Umas Férias de Rei

Lake Fireworks

Creative Commons License Erik Larson via Compfight

         A 1ª informação que tive foi que ia ficar uma semana em casa da minha mãe e outra em casa do meu pai.

      Em casa da minha mãe joguei playstation: PES 2015. Fui a casa do namorado da Mãe, ficamos a brincar o dia todo com os filhos dele. Também vi filmes, para aproveitar, como, por exemplo, “Sozinho em Casa III”.

    Em casa de meu Pai é que foi a loucura: o Diogo tem lá a PS4 com o Fifa 17. O meu Pai já tem a tela pronta, vimos filmes com projector e tudo! Lá em casa somos 6 crianças e dois adultos. O meu primo do Alentejo também foi passar uns dias connosco.

    A noite de Natal foi em casa da Tia com a Mãe; deram-me um drone, uma bola de futebol, a almofada do Benfica, édredon de cama do Benfica, lençóis do Benfica e uma almofada pequena do Benfica; toalha de banho e toalha das mãos do Benfica e um GTA5!

     No dia 25, com o Pai,  recebi roupa: calças, camisas… Jogamos futebol num campo com balizas, só que o chão é de pedra, mesmo ao lado do prédio.

    A passagem de ano foi em casa do meu Tio: da parte dos miúdos éramos 12, num último andar, uma casa enorme, a dar sobre a ponte 25 de Abril: o fogo de artifício vinha de Almada.

    Espero que 2017 traga um futuro melhor para todos, com menos crise política.

(Ditado)  Tomás O, 9C

Verão na Austrália

     Estas férias vivi do outro lado do planeta: fui à Austrália!

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Imagem: Google Maps

     Senti que na Austrália há tudo: inverno e verão. Na primeira parte da viagem, apanhei o inverno em Melbourne, mas o hotel era ótimo e mais alto que a torre Eiffel: havia uma piscina lá em cima – “infinity” – e com a vista toda sobre Melbourne! 

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Imagem: Crystalinks.com

    No deserto, vi imensas realidades diferentes, como um dos “monumentos” mais conhecidos da Austrália: a rocha Uluru, que era gigante. Dizem que é do tamanho do centro de Sidney. Os arborígenas não gostam que as pessoas subam a rocha; dizem que  quem subir fica amaldiçoado. Para subir é preciso agarrar numa corda, senão, cai-se e morre-se…

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     Imagem: Sun Lover

    Cairns é uma cidade onde está sempre calor; é um dos locais preferidos para passar férias, mas temos que ter cuidado com os crocodilos e os tubarões: cada praia avisa que pode haver. Também Cairns foi um dos meus melhores sítios, porque fomos ao recife de corais. Chegamos cedo e levava uma hora e meia para lá chegar; estava imensa vaga e vento. Chegamos e era um Paraíso: nunca tinha visto água tão transparente e tão limpa.

     Nós ficamos numa jangada apetrechada para nos vestirmos para mergulhar. Depois entramos dentro de água e aí foi lindo: eram peixes de todas as cores que possamos imaginar; os corais eram lindos; havia imensas anémonas que abriam e fechavam a boca e ainda o mais fascinante foi a tartaruga a nadar calmamente: era enorme, foi inesquecível!

     Em Cairns também fomos visitar um rio de crocodilos grandes. Fomos num barco, de onde também víamos cobras penduradas nas árvores que queriam atacar-nos. Os crocodilos eram assustadores; um bebé crocodilo é do tamanho de um lagarto grande; e não podíamos pôr as mãos fora do barco, pois os crocodilos rodeavam-nos. 

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Imagem: Hardley Crocodile Farm Cairn

     Em Apollo Bay, tudo era floresta tropical e água, onde também vimos baleias, mas naquele mar não se podia entrar, porque havia umas alforrecas mortíferas que matavam as pessoas em dois minutos. 

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Imagem: Apollo Bay Aviation

    Tomás G, 7A

Acolhendo o Verão

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Imagem do Sapo On Line  

Ensinar a Avó

     Hoje, vêm-me buscar às 3 para ir à praia com a minha avó. Vou-lhe ensinar um bocadinho a nadar.

Os Trampolins

    Os meus “Pelolies” – os meus cães – não vão para os trampolins. Eu tenho um trampolim no jardim do condomínio e eu salto, mas queria saltar com o meu cão ao mesmo tempo. Tenho uns vizinhos franceses que têm trampolim.

    Eu salto uma vez, duas, depois, à terceira, já estou lá em cima, tento rodar para a frente como quem dá uma cambalhota.

     É muito difícil, mas sigo as orientações do meu treinador que pede para fazermos um certo número de abdominais por semana. Ontem fiz uns 25 abdominais no trampolim. Tenho uma aplicação no Ipad que vai contando os abdominais, diz quantas calorias perdi, mas ganho massa magra.

Street Food

     Perto de casa há o jardim do casino e estes cinco dias estiveram lá umas cinquenta carrinhas a venderem comida, mas totalmente diferentes. Havia comida de todo o mundo. Comi a Conopizza, que é uma pizza em cone. A que eu comi tinha queijo a mais, dei uma trinca e saiu o queijo todo.

Sobre Música

       Hoje vimos um filme sobre um menino sem pais, mas que era muito bom músico, tocava –  piano, viola e violino –  e acabou por reencontrar os pais.

À Vela até Lisboa

      Ainda vou treinar as regatas no Optimist com os meus amigos.

     Para a semana todos os membros da minha equipa vão levar os Optimists até Lisboa, mas depois não podemos treinar e temos lá a regata daqui a 15 dias! É o Regata Duarte Belo – este senhor foi o campeão que representou o Portugal no Campeonato Mundial e ficou em 3º lugar.

A Grande Expectativa

      Este verão, vou divertir-me em ir à Austrália,

     A Expectativa maior em relação a Austrália é ver cangurus. São 14 horas de voo com paragem em Dubai. Durante a viagem vemos filmes, ouço música e vou à casa de banho.

     Vou filmar peixes com a minha Go Pro quando fizer snorkling na Austrália.

Um Brinde ao Verão 2016

    Desejo que tenham um feliz verão e não pensem em problemas. Divirtam-se, estejam com os amigos, não entrem em conflitos.

Tomás G, 6C

Reflexões de Estudante

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Os momentos que ficam em nós

     A turma é muito simpática, não faz diferenças entre os colegas, somos trabalhadores em equipa, jogava muito futebol com os amigos e as raparigas às vezes também jogavam.

Dificuldades que nos traz a Vida de estudante:

     A ligação entre a vela e as aulas: distinguir os tempos a dedicar aos dois. Tenho de estudar e, ao mesmo tempo, estou na Vela a sério.

