Variações sobre o Amor

folhas no chão em forma de coração     Photo by Roman Kraft on Unsplash

    – Amo-te tanto, mas tanto, que podia ir daqui à Lua!

     Eu gosto de uma rapariga, mas isso será Amor? Eu gosto do meu cão, isso será Amor? A resposta é “SIM”, pois é isto e muito mais. 

     O Amor é algo que não se pode descrever, mas vou tentar fazê lo. 

     Eu gosto tanto da minha namorada que, quando a vejo, o meu coração parece que fica mais alegre. 

    Mas para mim, o Amor verdadeiro é o Amor pela Mãe, o Amor pela namorada e o Amor pelo Pai. 

     O Amor é o que a nossa Mãe e o nosso Pai sentem por nós e esse Amor é tão forte que até arriscariam a vida por nós. 

     O Amor é o que as pessoas sentem no coração, ao olhar para uma pessoa. 

    O Amor não se escolhe, sente-se no fundo do coração e nunca está explicado. 

     Amor é estar com os Amigos, estar com a Família e com os meus cães.

     O Amor é estar com as outras pessoas a divertir-te. 

     Pois não há só o Amor dos namorados, também há o Amor de amigos, de Mãe, de parceiros de Equipa… 

      O meu Amor pela minha Família é tão forte, que arriscaria a minha vida por todos e ainda pela minha namorada.

      Há o amor heróico dos soldados que carregam aos ombros um amigo ferido e atravessam o tiroteio sem hesitar.

      O Amor pelo amigo é a coisa mais linda do mundo e o da Mãe e do Pai também é. 

     O Amor é quando eu vi um mendigo e lhe dei o dinheiro que tinha para refrigerantes. Então o mendigo, todo contente, deu-me um abraço e foi comprar pão e manteiga por muitos dias, pois eram mesmo 20 euros. 

     Quem vir este texto, quero que pratique o Amor; agora estou a falar de um outro Amor: se vires um Sem-Abrigo, não passes sem ajudar.

    

    Lourenço A, Miguel M e Francisco M N, 6A

Paz na Natureza

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Imagem: Photo by Aaron Burden on Unsplash

        A Paz é um momento de tranquilidade para refletires na vida e estudares o que fizeste de mal e de bem.

     É como estar numa floresta ao luar, com boa companhia e silêncio e a sentir tudo á tua volta.

      Sentir aquele ambiente, aquele cheiro, aquele zumbir das abelhas… paisagem magnífica.

      Nos Alpes, um lago miosótis, as ovelhas na encosta e a densa floresta , logo abaixo dos glaciares que cintilam: exultação da Paz.

     Algo bonito, refrescante e silencioso como a maresia, o cheiro e o movimento. 

     Navegamos num pequeno barco que é a própria vida e não sabemos bem para onde a corrente nos leva, mas a Paz é a vastidão do Oceano a toda a volta, que nos rodeia e ampara. 

    Mergulhar no mar e ser tão refrescante: como tu e o mar serem um só: isso é a Paz.

   Quanta Paz dentro de ti, tudo à tua volta é pacífico e bonito.

       Uma águia a cortar o vento com as suas asas amplas e belas a voar por cima de uma magífica montanha congelada.

     Estar em casa, mas “no fora” que fica dentro dela: a varanda envidraçada para onde se debruça um plátano, com tanto entusiasmo que parece querer entrar.

     Eu, rodeado de animais, sentado numa casota, a preparar uma casinha para outro ser.

     Os olhos dos animais falam: eles dizem uma paz diferente das nossas tarefas agitadas; confiam na harmonia de que é capaz a Natureza quando a tratamos bem.

     A Natureza fala com silêncio e com a brisa da floresta passando pelas gotas de orvalho nas folhas verdejantes. 

(Texto a Três Mãos, segundo o livro “Quero Ser Escritor“,  de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra) 

Alexandre T, André R e OE

“Sei Lá”

    http://aa.com.tr/en/middle-east/turkeys-refugee-camp-for-aleppo-civilians-gathers-pace/707687Imagem: AA.Com 

     ” – Sei lá” – sugeriu a Madalena, quando lhe pedi um tema enquanto ela própria escrevia, a alta velocidade o seu exercício de escrita criativa.

     “Sei lá” – há tanto que não sabemos e sobretudo o que nunca chegaremos a “saber” para crescer e tornar-se mais livre em relação ao sentido do nosso percurso de vida. Que importa? O verdadeiro verbo que abre a vida não é “saber”. Talvez os verbos “conviver”, “pressentir” e “confiar” nos transportem para muito mais perto desse “lá”.

    “Sei lá” – mas não, precisamente, não sabemos o “lá”. Ele não constitui objeto de saber, mas apenas de expectativa incondicional. “Lá”  é mais longe do que podemos alcançar com a visão e exerce sobre nós um poderoso influxo de atração que pulveriza todo o nosso “saber”. Sim, é a esse preço. Um empobrecimento total do que pensávamos prender nas mãos com segurança, mas para poder abri-las com liberdade.

      Todo o ser em movimento para um futuro ainda não desenhado nem previsto, mas que pode ser antecipado por gestos inauditos. Por exemplo: partilhar tudo, sem prévia escolha, quase como num “rapto”.

     Não disse um “roubo” – só se pode roubar o coração. E “lá” tem a ver com as terras perdidas do coração, território luminoso por desbravar, mas que visto desde o nosso saber, parece obscuro e arriscado, quase como se nos fosse deixar á míngua de ser.

    Mas não: deixa-nos à míngua de ter e de parecer, e isso custa-nos mais experimentar: “lá” jorram as fontes da incerteza viva, da alegria sem motivo, do convívio que não tem fim. “Lá” é a pátria de toda a gente e podemos refugiar-nos nas suas tendas de campanha que deixariam siderados os habitantes dos palácios. Porque essas tendas são acolhedoras e estão tecidas à prova de intempéries.

     “Lá” o sono é repousante, e multiplicam-se, à entrada das tendas, conversas sem fim sob as estrelas. Quem “sabe” se também nós chegaremos, ousadamente, a habitar “lá”?

(Exercício do livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra

OE

Tão Leve e Tão Subtil

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     A Alegria é o melhor que há na vida: quando estamos felizes esquecemo-nos das desventuras da vida.

     A cada minuto que passa existe um novo nascimento fruto do amor de um homem e de uma mulher: o amor, também ele é fruto da Alegria, pois antes da Paixão existe uma Alegria que junta esses dois seres.

     Alegria amorosa que atrai os opostos, geração após geração, no abraço fecundo que perpetua a Humanidade.

     A Alegria é a felicidade que há nas pessoas, é como fazer surf nas ondas que torna algumas pessoas tão felizes. A Alegria é algo que não se vê, mas é como se sentisse no corpo apesar de não o tocar. 

      Tão leve e tão subtil, parece entranhar-se nos recessos do ser, por vezes mendigo aguardando guarida.

      A Alegria é estarmos felizes por algo que fizemos de bem: como a maré baixa, vai subindo e fica maré cheia.

     As marés, por vezes transbordam, no oceano agitado da Alegria: fertilizam os terrenos esgotados, encharcam sonhos gastos, fazem brotar, onde o silêncio era deserto, uma canção inesperada. 

Texto a 3 mãos

Manuel N, Franciso B e OE

ALEGRIAS – 3

https://unsplash.com/photos/tvc5imO5pXk   Photo by Robert Collins on Unsplash

     No dia de Natal, acabamos de acordar e vem a Felicidade, olhamos para o dia, achamo-nos na Alegria. O Natal é um momento de Família, todos felizes com coração e paixão, recebemos os presentes dá-nos vontade de agradecer.

     Até quando olhamos para o lado, os amigos estão lá para brincar connosco e para nos ajudar quando precisamos: uma Alegria tê-los ao pé de nós

     Tantas Alegrias nos rodeiam: os pequeninos que sobem à Biblioteca com grandes olhos redondos e ainda nem sabem ler.

  A Alegria está em todo o lado, até mesmo onde se pensa não se ver nada.

   Até com os amigos, quando estamos em grupo com os amigos mais chegados, eu sinto uma Alegria infinita.

     Invisível, sob os acontecimentos, racha o solo do acontecer quotidiano e brota como um repuxo de água viva.

