Trabalhando o Compromisso

   http://cadescrita.edublogs.orgImagem: Oficina de Escrita

“Todas as Vidas são Compromissos” 

Jacqueline Rémi

      Em Outubro estamos a trabalhar o Compromisso; ele pode consiste em agradar e ajudar uma pessoa que precise que alguém se comprometa com ela, por exemplo: 

  • Um colega que não sabe fazer amizades; 
  • Os colegas mais inteligentes ajudarem – “sem se armarem – os que têm mais dificuldades.
  • O Professor de Matemática compromete-se a ajudar-nos puxando por nós, mandando-nos calar, para mantermos a atenção, o nosso futuro ser melhor e não ficarmos ignorantes.

Margarida Cc, 6A

O que Eu Gosto mais de Fazer na Vida

Harry playing footy vs Oak Park-30 Russell Charters via Compfight

     Para mim, o futebol é o melhor desporto do sempre!  O jogador que eu mais admiro é o Harry Kane, da Equipa do Tottenham: ele chuta mesmo bem!

      Estar com os amigos é fabuloso, pois se eu não tivesse amigos, não tinha com quem brincar.

      Adoro as festas de família, como os aniversários e o Natal. As melhores festas de aniversários são as dos meus tios e dos meus primos, porque têm uma enorme garagem para fazer uma discoteca.

       Fui duas vezes à Madeira e o que eu admirei mais foi a água do mar porque era muito quente, transparente, o mar era manso e havia pedras em vez de areia.

       Na Disneylândia o que eu achei mais extraordinário foi a montanha russa maior da Europa: a Space Mountain.

       No verão, vou três meses ao Alentejo e admiro muitas estrelas quando vou andar de bicicleta à noite. Faço bodyboard na praia da Zambujeira onde o mar tem muitas ondas e a areia tem cor de pele e é fofa. 

Eduardo M, 5B

Aceitando as Diferenças

  htp://cadescrita.edublogs.orgImagem: Oficina de Escrita     

     Em Setembro, trabalhamos o Acolhimento. Tínhamos uma tabela de madeira pendurada à porta da sala:

  • Juntámo-nos em Grupo para discutirmos o que é “ser +” e o que é o Acolhimento.
  • Depois da discussão, partilhamos em Grupo-turma.
  • Concluímos que a melhor interpretação para esta palavra era: “ACEITAR AS DIFERENÇAS”.

       A nossa Diretora de Turma disse para estarmos atentas às pessoas, não só aquelas que são verdadeiros mendigos e refugiados, mas também às que estão mesmo à frente dos nossos olhos. Por exemplo:

  • Um colega que está sempre sozinho e não comunica, a não ser com o seu telemóvel – falamos também sobre este problema.
  • Outro colega fez anos e nós não demos por nada, mas ele trouxe chupas para todos. Reconhecemos que a sua postura e o seu silêncio nos afastam e não sabemos como fazer.

Margarida Cc, 6A

Autogestão e Estratégias de Estudo

https://getstencil.com/app/saved

     Imagem: Stencil

     Esta tarde, na Oficina, o Afonso F e o Alexandre B do 6ºD partilharam a sua reflexão sobre o seu itinerário de estudo desde o início do ano.

1 – Horário de estudo em casa

Afonso Posso aperfeiçoar o meu horário pessoal por escrito, atendendo a que tenho Natação duas vezes por semana e vou começar o Inglês, aqui no CAD.

AlexTenho horário fixo de estudo nos dias da explicadora e nos outros faço-o com a mãe; o tempo de trabalho depende se vou ou não a casa da avó.

2 – Intervalos durante o Estudo

AfonsoA Mãe obriga-me a estudar um tempo determinado e depois faço intervalos. Se estou com o Pai, nesses intervalos,  saio de bicicleta pela Serra de Sintra, fazer “Cache”, que é um jogo em que usamos uma aplicação do telemóvel.

Alexandre – A minha mãe dá- me uma hora ou meia-hora, para eu descansar e fazer o que eu quiser.

3 – Qual o grau de dificuldade do TPC que tem prioridade? 

Afonso  – Começo pelos TPC mais fáceis, para ser mais rápido e fico com tempo para os mais longos;  assim, se não conseguir fazer todos, tenho menos para justificar na Agenda.

