Os Nossos Valores – Adaptado de Prof Maurice Elias

Sobre o Autor que inspirou esta proposta de escrita reflexiva: Maurice J. Elias of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

Viver os Valores

Acolher é “Cuidar do Outro” – I

 

Imagem: Princesa Azul na “Deus me Livro

Cristal “Cuidar”

      Meditando o nosso tema anual “Ser +” –  com um diferente valor atribuído a cada mês do ano letivo –  vamos apresentar, em paráfrases, a nossa abordagem de um capítulo do lindíssimo livro da nossa querida antiga aluna Filipa Sáragga, “A Princesa Azul” o qual, além de integrar o PLN, deu também origem à  Fundação que apoia e celebra a diferença.

      Trata-se do momento em que a Princesa recebe, sob a forma de um Cristal, um ensinamento precioso que podemos aproximar da vivência do valor escolhido para Setembro: a qualidade do acolhimento aos outros.

       A singela mestra da Princesa mostra-lhe a centralidade desta disposição interior, que revela o seu poder libertador, ao longo do caminho iniciático da Princesa rumo a uma felicidade autêntica. Para atingir este fim, surgem as atitudes concretas que deve exercitar e que a tornam capaz de um relacionamento genuinamente acolhedor.

  • As pessoas felizes são altruístas e pensam nos outros, pois é sobre a base da generosidade que se fundam os relacionamentos fecundos.
  •  Concordas que as pessoas felizes pensam mais nos outros?    Podes dar três exemplos?
  • Cuidar dos outros descentra-nos e cura-nos, pois “Leva muito mais tempo a ultrapassar uma angústia do que a assimilar algo de bom”.
  • Podes partilhar como alguém ultrapassou uma angústia? E porque será mais rápido assimilar algo de bom?
  • As relações com os outros são uma prioridade e cuidar dos amigos torna-se uma responsabilidade vital, pois a Felicidade de cada um é uma resultante das nossas relações com os outros.
  • Se quiseres fala nas tuas prioridades nas relações com os outros.
  • Que outras prioridades devemos considerar na nossa vida?
  • Como definirias a Felicidade?

OE

Traçando Rumos Singulares

Words for LifeCreative Commons License Leonard J Matthews via Compfight

      Hoje partilhamos a alegria de ter connosco, na Oficina, a querida antiga aluna Júlia Marçal,  psicóloga organizacional e free lancer numa série de iniciativas enriquecedoras que vão traçando um percurso singular no âmbito profissional.

     OE – Júlia, partilhe uma experiência de vida que tenha sido para si apaixonante durante os seus anos de escola.

     JM –  O que nos toca profundamente fica registado não só na memória, mas também na alma. Assim são as recordações que tenho enquanto aluna do Colégio do Amor de Deus. Um episódio muito engraçado, do qual tenho memória, remonta à minha vivência enquanto aluna do 2º Ciclo, quando, no 5º ano, fui ao Jardim Zoológico de Lisboa e, no decorrer do almoço, com colegas e professores perto da jaula dos macacos, um dos macacos, de pequeno porte, aproximou-se e furtou o iogurte da Professora Sandra Pedrosa. Foi a risota total 😊

     OEQuais são os principais fatores que têm modelado o caminho original que está a traçar como profissional independente?

     JMParticipar em projetos de naturezas diversas e contactar com tarefas e pessoas diferentes são os principais fatores que me motivam. Projetos como o meu livro: “A Comida como Almofada Emocional – Porque comemos sem ter fome?” tornam-se possíveis e permitem-me colocar a minha criatividade em prática e dar a conhecer o meu trabalho.

     OEQue conselhos daria a um jovem recém-chegado ao mercado de trabalho para se orientar no mundo complexo da busca de um emprego?

      JM –  O conselho que dou a estes jovens é o de escolherem um emprego alinhado com os seus valores e interesses pessoais, pois assim é mais fácil manterem-se motivados. Outro conselho é: não deixem de procurar outras e melhores oportunidades, de forma a aprenderem novas competências, o que se torna fundamental num mercado em constante mudança.

