Compfight

I

     Lembro-me tão bem desse dia  de agosto: dia quente, quente demais até. Tinha dormido tão bem nessa noite, tinha-me deitado às 23 h e de manhã estava-me a sentir tão bem no quentinho da cama… fiquei lá imenso tempo, até que, finalmente, me levantei.

    Estava a sozinho em casa o dia todo. Até ás 13 h  fiquei em casa sem “fazer nenhum” (como quem diz). Até que me apeteceu fazer alguma coisa. Fui dar uma grande volta a pé. Queria uma volta que durasse “para aí” duas horas.

     Fui até muito longe, um parque que desconhecia. Não estava lá mais ninguém. Era um bocadinho assustador (ok, talvez fosse muito assustador), mas continuei, apesar de estar cheio de medo.

    Agora que penso nisso, não sei porque avancei, e, na altura, não pensei. Achava melhor voltar para trás, mas fui para a frente. Como se diz “para a frente é que é caminho”. Eu nem pensei nisso, não pensei em nada. (Mas continuei porque assim fiz, e não sei porque é que  assim fiz. Só sei que o fiz, como aquelas coisas que nós fazemos e nem soubemos porquê.

     Lá fui, a olhar para todos os lados com o coração a bater a cem.

Vasco S

Uniforme no Segundo Ciclo

Indigo
Creative Commons License Photo Credit: Scott Wills via Compfight

       Considero que a utilização de farda no 2º ciclo é uma decisão acertada de todas as escolas que o fazem –  há mesmo escolas que o fazem até ao nono – e penso que todos os colégios privados deveriam aplicar esta teoria.

     Não falo da farda de camisa, saia e meia até ao joelho. Uma farda que seja “farda”, mas que não seja “farda-farda”: uma farda que seja farda de camisola, casaco e calças de ganga, não da escola, com ténis nos pés e não sapatos de vela.

     Acima de tudo, com o uso da farda, não há “aquilo” de se ser melhor que o outro pelo casaco de marca e uma roupa mais cara.

     Além disso que dá “melhor ar” à escola: os estudantes acabam por estar todos bem vestidos e a escola parece mais organizada.

     Por outro lado, o facto de haver farda ajuda sempre nas visitas de estudo: as pessoas não se perdem facilmente.

     Por fim, sente-se mais o que é ser «desta» escola: porque nos vemos com a mesma roupa de todos os alunos da escola.

   Por todos estes motivos concordo com a utilização de farda no segundo ciclo.

Vasco S, 6A

Acima de Tudo

   Flor apaixonada

Mário Tomé via Compfight

     A fonte de energia deste mundo é o amor,

     Porque o Amor é capaz de transformar uma pessoa:

     O Amor é… acima de tudo.

     Quando estamos apaixonados, somos capazes de fazer coisas impossíveis,

     E só o Amor irá conseguir ultrapassar o impossível.

Mariana R 7A

A única Missão

     Jump!
Creative Commons License Photo Credit: Pablo Fernández via Compfight

     Uma amizade é quando duas rosas se unem como uma corrente que nunca irá partir-se ao meio.

     Porque a força da amizade, da alegria, é tão grande que faz a força do mundo todo.

     Aprendi com tantas amizades que eu nem consigo voltar atrás.

     Mas eu aprendi com os meus próprios erros e aprendi a ser mais forte comigo mesma.

     Nós nascemos para ter uma e única missão: para sermos felizes e fiéis aos outros.

Mariana R 7A

Tempo Perdido

21-06-10 Cause I'd Rather Pretend I'll Still Be There At The End ~ Explored #1

Creative Commons License Photo Credit: Βethan via Compfight

Eu nunca me senti amada,

Nem sei qual é a sensação,

Um amor assim nunca irei encontrar.

Cada dia que passa

É um amor perdido,

Cada minuto que passa

É um aperto no coração,

Cada segundo que passa

É uma dissolução.

A minha vida deu várias voltas,

nem sei como explicar:

Cada palavra que eu escrevo

 É um tempo perdido.

 Aprendi a ser fiel a mim mesma

 E a não aceitar o que os outros dizem

Mariana O 7A

Uma Bela Adormecida

     Océane
Photo Credit: r e n a t a via Compfight

     Era uma vez, há muitos anos, uma menina que vivia com as suas três tias que a tinham criado desde que nasceu, numa casa no meio de um bosque.

     A menina fazia dezasseis anos no dia seguinte e as tias queriam fazer-lhe uma festa surpresa. Então mandaram a menina ir apanhar flores. Ela achou estranho, mas foi. Aí, conheceu um rapaz, um príncipe.

     O que ela não sabia é que era uma princesa e que quando nasceu já tinha um príncipe para casar com ela e as tias só tomaram conta dela porque houve uma bruxa que lhe tinha lançado uma maldição.

     O príncipe que ela conheceu no bosque é o mesmo que ia casar com ela; as tias vão levá-la agora ao palácio, para conhecer os pais.

     Ela ficou contente e triste por ninguém lhe ter contado a verdade antes, e foi para o seu quarto.De repente, viu uma luz verde e amarela. Curiosa como era, seguiu-a e foi dar a um sótão onde havia uma roca e picou-se num fuso. Desmaiou e ficou a dormir durante 1000 anos e o resto do seu povo também.

     O príncipe foi até ao castelo para libertar a sua princesa, mas foi mais difícil do que ele pensava: teve de passar por um buraco sem fundo, um gigante e uma floresta de espantos. Depois disso conseguiu entrar no palácio, foi a todo o lado até encontrar o quarto da princesa: foi à sala, cozinha, sala de jantar, quarto dos pais, varanda e, finalmente, chegou ao quarto da menina e beijou-a. Depois ela acordou, ele pegou-a ao colo e beijou-a outra vez e toda a gente do Reino acordou.

     Ficaram todos contentes quando viram a princesa viva, especialmente especialmente os pais, que quiseram que eles se casassem e eles aceitaram logo. Porque o amor é mais forte que tudo e eles amavam-se loucamente. No dia do casamento todo o reino apareceu e toda a gente viveu feliz e em paz para sempre.

     
     
Quanto à bruxa, isso já é outra história.

Matilde S 6B

Uma Lição de Desenho e Pintura

WIP Portrait
Photo Credit: Ramón Gutiérrez via Compfight

     A Ana Clara, no seu blogue Viva publicou um artigo em que inicia uma nova modalidade de ensino à distância com uma lição de desenho e pintura sobre a Tartaruga da Disney. Na minha qualidade de aluna da Clara, tentei pôr em prática as suas instruções.

   Tive dificuldade em controlar e fazer deslizar a cor: lápis caran d’ ache sobre papel cavalinho; não tenho intuição sobre a colocação de sombras e leves contornos que criam volumes: limitei-me a tentar imitar os originais. 

     1ª Etapa: apenas a forma geral 

     2ª Etapa: definir onde termina a carapaça, barbatanas, o meio do rosto, para situar os olhos e a boca.

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     3ª Etapa: formato dos olhos e da boca.  Detalhar o rosto, com o formato dos olhos e da boca.

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    4ª Etapa: Apagar linhas auxiliares, desenhar o interior dos olhos contornando-os de novo.  

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     5ª Etapa: Detalhar manchas e carapaça.

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6ª Etapa: Pintar ao de leve.

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     7ª Etapa: Pormenores da pintura; contornos e sombras que dão volume. 

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     8ª Etapa: os retoques finais.

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     Claro que, no fim, a pergunta é: como hei-de melhorar? Espero a apreciação da minha Mestra.

Verão 2014: Futebol, Mar e Música


Estádio da Luz - SLB - Benfica
Creative Commons License Photo Credit: Diogo Caldas via Compfight

     Nas férias (Férias, finalmente, yes!) vou, quase depois das aulas para um Torneio de Futebol, que dura só 10 dias, (acho eu), no Algarve, com a minha equipa.

      Vamos ter jogos todos os dias, vão participar equipas Portuguesas  (claro!) Espanholas e mais algumas de outros países.

     Vou para um Campo de Férias com o meu primo, no Estádio da Luz. Aí, treina-se todos os dias de uma semana, de manhã e à tarde, uma hora ou uma hora e meia; almoça-se na catedral da cerveja. Come-se sempre comida saudável. Ao lanche, come-se pão, fruta e aguinha, o que nunca fez mal a ninguém. Entra-se às 9h e sai-se às 18h.No fim da semana, sexta à tarde, há um jogo, para o qual nos preparamos durante toda a semana.

     Uma das duas vezes que eu fui, no treino de 6ª de manhã, fiz um entorse no tornozelo, mas não disse nada a ninguém. Não conseguia correr, mas lá me esforcei no jogo; não corria três segundos, doía-me logo o pé.  No jogo final, joquei no centro, para não correr tanto; marquei um grande golo e joguei bastante bem. Estive duas semanas a pôr anti-inflamatório.

     Depois, vamos para a Praia Grande durante uma semana, vamos ficar no Hotel Arribas, que tem uma piscina de 100m. O meu Pai já me prometeu que vamos a um Parque Aquático.

    Nas férias, posso aproveitar para andar de bicicleta, jogar futebol, ouvir música, com  todo o tempo do mundo. Vai saber tão bem!

