As Estrelas Desaparecem?

   uma menina ue olha para o céu e tem uma enorme estrela à sua frente

   Imagem: Gentileza da Autora

    Sinto que a cada dia que passa as estrelas desaparecem e que não posso fazer nada por isso,mas ao mesmo tempo também acho que sou especial,  a única pessoa no mundo que sabe, ou melhor, que pensa que se passa alguma coisa com as estrelas…

     E eu tão triste por saber que não posso fazer nada por isso…

     Eu também acho que não posso confiar em ninguém, pois toda a gente ia achar completamente absurdo e que eu estava a imaginar demais.

    Os meus pais já me disseram que isso das estrelas desaparecerem “não acontece”, que eram as nuvens ou a claridade das cidades que não as deixavam ver, mas eu, sempre de espírito aberto, pensei sempre que não, que as estrelas desapareciam por causa de alguém ou de alguma coisa.

     As estrelas são irmãs das constelações, as constelações são primas do universo e o universo é nosso pai.

      Será que um dia, quando as estrelas e as constelações desaparecerem, todo o universo desaparecerá e tudo o que existe ficará resumido a uma mancha escura no céu? Será … será…

     Ninguém sabe o que irá acontecer no futuro, mas eu sei que irá ser fantástico com estrelas ou sem elas.

     O Sol é uma estrela muito pequena, por mais que pareça muito grande.

     O meu pai já me disse que as estrelas, quando desaparecem, demoram a parecer ao olho humano, pois a luz dessa estrela que desapareceu continua seguindo o seu caminho até chegar a nós.

Carolina C, 6B

Transformando “Still Life and a Guitar” – Juan Gris

http://cadescrita.edublogs.orgImagem: “O Cão” gentileza da Autora

Este projeto consistiu em construir um imagem a partir de uma Imagem do Pintor Juan Gris.

OE – Quais foram as etapas do processo para esta criação?

Francisca e Prof Paula– Tínhamos um quadro para desconstruir, recortar e colar. Depois juntamos as peças para uma nova criação.

Francisca – Colamos as peças.

 OE – Qual era o Quadro?

 Francisca e Prof Paula – “Still Life with a Guitar” Foi transformado num cão chamado “Pipoca”

https://www.metmuseum.org/art/collection/search/489983

  Francisca – Este cão fugiu de casa. Entrou numa floresta e encontrou uma raposa pequenina que lhe ensinou Matemática.

  A raposinha ficou admirada com os olhos verdes do “Pipoca”. O seu pelo tinha o ar de uma guitarra. Nessa noite, dormiram na toca pequenina da raposa e conversaram um bocadinho sobre Juan Griz, um pintor que o “Pipoca” apreciava muito. E combinaram visitar uma exposição. Depois adormeceram ao luar que entrava pela toca.

Francisca P, 5A

Conversas na Oficina: Uma Raposinha no AquaPark

On the Run! Pat Gaines via Compfigh

          O Dia começou como normal, com o Túlio, panda vermelho ou pequeno, que acordou e disse:

    – Vou pintar as caras dos meus irmãos e irmãs com pasta de dentes.

     E desenhou uns bigodes ao Vanya, o cabrito; e com a caneta desenhou os olhos e foi ter com a Svetlana, eu, a raposa com seis caudas e penteado vavilonas e também sou um Pokémon Vulpix, nº 37 e desenhou-me uma barba e uns olhos.

     Eu acordei e ralhei:

     – Tuuuuuulio! Apaga isso, depressa!

     O Tuliou apagou e disse-me:

     – Tu viste a tua cara?  – E riu-se.

      Eu, Svetlana, dei-lhe uma bofetada:

      Twack! E afirmei:

     – Se me voltas a fazer isso, vais ser o meu saco de boxing!

     Ao pequeno-almoço os pais perguntaram:

    – Crianças, sabem onde nós vamos?

    – Vamos ao Aquapark?

    – Claro! – responderam os pais.

       Nós fomos numa caravana, o Tulio, os seus irmãos, eu, os cachorrinhos de Huskie, Aliosha, Grisha, os cachorrinhos de Boxer, todos  para o Aquapark e, no minuto certo, os cachorrinhos de Huskie, exclamaram:

      – Estamos cansados! – a viagem era longa.

    Quando chegaram, eu mostrei os Escorregas radicais, chamados “Tornado-Kamikaze-Whirlwater”.

     Eles experimentaram as  diversões mais espectaculares. Recordo quando Vanya gritou:

     – Não Quero!

      Mas depois, todos se divertiram imenso e regressamos à noite. Nunca me esquecerei desse dia maravilhoso.

(Em parte ditado)

Svetty T, 5B

Cláudia e o Jovem Músico

     jimmy_liao

Autor da imagem: Jimmy-Liao

    Era uma vez uma menina chamada Cláudia; ela estava a passear na rua, quando viu um músico a cantar: ficou tão encantda com o menino que quis cantar com ele. A menina, quando cantava com ele,ficava tão contente que dava pulos. Quando ela acabou, o músico foi para casa.