Um segredo do sucesso num assunto de estudo:

     A Matemática, no início do ano detestava-a; depois, fui para a explicação e agora gosto e tive 80%.

       Se o 6º ano fosse um Animal

       Seria um esquilo, porque tem uma cauda grande; a cauda representa que foi um ano bom de passar.

O Texto preferido

      Foi “Aquela explosão fascinante”, porque consegui descrever o que se passou naquela altura, que foi a passagem do ano com o seu fogo de artifício.

Expectativas em relação ao 7º:

     Gostava de aumentar as notas e de  reconciliar melhor a vela e o  estudo.

 “A mente não é um navio para carregar, mas é um fogo para acender.”

    A mente não funciona com stress: isso faz nos pensar noutras coisas em vez de nos focar. Ter calma é uma condição essencial, não sermos precipitados. Quanto mais nós soubermos, melhores resultados vamos ter.

     Temos também que desabafar o que vivemos: deitar para o lixo o que foi mau, por exemplo desabafamos os pesadelos e devemos guardar os sonhos e os sucessos.

Tomás G, 6C

Um ET Navegador

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Creative Commons License Mark via Compfight

    Era uma vez um ET que tinha um grande olho e um chapéu de festa que um amigo lhe tinha oferecido. Ele viajava no seu Optimist, tinha uma cobra estranha e grande.

      Um dia, o Óscar, o ET foi viajar com o seu Optimist, pois tinha que ir ao oftalmologista ver o seu olho gigante, pois tinha passado de gigante para enorme.

      Ele queria entrar no consultório com a sua cobra, ao que o médico respondeu que não eram permitidos animais. O médico disse-lhe que era uma coisa normal dos extraterrestres de Marte, que não era nada de especial.

    Então o Óscar viveu feliz para sempre com o seu Optimist, a sua cobra, o seu chapéu e o seu olho gigante.

Tomás G, 6C

     Exercícios Criativos de “Eu Quero Ser Escritor” de Margarida da Fonseca. Narrativa em cinco minutos relacionando as palavras atribuídas aos desenhos inventados a partir das letras do nome: Tomás – T – Optimist –  – O – Olho – M – ET  – A –  Chapéu de festa – S – Cobra.

Aventura em Andorra

tomas_g_andorraImagem: Gentileza do Autor

     Mais umas férias divertidas com amigos! Andorra é um lugar ótimo para fazer desportos de neve: lá parecia Portugal, porque só se viam portugueses na rua. Eu dizia que estávamos na Serra da Estrela “Espanhola”. Quem diria que aquilo era um país!

     A minha primeira vez em Andorra foi fascinante. Também, pela primeira vez, experimentei o Snowboard. Acreditem que parece difícil, mas é fácil, o complicado é mesmo os saltos. Mas também passamos por momentos duros: por exemplo, o meu tio, que partiu um osso perto do ombro e o meu amigo Kiko que partiu o braço… mas pronto, já passou!

     O ambiente era muito calmo, tomávamos o pequeno-almoço, almoçávamos e jantávamos todos juntos; dávamos umas grandes voltas de ski, muito divertidas. No primeiro dia, estava sol e chuva, o  que só piorava a neve; chegou a um ponto que eu passei por uma poça de gelo em que estava água! Mas finalmente, no quinto dia, acordei com neve – loucura total – fui à varanda, os telhados cobertos de neve macia e fofa.

     Mas eu, todos os dias, tinha que ir para as aulas que me ajudaram tanto a fazer Snowboard que, ao quarto dia, já estava a fazer pistas pretas! No último dia, nevava de manhã, mas depois, mais para a tarde, entrou um nevoeiro que não se via nada. Eu , o meu pai e mais três amigos decidimos ir visitar um hotel que era no meio da neve dentro de igloos. Era quase no sítio mais longínquo de quem vinha de Soldeu.

    Deu-se uma aventura: não se via nada, tínhamos de esperar uns pelos outros.Passados três meios mecânicos, já víamos os igloos, ou seja, o nosso destino: era lindo, era mesmo como estar dentro de um igloo.

     Paramos lá para beber uma coca-cola. Depois, já estávamos com pressa, porque as cadeirinhas mecânicas para Soldeu iam fechar ás 16 h 30, eram já 16h: tínhamos que ir rápido. Foi ao ir para Soldeu que o meu amigo Kiko partiu o braço, pois parou a prancha de repente e caiu com o braço por baixo.

    Por coincidência, passou uma enfermeira e perguntou se estava tudo bem, ao que nós dissemos: “- Não”. A enfermeira tentou ver qual era o problema, mas ela tinha dito que ia chamar uma mota para vir buscar o meu amigo. Lá foi o meu amigo na mota e nós tínhamos que ir para Soldeu.

     Então, a enfermeira levou-nos para Soldeu nos meios mecânicos. O meu pai tinha falado para os pais do meu amigo a contar o acontecimento e para irem para o hospital. Eu, o meu pai , o meu amigo e o irmão do Kiko chegamos a Soldeu e estávamos cansadíssimos.

    Apesar disto, eu adorei a estadia e queria ficar lá mais tempo, mas as aulas tinham que começar e, no Sábado, vim para Lisboa.

Tomás G, 6C

Ecos a “O Vestido do Lagarto”

     O Projeto proposto pelos “Cabeçudos”  de construir um Livro em equipa colaborativa e multifacetada contribuição, envolvendo  os alunos do 4º, 5º e 6º anos foi um longo e criativo processo que culminou com o lançamento de “O Vestido do Lagarto” como um dos pontos altos da Festa da Comunidade Educativa. Aqui ficam alguns ecos dos jovens protagonistas envolvidos no Projeto: 

     Gostei muito das ilustrações e achei que o texto falava muito da diferença entre as pessoas e dava uma lição de vida.

     Não achei bem a parte da cobra, porque achei um pouco infantil. O Lagarto Óscar salta para cima da cobra, mas essa ação não era precisa, pois os outros estavam a ser injustos com ele, e deviam reconhecê-lo pelo que ele valia, sem precisar que ele se arriscasse em atos tão heróicos. 

    Não é só por uma pessoa ajudar que vamos ficar amigos, tem de ser pelo que a pessoa é e vale por si mesma.

    Gostei muito da parte em que puseram os nomes de toda a gente, pois deram a conhecer todos os autores, cada um com a sua contribuição.

Mafalda A, 6B

     Foi um projecto motivante de fazer. Contribuímos com a história principal. A história transmite que podemos ser diferentes dos outros, não temos que ser todos iguais, que cada um tem a sua escolha e opinião.

    No dia a dia, esta mensagem pode ser difícil de viver, pois pode acontecer que gozem connosco, mas devemos ignorar.