Vasco S 5A

Considerações sobre o 5º Ano e a Fugacidade da Vida

 Entering Hyperspace
Creative Commons License Photo Credit: Éole Wind via Compfight

      Acho que, a níveis comportamentais, os professores são mais controladores dentro da sala de aula.

      No 4º ano, eu, durante as aulas, ia meter umas aparas de lápis no lixo, dar uma voltinha, esticar as pernas, dizer uma coisinha a um amigo, tudo isto na sala.

      Hoje, Deus me livre! Não permitiriam nem pouco mais ou menos. Portanto, acho que foi a nível de comportamento que se deram as maiores alterações.

     A minha principal descoberta de estudo é bem clara: ESTUDAR!

     Se estudares, focado e concentrado, tu chegas longe! Por exemplo, em HGP, leio e digo, como se estivesse a ensinar a alguém.

     De forma geral, acho que o 5º ano foi “fácil” e não fácil.

    Quanto mais se envelhece, (não que seja velho, aliás fiz 11 anos há dois dias) parece-me que a minha vida passa mais rápido, e, para mim, é uma pena. Como diz o meu pai, um dia destes acordas e “estás-te a casar” – e pensar nisso mete-me medo.

     As coisas que adio, as muito mais importantes que não queria, mas hei-de adiar,…ainda posso dar por mim e já não estar cá, com as coisas ainda por fazer. Tenho medo que a minha vida me escape por entre os dedos.

     E às vezes penso: “- Só vivo uma vez (sempre com respeito para com os Indianos) não vou esperar adiar e adiar e adiar, faço já!”

    Mas que faça com gosto. Às vezes há aquela coisa de “posso fazer agora, mas irei fazer sem gosto” ou “fazer noutro dia com gosto”.

     O “gosto” que pode nunca vir ou vir num dia sem tempo; às vezes procuro a altura perfeita que nunca vem, e, às vezes, vem, mas eu não aproveito.

    Sobre as minhas notas e eu, por ter entrado para o quadro de honra  – modéstia à parte – acho que me tornei um bom aluno (claro está, não que eu fosse mau) mas senti a diferença, como já tinha abordado acima.

Vasco S 5ºA

     

Nina no Deserto

    Capítulo II

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Creative Commons License Photo Credit: Djordje Tomic via Compfight

         (Nina parece estar prisioneira de Pepe, no Egito, no palácio da antiga rainha Tweeggy. Ela vivia sozinha porque não gostava de gatos, mas morreu atropelada. E agora Pepe vive lá, inconsolável, com aquele grupo: um exército de gatos, a alma de Tweeggy e ele próprio.)

           À terceira lambidela de água, apareceu um exército de gatos.

      Os gatos pareciam irritados e sem se aproximarem de Nina, os seus passos eram lentos e suaves e vinham cada vez mais gatos.

A Nina fez da forma que sabia melhor: Atacou!

     Safou-se bem, mas, de repente, apareceu-lhe um gato pelas costas e a Nina desmaiou.

     Quando acordou, estava numa sala enorme, muito bonita: as molduras dos quadros eram em talha dourada. Quando se olhava para as tochas que rodeavam os quadros, o fogo ardia em mil chamas alaranjadas.

     Um quadro com uma pintura em estilo egípcio mostrava uma cadela e um cão com os focinhosde perfil. O cão era o Pepe, inconfundível, e a cadela da mesma raça, do mesmo tamanho, só que com o pêlo longo e macio, acastanhado à volta dos olhos, o ficinho preto a trornar-se novamente acastanhado.

     Depois, os gatos viraram-se para o outro lado e surgiu o Pepe, num trono. Nina tentou mexer-se, mas as patas estavam algemadas. Pepe fez um gesto com a cabeça e tiraram-lhe as algemas. O Pepe aproximou-se e começaram a cheirar-se (coisas de cães).

     O Pepe saiu, a Nina seguiu-o, foi dar a uma sala que tinha um sofá. A um canto, erguia-se um poste desde o chão até meia altura, que servia de casa de banho canina. O chão estava recoberto de tapetes; sobre um deles, enroscado, mas vigilante, um enorme gato preto – maior que o Pepe – montava guarda. Parecia estar com um ar sério. Então Nina pensou que, afinal, havia gatos fortes.

     Depois, o Pepe fez sinal à Nina, acenando adeus e fechou a porta. A Nina dormiu, bebeu e comeu ali naquela sala, descansou, gozando as boas vindas do Pepe. Podia sair dali, mas não queria, pois ficou amiga do gato – isto tudo aconteceu num só dia.  

     Até que lhe apeteceu estragar almofadas e foi procurar o Pepe. Quando viu uma porta, abriu-a, mas era o quarto dos gatos e foi de porta em porta, à procura do Pepe, e assim sucessivamente, até que encontrou uma porta enorme, incrustada de pepitas de ouro.

     Abriu-a e encontrou o Pepe a roer um carro de borracha. A Nina foi ajudar e os seus dentes partiram o carro ao meio.Depis conviveram um com o outro; passaram muitas horas, até que a Nina adormeceu.

     Acordou a meio da noite porque sentiu saudades de casa e da sua companheiroa que vivia com ela, chamada Mana e do seu inesquecível dono Miguel.

Vasco E 6C

O Planeta Verde

     A New World, A New Hope
Photo Credit: Cyril Rana via Compfight

     No dia 3 de Abril de 2051, eu e a minha tripulação fomos em busca de novos planetas. Usando a nova nave X – 66 que viajava à velocidade da luz, a nossa missão não tinha possibilidade de falha. Então, iniciou-se o lançamento. Lançados para o Espaço, iniciamos a nossa Missão.

     Ligamos os propulsores e partimos em viagem para o além. Passados 3 nano-segundos, avistamos um planeta azul e verde, parecidíssimo com a Terra. Então descemos até ele. Aterramos numa espécie de floresta amazónica. Preparamo-nos com um Kit que continha água, medicamentos, alguma comida e uma pistola de tiros atordoadores. 

     Descemos, mas o planeta tinha a mesma gravidade que a Terra; visto isto, tiramos o capacete e percebemos que tinha oxigénio.

     Começou a nossa pesquisa. Nesse preciso momento, apareceu-nos uma espécie de “larva – vaca” ou “larvaca”. Pegamos nela e fomos pô-la na gaiola especial, para no planeta azul, começarmos a investigar as suas origens. Continuamos a andar e chegamos a uma Civilização de “Pliotempos” azuis. À primeira vista, só tinham lanças de pedra azuis e espadas de pedra verdes. Mal nos viram, pegaram nos seus “cavalos-polvo” ou “Tricabales” e vieram atrás de nós, gritando: 

    – Unga, Unga! Shapepe!

     Nós respondemos-lhes:

     – O quê?

      Enquanto eles continuavam a gritar:

     – Unga! Unga!

      Nós começamos a discutir, dizendo:

      – Fujam!

     – Não, peguem um deles!

     – Fogeeeee! Não te faças de parvo!

     – Calem-se e vamos para a nave! – berrei eu.

     Então fomos todos para a nossa nave e embarcamos de volta a casa, pensando:

     – Só voltamos a este planeta quando sair a nave X-81!


Rafel N 5D

Balanço do 5º Ano e Projetos de Férias

     Get off my territory!
Creative Commons License Photo Credit: Pétur Gauti Valgeirsson via Compfight

      No 5º ano, as alterações que mais me marcaram foram começar a ter mais professores. O que me custou mais foi que a disciplina de Inglês começou a ficar muito difícil e o meu estudo de leitura ativa não resultava bem no Inglês.

      A minha estratégia a estudar Ciências consiste em ler e sublinhar as informações contidas no livro: só as mais importantes, claro. Sei quais são lembrando-me do que a “Stôra” nos disse na aula. Costumo seguir as experiências que vêm no livro, mas não faço os exercícios. Quando decoro as palavras difíceis de Ciências, ouço-as na minha mente.

     Nas férias, durante o primeiro mês, o projeto que eu tenho planeado é ir para o Algarve. No Algarve, vou ao Zoo Marine – é um costume familiar ir lá todos os anos, tal como uma andorinha que, todos os anos, volta ao ninho.

     Nos dois meses seguintes, vou estar na minha quinta a tratar dos animais.  Normalmente, como o caseiro tem muito que fazer lá na quinta, vou fechar as galinhas e as ovelhas por volta das 7 da tarde.

      Normalmente, como o caseiro tem muito que fazer lá na quinta, vou fechar as galinhas e as ovelhas por volta das 7 da tarde

     Dou também várias voltas pela quinta e vigio algum possível ataque das águias. O galo do Lourenço, uma vez, perante a sua galinha a ser atacada, fez frente à águia e ficou todo depenado. Quando o Lourenço está lá comigo a passar uns dias, vamos apanhar pássaros, para os soltar em seguida, depois de os observar e de lhes dar de comer. Tenho dois burros para reprodução, ainda não se deixam montar. Também costumo ajudar a apanhar cenouras, alfaces e tomates.

Votos de Boas Férias para Todos!