Alex Começo com os TPC mais difíceis, para ficar com mais tempo  livre. Chego a casa, descanso e só depois vou estudar. Dou prioridade a Português e a Matemática.

Afonso – Se eu tiver TPC numa disciplina em que só volto a ter aula daí a dois ou três dias, se tiver mais outros TPC para o dia seguinte, espero pela  véspera da próxima aula; senão despacho logo.

Alexandre – Faço logo, normalmente.

4 – Preparação de Testes

Afonso Na véspera faço um resumo  e 3 ou 2 dias antes a minha Mãe escreve os apontamentos para eu estudar por partes.

Alex Na véspera faço uma revisão: com a minha explicadora; antes, em cada dia, fazemos os TPC e depois, vemos na Agenda quais os testes que se aproximam e vamos estudando  por partes.

5 – Estratégias de Estudo

Alex –  Leio sempre 3 vezes por parágrafos; repito duas vezes; nas perguntas, repito 3: a 1ª vez, em geral, não percebi, a 2ª foi mais ou menos, a 3ª vez, já tenho a certeza do que se pede.

Afonso – Leio sempre 3 vezes as perguntas e duas os parágrafos; só às vezes faço resumos. Geralmente os apontamentos da minha Mãe são perfeitos e não os escrevo.

6 – Ao rever mentalmente uma regra, uma fórmula matemática ou uma informação para ser classificada, forma-se uma imagem interior visual ou auditiva? Como é o  “fantasminha mental”. Ex:  Experimentemos somar 49 com 11.

Alex – Ouço o pensamento.

Afonso – Depende – O  pensamento ditou: “quarenta e nove mais um cinquenta mais dez sessenta”.

Alex – Eu vi 49 + 1 = 50 +10 = 60

Afonso – Quando me pedem contas eu primeiro faço auditiva e depois visualmente.

Alexandre – As contas difíceis eu torno-as fáceis.

7 – O que favorece a concentração?

Alex – Fechar-me no quarto, em silêncio total, fecho os vidros das janelas e começo a raciocinar, amo  o estudo.

Afonso – Não consigo estar muito tempo em silêncio, começo a distrair-me e então ponho alguma música. Não muito agitada, mais “soft”. Gosto de estar sentado no sofá da sala ou no meu quarto.

A Oficina de Escrita agradece este precioso contributo para a nossa iniciação em questões de Metacognição.

Afonso F e Alexandre B, 6D

Conversas na Oficina

Transformando “Still Life and a Guitar” – Juan Gris

http://cadescrita.edublogs.orgImagem: “O Cão” gentileza da Autora

Este projeto consistiu em construir um imagem a partir de uma Imagem do Pintor Juan Gris.

OE – Quais foram as etapas do processo para esta criação?

Francisca e Prof Paula– Tínhamos um quadro para desconstruir, recortar e colar. Depois juntamos as peças para uma nova criação.

Francisca – Colamos as peças.

 OE – Qual era o Quadro?

 Francisca e Prof Paula – “Still Life with a Guitar” Foi transformado num cão chamado “Pipoca”

https://www.metmuseum.org/art/collection/search/489983

  Francisca – Este cão fugiu de casa. Entrou numa floresta e encontrou uma raposa pequenina que lhe ensinou Matemática.

  A raposinha ficou admirada com os olhos verdes do “Pipoca”. O seu pelo tinha o ar de uma guitarra. Nessa noite, dormiram na toca pequenina da raposa e conversaram um bocadinho sobre Juan Griz, um pintor que o “Pipoca” apreciava muito. E combinaram visitar uma exposição. Depois adormeceram ao luar que entrava pela toca.

Francisca P, 5A

A Solidão do Compromisso

sunset Françoise Kervarec via Compfight

     Há uma solidão própria ao homem livre: há-de estar pronto e desperto para o combate do dia. Há de responder á aurora com o seu próprio movimento.

    Há uma solidão que se adensa no trabalho, quando a concentração permite compreender o que permanece exterior e de algum modo o assimila para si mesmo e o torna, por aí, interior.

    Há uma solidão “por entre as gentes”, um jogo que permite a relação, uma distância que cuida e reconhece o valor incalculável de uma outra presença.

    Há uma solidão em relação a todos, porém, que não tem paralelo com as outras, e para a qual não há compensação.

