Ser Professora

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      Se eu fosse uma professora, eu trataria os meus alunos muito bem.

     Nunca mandaria trabalhos de casa e deixava-os divertirem-se mais para passarem a tarde toda livre.

      Gostaria de ser professora de Português, porque adoro Português e Inglês: são as minhas matérias preferidas e são as que acho muito mais fáceis do que Matemática e Ciências Naturais.

     Daria as matérias aos primeiros anos, também porque seria fácil de lhes dar a matéria e eles estariam mais avançados do que os sextos anos.

      Quando for pré-adolescente não gostarei de ser Professora. Mas agora, se tivesse passado pela experiência de ter sido Professora durante 24 horas, acho que seia giro.

      Para mim, um professor deve ser simpático, querido, que faça muitas brincadeiras e que seja risonho.

Layane S 6C

Querido Eu – VI

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     Querido Eu,

     Obrigada por me fazeres ser querido e me ajudares em todas as situações. Obrigada por teres contribuído para que eu existisse; obrigada por me teres ajudado em todas as vezes em que eu parti a cabeça ou fiz galos, pois já foram muitas até! Sempre me ajudaste a continuar em todas as dificuldades e recordo todas as vezes em que conseguimos ganhar juntos!

      E Não é fantástico existirmos, quando podíamos não existir?

     Também recordo quando me rio de mim mesmo, porque fizemos alguma coisa engraçada, ou parva, ou até quanto tento fazer algo e depois falho.

      Eu aprecio-te por me conseguires fazer ter vários amigos, por fazeres com que eu seja bom a música, por ter boa educação nas aulas e não falar no meio delas.

     Admiro-te por fazeres os meus amigos gostarem de mim, por me inspirares travar amizade com as pessoas certas, por me apoiares em ter coragem para fazer várias cenas arriscadas.

     Gostaria de contribuir contigo para um mundo melhor, talvez até construir uma coisa totalmente nova, ajudar as pessoas contigo, ter uma mulher querida e filhos espertos!

Vicente E, 5ºA

Querido Eu -V

Photo by Andrew Palmer on Unsplash

     Imagem: Andrew Palmer

     Querido Eu,

     Obrigado pela companhia ao longo destes meus anos de vida. Obrigado por estares aqui, senão nunca tinha aprendido a surfar a andar e a sonhar: Obrigado por tudo.

     Obrigado por ajudares a vencer os meus medos, a ter força para aquilo que eu faço; quando eu era mais novo, era maluco, agora já não tenho tantas ideias desatinadas, como tentar subir para uma bicicleta de adulto  e até tentar apanhar cobras, mas que loucura! Obrigado por termos conseguidos passar os meus medos, para poder ir além deles e conquistar as minhas vitórias. 

     Obrigado por estares aqui! É muito bom: posso respirar, posso brincar, posso sorrir e sentir, obrigado por estares aqui! Obrigado por me ajudares a rir das palhaçadas e asneiras, em vez de ficar “chateado” comigo, triste e de mau-humor, mas tu deste-me muita bondade. Ainda me lembro quando deixei cair um balão de água para cima de mim e de um irmão meu, mas depois desatamos a rir à gargalhada!

     Eu aprecio em ti a bondade, força, trapalhice e loucura; são estas qualidades que me fazem ser como eu sou. Sem um destes traços da personalidade eu não era assim. Esqueci-me de falar na minha sensibilidade a fenómenos que metem medo: a isso sou muito, mesmo muito sensível… porque me fazem impressão!

     Quero ter força para sermos um bom surfista; eu acho que vamos longe porque toda a gente diz que surfo bem. Então, eu quero ir contigo mais além de tudo!

Simão CB 5C

Paixões Criativas

Happy child with painted handsCreative Commons License Praveen Kumar via Compfight

     Desde há uma semana, comecei uma ocupação favorita: sou youtuber! Tenho 148 visualizações, 5 subscritores e já realizei 5 vídeos. Os meus vídeos são sobre jogos e coisas reais, tais como um misterioso corredor assustador ou sobre um jogo de GTA. Gosto de ser youtuber porque acho que é uma experiência gira, há muitas pessoas a ver-me e isso importa-me.

     O desporto que eu mais gosto é ténis e o que eu aprecio mais é quando bato a bola com muita força: sei fazer a esquerda e a direita. Psicologicamente, ganho resistência ao fracasso, sinto-me persistente, quero alcançar um objetivo que é ser sempre cada vez melhor; nem que perca sempre, quero atingir um resultado bom!

     Gosto quando estou a conversar à mesa com a minha Mãe e, noutras ocasiões, com o meu Pai: ele gosta sempre de ver futebol ao mesmo tempo.

     Adoro ir a casa dos amigos, tal como hoje, 31/10/2017, dia de Halloween, em que vou a casa do Santiago. Depois vamos tocar à campainha da casa das pessoas a pedir doces! Vou pôr a minha máscara e vou explodir petardos de Carnaval: Pum! Pum!

     Vamos comer doces ou fazer travessuras! Levamos uma enorme abóbora que abre, onde guardamos os doces.

     Em relação ao tema global dos Valores que estamos a viver este ano, o Halloween pertence à Alegria.

Lourenço J, 5A

Salvação na Tempestade

     Buoy

Patrick McDonald via Compfight

     A Vida é um Cruzeiro que parece não ter fim.

     Tanto na Vida como no Cruzeiro existem partes onde navegamos em águas mais calmas, onde tudo nos corre bem, mas depois encontramos sempre umas águas um pouco mais agitadas, ainda que não seja nada que não se consiga ultrapassar.

     O problema é que existem as tempestades, onde tudo nos parece correr mal. O nosso barco começa a virar-se, quase ao ponto de se afundar: esses são os momentos que mudam tudo.

     Podemos tentar continuar a lutar, mas a tempestade, como se nada fosse e o barco com o risco de se partir. Ou podemos simplesmente aceitqr e voltar para trás: preparamo-nos e, depois, sim, avançar.

     Se cairmos da borda temos de encontrar uma pedra para nos agarrarmos e sobrevivermos até a tempestade passar.

    Eu, pelo menos, sei que terei sempre uma pedra à qual me agarrar nas tempestades, umas asas nos pés para quando quiser voar, o vento nas costas para me empurrar, quando não tiver coragem para avançar e um porto seguro para quando houver tempestade.

    E isso tudo resume-se a uma única coisa ou, melhor dizendo, a uma pessoa: chama-se Raquel, a minha Mãe, que ainda há pouco tempo me ajudou numa imensa tempestade.

Aluna Convidada que não Assinou.

O Dizer do Sentir

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       A Vida é como um vulcão em erupção: com altos e baixos, mas temos de os superar. A Vida não é um sentimento que se escreva em três linhas, mas um sentimento que se vive desde que nascemos até que morremos.

     O sorriso é como uma árvore cheia de frutos, dá muita alegria; só um sorriso pode valer tudo; o sorriso é transmitido a quem o capta.

     O olhar límpido parece-se com uma cascata: ela nunca para, está permanentemente a voar, se ela parar, explode. É como no olhar límpido: temos de dizer o que achamos sem medo de avançar e sofrer as consequências.

     O amanhã ninguém o espera, mas é como uma estrada cheia de pedras, nunca sabemos se vamos cair ou se vamos ficar intactos.

Federica V, 7C

Festa Surpresa ao Prof de HGP

  Surprise party !Creative Commons License Waqas Mustafeez via Compfight   

       No Domingo, o Prof de HGP fez anos e fizemos uma festa surpresa para ele. Ele gostou muito: quando entrou, ficou muito feliz; ele não estava à espera.

      Na 6ª feira, a Bárbara, que trouxe gomas, pediu para cada um trazer algo de comer ou de beber para a festa. A Leonor trouxe um bolo de ananás que é o preferido do Professor. Eu trouxe pipocas e pusemos tudo numa mesa.

      A sala ficou às escuras e nós escondemo-nos debaixo das  carteiras. Quando o Professor abriu a porta, nós cantamos-lhe os Parabéns!

      Neste Professor, eu aprecio ele explicar bem  HGP; o ano passado, descobrimos que o professor desenha muito bem, toca piano e canta. É uma pessoa alegre e que nos transmite boa disposição; ele perdoa os rapazes que fazem disparates e, ao mesmo tempo, tem autoridade.

     O Professor é justo com toda a gente, às vezes tem de perder a paciência com alguns colegas para a aula ser de todos.

     Estas festas de anos de surpresa são importantes para fazermos os outros mais felizes e para celebrarmos o grande mistério de nós existirmos.

Carolina A, 6D

Entrevista à Nossa Bibbliotecária Lola

Mexico Bound

Kenneth Spencer via Compfight

       Temos connosco, no nosso Programa de Rádio MDM, a famosa Bibliotecária Lola. O nosso objetivo é conhecê-la ainda melhor

        Gostaríamos que nos explicasse por que gosta tanto da Formiga.

       Gosto muito da Formiga, eu descobri um amor novo que nunca tinha sentido e nunca pensei ser possível. É um sentimento único que me transmite tranquilidade e uma amizade profunda: a minha “menina preta” como lhe chamo, gosta de mim de qualquer jeito e eu dela. 

http://cadescrita.edublogs.org

Imagem: Gentileza da Entrevistada

      Que motivos a levaram a escolher a sua profissão?

      No início foi apenas coincidência, mas afinal acho que nasci para isso, estar junto das crianças.

     O que mais aprecia no convívio com os alunos? 

      Poder ajudá-los a transformarem-se em adultos melhores, mais humanas, darem valor ao que realmente é importante na vida: serem felizes. 

     Partilhe connosco um ponto alto da sua vida profissional.

     Um dos melhores foi um abraço que recebi de uma aluna ao fim de dez anos e me disse: “-  Foste uma das pessoas mais importantes na minha Adolescência!

     Como tem vindo a realizar, este ano, o seu Projeto de Acolhimento e de Compromisso com os seus Alunos? 

     Tenho tentado  bem fazer com que eles compreendam o que é estar numa Biblioteca e façam dela um espaço agradável para todos.

     Obrigada, Lola, por ter vindo enriquecer o nosso programa com a sua generosa partilha. 

    Tenho de agradecer ao aluno Miguel M por se ter lembrado de mim e também à mentora Prof Inês Pinto.

Miguel M e Lola H

Programa de Rádio MDM

O Que o Meu Coração Ama

Sunny Studio Two Scoops Rainbow Sherbet Card Mendi Yoshikawa via Compfight

      Adoro ir ao Bounce, porque é fabuloso saltar e divirto-me imenso, principalmente quando vou com amigos.

      Gosto muito de fazer anos e convidar amigas, porque há tantas coisas divertidas para fazer: festa de pijama, apanhadas, comer doces, brincar com insufláveis, lutas de balões e corridas.

     Sabe-me bem, de vez em quando, saborear um belo gelado com a Família  e com os amigos, até só de o escrever, já me estou a babar. Os meus sabores preferidos são: avelã, stratiacella, nata, meloa e baunilha.

      Estar com a família é algo que o meu coração ama e eu também amo. Por exemplo, mesmo quando eu estou zangada com os meus pais, ainda sinto o meu coração a bater.

      As amigas são também como os pais, mas ainda assim, não há amor maior do que o dos pais, mas os amigos também são algo muito precioso.

Joana Cb, 5A

O Que Eu Mais Amo

     Eu adoro ir à praia, porque quando eu vou para a água, sinto-me livre!
    As festas para mim, são magia, celebração de algo como o Halloween, com bruxas e fantasminhas.
     Eu gosto imenso de chocolate: quando como um bocado, quero comer o resto, nunca deixo sequer uma migalha e fico cheia de energia!
      Eu amo a minha família, é o que eu tenho de mais valioso;  no Domingo costumo ter um almoço: só eu e o meu mano de 14 anos, os outros são todos adultos e falam ao mesmo tempo em conversas cruzadas!   
     Os amigos são as pessoas em quem podemos confiar. Quando eles fazem anos, gosto tanto de ver a alegria no rosto deles quando recebem um presente.
Mariana L 5A

À Conquista dos Modos de Estudar

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Imagem: Stencil

  Esta manhã, na Oficina, a Margarida Rs e a Maria Pr do 5º Ano partilharam a sua reflexão sobre o seu itinerário de estudo desde o início do ano.

1 Fazer um horário de estudo em casa

Maria e Margarida – Fazemos com os pais; não é um horário fixo, mas a combinar em cada dia os tempos e os intervalos de estudo.

2 – Como cumprir as tarefas de estudo: TPC, estudo e preparação de Testes

Margarida – Faço só os tpc. Só se há teste é que leio o manual.

Maria – Leio a lição do dia se for HGP, Port e CN, depois faço os TPC e arrumo a mochila.

3 – Preparação dos testes

Maria e Margarida – Dividimos por partes a matéria, para estudar aos poucos e só se revê tudo na véspera.

4 – Métodos de Trabalho

Margarida – Marco as páginas,  depois leio, seguidas, todas as páginas e volto a fazer 4 ou 5 vezes. O que sei mais leio para dentro, o que sei menos leio em voz alta. Geralmente, enquanto estudo, ando de um lado para o outro no meu quarto

Maria Leio a primeira  página toda, depois resumo num caderno de estudo A5; quando estou na secretária, que é poucas vezes, ando às voltas na cadeira que tem rodas.

5 – Revisões Finais na Véspera dos Testes

Maria e Margarida Perguntas e Respostas com a Mãe. Se não souber, leio de novo.

6 – O que ajuda à concentração:

Maria e Margarida   O Silêncio, um sítio confortável.

7 – Uma sugestão que possa ser útil para os colegas compreenderem melhor o que se passa na sua mente

Maria  – Estou a andar de bicicleta, faço uns dez pedais e depois treino a tabuada: repito-a enquanto vou a pedalar. Quando vou ao golfe do meu avô, estou a fazer tacada, não penso bem no ângulo, mando com jeito, penso como devo pôr o braço, em qual ângulo, mas sem pensar em números.

Margarida Por exemplo, eu vi o mapa da Península Ibérica e o meu pensamento repetiu:  “Pirinéus”. Podemos tentar ver e ouvir mentalemente.

A Oficina de Escrita agradece este precioso contributo para a nossa iniciação em questões de Metacognição.

Maria Pr 5B e Margarida Rs 5C

Conversas na Oficina

Partilhando o Itinerário de Estudo

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 Esta tarde, na Oficina, o Miguel M e o Francisco M N  do 6ºA partilharam uma reflexão sobre o seu itinerário de estudo desde o início do ano.

1 – Horário de estudo em casa

Francisco – Quanto ao Horário, sei o que faço: na 2ª, 3ª 5ª e 6ª tenho karaté e basquet, por isso não consigo estudar. Às Quartas, estudo com a minha Mãe e, ao fim de semana, às vezes. Tenho torneios de Basquete e quase não consigo estudar. Por exemplo, amahã vou ter toda a manhã torneio e só vou ter dois dias para estudar para os próximos testes.

Miguel Sei que estudo 2ª 4ª e  6ª e alguns Domingos. Pratico Karaté à 3ª e 5ª. Ao Sábado vou aos Escuteiros e não posso estudar; alguns fins de semana vamos acampar. Este fim de semana vou para fora.

2 – Qual o grau de dificuldade do TPC que tem prioridade

 Francisco – Começo por fazer os TPC mais  difíceis. Se tiver tempo no próprio dia faço logo, se não faço no dia anterior.

Miguel – Quanto mais tempo demorem é que decido: faço os que demoram mais no fim. Para ter tempo de ainda fazer alguns e não ter faltas a todos.

3 – Intervalos durante o Estudo

Miguel – De matéria em matéria, ou quando acabo um TPC, faço pausa.

Francisco – Como estudo com  a Mãe também vamos conversando. Se há uma pergunta que não percebo vou estudar ao manual.

4 – Preparação de Testes

Miguel – Estudo na semana da véspera, estudo por capítulos ou partes.

Francisco – A Mãe vai ao “inovar”, tira o horário dos testes e cola na minha secretária.

5 –  Estratégias de Estudo

Miguel – Costumo estudar aos poucos, a minha mãe arranja-me fichas e faço exercícios dos livros.

Francisco –  Neste momento estou a usar uma técnica de estudo que a minha Mãe usava: lemos tudo seguido, mas parando em parágrafos ou assuntos: lemos várias vezes e repetimos várias vezes.  Gosto de repetir em voz alta. A Mãe faz uns apontamentos e eu levo-os no carro e vou dando uma olhadela até mesmo antes do teste.

Miguel – Lendo os resumos do final dos capítulos e depois a minha Mãe faz-me perguntas. Se não souber, vou ler de novo. E a Mãe repete as perguntas de novo.