   Tal como uma semente brota em flor, brota a esperança e alegra facilmente o coração de uma pessoa, pois tal como a semente, a Alegria precisa de ser tratada até crescer e ser maior que a soma das suas partes.

     Cuidamo-la, feridos, por vezes, pela vida, mas é sobre ela que nos debruçamos primeiro: a mais vulnerável, a mais jovem, promessa de um Futuro Absoluto que mal adivinhamos.

Texto a 4 mãos:

5A: Joana Cb, Mariana Lm, Matilde ConsOE

Exercício de Escrita Criativa segundo o Livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra. 

ALEGRIAS – 2

https://getstencil.com/app/savedImagem: Stencil   

      Ela própria se torna o motor do nosso viver: tomamos a decisões, atiramo-nos ao nosso trabalho e resistimos graças à sua energia secreta que mantém o nosso coração fiel.

      Se a Alegria fosse uma animal, seria um coelhinho. A alegria tem liberdade, paixão e sentimentos sem fim. 

     A pomba da Alegria voando e se espalhando por todos nós, saltitamos, brincamos e cantamos sobre a alegria de amar os outros ou de ser amado.

     A Alegria da Família é uma coisa amorosa que nem a conseguimos explicar porque é tanto amor, tanto amor que, se fizermos as contas, é infinito. 

     Misteriosa força que move o coração dos homens e parece penetrar até os poros do universo. Quando já não conseguimos captá-la, sobrevoa-nos, divinamente passa, na sua leveza, para além do horizonte. 

    A Alegria é um sentimento de um coração aberto para ajudar quem mais precisa. Quando alguém sente alegria é algo fantástico. 

     Como se fosse desabando por cima de nós, a Alegria cresce, cresce sem parar.

      A partilha multiplica a Alegria, desdobra-a, quebra-a em mil pedaços doces que misteriosamente sobram mesmo depois de todos a terem saboreado.

Texto a 4 mãos:

5A: Joana C, Mariana L, Matilde COE

Exercício de Escrita Criativa segundo o Livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra. 

ALEGRIAS – 1

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   Imagem: Stencil

   Um infinito, uma torrente que desaba, a nossa alma está viva e sente-se em casa na Alegria.

     Livre, cantando sobre mim, a chuva da Alegria!

    A Alegria, quando nós a sentimos, é uma coisa extraordinária. Por exemplo, no amor, há tanta Alegria que não conseguimos parar de sorrir.

    Alegria de um coração puro que a luz irradia na sua transparência ingénua: apesar de todas as dificuldades, como é maravilhoso viver!

    A Alegria é um sentimento que inclui praticamente todas as pessoas, mas mais a Família e os Amigos. A Alegria até pode ser com o cão, o coelho…

    Há tantas formas de a viver: a própria Natureza nos inspira, nos seus mil matizes de cor que parecem sorrisos do próprio Ser.

    A alegria não tem fim: o melhor da Alegria é amor, amigos, família, bom ser e dar-nos bem com as pessoas e bem-estar com os amigos.

     Amigos verdadeiros estão sempre ao nosso lado para quando precisarmos sem até sem serem chamados, brincam connosco, são como nossos irmãos que são para sempre e nunca nos largam.

    Os amigos são como se fossem família. Para termos amigos temos que respeitar, não os aborrecer e sermos uma bondade para eles

Texto a 4 mãos:

5A: Joana C, Mariana L, Matilde COE

Exercício de Escrita Criativa segundo o Livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra. 

O Dizer do Sentir

https://getstencil.com/app/savedImage: Stencil      

       A Vida é como um vulcão em erupção: com altos e baixos, mas temos de os superar. A Vida não é um sentimento que se escreva em três linhas, mas um sentimento que se vive desde que nascemos até que morremos.

     O sorriso é como uma árvore cheia de frutos, dá muita alegria; só um sorriso pode valer tudo; o sorriso é transmitido a quem o capta.

     O olhar límpido parece-se com uma cascata: ela nunca para, está permanentemente a voar, se ela parar, explode. É como no olhar límpido: temos de dizer o que achamos sem medo de avançar e sofrer as consequências.

     O amanhã ninguém o espera, mas é como uma estrada cheia de pedras, nunca sabemos se vamos cair ou se vamos ficar intactos.

Federica V, 7C

Ser Humilde

   Photo by Vittorio Zamboni on Unsplash

  Photo by Vittorio Zamboni on Unsplash  

    Ser humilde é uma atitude que deve ser trabalhada todos os dias, pois tal como uma rolha de cortiça na água é constantemente empurrada para a superfície, assim também nós sofremos de uma tendência para sermos o centro de tudo.

 Ser humilde passa por:

  • Tratar bem os outros;
  • Reconhecer o próprio consciente: ficamos a saber algo mais sobre nós; 
  • Os outros  recebem mais atenção, percebem que alguém os compreende.
  • Não é só ser carinhoso e amável, mas sim partilhar ativamente os seus dons com os outros, por exemplo: 
    •  um pintor partilha os seus quadros; 
    •   um professor partilha a sua sabedoria;
    •  um padre partilha a sua religião viva.  

     Como qualquer outro valor,  podemos treinar a humildade de formas muito simples, no quotidiano, tais como: 

  • Esperar uns segundos antes de falar quando uma discussão se torna acesa demais.
  • Ao longo de uma conversa, tomar a decisão consciente de escutar mais do que falar.
  • Apreciar a proximidade dos outros formulando perguntas não intrusivas mas que ajudam os outros a mostrar a riqueza dos seus pontos de vista.

      Ser  humilde tambémm é ser capaz de se dizer as atitudes de que não se gosta no outro, sem precisar de magoar alguém.

Margarida CC e OE

Texto a duas mãos segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra 

A Vida, um Sorriso, um Olhar Límpido

     http://www.cultureuniversity.com/shhh-values-economy-arrived/

Imagem: CultureUniversity.com

     A Vida não é um assunto que se escreva em duas linhas, é um mistério que se sente.

     A Vida, multiplicada em risos, desce, numa cascada vertiginosa, pelos rochedos do Tempo. Sabemos que o sofrimento é capaz de dobrar os corações, mas a Vida é em si mesma um ímpeto de Alegria incontida, um espumejar de entusiasmo que brota de nascente.

    O Sorriso é o melhor bem da Vida: com um sorriso podemos fazer mil maravilhas: podemos alegrar alguém que esteja triste; o nosso sorriso é como uma rajada que leva alegria a todos os que são capazes de a captar.

     A maravilha do Sorriso é uma cintilação rápida do infinito que dardeja, entre dois amigos, um pacto invencível: serão fiéis, prometem-se apoio mútuo, confiam sem limites.

     O Olhar límpido é um sentimento que não nos deixa conter: temos de desabafar, é como um rio, nunca para.

     O Olhar límpido é uma seta tensa no arco, pronta a voar a direito: o pensamento está firme, apoiado nas palavras claras que deixam correr o sentido direito ao seu fim: não há traição nas terras da Lealdade.

Federica V e OE

Texto a duas mãos

Exercício de Escrita Criativa segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra

O Desafio das Cem Palavras

  !00 Words ChallengeImage: 100 Word Challenge 

     Mrs Julia Skinner, uma professora – e “HeadTeacher” –  reformada é a fundadora do site “The Head’s Office” onde se partilham os mais diversos assuntos de interesse no âmbito da Educação; é também a  criadora de alguns desafios internacionais para crianças e pré-adolescentes, entre os quais o “100 Words Challenge” onde estamos a participar, a seu convite,  como “professora comentadora”.

    Em que consiste este Desafio? Num site, construído com toda a segurança, são expostos os links para os blogs de Turma de Professores de todo o mundo, escrevendo em língua Inglesa; todas as semanas é apresentado o desafio, no site principal, sob a forma de uma imagem apelativa, legendada com perguntas exploratórias ou então é apresentado um pequeno conjungo de tópicos sugestivos.

    Ao longo das semanas, os alunos que são autores nos seus blogs de Turma, recebem um número, que, por sua vez, também é atribuído a um “Professor Comentador”, o qual pode pertencer a qualquer Escola do mundo, desde que devidamente identificado e também ele com blog de Turma.

    Cada um desses Professores voluntários – que constituem o “Team 100” deverá visitar e comentar, no mínimo, cinco textos por semana,  da autoria de alunos dispersos pelo mundo, cada um no seu nicho materno que é o respetivo blog de Turma. Os comentários obedecem a regras explícitas, são sujeitos a moderação antes de serem publicados e têm como principal objetivo encorajar os jovens autores e celebrar a sua criatividade, criando laços de convívio cordial numa imensa Comunidade Virtual unida na língua Inglesa.