    Cada um de nós responde por todos os outros e nesse espaço não cabe partilha alguma, é a condição oculta da comunhão.

     É uma solidão em esforço, em andamento, buscadora.

     Ela saiu pelo lado de dentro na direção de embora e tudo o que permanece aquém, na larga esfera do mundo, não pode adivinhá-la nem sequer reconhecer-lhe os traços.

     Quem se subtrai para tal solidão não deixa vestígio algum da sua partida. Persiste, em território sem limites, caminha segundo o impulso cego do seu coração.

     Essa solidão é ela mesma uma marcha, uma aproximação ao que só se lhe torna acessível porque a supera totalmente.

OE

O Hino da Vida

https://getstencil.com/app/saved

  Imagem: Stencil   

     Dedicado ao Amigo Miguel, nos seus 15 Anos

   Graças pelos 15 anos de Paz que deslizam rápidos, atraídos pela eternidade rumorosa, peso de ouro a encurvar o espaço-tempo de tudo, na gravidade do coração jovem, irresitível queda em mais além como num voo vertiginoso.

     Um presente: a beleza toda surpreendida deste hoje que se distende no estuário do seu curso, uma homenagem de filho a seus pais: nasci livre, um prodígio.

    Os 15 anos de vida fluem, tão imprecisos na estonteante diversidade do que acontece, indecifráveis na sua permanente prenhez de sentido que explode, abrindo atalhos inventados pela força do seu ímpeto e é assim que compõe um hino de louvor.

    A tua vida flui, mas obedece a um ritmo, responde a um compasso interior que lhe orienta o fluxo e quando te deixas modelar por ele, mais te surpreende pelo efeito de suprema liberdade com que desfaz o que parecia emaranhado e áspero, com que torna invencível o que de ti se aproxima sob os traços da Paz. 

Parabéns, Miguel!

OE

Acolher, Comprometer-se, Ser Pacífico

https://unsplash.com/search/photos/welcoming

Imagem: Unsplashing

    Em relação ao acolhimento, no princípio do ano, vi um aluno que, no ano passado era muito popular, mas não era acolhedor; este ano estava diferente: ajudava todos. Com isso, ele deixou de ser popular e os antigos colegas não o acolheram. Agora, ele convive com quem é com ele e, na realidade, está muito mais feliz do que estava antes.

Alexandre T

    Comprometer-se – é uma palavra gira, não é? Mas sabem o que quer dizer? Comprometer vem de “prometer” algo a si próprio, como, por exemplo, acolher as pessoas que foram vítimas do incêndio gigante aqui em Portugal. Eu já fiz isso, porque uma amiga da minha mãe e outras pessoas ficaram sem nada. Eu dei muitos dos meus brinquedos a crianças que necessitavam. Sei que não é o suficiente, mas se todos ajudarem, é diferente.

André  R

     Ser Pacífico é quem ajuda toda a gente. Se as crianças forem pacíficas, já é uma ajuda para melhorar o mundo. E se os pais retribuirem, vão passar boas impressões aos filhos. 

Alexandre T

      Paz. Que Palavra profunda e bonita, não é? Paz tem a ver com ser pacífico, como, por exemplo, não começar uma guerra. E sabem como se faz? Não é com armas, nem ameaçando: é chegar a uma conclusão que é boa para os dois indivíduos. Por acaso usamos uma arma – essa podemos usar para o bem e para o mal – que é a palavra, mas, neste caso, usamo-la para o bem.

André  R

A Vida, um Sorriso, um Olhar Límpido

     http://www.cultureuniversity.com/shhh-values-economy-arrived/

Imagem: CultureUniversity.com

     A Vida não é um assunto que se escreva em duas linhas, é um mistério que se sente.

     A Vida, multiplicada em risos, desce, numa cascada vertiginosa, pelos rochedos do Tempo. Sabemos que o sofrimento é capaz de dobrar os corações, mas a Vida é em si mesma um ímpeto de Alegria incontida, um espumejar de entusiasmo que brota de nascente.

    O Sorriso é o melhor bem da Vida: com um sorriso podemos fazer mil maravilhas: podemos alegrar alguém que esteja triste; o nosso sorriso é como uma rajada que leva alegria a todos os que são capazes de a captar.