6 – Ao rever mentalmente uma regra, uma fórmula matemática ou uma informação para ser classificada, forma-se uma imagem interior visual ou auditiva? Como é o  “fantasminha mental”. Ex:  Experimentemos somar 49 com 11.

Francisco – No 5º ano conseguia fechar os olhos e ver as palavras ou então ouvia a voz do prof a falar. Este ano uso mais a técnica da Mãe que é repetir em voz alta.

Miguel – Ouço a voz do meu pensamento; fecho os olhos, vejo luzes de várias cores ou efeitos enquanto o pensamento dita a matéria.

7 – Revisão Final para o Teste:

Francisco – Os Apontamentos da Mãe.

Miguel  – Na véspera, com a Mãe a fazer pergungtas. 

8 – O que favorece a concentração:

Miguel – Silêncio ou com alguém que não brinque, como o Pai ou a Mãe. Em total silêncio.

Francisco – Completo silêncio, no quarto, com a porta fechada; às vezes, quando estou a ler a matéria, meto uns “fones” e leio tudo, depois fico a pensar enquanto a música dá. Música calma, tranquila.

Sugestão de uma pergunta que seja útil aos colegas na iniciação à Metacognição

Francisco Pensem num quadro e num giz a escreveros números vendo o movimento dos números a aparecer à medida que o pensamento os dita.

Miguel – Pensem numa pergunta matemática: depois fechem os olhos e digam como é que fizeram a conta na vossa cabeça.

A Oficina de Escrita agradece este precioso contributo para a nossa iniciação em questões de Metacognição. 

Miguel M e Francisco M N , 6A

Conversas na Oficina

Ser Humilde

   Photo by Vittorio Zamboni on Unsplash

  Photo by Vittorio Zamboni on Unsplash  

    Ser humilde é uma atitude que deve ser trabalhada todos os dias, pois tal como uma rolha de cortiça na água é constantemente empurrada para a superfície, assim também nós sofremos de uma tendência para sermos o centro de tudo.

 Ser humilde passa por:

  • Tratar bem os outros;
  • Reconhecer o próprio consciente: ficamos a saber algo mais sobre nós; 
  • Os outros  recebem mais atenção, percebem que alguém os compreende.
  • Não é só ser carinhoso e amável, mas sim partilhar ativamente os seus dons com os outros, por exemplo: 
    •  um pintor partilha os seus quadros; 
    •   um professor partilha a sua sabedoria;
    •  um padre partilha a sua religião viva.  

     Como qualquer outro valor,  podemos treinar a humildade de formas muito simples, no quotidiano, tais como: 

  • Esperar uns segundos antes de falar quando uma discussão se torna acesa demais.
  • Ao longo de uma conversa, tomar a decisão consciente de escutar mais do que falar.
  • Apreciar a proximidade dos outros formulando perguntas não intrusivas mas que ajudam os outros a mostrar a riqueza dos seus pontos de vista.

      Ser  humilde tambémm é ser capaz de se dizer as atitudes de que não se gosta no outro, sem precisar de magoar alguém.

Margarida CC e OE

Texto a duas mãos segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra 

Trabalhando o Compromisso

   http://cadescrita.edublogs.orgImagem: Oficina de Escrita

“Todas as Vidas são Compromissos” 

Jacqueline Rémi

      Em Outubro estamos a trabalhar o Compromisso; ele pode consiste em agradar e ajudar uma pessoa que precise que alguém se comprometa com ela, por exemplo: 

  • Um colega que não sabe fazer amizades; 
  • Os colegas mais inteligentes ajudarem – “sem se armarem – os que têm mais dificuldades.
  • O Professor de Matemática compromete-se a ajudar-nos puxando por nós, mandando-nos calar, para mantermos a atenção, o nosso futuro ser melhor e não ficarmos ignorantes.

Margarida Cc, 6A

Aceitando as Diferenças

  htp://cadescrita.edublogs.orgImagem: Oficina de Escrita     

     Em Setembro, trabalhamos o Acolhimento. Tínhamos uma tabela de madeira pendurada à porta da sala:

  • Juntámo-nos em Grupo para discutirmos o que é “ser +” e o que é o Acolhimento.
  • Depois da discussão, partilhamos em Grupo-turma.
  • Concluímos que a melhor interpretação para esta palavra era: “ACEITAR AS DIFERENÇAS”.

       A nossa Diretora de Turma disse para estarmos atentas às pessoas, não só aquelas que são verdadeiros mendigos e refugiados, mas também às que estão mesmo à frente dos nossos olhos. Por exemplo:

  • Um colega que está sempre sozinho e não comunica, a não ser com o seu telemóvel – falamos também sobre este problema.
  • Outro colega fez anos e nós não demos por nada, mas ele trouxe chupas para todos. Reconhecemos que a sua postura e o seu silêncio nos afastam e não sabemos como fazer.

Margarida Cc, 6A

Autogestão e Estratégias de Estudo

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     Imagem: Stencil

     Esta tarde, na Oficina, o Afonso F e o Alexandre B do 6ºD partilharam a sua reflexão sobre o seu itinerário de estudo desde o início do ano.

1 – Horário de estudo em casa

Afonso Posso aperfeiçoar o meu horário pessoal por escrito, atendendo a que tenho Natação duas vezes por semana e vou começar o Inglês, aqui no CAD.

AlexTenho horário fixo de estudo nos dias da explicadora e nos outros faço-o com a mãe; o tempo de trabalho depende se vou ou não a casa da avó.

2 – Intervalos durante o Estudo

AfonsoA Mãe obriga-me a estudar um tempo determinado e depois faço intervalos. Se estou com o Pai, nesses intervalos,  saio de bicicleta pela Serra de Sintra, fazer “Cache”, que é um jogo em que usamos uma aplicação do telemóvel.

Alexandre – A minha mãe dá- me uma hora ou meia-hora, para eu descansar e fazer o que eu quiser.

3 – Qual o grau de dificuldade do TPC que tem prioridade? 

Afonso  – Começo pelos TPC mais fáceis, para ser mais rápido e fico com tempo para os mais longos;  assim, se não conseguir fazer todos, tenho menos para justificar na Agenda.

Alex Começo com os TPC mais difíceis, para ficar com mais tempo  livre. Chego a casa, descanso e só depois vou estudar. Dou prioridade a Português e a Matemática.

Afonso – Se eu tiver TPC numa disciplina em que só volto a ter aula daí a dois ou três dias, se tiver mais outros TPC para o dia seguinte, espero pela  véspera da próxima aula; senão despacho logo.

Alexandre – Faço logo, normalmente.

4 – Preparação de Testes

Afonso Na véspera faço um resumo  e 3 ou 2 dias antes a minha Mãe escreve os apontamentos para eu estudar por partes.

Alex Na véspera faço uma revisão: com a minha explicadora; antes, em cada dia, fazemos os TPC e depois, vemos na Agenda quais os testes que se aproximam e vamos estudando  por partes.

5 – Estratégias de Estudo

Alex –  Leio sempre 3 vezes por parágrafos; repito duas vezes; nas perguntas, repito 3: a 1ª vez, em geral, não percebi, a 2ª foi mais ou menos, a 3ª vez, já tenho a certeza do que se pede.

Afonso – Leio sempre 3 vezes as perguntas e duas os parágrafos; só às vezes faço resumos. Geralmente os apontamentos da minha Mãe são perfeitos e não os escrevo.

6 – Ao rever mentalmente uma regra, uma fórmula matemática ou uma informação para ser classificada, forma-se uma imagem interior visual ou auditiva? Como é o  “fantasminha mental”. Ex:  Experimentemos somar 49 com 11.

Alex – Ouço o pensamento.

Afonso – Depende – O  pensamento ditou: “quarenta e nove mais um cinquenta mais dez sessenta”.

Alex – Eu vi 49 + 1 = 50 +10 = 60

Afonso – Quando me pedem contas eu primeiro faço auditiva e depois visualmente.

Alexandre – As contas difíceis eu torno-as fáceis.

7 – O que favorece a concentração?

Alex – Fechar-me no quarto, em silêncio total, fecho os vidros das janelas e começo a raciocinar, amo  o estudo.

Afonso – Não consigo estar muito tempo em silêncio, começo a distrair-me e então ponho alguma música. Não muito agitada, mais “soft”. Gosto de estar sentado no sofá da sala ou no meu quarto.

A Oficina de Escrita agradece este precioso contributo para a nossa iniciação em questões de Metacognição.

Afonso F e Alexandre B, 6D

Conversas na Oficina

A Solidão do Compromisso

sunset Françoise Kervarec via Compfight

     Há uma solidão própria ao homem livre: há-de estar pronto e desperto para o combate do dia. Há de responder á aurora com o seu próprio movimento.

    Há uma solidão que se adensa no trabalho, quando a concentração permite compreender o que permanece exterior e de algum modo o assimila para si mesmo e o torna, por aí, interior.

    Há uma solidão “por entre as gentes”, um jogo que permite a relação, uma distância que cuida e reconhece o valor incalculável de uma outra presença.

    Há uma solidão em relação a todos, porém, que não tem paralelo com as outras, e para a qual não há compensação.

    Cada um de nós responde por todos os outros e nesse espaço não cabe partilha alguma, é a condição oculta da comunhão.

     É uma solidão em esforço, em andamento, buscadora.

     Ela saiu pelo lado de dentro na direção de embora e tudo o que permanece aquém, na larga esfera do mundo, não pode adivinhá-la nem sequer reconhecer-lhe os traços.

     Quem se subtrai para tal solidão não deixa vestígio algum da sua partida. Persiste, em território sem limites, caminha segundo o impulso cego do seu coração.

     Essa solidão é ela mesma uma marcha, uma aproximação ao que só se lhe torna acessível porque a supera totalmente.

OE

Acolher, Comprometer-se, Ser Pacífico

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Imagem: Unsplashing

    Em relação ao acolhimento, no princípio do ano, vi um aluno que, no ano passado era muito popular, mas não era acolhedor; este ano estava diferente: ajudava todos. Com isso, ele deixou de ser popular e os antigos colegas não o acolheram. Agora, ele convive com quem é com ele e, na realidade, está muito mais feliz do que estava antes.

Alexandre T

    Comprometer-se – é uma palavra gira, não é? Mas sabem o que quer dizer? Comprometer vem de “prometer” algo a si próprio, como, por exemplo, acolher as pessoas que foram vítimas do incêndio gigante aqui em Portugal. Eu já fiz isso, porque uma amiga da minha mãe e outras pessoas ficaram sem nada. Eu dei muitos dos meus brinquedos a crianças que necessitavam. Sei que não é o suficiente, mas se todos ajudarem, é diferente.

André  R

     Ser Pacífico é quem ajuda toda a gente. Se as crianças forem pacíficas, já é uma ajuda para melhorar o mundo. E se os pais retribuirem, vão passar boas impressões aos filhos. 

Alexandre T

      Paz. Que Palavra profunda e bonita, não é? Paz tem a ver com ser pacífico, como, por exemplo, não começar uma guerra. E sabem como se faz? Não é com armas, nem ameaçando: é chegar a uma conclusão que é boa para os dois indivíduos. Por acaso usamos uma arma – essa podemos usar para o bem e para o mal – que é a palavra, mas, neste caso, usamo-la para o bem.

André  R

A Vida, um Sorriso, um Olhar Límpido

     http://www.cultureuniversity.com/shhh-values-economy-arrived/

Imagem: CultureUniversity.com

     A Vida não é um assunto que se escreva em duas linhas, é um mistério que se sente.

     A Vida, multiplicada em risos, desce, numa cascada vertiginosa, pelos rochedos do Tempo. Sabemos que o sofrimento é capaz de dobrar os corações, mas a Vida é em si mesma um ímpeto de Alegria incontida, um espumejar de entusiasmo que brota de nascente.

    O Sorriso é o melhor bem da Vida: com um sorriso podemos fazer mil maravilhas: podemos alegrar alguém que esteja triste; o nosso sorriso é como uma rajada que leva alegria a todos os que são capazes de a captar.

     A maravilha do Sorriso é uma cintilação rápida do infinito que dardeja, entre dois amigos, um pacto invencível: serão fiéis, prometem-se apoio mútuo, confiam sem limites.

     O Olhar límpido é um sentimento que não nos deixa conter: temos de desabafar, é como um rio, nunca para.

     O Olhar límpido é uma seta tensa no arco, pronta a voar a direito: o pensamento está firme, apoiado nas palavras claras que deixam correr o sentido direito ao seu fim: não há traição nas terras da Lealdade.

Federica V e OE

Texto a duas mãos

Exercício de Escrita Criativa segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra

O que Diz a Vida?

Late autumn colorsCreative Commons License Sebnem Gulfidan via Compfight

     Recomeçar é sempre o desafio que nos vivifica e cria uma expectativa pura. Retomamos as grandes questões do início, adentramo-nos na Vida, onde ressoam, intactas, as interpelações daqueles que se tornaram amigos únicos, companheiros de navegação.

“Estás vivo, és alguém que se possa interrogar?”

    O que diz a Vida, nesta madrugada serena em que Deus embrulhou o sono do mundo, aconchegando-o no Ser?

    A Vida diz a Alegria pura de existir; diz a Paz enérgica do acontecer, diz a muda e perpétua Interrogação assombrada dos homens perante a maravilha do Ser.

     A Vida também se deixa dizer como um caminho aberto à mão, trabalhado em direto com as energias puras da alma que permanecem, por graça, em sinergia com o Senhor:

“Quem somos? Para onde vamos? O que fazemos aqui?”

     A Vida exulta também na comunhão em que se tece, urdida de tecidos e cuidados, pequenas tarefas úteis oleadas na vastidão dos sonhos solidários.

     Somos uns dos outros, nunca é demais cantá-lo: é nesse balancear de trapezista atirando-se ao vazio, na confiança de ser acolhido, que mais nos assemelhamos à comunhão de Deus no Seu ser Trino.

OE

Comprometer-se no “Cuidado do Outro” – II

http://deusmelivro.com/critica/a-princesa-azul-e-a-felicidade-escondida-filipa-saragga-20-5-2015/

Imagem: “Deus me Livro”

Cristal “Cuidar” –    II

      Continuamos, em Outubro, a paráfrase meditativa do lindíssimo livro de Filipa Sáragga, descobrindo, nas dobras do “Cuidado do Outro” as implicações do “Compromisso“, que é o nosso “valor“para este mês.

     Ao longo de um diálogo vivo, a Mestra vai vencendo as apreensões da jovem Princesa, em relação à sua capacidade de ir ao encontro dos outros, pois na atitude de “Cuidar” escondem-se compromissos que nos curam e libertam, bem como potenciam a felicidade dos outros.

  • Se aceitamos o nosso próprio arrependimento ou mágoa, mais rapidamente nos podemos focar  intensamente nos outros, apoiando-os ou apreciando-os.
  • Ao arriscarmos a oportunidade de fazer novos amigos, podemos surpreender-nos a crescer com eles  e a sermos melhores.
  • Incluindo no nosso rumo habitual aquilo que é diferente e o complexo nos outros, ajuda-nos a descobrir em nós qualidades desconhecidas e abrimo-nos para novos compromissos.
  • Mantém-se viva a chama da amizade, no compromisso de permanecer sincero com o outro. 
  • Os amigos são honestos entre si, confiam o que lhes é mais íntimo; mas também se comprometem na mútua celebração dos seus sucessos, cada um fazendo sua a felicidade do outro.

     Finalmente, a suave voz desta Sabedoria, encarnada numa Rosa, indica à Princesa os exercícios que a comprometem na aventura do “Cuidar”e que podemos escolher para este mês de Outubro:

  • Ofereceste um abraço a quem mais precisava?
  • Recolheste uma  história de vida dedicada aos outros?
  • Desenhaste ou escreveste um momento em que visitaste alguém ou lhe prestaste um serviço?
  • Podes contar um momento em que fizeste alguém mais feliz?
  • Tens reparado na beleza? Ela está presente nas pessoas, nas ações, nas nossas criações e nas da natureza. Experimenta este exercício da atenção que se descentra de si própria e descobre mil motivos para agir e criar…

OE

Comprometer-se

     https://sylviaduckworth.com/sketchnotes/

  Imagem: kindness of the Artist Sylvia Dackworth   

     Outubro é um mês em que os estudantes começam a responder pela qualidade da sua aposta nos diferentes trabalhos a que a Escola mais objetivamente obriga ou mais criativamente sugere. Surge então, na sua sóbria austeridade, o valor do Compromisso, onde se tornam palpáveis os acordes com “promessa”.

