Texto Utilitário: O Postal

   

           Escrevemos postais aos amigos, sobretudo nas férias, quando estamos longe durante semanas ou à família, se fomos, por exemplo, acampar por alguns dias com o nosso grupo de escuteiros.

      Este ano, na Oficina, os moradores da Praça das Penas já receberam alguns postais muito fora do vulgar. E a 13 de Setembro, no dia das múltiplas oficinas, escreveram-se postais coloridos que ainda aguardam ser entregues aos seus Destinatários.

    Enquanto aguardamos aqui fica um modelo de Postal com a respetiva legenda: 

Oficina de Escrita 3 Um Conto a 4 Mãos

   Neste exercício,retirado do livro Quero Ser Escritor, cada uma das 4 folhas, com o a indicação do género de conto, passa continuamente entre os elementos do grupo. Estes não podem escrever mais do que 5 palavras de cada vez, em cada folha. O segredo é não pensar, mas completar a frase que o companheiro nos passa escrevendo apenas. Aqui vão exemplos dos resultados:

    Uma vez um cavalo comeu a minha bota e o palhaço adormeceu de o ver, mas a assistênca aplaudiu porque ele era engraçado e divertido e dei uma gargalhada parva; então chegou lá a minha amiga domadora de elefantes indianos, que era parecida com um macaco palhaço do circo: eles eram tão malucos que atiraram o palhaço ao ar e ele caiu em leite creme.

     Eu vi uma sala onde um monstro verde se babava: saltei para cima dele e ele deitou baba verde escura para cima de mim e dele. Ficámos transformados numa libelinha gigantesca e eu dei-lhe um pontapé, ele ia-me comer com os seus grandes olhos, mas fugi pela clarabóia aberta e lancei um C4 que o matou e eu continuei no sótão.

     Desapareceram os índices dos livros, eu fiquei assuastado e fui para o sótão: nunca vi alguma coisa assim tão assustadora: uma espécie de bicho devorava a cabeça da minha avó. Era um bicho velho e tão fei que me saltaram os botões do casaco, mas eu continuei a busca e encontrei uma coisa esquisita: li-a e era tão gira que eu percebi o desaparecimento misterioso.

     O amor do meu marido: só me queria ver a dançar para ele ao luar. E dar-lhe um beijo na boca bonita e cor de rosa. Só queria que ele me levasse em lua de mel para o lindo Havai. E casámo-nos num hotel de 5 estrelas…A lua de mel vai acabar num futuro muito feliz. E quando acabar vamos para casa seguros no amor.

Mafalda B, Maria C, Pedro C

Oficina de Escrita 3 “Escreve o Teu Livro”

http://olivroinfantil.blogspot.pt/2009/12/escreve-o-teu-livro.html

    O nosso minigrupo de 5ª feira, constituído por Laura V do 5 C, João R do 6B e , muito em breve,Tiago M do 5C reuniu pela primeira vez no dia 8 de Novembro, num recanto inspirador da nossa Biblioteca, em torno deste aliciante projeto de Hubert Ben Kemoun publicado pela Edicare.

     Tendo desenvolvido várias atividades profissionais diferentes – trabalhou alguns anos com crianças doentes, escreveu para rádio e televisão, dedica-se, há alguns anos, à Literatura Infanto-Juvenil, convidando as crianças a tornarem-se autores com os seus projetos de Escrita Criativa. O nosso minigrupo aceitou o desafio: passaram a ser moradores da Praça das Penas, onde, em torno de um mistério a  desvendar se sucedem  peripécias divertidas entre os vizinhos, os donos das lojas, os clientes do café e a esquadra da polícia.

     Os nossos jovens co-autores são convidados a  participar na criação do livro, através de postais, artigos de jornal, receitas, ementas, anúncios, canções, páginas de diário e ainda outras formas onde verter a imaginação. E já saiu um segundo volume

Origem da Imagem: O Livro Infantil

Oficina de Escrita 2: Do Outro lado do Quadro

     A Pintura dialoga com a Escrita neste pequeno livro de Mónica Baldaque: 8 pintores portugueses estão representados e, para cada quadro, a contemplação da escritora encontra inspiração para uma curta história. O último quadro, “Menina de Castigo” é oferecido à nossa iniciativa. Aqui ficam excertos do nosso trabalho: 

http://fora-da-estante.blogspot.pt/2011/10/menina-de-castigo.html

     

     Ela podia estar a brincar no jardim, queria ter liberdade, como por exemplo, queria brincar com a lama, e talvez isso fosse proibido naquela altura.