     A maravilha do Sorriso é uma cintilação rápida do infinito que dardeja, entre dois amigos, um pacto invencível: serão fiéis, prometem-se apoio mútuo, confiam sem limites.

     O Olhar límpido é um sentimento que não nos deixa conter: temos de desabafar, é como um rio, nunca para.

     O Olhar límpido é uma seta tensa no arco, pronta a voar a direito: o pensamento está firme, apoiado nas palavras claras que deixam correr o sentido direito ao seu fim: não há traição nas terras da Lealdade.

Federica V e OE

Texto a duas mãos

Exercício de Escrita Criativa segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra

Carção é Diversão!

http://5l-henrique.blogspot.pt/2011/06/aldeia-de-carcao.htmlImagem: 5lHenrique     

    Este verão, em Carção, adorei estar com a Família nas Festas de Carção.

    Carção é uma aldeia que pertence a Bragança e fica perto de Espanha. No seu brasão aparece um candelabro de sete braços, recordando que aí viveram Judeus ou Cristãos Novos.

     Como só há uma loja pequena, tivemos de ir a Espanha para fazer compras.

    As festas são no Verão à noite, tem um Bar, carrinhos de choque, muita música, barraquinhas, jogos e as famílias na rua.

     Eu senti-me bem nas férias, animado e com muita diversão! As férias fazem-nos estar com a família, descansar e divertir!

Pedro M 5A

A Alma do Verão

Comporta 2013Creative Commons License Freebird via Compfight

     Este Verão, em minha casa, eu gostei muito de ir á praia, na Comporta. A praia é muito grande, a areia é como a neve, a água é quente, é azul e com ondas enormes!

    Uma vez, uma onda altíssima apanhou-me e eu fiquei como um tornado a redemoinhar! Quando cheguei à areia, estava muito zangada. Quando eu nadava com o meu irmão, o nosso cão, “Koda”, ficava com as patas da frente no ar, como um suricata, aos saltos á beira-mar.

    Uma vez que estava a nadar com os meus pais, o meu pai gritou:

    – Onda! Onda! Eu tentei escapar, mas não tive sucesso: fui a rebolar até à areia! O meu nariz doía porque engoli água. O meu irmão levou areia molhada da beira-mar e atirava-a para cima de mim.

     Na praia, estava a Banda Musical “Depeche Mode” a saltar nas ondas. Eu não perdi a alma na música de Portugal!

Svetty T, 6B

O que Diz a Vida?

Late autumn colorsCreative Commons License Sebnem Gulfidan via Compfight

     Recomeçar é sempre o desafio que nos vivifica e cria uma expectativa pura. Retomamos as grandes questões do início, adentramo-nos na Vida, onde ressoam, intactas, as interpelações daqueles que se tornaram amigos únicos, companheiros de navegação.

“Estás vivo, és alguém que se possa interrogar?”

    O que diz a Vida, nesta madrugada serena em que Deus embrulhou o sono do mundo, aconchegando-o no Ser?

    A Vida diz a Alegria pura de existir; diz a Paz enérgica do acontecer, diz a muda e perpétua Interrogação assombrada dos homens perante a maravilha do Ser.

     A Vida também se deixa dizer como um caminho aberto à mão, trabalhado em direto com as energias puras da alma que permanecem, por graça, em sinergia com o Senhor:

“Quem somos? Para onde vamos? O que fazemos aqui?”

     A Vida exulta também na comunhão em que se tece, urdida de tecidos e cuidados, pequenas tarefas úteis oleadas na vastidão dos sonhos solidários.

     Somos uns dos outros, nunca é demais cantá-lo: é nesse balancear de trapezista atirando-se ao vazio, na confiança de ser acolhido, que mais nos assemelhamos à comunhão de Deus no Seu ser Trino.

OE

A Vindima Espetacular

http://asenhoradomonte.com/2016/10/06/historia-e-tradicao-das-vindimas/

Imagem: História e Tradição das Vindimas

     Este verão, no Casal dos Siopa, gostei muito de encontrar um ninho com ovos, quando estávamos nas vindimas, com o meu tio.

    O Casal dos Siopa fica no Cabeço do Trigo, Gaio, em Alcobaça. Estávamos nós e quatro amigos do meu Tio, que eram de Roma.