     OESe tivesse dois anos de liberdade financeira para sobreviver com um bem-estar moderado, a que atividades se dedicaria? Porquê?

    JM –  Nessas condições dedicar-me-ia à escrita, uma das minhas grandes paixões, assim como me dedicaria a projetos relacionados com o empoderamento das pessoas, aos níveis pessoal e profissional.     

    OE – Obrigada, Júlia, por teres aceitado participar nesta entrevista, no âmbito do desafio do #EdublogsClub. Desejamos que continues com o teu compromisso entusiasta e o teu trabalho criativo.

Júlia Marçal

Autora de “A Comida como Almofada Emocional

e Inesquecível Aluna do CAD

13 Hábitos das Pessoas Humildes

This post is the translation of the article “13 Habits of Humble People”, kindly authorized by the author, Jeff Boss, whose attribution is due to his web site www.jeff-boss.com where we find “Inspiring Life Lessons on How to Navigate Change, Unpredictability and Chaos”

Este artigo é a tradução do artigo “13 Hábitos das Pessoas Humildes”, gentilmente autorizada pelo autor, Jeff Boss, cuja atribuição é devida  ao seu web site  www.jeff-boss.com, onde podemos encontrar “Lições de Vida Inspiradoras sobre como Navegar na Mudança, na Imprevisibilidade e no Caos”.

Imagem: Cascais – Oficina de Escrita

As pessoas humildes podem ser injustamente censuradas. A humildade é muitas vezes associada a ser demasiado passivo, submisso ou inseguro, mas isso não podia andar mais longe da verdade.

Pelo contrário, as pessoas humildes são precisamente o oposto – competentes, confiantes em si próprias, a ponto de, como consequência, procurarem realizar-se ajudando os seus. As pessoas humildes são, além disso, auto-eficientes; não sentem o impulso para se vangloriar, mas em vez disso, deixam que as suas ações falem pelos seus ideais. Ser humilde não é subestimar-se, pensar menos de si próprio, mas pensar menos em si próprio.

Para ajudar a identificar como se mostra a humildade (e como podemos adotar uma maior humildade para nós próprios. No fim de contas, quem é que não precisa de uma maior humildade?), aqui estão os 13 hábitos das pessoas humildes.

Elas têm Consciência Situacional

A consciência situacional é uma função da inteligência emocional, que inclui ter consciência de si próprio, do grupo, das ações de cada um e da dinâmica social assim gerada. Assim, as pessoas com consciência situacional orientam a sua concentração para o exterior, na medida em que tentam absorver (isto é, aprender) mais sobre a situação.  

Elas Mantêm as Relações

Estudos mostraram que as pessoas humildes são mais capazes de ajudar os amigos do que as pessoas orgulhosas. Como consequência, mantêm relações pessoais e profissionais mais fortes. Um estudo realizado com mais de mil pessoas – com cerca de 200 em posições de liderança – revelou que as empresas com pessoas humildes em cargos de liderança tinham uma equipa de trabalho mais comprometida e com menos mudanças (saídas e novas entradas) de trabalhadores.

Elas tomam Decisões Difíceis com Leveza

Uma vez que as pessoas humildes colocam as necessidades dos outros antes das suas, quando têm de enfrentar tomadas de decisão difíceis, respeitam os limites morais e éticos que guiam a decisão e baseiam os seus critérios para a tomada de decisão no sentido dos objetivos partilhados mais do que nos seus interesses pessoais. 

Elas colocam os Outros em Primeiro Lugar

As pessoas humildes sabem o que valem. Como resultado, não sentem a necessidade de se exibir perante os outros, só para lhes mostrar que sabem muito. Em vez disso, as pessoas humildes compreendem que os outros não se interessam com o que elas sabem até se darem conta como são preciosos para elas.

A humildade é a verdadeira chave para o sucesso. As pessoas de sucesso às vezes desorientam-se nos seus caminhos. Muitas vezes apoderam-se e condescendem com os frutos do sucesso. A humildade impede esta armadilha da arrogância e da autocondescendência. As pessoas humildes partilham os créditos e a riqueza, permanecendo centradas e ávidas por continuar a caminhada do sucesso.”