    Acho que este livro pode contribuir para os mais novos  usarem alguma coisa diferente ou  serem melhor quem são.

Tomás G, 6C

     Gostei muito do livro, adorei. Acho que está muito original. Tivemos que criar uma história com as letras da palavra AJUDA, criando primeiro, um desenho para cada letra. Depois, demos um nome a cada desenho e, com esses cinco nomes, cada um inventou uma história.

     Lemos as nossas histórias e fiquei contente por o António P. ter ganho, mas, na verdade, todos ajudamos nos aspectos criativos: os meninos de 4º fizeram os desenhos e os colegas do 5º construíram os lagartos e fizeram o filme de animação. Aprendemos a trabalhar todos em equipa.

 Sara M 6c

     Gostamos quando a Senhora da Editora nos ensinou exercícios de escrita criativa.

    A mensagem que o livro transmite ajuda-nos a aceitar os outros da forma que eles são, o que às vezes não é fácil.

    Mas gostei muito da atividade, houve ideias criativas: escolheram duas pessoas que tinham de lançar um dado que indicava como se devia ler o texto; por exemplo, como se estivesse a vomitar lendo o texto, como se estivesse com cócegas, a rir, como se estivesse muito aborrecido e assim…

Afonso C, 6A

“Mergulha, aqui é Fish”

    O “Mergulha, aqui é Fish” foi um projeto fantástico que reuniu uma equipa maravilhosa para o concretizar, por exemplo, eu. Muitas pessoas disseram que estava lindo, o projeto e eu concordo, pois não só cada um deu o seu melhor e todos ficaram enriquecidos com isso, como, ainda por cima, se abriram pistas de descoberta para todos!

    Como diz o Fernando Pessoa, “Deus ao Mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o Céu”. Para mim, esta frase tem muito sentido, porque é também uma definição da nossa própria alma Portuguesa, na sua paixão por navegar sobre o dorso vivo e ondeante do Oceano.

     Assim o Tomás, no seu fato de navegante, era o cicerone das visitas extasiadas que se iniciavam na descida aos labirintos da escuridão; mas não era uma escuridão qualquer, era especial, tinha-se de tentar que as pessoas não saíssem do caminho que lá estava preparado:  assim era o meu trabalho. Foi um dos melhores projetos que já fiz! 

    Mergulha, sim, aprofunda-te nesse sentidofruto de uma iniciativa muito boa: um mundo desconhecido, os mistérios do mar na palma da nossa mão. Mergulha, sim, adentra-te, nesse abismo de azul onde parece que estamos no fundo do mar e é uma sensação deliciosa. Mergulha, sim, orienta-te, na escuridão toda constelada de jóias: tubarões, anémonas, lulas, cavlos-marinhos, algas, peixes de mil feitios irisados de magia em sua própria luz. O ambiente era bom, com uma música de fundo em que nos parecia entrar no mar salgado e ver o fascínio de peixes a brilhar.

    Sim, era lindo: os visitantes em fluxo ininterrupto, qual cardume humano deslumbrado e mudo, seguiam por entre as jóias fosforescentes escutando um poema singelo contra o fundo da ressaca bravia. Silêncio e paz, vibração e tumulto, numa harmonia que retratou fielmente o coração do Oceano. 

    

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Imagem: Oficina Cadescrita

    (Texto a Duas Mãos)

Tomás G e OE

O Manuscrito Perdido

   Appenzell, Landesarchiv Appenzell Innerrhoden, E.10.02.01.01, e011

e-codices via Compfight

Dedicado ao Tomás G, 6C

     Os amigos estavam à mesa a saborear um banquete delicioso. Em vésperas de partida para uma aventura tão perigosa, não sabiam sequer se se voltariam a encontrar. Tudo era intenso naquele momento: ergueram os copos num brinde à inquebrantável amizade que os unia.

     Partiram de bicicleta, depois que um pôr do sol alaranjado tingiu o céu imenso com as suas cintilações de luz. Pedalaram com ânimo, enquanto faziam planos rápidos para as próximas etapas que iam exigir toda a sua coragem.

     Pararam um instante em casa da avó do Vasco que tinha preparado os cantis e as mochilas cheios de sumos, sandes de presunto e tabletes de chocolate. As roupas de expedição acabavam de secar, ainda no estendal, mas eles empacotaram tudo rapidamente e, numa despedida á avó com grandes beijos comovidos, atiraram-se á estrada com ânimo renovado.

     Foi já tarde, alta madrugada, que chegaram à floresta onde haviam contatado o misterioso veículo de luz, porventura pilotado por seres de outro mundo, por enquanto invisíveis para eles, mas que lhes tinham prometido um manuscrito precioso, perdido há séculos, sobre as origens do Universo e do tempo em que vários planetas habitados tinham estabelecido alianças entre si.

      (Exercício Criativo do Livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca: Narrativa improvisada em 10 minutos relacionando as palavras atribuídas aos desenhos inventados a partir das letras do nome: Tomás. T –  Amigos à mesaO – Corrida de bicicletaM –   EstendalA –  Veículo de luz S –  Manuscrito perdido).

OE

O Salvamento do Optimist

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Jaime de Pablos via Compfight 

     A tempestade aproximava-se: windguru já tinha mostrado os ventos a 45 nós e as nuvens espessas a juntar-se todas por cima da Baía. Já se sentia o granizo a chegar às nossas velas, enquanto nós aparelhávamos. Já começavam as rajadas fortes e ondulação a aumentar.

      O Optimist do Luís virou quatro vezes, esgotando-lhe as forças e fazendo-o quase pedir socorro. Eu tentei aproximar-me, contra a corrente fortíssima, para ajudar o meu amigo. Nesse momento, estava a chover imenso e eu gritei-lhe:

      – Luís, agarra-te a este cabo, senão vais contra as rochas! 

     Ainda tive tempo, antes de atirar o cabo, de apitar três vezes para o meu treinador ouvir. Mas o treinador estava muito longe, a ajudar outros navegadores, por isso não se apercebeu logo do perigo que corríamos. Quando vimos que o Treinador e os seus navegadores estavam a milhas de nós, passamos ao plano B, que era “o plano da corda” e que ocorreu da seguinte forma:

     Eu atirei a bossa, aproveitando uma onda encrespada que aproximou os dois barcos. Nessa altura já o granizo nos fustigava a cara e uma chuva sem tréguas limitava a visão a dois metros. 

      – Agarra a bossa, Luís!

      – Estou a tentar, Tomás!

     Via-se ao fundo uma onda enorme que ia rebentar. O Luís, com medo, gritou:

      – Cuidado, vem uma onda pirata!