     Para fazer a vindima, cada um tinha uma tesoura e um balde, e cortávamos os cachos maduros para os baldes. Quando os baldes ficavam cheios, despejávamos para uns bidés que estavam cá fora, ao pé de nós, e que depois levávamos de trator para a Adega.

    Eu senti-me feliz nas Férias! Elas servem para brincarmos, para nos divertirmos e para nos sentirmos felizes.

Daniel S, 5B

 

As Melhores Férias de Sempre

Relexo 33Creative Commons License Antonio da Silva Martins via Compfight

     Um dia fui para o Algarve com a minha Família: estava um lindo verão único! E a paisagem, nem se fala: fantástica, cheia de pessoas à volta, com um mar esplêndido!

      Parecia uma sopa de caldo verde, tinha vontade de o comer: águas frescas, ondas maravilhosas e baixinhas.

     De manhã, ia sempre comprar pão, para o pequeno-almoço; íamos a Espanha para meter gasolina e ir às compras ou então íamos à praia ou ainda andar de barco, onde mergulhei com uns óculos, para ver os peixes e as conchas.

     Senti-me muito feliz, convivendo com a minha Família. Podem ter sido umas simples férias no Algarve, de uma semana, mas foram espetaculares!

Margarida R, 5C

O Meu Sonho

     Um dia sonhei que  ia a casa da Susana. Lá  vi  a Susana, o Manel , o Vasco e o Zé. 
    A  casa  era de vidro, madeira e cimento  e também  tinha o telhado.  
    Havia  uma piscina  ao lado da casa e eu mergulhei  com a Susana , Zé, Manel  e Vasco.  A água estava muito boa  e eu nadei imenso.
    De repente, apareceu um ladrão  que queria roubar  a carteira da Susana! O Manel e o Vasco  gritaram tão alto que o ladrão apanhou um susto enorme e fugiu.
    Eu não me lembro de mais nada e acordei na minha cama.
    Foi  um sonho muito agitado.
Francisca P, 5 A

Comprometer-se no “Cuidado do Outro” – II

http://deusmelivro.com/critica/a-princesa-azul-e-a-felicidade-escondida-filipa-saragga-20-5-2015/

Imagem: “Deus me Livro”

Cristal “Cuidar” –    II

      Continuamos, em Outubro, a paráfrase meditativa do lindíssimo livro de Filipa Sáragga, descobrindo, nas dobras do “Cuidado do Outro” as implicações do “Compromisso“, que é o nosso “valor“para este mês.

     Ao longo de um diálogo vivo, a Mestra vai vencendo as apreensões da jovem Princesa, em relação à sua capacidade de ir ao encontro dos outros, pois na atitude de “Cuidar” escondem-se compromissos que nos curam e libertam, bem como potenciam a felicidade dos outros.

  • Se aceitamos o nosso próprio arrependimento ou mágoa, mais rapidamente nos podemos focar  intensamente nos outros, apoiando-os ou apreciando-os.
  • Ao arriscarmos a oportunidade de fazer novos amigos, podemos surpreender-nos a crescer com eles  e a sermos melhores.
  • Incluindo no nosso rumo habitual aquilo que é diferente e o complexo nos outros, ajuda-nos a descobrir em nós qualidades desconhecidas e abrimo-nos para novos compromissos.
  • Mantém-se viva a chama da amizade, no compromisso de permanecer sincero com o outro. 
  • Os amigos são honestos entre si, confiam o que lhes é mais íntimo; mas também se comprometem na mútua celebração dos seus sucessos, cada um fazendo sua a felicidade do outro.

     Finalmente, a suave voz desta Sabedoria, encarnada numa Rosa, indica à Princesa os exercícios que a comprometem na aventura do “Cuidar”e que podemos escolher para este mês de Outubro:

  • Ofereceste um abraço a quem mais precisava?
  • Recolheste uma  história de vida dedicada aos outros?
  • Desenhaste ou escreveste um momento em que visitaste alguém ou lhe prestaste um serviço?
  • Podes contar um momento em que fizeste alguém mais feliz?
  • Tens reparado na beleza? Ela está presente nas pessoas, nas ações, nas nossas criações e nas da natureza. Experimenta este exercício da atenção que se descentra de si própria e descobre mil motivos para agir e criar…

OE

As Lágrimas Amorosas

http://www.escapadinhas.org/escapadinha-lagoa-das-sete-cidades/

   Imagem: Lagoa das 7 Cidades

     Este verão, eu e a minha Família fomos aos lindíssimos Açores!