Rafael N 

Um Dia fora do Normal

  Paris Skyline Eiffel Tower
Creative Commons License Photo Credit: Taylor Miles via Compfight 

  Um dia de muito calor – estavam 28º – acordei pronta para viajar com a minha colega. Ia a Paris, a cidade do Amor!   

      Levava comigo roupas, claro, uma máquina fotográfica para tirar fotografias belas, um diário gráfico para desenhar a torre eiffel e outras maravilhas.

     Também levava um Diário para escrever os acontecimentos bem passados e para pôr as fotos mais giras de sempre!

     Lá íamos nós comprar os bilhetes para ir a França!

     Quando entrámos no avião, começou logo a ser muito interessante: ao nosso lado direito, um senhor Francês consultava um dicionário de Português-Francês.  Quando o avião já estava quase a chegar, o senhor perguntou se podia ser o nosso guia. Não sabia o que responder!

     – Sim, pode ser. – Respondi.

     – Que emocionante! É a primeira vez que tenho pessoas para guiar!

      Quando chegámos a Paris, ambas estávamos muito contentes e interessadas em aprender mais sobre Paris. Chegamos ao hotel: tínhamos um pequeno apartamento. Pousamos as malas e o bagageiro disse que o Hotel oferecia uma viagem grátis para conhecer tudo de Paris.

      – Claro que sim! – respondeu a minha colega.

      – Não! – respondi.

      – Porquê?

       – O nosso amigo Francês! Nós combinámos ir com ele por Paris!

       – Mas ele não deve saber nada! Só quer receber dinheiro.

      – Eu não vou!

      – Eu vou!

      Ficámos zangadas quase o dia todo e logo no primeiro dia… No final, resolvemos as coisas e ficamos amigas outra vez. Aceitei o pedido dela e adorei conhecer Paris!

Epílogo

     Este sonho realizou-se! Vou a Paris para a semana! Adoro Paris, é a cidade dos meus sonhos! E é a primeira vez que saio do país e que ando de avião!

Rita S 6A

O Meu Treino de Voo

Owen In Flight
Photo Credit: ClickFlashPhotos / Nicki Varkevisser via Compfight

          Um dia fui a Beja ter com os meus tios. Quando cheguei fomos de imediato para um Bar.

      Era lindo: à volta, havia campos cheios de relva e árvores onde as pessoas faziam piqueniques.

    Atrás havia um campo de chão liso, para fazer skate; só que, ali não estava ninguém a não ser um ganso: era um bicho grande, branco, com um bico amarelo, o pescoço comprido, olhos pretos e um bico forte.

     Então fui ter com ele para tirar uma foto. Mas ele começou a grasnar. E eu, de repente, compreendi o que ele estava a dizer!

     – Desafio-te para aprender a voar!

     Eu aceitei o convite com algum receio:

     – Claro, amigo, vamos lá tentar.

      Ele deu-me asas feitas com penas de ganso tiradas a um velho travesseiro, coladas a duas canas de bambu, presas por um gonzo de porta.

     À primeira tentativa caí de cara. À segunda tentativa, só me aguentei dois segundos e caí novamente. Depois pensei: “À terceira é de vez!”

     Fui a correr e levantei voo, desequilibrei-me, mas lá me aguentei!

     A sensação era incrível: com o vento a bater na cara, com os ouvidos a zumbir e fazia uma sensação estranha na barriga!

     As pessoas pareciam formigas, de tão alto que eu estava; nem sequer percebi qual dessas pessoas era o meu tio!

     Senti-me livre! Era capaz de fazer tudo. Depois, aterrei e, ao mesmo tempo, espalhei-me no chão. As asas partiram-se e o ganso saiu a voar sem se despedir!

Vasco E 6C

Um Grande Momento

going home
Creative Commons License Photo Credit: Riccardo Francesconi via Compfight

     Numa tarde de Verão, na praia, eu e o meu cão apreciávamos as vistas.

     Na água, começou-se a aproximar uma sombra, o sol fazia reflexos na água, o que fazia com que ficasse cor de laranja.

     A areia estava clara como ouro e ainda havia uma pequena cascata de água doce que desabava no mar alaranjado.

     De repente, a sombra levantou-se e eu escondi-me nas rochas, espreitei por um buraco e quem tinha saído da água não estava molhado.

     Flofi, o meu cão, atacou-o, e a personagem gritou.

     Fui ajudá-lo: Flofi, a ganir, por ter percebido que não devia ter feito aquilo, escondeu-se atrás de mim.

     Tentando acalmar a personagem, perguntei:

     – Lamento o acontecimento, mas o meu cão assustou-se. Quem é o senhor?

     O Senhor era alto – mas mesmo alto – estava vestido de smoking e tinha um rosto amigável. Ele respondeu com uma expressão de quem tinha compreendido a situação.

(Continua)

Carolina M 6C

  

Entrar dentro de um Livro

Poesia
Photo Credit: Giulio Bernardi via Compfight

      Uma vez, eu estava confortavelmente instalado dentro de uma biblioteca. Estava a ver os livros, só que não gostava de nenhum. Expliquei à rececionista e ela sugeriu-me ir a uma sala que tinha livros de grandes escritores, muito conhecidos. Fui, mas não gostei de nenhum.

    Fui ver o último livro: adorei! Comecei a ler, li uma frase muito bonita e fechei os olhos. Abri-os e estava a cair no infinito. Comecei a dormir em plena queda…

     Acordei: estava deitado num sítio profundo, mas com uma meia-luz. E eis que oiço um espírito. Ele disse-me que eu iria passar uma prova onde estavam três humanos que também tinham lido esse livro. Se nós perdêssemos, ficaríamos lá a fazer provas até voltarmos. Se ganhássemos, voltaríamos logo à Terra, mas iríamos esquecer tudo o que se tinha passado  e aparecíamos de novo na Biblioteca.

     Só que, no local onde nós tínhamos caído, tínhamos sido guiados desde a Biblioteca, e nunca mais voltaríamos àquela biblioteca.

     Realizei a prova: consistia em levantar pesos e em outros esforços físicos, e eu consegui!

     Voltei e aconteceu-me aquele momento de ser guiado até à Biblioteca.

      Só que eu nunca me tinha esquecido daquele momento. Uma vez, apareceu-me, a meio da noite, a personagem principal do livro. Ela contou-me porque acontecera tudo aquilo e disse-me coisas da vida dela. A partir desse momento ficamos amigos.

     Sugeri-lhe que tirasse todas as pessoas daquele lugar e que o livro não pregasse mais aquela partida.

     Ele aceitou e deu-me o livro. Esse livro até já valia muito dinheiro. Assim ele ajudou-me e ficamos amigos.

Francisco C 6B 

O Meu Futuro

     Cheers!!!
Photo Credit: epicture’s (more off than on) via Compfight

     Quando eu for grande, vou estudar agronomia como o meu pai fez para saber ainda mais sobre vinho. Pretendo vender na Qualimpor, a empresa onde trabalha O MEU PAI, que no início, era só do Esporão, mas começou a vender vinho da Taylors e Freixenet, que são duas marcas de vinho.

     Eu vou precisar também de um curso de marketing para as vendas. Porque o trabalho do meu pai pode parecer pobre e mal pago, porque é vender, vender e vender, mas às vezes há vinhos muito caros e encomendas muito grandes!

     A minha principal ajuda seria o meu pai, porque o nome do meu pai é conhecido na indústria de vinhos do Brasil e o meu se tornaria também e que bela vida essa! 😀

     Os meus cursos também demoravam algum tempo, e algum é como quem diz… Mas no fim valeria a pena, pois o meu chefe iria ser conhecido por mim e isso é das melhores coisas nos trabalhos.

     O meu trabalho tem começo no mínimo aos 23 anos, porque o curso de agronomia dura 5 anos e eu vou tentar  começá-lo aos 18 anos para começar, o mais cedo possível, a ganhar €, £ e $.

     Eu acho que a razão para haver diferentes profissões é o facto de haver vários cargos para  certos trabalhos, para não faltar nada ao povo. E os diferentes ordenados fazem sentido, porque há sempre trabalhos que dão mais trabalho e estudo, e por isso é que um vendedor de roupa recebe o ordenado mínimo.

Duarte P 6C

 

NINA

 

Kally
Photo Credit: andreavallejos via Compfight

A minha cadela é carinhosa e atenciosa…Tem o pelo castanho claro e macio, focinho curto e preto, as orelhas descaídas, os olhos profundos, de cor amarelada.

     A Nina tem várias qualidades: é uma boa guarda e está sempre disponível. Nós passeamos muito e ela adora o mar e a areia. Às vezes, quando não estou com ela, fica doida à minha procura. Um momento inesquecível que vivi com ela foi quando estava no mar, um pouco atrapalhada com as ondas. A Nina começou a nadar, virou-se, eu agarrei-me e ela pôs-me fora de água.

     Conheci a Nina no canil de um amigo do meu Pai. Vimos imensos cães: nenhum nos agradou; quando vi a Nina, vi que era perfeita e levámo-la. A minha relação com ela é tão boa que não há mais nenhuma assim!

    Agora ela está grávida e vou tratá-la ainda melhor.