      – Luís, deixa passar esta onda e a seguir já te passo novamente o cabo.

      Aí, a onda passou, o Luís acalmou-se e lá agarrou a bossa, já a tocar com o patilhão nas rochas.

(Exercício “a duas mãos”)

Tomás G e O E

Estágio de Vela em Vila Moura

 

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Imagem: Oferecida pela Mãe á Oficina

     Estou muito ansioso para o Estágio de Vela do Carnaval em Vila Moura. Nós vamos dormir num hotel muito bom, chamado D. Pedro. O estágio vai durar a semana toda, vai ser muito divertido e com uma grande animação.  Todos os meus amigos vão comigo!

     Por acaso ainda não sei se vamos fazer o exercício matinal, por exemplo, correr ou fazer abdominais, ou outros exercícios. Tomamos o pequeno-almoço cedo e depois do treino físico, ficamos na água de manhã até à noite.

      Neste estágio vão participar várias modalidades: Lazer, 420 e Optimist – nesta somos 12 navegadores. Vamos todos em três carrinhas.

      Vou levar imensa roupa e equipamento: fato estanque à água, verde e preto; botas de enfiar, pretas; luvas; colete; cinco licras; gorro; não costumo usar proteção nos ouvidos, mas a chuva, ao cair, dói imenso nas mãos e na cara.

     Gostava de melhorar algumas técnicas, tais como: largadas à lebre, rondagens á bóia, ir a sotavento, largadas, folgar a espicha na popa, estar sempre com a vela caçada…

     O nosso treinador, o João Vidinha ou o “Vidinha” é ótimo: sabe gerir bem a brincadeira e os treinos. Ajuda-nos imenso a tornarmo-nos melhores.

     Ensina-nos também a ver a meteorologia – o que eu já sei: por exemplo, quando há nuvens sobre a Serra de Sintra e também no horizonte do mar, elas vão juntar-se  por cima de nós, quando nós estivermos a navegar.

     Também em Vila Moura vai ser o mundial de Optimist, em Junho e eu vou assistir!

(Parcialmente ditado)

Tomás G, 6C

Aquela Explosão Fascinante

Inauguração da Árvore de Natal da Lagoa

Creative Commons License Rodrigo Soldon 2 via Compfight

     Este Natal foi especial: deram-me muitos presentes, como por exemplo, uma mochila, um vale da Fnac, que já troquei por um jogo, um skate para eu andar nos jardins do Estoril, o equipamento de vela e, o que foi “Top”, uma viagem à Austrália!

     Eu passei o ano no jardim do Estoril, onde ia haver foguetes.. Os meus pais, eu, uns amigos deles e a sua filha, levamos o Champix para festejar à meia-noite.

    É fascinante aquela explosão que há no ar durante uns segundos! Diversos pontinhos luminosos que parecem estrelas. Forma-se um círculo de cores que vão rapidíssimo para o ar. E há uma sintonia entre essas cores, as formas e o barulho – que parece de balas – e a movimentação de luzes andantes!

     No jantar, estavam todos contentes e com muita alegria para nos prepararmos para 2016. E como sempre, veio a música.

    Eu desejo um óptimo 2016 a todo o Mundo. E que não haja tantas guerras. Que todos ultrapassemos os nossos problemas. E, para os momentos mais tristes, devemos pensar que somos fortes e prepararmo-nos para o que pode vir aí.

     Devemos pensar que se os outros podem ultrapassar, nós também somos capazes de ultrapassar.

     Não deitemos nunca abaixo o outro, sejamos positivos e pensemos que, se formos amigos, vamos tornar os outros mais fortes.

Tomás G, 6C

Objetivos de Ano Novo

Adventure plotting

Creative Commons License Chelsea Marie Hicks via Compfight

Balanço desta Etapa

O que foi mais interessante? Ou mais curioso? ou que levantou questões?

Este período o que mais gostei foi de Matemática; antes não gostava de Matemática. Gosto mais ou menos, também depende da matéria.Gosto de decompor em factores primos e do número Pi 3, 1416….

Objetivos de Natal

Gostava de melhorar as notas de HGP e  de Ciências.

Organização do Estudo:

1. Estudar antes dos testes, por etapas.

2. Tenho um tempo para estudar, cada dia, quando saio às quatro e vinte:

Segunda – faço tpc em casa, a partir das 17, até às 18h; depois tenho explicação.

Terças e Quintas – tenho Inglês, cá na escola, e só acaba às 17h 30. Em casa, ainda tenho tempo de fazer os tpc antes do duche .

Quartas – tenho explicação e acabo por volta das 17h; aqui posso prolongar o estudo no caso de haver testes.

Sexta  – estou livre depois das quatro e meia e aproveito para fazer os tpc, porque no fim de semana tenho Vela, 7 horas no Sábado e 7horas no Domingo.

Para estudar antes dos testes, por etapas, tenho de encaixar 45 m na quarta feira e uma hora com dois intervalos na sexta.

Para uma próxima vez vou detalhar os possíveis métodos de trabalho.

Tomás G, 6C

Natal Magnífico

MERRY CHRISTMAS !!!

-Reji via Compfight

     O Natal é sempre magnífico: pode ser a “tricentésima” vez que é Natal, mas o Natal não nos cansa. Já na rádio se começam a ouvir as canções, já se vê toda a gente com a árvore de Natal em casa, já se comem os chocolatinhos do calendário, até já se sabe o que vai ser o jantar de Natal!

     Mas o que gosto mais é mesmo a União e a Paz. O Natal é para todos e não é só para pedir presentes, mas também para simbolizar o nascimento de Deus.

    Mas  sabem que todos os textos de Natal têm uma mensagem, a minha é simples e tem muito valor: é a SOLIDARIEDADE.

     Como sabemos, há equipas que ajudam os mais pobres e não podemos deixar essas equipas falirem, devemos contribuir para ajudar – até pode ser com um euro, as equipas ficam contentes.

     Por exemplo, a AJU ajuda famílias: é importante dar apoio aos idosos, às crianças da nossa zona, e às mães que não têm dinheiro para cuidar dos bebés. Acho que todos nós podemos dar um pouco, não só poupar dinheiro para dar, mas também oferecer voluntariado e amor.

Tomás G, 6C

Finalmente, o Natal!

Take in your love, and then let me alone.

harold.lloyd via Compfight 

 Mais um ano que passa:

Já se ouvem além os sinos….

Comemos nozes e passas

Damos prendas aos meninos.

E aos cãezinhos também

Que são gente como nós

E todos fazem o bem,

Tanto os pais como os avós.

A Árvore sobre um sopé:

A mãe ficou entalada,

O pai magoou-se no pé,

Mas deu-lhe uma traulitada!