     Gostei imenso de ver a Lagoa das 7 Cidades: metade era azul turquesa e a outra metade era verde esmeralda!

    Conta a Lenda que era uma vez uma Princesa que se apaixonou por um Pastor, mas não podiam casar, porque ela era uma Princesa e ele era apenas um Pastor.

     A Princesa chorou tanto que formou uma Lagoa Azul, porque a Princesa tinha os olhos azuis. O Pastor, que tinha os olhos verdes, chorou também e formou uma Lagoa Verde.

     E as águas não se misturaram porque eles não se podiam casar!

    Gostei muito da ida aos Açores, senti-me feliz, entusiasmada, curiosa e, do que gostei mais foi da praia de água quente em que ao lado havia um vulcão!

Matilde C, 5ºA

Melhores Férias que já Tive!

http://yourholidayhomes.com/things-to-do/parks-and-gardens/helsinki-zoo_689.html

Imagem: Zoo da Finlândia

     Nestas minhas férias, fiquei muito feliz porque a minha tia e a minha prima vieram do Brasil para nos visitar. Depois de alguns dias, fomos visitar o meu padrasto à Finlândia. 

     Eu, a minha tia e a minha prima fomos visitar a cidade de Cascais: disseram que era mais ou menos igual ao Brasil: quentinho e com muitas pessoas. Fomos á praia e à piscina, mas elas acharam a água fria e com mais tom de azul.

     Depois de duas semanas, nós fomos à Finlândia! Elas acharam muito frio no verão, mas adoraram o Zoo, principalmente a minha prima de 4 anos. Foi a primeira vez que elas foram ao Zoo: estavam animadas!  A única coisa que elas não gostaram foi do mar, porque era muito frio.

     O Tigre branco era giro e chamava muito a atenção das pessoas; e tinha um branco na sua pele igual à neve!

      Eu adorei quando vi a minha prima pequenina e a minha tia em minha casa. Estas férias encheram-me de felicidade porque estive com a minha Família!

Leyane S

As Férias devem ser mais Longas

August 2017 - Nika with Angelina and Aurelia eagle1effi via Compfight

      Em relação às férias, considero que deveriam ser mais longas.

     Em primeiro lugaras crianças com problemas nervosos precisam de descansar, porque há pessoas patetas na escola que as enervam. 

     Em segundo lugar, crianças teriam mais tempo livre para estudar, aprender, brincar e fazer amigos novos; esta abundância de ar e de atividades livres é saudável para elas.  

     Em terceiro lugaras crianças poderiam passar mais tempo com os pais; há alguns pré-adolescentes que não se interessam pelos pais, mas os pais são importantes para a vida, são dois lobos que nos protegem das coisas más. 

      Por todas estas razões, defendo que o descanso deveria prolongar-se no verão e ao longo do ano letivo, em especial nas férias de natal e Carnaval porque eu gosto muito do inverno.

Svetty T, 6B

Contando as Férias a um jovem Castanheiro

Imagem: DW Made for Minds

Esta carta foi enviada para o pequeno castanheiro de Dusseldorf que recebe correio de todo o mundo: 

Kleine Himmelgeister Kastanie
Kölner Weg
40589 Düsseldorf
Germany

https://q-ec.bstatic.com/images/hotel/max300/279/27900055.jpg

Imagem: Aldeias de Montoito

25/09/17

Querida Erona, 

     Nas férias, fui ao Alentejo, que tinha uma paisagem muito bonita. A Aldeia onde fui chamava-se Montoito. Estávamos rodeados de verde, eu, os meus avós e irmãos. Gostei especialmente da visita a um Palácio que tinha vestidos de uma Artista para serem usados por nobres. Tinham feitios malucos: de uma prenda, de um bolo, de uma “cup cake”…

Imagem: Viator.com

     Depois fui ao Algarve, a Lagos, com os meus pais e os meus irmãos. No hotel tinha cinco piscinas e uma praia perto. A água, sempre fria, mas quando estávamos acalorados, era ótima para nos refrescar; às vezes cresciam ondas de um azul esverdeado com espuma branca na crista.