Rita F 6A

A Minha Cadela Carinhosa

 

Abandoned White Puppy Dog with Special Needs
Photo Credit: Beverly & Pack via Compfight

A minha cadela é pequena, fofinha, com pelo macio, castanho e laranja quase castanho; tem o focinho curto, as orelhas meio descaídas, um olhar alegre.

     Tem medo de muitas coisas, até do meu Pai!

     A Cereja entrou na minha vida quando eu tinha onze anos. Cheguei das aulas, ela tinha saltado a cancela que a prendia na cozinha e estava escondida no meio das almofadas , no sofá da sala. Quando a vi pela primeira vez, adorei-a, porque era pequena e especial – especial porque é minha.

     Um dia, quando eu fui ao jardim, ela estava com uma bola na boca, queria que eu brincasse com ela; comecei a atirar a bola e ela a apanhar e a dar-me novamente.

     Eu tenho que aproveitar ao máximo, porque sei que quando ela for velhinha e estiver doente, eu sei que não posso brincar muito com ela.     Quando estou com ela, ela caça aquela nuvem escura e põe o sol a brilhar muito.

Carlota P 6A

Triste Como Tudo

The book
Photo Credit: Dave Heuts via Compfight

… Todos estavam entusiasmados com a festa, exceto a Catarina. Ela não estava a gostar. Fui ter com ela e perguntei-lhe:      – O que se passa? Porque estás assim?

     – Hoje perdi o namorado, perdi a minha melhor amiga e ganhei uma inimiga que me odeia e sempre odiará…

     – Mas porquê? Eu fiz uma asneira, uma asneira muito grande. – Mas qual? – Não quero falar disso, para mim é muito trágico, muito assustador, muito temível.

     – Pronto, pronto, já não te “chateio” mais, mas, pelo menos vem-te divertir.

     – Está bem, mas é só porque estás a insistir, percebeste?

     Fomos dançar, mas ela, como ainda estava arrependida, chorava, chorava e chorava. Nunca mais conseguia parar de chorar. Aconselhei-a a ler o livro da Rita S. “Guia da Amizade“.

     Ela foi lê-lo. Fez o que lá estava e voltou a ter um namorado que a amava e uma melhor amiga que adorava. Pensamos que o tempo mata as recordações piores… mas é mentira… temos de reagir.

     A Catarina, para resolver o seu problema, lia o livro durante os intervalos inteiros, até nas aulas, quando os professores se viravam para o quadro. Quando terminou o livro, suspirou, foi ter com a Rita e com o Rui e resolveu os problemas.

Carolina B 6A

Como Construir uma Amizade

     Twilight Friends! | Explored
Photo Credit: Vinoth Chandar via Compfight

     Olá, eu sou a Rita S!

     Tenho 12 anos e estou pronta para ajudar a construir uma grande amizade do fundo do coração.

     Em primeiro lugar, temos que saber o que é uma amizade. Se não sabes, uma amizade é algo mágico que podes construir em qualquer ocasião. É muito bom teres muitas amizades!

     Sabes construir uma amizade? É muito simples! Se não tiveres mais ninguém para brincares, faz conversa, pergunta se alguém quer jogar ou brincar contigo, pergunta o nome , a idade, a cor favorita, e responde sempre como tu és mesmo na realidade, não disfarces a tua simpatia.

     E também sabes o que são amigos verdadeiros? É muito fácil de descobrir. Logo que sentires que estás a ser enganada, faz frente, pergunta o que ela ou ele vai fazer e combina coisas, assim ficas com mais  confiança e vês logo se aconteceu alguma coisa errada. Mas se a outra pessoa te enganar e te mentir muitas vezes não é amigo ou amiga verdadeiro.

     E agora, mais sério: quando discutes com o teu melhor amigo ou amiga, sentes-te culpado? Pois acho que te deves sentir culpado se tu tiveres a culpa, mas se o teu “animigo” tiver a culpa, fica tu zangado até ele pedir desculpa! Mas pede-lhe também para falar contigo!

     E pronto, é assim uma rica amizade! Beijoca da Rita S!

Rita S 6A

A Minha Vida no Jiu-Jitsu

I have you in my grasp
Creative Commons License Photo Credit: Nathan Rupert via Compfight

O.E.  Hoje temos connosco, na Oficina, o Vasco E.,  que veio partilhar um pouco do seu percurso pessoal na prática do Jiu-jitsu.

V. E. Primeiro que tudo, senti-me atraído por este desporto: o Miguel convidou-me para lutar Jiu-jitsu.

     No primeiro dia em que cheguei, quase tudo era brincadeira. Mas, no dia seguinte, já nos diziam para lutar e ensinavam-nos técnicas. A primeira que aprendi foi a “Americana. Uma adolescente que me acompanhava as  aulas, ensinou-me a agarrar um braço do adversário com o nosso braço e fazer uma torção.

    Há vários exercícios diferentes para cada um dos alunos, pois estão divididos por peso e prática do desporto. Agora está a ser difícil, porque veio um miúdo da Rússia que fazia “Sumo”, é muito gordo: quando ele vai para cima de mim, para eu lhe ensinar técnicas, não aguento com o peso!

     Os exercícios que eu gosto mais e que domino melhor são o do “mata”, quando nos atiram bolas; outro em que um adversário está deitado, o outro adversário tenta pô-lo “na guarda”: prendê-lo com as pernas; outro, “a queda”, em que se tem de derrubar o adversário e fazê-lo bater com as costas no chão.

      Comecei a ganhar medalhas, uma do segundo lugar, do Campeonato Nacional, outra de terceiro lugar, num torneio com uma equipa amiga. Tive de lutar com uma adolescente muito alta, que vinha cheia de pulseiras – o que é proibido – e que me agarrou pelo Kimono e bateu-me com as costas no chão – o que ainda é mais proibido. Ganhei a um rapaz da minha idade aplicando a “Americana” – que é uma das técnicas que eu mais gosto.

     Foi difícil chegar aos Nacionais – tive de mostrar aos professores que merecia ir aos campeonatos nacionais. Tive de lutar com um rapaz que me bateu na parte de trás do pescoço e aproveitou para fazer o “triângulo”. Auguentei-me, levantei-me com as pernas dele agarradas ao meu pescoço. Tirei-o da posição do triângulo, ele aproveitou para agarrar o braço que eu tinha esticado para fazer o “Arm lock” – ou fechadura de braço.

     Os meus projetos para um futuro próximo são chegar a ganhar os Campeonatos Nacionais e ir para o Mundial – dentro da minha categoria, – – os Júniores – e, claro, com o inseparável companheiro Miguel.

     Este desporto tem melhorado a minha agilidade e a minha força. Até emagreci, pois estava gordo e desenvolvi os músculos. Continuo a treinar 3 vezes por semana, duas aulas de uma hora e outra, com mais velhos, de três horas ou mais.  

     O. E.  – Em nome dos nossos leitores, agradecemos vivamente a sua intervenção nesta sessão da Oficina. Desejamos-lhe as maiores felicidades na realização dos seus projetos em relação a este Desporto tão entusiasmante.

 

Vasco E 6C

Os Meus Livros

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Imagem da Oficina

     Eu gosto de livros de ação e de terror. São os meus preferidos porque nos livros lemos um capítulo e queremos ler mais e mais para ver o que vai acontecer depois, principalmente no livro de ação. Nos de terror é mais ou menos igual uma pessoa estar a ler ou a ver filmes, mas sobretudo ao ver filmes, a pessoa parece que está mesmo lá e está com medo do que vai acontecer a seguir, apesar de ser um filme!

     Um livro de que eu gostei muito foi a “República Popular” de Robert Muchaore  – autor inglês –   pois era dos tais livros de ação em que uma pessoa queria ver mais e mais.

     Eu posso recomendá-lo aos colegas, porque é um livro para todas as idades, principalmente para a adolescência, e porque se calhar é um livro que toda a gente independentemente do estilo das pessoas.

     Eu encontro tempo para ler antes de ir dormir: eu leio uns 10 ou 15 minutos, porque tenho de estudar ou tenho atividades.

     Se eu gostasse muito de Ciências, ia ler livros de ciências para fazer descobertas. Se eu leio um livro de ação ou de terror tenho de ter mais cuidado, pois o que eu li pode acontecer na realidade, não exatamente a mesma coisa, mas uma coisa parecida.

      Nas férias, leio menos; como vou à praia, às vezes vou jantar fora e posso brincar com o meu cão à vontade, também tenho amigos em casa, posso até não ler, porque estou a falar.

     Acho que as pessoas deviam ler, porque podem descobrir mais assuntos, como receitas, ou aprender sobre o que gostam. Tenho um livro “Sabias que?” com mais de duzentas perguntas e as suas respostas, onde já aprendi muito.

Francisco C 6B

O Cão em Aventura

Now THIS is a Big Jumping Dog!
Creative Commons License Photo Credit: jumping lab via Compfight

     Uma vez, eu estava a guiar o meu Ferrari, com o meu labrador Scott, para darmos uma volta e passear. Íamos para um sítio à beira-mar, onde passavam muitas pessoas, ao pé de uma praia: havia pessoas a correr, a andar de bicicleta e a fazer desportos.

     Estávamos a andar de carro, só que estava muito trânsito e tínhamos pouca gasolina. O meu cão começou a achar algo esquisito numa bomba de gasolina onde tínhamos parado.