     Segundo o dizer de Nietzsche, “o homem é o único animal que pode prometer”; prometer é, por assim dizer, o verbo do “sim”, que só se conjuga no futuro. É como uma âncora lançada para diante e que nos prende a um momento que ainda não chegou. Comprometer-se é, assim, um ato da vontade, em que nos prometemos a nós próprios, com algo ou alguém, que estaremos presentes, algures, num encontro por vir.

     Neste ato de vontade, em que nós lançamos – e nos enlaçamos – a um instante do futuro, desencadeamos um fluxo de ações segundo o vetor que nos orienta para um objetivo desejado. As etapas que permitem avançar nesta travessia são as “estratégias”: elas combinam as tarefas com o prazo vazio que medeia entre o ato da promessa e o seu cumprimento, numa atividade com sentido, que nos realiza.

     É pela autonomia deste compromisso vivo que o nosso objetivo ganha espessura e vulto ao longo das ações quotidianas e nos tornamos cada vez mais livres.

OE

O Desafio das Cem Palavras

  !00 Words ChallengeImage: 100 Word Challenge 

     Mrs Julia Skinner, uma professora – e “HeadTeacher” –  reformada é a fundadora do site “The Head’s Office” onde se partilham os mais diversos assuntos de interesse no âmbito da Educação; é também a  criadora de alguns desafios internacionais para crianças e pré-adolescentes, entre os quais o “100 Words Challenge” onde estamos a participar, a seu convite,  como “professora comentadora”.

    Em que consiste este Desafio? Num site, construído com toda a segurança, são expostos os links para os blogs de Turma de Professores de todo o mundo, escrevendo em língua Inglesa; todas as semanas é apresentado o desafio, no site principal, sob a forma de uma imagem apelativa, legendada com perguntas exploratórias ou então é apresentado um pequeno conjungo de tópicos sugestivos.

    Ao longo das semanas, os alunos que são autores nos seus blogs de Turma, recebem um número, que, por sua vez, também é atribuído a um “Professor Comentador”, o qual pode pertencer a qualquer Escola do mundo, desde que devidamente identificado e também ele com blog de Turma.

    Cada um desses Professores voluntários – que constituem o “Team 100” deverá visitar e comentar, no mínimo, cinco textos por semana,  da autoria de alunos dispersos pelo mundo, cada um no seu nicho materno que é o respetivo blog de Turma. Os comentários obedecem a regras explícitas, são sujeitos a moderação antes de serem publicados e têm como principal objetivo encorajar os jovens autores e celebrar a sua criatividade, criando laços de convívio cordial numa imensa Comunidade Virtual unida na língua Inglesa.

     Não será, para os dias de hoje, uma forma especial de acolhimento mútuo? Aqui fica, pois, também o convite aos nossos alunos para participar. Basta o acordo dos Pais e do Diretor de Turma para poderem publicar diretamente no Blog da nossa Oficina e receber o tópico de cada semana.

OE

Ser +: “Cena Literária”


Imagem: CAD – Cena Literária 

     Os queridos colegas  Carla, Paula e Paulo estão entre os muitos que aceitam o perturbador desafio da Beleza, através do seu ensino de diferentes Artes no nosso Colégio, cada um deles através da sua específica e especial paixão.

      Estes colegas contribuem intensamente, com o seu dom singular para a fisionomia única da nossa Escola e, mais ainda, vão tecendo a própria alma secreta desta, ao colocar os seus talentos ao serviço dos nossos alunos. 

    É assim que ajudam os seus jovens companheiros a descobrir por sua vez, quais os seus talentos escondidos e encorajam-nos a expor-se com as suas personalidades únicas, a fim de dar os seu melhor tanto às suas próprias jovens vidas como à comunidade escolar. 

     Mas para além disto, eles desafiam os nossos alunos a irem mais longe, a fim de alargar até o horizonte inteiro da sua geração. Na medida em que oferecem gratuitamente o melhor de si próprios, os nossos jovens acrescentam significado e força á perene demanda da humanidade. 

    Como este artigo ficaria demasiado longo, desta vez foi escolhida a Poesia no CAD:

CENA LITERÁRIA

Imagem: Teacher Carla playing Conspiração no Palácio

    Assim, a Prof. Carla – que ensina Português e Literatura – é também uma atriz, numa Companhia de Teatro –  provisoriamente suspensa – onde desempenha variados papéis em drama e comédia, ou performances de rua no Teatro de Sintra.

   Com uma singular paixão por poesia, criou, no Colégio, um evento mensal, cada um para celebrar um diferente poeta: os poemas escolhidos são ditos ou lidos por alunos voluntários, na Biblioteca, aberta a uma audiência de todas as idades.

    Poetas Portugueses, como António GedeãoMário de Sá CarneiroFlorBela EspancaFernando PessoaAfonso Cruz, Almeida Garret, José Saramago,Sophia de Mello BreynerWalter Hugo Mãe, tornam-se presenças vivas na nossa biblioteca, graças às jovens vozes e aos corajosos corações dos nossos Alunos.

OE

 

Os Nossos Valores – Adaptado de Prof Maurice Elias

Sobre o Autor que inspirou esta proposta de escrita reflexiva: Maurice J. Elias of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

Viver os Valores

Acolher é “Cuidar do Outro” – I

 

Imagem: Princesa Azul na “Deus me Livro

Cristal “Cuidar”

      Meditando o nosso tema anual “Ser +” –  com um diferente valor atribuído a cada mês do ano letivo –  vamos apresentar, em paráfrases, a nossa abordagem de um capítulo do lindíssimo livro da nossa querida antiga aluna Filipa Sáragga, “A Princesa Azul” o qual, além de integrar o PLN, deu também origem à  Fundação que apoia e celebra a diferença.

      Trata-se do momento em que a Princesa recebe, sob a forma de um Cristal, um ensinamento precioso que podemos aproximar da vivência do valor escolhido para Setembro: a qualidade do acolhimento aos outros.

       A singela mestra da Princesa mostra-lhe a centralidade desta disposição interior, que revela o seu poder libertador, ao longo do caminho iniciático da Princesa rumo a uma felicidade autêntica. Para atingir este fim, surgem as atitudes concretas que deve exercitar e que a tornam capaz de um relacionamento genuinamente acolhedor.

  • As pessoas felizes são altruístas e pensam nos outros, pois é sobre a base da generosidade que se fundam os relacionamentos fecundos.
  •  Concordas que as pessoas felizes pensam mais nos outros?    Podes dar três exemplos?
  • Cuidar dos outros descentra-nos e cura-nos, pois “Leva muito mais tempo a ultrapassar uma angústia do que a assimilar algo de bom”.
  • Podes partilhar como alguém ultrapassou uma angústia? E porque será mais rápido assimilar algo de bom?
  • As relações com os outros são uma prioridade e cuidar dos amigos torna-se uma responsabilidade vital, pois a Felicidade de cada um é uma resultante das nossas relações com os outros.
  • Se quiseres fala nas tuas prioridades nas relações com os outros.
  • Que outras prioridades devemos considerar na nossa vida?
  • Como definirias a Felicidade?

OE

Ser + – Juventude e Metas Globais

Imagem: Moving Goals

      Este ano, o nosso tema global, abrindo o acesso à vivência de valores desafiadores, pode relacionar-se diretamente com os esforços desenvolvidos, por todo o mundo, para integrar a vitalidade e a força inventiva dos jovens na realização das Metas para o Desenvolvimento Sustentável segundo o projeto das Nações Unidas.

     No seu programa de ação para a Participação da Juventude , incluem-se objetivos concretos que facilitem as iniciativas dos jovens, a fim de tomarem decisões.

    Que decisões são os nossos alunos convidados a tomar no âmbito da inovação da aprendizagem e do  permanente aperfeiçoamento do ambiente escolar nas suas vertentes ecológica e humana?

     Podemos aqui dar como exemplos já em curso a sua presença ativa no projeto Eco-Escolas e na livre recriação de Poesia no evento mensal “Cena Literária“, indo assim, ao encontro das metas 12 e 16, se damos crédito ao poder transformante da poesia para humanizar as relações humanas. . 

    O mesmo programa de ação destaca a importância de se removerem os obstáculos que impeçam a  plena participação juvenil na sociedade, com a incontornável liberdade de associação.

    Sabemos que está em curso a implementação de uma Associação de Estudantes na nossa Escola, construindo-se por eles e com eles, inspirada nos valores do nosso Projeto Educativo comum.

    O mesmo programa encoraja vivamente que as diferentes organizações juvenis interajam mutuamente, a nível nacional e internacional, indo assim ao encontro das Metas 4, 5 e 17.

     Sabemos que estão em curso projetos de sempre renovada colaboração com a  Fundação AJU, inspirada no nosso Carisma, onde os jovens utentes desenvolvem também ações de voluntariado e de solidariedade, bem como com outras Organizações de teor idêntico..

     E a nível internacional, como podemos facilitar a interação entre os nossos alunos e outras organizações juvenis? 

    Eles saberão escolher, com o seu entusiasmo inventivo, de entre as inúmeras redes que se entrelaçam, na nossa aldeia global, incluindo as comunidades irmãs disseminadas por África e América do Sul.

OE

Imagem: Comunidades Amor de Deus no Mundo

Ser + – Revalorizar-se

Imagem: CAD

      Cada ano novo traz à Escola – e às pessoas que lhe dão vida e alma – um desafio, um sonho e uma surpresa.

      Trata-se sempre de procurar ir mais além num horizonte tão vasto que nunca se alcançará, mas de onde sopra o vento refrescante de uma liberdade irresistível.

      Desta vez o desafio propõe-nos buscar mais longe o fundamento das nossas relações vivas: valores que estruturam a comunidade escolar, o fino reticulado das amizades que ela nutre e ainda a íntima demanda de cada um.

     Para cada um dos dez meses do ano letivo – e fazendo eco ao calendário litúrgico que ritma as nossas festas – 10 valores dispostos como um brasão de honra, fazem-nos face com seu olhar de esfinge, a sua força oculta de questionamento.

     “Estás vivo? És alguém que se possa interrogar?” – assim expressava Shakespeare o sentido transformante de uma reflexão que não se articula sem o compromisso de vida consigo próprio e com os outros.

    Todo o programa do ano conta com essa indispensável contribuição inventiva de cada um, com o aprofundamento da convivência entre os vários grupos  que formamos pela diversidade de funções: alunos, funcionários, professores, irmãs.

     Num mesmo espaço de presenças que se partilham, no melhor das suas diferenças, se cultiva e fortalece o sentido da comunidade viva, onde cada um existe para que os outros sejam mais.

OE

Traçando Rumos Singulares

Words for LifeCreative Commons License Leonard J Matthews via Compfight

      Hoje partilhamos a alegria de ter connosco, na Oficina, a querida antiga aluna Júlia Marçal,  psicóloga organizacional e free lancer numa série de iniciativas enriquecedoras que vão traçando um percurso singular no âmbito profissional.

     OE – Júlia, partilhe uma experiência de vida que tenha sido para si apaixonante durante os seus anos de escola.

     JM –  O que nos toca profundamente fica registado não só na memória, mas também na alma. Assim são as recordações que tenho enquanto aluna do Colégio do Amor de Deus. Um episódio muito engraçado, do qual tenho memória, remonta à minha vivência enquanto aluna do 2º Ciclo, quando, no 5º ano, fui ao Jardim Zoológico de Lisboa e, no decorrer do almoço, com colegas e professores perto da jaula dos macacos, um dos macacos, de pequeno porte, aproximou-se e furtou o iogurte da Professora Sandra Pedrosa. Foi a risota total 😊

     OEQuais são os principais fatores que têm modelado o caminho original que está a traçar como profissional independente?

     JMParticipar em projetos de naturezas diversas e contactar com tarefas e pessoas diferentes são os principais fatores que me motivam. Projetos como o meu livro: “A Comida como Almofada Emocional – Porque comemos sem ter fome?” tornam-se possíveis e permitem-me colocar a minha criatividade em prática e dar a conhecer o meu trabalho.

     OEQue conselhos daria a um jovem recém-chegado ao mercado de trabalho para se orientar no mundo complexo da busca de um emprego?

      JM –  O conselho que dou a estes jovens é o de escolherem um emprego alinhado com os seus valores e interesses pessoais, pois assim é mais fácil manterem-se motivados. Outro conselho é: não deixem de procurar outras e melhores oportunidades, de forma a aprenderem novas competências, o que se torna fundamental num mercado em constante mudança.

     OESe tivesse dois anos de liberdade financeira para sobreviver com um bem-estar moderado, a que atividades se dedicaria? Porquê?

    JM –  Nessas condições dedicar-me-ia à escrita, uma das minhas grandes paixões, assim como me dedicaria a projetos relacionados com o empoderamento das pessoas, aos níveis pessoal e profissional.     

    OE – Obrigada, Júlia, por teres aceitado participar nesta entrevista, no âmbito do desafio do #EdublogsClub. Desejamos que continues com o teu compromisso entusiasta e o teu trabalho criativo.

Júlia Marçal

Autora de “A Comida como Almofada Emocional

e Inesquecível Aluna do CAD

O Que são Valores para Ti?

Imagem: da Oficina de Escrita

Compilação de respostas dadas por alunos de 5º Ano das turmas A, B e C, no ano 2000

    Os valores são aquilo que temos de Bom em nós; são “coisas” importantes que devemos praticar; todas as “coisas” importantes da nossa vida.

    Por exemplo, os meus amigos, o meu corpo, o meu ser.

    Os valores são também o que nós sentimos: o amor, a felicidade e outras coisas.

    Para mim, um valor é uma coisa ou sentimento de grande importância.

    Existem vários tipos de valores: Morais, como as regras de educação, de respeito por nós e pelos outros; Religiosos, como respeitar a fé de cada um; Materiais, que têm um preço em dinheiro ou um preço afetivo.

     São referências que todos devemos ter para dirigir, orientar a nossa vida. Alguns valores são nos dados pelos Pais, pela nossa família, pela escola. Outros, vamos adquirindo ao longo da vida.

    Um valor é uma qualidade, um sentimento. É a importância que damos às coisas, às pessoas. Nós também somos um valor para outras pessoas. A vida é um valor e por isso tem de ser bem vivida. Os amigos são um valor muito importante.

    São dons que Deus nos deu à nascença. São regras que devemos seguir para sermos felizes: por exemplo: repartir amor, ter compreensão para com os outros, dar o nosso perdão.

   São qualidades que a pessoa tem; são factos ou sentimentos a que damos importância na vida. São coisas, ações, sentimentos que ficam para a vida inteira.

   São ideias que orientam as pessoas no seu caminho, na sua vida. São todas as qualidades que estão adormecidas e que só algumas pessoas conseguem libertar… São princípios, ideias-chave que devem orientar o nosso dia a dia. São qualidades que nascem com a pessoa e que ela “faz crescer” praticando boas ações.

     São normas de comportamento ou regras que nos orientam na vida. É o valor que tenho por algum objeto. Os valores que nós damos a tudo o que está à nossa volta: a um objeto, a uma pessoa, a uma ação ou a um animal são feitos a partir de ideias ou sentimentos existentes em nós.

     Valor é todo o empenho ou esforço que ponho em conseguir o que quero… São dons que Deus nos dá e nos ajudam a crescer como pessoas humanas e espirituais, como pessoas felizes.

    Há vários tipos de valores: a amizade, o amor, a saúde, a educação. Todas as pessoas têm valores, umas mais que outras. A ideia de valor varia conforme o sítio e o tempo em que vivemos, e até com a nossa idade e cultura.

Turmas A B e C do 5º – 2000

Inesquecíveis Alunos do CAD

Sobre “A Crise de Significado na Educação”

Women of the World Angela Sevin via Compfight

“Nothing good will come of these technologies, if we do not first confront the crises of significance in Education.” – Michael Wesch

    Segundo este mundialmente conhecido professor, as formas criativas de aprendizagem não constituem ainda uma motivação para aprender efetivamente. As questões sobre o sentido, as grandes questões motivadoras, só se conseguem colocar quando emerge uma narrativa global onde os jovens se possam sentir integrados e comprometidos. Na nossa época emerge uma visão unificada do mundo, como “aldeia global” em que todos estamos interconectados e onde o futuro depende da ação concreta de cada um em estreita relação com os outros.

     Pode ser este um fio condutor que configure, ao mesmo tempo, os conteúdos e as formas de aprendizagem, de modo que os nossos alunos experimentem que não estão apenas a preparar-se para uma eventual tarefa ulterior, mas que estão já a participar numa missão comum.