     Ela podia ter estado no jardim a afastar os pássaros, os patos e os animais da quinta, e foi para a sala de castigo.

     Ela podia ter ficado a imaginar-se lá fora a brincar com os amigos e a afastar os animais, mas percebeu que não podia, pois já o tinha feito e estava de castigo. Sentia-se um pouco triste.Pode ter sido a sua dama de honor a mandá-la para ali.

     Como ela estava numa sala que não gostava, e onde havia quadros, podia estar a olhar para os quadros e a imaginar que estava presa dentro dos quadros: podia estar a imaginar ser ela desenhada como num busto e ser ela própria uma rainha.

     Podia ter algo de significativo para ela: o pai podia ter ido para a guerra e ela estava a pensar nos perigos que o pai podia estar a passar. Como no quadro se vê o sol que ilumina o chão ela pode pensar que é o pai a combater, a fazer tudo por ela e a não se magoar. […]

Maria C e Mafalda B

 Origem das Imagens: Edições Asa  e Fora da Estant

Maria C

Apresentando a Karateca

http://www.planetatangerina.com/pt/livros/o-caderno-vermelho-da-rapariga-karateca

        Na sexta feira, 2 de Novembro, na Casa das Histórias, em Cascais,  teve lugar a apresentação do Livro da nossa inesquecível antiga Aluna Ana Pessoa, que se estreou com um Livro juvenil, conquistando o Prémio Branquinho da Fonseca.  

       “O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca” é um livro dedicado aos adolescentes e que os adultos podem apreciar vivamente. Longe dos lugares comuns a que nos habituou a literatura para a adolescência, a Karateca surpreende-nos pela sensibilidade da sua ironia e pela penetração da sua ternura inteligente.

     Ao sabor das  peripécias quotidianas – aparentemente simples – nascem as reflexões de uma jovem, irradiando, com rara qualidade, a alegria de crescer, o humor invencível perante as vicissitudes da adolescência, um questionamento ardente da vida.

      É a força desta interrogação que constantemente liberta a estreiteza do instante num horizonte mais vasto, desvendando, na superfície do quotidiano, uma profundidade escondida. Mas a voz que trabalha estas aberturas permanece adolescente. Na sua formulação, ela torna, assim, acessíveis aos jovens leitores, os temas essencias da eterna demanda do homem, como Deus e o Amor Humano –  que surgem estreitamente entrelaçados nas fórmulas ousadas de um amoroso humor.

     A Ana foi nossa aluna, uma pessoa inesquecível, numa turma excecional, onde se partilharam momentos únicos. No 5ºano, a Ana escrevia uma coleção de várias aventuras com oito personagens que  ela relacionava em diálogos vivos sem perder o fio da meada; no 6º ano, a Ana aventurou-se num policial de longo fôlego, totalmente ilustrado por ela e que também fez as delícias da turma.

    Foi, pois, com uma alegria especial que no dia 2 de Novembro, pudemos saudar a beleza de ter nascido esta  primeira obra de Escritora: Parabéns, Ana!

Ler, Escrever e Contar

  

     No dia 24 de Setembro, realizou-se, na Biblioteca Juvenil e Infantil de Cascais, uma Formação de Escrita Criativa, orientada pela formadora Cláudia Marques, com a participação das professoras de Português do CAD.

     O Encontro, intitulado “Ler, Escrever e Contar”, foi subordinado ao tema que unificou, ao longo do ano, todas as Atividades oferecidas pela Biblioteca, a saber, os Contos Tradicionais da Infância.

     As atividades de escrita combinaram, em sábia proporção, os constrangimentos de uma disciplina estrita com a espontaneidade da invenção; a música, em ampla variedade, veio abrir-nos a uma escuta diferente, mais afinada para captar os pensamentos que sussuram abaixo das opiniões barulhentas da superfície; a livre expressão corporal também contribuiu para invocar a beleza esquecida das palavras que andavam enrodilhadas nos bolsos do nosso afazer nervoso.