   Ele tinha pelo dourado, curto e espesso, de estatura média, era ágil e musculoso, de focinho curto e orelhas caídas, de olhos castanhos e uma expressão carinhosa e atenta. Tinha bom olfato e odiava gatos. Gostava de vaguear pela casa, ansiando pelo dono. 

     Começou a querer sair pela janela do carro e eu achei esquisito. Olhei para a bomba e vi que os empregados estavam a ser assaltados. Com medo que roubassem o meu Ferrari, tentei apanhar o assaltante. Disse ao meu cão para morder-lhe. O Scott atirou-se ao pulso do ladrão e fez-me lembrar como ele roía os ossos que eu lhe comprava.

Francisco C 6B

Querido Diário

bless my sponge bath
Creative Commons License Photo Credit: zev via Compfight

     Ontem, quando aprendi a ler, foi um momento excitante… Em primeiro lugar, porque eu já li uma história aos meus pais!

     Vou dizer a verdade, era um livro cheio de imagens. A minha Mãe, especialmente, ficou impressionada.

     Nesse mesmo dia, a véspera dos anos da Carlota M, fomos jantar fora à famosa Mercearia Vencedora da Marina de Cascais.

     No dia 16 de Novembro, o dia de anos da Carlota, foi a festa dela. Brincamos ao quarto escuro, às escondidas e a uma quantidade grande de coisas malucas, fomos comer um belíssimo bolo de chocolate. Entretanto, como os pais da Carlota não sabiam que ela sabia ler, ela discursou.

     Vou-te dizer, meu Querido Diário, algumas das palavras que me marcaram muito:

    – Isabel B, que era, a partir dessa tarde, a sua melhor amiga, eu  e a Carina éramos muito boas e que amava muito os pais

     O meu Pai foi-me buscar em último lugar e eu fiquei a brincar com ela e a Isabel, porque a Carlota convidou-a para dormir lá.

Inês G 5B

A Aventura do Gato Desaparecido

...non fidarsi è meglio - my scared cat / gatto
Creative Commons License Photo Credit: Paolo Margari via Compfight

     Era um dia cheio de sol, com grandes brisas de calor, o meu Júnior – gato – tinha desaparecido no Algarve.

     Quando eu o tinha levado para a minha casa de campo – no entanto a casa é dos meus avós, mas isso é o que a torna mais interessante. Soube pela minha querida avó que o Júnior tinha desaparecido durante um dia.

     No dia seguinte, eu e a minha avó – querida e linda avó – fomos à casota do meu gato. Já estava quase de noite, portanto, eu fui pela direita, a minha avó pela esquerda. Quando eu o encontrei no lado de trás da casa, do lado da vizinha, encontrei-o deitado no chão, mal sabia eu que tinha vizinha de trás!

     Mas aí, a vizinha resolveu sair de sua casa e perguntou-me:

   – O gato é seu, vizinha?

     – É – respondi eu com ar surpreso.

     – Obrigada por o ter deixado vir!

     – De nada, mas, na verdade, eu e a minha avó não o encontrávamos.

     – Bom, os meus netos deram-lhe comida, bebida e ainda mimos.

  – Obrigada e adeus.

     Continuei a andar em frente com o meu gato. Fomos tentar encontrar a minha avó. Desta vez, era ela a ser encontrada…

     Quando a encontrámos, ela estava na sua horta, com o Leão – o cão que parece um leão – . Perguntei-lhe logo porque é que o Leão não estava preso, mas ela respondeu-me que se conseguia depreender que, só por já ser cego, não queria dizer que era fraco.

     Disse-lhe logo que tinha conseguido encontrar o Junior. Ela ficou muito feliz e disse para eu, o meu avô e o Júnior irmos prender o Leão.

     Com alegria, eu disse logo que sim e o Leão e o Júnior ficaram logo amigos. Encontrámos o Júnior, a avó e só num dia, o Júnior encontrou um lar, uma família, amigos e foi praticamente o rei daquela família. Aquela casa ficou com alegria e amor, com a grande família de cães, pessoas e gatos, fez-se uma Família feliz!

Lara B 6C

Natureza em Família

quinta
Creative Commons License Photo Credit: GraceOda via Compfight

      Estava eu e a minha mãe no nosso grande, agradável e mágico jardim, quando eu vi uma planta lindíssima com flores lilases e brancas que parecia que tinha uma magia e que exercia em mim, especialmente, um fascínio que, por mais português que eu saiba, nunca vou conseguir explicar: era mágico, mas ao mesmo tempo, frustrante porque eu não percebia o que aquilo era. A minha mãe dizia vezes sem conta para eu sair dali, mas parecia que estava presa… Quando consegui sair, finalmente, fomos investigar… Afinal, aquela era uma das mais raras plantas da galáxia e, quando está a morrer começa a fazer com que cada pessoa que a olhe por mais de vinte minutos, se transforme em estátua, (a minha mãe, claro, estava ao pé de mim).

   Lá no canto do artigo dizia que só se podia salvar a planta sem qualquer ferimento ou sem haver pessoas transformadas em estátuas da seguinte forma: pôr água a ferver num tacho com cerca de um litro de volume e colocar três pétalas de rosa durante meia hora lá dentro; depois, colocar açúcar e deixar repousar mais uma hora. Assim fizemos. Quando abrimos de novo o tacho, aquilo tinha-se transformado num líquido cor-de-rosa com magia… Depois, dizia para arrancar a planta de raiz e colocá-la no tacho durante um dia inteiro, mas sem tocar no tacho. Depois de fazer tudo isso, colocámos de novo a planta na terra e, quando, demos por ela, já estava toda levantada de novo com o seu ar inspirador e mágico.

   No dia seguinte, quando abrimos o livro onde eu tinha arranjado toda aquela informação, saiu de lá uma voz encantadora que nos concebeu asas de fada para que, todos os dias, eu e a minha mãe nos tornássemos numas fadas e tratássemos daquela planta tão preciosa e importante para as fadas. Afinal aquela era a planta que dava vida às fadas até cinquenta mil milhões de milhas de distância dali, portanto, dava-nos vida a mim e á minha mãe.

Carlota P 6B

As Melhores Amigas

Fragile Hearts
Photo Credit: Bhumika Bhatia via Compfight

     Eu estava a passear, quando encontrei duas amigas e começamos a conversar. Havia uma que só se preocupava com ela e não com as outras pessoas que estavam ao seu lado. Eu e a outra amiga ficamos aborrecidas por ela não nos deixar falar e dar a nossa opinião.

     Tínhamos que fazer tudo à maneira dela. Se nós não fizéssemos uma coisa à maneira dela, ela ficava aborrecida e ia-se embora.

     Eu e a outra amiga, antes de ela ficar farta, ficámos nós primeiro. Fomo-nos embora.

     Ela não percebeu porque é que nós a abandonamos. Ficou a pensar porque é que isso lhe aconteceu a ela e não a outra amiga.

     Ela era alta, magra, tinha olhos castanhos e cabelo louro, e só gostava de roupas apertadas.

     Nós ficámos a conversar sobre o mal que ela nos tinha feito.

     Ficamos amigas e fomos ao seu encontro para falar com ela sobre o que ela devia mudar. Falamos, falamos… E ela percebeu que tinha cometido um erro e nunca mais devia voltar a repetir.

     – Para a próxima, preocupo-me mais com vocês do que comigo própria.

     Fomos passeando e falando e cada uma sabia já quase tudo da vida das outras. Éramos vizinhas e ficamos melhores amigas.

Sofia L 6B

Atividades de Eleição

Fluid Magenta & Blue Mist Abstract Painting
Creative Commons License Photo Credit: Mark Chadwick via Compfight

     Esta tarde, na Oficina de Escrita temos connosco a Sofia L, a preparar perguntas para fazer à Cátia O do 6ºB, que gosta de fazer de tudo um pouco, com uma lista de preferências bem recheada:

Cátia – O que eu gosto mais é de fazer equitação todos os Domingos, praticar Natação no Cad e ainda tenho o projeto de voltar à Ginástica Rítmica.

O. E.- Quer dizer que interrompeste essa modalidade desportiva tão aliciante?

Cátia – Na verdade, eu tinha interrompido há alguns anos esta atividade, porque, havia alguma incompreensão por parte das professoras e eu chegava a casa com os pés a sangrar.

O. E. – Para além destas práticas habituais, alguma experiência inesquecível na área das atividades ao ar livre?

Cátia – Sim, fiz interação com golfinhos, uma inesquecível experiência que gostaria de repetir.

O. E. – Em relação a atividades que exijam mais interioridade, um pouco de reflexão…

Cátia – Gosto de vários tipos de leituras; tenho uma tática para ver se gosto de um livro: ler as primeiras páginas; se fico com vontade de ler, continuo até ao fim, se vejo que é aborrecido, arrumo-o no sítio – não gosto de ver nada desarrumado!

O. E. – Podes partilhar alguma reflexão em relação à tua experiência de escrita?

 Cátia – Não sei explicar, dão-me um tema e as palavras vão fluindo na minha cabeça como por magia. É como o desenho – tenho um desenho na cabeça, todo feito em amarelo e laranja; vou fazê-lo a guache, ainda não o fiz porque não tenho tempo.