    Muitos alunos esforçam-se atualmente por atribuir um significado válido e estimulante ao seu árduo ou negligenciado trabalho nas escolas. Sofrem perante o facto de apenas serem confrontados com o dever de assimilar superficial e rapidamente conteúdos técnicos, sem relação direta uns com os outros, sem relação aparente com uma gratificante aplicação futura, sem uma perspetiva pessoalmente elaborada sobre a totalidade do que está em causa na sua própria formação.

     Procuram uma visão distanciada, mas de amplitude incondicional, onde possam exercer o seu poder latente de reflexão – o único a abrir-lhes o acesso às grandes questões de fundo que cada nova geração deve retomar de raiz, num corpo a corpo genuíno.

    Tais questões vivificadoras, que colocam o problema do sentido último nas várias dimensões da vida, imemorialmente convocam o ser humano na sua autenticidade e lançam-no numa demanda vital, não de respostas académicas cerradas, mas como referências orientadoras e geradoras de sentido.

    É assim que o nosso autor, centrando-se no que ele designa “uma simulação do mundo“, nas suas aulas, reordena a configuração dos conteúdos de aprendizagem priorizando o “Porquê?”,  “Para quê” e “Como”, deixando que estes decidam sobre o “O Quê? e acabem mesmo por gerá-lo.

OE

O País de Minha Mãe

Imagem: Pintado por minha Mãe

     Entre as montanhas distantes, um vale ameno. Vizinhos prontos a partilhar e cada um pode contar com os outros.No centro, o convento, para onde convergem os corações que esperam e no combate diário, escutam o toque do sino como um encorajamento. 

     Mas a torre, a torre do sino, domina a povoação e abre caminho entre as montanhas, diretamente para o abismo do céu. Agulha erecta, confiança que não vacila na imprecisão do longe. Ergue-se como um grito de alegria, no seu ímpeto de brancura sobre os telhados em sossego. 

     Guardiã da paz, pastoreando o casario. Sentinela em perpétua vigília perscrutando o regresso do Rei. Fiel padrão de Cristo, distintivo da alegria que não terá fim, marco inamovível de uma terra cativada pelo céu.

     País de minha mãe: Liberdade.

OE

Comentário a “O Almocreve” de Machado de Assis

Imagem: da Capa do Livro de Machado de Assis

     Assim que o narrador se sentiu salvo, foi inundado por uma onda de gratidão e de admiração, pela perícia demonstrada pelo Almocreve, e sentiu o desejo de o recompensar.

    Mas  o narrador, quando se aproximou do dinheiro, começou a hesitar se não estaria a dar demasiado. Pensou: “Calma, estou a fazer bem. Se calhar dar-lhe as 3 moedas foi uma decisão no calor do momento.”

     Observou-o, viu que era muito pobre, que bastaria uma moeda para equiparar ou até para superar a boa ação do outro. Se calhar, ele tinha agido simplesmente por defeito profissional, por um impulso natural, por saber domar burros, pelo seu saber profissional, pela sua condição humilde.

     Nesta mudança de atitude, o narrador mostrou-se mesquinho, avarento e mal-agradecido.

     Após uma experiência que poderia ter sido mortal, ele sentiu-se grato e satisfeito apenas com a recuperação da vida; já não estava a dar importância ao material, mas sim à vida. Mas quanto mais esquecia essa experiência, cada vez mais pensava no material e regressava ao seu egoísmo natural.

     Porque já estava bem, não ia morrer, sentia-se fora de perigo, voltava a ver a vida como uma garantia e desprezou o seu salvador.

    (Comentário ao Cap XXI “O Almocreve” de Memórias Póstumas de Brás Cubas de , Machado de Assis)

Miguel F, 9B

A Família Preguiçosa

Polyptych | Happy Port Aikawa Ke via Compfight

     Era uma vez uma família que estava sempre no computador e chamava-se “Famíla Preguiçosa”. O filho não ia à escola, os pais não trabalhavam e estavam sempre a dormir. Só comiam comida de plástico e eram tão gordo que nem cabiam no seu próprio carro.

     Um dia, um dos seus computadores avariou e tiveram de sair de casa para o levar a arranjar, mas as pessoas, quando olharam para eles, disseram:  

     – Que família porca e suja e gorda!

     Então, eles ouviram aquilo e sentiram-se envergonhados e furiosos.

     Um dia, quando o computador ficou arranjado, o pai disse:

     – Família, hoje vamos fazer uma grande mudança: vamos ser mais saudáveis.

     E o pai pôs o computador no lixo, inscreveu a família no ginásio e só comprou comida saudável; só viam televisáo depois do jantar e o filho ia sempre à escola.

      Passado um ano, estavam magros e com melhor aspeto, e as pessoas nunca mais gozaram com eles.

Lourenço C, 6B

Palavras de Paz – P. Jacques Hamel

Imagem: Imitation de Jésus Christ

     Vítima de terrorismo, assassinado a 26 de Julho de 2016, na sua Igreja, o P. Hamel, com 85 anos, deixou-nos uma mensagem de paz através dos textos em que preparava as suas homílias.

Novembro 2015

    A Santidade é, também, a nossa vocação.[…] Não se trata de fazer coisas extraordinárias, de realizar prodígios. Basta amar no concreto das nossas vidas, custe o que custar.

Janeiro 2016

     A misericórdia, é o amor infinito e incondicional de Deus para com cada homem […] Para o dizer de outro modo, a misericórdia é toda a miséria do homem acolhida com ternura pelo coração de Deus. Compete-nos deixarmo-nos habitar pela misericórdia para olhar com sinceridade o irmão que encontramos no caminho das nossas existências. 

 Março 2016

     Se nos interrogamos ainda, se nos sentimos perplexos, e mesmo se a nossa fé se tornou mais madura, continuemos a seguir Cristo. O nosso mundo precisa tanto de esperança! Coloquemo-nos ao serviço da Palavra. Ela não cessa de nos dizer o coração misericordioso de Deus. Que sopre em nós o espírito de liberdade e de alegria.

Junho 2016

     A Primavera foi um pouco fria. Se o nosso ânimo ficou um pouco em baixo, paciência, o verão acabará por chegar. E também o tempo das férias. […] Possamo-nos nós nestes momentos escutar o convite de Deus a cuidar deste mundo, a tornar, aí onde estamos, o mundo mais caloroso, mais humano, mais fraterno. Um tempo de encontro com os que nos são próximos, com os amigos: um momento para criar a ocasião de vivermos algo juntos. Um momento para estarmos atentos aos outros, sejam quem forem.  Um tempo de partilha: da nossa amizade, da nossa alegria. Partilha do nosso apoio às crianças, mostrando-lhes como contam para nós. Um tempo de oração, também: atentos ao que se vai passar no nosso mundo nessa altura. Rezemos por aqueles que mais precisam, pela paz, para que seja melhor a nossa vida comum.

Tradução dos Excertos Publicados em Le Point

na semana de 26/07/16

Visitar o Uganda

Seeking a new life European Commission DG ECHO via Compfight

     Um lugar onde eu aconselhava ir é o Uganda. É uma terra quente, com brisas suaves, paisagens longas e coloridas com suas  árvores e montanhas.

    Tem atividades  muito giras onde podemos pôr as crianças com toda a confiança. Aconselho-vos a ir ao Uganda, onde há tudo o que queremos.

Luísa, 6A Aluna Visitante

(2016)

 

“O Segredo do Rio” – Estar acima da Fome

Imagem: Departamento de Português

      O livro que eu vou apresentar é “O Segredo do Rio“. Este livro foi escrito pelo autor Miguel de Sousa Tavares, que é um jornalista e escritor português, nascido a 25 de Junho de 1950, filho de Sophia de Mello Breiyner e primo, em terceiro grau, de José Avilez.

      A ação decorre no campo, onde o menino e seus pais vivem numa casa muito pequena com um jardim e um ribeiro próximo. No verão, a água estava tão quente que o rapaz tomava banho lá.

      Uma certa tarde de sol, o menino estava no ribeiro e foi surpreendido pour uma enorme carpa. Entre os dois formou-se uma amizade. No inverno seguinte, após uma longa seca, o menino levantou-se de noite, com muita sede, e foi buscar um copo de água, quando ouviu os pais a conversarem sobre os efeitos da seca.

     Nessa mesma noite, o rapaz ouviu a mãe a contar ao pai que tinha visto uma enorme carpa que daria alimentação para mais de um mês. O rapaz ficou tão preocupado que foi avisar o peixe. Combinaram que o peixe fugiria do ribeiro em busca do grande rio e de um novo lar para viver.

     Passadas duas semanas, o menino, ainda triste por ouviu um chamar pelo seu nome e foi logo ver o que era: lá estava o peixe! E trazia com ele uma enorme rede cheia de latas de comida.

     O que mais gostei no livro foi quand o peixe trouxe muita comida para retribuir ao menino o ter-lhe salvo a vida. O que menos gostei foi quando o pai quis matar o peixe. Este livro fez-me refletir em como a amizade está acima da fome.

 

Carolina V, 7B (2015)

13 Hábitos das Pessoas Humildes

This post is the translation of the article “13 Habits of Humble People”, kindly authorized by the author, Jeff Boss, whose attribution is due to his web site www.jeff-boss.com where we find “Inspiring Life Lessons on How to Navigate Change, Unpredictability and Chaos”

Este artigo é a tradução do artigo “13 Hábitos das Pessoas Humildes”, gentilmente autorizada pelo autor, Jeff Boss, cuja atribuição é devida  ao seu web site  www.jeff-boss.com, onde podemos encontrar “Lições de Vida Inspiradoras sobre como Navegar na Mudança, na Imprevisibilidade e no Caos”.

Imagem: Cascais – Oficina de Escrita

As pessoas humildes podem ser injustamente censuradas. A humildade é muitas vezes associada a ser demasiado passivo, submisso ou inseguro, mas isso não podia andar mais longe da verdade.

Pelo contrário, as pessoas humildes são precisamente o oposto – competentes, confiantes em si próprias, a ponto de, como consequência, procurarem realizar-se ajudando os seus. As pessoas humildes são, além disso, auto-eficientes; não sentem o impulso para se vangloriar, mas em vez disso, deixam que as suas ações falem pelos seus ideais. Ser humilde não é subestimar-se, pensar menos de si próprio, mas pensar menos em si próprio.

Para ajudar a identificar como se mostra a humildade (e como podemos adotar uma maior humildade para nós próprios. No fim de contas, quem é que não precisa de uma maior humildade?), aqui estão os 13 hábitos das pessoas humildes.

Elas têm Consciência Situacional

A consciência situacional é uma função da inteligência emocional, que inclui ter consciência de si próprio, do grupo, das ações de cada um e da dinâmica social assim gerada. Assim, as pessoas com consciência situacional orientam a sua concentração para o exterior, na medida em que tentam absorver (isto é, aprender) mais sobre a situação.  

Elas Mantêm as Relações

Estudos mostraram que as pessoas humildes são mais capazes de ajudar os amigos do que as pessoas orgulhosas. Como consequência, mantêm relações pessoais e profissionais mais fortes. Um estudo realizado com mais de mil pessoas – com cerca de 200 em posições de liderança – revelou que as empresas com pessoas humildes em cargos de liderança tinham uma equipa de trabalho mais comprometida e com menos mudanças (saídas e novas entradas) de trabalhadores.

Elas tomam Decisões Difíceis com Leveza

Uma vez que as pessoas humildes colocam as necessidades dos outros antes das suas, quando têm de enfrentar tomadas de decisão difíceis, respeitam os limites morais e éticos que guiam a decisão e baseiam os seus critérios para a tomada de decisão no sentido dos objetivos partilhados mais do que nos seus interesses pessoais. 

Elas colocam os Outros em Primeiro Lugar

As pessoas humildes sabem o que valem. Como resultado, não sentem a necessidade de se exibir perante os outros, só para lhes mostrar que sabem muito. Em vez disso, as pessoas humildes compreendem que os outros não se interessam com o que elas sabem até se darem conta como são preciosos para elas.

A humildade é a verdadeira chave para o sucesso. As pessoas de sucesso às vezes desorientam-se nos seus caminhos. Muitas vezes apoderam-se e condescendem com os frutos do sucesso. A humildade impede esta armadilha da arrogância e da autocondescendência. As pessoas humildes partilham os créditos e a riqueza, permanecendo centradas e ávidas por continuar a caminhada do sucesso.”

 Rick Pitino (Fonte)

Elas Escutam

Não há nada mais aborrecido do que estar a conversar com alguém que se nota perfeitamente que está mortinho por intervir. Quando se veem as suas rodinhas mentais a girar, é sinal que não estão a ouvir, estão antes à espera para falar. Porquê? Porque acham que o que têm para dizer tem mais valor do que escutá-lo a si. Por outras palavras, estão a colocar o interesse pessoal em primeiro lugar.

As pessoas humildes, contudo, escutam ativamente os outros antes de resumir as ideias principais duma conversa. Mais ainda, as pessoas humildes não tentam dominar uma conversa ou falar por cima dos outros. Elas estão muito interessadas em compreender os outros, porque são curiosas. Por falar nisso…

Ajudando os Alunos a Identificar os seus Valores – III

Imagem: Oficina de Escrita

This Article is the translation, with the kind permission of the author, Maurice J. Eliasof the post Helping your Students Identify Their Values     that has been published in Edutopiathe third July 2017. Due to its extension, here is the third and final part.

Este artigo é a tradução, amavelmente autorizada pelo autor, Maurice J. Eliasdo artigo publicado em Edutopia a 3 de Julho de 2017. Devido à sua extensão, aqui fica a III e última parte.

 

Um aluno, ao escrever sobre como ele e os seus irmãos estavam em vias de ser retirados de casa pelos serviços de proteção á infância após a sua mãe ter sido presa, descreveu como um amigo da mãe, que eles nunca tinham chegado a conhecer, lutou por conseguir a sua custódia, quando nenhum membro da família apareceu. A sua regra de vida tornou-se a importância de dar amor mesmo a pessoas que não conhece.

Outro aluno escreveu, “penso que amar os outros é o mais importante. Uma pessoa precisa de ter amor na sua vida. O Amor faz com que a pessoa sinta que tem importância.”

Eis um excerto de uma reflexão de um aluno do oitavo ano sobre a perseverança:

A chave do sucesso na minha vida é a perseverança. O meu fim último é continuar a alcançar os meus objetivos, apesar das dificuldades que possa ter de enfrentar. A minha bisavó foi uma pessoa que lutou para garantir que a sua família fosse bem sucedida. Nascida em 1902, era uma empregada de limpezas que trabalhou arduamente só para conseguir sobreviver. Andava quilómetros a pé para chegar ao trabalho, porque não tinha dinheiro para os transportes. Depois de trabalhar na cozinha de alguém o dia inteiro, voltava a casa e ainda lavava roupa para fora. O seu desejo orientador de tornar sempre melhor a vida dos seus filhos e netos motivou-a a perseverar numa época em que ser negro significava ser considerado menos do que nada. (Extraído de Urban Dreams: Stories of Hope, Resilience, and Character.)

Da Reflexão à Aplicação

Peçam aos alunos, na abertura do ano letivo, para se comprometerem a viver segundo os seus princípios ou regras desde o início. Ao longo do ano, podem convidá-los a refletir sobre o que escreveram e a que se comprometeram, a verificar com os colegas como é que eles estão a consegui-lo e a rever as suas próprias leis, se necessário.

Acerca do AUTOR

  • Maurice J. Elias of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

 

Ajudando os Alunos a Identificar os seus Valores – II

Imagem: Oficina de Escrita

This Article is the translation, with the kind permission of the author, Maurice J. Eliasof the post Helping your Students Identify Their Values     that has been published in Edutopia, the third July 2017. Due to its extension, here is the second part.

Este artigo é a tradução, amavelmente autorizada pelo autor, Maurice J. Eliasdo artigo publicado em Edutopia a 3 de Julho de 2017. Devido à sua extensão, aqui fica a II parte.

Para Desenvolver:

Pode achar útil pedir a cada aluno que escreva as suas próprias respostas a algumas das questões motivadoras, em primeiro lugar; em seguida, pode pedir aos alunos para partilharem essas respostas a pares, depois com uma parte da turma ou mesmo em grupo-turma.   

Os professores devem acompanhar a partilha dos alunos com perguntas para ajudá-los a pensar mais profundamente sobre as suas respostas. Por exemplo,

  • O que torna estas qualidades merecedoras de admiração e de seguimento?
  • Como é que escolheste este ou aquele incidente, exemplo ou pessoa?
  • Por que motivo estas qualidades ou valores são tão importantes para ti?