     Não será, para os dias de hoje, uma forma especial de acolhimento mútuo? Aqui fica, pois, também o convite aos nossos alunos para participar. Basta o acordo dos Pais e do Diretor de Turma para poderem publicar diretamente no Blog da nossa Oficina e receber o tópico de cada semana.

OE

Os Mistérios da Linguagem – II

smart cookieImagem: Leonard J Matthews Flickr CC

     As pessoas podem ser possuídas por uma “carga agressiva” porque temos emoções,  e transmiti-la nas palavras, pois as palavras, se voam como gaivotas, também nadam como tubarões.

      A força das palavras para “voar” indica que elas criam sonhos e superam obstáculos; a agilidade das palavras em “nadar” também nos mostra que elas podem impor limites e fazer o outro parar.

      Comunicar não é só falar, mas sim escutar, pois nem sempre se trata de falar com palavras, mas sim escutar a beleza das palavras das outras pessoas. 

Margarida Cc, Francisco M N, OE

(Exercício de escrita criativa segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra)

O Despertar do Cão Preguiçoso

RAF Police Dog Training Defence Images via Compfight

     Era uma vez um cão preguiçoso, que fazia sestas intermináveis á sombra de uma tília no quintal do vizinho Herculano. Este senhor era conhecido por adotar animais abandonados com um carinho desmedido.

      Porém, ele já tinha muitos cães e todos eles eram preguiçosos, mas este era muito mais que os outros e tinha sido sempre assim, desde pequenino: era o “Plof”.

     Foi então que o Sr. Herculano o entregou à escola de cães-guia: com aulas esforçadas, novos companheiros e um instrutor incansável, o cão transformou-se num magnífico sabujo rastreador, que chegou a ganhar torneios em caçadas e se tornou no orgulho do seu dono.

Lourenço C, e OE 6B

Exercício de Escrita Criativa: Texto a duas mãos, segundo o livro Eu Quero ser Escritor”

Cruzeiro do Sul sobre Milevane


The Crux 2inefekt69 via Compfight

    Tema dado por Mafalda A e Mafalda F, dedicado á nossa Prof Catarina Santos

      As estrelas do “Cruzeiro do Sul” brilham silenciosas sobre o outro hemisfério. Aí, a nossa outra metade desafia a pobreza e não pára de dançar sobre as terras vermelhas de Milevane.  “Cruzeiro” é viagem no mar e balizas de ir e vir, mas o risco pulsa no percurso sobre o instável caminho.

     “Cruzar” pede às vezes cuidado para unir, em vez de separar, mas uma “encruzilhada” empurra à decisão que livra do que é comum e abre o acesso ao único. “Cruzar” fronteiras é ousar para lá dos limites vividos e descobrir outro rosto que estava escondido em nós.

   “Cruzeiro” é o jogo de estrelas que não vemos daqui, mas que a nossa Catarina contemplou: elas desenham no céu o sinal de uma Cruz, mas só brilham do outro lado de tudo.  A cruz permanece na raiz: origem viva que nos faz nascer para o infinito.

OE

Os Mistérios da Linguagem

    Smart Cookie

Creative Commons License Leonard J Matthews via Compfight

      É tão estranho nós comunicarmos em palavras! Como as inventamos? Como lhes injetamos um significado? 

      As palavras não vêm assim do nada: vêm do nosso coração, mesmo que seja uma palavra má. Mas depois percebi que, por vezes, as pessoas são como que possuídas por uma palavra que tem carga agressiva. Não pretendem agredir os outros.

     Sempre achei que um palavrão fosse uma autêntica porcaria Mas as palavras más apagam-se com um pedido de desculpa simples e sincero e, se escapar um palavrão, podemos usar uma leve ironia, como: “não se fala com a boca cheia”.

     Como é que nós conseguimos falar e transmitir emoções, através de palavras, como, por exemplo, “Amor”?  Por exemplo, as palavras “Amigo”, “Paz” e “Amor” são palavras que nos mexem no coração.

      A palavra “Família” é linda e é a palavra que une muitas pessoas em comunidade de amor.  Viver a palavra “Família” pede muito cuidado, dedicação e tempo livre, senão ela passa-nos despercebida.

      As palavras criam confiança entre as pessoas e são como uma “chave” que abre a porta para todas as aventuras. 

Margarida Cc, Francisco M N, OE

Texto a 3 Mãos

(Exercício de escrita criativa segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra)

O Ninho

Imagem: Oficina de Escrita

      Eis um lugar que procuramos, uma e outra vez, não só como a origem, mas sobretudo como um fim último, que recupera aquela e a transforma num eterno recomeço.

      Eis um lugar que pode ser entretecido por fios de tempo, de penugens de afeto, de palhinhas de conversas, com raminhos partidos das decisões marcantes.

      Eis um lugar ao abrigo da intempérie, camuflado de folhagem, ousadamente equilibrado no cruzamento de  dois ramos sobre o abismo, como um desafio que a confiança ingénua do ser opõe ao nada.

     Eis um lugar frágil e, ao mesmo tempo, inexpugnável, que ninguém pode tomar de assalto, e é apenas acessível por convite, mas que o primeiro vento da tarde pode derrubar, na sua desarmada exposição a qualquer força errante.

OE

Conversas na Oficina: Uma Raposinha no AquaPark

On the Run! Pat Gaines via Compfigh

          O Dia começou como normal, com o Túlio, panda vermelho ou pequeno, que acordou e disse:

    – Vou pintar as caras dos meus irmãos e irmãs com pasta de dentes.

     E desenhou uns bigodes ao Vanya, o cabrito; e com a caneta desenhou os olhos e foi ter com a Svetlana, eu, a raposa com seis caudas e penteado vavilonas e também sou um Pokémon Vulpix, nº 37 e desenhou-me uma barba e uns olhos.

     Eu acordei e ralhei:

     – Tuuuuuulio! Apaga isso, depressa!

     O Tuliou apagou e disse-me:

     – Tu viste a tua cara?  – E riu-se.

      Eu, Svetlana, dei-lhe uma bofetada:

      Twack! E afirmei:

     – Se me voltas a fazer isso, vais ser o meu saco de boxing!

     Ao pequeno-almoço os pais perguntaram:

    – Crianças, sabem onde nós vamos?

    – Vamos ao Aquapark?

    – Claro! – responderam os pais.

       Nós fomos numa caravana, o Tulio, os seus irmãos, eu, os cachorrinhos de Huskie, Aliosha, Grisha, os cachorrinhos de Boxer, todos  para o Aquapark e, no minuto certo, os cachorrinhos de Huskie, exclamaram:

      – Estamos cansados! – a viagem era longa.

    Quando chegaram, eu mostrei os Escorregas radicais, chamados “Tornado-Kamikaze-Whirlwater”.

     Eles experimentaram as  diversões mais espectaculares. Recordo quando Vanya gritou:

     – Não Quero!

      Mas depois, todos se divertiram imenso e regressamos à noite. Nunca me esquecerei desse dia maravilhoso.

(Em parte ditado)

Svetty T, 5B

Nas Ondas da Nazaré

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     Imagem: Praia do Norte

     A Amizade, essa força insuperável que transforma as nossas vidas, enrolou o seu laço fiel em torno dos seis destinos destes jovens inseparáveis: Lourenço, João, Manuel, Maria, Maria, Federica e Matilde. Aquelas férias da Páscoa seriam as mais aventurosas, entre altas ondas, na praia da Nazaré. (OE)

     A Francisca, a irmã mais pequenina da Federica, não podia ir, porque nesse sítio havia muitos ladrões e animais ferozes, (1- Francisca 3º ano) o famoso “Sítio da Nazaré”, onde se formam as ondas maiores do mundo! Era muito, muito, muito, perigoso: dizia-se que, uma vez, de repente, a Nazaré ficou inundada de água, pois uma onda gigante desabou sobre a própria cidade! (2 Tomás 3º ano).

      A Maria  era uma rapariga loira, alta, com olhos azuis, (3 –  Maria B, 6B) os seus cabelos ondulavam ao vento e refletiam o sol, como fios de ouro, quando o vento quase a fazia voar da prancha, nas altas ondas da Nazaré. Elegante, morena do sol, era uma jovem esfuziante de entusiasmo e parecia ter uma energia inesgotável.