 

Verde e gigante, uma estrela

Fica lá em cima a brilhar,

Bolas vermelhas e belas,

 Luzinhas a cintilar!

Mas aos cães, muita atenção:

Que estão sempre a circular,

E à árvore, um encontrão

Bem a pode derrubar!

Prá equipa do Clube Naval

 Vendi rifas – quase cem!

 – Ganhe um cabaz de Natal

E o lucro é pra nosso bem.

 

Logo a seguir ao Natal,

Regatas a decorrer,

Vem um grande vendaval,

Mas – claro – sempre a vencer!

Tomás G, 6C

 (colaboração de OE)

Gigante Temporal

Tomas a fazer prancha com bom tempo

Imagem: Oficina de Escrita, Gentileza do Velejador

     Dia dezassete de Outubro, sábado de manhã, acordei com o temporal e cheio de vontade de ir para a Vela.

     Já tinha consultado o Windguru que é uma aplicação para ver o vento: dizia que iam estar 35 nós e davam nortada para sábado.

     Já dentro do Clube Naval, olhei para o mar: eram o que nós chamamos as “ondas piratas”; estava a chover imenso e fazia muito frio, mas as ondas eram de sete metros e uma corrente muito alta.

     A Emoção do dia foi mesmo um petroleiro que tinha ficado preso nas rochas. O petroleiro estava vazio, mas tinham largado o ferro – a âncora – e o petroleiro foi descaindo até ir parar à Marina de Cascais.

     Daí soubemos a notícia que não podíamos ir para o mar, devido à agitação marítima.

raging seaCreative Commons License Len Matthews via Compfight

     No Domingo, o mar já estava mais calmo, mas o grande petroleiro continuava a tapar a vista do mar lindo e precioso; mas, mesmo assim, só se viam pessoas a tirar fotografias ao navio.

     Eu e a minha equipa lá fomos para o mar. Eu ia morrendo com uma prancha (1) que fiz, porque tínhamos ido lá para fora fazer uma bolina gigante, mas  iam começar as manobras para retirar o petroleiro. Às duas horas, tivemos que sair do mar.

Tomás G, 6C

(1) Há duas cintas no chão do barco; quando este está adornado, temos de prender os pés nessas cintas e pôr o corpo todo para fora; não estamos agarrados a nada, podemos cair à água a qualquer segundo. E nesse Domingo…

O Abate de Cães de Rua Será Legal?

     Free but LostCreative Commons License Feliciano Guimarães via Compfight

      Do meu ponto de vista, os cães de rua não deveriam ser abatidos.

      Em primeiro lugar, imaginemos estar no lugar dos pequenos bichos. Gostaríamos de sermos nós a estar na rua, e a chover, sem comida, assustados e sem ninguém para nos tratar? E ainda por cima, estarmos a andar e passar uma carrinha e levar-nos para o abate?

     Por outro lado, mais vale viver preso no canil, em vez de estar na rua abandonado. Por exemplo, a minha avó adotou uma cadela perdida que, hoje em dia, é muito feliz.

     Em segundo lugar, eu prefiro que os cães de rua vão para um canil e morram de morte natural em vez de serem abatidos.

     Por todas estas razões, eu considero que deveriam existir mais canis para o acolhimento de cães, em vez de abaterem cruelmente os pobres cães inocentes.

Tomás G, 6C

Verão 2015

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Imagem: White Ibiza

      Um dia ensolarado, em Junho, nas férias de verão, começou a animação.

     Em Formentera, aquilo era um paraíso, com o hotel em frente à praia. Dei uns bons mergulhos naquela água transparente e onde, se houvesse uma ondazinha grande, era por causa dos barcos.

     A alegria das pessoas a ver os “Sun set” todas as tardes: o sol a pôr-se durante todos os minutos que restavam para ficar noite!

      Mas a semana estava a ficar mais curta e faltavam cada vez menos dias para nos irmos embora e ainda ia ter muitas mais férias na Comporta!

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    Imagem: Praia de Sol Tróia

     Estava desejoso de ir para a Comporta com a minha minimoto-quatro. A Comporta em si não tinha nada de novo, mas é sempre giro dar passeios de bicicleta no meio dos arrozais.

     A minha moto-quatro andava imenso, eu tinha à disposição um mato gigante que era o infinito. Um dia, decidi ir um pouco mais longe de onde estava a casa e foi no meio do mato que passou uma lebre a correr. Por alguns segundos pensei que estava a sonhar, mas não.

     Houve um dia em que eu fui andar com o meu pai até uma praia muito longe e havia uma montanha gigante de areia: a minha mota não conseguiu subir e então tive que ir a puxá-la.

    Nós íamos sempre ao Sol-Tróia e houve uma vez em que fomos a Buata Nova. Mas eu já me tinha de ir preparando para a regata em Faro.

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     Regata na Ilha do Farol 7/09/2015

     Durante a regata em Faro, dormimos numa Pousada da Juventude duas noites. A regata era na ilha do Farol, que era muito longe de Faro: tínhamos de ir todos os dias de barco até lá, mas eu, infelizmente, não pude participar, porque a Federação da Vela não deixou e esta regata era muito importante para nós. Não havia vento: tudo à espera que aparecesse a “P”, que é uma bandeira de saída, mas não houve vento…

Tomás G, 6C

Solto a Voz na Nortada

Rough sea in Brittany France - photo by FranceHouseHunt.comCreative Commons License www.FranceHouseHunt.com via Compfight

     Uma memória inesquecível do 5º ano: a centésima lição de todas as disciplinas em que chegámos ao 100: levámos música, jogámos jogos, havia muita comida, pipocas…

    A maior dificuldade na vida de estudante:  foi a Matemática; há que tornar mais expressivo o raciocínio dos problemas.

   Uma pergunta que mora comigo: Como é que nós existimos? Porque é que os cães não falam?

   Um acontecimento ao mesmo tempo especial e quotidiano, que não se esgota:  Nós acordarmos todos os dias, haver sempre outro dia…

  Como animar um amigo que vai enfrentar um desafio : “Acalma-te que vai correr tudo bem.”

  Se o meu quinto ano se transformasse num animal: seria uma “Caracochita” (= caracol + chita), porque as aulas em si passaram devagar, mas o ano passou a correr!

     Três projetos de Verão 2015: Tratar do meu novo Optimist. Trouxe-o de casa do meu tio-avô e vou restaurá-lo e navegar nele. Ir a Espanha: Madrid, Ibiza e Fromentera! Ir à Comporta onde posso ir à praia e não levo os meus cães, porque há lá o mosquito que os morde.

     Sobre o silêncio: 

    Porque é que às vezes se faz silêncio no Restaurante?