Elaboração de um Texto Reflexivo

Depois de os alunos terem tido uma oportunidade de pensar sobre e de discutir as respostas às questões, estarão prontos para começar a escrever. Um texto reflexivo deste género pode estar relacionado, no seu formato, com os critérios e objetivos adequados ao ano de escolaridade dos alunos. Eles devem receber instrução para refletir sobre o ano letivo transacto, tanto dentro como fora da escola, e escrever sobre o que eles consideram serem os valores ou princípios pelos quais querem pautar as suas vidas e porquê.

No meu trabalho com professores que orientaram alunos ao longo desta tarefa, os textos resultantes foram comovedores, reveladores e inspiradores. Muitas vezes, os alunos contaram histórias sobre membros da sua família e acontecimentos que foram importantes nas suas vidas. Trataran temas como o amor, responsabilidade, respeito, relacão humana, perseverança, auto-disciplina, coragem, honestidade e gentileza – muitas vezes combinados entre si.

(Continua)

 Sobre o Autor: Maurice J. EliasProf. of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

Ajudando os  Alunos a Identificar os seus Valores – I

Imagem: Oficina de Escrita

This Article is the translation, with the kind permission of the author, Maurice J. Elias, of the post Helping your Students Identify Their Values     that has been published in Edutopia, the third July 2017. Due to its extension, it will be published in three parts.

Este artigo é a tradução, amavelmente autorizada pelo autorMaurice J. Elias, do artigo publicado em Edutopia a 3 de Julho de 2017. Devido à sua extensão, será publicado em 3 partes.

I

Convide os seus alunos a escrever sobre os princípios orientadores segundo os quais eles querem viver, usando estes tópicos motivadores para os ajudar a começar.

By Maurice J. Elias

     O início do ano escolar é uma ocasião propícia para pedir aos alunos que reflitam sobre aquilo que traz um sentido orientador às suas vidas. E colocar por escrito os seus princípios orientadores de vida é uma tarefa perfeita para esta reflexão.

Os professores de alunos a partir do 5º ano podem pedir-lhes que descrevam os princípios segundo os quais desejam viver as suas vidas. Para os ajudar a sintonizar a ideia, podem conversar sobre biografias que eles tenham lido ou visto em filmes (Também podem ver juntos extratos de vídeos ou lerem juntos excertos de livros); depois organizem um diálogo ou enumerem um resumo das regras pelas quais essas pessoas parecem ter pautado as suas vidas. Também podem colocar aos alunos a mesma questão sobre personagens de romances, adultos presentes nas suas vidas ou figuras históricas.

   Para Começar:

Algumas questões motivadoras podem ajudar os alunos a começar a pensar mais profundamente sobre os seus próprios valores ou princípios.

  • Quem admiras? Enumera três qualidades admiráveis dessa pessoa.
  • Descreve um incidente ou um evento em que tenhas aprendido uma lição da forma mais dura.
  • O que poderias mudar em ti próprio para te tornares uma pessoa melhor?
  • Quais são as três qualidades que valorizas num amigo? Num Professor? No Pai ou na Mãe?
  • Quem foi mais importante na tua vida em ajudar-te a estabelecer os teus valores? Por favor explica.
  • Quais são os três valores mais importantes que pensas serem essenciais para encorajar os teus próprios filhos, um dia mais tarde?
  • Qual é a regra única que tu crês ser a essencial para orientar a tua vida?
  • Se nós vivêssemos num mundo perfeito, como é que as pessoas poderiam proceder de forma diferente do que fazem agora?

(Continua)

     Sobre o Autor: Maurice J. EliasProf. of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

Da Cidade para a Liberdade

Coming in for a closer look

Geraint Rowland via Compfight   

      Era uma vez uma senhora muito rica que estava farta daquela “fantochada”: uma vida materialista, onde se vivia apenas para o lucro e o bem-estar material e, olhando para as outras pessoas simples, invejava a sua vida.

     Um dia, zangou-se com a sua família e saiu de vez com o dinheiro que trazia nos bolsos e na carteira, o que não era pouco. Com esse dinheiro, comprou uma casa linda, por uma pechincha.

     Porém, o tempo foi passando e ela foi ficando cada vez mais velha e cada vez mais desleixada. Sem amigos e com tanta solidão, cada vez tinha mais animais.

     Um dia, eu passei por lá e fiquei maluco: vi porcos, galinhas, cabras e yorkshires! Vi ao longe um pessoa e fui até lá: parecia uma bruxa, com os cabelos no ar, um cheiro pestilento e umas pantufas estragadas.

(Continua…)

Alexandre S, 6C

Cruzeiro do Sul sobre Milevane


The Crux 2inefekt69 via Compfight

    Tema dado por Mafalda A e Mafalda F, dedicado á nossa Prof Catarina Santos

      As estrelas do “Cruzeiro do Sul” brilham silenciosas sobre o outro hemisfério. Aí, a nossa outra metade desafia a pobreza e não pára de dançar sobre as terras vermelhas de Milevane.  “Cruzeiro” é viagem no mar e balizas de ir e vir, mas o risco pulsa no percurso sobre o instável caminho.

     “Cruzar” pede às vezes cuidado para unir, em vez de separar, mas uma “encruzilhada” empurra à decisão que livra do que é comum e abre o acesso ao único. “Cruzar” fronteiras é ousar para lá dos limites vividos e descobrir outro rosto que estava escondido em nós.

   “Cruzeiro” é o jogo de estrelas que não vemos daqui, mas que a nossa Catarina contemplou: elas desenham no céu o sinal de uma Cruz, mas só brilham do outro lado de tudo.  A cruz permanece na raiz: origem viva que nos faz nascer para o infinito.

OE

Para Esquecer – III

       Forever Fifteen

Creative Commons License Midnight Believer via Compfight

       Francis simplesmente acenou que sim e voltou a ver a sua série. O episódio que estava a ver acabou, ele foi pôr o prato na cozinha e começou a ver o seu youtuber favorito “TheRoyalLion” no telemóvel, até que o seu pai o chamou para irem embora.

     O pai de Francis era dono de uma empresa de carros, a “Stinger”; estes carros eram praticamente a junção de Ferraris com Lamborguinis e Mercedes. Eram os carros mais poderosos do mercado e eram utilizados até por corredores profissionais nas corridas de automóveis. O pai de Francis tinha acesso, se quisesse, a um exemplar de cada carro, de graça; mas dos dez que já tinham sido produzidos, ele só tinha escolhido dois.

     Entraram então no Stinger 500 Buzz, vermelho, e fizeram-se á estrada. Francis olhava pela janela e via as matrículas dos carros, coisa que ás vezes o alegrava, quando eram engraçadas. Viu uma que tinha escrito “DYNKM3M35” e não conseguiu evitar um sorriso. Seguiram-se “D14MOND” e “83H4PPY”. Ele sorria cada vez mais, mas quando chegou à Igreja, o sorriso transformou-se numa expressão séria e pesada.

     O funeral demorou meia-hora e quando acabou a cerimónia foram para o cemitério assistir ao enterro. Foi um momento intenso e o facto de três dos quatro caixões estarem vazios e dentro de um estar um corpo todo queimado, não ajudava. A única maneira de saber que era mesmo a pessoa certa foi devido a um dedo não ter sido carbonizado, o que permitiu analisar impressões digitais. A avó de Francis não pôde comparecer por estar internada no hospital com queimaduras graves. Francis estava já de saída do cemitério quando, de repente, o seu pé ficou preso.

(Continua)

Rodrigo L, 8B

A Terra em Harmonia com o Homem

Globo verde

Creative Commons License Olearys via Compfight

     Em relação  à responsabilidade de cada cidadão pela preservação da Terra, considero que constitui um dos mais difíceis problemas de resolver no nosso tempo.

      Todos os dias, biliões de litros de água são inutilmente desperdiçados; o lixo que produzimos é regularmente despejado no oceano ou lançado em fumos para o ar pelas chaminés das fábricas (tanto quanto o senhor das castanhas).

     Sei que o aquecimento global está a fazer as marés subirem, pondo em risco as grandes cidades ribeirinhas como Nova Iorque e Lisboa; a desflorestação na Amazónia, por exemplo, um dos pulmões do mundo, ameaça provocar falta de oxigénio no ambiente e períodos de seca extrema.

       Imaginemos um cenário positivo para daqui a cinquenta anos, contando com essa urgente responsabilização dos cidadãos a nível mundial.

      O Avanço tecnológico ter-nos-á dado o benefício da criação de ozono e a capacidade de o libertarmos na atmosfera.  Os cidadãos passaram de circular em carros a gasóleo a transitar em “sapatos” rolantes que funcionam com super-absorventes da energia solar, graças ao avanço da nanotecnologia.

    Os cidadãos puderam passar a reenviar a água dos despejos para centrais de reciclagem,  sendo os resíduos dessa reciclagem usados para a produção de ozono.

    Os cidadãos esqueceram a  electricidade obtida por combustão de materiais pesados, como petróleo, pois esta  passou a ser extraída de fonte hidráulica, a partir de fornecedores domésticos de energia.

     Imaginemos que, assim, dentro de cinquenta anos, os cidadãos  cumpriram a sua tarefa e o nosso planeta voltou ao auge da estabilidade em harmonia com o homem.

Miguel F, 9B

Conviver com Arte – e com Golfinhos

    Reflection Daniel Kulinski via CompfightRiccardo Palazzani 

     Sobre os meus projetos de Verão, desconfio que vou ao México esta próxima 6ª feira; tenho duas festas no dia 16; eu estou a descobrir pois ouvi os Pais a falar em passaportes e já sei que não vou poder ir às festa de 6ª. Não tenho a certeza, mas suspeito: os meus Pais andam estranhos; se eu lhes falo, a minha Mãe diz: “Chega desta conversa!” Eu e a mana andamos descalças à noite e ouvimo-los a murmurar….creio que eles nos querem fazer uma surpresa!

      Eu já lá fui nadar com os golfinhos, passei uma semana onde havia uma praia e uma piscina separadas apenas por arbustos. A minha irmã é que vai viajar para longe pela primeira vez, creio que é sobretudo por causa dela, pois eu, quando era pequenina, ia sempre a todos os lados com os meus Pais.

     Em relação à nossa época, acho que as pessoas são descuidadas, porque o ar é mais poluído na rua do que em minha casa. É importante as pessoas conhecerem-se e saberem de que é que as outras pessoas – que estão a poluir e a fazer o mal – são capazes. Era essencial que cada família conseguisse contribuir, pelo menos um bocadinho, para que não houvesse poluição nem outros males. Sermos todos amigos, como na “minha terra”: é a Terra dos meus Peluches.

     É mais fácil os rapazes conviverem: dão um pontapé para resolver uma questão e ficam bem; já as raparigas arrastam as zangas durante muito tempo. As pessoas podem tornar-se irritantes quando, se estamos a fazer uma coisa, outra quer mandar e, se não a seguimos, amua.

    O meu voto de Boas Férias para o verão de 2017: Desejo que toda a gente tenha férias tranquilas!

Federica V, 6B

Atingir a Riqueza Espiritual com o Vocabulário

Writing in the sand, San Sebastian

Chris Beckett via Compfight

     Em relação à competência/capacidade de tornar o nosso “jogo de palavra” mais poderoso e mais completo, considero que o domínio de um vocabulário mais rico é uma ferramenta muito importante.

    Acima de tudo, a nossa comunicação  é um dos poderes mais específicos do ser humano que nos torna capazes de chegar ao entendimento mútuo.

     A isto acresce que o nosso arsenal de palavras precisa de ser mais vitaminado, em vista de tornar as nossas conversas mais empolgantes e mais variadas.

     Finalmente, o uso da cultura linguística avançada também é uma boa manobra de persuasão, sendo que são explicitados mais pontos de vista de uma forma mais fascinante e convincente.

     “Last, but not least”, o sucesso amoroso dos maiores poetas prova que uma afortunada linguagem consegue expressar a chama inextinguível e conquistar o coração da sua Amada.

       Por todos estes imbatíveis argumentos, espero que os meus colegas leitores se deixem convencer pela verdade e pela novidade que  a linguagem nos desvenda.

Miguel F, 9B

Para Esquecer – II

Foco

Ana Guzzo via Compfight

30 Minutos Depois

     Amanda recompôs-se, sentou-se ao lado de Francis e, lentamente, explicou-lhe o sucedido. O seu avô e tios maternos tinham morrido e a sua avó tinha partido um braço, que ficara todo queimado e iria ter de ser amputado. Francis tentou processar tudo aquilo mas não conseguia e tudo o que conseguiu dizer foi um fraco “OK”.

     Os pais ficaram confusos, mas não disseram nada.

3 Dias Depois

     Estava um dia de sol, Francis foi acordado pelos raios de luz que entravam pelos buracos dos seus estores. Viu as horas no seu telemóvel e levantou-se. Tomou um banho demorado, vestiu uma camisa branca, gravata preta e calças de fato também pretas; pôs o seu desodorizante favorito, o “seven senses”, pôs gel no cabelo e foi fazer o pequeno-almoço. Sentou-se no sofá e começou a ver “Family Guy”.

    A sua mãe veio ter com ele, num vestido elegante, preto. e perguntou-lhe se queria mesmo ir ao funeral de todas aquelas pessoas.

(Continua)

Rodrigo L, 8D

 

Veteranos do 5º Ano

GR3_8364

Creative Commons License Caruth Institute for Engineering Education via Compfight

Afonso – Um bom momento do 2º ciclo foi fazer amigos novos.

Alexandre  – Ya, brincar com novas pessoas… a turma tornou-se um pouco faladora a partir do 2º período, mas é muito boa.

Afonso – O momento mais difícil foram as Provas de Aferição, porque estudamos muito. Na primeira prova estamos muito nervosos e não sabemos como ela vai ser. Afinal, antes de fazer, rezava cinco vezes e, no fim, achava-a mais ou menos fácil. Na Prova de História, só as primeiras cinco páginas eram imagens e perguntas de cruz.

Alexandre – O momento mais difícil foram os testes. A minha antiga escola, “Os Aprendizes”, é uma escola aberta, não ensina da mesma forma.  

Alexandre – Um bom método de estudo é ter explicadoras. Está-se mais concentrado do que na aula e elas explicam melhor, porque é mais personalizado. Quando estudo só, gosto de pôr uma música no telemóvel.

Afonso – Eu antes tinha uma explicadora que era psicóloga, depois a prof. Inês, a Mãe e o Pai. Quando estudo só, leio em silêncio, depois em voz alta; leio tudo seguido, mas com paragens; gosto de fazer apontamentos, de estar com a porta fechada e em silêncio. Tenho sempre dois pacotinhos de bolachas e uma chávena de leite. A minha Mãe faz-me um horário fixo.

Alexandre – Para o último teste de Português, fiquei no quarto, em silêncio; revi tudo, estudei todos os dias um bocadinho. 

Afonso e Alexandre:E Estamos satisfeitos com as nossas notas!

Afonso F e Alexandre B, 5D

Para Esquecer

Creative Commons License Riik@mctr via Compfight

     Francis estava sentado no sofá com seu pai, Jack, a ver o jogo de basketball : Estavam a perder quando, de repente, uma luz laranja e gritos preencheram o pavilhão. A transmissão foi abaixo e, em menos  de dez minutos, todas as transmissões, mesmo as dos canais infantis, foram substituídas por uma transmissão de notícias de última hora.

     Teria havido um ataque terrorista no pavilhão: havia milhares de mortos e centenas de feridos; sobreviveram poucos e a maior parte deles tinha perdido membros devido ao impacto ou às chamas que os levaram a cinzas. Era algo terrível.

     Francis apressou-se a ir chamar a Mãe para testemunhar aquele acontecimento horrendo. A sua Mãe, Amanda, ficou paralisada até que, de repente, olhou para o lado e afastou-se a chorar. Começou a correr para o telemóvel. Francis e o pai tentavam perceber a quem ligava a Mãe. De repente, o pai lembrou-se que os Avós de Francis tinham ido àquele jogo com os tios, mas preferiu deixar Francis “no branco”. Os outros avós de Francis ligaram logo para Francis, para confirmar que ele não tinha ido ao jogo.

      Depois de uma hora, Amanda desligou o telemóvel, correu para o quarto e Jack correu ao seu encontro. Francis continuou  a acompanhar o acontecimento na TV.    

(Continua)

Rodrigo L 8D

O Ninho

Imagem: Oficina de Escrita

      Eis um lugar que procuramos, uma e outra vez, não só como a origem, mas sobretudo como um fim último, que recupera aquela e a transforma num eterno recomeço.

      Eis um lugar que pode ser entretecido por fios de tempo, de penugens de afeto, de palhinhas de conversas, com raminhos partidos das decisões marcantes.