O.E.  – O que é que te inspira ? E como?

Cátia – O meu motivo inspirador é o próprio ar, porque ele traz, de todo mundo, poesia, textos narrativos, prosas, poemas franceses  – que poso decifrar com a minha irmã Sara: ela está no 7º, por isso tem Francês – fábulas de encanto, contos maravilhosos, textos descritivos que descrevem lugares que nem seria possível imaginar, mitos incríveis, e outras coisas que o ar cusca.

     Eu vou às vezes, ao Parque Marechal Carmona; lá subo a um monte muito alto, onde se sente o vento na cara; eu chamo ao monte “O Monte Aliane”e aí vou conhecendo as coisas, mas tem de ser de manhã ou ao por do sol ou então não consigo inspirar-me.

Sofia L. –  Que livros gostas de ler?

Cátia –  Gostei de alguns: “Gerónimo Stilton”, “Os Cinco”…Estou a ler “Uma Rapariga Rebelde”, deram-me no Natal de 2010, mas comecei as aulas e nunca mais me lembrei… Encontrei-o este fim-de-semana e recomecei! Também li “As Mulherzinhas”- gostei imenso desse livro.

Nas férias, normalmente, não leio; quero aproveitar ao máximo para estar com os meus pais.

Sofia – Quando estás a ler, se alguém aparecer, ficas baralhada ou as imagens que estão na tua cabeça continuam firmes?

Cátia: Se eu volto à realidade, as imagens param e começo a ouvir a pessoa. Depois, a pessoa vai-se embora, as imagens rebobinam tudo de novo para trás e posso continuar a ler.

Sofia L. – Como é que descobriste que gostavas de pintar?

Cátia – Não descobri; o meu pai, antes de se casar com a minha mãe, fez várias pinturas a óleo e a carvão. A minha mãe também, desde a infância, que gostava muito de fazer, por vezes, os seus próprios quadros, onde punha as nossas fotos.

    Foi graças a uma irmã do Amor de Deus que comecei a pintar bem. Ela ensinou-me uma técnica para pintar dentro das linhas. E a partir daí, comecei a desenhar e fui desenhando cada vez mais, e depois comecei a ter aulas de EV e foi melhorando cada vez mais a minha pintura: comecei a desenhar também para a professora Inês Pinto, e nuca mais parei e gosto de desenhar quando tenho tempo livre. Cátia O 6B

     Sofia L. e O.E.  – Obrigada, Cátia, pela tua partilha.

Cátia O 6B

Um Dia Especial

Newest Addition
Creative Commons License Photo Credit: FrankGuido via Compfight

    O dia em que eu nasci foi o melhor de todos, porque foi o dia em que eu cheguei à Terra. Nesse dia, em pleno inverno, estava a minha família quase toda em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 2002.

     Quando me viram, começaram a tirar fotos!

     Este dia está sempre a repetir-se, de ano em ano, até eu morrer.

     Gostava que me fizessem uma festa surpresa. Ainda não tive uma grande surpresa, a não ser as nossas surpresas que são esta vida na Terra.

(Continua)

   Carlota P 6A

Planeta Desconhecido

Ready to Fly? All you really need is just another shot...Creative Commons License Photo Credit: William Cho via Compfight

     Num dia de pleno Verão, um astronauta tinha ido viajar pela primeira vez num foguetão que era verde e vermelho, era como a bandeira de Portugal; lá dentro, era tudo tão bonito como a luz do sol que brilha todo o dia repetidamente.

     Foi então que, quando o João foi para o foguetão, ele não se lembrava de nada: como se guiava, com que botão é que podia beber água… esqueceu-se de tudo. Mas quando ia a desistir, lembrou-se de tudo outra vez!

     Fizeram a contagem decrescente: 5, 4, 3, 2, 1! E lá foi ele no seu foguetão lindo.

     Passadas duas horas, aterrou num planeta tão bonito como o azul do mar. Ficou espantado com tanta beleza natural que decidiu ficar ali a viver. Construiu casas, ferramentas, até construiu um robô que se chamava Carol: era do género dele, bonita, querida e inteligente.

     Passados 5 anos, eles casaram-se.

      Um dia, a Carol perguntou se eles podiam ir ao seu mundo; ele disse que seria muito perigoso para ela, pois os humanos podiam gozar com ela porque ela era diferente de todos.

     Ela disse:

     – João, eu não tenho medo dos humanos.

     – Não me interessa, temos que ficar em segurança aqui no nosso mundo. Até já pensei num nome para ele: “Johnscarol” – sugeriu ele.

     Ela insistiu em que a melhor foma de viver era fugir para o mundo dos humanos.

      Então, às 15h 30m desse mesmo dia, ela pegou no foguetão e foi para o mundo dos humanos.

     O João tinha razão: todos gozavam com ela, queriam fazer experiências: houve um dia em que um homem a convidou para sua casa. Passados trinta minutos, disse para ela se deitar naquela cama de metal e ligou a guitarra elétrica: esta começou a tocar e, quando atingiu a potência máxima, deu-lhe um choque no coração.

     Entretanto, quando o João percebeu que ela tinha fugido, foi para  computador ver onde é que ela estava. Quando descobriu, já era tarde demais; como tinha outro foguetão, foi ter com ela.

     O que acham que aconteceu?

(Continua)

Carlota P 6A

Coração de Fantasia

~  free  ~
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      – Porque estás a chorar, Coração de Fantasia?- perguntou Ana vendo-a assim.

   –  É porque eu saí da fantasia, saí do meu reino. E estou preocupada porque eu é que controlo o dia, a noite, e tudo o que neles ocorre.

     – Isso é preocupante! – exclamou Ana – Como te posso ajudar?

     – Primeiro tens de aprender a entrar no mundo da fantasia. Se alguém nunca tiver ido, pode entrar pelo portal do reino da Fantasia. Primeiro, há um livro que fica mesmo debaixo do pavimento central desta Biblioteca, cuja forma é o próprio símbolo do Reino da Fantasia.

     O Coração da  Fantasia conhece os sinais espalhados por  toda a Biblioteca e cada sinal tem uma pista para ajudar Ana.

    Ana começou a distinguir algo a brilhar no chão.

     Coração da Fantasia exclama:

     – Depressa! Agarra-o! É um dos sinais! E só brilha á luz da lua cheia!

     Ana debruçou-se e agarrou-o: Tinha a forma de um unicórnio em miniatura de cabeça para baixo, tocando com o chifre na lua.

     Dizia: “Se escutares o tic o tac na estante ao pé dos livros do mar, outra pista irás encontrar”

      Ana, com a ajuda do Coração da Felicidade – a rapariga morena de cabelos castanhos, com quatro madeixas coloridas – subiu as escadas e foi ter ao único relógio que ainda funcionava naquela Biblioteca. De um lado a estante dos livros da Terra; do outro, a estante dos livros do mar. Ela costumava ir para ali quando o João e a Maria ainda não tinham ido para aquela escola. Isso foi no tempo em que a Biblioteca ainda estava aberta a todos os estudantes. Depois, o jardim, ao abandono, foi escondendo as paredes.

     Ana lembrou-se que gostava muito do mar e que tinha perguntado ao  Tiago – o dono da Biblioteca –  onde estavam os livros sobre o Mar. Acabaram por fechar a Biblioteca porque o Tiago morreu.  

     Como ninguém na escola gostava do Mar, pois nunca o tinham visto, sendo todos do Norte, só Ana se interessava por esses livros, pois ela tinha vivido algum tempo na costa.

     Tiago dissera que ela podia vir ao sótão da Biblioteca sempre que quisesse. Ele tinha posto a escultura de um golfinho com a boca semi- aberta diante da porta do sótão secreto. A chave estava dentro da boca do golfinho. Tiago explicara que ela tinha de tocar no ouvido direito do golfinho, porque ninguém conseguia colocar a mão dentro da boca da estátua.

     Depois de Ana ter contado ao Coração da Fantasia as suas recordações, foi até lá. Encontrou a escultura, tocou-lhe no ouvido, e, para seu espanto, a boca abriu-se e pôde retirar a chave.

     Abriu a porta do sótão secreto e viu ao luar da meia-noite, um relógio no teto que, sendo transparente no meio, estava incrustado de tal modo entre as telhas que se podia ver também do lado de fora e deixava-se atravessar pelos raios do luar.

(Continua)

Cátia O 6B

Europa

The Seas of the Moon
Creative Commons License Photo Credit: Storm Crypt via Compfight

      Na minha vila, estava tudo a ser submerso por água, e em pouco tempo, ia acontecer o mesmo com todo o Portugal! Por isso não havia tempo para fugir para França; então as pessoas que tivessem 1.000$ para os equipamentos e o O2 podiam evacuar para o Espaço.

     Como a minha mãe tinha acabado de receber a sua mesada e só ela ganha 1500$, não havia preocupação NENHUMA. A ida para o foguetão foi agradabilíssima: havia amostras de produtos chiques por todo o lado.

     Eu pensava que ia ser fácil, mas tive de passar no teste dentro de uma bola em que não havia gravidade; a bola andava dum lado para o outro e eu tinha que me aguentar. Eu ia vomitando!