 Rick Pitino (Fonte)

Elas Escutam

Não há nada mais aborrecido do que estar a conversar com alguém que se nota perfeitamente que está mortinho por intervir. Quando se veem as suas rodinhas mentais a girar, é sinal que não estão a ouvir, estão antes à espera para falar. Porquê? Porque acham que o que têm para dizer tem mais valor do que escutá-lo a si. Por outras palavras, estão a colocar o interesse pessoal em primeiro lugar.

As pessoas humildes, contudo, escutam ativamente os outros antes de resumir as ideias principais duma conversa. Mais ainda, as pessoas humildes não tentam dominar uma conversa ou falar por cima dos outros. Elas estão muito interessadas em compreender os outros, porque são curiosas. Por falar nisso…

Ajudando os Alunos a Identificar os seus Valores – III

Imagem: Oficina de Escrita

This Article is the translation, with the kind permission of the author, Maurice J. Eliasof the post Helping your Students Identify Their Values     that has been published in Edutopiathe third July 2017. Due to its extension, here is the third and final part.

Este artigo é a tradução, amavelmente autorizada pelo autor, Maurice J. Eliasdo artigo publicado em Edutopia a 3 de Julho de 2017. Devido à sua extensão, aqui fica a III e última parte.

 

Um aluno, ao escrever sobre como ele e os seus irmãos estavam em vias de ser retirados de casa pelos serviços de proteção á infância após a sua mãe ter sido presa, descreveu como um amigo da mãe, que eles nunca tinham chegado a conhecer, lutou por conseguir a sua custódia, quando nenhum membro da família apareceu. A sua regra de vida tornou-se a importância de dar amor mesmo a pessoas que não conhece.

Outro aluno escreveu, “penso que amar os outros é o mais importante. Uma pessoa precisa de ter amor na sua vida. O Amor faz com que a pessoa sinta que tem importância.”

Eis um excerto de uma reflexão de um aluno do oitavo ano sobre a perseverança:

A chave do sucesso na minha vida é a perseverança. O meu fim último é continuar a alcançar os meus objetivos, apesar das dificuldades que possa ter de enfrentar. A minha bisavó foi uma pessoa que lutou para garantir que a sua família fosse bem sucedida. Nascida em 1902, era uma empregada de limpezas que trabalhou arduamente só para conseguir sobreviver. Andava quilómetros a pé para chegar ao trabalho, porque não tinha dinheiro para os transportes. Depois de trabalhar na cozinha de alguém o dia inteiro, voltava a casa e ainda lavava roupa para fora. O seu desejo orientador de tornar sempre melhor a vida dos seus filhos e netos motivou-a a perseverar numa época em que ser negro significava ser considerado menos do que nada. (Extraído de Urban Dreams: Stories of Hope, Resilience, and Character.)

Da Reflexão à Aplicação

Peçam aos alunos, na abertura do ano letivo, para se comprometerem a viver segundo os seus princípios ou regras desde o início. Ao longo do ano, podem convidá-los a refletir sobre o que escreveram e a que se comprometeram, a verificar com os colegas como é que eles estão a consegui-lo e a rever as suas próprias leis, se necessário.

Acerca do AUTOR

  • Maurice J. Elias of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

 

Ajudando os Alunos a Identificar os seus Valores – II

Imagem: Oficina de Escrita

This Article is the translation, with the kind permission of the author, Maurice J. Eliasof the post Helping your Students Identify Their Values     that has been published in Edutopia, the third July 2017. Due to its extension, here is the second part.

Este artigo é a tradução, amavelmente autorizada pelo autor, Maurice J. Eliasdo artigo publicado em Edutopia a 3 de Julho de 2017. Devido à sua extensão, aqui fica a II parte.

Para Desenvolver:

Pode achar útil pedir a cada aluno que escreva as suas próprias respostas a algumas das questões motivadoras, em primeiro lugar; em seguida, pode pedir aos alunos para partilharem essas respostas a pares, depois com uma parte da turma ou mesmo em grupo-turma.   