      Eis um lugar ao abrigo da intempérie, camuflado de folhagem, ousadamente equilibrado no cruzamento de  dois ramos sobre o abismo, como um desafio que a confiança ingénua do ser opõe ao nada.

     Eis um lugar frágil e, ao mesmo tempo, inexpugnável, que ninguém pode tomar de assalto, e é apenas acessível por convite, mas que o primeiro vento da tarde pode derrubar, na sua desarmada exposição a qualquer força errante.

OE

Porque Comemos Sem Ter Fome?

Imagem: Facebook – Fome Emocional

     A nossa Querida Antiga Aluna e Psicóloga Júlia Marçal continua a desenvolver um Projeto dinâmico em torno do seu livro “A Comida como Almofada Emocional“, depois do seu lançamento na Biblioteca de Cascais, através de workshops e de encontros abertos em piscinas, esplanadas e outros lugares aprazíveis onde se formam pequenos grupos de partilha.

     Esta questão importante, trabalhada com estratégias eficazes, tem permitido a muitas pessoas de diferentes idades e condições, potenciar a sua auto-confiança e a sua energia criativa.

      Ouçamos também a voz da própria Autora: 

     “O tema da Fome Emocional diz respeito a uma área complementar aos temas da Alimentação Saudável e dos Estilos de Vida Saudáveis, uma vez que trata de controlar o comportamento alimentar através do conhecimento de padrões que levam as pessoas a comerem sem terem fome.

    Neste sentido, abordar a fome emocional é mais do que permitir a manutenção de uma imagem física agradável, pois é, também, uma forma de prevenir doenças como diabetes, colesterol e doenças cardiovasculares.

     No passado Verão de 2016, em parceria com a Piscina Oceânica de Oeiras e, também, com a Piscina de Barcarena,  desenvolvi um conjunto de sessões informativas sobre o tema da Fome Emocional. O objetivo foi o de levar, junto das pessoas, a seguinte mensagem: “nem sempre o que comemos tem por base uma necessidade fisiológica do organismo, pelo que é importante perceber porque, por vezes, a mente pede comida que o corpo não precisa”. Para além desta mensagem foram abordadas várias técnicas para controlar os impulsos para com a comida.”

Júlia Margarida Marçal

Conversas na Oficina: Ideias para o Futuro

Elite Dangerous / Careful of the AsteroidsCreative Commons License Stefans02 via Compfight

      Avalio o meu desempenho como suficiente. Subi muito em Moral, mas tenho que estudar mais para Português, pois desci. A HGP desci a média e a CN muito pouco.

     A Português desci por causa dos tempos dos verbos, e o que é mais difícil para mim nos testes são as interpretações de texto. Nas composições posso melhorar os advérbios e as preposições.

      A minha estratégia para HGP é escrever apontamentos, tentado fazer por palavras minhas e uso as do Manual que não posso mudar. O meu Pai estuda um pouco comigo.

      A CN desci muito pouco, mas devido à forma como as perguntas são feitas. A Estratégia de recuperação vai ser estudar mais sobre os  animais fazendo perguntas por palavras minhas e imitando os exercícios do teste.

     A subida a Moral foi graças ao resumo que o Prof nos deu; escrevi algumas ideias do papel que o Prof nos deu, acrescentei outras ideias do Manual e fui buscar outras ideias à minha cabeça. Gostei de pensar sobre os sítios em que Jesus foi um homem verdadeiro e verdadeiro Deus e onde viveu na Terra.

     Os meus Projetos de Páscoa são fazer alguns ovos de decoração, comprando doces para comemorar, se conseguir. Brincar com a minha vizinha, é a única companhia que tenho, é como a minha melhor amiga. Gosto de desenhar, uso um caderno de folhas lisas, desenho por imaginação, pois ganho as minhas ideias nos meus sonhos, quando estou a dormir à noite. Tenho uma cabeça fresca, lembro-me bem dos sonhos.

     Estou a ajudar um rapaz que tem cancro, com toda a minha Turma: compramos alimentos,  vendêmo-los por preços mais baixos e enviamos o dinheiro para esse menino, que se chama Tiago.  

     Desejo que nós ajudemos todas as pessoas do mundo que precisam de ajuda!

Michael S, 5A

Conversas na Oficina: MB e MM

Imagem: Oficina de Escrita

MM – Qual é o teu um objetivo para o 3º Período?

MB – Voltar a subir a HGP, pois desci muito.

MM – Eu subi a Matemática: tive 73% e quero continuar a subir. Outro objetivo é subir a HGP, em que também desci muito, mas estudei imenso.

MB – Estudaste mal.

MM – Eu desci porque achei as perguntas difíceis. A matéria também é muito árida.

MB – Eu distraio-me na aula e devia ter estudado mais. O Gonçalo e o Flor distraem-me na aula.

MM – Passa-se o mesmo comigo. Subi às outras disciplinas, mas o Prof não me deixou mudar mais para trás. Continuo entre o Areia e o Gonçalo.

MB – Também subi ás outras disciplinas. Já tenho 60% a Português.

MM – Um bom método de estudo, para mim, que sou mais visual, é escrever resumos com cores diferentes.

MB – Faço desenhos, sobretudo a Ciências e sou mais auditiva.

MM – Um bom momento deste Período foi quando faltei á escola: fui à Serra da Estrela e queimei a mão na neve; caí a fazer sky.

MB – Um bom momento foi a Festa do meu Amigo: fomos todos juntos ao Bounce, com os melhores amigos e depois fomos todos juntos para casa dele.

MM – Os meus projetos de Páscoa são passá-la em Família. Tenho 19 primos e a minha Tia está grávida de gémeas: vão ser 21 e, ao todo, somos 42 primos direitos. Nós, os pequeninos e só até aos dez anos, fazemos a caça aos ovos. Eu e a minha prima vamos receber um buldog francês e estamos a pensar fazer uma caça ao tesouro com poistas para os priminhos pequeninos.

MB – O meu projeto é que a minha avó melhore e pare de subir o escadote. Ela vive no Folhadal, ao pé de Viseu. Na Páscoa vou vê-la e tenho um primo lá também. Vamos tentar convencer a Vovó para não viver sozinha.

MB e MM – Os valores supremos para uma vida feliz são a Família e os Amigos.

MM – Fiz uma experiência solidária indo ao Shopping recolher comida para o Banco Alimentar.

MB – Também fazia isso quando era escuteira. Havia uma Senhora com dois cães que não tinha dinheiro, mas nós ajudamos a Senhora e os cães. Ela vivia num cantinho, no meio da rua.

MB e MM – Para Inovar a Escola, podemos fazer jogos para aprender. Por exemplo, o Str de Matemática diz “Barra – 4:2” e nós fazemos as contas e vamos a correr buscar o lenço. Também podemos fazer mais trabalhos de Grupo, usar suportes digitais. Temos muito mais ideias com os outros.

MB – Se aparecesse alguém, quem escolherias?

MM – Justin Bieber! No dia dos anos enviei-lhe uma mensagem. É o adolescente mais famoso do mundo! 

MB – Alguém que merece um magnífico obrigada é a minha Avó. Porque sempre cuidou de mim quando eu estava doente. Convivemos muito quando eu era pequenina. Fez dia 14 um ano que ela morreu.

MM – A Minha Avó! Gostaria tanto de a rever!

MB – Eu também gostava tanto de a rever. Porque também me encheu de carinho!

Maria B e Maria M, 6ºB

Conversas na Oficina: Projetando o Estudo – Svetty

Choose Your Own Adventure

chiaralily via Compfight

     Avalio o meu desempenho, neste período, como suficiente. Mantive quase todas as médias, incluindo a média excelente a Inglês, mas desci a Matemática e a Português.

     Penso ter descido a Português porque os complementos são difíceis, há longos textos e interpretação para escrever e não consigo escrever muito, porque fico cansada.

     A Ciências não subi mais por falta de atenção nos testes, pois nas aulas estou com atenção. Mas nos testes quero fazer depressa, para poder esperar que toque e desenhar. Enquanto não desenho as minhas ideias, estou inquieta, sinto-me nervosa.

      Como estratégia, para melhorar, vou fazer os meus testes a duas velocidades: 1º rapidamente, depois, mais lentamente, para ver e corrigir o que já fiz. Não vou levar papelinhos de apoio para os testes de HGP, isso não é justo.

     Para subir a Português, vou agendar 5 etapas de estudo; vou ler o “Príncipe Nabo” e estudar as categorias do Texto Dramático.

    Para subir a HGP, também vou agendar etapas; depois leio por parágrafos, tapo o livro e repito por palavras próprias. Em seguida vou escrever apontamentos.

    Para que o ambiente na aula seja melhor, tenho o direito de pedir para não ser incomodada com pequenos ruídos feitos de propósito para me desconcentrar.

     Projetos de Arte para estas férias: Vou desenhar “A Guerra dos Balões de Água” em banda desenhada, um “Aquapark” e um Holmes Place” de SPA e lazer. Vou também escrever sobre “Aventuras de Crianças com Cauda”, que são bandas desenhadas sobre animais antropomórficos – na internet chamam-se “Furry”.

     Um bom momento deste período foi escrever com a Prof Inês.

Svetlana T, 5B

Conversas na Oficina: Projetando o Estudo – Afonso S

'Learning how to monk'

Gabriel de Castelaze via Compfight

      Avalio o meu desempenho, este 2º Período, como muito bom. Subi a Matemática, mantive quase tudo e desci um pouco a Português.

     A subida a Matemática deveu-se a ter estudado com o Francisco N e de ter passado a estar mais atento nas aulas.

     A descida a Português deve-se a ser uma disciplina em que estudei menos, porque houve muitos testes perto. Senti que esses testes eram mais importantes, porque tinha médias mais baixas nessas disciplinas, por isso estudei mais para esses testes.

     Reformulando os objetivos para o 3º Período, gostaria de subir a Português e gostaria também de poder melhorar a Matemática.

    A minha estratégia de estudo preferida é quando a minha Mãe lê e faz uma revisão comigo; para Matemática, eu simplesmente faço exercícios, a minha Mãe vai ao livro de atividades, vê o que já foi feito e usa o que não foi feito, ou apaga tudo para eu fazer de novo.

Afonso S, 5C

Conversas na Oficina: Projetando o Estudo – Layane

Adventure - Option 1

chiaralily via Compfight

 

Avalio o meu desempenho este período como sendo bom; mantive a minha excelente média a Inglês, subi, desci e subi a Matemática; desci a Português e a HGP.

     A subida a Matemática deve-se a ter estudado muito durante dois dias, à base de exercícios e sem telemóvel.

    A descida a HGP deve-se a eu achar muito difícil o texto do Manual. O professor explica muito bem; decorar é que é difícil. Às vezes recordo o que ele escreveu no quadro e as coisas que disse. Por exemplo: a data de 1415, disse que era 14 – 15, tornou-se fácil. No teste, lembrei-me do Prof. Paulo a falar.

    Reformulando os meus objetivos para o 3º Período, gostaria de subir a HGP, a Ciências, a Português e também a Matemática.

     A melhor estratégia será estudar uma semana antes de cada teste por etapas. Em HGP, gosto de ler um pouco, tapo e depois digo por palavras minhas. Em CN, escrevo apontamentos e depois verifico no livro. Desta vez vou estudar por pequenas etapas, marcando as datas na Agenda, com um quadradinho à frente para depois confirmar com um “V”.

     Desejo a toda a gente uma Feliz Páscoa e que vivam dias muito bons!

Layane S,5C

O Infinito é Vida

Syon House & The Thames From Kew 2 by Simon & His Camera

Simon & His Camera via Compfight

       Como é que se imaginam depois da morte?

       Bem, eu imagino-me a nascer numa espécie de dimensão paralela, mas superior.

      Do meu ponto de vista, a felicidade vai crescer cada vez mais e não só:  a moral das pessoas vai progredir, assim como a Paz vai vencer a Guerra.

      Agora falaremos de um Paraíso Superior e com maravilhosas condições de vida. As fábricas poluidoras já terão desaparecido. Em vez delas, haverá como único combustível, a eletricidade, graças a painéis solares.

      No renascer, espera-nos uma pessoa radiante, que transborda de amor, tal como a nossa Mãe que nos olha com a maior ternura. Se acreditares, Jesus vai aparecer e receber-te-á com a maior Paixão, mesmo se não fores católico.

       Acordarás dentro do sonho da tua vida. Se fosseu eu, gostaria de despertar num mundo repleto de magia e de felicidade e rodeada pela minha família, mesmo os que ainda não conheci.

       Haverá animais, um céu da cor do mar e um mar verde e azul radiante que deixarão as pessoas deslumbradas. Os animais falavam, não eram perigosos, falavam de Jesus e alguns eram profetas.

       Não haveria chão, voavamos e flutuávamos, mas no ar; por cada riso de bebé nasciam flores por todo o lado. As atividades seriam maravilhosas, parecidas com o ténis, o voley e o Surf, claro, e ainda umas surpresas que não consigo descrever.  

      Por um lado, penso que talvez as pessoas boas vão para o pé de Jesus e as más vão para o inferno, mas acho que as coisas não são bem assim, toda a gente merece uma segunda oportunidade.

Federica V, 6B

Querido Amor Futuro

Exploring the light: hearts

Creative Commons License Philippe Teuwen via Compfight

14/02/2017

     Querido Amor Futuro,

     Eu não sei onde estás, nem onde vives, mas no futuro vamo-nos encontrar… Eu não vou pensar mais, mas sim, vou-te imaginar!

     Serás loiro, tens os olhos azuis. És um amigo simpático, extraordinário, pensativo e comovente!

     A nossa casa seria uma casa gigante, com piscina, jacuzi, com um amplo jardim e um parque enorme.

     A nossa família seria numerosa, com oito filhos: quatro meninas e quatro rapazes. Os nomes seriam: Mariana, Margarida, Maria do carmo, teresa; Manel, João, António e Francisco. Sempre, a seguir ao jantar, íamos deitar os nossos oito filhos e, depois, víamos televisão, os dois deitados no sofá.

     Quando um de nós fosse embora, em trabalho, todas as noites falávamos por video e contavas-me todas as tuas aventuras e diversões. Quando olhássemos um para o outro, sentíamo-nos únicos e felizes.

Maria M, 6B

Aquela Nossa Paixão

I <3... M&Ms!

Creative Commons Licensekrheesy via Compfight

14-02- 2017

     Querido Amor Futuro,

     Não sei quem és, nem onde estás, mas sei que estás aí algures e o meu coração está já contigo e sei que nos vamos encontrar. Imagino-te simpático, amigável, rodeado de amigos e amigas; loiro, com sardas, com olhos verdes, sonhadores, como uma lagoa tranquila, rodeada de verdura e refletindo o céu – mas, sejas tu como fores, irei sempre gostar de ti.

     Poderás sempre contar comigo para o que der e vier. Quando a mim, eu sou simpática, prestável, fiel, divertida e muito faladora.

      Gostaria que a nossa casa fosse grande, com três andares, uma piscina com escorrega e um grande jardim, uma casa linda e com uma boa decoração.

     Queria ter quatro filhos: duas gémeas e dois gémeos; um cão, três peixes, uma tartaruga e uma coelha.

     Se estivermos longe um do outro, iremos falar todo o dia  e noite e cada um trará lembranças para o outro. Também precisamos de alguns momentos a sós, para falarmos calmamente, sem ninguém nos interromper. Hoje, ao pensar em ti, descobri que nos teus olhos está o meu reflexo, nos teus braços a minha segurança e nos teus abraços está a minha confiança.

Maria B, 6B

Na Vida, o Amor

   Sunset love

Creative Commons License Dani Vázquez via Compfight

       Um dia, tu encontras uma pessoa, sentes que deves conhecê-la e resolves dar um passo difícil, a primeira palavra: “Oi”.

     E depois da alegria de uma boa resposta e de uma boa conversa, surge o primeiro sinal de amor: a amizade.

     Mas depois de alguns momentos incríveis e de algumas conversas especiais, o amor evolui, e, sem saberes como, tu começas a gostar dessa pessoa. E vocês conversam… e conversam mais. E a amizade evolui para o amor. E depois de um pedido e de um “sim”, a amizade evolui de amor para namor. E depois de muita coisa dar certo, o amor evolui para um novado… e um casamento.

     E, ao contrário do que muitos pensam, é aí que o amor começa a evoluir de verdade. E depois de um tempo no casamento, o amor torna-se à prova de dificuldades. E tu aprenderás a partilhar os teus sonhos e a amar sonhos que não são exatamente teus. E o amor evoluirá para um amor ás costas da vida, ao lado da pessoa que aceitou amar o mundo contigo.