      A Maria gostava muito de um rapaz chamado Manuel, que era moreno, baixo, com olhos verdes, cor das belas florestas verdejantes, e um belo rosto (3 – Maria B 6B) salpicado de sardas que lhe davam um ar maroto e atrevido. O seu amor era interminável, e embora ainda não o soubessem, iriam continuar juntos para o resto da sua  vida. (3 – Maria B 6B)

      O Lourenço era ruivo e tinha caracóis, era um pouco baixo, mas muito querido. Era uma pessoa com muita paciência para os outros; gostava muito de João, Maria, Maria e Federica. Eram muito amigos e adoravam aventuras, como descobrir tesouros ou perseguir ladrões.

     O Lourenço era o namorado fiel da Federica; o João era o namorado perfeito da Maria M, e o namorado inigualável da Maria B era o Manuel.

     Maria tinha ainda uma irmã mais nova, que era a Francisca. Como ela era mais pequena, não podia ir, pois tornava-se perigoso. Lourenço era um atleta de alto escalão, João praticava surf e era já um surfista de alta competição, Manuel jogava ténis e muito bem.

      Quando acabaram as aulas, decidiram ir acampar para o “Sítio da Nazaré” porque o João ia entrar num campeonato de Surf. (4 Federica).

     A Maria M era uma rapariga morena, muito bonita, que namorava o João. A Federica era a rapariga perfeita para o Lourenço, com a sua bela cabeleira muito volumosa, (5 Maria M) que fazia lembrar uma princesa do Oriente.

      Nessas férias, os seis amigos foram acampar para uma floresta, na véspera de o João ter a sua prova (5) face às temíveis vagas. Na floresta onde acampavam os seis amigos, brilhava um sol intenso, erguiam-se pinheiros altos, cheios de pinhas castanhas (1 Francisca, 3º ano), que por vezes, caíam, mesmo na cabeça dos rapazes, para grande gozo das meninas.

      À noite, junto da fogueira, estavam a comer marshmellows com chocolate, espetados em pauzinhos, enquanto observavam estrelas maravilhosas. A Maria, a Maria e a Federica, exclamaram ao mesmo tempo:

     – São 3 estrelas… não, quatro… não, dez! Sim, de certeza que são dez! (Francisca, 3º ano). E assim, contando estrelas douradas, os seis amigos apreciavam a maravilha da noite cantando, em sua honra, um hino improvisado das “Super-Heroínas”.

Texto escrito a quatro mãos com dois colaboradores do 3º ano.

Maria M, Maria B, Federica e OE 

Um Aniversário Espetacular

Jolie doll CONCOURS

Alluka Zoldyck via Compfight

     Um dia de manhã, os meus Pais foram acordar-me muito cedo, dizendo: – Feliz Aniversário! Anda, levanta-te, rápido! Temos muitas surpresas e prendas para ti, vais ADORAR!

     Assim fiz, levantei-me, vesti-me muito rápido e fui lavar os dentes. A primeira surpresa foi ir à PRAIA!

     Os meus pais alugaram uma bóia e um remo; pois assim que os meus pais me deram a bóia e o remo, eu e oe meu irmãofomos logo para a água brincar com eles.

     Passou-se algum tempo e fui almoçar. Depois, durante a hora de maior calor, fui fazer castelos de areia!

    Na hora do lanche, os meus Pais, o meu irmão e eu fomos lanchar à Sacolinha. Quando eu estava com a mão na maçaneta da porta, a minha família e toda a gente que lá estava começaram a cantar-me os Parabéns. Comi o meu bolo e logo a seguir fui comer um gelado.

     De seguida, continuaram as minhas prendas, que foram: uma mochila, um carro vermelho telecomandado, um computador de marca Asus, uns ascultadores da marca Sony, um livro com o título “A Montanha Falante”, um I-Phone e, por fim, uma bicicleta, na qual fui para casa.

     À noite, a minha Família veio toda para minha casa cantar-me os Parabéns. No dia seguinte, parti para Paris, para a Disney World Paris. Só voltei no dia 20 de Abril de 2011!

Constança G, 6C

Ágeis mas Perigosas

asleep ( #cc )Creative Commons License Martin Fisch via Compfigh

      Pelas florestas do mundo há criaturas que o mundo desconhece, ou melhor, que não quer conhecer. Ninguém imagina como são, mas eu sim, imagino-as ágeis e perigosas.      

     Ágeis, porque se escondem de todos, sabendo que o medo um dia vai acabar e que os humanos vão descobri-las e estudá-las, há umas que falam e que lêem e, claro, não podem faltar as gigantes sementes ou as minúsculas abelhas.

     E são perigosas: algumas sentem uma espécie de poderes mágicos, mais perigosos do que podes imaginar…

      E se encontrares uma, não te esqueças que são seres como tu, que sentem, que ouvem, que falam e que, apesar de não viverem da mesma maneira que tu, não as estudes. Porquê?

     Oh, “porquê?” é a minha pergunta preferida, mas a tua resposta, só tu a podes encontrar dentro de ti… Gostavas de ser estudado num laboratório a caminho da morte perpétua?

     Pelas florestas do mundo há criaturas e, não te esqueças, elas são ágeis e perigosas.

Francisca, 7A

(convidada da MadalenaC)

Ágeis mas Perigosas

Last Image Of The Day.

John T Howard via Compfight     

     Dedicado a Madalena C e sua convidada Francisca

     Ágeis mas perigosas: são como corças saltando na pradaria, mas não alcançáveis por uma chita.

     Férteis, nas suas iniciativas que não se podem imitar, povoam o seu domínio com momentos agradáveis, totalmente abertos, mas onde quase ninguém ousa entrar.

     São ágeis para desencadear surpresas, mas perigosas para quem as tente dominar.

     Galopam incansáveis, pelo puro prazer do movimento, não por perseguirem qualquer fim obscuro: encontram na amizade o sentido que lhes basta para a celebrarem assim na correria livre da Alegria.

     Preferem o terreno macio, bem calcado, mas pode ser inédito, nunca antes palmilhado, pois fazem do desconhecido o seu oásis.  Elas também descansam, por vezes, quando as noites baixam sob o peso das estrelas e lhes parece que basta estender um braço para colhê-las. Então ficam a pairar no imenso azul cintilante e deixam que do coração lhes brotem os segredos que mais ninguém suspeita.

     Perigosas na maneira como defendem a sua própria verdade: qualquer pessoa que se aproxime terá de enfrentar-se com a espada do seu olhar límpido.

 

Exercício inspirado no livro “Eu Quero ser Escritor” de Elsa Serra e Margarida Fonseca Santos

OE

Querida Ana

suritigre_ana_sofia

Imagem: Zoo de New York 

Floresta dos Castanheiros 6 de Março de 2017

     Querida Ana,

     Estou muito feliz por me teres inventado.

    O meu nome é Suritigre, o meu pelo é fofo, castanho, com riscas brancas.

    Vou contar-te um pouco da minha vida: gosto de viver rodeado de árvores e de ter, ao pé das árvores, uma ribeira. Gosto do inverno: relva coberta de neve, o vento a refrescar-me. Posso comer mirtilos, framboesas e avelãs.

     Os meus amigos são o Timom e o Pumba.

     Sou muito pequeno e tenho a cabeça muito pesada, por isso, quando vou a correr, caio algumas vezes.

     Adorei o desenho que fizeste de mim e sou muito feliz.

Beijinhos para ti,

Suritigre

Ana Sofia D, 5B

A Suavidade da Vida

Maddy

Mark Brejcha via Compfight

      Era uma vez uma menina de quatro anos que, quando  chegou a casa, perguntou à Mãe:  

      – Mãe, o que significa suavidade?

      E a Mãe, ficando espantada pelo que a filha perguntou, fingiu que não percebeu.

      – Mãe, diz lá, o que significa?

      A Mãe, continuando admirada, respondeu:

      – A suavidade significa que há uma coisa macia.

      – Mas não é isso que eu quero saber; isso eu já sei.

      – Ok! A suavidade da vida é teres que levar a vida sempre em frente; não pares nem olhes para trás; anda sempre em frente, porque o que passou já foi; precisas é de viver o futuro com alegria e sem tristeza.