    Está imenso barulho e, de repente, cala-se tudo; mas não acontece nada. Isso é estranho. Depois de uma pequena pausa, o falatório metralha outra vez.

    Quando vamos no nosso barco, sem ninguém que nos rodeie, só o mar, que nos dá o privilégio de estar picado e liberta-nos  de todas as coisas más que pensámos na semana…Então, quando eu faço prancha, solto a voz na nortada, cheio de alegria!

Improviso transcrito deTomás G, 5C

 

O Melhor Avô do Mundo

 Spear Thistle - Chardon Vulgaire Monteregina (Nicole) via Compfight

      O meu avô é um pouco forte, de estatura média, musculoso, que dá a sensação de ser ágil.

     Usa o cabelo curto, grisalho e brilhante. O rosto é arredondado, o tom de pele, moreno, com um bigode mesmo à séria e uns óculos de aros prateados.

    A boca é sorridente; o nariz ficou um pouco achatado porque partiu a cana; os olhos são castanhos e atraentes.

     Ajuda-me: por exemplo, quando eu era pequeno e não sabia cortar. Então, o avô ensinou-me a cortar. É simpático e muito brincalhão. Gosta de dizer piadas muito cómicas: “era uma vez um senhor que vendia amendoins à frente da Igreja; e enquanto havia missa, quando o padre  dizia: “Ámen”, ele dizia: “Doins”.

     Às vezes perde a paciência, mas tem sempre razão.

     Adora guiar o seu BMW, estar na sua loja de antiguidades e estar com a família. A sua cadelinha é a Maria Farrusca, resgatada da rua: o avô abriu a porta, viu-a e ela entrou.

    No Algarve, é tão bom quando estamos na piscina a dar mergulhos, com o avô a brincar connosco!

     Não sei quais são os seus projetos de futuro, mas os meus são estar o máximo de tempo consigo e com a avó.

     Desejo um ótimo, mas  mesmo ótimo dia de anos e um grande beijinho para si, do seu neto

Tomás G, 5C

Eu Sou a Pepa!

     Happy hollow sparkieg via Compfight

     Olá, eu sou a Pepa!

     Adoro escrever, tenho dois aninhos e sou uma Jack Russell um pouco maior do que devia ser. Muita gente diz que o meu nome devia ser “Pirata”, mas eu prefiro “Pepa”.

     Tenho o meu corpo todo, mas todo, branco, tirando o meu olho esquerdo, que é preto. O meu pêlo é fino e curto; o focinho, como as orelhas, é pequeno, e os meus olhos são castanhos.

     Tenho um companheiro que me está sempre a aquecer quando me vou deitar, é como se fosse meu pai. Gosto muito de bolas e adoro os meus donos!  Sou muito dorminhoca: consigo dormir um dia e uma noite. Às vezes faço asneiras: por exemplo, escavar buracos no jardim, saltar a vedação para ir até ao Parque vizinho… Gosto de brincar ao “braço de ferro”, mas improvisado. Adoro que o meu dono Tomás me atire o peluche: corro e devolvo o meu peluche ao dono. Quando os meus donos estão a ver televisão, eu peço para ir para o sofá e faço beicinho: às vezes eles deixam, outras não.

     Quando eu for velhinha acho que os meus donos vão ter muito cuidado comigo: levar-me ao veterinário, dar-me todos os remédios e todo o carinho.

     Para mim, ser cão é muito elegante, pois os donos dão-nos muita coisa boa. Se eu tivesse uns donos maus, aí sim, preferia não ser cão. Cá para mim, penso que nós existimos para fazer as pessoas mais felizes.

Tomás G, 5C

A Regata

Invernale2014-14-ESTE24-4245 carlo pulcini via Compfight

        Uma linda tarde de Primavera, a natureza ainda agitada e cheia de força, decidi ir ao Paredão do Estoril.

     O meu maior objetivo era ir admirar o mar porque tinha ouvido dizer que ia haver uma regata. Para quem não sabe, uma regata é uma corrida de barcos à vela.

     Ao fundo, distinguia-se a tal regata: talvez uns 40 barcos, de velas folgadas ao vento, num mar picado em carneirinhos de espuma.

     Um pouco mais à frente, navegava um veleiro de passeio já perto de uma manso quebra-mar em maré vazia.

     Por fim, sentado num banco, com os meus binóculos, eu deixava-me absorver pela força do Oceano.

     Sentia-se um cheiro a maresia e ouvia-se a corrente a puxar a areia e as pedras. Observavam-se muitos pescadores, nas rochas, a pescarem o polvo.

     No alto, sobre nós, até ao horizonte, estendiam-se as nuvens cada vez mais brancas.

Tomás G, 5C

A História de Tery

The Grass Sampler
Photo Credit: Tony Alter via Compfight    

     O novo membro da Família! A minha avó queria muito ter um cão. Eu, a minha irmã, a minha Mãe e o meu Pai tentamos arranjar um cão por Facebook, por Olx, mas muitos donos não nos responderam. Mas a minha Mãe viu um cão na net que era a cara da minha avó! Ficou marcado irmos buscar o cão no Domingo, dia 11 de Janeiro. 

     Chegou domingo! Íamos a caminho para ir buscar o cão, a Palmela; o encontro era no supermercado Continente. A minha avó estava muito ansiosa.

     Levamos o cão: cheirava mal, chegamos a casa e demos-lhe logo um banho quente. Chamamos-lhe “Tery”. A cadela Tery simpatizou muito com a minha avó e comigo e a minha família.

    Tery é brincalhona, curiosa, gosta de vigiar e a melhor parte é que gosta de fazer um olhar de curiosidade, pondo a cabeça para o lado e a mexer as orelhas de forma que as orelhas ficam com uma onda por cima.

     A Tery gosta de brincar, mas ainda não se habituou ao peluche, pois quando eu vou atirar, ela foge com medo. Os seus olhos mostram curiosidade e ternura. A Tery vem para cima de nós porque adora receber festinhas.

     Ela tem dois anos, mas parece que é muito mais nova; ainda está magrinha e é de estatura média; é parecida com um Teckel, mas em grande; a cor dela é cinzenta, com a cabeça meia amarelada e acastanhada; o pelo é longo, encaracolado e espesso. As orelhas são caídas, mas a Tery consegue levantá-las.

      A Tery é muito simpática e, com tudo o que a minha avó lhe faz, não há melhor! Eu adoro a Tery!

Tomás G, 5C

Viagem a Londres

     london
Creative Commons License Photo Credit: Roberto Trm via Compfight

     Que surpresa, quando os meus pais, no dia 24 de Dezembro, me disseram que íamos a Londres dali a dois dias!