Os professores devem acompanhar a partilha dos alunos com perguntas para ajudá-los a pensar mais profundamente sobre as suas respostas. Por exemplo,

  • O que torna estas qualidades merecedoras de admiração e de seguimento?
  • Como é que escolheste este ou aquele incidente, exemplo ou pessoa?
  • Por que motivo estas qualidades ou valores são tão importantes para ti?

Elaboração de um Texto Reflexivo

Depois de os alunos terem tido uma oportunidade de pensar sobre e de discutir as respostas às questões, estarão prontos para começar a escrever. Um texto reflexivo deste género pode estar relacionado, no seu formato, com os critérios e objetivos adequados ao ano de escolaridade dos alunos. Eles devem receber instrução para refletir sobre o ano letivo transacto, tanto dentro como fora da escola, e escrever sobre o que eles consideram serem os valores ou princípios pelos quais querem pautar as suas vidas e porquê.

No meu trabalho com professores que orientaram alunos ao longo desta tarefa, os textos resultantes foram comovedores, reveladores e inspiradores. Muitas vezes, os alunos contaram histórias sobre membros da sua família e acontecimentos que foram importantes nas suas vidas. Trataran temas como o amor, responsabilidade, respeito, relacão humana, perseverança, auto-disciplina, coragem, honestidade e gentileza – muitas vezes combinados entre si.

(Continua)

 Sobre o Autor: Maurice J. EliasProf. of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

Ajudando os  Alunos a Identificar os seus Valores – I

Imagem: Oficina de Escrita

This Article is the translation, with the kind permission of the author, Maurice J. Elias, of the post Helping your Students Identify Their Values     that has been published in Edutopia, the third July 2017. Due to its extension, it will be published in three parts.

Este artigo é a tradução, amavelmente autorizada pelo autorMaurice J. Elias, do artigo publicado em Edutopia a 3 de Julho de 2017. Devido à sua extensão, será publicado em 3 partes.

I

Convide os seus alunos a escrever sobre os princípios orientadores segundo os quais eles querem viver, usando estes tópicos motivadores para os ajudar a começar.

By Maurice J. Elias

     O início do ano escolar é uma ocasião propícia para pedir aos alunos que reflitam sobre aquilo que traz um sentido orientador às suas vidas. E colocar por escrito os seus princípios orientadores de vida é uma tarefa perfeita para esta reflexão.

Os professores de alunos a partir do 5º ano podem pedir-lhes que descrevam os princípios segundo os quais desejam viver as suas vidas. Para os ajudar a sintonizar a ideia, podem conversar sobre biografias que eles tenham lido ou visto em filmes (Também podem ver juntos extratos de vídeos ou lerem juntos excertos de livros); depois organizem um diálogo ou enumerem um resumo das regras pelas quais essas pessoas parecem ter pautado as suas vidas. Também podem colocar aos alunos a mesma questão sobre personagens de romances, adultos presentes nas suas vidas ou figuras históricas.

   Para Começar:

Algumas questões motivadoras podem ajudar os alunos a começar a pensar mais profundamente sobre os seus próprios valores ou princípios.

  • Quem admiras? Enumera três qualidades admiráveis dessa pessoa.
  • Descreve um incidente ou um evento em que tenhas aprendido uma lição da forma mais dura.
  • O que poderias mudar em ti próprio para te tornares uma pessoa melhor?
  • Quais são as três qualidades que valorizas num amigo? Num Professor? No Pai ou na Mãe?
  • Quem foi mais importante na tua vida em ajudar-te a estabelecer os teus valores? Por favor explica.
  • Quais são os três valores mais importantes que pensas serem essenciais para encorajar os teus próprios filhos, um dia mais tarde?
  • Qual é a regra única que tu crês ser a essencial para orientar a tua vida?
  • Se nós vivêssemos num mundo perfeito, como é que as pessoas poderiam proceder de forma diferente do que fazem agora?

(Continua)

     Sobre o Autor: Maurice J. EliasProf. of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

Porque Comemos Sem Ter Fome?