      A filha ficou de boca aberta, virada para a mãe. E respondeu:

     – Obrigada, Mãe.

     No dia seguinte, a menina chegou à escola e disse para a Educadora:

     – Professora, professora, fiz o trabalho!

     E a Educadora chamou:

    – Meninos, meninos! Juntem-se aqui, vamos ver o trabalho.

    E os meninos juntaram-se todos e ficaram a ouvir-se uns aos outros. Este é o dia da pequena Matilde, quando chega a casa, depois da escola e quando começa a escola.

Madalena C, 7A 

O Rogério

Probing

Chris Blakeley via Compfight

     O Rogério era um alien do planeta Candeeiro; tinha o tamanho de uma tampa de caneta. Eu e a Stora Inês estávamos a estudar Matemática e, de repente, aparece um alien do Candeeiro com uma pistola dos Legos e disse-me:

     – Dá-me o teu chocolate!

    Eu respondi logo:

     – Toma toma, todo!

     Passados uns minutos, ouvem-se uns barulhos do Candeeiro e a Stora decide ligar o candeeiro durante dez minutos.

     Passado um bocado, sai de lá o Rogério, a gritar:

     – Vou-vos matar!

     – Vamos fugir, Stora! – Disse eu.

     A Stora concordou. Um dia depois, a Stora foi lá e estava na oficina uma família de Aliens Rogérios.

Manuel D, 7C

Um Conhecimento Espetacular

    Dogs

Creative Commons License Hugh Barbour via Compfight

     Num dia de muito sol, eu ia a passear o meu cão Marley e passei por um parque aquático para cães. Encontrei uma menina a passear o seu cão: tinha pelo bege e longo, era médio e tinha orelhas descaídas.

     Encontramo-nos no carrocel de lavagem para cães.  Sem querer, os nossos cães começaram a fugir e chocamos uma com a outra.

    Começamos logo à procura dos nossos cães e depois descobrimos que tínhamos muita coisa em comum.

     O Smokey e o Marley foram comer – eles são uns gordos. Comeram tanto que estavam quase a explodir.

     A seguir, foram correr, a ver se abatiam quilos. Mas quando chegaram à Disney, foram comer mais batatas e bife. De seguida foram ao bar do Mr. Mick, para cães; lá havia tudo o que havia para adultos, mas dedicado a cães, como: cerveja, vinhos, caipirinhas…

     Eles tinham um relógio que, quando fosse 12h 30 na Disney, cá eram três horas da tarde.

(Texto a duas Mãos)

Federica V e Maria B, 5B

O Violino Mágico – II

     v for violin

NFarmer via Compfight

    Três livros numa prateleira, ninguém sabia de onde tinham aparecido, pois antes a prateleira estava vazia, mas no ano em que os três bebés nasceram, sem cabelo, fizeram uma festa e a senhora da biblioteca gritou:

     – Calem-se! São bebés!

      Mas como bebés fazem festas? Talvez os bebés façam festas, talvez os bebés fossem especiais, talvez a Srª da biblioteca fosse demasiado má. Mas isso não importa, o facto de os livros terem aparecido é que era estranho; se calhar, eram dos bebés.  

     Os bebés encontraram um livro que abria uma passagem secreta onde havia 1000 escudos, mas os bebés não eram burros, foram de elevador e, no fundo, encontraram um violino mágico. Um homem misterioso, disse:

      – O que fizeram, seus bebés doidos? 

      Mas que grandes bebés! Aquilo sim, eram bebés! Os bebés pegaram no violino e foram-se embora, virando a fralda e tocaram magnificamente violino. A senhora da biblioteca cantava muito bem e fizeram uma banda. Mas essa banda não durou muito, porque a senhora cantava como uma vaca a dar à luz. 

      Mau! eu não percebo se a senhora cantava como uma vaca a dar à luz ou se cantava bem, talvez certas vacas a darem à luz até cantem bem, mas adiante. Os bebés tornaram-se super-estrelas, mas talvez o violino é que fosse uma estrela. 

     Os bebés cresceram e, até ao fim das suas vidas, a Banda foi um sucesso, e a senhora da biblioteca voltou para a Banda, pois sem ela, eles não eram nada. Mas no fim descobriu-se que o violino era de plástico e tinha sido comprado no “Chinês”.

   Texto a 3 Mãos: exercício de “nonsense”; improviso de escrita alternando os autores segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra

Matilda M, Bernardo M, Vasco S

Brindes de Verão

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Imagem: Oficina de Escrita

Dedicado a André S, Mafalda A  e Carolina S-C


O brinde para o André: Viver um novo verão

Numa bola ao pontapé, a ganhar no Futebol

A passar de mão em mão o que nos traz alegria

Conviver dias ao sol com renovada energia!


Para a singular Mafalda foge o nosso coração

Ela é única e sem falha na gentileza do olhar

Lealdade a toda a prova: vai viver este verão

Como a vida a começar, uma jovem alma nova!


Adorável Carolina com um toque de malícia

Mas esta jovem menina sabe ser uma delícia

E se a surpresa convém e surgir uma aventura

Tudo o que o sonho contém ela acolhe com Ternura!

OE

O Violino Mágico – I

   For Sale

Creative Commons License Randen Pederson via Compfight

     Havia um  Violino mágico que encantava toas as miúdas e todas gostavam de o ouvir. Então, um dia, uma rapaz começou a tocar e ele deixou de encantar as miúdas.

     Talvez a culpa não fosse do violino, talvez o violino fosse um violino como qualquer outro, mas por várias coincidências, sempre que alguém o tocava, tocava-o bem.

     Talvez as pessoas que o ouviam tivessem deixado de gostar das músicas, mas, enfim, o violino foi abandonado na lixeira. Passados três meses, o violino preparava a sua vingança contra as pessoas: queria torná-las escravas e, aquelas que recusassem, morriam.

     Mas que violino este… após muito pensar em como o fazer é que se lembrou de um importante pormenor… É que era um violino. Era um violino e os violinos não andam nem batem nos escravos e tudo o que um violino faz  é tocar belas músicas.

     O violino percebeu o quão mau tinha sido e que podia ser para sempre abandonado, pois ninguém quereria um violino como ele. Ficou muito tempo abandonado e pensou numa maneira de ser desculpado, mas não, nunca foi desculpado: foi para a Flórida, viver e foi posto à venda por 100 000 000 Euros.

    Houve um homem, que adorava música e comprou o violino para os seus empregados tocarem. Do nada começou a haver um apocalipse de Zoombies, mas o violino acalmava-os e punha-os a dormir, até que um dia, este violino, que custou um número que não sei ler, envolvido como os outros violinos dos outros textos, entre zoombies e diabos. Sem pessoas normais.

     Ele foi para a Nasa e partiu de foguetão para Vénus, onde ficou a viver num país chamado Vétoquis onde foi comprado por um Vénotis.

     Então a polícia espacial apanhou o violino e todas essas pessoas. Durante dez anos ficaram à espera do seu castigo e, quando o descobriram, ficaram histéricos de medo: o castigo era ser atirado para um buraco negro. E viveram felizes para sempre.

[Continua]

(Texto a três Mãos)

Vasco S, Bernardo M, Matilda M – 7A

Voando num Papagaio de Papel

Orillia Ontario Canada ~ Leacock Museum ~ Boat House

Onasill ~ Bill Badzo via Compfight

Dedicado a Carolina F

     A Carolina soltava papagaios na praia do Guincho sempre que estava vento; nas tardes de calmaria, o seu papagaio colorido oscilava como um caracol hesitante e ela perdia o entusiasmo por este desporto. 

      Vivia numa casa singular: ficava no meio de um lago, rodeada de água de um azul profundo, por todos os lados. Só podia sair de barco, quando o Pai a levava, na sua lancha rápida que deixava um sulco branco na superfície espelhada das águas.

      Por isso Carolina ficava muitas vezes a vigiar os ventos na sua janela que tinha grades onduladas de ferro forjado e um canteiro de flores azuis. Ela sonhava poder um dia sair sem a ajuda do Pai, voando, suspensa, no seu próprio papagaio de papel.

(texto  construído a partir das palavras atribuídas aos desenhos improvisados com as letras do nome

C – A – R – O – L – I – N – A; segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida da Fonseca Santos.