     Eu desconfiava…

     O voo era às 8h 30, nós tínhamos que estar lá às 7h 30 da manhã, mas tivemos um grande azar: ninguém acordou!

    Todos os alarmes estavam postos para as 6h 30 e o meu pai, quando acordou, eram 7h e 20! O nosso táxi já estava à porta há 30 m! Com o atraso, todos tivemos que nos vestir em cinco segundos. E o pior de tudo era perder o voo!

     Conseguimos! Em meia hora fizemos tudo, fomos rapidíssimos a entrar no avião.

     Na chegada a Londres, em primeiro lugar, saímos do avião; de seguida, fomos apanhar o autocarro que se tinha atrasado por causa de um acidente, mas pronto, dormimos em casa do meu tio que era bastante gira.

EDF Energy London Eye
Creative Commons License Photo Credit: Lorelei92950 via Compfight

    O que nós visitamos: London Eye, onde a vista era lindíssima, uma das paisagens mais espetaculares que eu já vi! O Museu de  Madame Tussauds também foi inesquecível. E ainda fomos ver a praia e visitar universidades em Cambridge.

     Eu já tinha ido, mas uma pessoa não se cansa de ir a Londres!

(Fim da I Parte)                                           Tomás G. 5C

Balanço de Desempenho e Novos Projetos

We begin by charting a course
Creative Commons License Photo Credit: Andrew Becraft via Compfight

     Gestão do Tempo – chego a casa, lancho e faço os Tpc para o dia seguinte, menos à 2ª, em que tenho música. Como, aos fins de semana, tenho os treinos de Vela, só faço os Tpc aos dias de semana. Também estudo antes dos testes.

     Métodos – por exemplo, leio. A minha explicadora de Matemática tem um filho que esteve no 5º ano, e ela fazia cartolinas com esquemas da matéria que me empresta. É útil para pôr na parede e lembrar-nos.

     Objetivos para o 2º Período – Gostava de subir as notas a Matemática e a Inglês.

     Estratégias –  Vou tirar 30 m por dia, depois dos Tpc, para estudar.

     Matemática: à 3ª, 5ª e 6ª, depois dos Tpc, vou estudar. Como? Refaço a lição do dia e consulto o manual.

     Inglês – à 2ª e à 4ª – Como? Depois dos Tpc, treino os exercícios dados com fichas da Net ou faço listas de vocabulário e só consulto no fim.

     Para aproveitar melhor as Tutorias, podemos treinar esquemas e resumos; consultamos o mapa de estudo e, se não houver testes, mudamos de atividades.

Tomás G, 5C

A Magia do Natal

     Advent
Creative Commons License Photo Credit: Michael E. via Compfight

     No Natal, costumo reunir-me em casa dos meus avós com a minha família toda. Costumo comer perú, às vezes, bacalhau, em casa da minha outra avó. As sobremesas são deliciosas: pequenas bombas explosivas com imensos brinquedos dentro e ainda os suspiros e os brownies da minha Avó.

     Na sala, a árvore, junto a uma porta de vidro, cheia de iluminações coloridas e bolas decoradas. Pendurados na lareira, dois gorros de Pai Natal.

     Em casa da minha avó paterna, cada conjunto de pais e filhos vai dar prendas aos outros: entre primos, entre tios e cunhados…

    O Pai e a Mãe fazem o presépio comigo e com a minha irmã: uma casinha de madeira que tem duas velas, uma de cada lado, e o Menino Jesus. O resto é musgo, com um lago, com um pato, uma ponte e vários bonecos como pastores e os reis Magos.

     Na Escola fazemos a Campanha do livro solidário; vamos oferecer um cabaz por Turma às famílias pobres;  a nossa sala é enfeitada com pais natal e enfeites de natal.

     Para mim, a chegada do Natal é irmos à Missa. Mas na escola, também contribuímos para o Natal, pois no dia 16 de dezembro há Missa na escola e damos os presentes aos amigos secretos. O presente que eu quero ter este Natal é um computador.

     Desejo que haja paz na minha família; que passem bem o Natal é o meu voto para os amigos. A todas as pessoas do mundo eu quero dizer que o mais importante não são os presentes, é o nascimento de Deus.

     O Natal não cansa, porque é outra vez que Deus nasce. E de cada vez é mais alegre, o Natal;  e também recebemos presentes sempre diferentes.

    Para mim, o espírito de Natal é a reunião da Família, as celebrações festivas e a partilha com os outros.

Tomás G, 5ºC

Uma Paixão pelo Mar – II

  Nesta segunda parte da  entrevista de Tomás G  vamos introduzir alguns desenhos do lindíssimo livro da Artista  Cláudia Myatt, – que teve a gentileza de responder pessoalmente ao nosso pedido de permissão – a fim de tornar mais acessível a compreensão dos termos técnicos da arte de Navegar.

OE – Pode recordar um momento difícil que tenha vivido na sua experiência de navegador?

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Imagem: gentileza de  Claudia Myatt

Tomás G. Quando a minha equipa e eu fomos para a Boca do Inferno. Estavam muitos ventos, tantos que o meu peso não chegava para superar o vento. Eu segurava o barco pelos joelhos e inclinava-me para trás. Mas tive que folgar a vela e esperar que a rajada passasse.

Um dia, estava a chover torrencialmente e ainda com nevoeiro: conseguíamos avançar, mas mal víamos o caminho!

Noutro dia, a chuva era tanta que até tivemos de tirar água do barco!

OE – Conte-nos um episódio em que o seu barco tenha virado.

Truque para Desvirar

Imagem: gentileza de Claudia Myatt

Tomás G. – Eu estava a fazer prancha e o barco adornou muito, até que virou e eu fiquei debaixo da vela.

Mas tenho uma técnica: quando o barco está a virar, salto para o patilhão, desviro o barco, salto outra vez para dentro do barco, sem me molhar! É esse o meu truque.

Mas já me aconteceu eu estar a fazer prancha e cair para trás porque não tinha os pés presos nas cintas. Às vezes os meus pés ficam presos à escota e o barco vira; também já apanhei retrancadas: a retranca vira de repente e bate-me.

Retrancada

Imagem: Gentileza de Claudia Myatt

OE – Quais são os seus projetos para o futuro, na Vela? 

Tomás G.- Continuar a aprender cada vez mais. Quando for grande, posso participar numas regatas e dar umas voltas.

OE – O que tem aprendido de mais importante nesta prática de navegação? 

Tomás G.- Transmite-me coragem, gozo e a segurança de conviver com aquelas ondas todas e de fazer treinos muito intensos de 14h por semana, de andar de barco com grandes ventos…

OE – Obrigada por esta partilha de uma vivência ímpar. Desejamos-lhe muitas felicidades na sua aventura de jovem navegador.