     Passei em todos os testes e disseram que eu podia ir para o outro teste em que eu seria copiloto: no caso de  o copiloto ou piloto da nave serem abatidos pelos “Space Invaders”, eu estaria lá para ajudar.

     Finalmente, entrámos para a Nave. O arranque nem teve contagem. Achei que eles estavam mesmo com pressa. Quando saímos da Atmosfera, comecei a reparar que já não havia som: aí dei-me conta que já estávamos na Estratosfera.

     Quando aconteceu o inesperado…

Quando nós saímos da Estratosfera, os “Space Invaders”, como o nome indica, invadiram-nos. Tivemos que fugir e chegámos à lua Europa.

(Continua)

Duarte P 6C

Experiências de Estudo

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Oficina de Escrita

     Com muito gosto, recebemos na Oficina o jovem estudante Nuno P, do 6ºB, que veio partilhar connosco o segredo dos seus últimos êxitos escolares.

  Oficina: Gostaríamos que nos indicasse quais as estratégias que tem utilizado para os bons resultados obtidos a Ciências e a HGP.

  Nuno P: Estudei fazendo perguntas e respondendo aos questionários que o professor nos dá.

  Oficina: Quando estuda assuntos teóricos, prefere ler e sublinhar sozinho ou em grupo?

  Nuno P: Para mim é sempre melhor estudar em grupo ou a pares.

  Oficina: Quando estuda sozinho, prefere ler em voz alta ou em silêncio?

  Nuno P: Prefiro ler em silêncio.

Oficina: Repete as palavras para si mesmo, com o seu pensamento, ou visualiza as palavras do livro, na sua mente?

  Nuno P: Prefiro ver as palavras na minha mente.

  Oficina: Já experimentou transformar em esquemas alguns textos de estudo?

  Nuno P: Sim, mas só na Tutoria.

  Oficina: Considera essa prática útil e porquê?

  Nuno P: Não sei explicar bem, mas torna o texto mais fácil.

  Oficina: Neste momento, qual a atividade de estudo em que se sente mais à vontade? A que atribui essa facilidade?

   Nuno P: Fazer todo o tipo de contas. Treinei imenso com a Professora Suzette.

   Oficina: Obrigada por ter partilhado connosco a sua experiência de estudo.

Nuno P 6B

Um Símbolo da Liberdade

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Photo Credit: *Light Painting* via Compfight

     O meu animal preferido é o cavalo, pois o cavalo tem muita esperteza e carinho com os seres humanos.

     O meu animal preferido é o cavalo. Os cavalos são animais fabulosos e queridos para os seres humanos.

   O que eu adorava ter era uma quinta só com cavalos. E, como segurança, só os donos dos cavalos e a família é que podiam ir lá.

  Eu adorava ter uma quinta só com cavalos e mais nada. A quinta ficava ao pé do cascais shopping  e ninguém podia entrar, por isso havia um código de  segurança que só a minha família  sabia o código.

     O cavalo é o símbolo da liberdade: se não existissem cavalos, as pessoas não “tinham” esta liberdade. Graças aos cavalos selvagens, que têm uma liberdade magnífica, as pessoas sentem o que é a liberdade.

     Se não existissem cavalos, as pessoas não sentiam tão bem a sua liberdade: os cavalos vão por onde querem, o que nos transmite a sensação de que as pessoas também vão para onde querem.

     Graças aos cavalos selvagens, a galope com as crinas ao vento, que têm uma liberdade magnífica, as pessoas sentem o que é a liberdade.

     É um extraordinário e fabuloso mundo esse que deixa os cavalos viverem mais liberdade!

     Os animais são uma companhia extraordinária para as pessoas. Se não houvesse animais, o que seria a companhia das pessoas?

     Porque existem animais?

Sofia L 6B

O Planeta Roxo

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 Ookaboo.com  License

        Entrei no meu querido foguetão e fui ver como eram os outros planetas.

    Foi quando entrei num planeta Roxo: fiquei encantada a olhar: só havia pedras de todas as cores, a terra era lama e só chovia. Quase nunca aparecia o Sol.

     Olhei para o chão e vi pegadas de dinossauros, leões, macacos e cavalos selvagens. Andei e fui procurar os animais, podiam ser diferentes das que estão no planeta Terra.

     No planeta Roxo não havia pessoas, parecia um planeta abandonado, só havia pegadas de animais. Começou a aparecer o Sol que era vermelho e laranja e os raios eram dourados.

     Fiquei espantada a olhar para aquele Sol.

     Fiquei no planeta Roxo uma semana e foi no penúltimo dia que encontrei os dinossauros, leões, macacos e cavalos selvagens. Os animais eram bastante diferentes do que eu estava habituada a ver.

     Regressei a Terra, feliz por ter visto outro planeta que não conhecia.

Sofia L

A Minha Aventura na Biblioteca

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OOkaboo.com License

     Quando entrei na Biblioteca misteriosa, fiquei espantada: nunca tinha visto uma biblioteca tão grande como aquela.

     Fui à procura de um livro, sentei-me no grande cadeirão e comecei a ler.

     No capítulo II estava a descrever a personagem principal que era uma rapariga: tinha olhos castanhos, cabelo comprido e com caracóis, adorava brincar e aprender coisas novas, usar as roupas apertadas e usava ténis cor de rosa.

     Continuei a ler, fiquei cansada e adormeci. O livro começou a mexer-se; abri os olhos e as palavras começaram a mexer-se. Parecia que estavam confusas.

     Eu achei um bocado estranho. Passado um bocado aquilo acalmou. Mas o livro não estava lá. Olhei para trás do cadeirão: estava lá uma rapariga.

     – Olá! Eu sou aquela  rapariga que tu estavas a ler! – exclamou a rapariga.

     – Espera! Como é que tu saíste?

     – Vim convidar-te, se tu querias conhecer a importância da leitura. – Disse, com alegria, a rapariga.

     – Claro que quero! – respondi, orgulhosa por aprender.

     A rapariga explicou-me que tenho de ler o livro com vontade e imaginação, imaginar que entro para dentro da história e que sou a personagem principal ou outra qualquer.

     Agradeci à rapariga e despedi-me dela com um beijinho.

     Depois, acordei e continuei a ler o livro.

Sofia L 6B

 

A Alegria de Ver um Mágico

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Photo Credit: Gabriela Pinto via Compfight

           Eu estava no Parque a brincar e encontrei duas amigas: a Maria e a Madalena, com quem comecei a conversar.

     Eu disse que queria ir conhecer um mágico.

     – Se queres ver um mágico, tens que ir ao circo – exclamou a Madalena.

     – Não querem vir a minha casa? A minha avó conhece um mágico – – interrompeu a Maria.

    – Então, “Bora” vamos lá à tua casa. – Exclamei.

     Nós andamos muito e já estava a ficar escuro. Estávamos entre árvores e não sabíamos por onde ir. Perdemo-nos. Eu fiquei com raiva. A Maria já estava cansada e adormeceu. Passado um bocado, adormeceu a Madalena. Por fim também adormeci.

     Estava a sonhar, a pensar que o mágico estava ali: era alto, magro, de olhos escuros, cabelo curto e castanho claro, gostava de roupas largas, era feliz, mas muito invejoso.

     No meio da noite, gritei:

    – O mágico! Maria, Madalena! Ele está mesmo aqui! – Gritei com alegria.

     Elas deram um salto, mas não estava só o mágico que eu tinha visto: eram milhares!

      Ficámos cheias de alegria, e a festejar, aprendemos a fazer magia.

     O dia foi passando e, quando chegou a noite, só estava eu, a Maria e a Madalena.

      – Vamos para casa? – perguntou a Maria.

     – Mas onde é que nós estamos? – perguntou a Madalena.

      – Estamos numa aldeia dos mágicos. Só podia entrar aqui quem fosse mágico.

     Eu fui para casa e, quando ia a caminho, vi uma pessoa que me disse “Olá”. Era o mágico. Perguntou se eu queria aprender magia. E, como respondi que “sim, ensinou-me.

     Lá ao longe havia uma pessoa a gritar, foi quando eu percebi que era a minha mãe que estava cheia de saudades minhas e fui ao seu encontro.

Sofia L 6B

 

    

Açores

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Creative Commons License Photo Credit: Chris Zielecki via Compfight

     Estávamos nas férias da Páscoa, um período de que eu gosto (quem é que não gosta de umas férias?), era fim-de-semana, e a minha família estava na praia do Guincho (eu também); e estávamos com uma tia minha e os filhos desta, quando a minha mãe disse a mim e à minha irmã:

     Amanhã, acordaremos às 3 da manhã para ir ver uma chuva de estrelas.

     Quando eu digo 3 da manhã, é três da manhã mesmo, não é uma forma de expressão).

     Eu pensei logo: “ – Que raio de ideia, que estupidez!”

     Quando chegamos a casa, fomos logo para a cama; que longo dia ia ser o próximo!

     A minha mãe certificou-se que eu e a minha irmã dormíamos como uma pedra e – presumo eu – fez as malas. (Agora que eu penso, nem sei bem o que é que a minha mãe fez, nunca lhe perguntei).