     Quando chegoou a casa, viu que os seus primos estavam no seu quarto a brincar e mandou-os embora:

      – Saiam já daqui! – disse a Cláudia.

     No dia seguinte, a Cláudia foi para o bosque à procura do rapaz misterioso e encontrou-o. Perguntou o seu nome:

      – Chamo-me Afonso. E tu?

     – Chamo-me Cláudia.

     – Muito bem. Queres vir comigo a um sítio especial?

     – Pode ser…

     A menina, quando foi passear com ele, divertiu-se imenso. Mas depois teve de ir para casa.

(Cont.)

Mariana C, 6A

Um Dia de Caça

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Imagem – Duc de Berry

     Num belo dia, o rei foi caçar com a sua escolta; o rei vestia um longo manto bordado com cruzes a representar a fé cristã; ia montado num cavalo com sela de lã vermelha, tal como toda a sua vestimenta.

     O Rei saiu do palácio, passou a cidade e foi caminhando até à sua floresta. Mal saíram da cidade, viram campos de searas, onde os pardais comiam sementes alegremente. À beira dos campos, via-se um grande lago de cor azul cristalina, imensamente transparente, via-se até ao fim do lago, os peixes que passavam por aquelas águas. De repente, vê-se passar duas vacas, a puxar uma carroça de trigo feita de uma madeira preciosa, de cor meio roxa, meio dourada.

     O rei e sua escolta voltavam da caça montados nos seus belíssimos cavalos, acompanhados por uma matilha de cães. Os nobres vinham com águias nas mãos, treinadas para caçar pardais e perdizes. Atrás dos reis, ao fundo, dois camponeses, com os seus chapéus de palha.

Rafael N, 6D

Segredos do Inverno nas Aldeias Flamengas

   O Recenseamento de Belém

     Imagem: Eurocles Bruegel o Velho – “O Recenseamento de Belém”

      No início do século XV, numa aldeia flamenga, em Belém, o inverno reinava: tudo cheio de neve, árvores sem folhas e rios congelados.

     Os aldeões brincavam no gelo deslizando em cestos, outros deslizavam com tábuas nos pés, alguns, mesmo com tanta diversão, tinham que trabalhar ou de caçar. Viam-se muitos pássaros no topo das árvores, matilhas de cães com os caçadores, que os faziam fugir. Na cidade, viam-se os aldeões a tratar das galinhas e porcos, das fazendas, outros aldeões carregavam carroças, barris e malas.

     Viam-se alguns guardas a levar as suas espadas nas mãos. No meio da grande multidão, vê-se José a conduzir um burro que carregava Maria: estariam de passagem para chegar a Belém.

    Os caçadores estavam todos agasalhados; consigo levavam um arco, uma lança, uma pequena faca e, como não podia faltar, uma grande matilha de cães. 

     É assim que se vivia nas aldeias flamengas e, nesta imagem permanece um mistério: será que Deus está sempre no meio de nós?

Rafael N, 6D

Susan, um Destino

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    Imagem Andrew Graham Dixon Archive

    Era uma vez uma menina chamada Susan: não tinha muito dinheiro e então teria de trabalhar num bar onde havia espetáculos. Estava numa noite de circo e apareceu um homem muito, muito mas mesmo muito rico, digamos que era mais do que bilionário, e disse:

     – Ó menina, dê-me um wiskhy!
     – Com certeza, chefe! – respondeu Susan, bem educada.
     Passado um bocado, o homem voltou com a mesma cara séria e pediu que o acompanhasse. Daí começaram a namorar e, mais tarde, casaram-se, mas porque não saiu ela do bar? Aí fica um pergunta sem resposta…

Imagem: Andrew Graham Dixon – Archive

Mafalda B 5B

Pintar é Silêncio

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 Imagem: Prof Paula 

     Iniciámos muitas vezes as nossas sessões folheando um ou outro livro de Arte para Crianças. Este desvio silenciava-nos; uns breves momentos de atenção a desenhos e pinturas geravam em nós aquela disposição interior que permite acolher a realidade mais familiar como um dom inesperado.

 As pequenas coisas da vida voltavam então  para nós o rosto da sua oculta novidade. E como quem entra na água, entrávamos na frescura do processo de escrever.

Noite estrelada

 

Criado por Ana Clara R

     Eu pintei um quadro chamado “Noite Estrelada”, em que o artista desse quadro chama-se Van Ghog.

      Esse quadro inspirou-me muito, sobretudo a forma como ele fez as combinações de cores no vento.

    Quando pintava o maravilhoso quadro, sentia-me cada vez mais dentro dele e imaginava-me naquela linda paisagem.

      Eu tenho uma grande paixão pela pintura e tenciono não deixar de pintar. Um conselho que vos dou é não deixar de fazer o que gostamos.