Imagem: Facebook – Fome Emocional

     A nossa Querida Antiga Aluna e Psicóloga Júlia Marçal continua a desenvolver um Projeto dinâmico em torno do seu livro “A Comida como Almofada Emocional“, depois do seu lançamento na Biblioteca de Cascais, através de workshops e de encontros abertos em piscinas, esplanadas e outros lugares aprazíveis onde se formam pequenos grupos de partilha.

     Esta questão importante, trabalhada com estratégias eficazes, tem permitido a muitas pessoas de diferentes idades e condições, potenciar a sua auto-confiança e a sua energia criativa.

      Ouçamos também a voz da própria Autora: 

     “O tema da Fome Emocional diz respeito a uma área complementar aos temas da Alimentação Saudável e dos Estilos de Vida Saudáveis, uma vez que trata de controlar o comportamento alimentar através do conhecimento de padrões que levam as pessoas a comerem sem terem fome.

    Neste sentido, abordar a fome emocional é mais do que permitir a manutenção de uma imagem física agradável, pois é, também, uma forma de prevenir doenças como diabetes, colesterol e doenças cardiovasculares.

     No passado Verão de 2016, em parceria com a Piscina Oceânica de Oeiras e, também, com a Piscina de Barcarena,  desenvolvi um conjunto de sessões informativas sobre o tema da Fome Emocional. O objetivo foi o de levar, junto das pessoas, a seguinte mensagem: “nem sempre o que comemos tem por base uma necessidade fisiológica do organismo, pelo que é importante perceber porque, por vezes, a mente pede comida que o corpo não precisa”. Para além desta mensagem foram abordadas várias técnicas para controlar os impulsos para com a comida.”

Júlia Margarida Marçal

O Melhor Natal de Sempre – I

Sleigh

Steven Feather via Compfight

      As tão desejadas férias do Natal tinham começado há quase uma semana mas, naquele dia, a Rita não podia estar mais ansiosa e entusiasmada: ia visitar o seu tio que estava a fazer um mestrado na Finlândia e, como se não bastasse poder “matar” as saudades que tinha do seu tio preferido, iriam hospedar-se, com toda a família, num hotel na terra do Pai Natal! Só esperava que as coisas corressem melhor do que nos anos anteriores, em que os primos não paravam de se desentender, devido aos seus temperamentos tão diferentes…

     Quando chegou à sala, os pais já estavam lá fora a colocar as malas no carro. Antes de entrar no carro, a Rita verificou mecanicamente a caixa do correio, constatando que existiam três cartas idênticas, respetivamente dirigidas a si própria e a cada um dos seus irmãos. Abriu de imediato a sua e leu, incrédula: “Cara Rita, lamento informar que este ano não poderei distribuir os habituais presentes, pois estou absolutamente esgotado e resolvi tirar umas férias. Espero que compreendas e que nunca te esqueças de que os presentes são a parte menos importante do Natal. Boas Festas! Assinatura: Pai Natal”.

        Já no aeroporto, entregou as cartas aos irmãos que, ao lerem-nas, ficaram tão atónitos como ela.

        – Então e a minha Barbie Starlight Adventure? – indagou, furiosa, a Patrícia. E acrescentou: – O Pai Natal não tem o direito de tirar férias agora, sem pelo menos ter alguém que o venha substituir!

     A Rita, que sabia como a irmã mais nova conseguia ser irritante, egoísta e mimada, encolheu os ombros, mas o Pedro, sempre pronto a ajudar, tentou acalmá-la:

        – Calma! Olhem, já que vamos à Finlândia, podíamos ir à casa do Pai Natal e investigar o que se passa… Provavelmente, estas cartas não passarão de uma brincadeira de mau gosto…

      Não puderam acabar a conversa, pois chegara a hora de embarcarem no avião.

     A viagem foi longa e, por isso, os irmãos passaram praticamente o tempo todo a dormir e, quando não o estavam a fazer, a utilizar os respetivos MP3, consolas e telemóveis. Em “modo de voo”, claro!

        Ao chegarem a Helsínquia, onde fizeram escala, já lá estavam os tios e os primos que tinham vindo da Alemanha – a Constança, o Vasco e a Mariana, com os seus pais -, mas tiveram de esperar pelo resto da família que viria dos Estados Unidos da América. Quando todos chegaram, saudaram-se efusivamente e seguiram juntos para Rovaniemi, onde fica a Vila do Pai Natal.