     TRIIIIM! TRIIIIM! Tocava o despertador: eram três da manhã, claro está, eu não acordo com o despertador, então la veio a minha mãe acordar-me, não me lembro de ter tanto sono na vida, mas a excitação era tal que quase não liguei a isso. Tinha umas olheiras quase tão grandes como um ex-ministro da s Finanças português (é melhor não dizer nomes) e o resto da minha face estava completamente inadjetivável, parecia saído da série “The walking deads”.

     Entramos no carro com uma grande excitação, mas quase vencidos pelo sono, as malas na bagagem como deviam estar lá fomos seguir viagem; andamos 30 minutos, não sei para onde.

     Encontrámos um candeeiro quase fundido e, como não conseguia encontrar nenhuma estrela, mas queria acreditar naquilo, disse:

     – Olhem, uma estrela cadente!

     Não posso vir com desculpas, é preciso admitir, foi um grande erro!

     A minha irmã apressou-se a responder:

     – É um candeeiro fundido.

     – Aquilo? Alguma vez?

     – Mãe, aquilo é um candeeiro meio fundido, que está a piscar, não é? – ripostou a minha irmã.

     – Sim, é-

     Foram todos a brincar com esse facto o resto da viagem.

     Mais viagem, mais viagem…. e nós vencidos pelo sono, não pensávamos :”- Onde nos levariam?”

     Entramos num edifício, mas só passado imenso tempo é que percebi: “- Isto é o Aeroporto!”

     Havia filas sem fim, mas o tempo passou a correr.

     A minha mãe disse:

      – Vamos aos Açores!

     Entramos no avião e, passados 40 minutos de termos descolado, ouvimos uma voz esganiçada:

      – Senhores passageiros, teremos de voltar a Lisboa devido a um problema nos flops. Pedimos desculpa pelo incómodo.

     (“Flops” ou “Flaps”, não percebi).

     Estivemos duas horas na pista de descolagem e só então voltamos a descolar.

     Chegamos aos Açores por volta das seis da tarde, quando era suposto chegarmos ás 2h 30m (ou uma coisa do género).

     Fomos à Lagoa das 7 Cidades, e visitámos “essas coisas “que são muito engraçadas.

     Então, uma das minhas atividades preferidas foi ir ao estádio de futebol e depois à sede do Santa Clara. Não que eu aprecie especialmente esse Clube, mas gosto das visitas.

     O que mais me marcou foi a simpatia dos pessoas, lembro-me de uma vez num restaurante em que o meu pai perguntou ao empregado o caminho para uma dessas maravilhosas lagoas e o empregado responder, mas o senhor da mesa do lado, disse que tinha ouvido a conversa e que o caminho mais bonito era  tal, tal.

     Acho que a harmonia é o primeiro passo para a felicidade, e não é como uma cidade em que cada pessoa olha  por si e anda tudo a correr de um lado paro o outro; não é também como a maneira “leve, leve” ou “deixa andar” de S. Tomé e Príncipe; as pessoas têm mais tempo para estarem umas com as outras e é como se cada pessoa fosse familiar.

     A nível gastronómico, comi bife de tubarão, num restaurante, do outro lado da rua da sede do Santa Clara.

     Por falar em tubarão, o meu pai foi um dia à praça e perguntou se tinham tubarão; e o senhor respondeu:

      – Pois claro! – (se calhar eu estou a abusar e ele disse antes: “- Sim”).

     Então ele disse:

     – Sigam-me.

     Entramos numa arca congeladora com um tubarão de cerca de 2m, deitado, mas que festa!

      Foi fotografias e fotografias, como se tivéssemos encontrado o Barack Obama no rex 4.

     Não era bem assim, o tubarão era mais carne de tubarão do que tubarão mesmo, mas assim foi melhor.

     O único problema das coisas boas é que acabam e isto não foi exceção. Nós lá tivemos de ir embora e, a lição mais importante, acho que é: a harmonia é a primeira passo para a felicidade.

     Adorei a viagem e o mais importante é a humildade. O melhor foi a surpresa!

Vasco S   5A

Guiny

 

Guinea pig doing what they do best
Photo Credit: Darren Johnson via Compfight

     Quando eu pensei em ter um porquinho-da-índia, fui a uma quinta, mas no sítio em que eu estava só havia cavalos. Montei num, no sítio onde fomos almoçar, havia muitos porcos, coelhos, galinhas, cães e havia ainda um porquinho-da-índia.

     Eu disse ao Tratador dos animais que queria ter um porquinho-da-Índia. Ele respondeu que me podia dar um. Eu pedi à minha mãe que sim, que queria! Mas a minha mãe respondeu que não, porque dava muito trabalho!

     Para convencer a minha mãe, tive de ler imensas coisas sobre os porquinhos-da-Índia. A ler essas informações, descobri o que eles podiam e não podiam comer. E, enquanto lia, ia fazendo o meu orçamento.

     Finalmente, ele está ao pé de mim. É castanho claro, com bocadinhos de pelo branco, cinzento, preto e castanho escuro. 

     Chama-se Guiny, como guinea pig. O Guiny irrita-me de manhã: ele começa a fazer guinchinhos “hum, hum, hum, hum”, a pedir para comer. 

     Ele gosta de festas. 

     Às vezes levanto-me, dou-lhe de comer e ele cala-se. Depois, se me esqueço de pôr água, ele acorda-me outra vez. Pus o Guiny à frente do Kevin – o meu Golden Retrivier – que começou a cheirá-lo. O Guiny ficou cheio de medo, mas o Kevin também recuou e foi-se embora.

  Às vezes, quando ele estava no sofá com a minha mãe, fazia xixi. Agora já não pode mais ir para o sofá. Estou contente por ter um porquinho da Índia, mas às vezes fico farta por ter de limpar a gaiola.

    A minha Mãe não pode saber isto senão ela goza-me:

    – Eu não te disse?

Laura V 6C

A Vida de um Camponês

 
Dutch landscapeCreative Commons License jinterwas via Compfight

     Estava uma linda manhã de Primavera e  vivia numa casa toda feita com palha, terra e pedras, junto de um rio sem fim, um camponês chamado Carlos.

     A vida de Carlos era muito solitária, pois a sua mulher Lúcia tinha morrido numa tempestade. A partir daí, Carlos já não era aquela pessoa bondosa com um coração limpo e cheio de paz. Era uma pessoa antipática, egoísta e, sobretudo, com um coração cheio de pó preto, tão preto que lembrava frio e morte.

     Todas as manhãs, Carlos saía da sua casa e ia caçar. Ao andar à procura de alimento, o Sr. Carlos pisava em flores acabadas de nascer com os raios de sol, jogava lama e pedras para as árvores e para o rio; o rio ficava tão preto quando ele jogava coisas lá para dentro! E ele só ria, era gargalhada tão fria, tão cheia de maldade que até apetecia fugir.

(Continua)

Mariana R 6C

A História de Narnia – VIII

narnia lives
Creative Commons License Photo Credit: davemc500hats via Compfight

     Era uma vez quatro irmãos, a mais nova era a Lucy, depois o Edmund, a Susan e o Peter.

     Eles viveram muitas aventuras em Nárnia, uma terra com animais falantes e coisas que eles nem sequer sabiam que existiam.

     A Lucy, a mais nova, estava cheia de saudades do Aslan, o rei, pois ambos eram muito amigos.

     Eles viviam com o tio, não podiam ficar com a mãe porque a guerra continuava;  enquanto isso, o pai deles estava na guerra.

     Todos eles estavam a dar um passeio de carro com o seu primo Eustace, que era um gabarolas; iam todos no carro, mas houve uma confusão: de repente fizeram uma derrapagem, o carro começou a rebolar e caíram no rio. Saíram todos do carro, que foi ao fundo: a roupa dos quatro começava a pesar e também foram ao funo, mas o tio e o Eustace escaparam.

     Enquanto os quatro, vieram à superfície e chegaram a uma praia que nunca tinham visto. O Edmund comentou:

     – Isto não é Inglaterra…

     – Pois não – disse a Susan.

     – Será que é Narnia? – Perguntou a Lucy.

     – Não sejas pateta – respondeu Peter. – Tens de esquecer Nárnia.

     De repente, apareceu um exército de oito homens; o que vinha à frente tinha uma máscara preta. Esse homem tirou a máscara e os quatro irmãos tiveram uma surpresa…

     Era Caspian, um dos reis! E Peter disse:

     – Caspian, foste tu que tocaste a trompa?

     – O que é essa trompa? – Perguntou um guerreiro.

     – Quando nós vimos parar aqui, é quando alguém precisa de nós. – explicou Edmund.

     – Mas desta vez foi Aslan. – Disse Caspian. – Vou-vos levar aos acampamentos.

     Lá havia todo o tipo de criaturas: minotauros, centauros, faunos, todos prontos para a batalha. Ouviu-se Aslan:

     – Psst, psst, ei Peter, anda cá.

     Peter foi.

     – A bruxa branca voltou – disse Alsan.

     – Impossível, ela já morreu.

     – Não foi bem assim, não foi ela que voltou, foi a arma dela!

(Continua)

Pedro G 5D