Exercícios Criativos

OE

Enfrentando a Trovoada

rainyday

Creative Commons License Pasi Mämmelä via Compfight

     Dedicado a Madalena C, 6A

     A bandeira da vitória esvoaçava ao vento no campo de jogos onde o Tiago tinha acabado de ganhar mais um campeonato.

     Era o fim da tarde, os jogadores festejavam ainda no pequeno estádio juvenil, quando, súbito, um relâmpago incendiou o céu manchado de tons alaranjados e cortou a eletricidade de todos os bairros em volta.

     Madalena nem queria acreditar: agora que ia para a varanda ver desfilar os campeões e aclamar o seu herói, Tiago, aquela tremenda trovoada ia desabar, afugentando toda a gente!

     Um trovão ribombou nas alturas e, tateando no lusco-fusco da sua casa, Madalena acendeu a chama vacilante de uma vela e dirigiu-se para a porta. Cíclope, o seu gato fiel, esgueirou-se imediatamente para guardá-la no arriscado trajeto sob a chuva ingrata.

      Com a roupa encharcada, Madalena protegia a frágil chama sob o guarda-chuva e tremia de frio. Mas todo o esforço valia a pena para ver de novo o Tiago!

(Exercícios Criativos: palavras chave – Bandeira – Vela – Relâmpago – Gato – Cíclope: exercício do livro de Margarida Fonseca Santos “Quero Ser Escritor” )

OE

Saindo Livre

i like light painting

Creative Commons License Wendelin Jacober via Compfight

Estava aprisionado num Tugúrio

Até me salvarem

Mas eu tinha jurado que ficava

A morrer à fome

Enquanto não pudesse descobrir 

De onde vinha o meu nome. 

Mas antes de sair doeu bastante

Pois estava há tantos anos sem mexer

Que já chegava a arder

O que restava em mim de entusiamante 

Era de pasmar, até acabar

Mas tiraram-me da toca, finalmente

Minha Gente,

Eu tenho de ir,

Que é urgente.

Por isso Adeus,

Para me divertir

Posso atingir os Céus!

Exercício do Livro “Quero ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos

(Texto a duas Mãos)

Miguel F e Oe

Corajosa e Divertida

Weekly Photo Challenge #32 - Smile - "The hapiness is in your hands"

Inês Cardoso via Compfight

Dedicado a Carolina F, no seu Aniversário: 

A Carol é uma Menina

Corajosa e atrevida:

Quando era pequenina,

Todos a achavam querida.

Mas agora que cresceu,

E se fez adolescente,

Vejam a volta que deu:

Não lhe agrada toda a gente!

Porém, na Escola, é feliz,

Com Amigos, cheia de Vida…

E há muita gente que diz:

Amorosa e divertida!

OE

Entre o Trabalho e o Lazer

Flickr Montage

Alex Loach via Compfight

Se o sétimo ano fosse um animal

     Seria um cão, porque este ano aconteceram-me muitas coisas boas e, para mim, o cão é o melhor animal que existe para nos ajudar e para confiar.

O segredo de um sucesso nos estudos

     Quando recebi o teste de Inglês, nem acreditei: tive 70%! Foi um grande recorde para mim, pois pensei que iria ter negativa. O segredo é estudar e, quando acabamos, darmos uma grande volta ou passearmos para organizar a mente.

O que significa o Trabalho para ti?

     O trabalho como um apelo é algo que nós devemos fazer e nos deve interessar, para se tornar mais fácil de fazer ou de passar.

    O trabalho como paixão é algo que nós queremos ver como nosso futuro e, um dia mais tarde, como nosso presente. É algo que queremos como objetivo de começar e de terminar. É algo que nós gostamos e queremos fazer ao máximo, temos de o acabar perfeito e de o começar ainda  melhor.

Projetos de Verão

     Viajar muito e divertir-me ao máximo. Vou ao Alentejo, ao Algarve, com a minha Tia; Também espero ir a Espanha e eventualmente a um lugar desconhecido.

Como posso amar melhor este Verão?

     Ajudando os outros com um simples gesto, como as pessoas mais carenciadas que vivem na rua, dar-lhes pão ou até uma simples palavra, como: “Confie na vida, pois ela irá ajudá-lo”.

Catarina C, 7D

Impossíveis Rouxinóis

   Bird | 06.06.14 | 01

Andrey Solovev via Compfight

     São mesmo inimagináveis quando cortam a noite com o seu canto de fogo. Nem se acreditaria na existência deles se não nos fosse dado ouvi-los. Mas é muito raro e perigoso, aproximarmo-nos dos seus esconderijos pois acontece que nascem em ramos altos, escondidos na folhagem, em estratégicos ninhos que mal se podem alcançar.

     Em vias de extinção, seu canto exímio antes da madrugada raramente se ouvirá se não nos adentrarmos na floresta escura. 

     Rouxinol, mas que belo canto, esse! Pena ser noturno. Só quando o luar ilumina as clareiras da floresta, fazendo-as brilhar como pequenos astros, é que podemos distingui-los entre os ramos dos enormes carvalhos… mas carvalhos que tão pouco existem na floresta, agora só eucaliptos, secando tudo à sua volta, sós no orgulho que retira a água aos arbustos mais pequenos.

      Não assim os carvalhos imponentes, sábios anciãos da floresta orvalhada, nobres no seu aprumo sob a chuva. Aí, entre a  folhagem, em noites de luar, entre cintilações de porcelana, podes ouvir o canto de fogo a rasgar a noite e acreditar nos quase impossíveis rouxinóis.

 É essa triste verdade

Que me faz pena

Pois é essa realidade

Que me impediu

De escutar tão belo canto

No entretanto,

Com muito espanto,

Já avistei uns quantos

E mais ninguém os viu.

(Texto a duas mãos)

Segundo “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos

Miguel F e OE

Reflexões em Mosaico

Botanical Backyard Art

Wayne S. Grazio via Compfight

Uma Mudança que me surpreendeu

     Uma nova maneira de pensar: agora não sei o que me aconteceu, mas cada vez que penso em alguma coisa, penso mais do que uma vez, poia penso logo nos riscos que pode ter.

Temas preferidos na Escrita da Oficina

     A Escrita criativa, pois eu gosto de escrever sem temas, de ser eu a inventá-los.

Fontes de Inspiração

     O próprio dia-a-dia; as pessoas que  estão à minha volta.

Sonhar Acordado

     Serve para pensarmos melhor na nossa vida e nos erros que já cometemos e que devemos corrigir.

Uma Vida Solitária

     Para mim, a vida sozinha não iria ter significado nenhum, pois eu só sou feliz com as pessoas que estão à minha volta , pois sem elas não saberia o que é ter uma vida animada e feliz.

Quatro espécies de Silêncio

     As quatro espécies de silêncio podem ser quando a pessoa não tem ninguém com quem falar nem desabafar; também pode ser um silêncio contente, para conseguirmos dar expectativas a alguém. Também pode ser um silêncio desesperado, em que precisamos de estar sozinhos; e ainda pode ser um silêncio só nosso que nunca ninguém  vai desvendar.

Ser Amigo

     Para mim, ser amigo, é quando saemos que teremos sempre aquela ou aquelas pessoas ao nosso lado para tudo, como para nos animar e para nós desabafarmos. Para mim, ser amigo é ter confiança no outro e ajudá-lo no que for preciso.

Catarina C, 7D

 

O Regresso da Aldeia Secreta

The Hidden Mountain Village

Christian Ortiz via Compfight

Dedicado a Vasco E

     Vasco e Rita tinham chegado há pouco tempo à estação de comboios, mas ela parecia adormecida de cansaço porque havia uma espécie de muralha em forma de pente que lhes tinha sido difícil escalar até chegarem ali.

      Vasco não se importava; junto dela o tempo tinha perdido a pressa; o seu relógio escorregava, flácido, no pulso; ficar a olhá-la era já a eternidade.

     Contudo, estavam ambos perdidos e sabiam-no. A sua viagem na Amazónia resultara numa descoberta fulgurante que, no entanto, não poderiam partilhar com ninguém.

      Uma aldeia – sim, uma aldeia secreta e desconhecida, tanto do largo mundo como das autoridades, como até da comunidade científica: uma aldeia virgem, povoada de nativos que os tinham acolhido fraternalmente e viviam ainda num estado primitivo de felicidade.

     Agora, de volta à Civilização, extenuados pela dureza da jornada, sabiam que mais este segredo os unia, que só com amigos muito especiais o poderiam partilhar e isto tornava Rita ainda mais encantadora e insubstituível para Vasco.