     Já novamente no avião, os primos americanos, Michael e Kathy, e os que viviam em Berlim contaram-lhes que tinham recebido exatamente a mesma carta, nos respetivos países onde moravam, o que começou a deixá-los francamente preocupados. Todos concordaram com a ideia inicial de Pedro, à exceção da Kathy, que proferiu, irónica:

        – Se quiserem, vão vocês… Eu prefiro ficar na cama, mas teria todo o prazer em acompanhar-vos se estivéssemos em Nova Iorque ou em Paris e o Pai Natal vivesse lá… Lá é que o Natal tem classe e elegância…

     Os primos entreolharam-se e pensaram de si para si como a Kathy continuava a ser a presunçosa de sempre… Entretanto, chegaram ao hotel, onde já estava o tio, que os recebeu com grande festa. Abraçou-os um a um e indagou:

     – Como estão, queridos sobrinhos? O que dizem a acompanharem-me, logo, numa excursão para tentar ver a aurora boreal?

        Todos adoraram a ideia, até mesmo a Kathy e exclamaram em uníssono:

        – Siiiiiiim!!!!!!

(Continua)

Maria Leonor Simões Matos Pinheiro e Valadares (CAD – 5º B)

1º Prémio no concurso literário “Um Conto de Natal 2016” (escalão B – Texto original – Alunos do 2º ciclo do ensino básico)

O Menino Que Não Conseguia Sonhar

Imagem: Alda Facebook

    Mais uma antiga e muito querida aluna do nosso Colégio vem partilhar com todos nós a beleza  de uma mensagem que traz consigo uma força de transformação.

     Sofia Ferreira da Costa anuncia o lançamento de um livro diferente, dedicado ao público mais pequenino e, por isso, também, o mais sensível: se, por um lado, precisa da nossa proteção dedicada, também está totalmente  aberto  a uma esperança mais generosa.  

     Saudamos, com imensa alegria, este triunfo nascente, gerado no encontro do amor inteligente pela infância com  a invenção viva que lhe transmite a liberdade.

OE

Ana Pessoa Visita a sua Escola

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Imagem de: APCAD

     No passado dia 26 de Novembro, tivemos a honra e a alegria ímpares de acolher entre nós a jovem escritora e ex-aluna do CAD, Ana Pessoa.

     Como embaixadora da União Europeia, Instituição onde trabalha como tradutora, apresentou, aos alunos do 11º ano, um panorama geral sobre a história e as instituições da União Europeia, bem como o amplo leque de possibilidades abertas aos jovens no âmbito dos estudos, vida profissional e actividades de voluntariado. Os valores inspiradores do projeto de Schuman foram ainda evocados na sua força configuradora de uma Europa leal aos pressupostos da  Democracia.

    Depois de uma pausa, seguiu-se a sua desarmada exposição  a uma chuva de perguntas dos alunos do 7º ano,  que revelou os contornos do seu percurso no mundo da  criação literária, as suas experiências no campo profissional e ainda preferências, sensibilidades, pormenores do viver, todos intimamente irmanados com o processo das suas criações.

    Os Sétimos, no seu acolhimento caloroso e vivo, rodearam, por fim, a jovem autora, com os seus cadernos diários de Português, a fim de coroar o laborioso trabalho de pesquisa com a jóia do autógrafo.

    Ana, uma Pessoa genuína, que tece o seu caminho próprio com a leveza de um humor singular e uma tranquila confiança nos poderes da linguagem:Nós somos as palavras que dizemos e pensamos“; um promissor trabalho criativo que nos vai continuar a cativar.

Oficina de Escrita do CAD

AS Sereias Existem?

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     As Sereias existem?

    Não perca, amanhã, 16 de Dezembro, às 12h, a sessão de Discussão Científica no CAD, na sala de Nossa Senhora, com o ilustre grupo do 6ºC a animar o debate.

     Um enigma milenar que tem desestabilizado reinos e desafiado heróis, vai ser finalmente esclarecido!