    Fui duas vezes visitar a cidade e fiz um “Tereré” em tons de azul. Nestas férias senti gratidão pelas surpresas da vida: no Alentejo e no Algarve gostei de conviver com a minha Família e com a Natureza.

      E tu, pequena árvore, como passaste o Verão?

Carolina A, 6B

25/09/17

     Dear Erona,

     During my holydays, I have been to Alentejo, where the landscape is beautiful. I was in a small village called Montoito, with my grand parents and my sister and brother. We were surrounded by pure green. I specially appreciated the visit to a Palace where we could see dresses made by an artist ; they were supposed to be used by noble people. But they had strange shapes : one was like a gift, other looked like a super cake, and another was like a cup cake…

     Afterwards I went to Lagos, with my parents, my brother and sister. At the hotel there were 5 swimming pools and, very near, a beach. I went to visit the city twice and there I had a «Tererê” made in my long hair.

     There was a beach near by, where the water was always cold, but, when we were feeling hot, it was great as we could be refreshed; sometimes some big waves would grow, blue and green, with white foam on the crest.

    These holidays I felt gratitude for the surprises of life in Alentejo and Algarve; I enjoyed to be with my family and to be in deep union wtih Nature.

    And how about you, little tree? How did you spent your Summer?

A Kiss from Carolina

As Melhores Férias de 2017

https://pt.aliexpress.com/store/product/Inflatable-Flamingo-Pool-Float-Toy-150CM-Party-Water-Rose-Gold-Giant-Pink-Cute-Boia-Tube-Ride/1897368_32819171439.htmlImagem: Aliexpress.com

     Este Verão extraordinário, estive no Algarve e no Alentejo, com os meus queridos Amigos e Família.

     Quando estava nas praias do Algarve, via o mar claro, as pessoas a divertirem-se, as rochas castanhas, a areia brilhante e muitos chapéus de sol.

      Fiz muitas diversões fixes na praia, como: futebol, volei, raquetes, bodyboard, nadar e mergulhar nas ondas e ainda jogar com uma bola que salta na água.

     Gostei imenso de ir à piscina e recebi duas boias novas: uma, enorme, cor de flamingo e em forma de flamingo; outra, redonda, de várias cores, para descansar.  Basicamente cabíamos todos no flamingo, não lutávamos, mas queríamos todos chegar à boia e ficávamos lá.

     Sempre que jogava com os amigos ou me atirava para o mar sentia-me feliz, calmo e em liberdade.

Afonso F, 6D

Aventuras de Barco

http://www.algarvehousing.net/portugal/ferragudo/Imagem: Ferragudo

     Este verão inesquecível, fiz uma viagem até ao Algarve com toda a minha Família e o barco ás costas. O barco ainda ia com a revisão por fazer.

      Achávamos que não ia ser muito complicado, até que, no dia em que fomos fazer a revisão a Faro, recebemos uma triste notícia: tinha uma pequena lesão no motor. O barco não passou na revisão, mas o meu Pai fez de tudo para nós navegarmos no alto mar. Passada uma semana, já estávamos a navegar lá em cima, felizes e contentes.

     O meu Pai decidiu ir buscar de barco a minha irmã e a minha prima, que vinham do CSVI, de autocarro: uma loucura! Paramos numa praia, no Ferragudo. Quando chegamos…

(Continua)

Carminho S, 6A

Experiências Indescritíveis na Carrapateira

https://www.voyagesetc.fr/carrapateira-mon-petit-paradis-au-portugal/

 Imagem: Mon Petit Paradis     

       Este Agosto suave, na Carrapateira, com a minha Família e Amigos, tive experiências indescritíveis.

      Vivemos nesta pequenina Vila com dunas de areia fina e clara ondulando até ao mar brilhante.

      Criei um negócio emocionante e difícil: todos vieram da praia à hora combinada para preparar as pizzas e organizar um restaurante em casa até 30 pessoas, entre os nossos pais, família e amigos.

     Pesquei com cana: aquela sensação de ter um peixe na linha e a cana a tremer nas minhas mãos! Descia das rochas chamadas “Os dois irmãos” para ir apanhar o peixe, como me ensinou, entre muitos outros truques desse sítio, um pescador que ali ficou meu amigo.