     E depois de um tempo, aprenderás um novo amor: viverás momentos novos, emoções novas e novas mudanças… sempre bem acompanhado. Assim, o amor viverá através dos anos e, ao invés de diminuir, se tornará mais intenso.

     E depois de viveres toda a tua vida, o teu tempo acabará. E a única coisa que levarás é o amor que cultivaste. E a única coisa que deixarás será o exemplo de teres amado.

Lara B, 9A

Querido Amor Futuro

     Be the Scenery

Aikawa Ke via Compfight

      Querido Amor Futuro,

    Não sei quem és, nem onde estás, mas sei que existes em algum lugar. Hoje, na véspera de S. Valentim, dedico-te este contorno da minha expectativa, esperando que, de algum modo, a minha abertura ao desconhecido possa atrair-te e tocar-te o coração. 

     A nossa paixão, a princípio, levar-nos-á na crista viva da sua onda envolvente e sem qualquer esforço nos julgaremos um do outro para sempre.

    Depois começará a tarefa interminável de transformar essa força num amor encarnado na nossa própria história.

     Podemos lançar mão de todos os recursos, mas creio que na base estará sempre o sentido da solidão intransponível de onde brota a graça e a surpresa de seres tu para mim e eu para ti.

    Essa dimensão é secreta e cresce para o infinito, mas pode e deve ser alimentada com a essencial contribuição do coração ardente que se aproxima de nós no voto de se demorar por toda a vida.

     É a forma do “sim” que configura o nosso horizonte partilhado: por isso, ele permanece aberto e em permanente movimento para mais longe.

OE

O Nosso Milagre

     

     Era uma vez uma família muito normal. Essa família tinha três crianças e dois adultos e era completamente normal, viviam numa casa no campo e eram muito felizes.

     Mas um dia, a filha do meio, durante a madrugada, quando estavam todos a dormir, começou a chorar de dores de barriga. A Mãe, ouviu e foi levá-la ao hospital. E lá foram elas…

     Mais tarde, quando o médico já a tinha visto, disse que não tinha nada, mas na verdade, tinha uma doença muito grave de indigestão. Mesmo assim, a Mãe ficou convencida que filha tinha qualquer coisa, porque sentia as dores.

     Este é o início de um grande filme que aconselho a todos. Conta a vida de uma menina com uma doença rara que, ao cair de uma árvore num buraco de nove metros, curou-se milagrosamente.

Madalena M, 6C

O Que Me Dá Asas

     Sportavia Fournier RF4-Redhawks Display Team-Duxford Oct 2010

Feggy Art via Compfight

     Eu vejo no amor as asas de cupido; eu vejo no inferno as asas do diabo mal amado; eu vejo no céu as asas do anjo cristalino, aquelas asas que nos dão asas para voar!

     Numa certa altura, eu vejo tudo pequenino, a pouca distância, eu vejo o anormal; aquilo que eu chamo de divertido é aquilo que não é natural… Brancas, lindas, fofas e ardentes, caindo uma a uma, as plumas daquele ar sedento. Sedento de vento, de nuvens, de amor e paixão, sedento do céu, da imensidão.

    Elas colaram-se nas minhas costas, como o mar beija a areia e não me quiseram largar, eu era como uma sereia.

Lara B, 9A

Por uma Nova Escola

Youth!Creative Commons License Georgios Liakopoulos via Compfight

        A Escola atual está a influenciar os alunos em vários aspetos negativos, mas também positivos. Nos últimos anos, estão outra vez mais pessoas jovens com problemas de coluna e défice de concentração. Neste caso, demonstra-se que tudo o que é demais, faz mal.

      Os professores dizem muitas vezes a mesma expressão: “A nossa vida não é só a Escola”,  mas às vezes parece que se esquecem dos alunos. Em vez de estarmos sempre só na sala de aula, podíamos ocupar também espaços abertos como o jardim, as mesas coloridas, o recreio atapetado, por baixo do pavilhão, e o nosso pequeno pinhal abandonado.

     Até, por exemplo, podíamos estar a jogar algum desporto, como o badminton,  uma professora fazia um pergunta e nós respondíamos atirando o volante de volta.

      Quando estamos no nono ano, não nos lembramos de muita informação de anos anteriores, que não tenha continuidade: por exemplo, noções de geografia, estudo das rochas, muitas informações históricas…

      Já a Matemática, se não soubermos a tabuada, não fazemos contas; em línguas também o que aprendemos é preciso para elaborarmos mais informação nos anos seguintes.

     Em relação à avaliação, em vez de estudarmos da pag 60 à 120, por exemplo, podemos fazer mini-fichas com cerca de 10 páginas, mais frequentemente; também podemos fazer uma micro-ficha sobre os assuntos dados na própria aula, nos últimos 20 minutos.

      Em vez de os professores corrigirem os nossos testes, nós fazíamos uma ficha, e os professores corrigiam logo na aula a seguir;  nós próprios corrigíamos enquanto os professores apresentavam as soluções no ecrã do computador, não as soluções deles, mas as nossas, que iríamos ditando ou sugerindo, no caso de serem assuntos de discussão.

      Se eu ensinasse a aprender, ensinaria o que era a vida: tinha de estar atenta às aulas, depois íamos arejar; na parte da tarde, quando viesse a sombra, estudava-se um pouco com resumos e apontamentos; de hora a hora, faziam-se intervalos de cinco a 10 minutos. Arrumavam-se os livros, levantavam-se os estudantes e variava-se de lugar: primeiro no jardim, depois por exemplo, num quiosque; outras vezes com amigos. No fim de semana, acordávamos de manhã no sábado, estudávamos até à hora do almoço. Ou então escolhíamos estudar só no sábado ou só no domingo.

          A vida vai mudar: aguentem, esperam, confiem.

(Em parte escrito, em parte ditado)

Sofia L, 9A

Querido Eu – 4

The Visitor!

rubyblossom. via Compfight     

        Querido Eu,

     Obrigada pela tua companhia  que me tem dado forças quando eu mais precisei. Quando tivemos má nota em Matemática, depois conseguimos tirar uma boa nota!

     Admiro-me por esforçar-me por alcançar coisas boas. Gosto de ser quem somos; divertimo-nos com as pessoas que mais amamos.

    Gostava de realizar contigo muitas coisas, como continuar a patinar, visitar o nosso padrasto na Finlândia, brincar na neve, continuar a subir a Matemática e a HGP.

     Desejo para hoje, no nosso 11º Aniversário, felicidade, paz e amor!

PS – Quando completamos 11 anos, o nosso dia foi fantástico! Adoramos! Fizemos várias coisas juntas, como passear, ir ao parque, andar de bicicleta… Ofereceram-nos o hoverboard dos nossos sonhos! Experimentámos, caímos uma vez, mas logo ele já voava por cima do chão!

         Toda a nossa família estava lá: tios, tias, o avô, a avó, a nossa Mãe e o nosso Padrasto. estávamos rodeadas de carinho e amor, adoramos o nosso aniversário!

Leyane S, 5C

Arte da Relação

Russian modernism...

Alex Naanou via Compfight   

     Nós refletimos sobre os nossos objetivos e ao mesmo tempo observamos o mundo. Por exemplo, para este segundo trimestre, desejo subir a nota de Inglês, mas, ao mesmo tempo, estou atenta à amizade, á vida: os ensaios para a peça de teatro, os ensaios da dança para o desfile de Carnaval, a festa dos meus anos.

    A ansiedade leva-nos a aguentar não falar. Por exemplo, perante uma situação em que há um olhar contrariado, podes aguardar em silêncio que a pessoa fale, mesmo se tiveres medo do que ela possa dizer.

    Uma pessoa sozinha começa por observar as suas companheiras. Quando alguém vem falar com essa pessoa, descobre o seu interior, a verdadeira personalidade que, ao estar tímida, sem falar, não se revelava. Quando já há mais confiança, a amiga que se adiantou vai levar a nova amiga às outras, e formam um grupo.

     Uma pessoa é tua amiga, mas não se torna a tua dona.

     Tu vives segundo o teu coração, tu é que escolhes o teu futuro.

Sofia L

(Reflexão Inspirada emEnergias e Relações para Crescer– Ecologia Emocional de Mercè Conangla e Jaume Soler)

Percursos pelo 1º Trimestre

Zuri ♀ Chimpanzee

Creative Commons License Mertie . via Compfight

Conversas na Oficina: João R

     Prefiro estudar à mercê do vento, mas é sempre bom ter um horário, para se um dia precisamos mesmo de estudar.

     Os TPC, normalmente, cumpro-os, quando os professores marcam, por vezes consigo fazê-los na aula.

     Para seguir as lições, tento estar atento na aula, escrevendo, mesmo que me distraia.

     Gosto de estudar, mas quando não sabemos a matéria torna-se mais difícil; por isso tento estar atento nas aulas; então vejo que já sei fazer determinados exercícios.

    Tive notas melhores a Ciências, o meu avô reparou que estava muito mais preparado do que antes, que estou muito mais autónomo.

    Faço mapas de ideias; gosto muito de mapas: às vezes. vou a sítios onde não é permitido eu estar, e vou de bicicleta com um bloquinho e uma caneta; vejo, se entrar num sítio, como hei-de fazer para sair. Gosto de saber como são os locais à noite: que sítios são perigosos, em que sítios tenho de ter cuidado ao passar por eles, a que sítios posso ir …

      Gosto de ler em voz alta e depois repetir mentalmente. As revisões finais são feitas a ler até 5 vezes. Uma vez li quase dez vezes uma matéria de Ciências e tive 83%. A professora dá-nos os objectivos, eu ponho um ponto de interrogação nos objectivos e transformo cada um numa pergunta: isso ajuda-me para orientar o estudo.

    No estudo, o que favorece a minha concentração é ler em voz alta e em silêncio. Agora não consigo estudar com música. Fatores que me desconcentram são a minha irmã pequenina, Madalena, quando ouve tv aos altos berros, e às vezes bate à porta ou entra pelo quarto a dentro para brincar.

     Momentos bons deste período foi fazer o mapa das horas de saída; descobri onde está o ponteiro vermelho do relógio da sala em cada dia da semana, menos à 6ª que estamos em EF, quando se ouve o toque de saída. O ponteiro está aos sete segundos e toca; à segunda é irregular, numa semana tocou aos zero, outra vez aos 5 segundos e outras vezes aos sete.

   Os meus objetivos para o 2º Período são subir a Matemática, Físico-Química e Português.

João R, 8B

O que Cabe em Versos Pequeninos

   1000-and-some Dutch poems

Creative Commons License Ronald van der Graaf via Compfight

      Um Poema, para mim, é algo bastante importante: dá para nós escrevermos o que achamos num determinado e pouco tempo, em versos pequeninos.

     Num poema de amor que eu escrevi e li, posso expressar um pouco de mim, de amigos que estão sempre comigo ou até de alguém que conheci nesse dia. A paixão pode ficar escrita, mas só o futuro o dirá. Até lá, faço a minha vida e continuo a escrever, para mais tarde lembrar-me.  

    A energia emocional desta atividade liga-me a um mundo diferente; escrever um poema dá para relaxar por um tempo, esquecer os problemas da vida…

    Para mim, o preço dos bens não importa, o valor que damos ao que recebemos é que vale e dá a diferença. Um dos valores mais importantes é ouvir os nossos amigos e que eles nos ouçam.

    O Poema também nos permite desabafar, mas ninguém o sabe e, se chegar a saber, já é tarde para ajudar, pois a vida continua e os seus problemas eu resolvi sozinha.

    Podemos escrever como queremos, mas sempre falando com alguém que, se não for da família, seja algum amigo que nos ouça.

(Reflexão Inspirada em “Energias e Relações para Crescer” – Ecologia Emocional de Mercè Conangla e Jaume Soler)

Sofia L, 9C

Queridos Padrinhos

    Cascais, 8/11/16

     Queridos Padrinhos,

     Vou-vos falar das coisas que eu aprecio.

     Gosto de observar a Natureza, como ela nos dá tanto: animais extraordinários, frutos, vida (a nós), plantas, mar…

     Os buracos negros espantam-me, porque não se sabe o outro lado e nem sei se o buraco negro é um portal.

     As estrelas são fantásticas! Eu tenho uma dúvida que aposto que os cientistas também têm: porque será que as estrelas produzem fogo?

     Como é que a Terra se criou?                                        Cascais, 4/01/17

     Mas eu já sei! Não é fogo, são enormes ondas de calor e por isso é que morre quem se aproximar.

   Por isso desejo-vos um bom ano com a sorte das estrelas!

(Imagem do Hubble Site)                                      Miguel M, 5A

Nos Meandros do Estudo

Study

Steven Feather via Compfight

Conversas na Oficina: João F

     1 – Preparar testes

  • História – faço o questionário todo num dia. Depois os exercícios do caderno que faltarem. No último dia, se for o 1º teste desse período, leio as páginas do manual e faço os exercícios.
  • Gostava mais de ler e depois perguntar a mim próprio o que acabei de ler e dar a resposta.
  • O que faço é ler uma parte ou uma página e sublinhar;  num caderninho, com folhas brancas, ponho o nome da disciplina, o nº da página e escrevo; por exemplo, se estiver no livro, “mumificação” com a definição, escrevo o que sublinhei. Isto é o que temos de fazer.
  • Agora tenho um método: no dia anterior, se for um 2º teste, faço o primeiro teste outra vez, penso em cada pergunta 3 vezes e só se não souber é que olho para o caderno. Descobri que assim consigo ter positiva com certeza. E depois, no livro, estudo como se fosse o 1º teste.

     2. Para Recordar

  •  No teste estou a pensar, o cérebro “dá um estalo” e simplesmente recorda-me do que eu estudei. O recordado é visual e depois lembro-me de verbalizar a definição para dentro; o meu cérebro consegue percebê-la e manda-ma para o conhecimento.
  • Antes do teste, queres recordar a matéria, com o Manuel. Em relação a assuntos que eu não gosto, estudo mais do que o normal, mas mesmo assim não vale de nada. Pois se uma pessoa não gosta do que está a fazer… eu preferia ter um emprego sobre o que gostasse muito mesmo que ganhasse pouco.
  • Quando eu e o Manuel gostamos do mesmo assunto: combinamos pesquisar em casa, depois juntamo-nos e estudamos tudo juntos.

          3 – O Método mais Perfeito

  • Uma pessoa estuda 3 vezes: na 1ª, lê sem fazer exercícios. na 2ª, faz exercícios indo às páginas, na 3ª, corrige os exercícios que fez na 2ª vez e lê do início ao fim, mas parando e recordando até acabar onde é suposto.

         4 – Sobre Pausas

     Deve-se sair do quarto, ir à cozinha, fazer uma festa à gata. De 45 em 45 m fazer intervalos de 10m.

        5 – Durante o Teste

  • Vou pôr os meus olhos (não naturalmente, claro) no passado desse tempo: os meus olhos fazem “zoom” sobre o que recordo e depois ouço o professor a falar sobre isso.

     6 – Atenção na Aula

  •  Um ouvido está 35% a ouvir os colegas e 65% está a ouvir o que a Strª está a dizer.

João Francisco 7B

Dialogando sobre o Estudo – II

Imagem: Oficina de Escrita

Conversas na Oficina: Isabel  e Carolina

(II Parte)

I S – Faço textos em casa. Quando acabam as férias, tenho de escrever. Faço textos com imagens.

C M – Estou a preparar presentes para os meus Pais: estou a fazer um Power Point. Vou dar o meu IPad à minha irmã, pois tenho um Tablet e estudo nele para EV.

I S – Quando tenho de recordar no meio de um teste, lembro-me dos estudos, dos meus apontamentos. Consigo ver os apontamentos na minha cabeça.

C M – A minha irmã ajuda-me. Para recordar num teste, vejo o livro, o que a professora mandou sublinhar e, às vezes, o que a minha irmã disse.

C M – A minha Mãe resume, faz uma espécie de esquema; o meu pai desenha: faz, por exemplo, um prédio. Eu, ao recordar, vejo o que o pai desenhou, vejo os números que ele escreveu. A minha irmã pega num livro de estudo e faz perguntas até eu acertar. À noite, antes de adormecer, recordo as coisas mais difíceis; vejo o caderno onde o meu pai escreveu, faço perguntas a mim própria.

I S – Antes do teste sobre “A Viúva e o Papagaio“, ao deitar-me, revia a história dentro minha cabeça.

C M – Às vezes perco pontos, porque estou tão nervosa e, afinal, a resposta estava na pergunta, mas eu não a vi.