     O que diria Ulisses, que atravessou o mar das Sereias com risco de perder-se para sempre? Se não fosse a astúcia de Circe, recomendando-lhe que se amarrasse ao mastro, enquanto os seus marinheiros remavam com os ouvidos tapados..

     .O que diriam os Argonautas que, só graças à música do divino Orfeu, puderam escapar ao canto irresistível das sereias?

     Venha descobrir amanhã o segredo mais bem guardado na profundeza dos mares!

Cátia e Mafalda no encontro com José Fanha

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 Imagens de 3 Alpes e Chronicle

Cátia:

     – O escritor aconselhou-nos a ler A Gaivota que ensinou o gato a voar. Ele foi simpático e muito divertido. Também foi divertido ao ler os seus poemas.

     Gostei de o ouvir falar em Gandhi e em Mandela.

Mafalda

    Os maiores heróis eram Gandhi e Mandela, porque faziam tudo para proteger as pessoas.

Cátia:  

     Ele falou no poder do escritor: o poder de criar e decidir. Às vezes eu pensava que o mundo era em forma de quadrado. Mas eu não tinha uma caneta mágica.

Mafalda:

     – Percebi que a escrita não é uma obrigação, é uma coisa pura.

Cátia:

     – Gostei quando falou no Alex.com. Que na vida real só temos uma vida e nos jogos temos muitas. É giro pensar se tivéssemos uma vida nos jogos, só uma, e muitas na vida real.

Mafalda:

     – O que eu ouvi inspirou-me para eu escrever um livro.

     Ele fez-me acreditar que a escrita não é só pensar em coisas que as pessoas gostem: é o que nos vem à imaginação. Por exemplo, na história da Galinha Verde, ele escreve o que sente, não está à espera que as pessoas gostem, mas sim que percebam a sua inspiração.

Cátia O e Mafalda B

 

 C

Inês V P: sobre o Encontro com José Fanha

      ines_v_P_oficina2

Imagem: propriedade de Cadescrita

      O Escritor José Fanha tem a sua própria maneira de ser, a sua personalidade, consegue explicar as coisas à sua maneira, não diz frases feitas.

     Apreciei em especial quando disse:

     ” – Por causa dos livros, conheço muito bem as ruas, as praças e até as livrarias de Buenos Aires, sem nunca lá ter ido!”

     Fez-me pensar quando o meu Pai diz:

     “- Se você vai ler, vai ter cultura”.  

   É uma verdade, pois ouvi uma pessoa a dizer isso, e já com experiência.

Inês V P

 

Ana Clara: sobre a Visita de José Fanha

     

     Gostei do bigode espesso e redondo, quase a tapar a boca. Da forma divertida de contar. De ter falado em Gandhi e Mandela; da forma como vê não só a Europa, como o resto do mundo. Admira as pessoas que lutaram,não com a espada nem com a força, pela felicidade das pessoas que viviam nos seus países.

     O escritor é como o rei e o presidente de cada mundo que cria. Ele é que decide quem é que vai estar lá, como são as pessoas e que instintos vão ter.

     Admiro-o muito, pois tem maneira de conseguir fazer um pouco de tudo, recorrendo à felicidade que vive: teatro, pintura, escrita, maneiras de brincar também com as crianças – como, por exemplo, o rap que nos fez – e explicar o que cada palavra quer dizer.

Ana Clara

 

    

Visita do Escritor José Fanha ao Cad

     No próximo dia 11 de Março, quarta feira, durante a manhã, o escritor José Fanha tem encontro marcado com as turmas de 5ºano. 

  Para este momento irrepetível, alguns estudantes já se adiantaram a tomar contacto com algumas obras do  Autor:  Cátia O, do 5B, leu “Diário de um Menino já Crescido”:

     – Trata da vida de um rapaz que explica como é  a noite, a escola, o avô que vai chegar… vários capítulos, várias histórias numa história só. Cada capítulo transmite uma emoção como a de que a vida passa a correr,  em “O futuro vai chegar”.