     As participantes fizeram, assim, a experiência gratificante de comunicar mais profundamente entre si, enriquecendo também a união do grupo de trabalho com  uma vivência original e estimulante.

     Agora, transmitimos aos nossos alunos alguns destes exercícios libertadores e já são eles a perguntar “Onde é que há mais?”

    Aqui fica o nosso agradecimento pela colaboração generosa da Biblioteca Juvenil de Cascais e pela excelente orientação da nossa Formadora, Cláudia Marques.

Oficinas de Escrita 1 – Anagramas

     No dia um de Novembro, o primeiro minigrupo de Oficina de Escrita  reuniu-se pela primeira vez. Podemos publicar aqui o trabalho e o jogo que formos construindo, mas haverá sempre atividades mantidas em segredo para poderem ser partilhadas com outros curiosos dos labirintos da escrita.

     Estivemos a brincar com as palavras para nos apresentarmos e, sem querer, construímos anagramas.

Um anagrama – esta palavra vem do grego ana = “voltar” ou “repetir” + graphein = “escrever” –  significa uma combinação de letras diferente a partir de uma dada palavra ou a partir de  uma frase inteira, de modo a formar novas palavras ou até uma nova frase.

    Aqui fica o desafio: Por quem é constituído o nosso minigrupo?

O Enigma do Tempo

 

     

      “Não faças da tua vida um rascunho. Podes não ter tempo de o passar a limpo.”

     Esta frase significa: Não faças a tua vida a treinar, porque depois podes não ter tempo de fazer bem. 6D

     Não planeies a tua vida toda antes. Porque podes não conseguir fazer tudo a tempo. Leonor A 6D

  “Uma das desvantagens de termos pressa é o tempo que isso nos faz perder.”

     Esta frase significa que perdermos tempo não compensa. Porque quanto mais rápido, mais devagar”. Vera R 6D

No Sonho de Alguém

     Esta imagem lembra-me flores, lembra-me pétalas de rosas caídas no chão com o vento, formando uma figura da Torre Eiffel no chão, faz-me lembrar Paris, um Paris muito bonito.  

    Numa tarde de Primavera.  Faz-me lembrar Paris num sonho de alguém…

Rafaela C 5B

Origem da Imagem: http://www.alain-barre.com/article-edgard-maxence-peintre-symboliste-et-portraitiste-02-53399920.html

Eu Espero…

Origem da Imagem: http://www.bruaa.pt/

Eu espero para crescer. Eu espero para ir para a universidade. Eu espero para trabalhar. Eu espero para namorar. Eu espero para casar. Eu espero para ter filhos. Eu espero para eles acabarem a escola. Eu espoero para que eles acabem a universidade. Eu espero para que eles comecem a trabalhar. Eu espero para ter netos. Eu espero para morrer. Eu espero para ver Deus.

Vasco L 5B

Daqui a 10 Anos?

Eu Espero - Bruá

 

    Daqui a 10 anos, quero ser uma miúda crescida e atinada.

    Espero saber o porquê de em criança não ter podido fazer as minhas escolhas sem perguntar aos meus pais, e saber o porquê das escolhas deles para mim.

    Espero constituir família para que também eu possa fazer as escolhas para os meus filhos.  

   Espero já ser psicóloga ou investigadora criminal.

    Daqui a 10 anos quero ser feliz.

Beatriz M 6C

      Daqui a 10 anos, eu espero já ser uma bióloga que ajuda os animais indefesos.

     E vou viajar para a Índia, para ajudar pessoas com dificuldades financeiras e doenças.

     Pessoas que têm filhos doentes e esfomeados, vou  para lutar contra as doenças fatais.

     Para eles aproveitarem a vida.

Mariana B 6C

 

Eu Espero

  • Espero que tenha muitos amigos.

  • Espero ter um bom emprego. 

    Espero não ter fome e nem mais ninguém.

     Espero que não haja guerra.

     Espero uma boa vida. 

    Espero o bem de um filho dos meus tios. 

    Espero crescer. 

    Espero não viver à custa. 

    Espero que toda a gente seja feliz.

    13 de Setembro 2012
    Aluno do 6ºA
    Origem da Imagem: http://www.bruaa.pt/euespero.html