OE

(Exercícios Criativos: escrever sem parar durante 6 minutos a partir de um tema dado pelo colega – do livro de Margarida Fonseca Santos)

Um dia Congelado (com gelado)

     Ice Cave

Dru! via Compfight

     Era uma vez uma menina chamada Leonor; era alta, tinha o cabelo loiro e andava no 6º ano.

     Certo dia, a Leonor  foi para a escola  nova no Algarve, mas esta era do tamanho de uma formiga; quando  estavam 31 graus,  os alunos  não conseguiam viver, quase e morriam.

    Mas, noutro dia,  a Leonor foi para a escola e estavam só 2 graus negativos e  a nevar  muito .

     Quando chegou à escola,  estava tudo congelado e as senhoras do bar foram a todas as  salas da escola  oferecer gelado;  a  D. Amélia, a mais simpática de todas,  ainda não tinha  reparado que os gelados  estavam  congelados na sua mão.  Quando  a D. Amélia perguntou à Leonor se queria um gelado,  a Leonor respondeu:

     – 1º, D. amélia tem o gelado  congelado na sua mão;  2º, não quero porque está muito frio para eu comer o gelado!.

      Foi assim esta manhã estranha e diferente da Leonor e da D.Amélia.

Madalena C 6A

A Busca do Gorro

anthropomorphic taxidermy mouse lost in new york subway map metro card

Creative Commons License Amber Maykut via Compfight

      Era uma vez um rato que era rei, gostava muito de fumar e de usar um gorro.

     Há pessoas que dizem que fumar faz emagrecer, mas ele era gordo, porque comia muita coisa, apesar de ter sido expulso do Mac, porque é proibido fumar no restaurante, por isso ele prefere ir a bares em que tenha esplanada.

    Uma vez, perdeu o gorro, porque é muito distraído e o gorro também era um modelo pequeno porque era para ratos.

      Ele procurou  em todo o lado, mas não o encontrava no meio do bar: foi um escândalo, pois o gorro era caro. Ele procurou e, por fim,  encontrou debaixo da mesa.

      Mas ele não estava a conseguir tirar o gorro de debaixo da mesa, porque estava preso, e como era gordo, sem querer, deu um encontrão ao seu ajudante que guardava a droga.

     Ele caiu na mesa, a mesa caiu e assim o rato pegou no gorro.

(Exercício de escrita criativa: com as letras do nome V-A-S-C-O criar um desenho; dar um nome a cada desenho e escrever uma história, em cinco minutos relacionando as palavras escolhidas numa narrativa – segundo o livro de Margarida Fonseca Santos.)

Vasco E, 8

Amigas M & M

mimis_mini

Imagem da Oficina de Escrita

I

A Viagem à Zara

     Uma vez, eu e uma amiga, as Mimis, fomos à Zara e gostamos muito de um macacão que encontramos, por isso decidimos as duas comprá-lo para termos roupa igual: é um macacão calção que era muito bonito.

      Quando o compramos, decidimos ir de igual para a Escola, para ficarmos parecidas, as gémeas Mimis. Depois fomos à casa de banho, entramos por um vidro adentro ao pé da sanita e fomos para o país da Alice no País das Maravilhas, do outro lado do espelho, ter com o coelho…

II

No País das Maravilhas

     Ali conhecemos uma menina chamada Alice e um coelhinho branco e fofinho chamado Bitton. Eu e a outra Mimi descobrimos que dois ovos se transformavam em Gémeos gordinhos para rebolarem. Fomos direitinhas à casa do coelho feliz. Ele explicou-nos que tínhamos de matar o monstro Caudeia. Se o matássemos, voltávamos à escola.

     Mas aquele monstro era tão grande que seria difícil de matar.

     Pouco tempo depois descobrimos que, neste país, tínhamos o poder de voar e de ser elásticas.

(…)

Maria M e Maria B, 5B

(Texto a duas mãos – segundo “Quero Ser Escritor“)

Tenho Andado a…

Original Acrylic Abstract Painting on Canvas Panel "S8 XVIII"

Carl Dunn via Compfight

     Tenho andado a desenhar uma flor rara com cores que não existem na paleta. Ela é muito difícil, mas vale a pena gastar tempo a desenhar. O Tempo modela-se nas mãos como barro macio quando fazemos algo de que gostamos muito.

     Não conheço as cores da minha flor incrível, mas vou inventá-las inventando misturas de verde e azul, as minhas cores preferidas. Com elas se dizem a Terra e o Céu, com elas se pensa o divino e se exalta a esperança.

     Eu gosto muito de dedicar tempo à Família e Amigos: com eles sinto-me muito melhor. Viajar é uma das coisas  que queria aproveitar nos meus passatempos, pois gosto de descobrir novas aventuras.

     Tenho andado a desenhar e a fazer vídeos de youtube. No youtube é que me sinto livre a partilhar o que mais gosto para uma multidão invisível que me escuta ou gosto também de ver vídeos de jogos e falar com os amigos, no skype e sem ser no skype, claro! 

    Falar com os amigos é uma arte de escuta e do dom que nasce connosco em semente, e depois, ao contacto dos outros, com o calor do afeto e a luz do pensamento, começa a germinar. É uma das coisas que gosto mais de fazer na minha vida!

     É tão bom ser livre e fazermos o que nos apetece, mas nem sempre isso acontece! Vivemos como um ribeirinho, saltitando entre as pedras redondas, saltitando num leito apertado: somos livres no saltar, mesmo se o caminho nos obriga.

(Texto a duas Mãos: “Quero Ser Escritor“)  Inês M, OE

Tomada pela Mão

Hand in Hand

Creative Commons License Rosa majalis via Compfight

Dedicado a Vasco E, ao seu Futuro

Tomada pela mão

Ela é uma visão

Que me inspira;

Sentia, há muito tempo,

Que me sobrava o alento

Da vida. 

Agora que ela veio

Já tudo o que era feio 

Se transformou:

Tomada pela mão,

O seu olhar recria

Aquilo que antes via

Como um “não”.

Andamos de mão dada

À volta do jardim

E o seu sorriso aberto

Faz-me sentir mais certo

Do seu “Sim”.

Conheço-a e não conheço

Mas sei que não tem preço

Fazer a descoberta

Desta Pessoa amada:

Sei que não deixará 

Seu coração ardente

Que eu possa sossegar. 

Sei que nós sermos gente

Será uma aventura

E uma segurança

Vivida em Oração.

E que ela quererá

Ficar por toda a vida,

Junto ao meu coração:

Na minha confiança,

Tomada pela mão.

OE

(Exercício de escrita criativa de Margarida Fonseca Santos: a partir de um tema dado: “Tomada” escrever sem parar durante 6 minutos.)

Uma Porta

Open up

Creative Commons License Patrik Theander via Compfight

Dedicado a Vasco E

     Uma Porta, abertura suspensa, uma área de nada, um nada limitado que se pode tampar. Porta: uma volta e fechou, outra volta e abriu, um soco e arrombou.

     Mas sem tampa, uma porta é passagem segura, para outra viagem que não se vai prever, porque aberta, ela chama e desperta, para mil caminhadas num mundo a conhecer.

      Porque porta fechada, ela apenas importa, mas aberta é fachada, despida e despojada, que nos serve de entrada num país de ouro e azul.

      Sendo porta, ela é forte e armada, mas se for destrancada, tu sais livre e és levada para outra dimensão, onde o rosto de alguém pode ser a canção ou, ao menos, à frente, podes ver, adiante, que cada vez mais se sente uma aproximação.

     E quem quer que viaja e se arrisca, encoraja todo aquele que fica e o inveja no amor.

OE

(Exercício criativo: dado “um tema” por um colega, escrever sem parar durante cinco minutos, segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos.)

Suporte de Rodinhas

    suporte_com_rodinhas 

     Será que ninguém liga à importância do suporte?

    Toda a gente gosta mais das rodinhas do que do suporte. Podes estar a pensar que não, mas quando os miúdos vão comprar uma mochila, pedem uma mochila com rodinhas, mas ninguém liga ao suporte, ninguém diz: “Mochila com suporte”.

    A Sério! Já não suporto isto. Eu sou quem suporta as mochilas ou o peso, sou “tipo” o musculado a levantar os pesos; as rodinhas só rodam, são “tipo” aqueles gordos a rebolarem no chão e a chorar porque acabaram as batatas fritas.