Ana Clara R 5c

Oficina de Escrita 4-5: História com o meu Nome

As Letras Dos Nossos Nomes Formam Histórias

História do Nome "Maria"

Montanhas Russas

     O Francisco e a Inês foram para Los Angeles. Quando chegaram, viram um vulcão em erupção na televisão.  Então a Inês pôs o chapéu de fada e resolveu o problema. Mas, de repente, lembram-se que só lá estavam para ir ao Parque de Diversões. Finalmente, já cansados do snowboard na montanha, sentaram-se num banco. Mas não sabiam que era uma montanha russa debaixo da terra.

Maria C

A História que as Letras contam

Parque de Diversões

     Dois meninos a passear pelo Parque de Diversões: M – Eles a saltarem num trampolim. A – Eles a dormir numa tenda. C – Eles a descerem de escorrega. A – Eles a subirem uma Montanha.

Mafalda B.

   

O Sonho

Um Universo Paralelo

     

   

      Era uma vez um senhor, mais ou menos entre os quarenta e os quarenta e cinco anos, que um dia viu, num beco sem saída, entre duas casas de tijolo, um tijolo saliente aos outros; ele, a princípio, não ligou, mas como ele queria sempre ter tudo arrumado, pôs o tijolo no sítio. Ao pôr o tijolo no sítio, um buraco abriu-se a seus pés! Ele caiu e, logo a seguir, o buraco fechou-se.

     Ele caiu num universo paralelo: parecia o céu: era azul e com umas nuvens amarelas que pareciam mais algodão doce. Ele caiu numa ilha voadora onde havia três objetos: uma boca sem língua, óculos de sol e uma miniporta. Ele pôs tudo numa mochila laranja que estava ao lado, pôs a mochila às costas e abriu uma porta que apareceu mal ele pôs as coisas na mochila.

     Mal entrou, uma luz ofuscante cegou-o. Ele pôs os óculos que tirou da mochila e depois conseguiu ver outra porta. Quando saiu, outro desafio o esperava: viu uma parede gigante. Reparou num buraco na parede. Tirou a porta e pô-la na parede: rapidamente ela cresceu. Ele abriu-a e viu uma montanha russa em forma de R. Enfrentou saltos, curvas e a gravidade.

     No fim viu uma taça vazia e, por cima, uma língua. Pôs a boca lá e começou a sair água da língua. Ele bebeu a água e… acordou de um sonho.

Pedro C

 Esforço e Diversão

     Desportos Radicais: simbolizam uma maneira de viver junto ao que é extremo. Mafalda, Pedro e Maria: para subir, sempre a dois, pois no outro se busca apoio; para descer- só no fim – já se pode vir sozinho, pois a própria gravidade nos traz de volta.

     Primeiro, uma muralha sólida: Maria e Mafalda à mesma altura. Em seguida, um precipício entre dois píncaros: Pedro apoia Maria. Depois, a longa escada que permite uma visão superior: Mafalda disfruta e Maria dança entre os degraus a pique. Finalmente, na descida curvilínea, Pedro redobra de velocidade num escorrega vibratório: tais são as ondulações da nossa escrita criativa!

Prof Inês P

Oficina de Escrita 2: Do Outro lado do Quadro

     A Pintura dialoga com a Escrita neste pequeno livro de Mónica Baldaque: 8 pintores portugueses estão representados e, para cada quadro, a contemplação da escritora encontra inspiração para uma curta história. O último quadro, “Menina de Castigo” é oferecido à nossa iniciativa. Aqui ficam excertos do nosso trabalho: 

http://fora-da-estante.blogspot.pt/2011/10/menina-de-castigo.html

     

     Ela podia estar a brincar no jardim, queria ter liberdade, como por exemplo, queria brincar com a lama, e talvez isso fosse proibido naquela altura.

     Ela podia ter estado no jardim a afastar os pássaros, os patos e os animais da quinta, e foi para a sala de castigo.

     Ela podia ter ficado a imaginar-se lá fora a brincar com os amigos e a afastar os animais, mas percebeu que não podia, pois já o tinha feito e estava de castigo. Sentia-se um pouco triste.Pode ter sido a sua dama de honor a mandá-la para ali.

     Como ela estava numa sala que não gostava, e onde havia quadros, podia estar a olhar para os quadros e a imaginar que estava presa dentro dos quadros: podia estar a imaginar ser ela desenhada como num busto e ser ela própria uma rainha.

     Podia ter algo de significativo para ela: o pai podia ter ido para a guerra e ela estava a pensar nos perigos que o pai podia estar a passar. Como no quadro se vê o sol que ilumina o chão ela pode pensar que é o pai a combater, a fazer tudo por ela e a não se magoar. […]

Maria C e Mafalda B

 Origem das Imagens: Edições Asa  e Fora da Estant

Maria C

No Sonho de Alguém

     Esta imagem lembra-me flores, lembra-me pétalas de rosas caídas no chão com o vento, formando uma figura da Torre Eiffel no chão, faz-me lembrar Paris, um Paris muito bonito.  

    Numa tarde de Primavera.  Faz-me lembrar Paris num sonho de alguém…

Rafaela C 5B

Origem da Imagem: http://www.alain-barre.com/article-edgard-maxence-peintre-symboliste-et-portraitiste-02-53399920.html