(Fim da 2ª Parte)

Uma Paixão pelo Mar

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Creative Commons License Photo Credit: Paul B viCompfight

     Hoje, temos a honra de ter connosco, na Oficina, o jovem velejador Tomás G, já conhecido entre nós como autor de vários artigos, que acedeu a dar-nos esta entrevista sobre a prática do seu desporto preferido.

    Atendendo ao interesse e extensão desta partilha de experiências únicas, vamos publicar a entrevista em dois momentos, a fim de tornar mais confortável e saborosa a sua leitura.

OE – Qual a categoria em que pratica vela? 

Tomás G. – Pratico vela em pré-competição. 

OE – Há quanto tempo pratica esta modalidade de vela? 

Tomás G. – Pratico vela há cinco anos.

OE – Qual a intensidade dos treinos?

Tomás G. – Treino todas as semanas, ao fim de semana, das dez da manhã às cinco da tarde. 

OE – Que equipamento deve utilizar?

 Tomás G.- Boas lycras, cheias de pelo, mais um fato térmico ou um neopren, uns sapatos de vela, para não escorregar, umas luvas impermeáveis, um bom corta-vento, um gorro para não ter frio na cabeça e, o que é mesmo essencial, um colete indicado para um navegador – o meu é vermelho e branco.

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Curso de Vela do Clube Naval de Cascais

OE – Descreva-nos uma sessão típica de treino. 

Tomás G. – Para o pequeno-almoço a Mãe costuma fazer uns bons ovos mexidos para eu ter energia; mesmo assim, às vezes não chega. Começamos o dia a tirar os barcos das prateleiras; de seguida, aparelhamos os barcos; depois, vamo-nos equipar; temos uma reunião com o meu Treinador e só depois vamos para a água. Os primeiros exercícios são as “largadas à lebre”(1); depois rondamos as bóias, almoçamos no barco (2) e fazemos regatas entre nós. No fim, voltamos para terra, desaparelhamos os barcos e vamos para o duche, (3) que é ótimo.

OE – O o que o levou a escolher esta modalidade?

Tomás G – Íamos, às vezes, almoçar a um restaurante na marginal, que dava para o mar, e eu sempre dizia: “- Adorava andar de barco!”

OE – Indique alguns aspetos que mais aprecie neste seu desporto favorito.

Tomás G. – Ver que consigo passar ondas e ventos muito fortes; o prazer de manobrar bem o barco; a sensação de poder navegar sem fim. Quando olho para terra, sinto muita tranquilidade; olho para outro lado, vejo o Clube Naval; ainda para outro, vejo o mar infinito; e, por cima de mim, imensas nuvens ou um céu azul, que, visto do mar, é redondo. Visto de terra, olhando para cima, parece-me plano.

(1) – Um barco faz as vezes de “lebre” e nós temos de rondar a “lebre” e ficar alinhados. É difícil, às vezes uns chocam.

(2) – Às vezes nem sequer almoçamos porque o treino não permite parar. E eu morro de fome!

(3) – Logo de manhã temos de marcar: “Fico com aquele”, pois só há 5 duches e somos cerca de 10; senão roubam-nos o duche e ficamos com água menos quente.

Fim da I Parte

Aquilo de que Gosto Muito…

Faliro
Photo Credit: Damianos Chronakis via Compfight

     Para mim, a Escola é um sítio onde podemos arranjar grandes amigos; por exemplo, imaginem que não havia Escola: quase não tínhamos amigos! Na Escola também aprendemos para termos uma vida boa, com um trabalho bom. quem não gosta da Escola está muito mal, porque temos que saber gostar da Escola.

     Eu tive muita sorte em ficar com os amigos do 4º ano, também gostava de ficar com todos, mas eu adoro esta turma. Eu gostava de desejar à minha turma que seja uma boa turma, que ajudem sempre quem precisa, e acho que isso se está a realizar.

     Na Escola, agora, estou a gostar mais de desenhar, pois estou a aprender técnicas de desenho; por exemplo, desenhei uma cadeira e uso o meu Diário Gráfico.

     Eu adoro escrever, mas preciso de me concentrar. Se me disserem: “- Agora escreve alguma coisa”, eu não sei o que vou escrever, mas se me disserem: “- Escreve uma linda história de cães”, eu escrevo. Gosto de pôr o título para último lugar, de pensar um resumo do texto que vou fazer; depois, releio o texto, vejo que fiz um bom trabalho. Eu posso gostar de escrever, mas de fazer cópias, eu não gosto.

     Eu pratico vela desde os sete anos: fazia cursos de verão todos os verões e depois fui convidado para ir para a Pré-Competição. Eu aceitei o convite, adoro fazer vela! Já entro em regatas! E mesmo se estiver a chover, com ondas e tudo, nós vamos para o mar! Eu faço vela todos os fins de semana, das 10h às 17h, mas às vezes eu tenho de faltar e depois tenho que fazer 50 flexões. Eu chego a casa da Vela e vou logo para a cama. Pode ser cansativo, este desporto, mas mesmo assim, não posso parar de gostar.

     Para mim, a inspiração é termos gosto em fazer alguma coisa e, depois, trabalhar para essa coisa. Estas são as coisas que me inspiram e tornam a vida boa e alegre.

Tomás G, 5C

Olie, um Companheiro Único

Oli_Pepa_quadroImagem: Oferta do Autor

     O meu cão é um companheiro único. Tem orelhas grandes e bochechas também. O seu pelo é castanho e branco, curto e liso; as patas são pequeninas e o corpo é comprido.

     É um basset, o nome dele é Oliver e a alcunha é “Oli”. O Oli veio para nossa casa quando era muito pequenino. A coisa mais engraçada é que eu faço anos no dia 15 de Setembro e ele faz dia 14 de Setembro! Quando eu o vi pela primeira vez, vi logo que era um bom cão.

     Os meus pais, a minha avó, a minha irmã e eu fomos busca-lo ao canil.

     Estávamos todos a investigar os cães e vimos uma ninhada com imensos Bassets pequeninos. E vimos um dos mais bonitos…

     Libertámo-lo e ele veio com as suas orelhas a raspar no chão. Então decidimos levá-lo. No carro, ele ia muito contente ao meu colo.

      Achámos que ele estava muito sozinho e demos uma Jack Russel à minha Mãe. Ela é toda branca e, à volta de um olho, tem o pelo preto. É como se fossem irmãos: ao dormir, ela, por vezes, põe o focinho em cima dele. E eles juntos fazem muitas malandrices.

    O meu Oli e a minha Pepa trazem-me alegria todos os dias!

Tomás G, 5C

(Em parte escrito, em parte ditado)