      Nesses 13 dias intensamente vividos, quase apanhei o maior peixe da minha vida: depois de uma luta intensiva, consegui vê-lo e, com todo o cuidado, puxei-o. Quando pensei que ele já era meu, o mal aconteceu: a chumbada prendeu numa rocha alta, veio uma onda enorme, arrastou o peixe e levou-o!

Alexandre T, 7A

Amigas em Aventuras!

    Going Slowly Katherine Herriman via Compfight 

     Um dia fui à missa da minha avó que morreu, e estávamos a rezar. O meu apelido é P.;  a seguir fomos a casa e as minhas amigas  iam para a escola  trabalhar, fazer um teste nas aulas, a escrever,  a dizer qualquer coisa; eu estava a ir para casa com a Juliana. A Francisca e a Inês estavam a sonhar do meu próprio sonho onde andavam a roubar nas minhas coisas!

     Então, a Francisca resolveu ir à Sacolinha com a Inês e também com a Juliana. Depois, iam fazer uma visita de Estudo, as três foram a casa trabalhar e a professora delas pediu para estudar. E havia muita matéria!

     Elas estavam a brincar, mas, de repente, apareceu um ladrão. Então, ele raptou a Francisca. A Juliana e a Inês foram salvá-la, porque o ladrão tinha-se ido embora e a Francisca continuou amarrada. E gritaram o nome delas:

      – Juliana, Juliana! Inês, Inês!

     Elas foram salvar a Francisca. E a Francisca foi ter com as amigas.  Já em casa fizeram uma festa, para celebrar a libertação da grande amiga Francisca!

Texto a duas Mãos

Francisca P 5A e OE 

Aventura na Ilha do Farol

https://www.google.pt/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiyj8XN8czWAhXL7RQKHai4C3QQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DUOoz25BKwgQ&psig=AOvVaw2o8YmhkmpGdT_00ooSs5wx&ust=1506859600670568

   Imagem: Ria Formosa2015

      Este verão fantástico, na ilha do Farol, vivi uma aventura indescritível, com a minha Família e amigos.

     À nossa volta havia o mar imenso, uma massa gigante azul clara e água fresca por todo o lado.

    À noite, sob o céu estrelado, eu e os meus amigos íamos a uma Associação na Ilha, onde jogávamos às cartas e andávamos de bicicleta à vontade, até um bar maravilhoso onde bebíamos batidos e comíamos wafels indescritíveis.

    De manhazinha, ia para a praia com 30º graus, mergulhava no mar fresco com os meus amigos e íamos apanhar lapas ao pontão debaixo de água.

    Eu adorei estar na ilha, porque podia viver livre e andar com os meus amigos em pleno dia e noite: foi uma aventura!

André R, 7A

Comprometer-se

     https://sylviaduckworth.com/sketchnotes/

  Imagem: kindness of the Artist Sylvia Dackworth   

     Outubro é um mês em que os estudantes começam a responder pela qualidade da sua aposta nos diferentes trabalhos a que a Escola mais objetivamente obriga ou mais criativamente sugere. Surge então, na sua sóbria austeridade, o valor do Compromisso, onde se tornam palpáveis os acordes com “promessa”.

     Segundo o dizer de Nietzsche, “o homem é o único animal que pode prometer”; prometer é, por assim dizer, o verbo do “sim”, que só se conjuga no futuro. É como uma âncora lançada para diante e que nos prende a um momento que ainda não chegou. Comprometer-se é, assim, um ato da vontade, em que nos prometemos a nós próprios, com algo ou alguém, que estaremos presentes, algures, num encontro por vir.

     Neste ato de vontade, em que nós lançamos – e nos enlaçamos – a um instante do futuro, desencadeamos um fluxo de ações segundo o vetor que nos orienta para um objetivo desejado. As etapas que permitem avançar nesta travessia são as “estratégias”: elas combinam as tarefas com o prazo vazio que medeia entre o ato da promessa e o seu cumprimento, numa atividade com sentido, que nos realiza.

     É pela autonomia deste compromisso vivo que o nosso objetivo ganha espessura e vulto ao longo das ações quotidianas e nos tornamos cada vez mais livres.

OE