    Sou um suporte, mas já não suporto.

Vasco E, 8B

Imagem: bolsas, malas e mochilas

(Exercício de escrita criativa: recebendo “o tema” de um colega, narrar na 1ª pessoa dados autobiográficos relativos ao tema, durante 5 minutos)

Mar Aberto

Creative Commons License Daily Sublime via Compfight

Flightscape 128

Corro sem parar e chego ao mar

Parece que comecei a viajar

Não há fim, só mar

Já é noite escura,

Mas com um grande luar

Agora não posso parar de nadar.

 

Se parar eu afundo.

Talvez, se eu continuar

A viajar

Verei o fim do mundo.

O que haverá por trás do horizonte?

 

Haverá mais mar?

Mar e mar, só vejo o mar

Mas vou continuar a correr sem parar

Por isso o mar  continuo a rasgar.

 

Vasco E, 8B

Nicolás Robles via Compfight

As Amigas Garrafa

Like Dancers in a Line

Viewminder via Compfight

     As amigas garrafa tinham garra e cuidavam de uma girafa no zoo. Elas tinham crescido juntas e costumavam partilhar, ao lanche, uma garrafa de leite abaunilhado.

    A mais nova tinha o pescoço longo e por isso usava colares grossos ou écharpes coloridas; a do meio tinha cabelos compridos com madeixas de um tom azul esverdeado.

    A mais velha era a menos ajuizada, mas ouvia com atenção  os conselhos das mais novas e assim conseguia levar uma vida tranquila sem se meter em sarilhos. Os seus olhos verde-mar eram os mais sonhadores que jamais se viu.

    A mãe das Amigas Garrafa trabalhava num banco, mas o pai dedicava-se ao fabrico artístico de garrafas de vidro que continham pequenos veleiros dentro, construídos com pequenos fósforos devidamente envernizados e pintados.

    As três irmãs sentiam-se seguras com as qualidades da mãe, que garantia o bom rumo das finanças da casa, mas admiravam sobretudo a perícia e o maravilhamento do pai que tinha coração de navegante e amava a imensidão dos mares longínquos aprisionada misteriosamente no pequeno recinto daquelas garrafas verdes.

Para a Maddy, 6A

(Exercício de escrita criativa de “Eu Quero Ser Escritor” que consiste em escrever durante cinco minutos sem parar sobre um tema dado)

OE

Partida para o Desconhecido

Endless

Creative Commons License Adrian Fallace via Compfight

Começo, não posso parar

Estou a correr, mas sem me cansar

Não sei para onde vou

Mas sei que vou

Quando escrevo só consigo

Ouvir canetas a escrever

Ou cadeiras a arrastar

Parece tudo normal

Sem haver algum mal

Só espero correr bem

Sem nenhum rival

Vou a correr para o desconhecido

Sem que comer e sem ter bebido

Mas antes de correr

Lembro-me que tinha lido

“A partida para o desconhecido”.

Vasco E, 8C

Com as Letras de MANUEL…

#010 Caterpie

Figure Focus via Compfight

     Um dia, uma minhoca com seis braços, e um bigode, foi até ao Hawaí; queria ir para uma ilha mágica, mas precisava de um barco, pois a ilha era no meio do mar. Ela precisava também de uma tripulação. Então, ela encontrou  a mulher do guarda-chuva e já tinha um membro da tripulação.

      Ela disse ainda:

    – Precisamos de um barco, vamos falar com o narigudo. Ele tem um amigo com seis braços.

     Então, foram à procura da ilha, pois era a única chance de ficarem ricos.

     Chegaram à ilha. O que eles não sabiam é que a ilha era uma baleia que ia submergir! Mas eles não se afogaram, pois eram óptimos nadadores!

Exercício de “Quero Ser Escritor”

Afonso C, 6A

Sonho de Uma Noite de Verão – II

A soft summer night in the marsh

Trey Ratcliff via Compfight

     Que verão aquele, verão sem igual, uma chuva quente de amigos sempre à roda, mil conversas no ar, a liberdade de ir e vir, celebrávamos a leveza da aurora, a certeza da terra, o sonho de voar.

     Quero ver o mundo e viajar como as andorinhas e descobrir o mundo com as minhas próprias asas.

    As próprias asas crescem devagar, com a paixão do sol poente antes de mergulhar, naquele sentido de dar glória ao abismo do céu, uma aclamação muda, um espanto sempre diverso e a contagiar os outros de um sonho ousado para partir de novo, sempre mais uma vez.

     Patinhar na praia é o sonho que nós temos. Adoramos a praia: é macia, fresca e cheirosa e se não podemos ir à água, vamos patinhar na areia amarela e macia.

      O toque, a textura, o tecido, o trabalho dos dedos no lazer do dia limpo: tudo é concreto e vivo, refulge, na aurora, uma luz de vitória para nós, os filhos da noite de Verão.

      Uma noite de Verão é para celebrar o primeiro dia de verão. Nessa noite, é o dia das partidas e ver as pessoas a queixar-se do calor e a reclamar contra o tempo. Mas continuam a adorar o verão.

      O verão revela a face calma e rumorosa do tempo que se abate sob as estrelas do sonho e se espraia para fora das margens pensadas em todas as direcções que o nosso olhar alcança e mais ainda, muito para lá de onde atinge a vontade genuína dos filhos das noites de Verão.

(Texto a duas Mãos 2º o livro: “Quero Ser Escritor“)

Sofia L e OE

O Ataque dos Zoombies

zombie_hamster

Yo Mostro via Compfight

     Era uma vez um Zoombie que atacava as casas de uma rua. Nela vivia uma velhota sozinha com um gato peludo. O seu primo era agente secreto da CIA.

     Um dia, o Zoombie atacou a casa da velhota. O que ele não esperava é que ela era uma antiga campeã de artes marciais. O primo estava a fazer patrulha nessa rua e ouviu gritos aterradores e correu para o local.

    O Zombie queria comer o cérebro da velhota, mas ela estava a defender-se bem, até que o Zombie lhe tirasse a bengala e a prendesse.

     Com a sua bengala de mogno envernizado com um velho veneno do antigo Irão, cada bengalada que ela dava ia retirando poder ao Zombie. Mas agora estava amarrada na banheira com as torneiras a correr.

        O primo arrombou a porta com uma cabeçada e seguiu o gato peludo todo assanhado até à banheira. Só conseguiu entrar pela janela, pois a porta estava trancada a sete chaves.

       Tirou a sua Golden Eagle do bolso e deu um tiro certeiro na cabeça do Zoombie.

       O Zoombie rebentou todo e espalhou a sua sujidade verde pelas paredes da casa de banho.

     A velhota, já quase a morrer sem ar, foi libertada pelo Primo, com o seu canivete suíço que cortou as cortas.

    A CIA atribuiu-lhe um prémio de caçador de Zombies,  um milhão de dólares e o prémio da Paz. O primo e a sua avó foram viver  para uma mansão com toda a Família.

Narrativa “a 3 mãos”:

João P, 5A, Daniel N, 5A e OE

Exercícios Criativos de “Quero Ser Escritor” de Margarida  Fonseca: cada autor escreve uma frase entre 20 a 40 palavras e passa ao colega.

Um ET Navegador

    Boatman

Creative Commons License Mark via Compfight

    Era uma vez um ET que tinha um grande olho e um chapéu de festa que um amigo lhe tinha oferecido. Ele viajava no seu Optimist, tinha uma cobra estranha e grande.

      Um dia, o Óscar, o ET foi viajar com o seu Optimist, pois tinha que ir ao oftalmologista ver o seu olho gigante, pois tinha passado de gigante para enorme.

      Ele queria entrar no consultório com a sua cobra, ao que o médico respondeu que não eram permitidos animais. O médico disse-lhe que era uma coisa normal dos extraterrestres de Marte, que não era nada de especial.

    Então o Óscar viveu feliz para sempre com o seu Optimist, a sua cobra, o seu chapéu e o seu olho gigante.

Tomás G, 6C

     Exercícios Criativos de “Eu Quero Ser Escritor” de Margarida da Fonseca. Narrativa em cinco minutos relacionando as palavras atribuídas aos desenhos inventados a partir das letras do nome: Tomás – T – Optimist –  – O – Olho – M – ET  – A –  Chapéu de festa – S – Cobra.