 

      A Mafalda está a ler “A Namorada Japonesa do meu Avô“:

     – O livro trata de um avô e um neto; o neto conta como é que a avó morreu e como o neto ensinou ao avô a mexer no computador até que este encontrou uma namorada Japonesa. Eu gostei muito da forma como o neto falava com a avó pela fotografia.

    O Pedro comentou as imagens de Alex:

– A capa tem uma mistura de todas as imagens. Estou a começar: trata-se de um grupo que vai para o mundo virtual, onde fazem uma aventura; aparece o amigo que os salvou da primeira vcz. Talvez seja um pouco complicado para alunos de 5º. A leitura das primeiras páginas mostra que a história vai ser interessante. Faz-me lembrar “Os Cinco” e a coleção “Mistério”. Gostaria de perguntar onde é que se inspirou para as aventuras do Alex.

Apresentando a Karateca

http://www.planetatangerina.com/pt/livros/o-caderno-vermelho-da-rapariga-karateca

        Na sexta feira, 2 de Novembro, na Casa das Histórias, em Cascais,  teve lugar a apresentação do Livro da nossa inesquecível antiga Aluna Ana Pessoa, que se estreou com um Livro juvenil, conquistando o Prémio Branquinho da Fonseca.  

       “O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca” é um livro dedicado aos adolescentes e que os adultos podem apreciar vivamente. Longe dos lugares comuns a que nos habituou a literatura para a adolescência, a Karateca surpreende-nos pela sensibilidade da sua ironia e pela penetração da sua ternura inteligente.

     Ao sabor das  peripécias quotidianas – aparentemente simples – nascem as reflexões de uma jovem, irradiando, com rara qualidade, a alegria de crescer, o humor invencível perante as vicissitudes da adolescência, um questionamento ardente da vida.

      É a força desta interrogação que constantemente liberta a estreiteza do instante num horizonte mais vasto, desvendando, na superfície do quotidiano, uma profundidade escondida. Mas a voz que trabalha estas aberturas permanece adolescente. Na sua formulação, ela torna, assim, acessíveis aos jovens leitores, os temas essencias da eterna demanda do homem, como Deus e o Amor Humano –  que surgem estreitamente entrelaçados nas fórmulas ousadas de um amoroso humor.

     A Ana foi nossa aluna, uma pessoa inesquecível, numa turma excecional, onde se partilharam momentos únicos. No 5ºano, a Ana escrevia uma coleção de várias aventuras com oito personagens que  ela relacionava em diálogos vivos sem perder o fio da meada; no 6º ano, a Ana aventurou-se num policial de longo fôlego, totalmente ilustrado por ela e que também fez as delícias da turma.

    Foi, pois, com uma alegria especial que no dia 2 de Novembro, pudemos saudar a beleza de ter nascido esta  primeira obra de Escritora: Parabéns, Ana!

Ler, Escrever e Contar

  

     No dia 24 de Setembro, realizou-se, na Biblioteca Juvenil e Infantil de Cascais, uma Formação de Escrita Criativa, orientada pela formadora Cláudia Marques, com a participação das professoras de Português do CAD.

     O Encontro, intitulado “Ler, Escrever e Contar”, foi subordinado ao tema que unificou, ao longo do ano, todas as Atividades oferecidas pela Biblioteca, a saber, os Contos Tradicionais da Infância.

     As atividades de escrita combinaram, em sábia proporção, os constrangimentos de uma disciplina estrita com a espontaneidade da invenção; a música, em ampla variedade, veio abrir-nos a uma escuta diferente, mais afinada para captar os pensamentos que sussuram abaixo das opiniões barulhentas da superfície; a livre expressão corporal também contribuiu para invocar a beleza esquecida das palavras que andavam enrodilhadas nos bolsos do nosso afazer nervoso.

     As participantes fizeram, assim, a experiência gratificante de comunicar mais profundamente entre si, enriquecendo também a união do grupo de trabalho com  uma vivência original e estimulante.

     Agora, transmitimos aos nossos alunos alguns destes exercícios libertadores e já são eles a perguntar “Onde é que há mais?”

    Aqui fica o nosso agradecimento pela colaboração generosa da Biblioteca Juvenil de Cascais e pela excelente orientação da nossa Formadora, Cláudia Marques.