I S – Eu dou erros quando a palavra já está lá escrita e mesmo assim tenho erros. Nos testes, quando não sei, lembro-me da minha Mãe a explicar-me, ouço a sua voz.

C M – Objetivos para o 2º Período: subir a Matemática e ter boa nota na Sementinha 

I S – Os meus objetivos são subir a Ciências e também ter boa nota na Sementinha!

Isabel S e Carolina M, 5D

Dialogando sobre o Estudo – I

Imagem:  (CCGuia da Cidad 

Conversas na Oficina: Isabel S e Carolina M

(Parte I)

I SA minha melhor estratégia de estudo foi andar com a minha Mãe a passear no Paredão e a fazer-me perguntas de HGP. Tive 81,5%, foi ótimo!

C M – Eu escrevo resumos no caderno; a minha Mãe vai ver se os resumos estão bem para eu estudar por aí.

I S – Faço apontamentos em folhas e estudo por eles.

C M – Sublinho e copio aquilo que sublinho.

I S – Leio uma frase ou parágrafo e escrevo as ideias mais importantes.

C M – Decoro muitas coisas quando a minha irmã de 13 anos estuda comigo: ela faz uma graça ou diz algo mal de propósito e eu, assim, depois lembro-me sempre.

I S – Para o teste de HGP, a minha mana de 12 anos foi buscar o seu segundo teste do ano, copiou as perguntas e eu escrevi as respostas.

C M – A minha irmã só estuda comigo depois de eu ter estudado: faz-me perguntas. Só Música e Moral é que estuda. Ciências e HGP estudo com a minha mãe, mas a mana faz perguntas. Também faço textos em casa. Penso o que vou fazer em cada dia e ponho o despertador.

I S – Nós planeamos de manhã e estudo no tempo combinado. É melhor estudar com pausas.

C M  – Faço pausas: vou lanchar, levo os cães a passear, lancho se tiver fome, vou à cama esticar-me, jogo voley e brinco com o meu cão.

I S – Faço pausas quando vou comer; às vezes paro para ir brincar, para fazer um jogo com as minhas irmãs: faço jogos de tabuleiro, como o Monopólio, mas interrompemos; depois volto a estudar.

CM e ISQuando soubermos as últimas notas dos testes vamos escrever os novos objetivos para o 2º período.

(Fim da Parte I)

 

Isabel S e Carolina M, 5D

Os Resumos Fiéis

Imagem: Oficina de Escrita

   Este período, estudei, como sempre, fazendo resumos.

  1 –  Primeiro leio uma frase longa ou parágrafo; em seguida, releio, depois  sublinho o que acho mais importante.

  Só a partir daí é que posso escrever.

2 – Quando termino um assunto, começo a escrever. Vou olhando e copio o que tinha sublinhado.

3 – Estudo depois pelo manual, não pelos meus apontamentos.

4 – Durante os testes, quando quero recordar, penso no que estava no manual. Se me lembro, vejo mentalmente o que estava escrito.

5 – Para fazer revisões, volto ao Manual e às sínteses no final dos capítulos. Há disciplinas em que faço exercícios: Físico-Química, Geografia e, algumas vezes, Ciências.

6 – Aproveito as aulas estando com atenção e, quanto  a intervir,  prefiro que o professor me chame.

Tomás O, 9C

Estudo: o “Método-Reis”

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Imagem: Oficina de Escrita

Conversas na Oficina: o“Método-de-Estudo-Reis”

     1 – Leio em voz alta e em silêncio, mas com barulho de fundo para me fazer companhia.

      2 – Leio de novo, mas só o mais importante.

     3 – Leio as sínteses e os gráficos do final dos capítulos.

     4 – Releio o que sublinhei nos cadernos diários e recordo o que estudei.

     5 – Na escola, gosto de dialogar a matéria com os colegas, de fazer os exercícios.

      6 – Para  História, uso o questionário.

     A CN fazemos os exercícios do livro, em aula, como “soluções”, e levamo-los para fazer de novo em casa consultando essas “soluções”.

     Para Português uso um caderninho de gramática que funciona entre o livro e o caderno: lá ponho gráficos, aponto o significado dos termos e simplifico. 

     7 – Faço pausas pelo meio do estudo: a ciência já demonstrou que, mesmo os adultos só conseguem estar “focados na raça” só 10m; faço pequenas pausas de 30 em 30m.

      8 – O principal fator de desconcentração, para mim,  é a música.

Afonso R, 8C

Maneiras de Estudar: Ana D

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Conversas na Oficina: Ana D

OE – Como estuda antes de um Teste?

Ana D – Às vezes, leio tudo por parágrafo, depois tapo e tento repetir; tento responder ao questionário, sem ver.

OE – Quando tenta responder, como recorda?

Ana D – Quando o livro tem imagens, vejo as imagens; ouço o meu pensamento a repetir as frases.

OE – Experimente somar 49 com 11 e diga como realizou a conta mentalmente.

Ana D – Ouvi o meu próprio pensamento a dizer a conta, por extenso: “quarenta e nove mais um cinquenta, mais dez, sessenta”.

OE – Como costuma fazer as suas pausas durante o estudo?

Ana D – Às vezes estudo uma hora e paro um bocadinho. Não sei quanto tempo.

OE – Quais são os pontos que gostaria de desenvolver, depois deste primeiro trimestre?

Ana D – A Matemática, gostava de treinar as  contas de dividir; a tabuada; em ângulos e na bissetriz, já tive a nota máxima; a Português, a interpretação de texto e a gramática.

OE – Quando está num teste, como recorda as respostas pedidas?

Ana D – Ouço o meu pensamento; lembro-me das imagens, mas não as vejo nítidas.

OE – Costuma fazer esquemas ou apontamentos escritos?

Ana D – Para HGP faço esquemas; para Português, Matemática e faço apontamentos; para Ciências, às vezes, também faço.

OE – O que gostou mais de estudar nesta estreia do 2º Ciclo?

Ana D – Gostei mais de estudar Música e Ciências.

OE – Muito obrigada, Ana, pela sua partilha.

Ana Sofia D, 5A

Objetivo: subir a Matemática

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Pr3liator via Compfight

Conversas na Oficina: Rafael Cy

(II parte)

OE Depois do seu sucesso a HGP, qual é o próximo objetivo que pretende alcançar?

R C – Nas férias, a minha Mãe disse para eu estudar Matemática: é o meu objetivo para o 2º Período. Vou estudar de 16 a 22 de Dezembro. Não no Natal, nem quando for para os Açores.

OE – Tem algum incentivo específico para esse estudo em férias?

R C – Vou estudar com o meu irmão António, que tira 19,5 a Matemática. Passados nove anos de o meu irmão estudar bem, a minha Mãe deu-lhe uma consola onde eu também jogo World Fitness, na box e a Family World, que explica como estar em Família e o que fazer.

OE – Como pensa que se vai desenrolar esse estudo com o Mano?

RC – O meu irmão diz-me sempre assim: 1º lês tudo, depois vens ter comigo dizer o que não percebes. Faço então exercícios sobre o que não sei.

OE – Deseja partilhar o seu projeto dos Açores?

R C – Vou passar o fim de ano em Ponta Delgada. Na noite de 31, vou vestir um blaser para o “réveillon”; vamos levar champanhe de maçã para festejar em casa dos meus tios, que são da empresa Cymbrom.

Rafael Cy, 5C

Sucesso a HGP

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Imagem: A Nerdd’s Back to School Essentials

Conversas na Oficina: Rafael C

OE – Qual foi o seu maior êxito alcançado nesta estreia do 2º Ciclo?

R C – Em HGP fiz umas dez páginas de resumo: tive 66%, subi imenso!

OE – Como constrói os seus resumos?

,   Por exemplo, ao escrever sobre as Comunidade Recoletoras, escrevi tudo o que os homens primitivos recolhiam, resumindo o que estava escrito, num caderno próprio. É um caderno só para apontamentos, que tem cubinhos de Lego, de borracha, na capa.

OE – No Teste, quanto tenta recordar, como faz para o conseguir?

R C – Fecho os olhos, penso na matéria que escrevi: é como se aparecesse à minha frente e eu estivesse a ler tudo o que está lá. Vejo, mentalmente, os meus apontamentos.

OE – Qual é o ritmo de pausas que costuma usar, durante o estudo?

R C – De 20 em 20 minutos, posso fazer pausas de 10 m.

OE – De que é que gostou mais até agora, no seu 5º ano?

R C – De HGP. Hoje estivemos a ver os Croods, que, além de ser giro, fala sobre como viveram os homens das cavernas: eles bebiam os ovos dos animais selvagens.

OE – O que é que apreciou mais na disciplina de HGP?

R C – As comunidades primitivas: recoletoras e agrícolas. Ainda não demos, mas adoro a Formação de Portugal e a Romanização. Já no 3º ano eu queria ser Professor de História!

OE – O que é um bom professor, para si?

R C – O professor que lê tudo com os alunos. Depois, mesmo que não estejam atentos, não vamos gritar com eles, mas vamos fazer perguntas sobre a matéria, para ver se eles sabem.

OE – Partilhe uma sugestão para a Escola se tornar mais criativa.

R C – …. Eu já gosto desta Escola.

(Fim da I Parte)

Rafael C, 5C

Querido Eu – 2

pair of eastern bluebirds

Vicki DeLoach via Compfight

Oficina de Escrita, 18 de Novembro de 2016

     Querido Eu,

     Obrigado pela tua companhia; obrigado pelo cuidado que me dás todos os dias; obrigado pela tua presença ao longo de toda a vida, quando eu estou só e não só: quando eu estou sem ninguém, eu estou comigo e quando estou com amigos, eu também estou comigo. Lembras-te?

     Eu estava irritado para dar o teste de Português à professora, mas eu e o meu “amigo-eu” conseguimos superar esse problema.

     Eu lembrei-me de nós: eu e o meu “amigo-eu” passamos as férias de Natal com a família e primos… estamos juntos com eles e também abrimos as prendas.

    Eu podia não ser eu, podia ter nascido alguém sem ser eu: por isso, “amigo-eu”, somos especiais.

     Eu e eu divertimo-nos e rimo-nos de nós próprios, às vezes por razões “parvas” = tão engraçadas!

     Quando eu estou nervoso para fazer algo, eu luto para conseguir. Quando um amigo se magoa, eu ajudo-o e fico com ele até ele dizer: “Podes ir”.

     Se eu pudesse brincar comigo, queria divertir-me comigo!

Afonso F, 5D

Ideia inspirada no LivroEnergias e Relações para Crescerde Mercés Conangla e Jaume Solers

A Paz Vivida

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Imagem: Kids for Peace.org

     A Paz é um sentimento, um sonho, um ideal, um valor supremo?

     É um pouco de tudo isto.

    Todos os anos uma pessoa ganha um prémio Nobel da paz. O Prémio Nobel consiste em dar a conhecer ao mundo inteiro que, se uma pessoa consegue fazer um pouco disto tudo em favor da Paz, porque não o consegue fazer o mundo inteiro?

     Eu penso que a Paz, para mim, além da interrogação que eu disse, é fazer um pouco de algo nosso, que para nós pode não ser nada, mas para outra pessoa pode fazer a diferença.

     Lembro-me de um dia ter ido a um restaurante onde se fazem pizzas. Tinha sobrado uma inteira: então demos a uma pessoa pobre e tirou-me um peso do coração.

       O meu prof. de Matemática, com o seu enorme vozeirão, tem sido a favor da Paz na nossa turma: sente-se um ambiente à vontade e concentrado!

     A paz não é só entre pessoas, mas também a relação entre nós e o planeta: reciclando, sabendo partilhar, tratando bem os animais…

Margarida C, 5A

Tema inspirado no livro de Ecologia Emocional “Energias e Relações para Crescer” de Mercé Conangla e Jaume Soler.

A Suavidade da Vida

Maddy

Mark Brejcha via Compfight

      Era uma vez uma menina de quatro anos que, quando  chegou a casa, perguntou à Mãe:  

      – Mãe, o que significa suavidade?

      E a Mãe, ficando espantada pelo que a filha perguntou, fingiu que não percebeu.

      – Mãe, diz lá, o que significa?

      A Mãe, continuando admirada, respondeu:

      – A suavidade significa que há uma coisa macia.

      – Mas não é isso que eu quero saber; isso eu já sei.

      – Ok! A suavidade da vida é teres que levar a vida sempre em frente; não pares nem olhes para trás; anda sempre em frente, porque o que passou já foi; precisas é de viver o futuro com alegria e sem tristeza.

      A filha ficou de boca aberta, virada para a mãe. E respondeu:

     – Obrigada, Mãe.

     No dia seguinte, a menina chegou à escola e disse para a Educadora:

     – Professora, professora, fiz o trabalho!

     E a Educadora chamou:

    – Meninos, meninos! Juntem-se aqui, vamos ver o trabalho.

    E os meninos juntaram-se todos e ficaram a ouvir-se uns aos outros. Este é o dia da pequena Matilde, quando chega a casa, depois da escola e quando começa a escola.

Madalena C, 7A 

Querido Eu

a November fritillary

Vicki DeLoach via Compfight

Cascais, Oficina de Escrita, 18/11/2016

     Querido Eu,

     Obrigada pela tua companhia, que me tens dado quando estou só e não só: em todos os momentos da minha vida, as festas, os jantares em família e com amigos, os jogos de ténis… etc.

     Lembras-te daquele teste de História em que eu pensava que ia ter 30% e tivemos 72,5%? Graças á tua vontade e esperanças até ao final do teste de avaliação.

     Viva nós em todas as vitórias do ténis! Nunca me esqueço dos belos momentos em que saboreamos os gelados.

     Olha como é curioso: podíamos não ter sido criadas para a vida na Terra…

  Coleciono todas as gargalhadas que demos juntas em situações fantásticas ou cómicas! Admiro o teu entusiasmo no convívio, a tua explosão de riso, a tua alegria de viver!

    Gostaria de participar contigo em projetos solidários, como, por exemplo, na Cozinha com alma!

    E sonho ter uma Famíla maravilhosa para além da que já temos!

Beijinhos grandes,

                                       Margarida

Margarida C, 5A

Ideia inspirada no Livro “Energias e Relações para Crescer” de Mercés Conangla e Jaume Solers

Os Amigos

Soul Mates

Scott Norris via Compfight

Dedicado a Sofia VG e Catarina C

Os Amigos são irmãos

Que o destino libertou:

Colocou nas nossas mãos

E depois nos inspirou.

Despertamos para Alguém

Que antes não tínhamos visto

E vamos fazer-lhes bem

Como se eles fossem Cristo.

Com os Amigos não há medo

Nem a rotina do dia.

Eles guardam um segredo

E transmitem Alegria.

Sem amigos não há vida,

Os sentimentos são escuros,

Mas basta uma pessoa querida

Para saltar todos os muros.

Sofia, na patinagem,

No Karaté, Catarina,

Ambas vivem a Coragem

Numa vida de menina

E preparam, sem saber,

Um tesouro pró Futuro

Pois é feliz a viver

Quem guarda o coração puro.

OE

Ecologia Emocional para os mais Jovens

 edicare-energias_e_relacoes_para_crescer-siImagem: Botão Colorido- Um loja de Brincadeiras

     Este ano, no nosso Colégio, foi a descoberta: a Edicare publicou há dois anos esta inspiradora trilogia sobre “Ecologia Emocional” que ajuda os pais e professores a guiar os mais novos na aventura de gerir as emoções a partir das experiências simples com o mundo envolvente sob a perspetiva da Ecologia.

    Os três volumes, divulgados pela professora de EV, oferecem também a sua riqueza de sugestões criativas às disciplinas de ET, EMRC, Ciências e Português, que convergem em trabalhos de Projeto.

    Ainda mal foram abordados, já os três livros despertam nos seus leitores uma girândola de inspirações para aprender a reconhecer e a trabalhar as experiências de vida, bem como para refletir por escrito sobre elas, tornando apreensível a sua natureza fugaz e esquiva, como um voo de borboleta. 

    Os autores – que também têm publicados numerosos livros para adultos dentro desta temática – María Mercé Conanglia e Jaume Soler são os fundadores do Instituto de Ecologia Emocional com o seu conceito-chave de “sustentabilidade emocional”  e o seu código ético

    Inspirando-se tanto nas tradições milenárias da sabedoria humana como nas investigações da psicologia moderna, definem a “Ecologia Emocional” como a arte de transformar a energia que toda a emoção nos traz, de modo que a possamos orientar para o aperfeiçoamento das relações connosco próprios, com os outros e com o vasto mundo que nos envolve.

      A nossa equipa de educadores, iniciada recentemente em formações relacionadas com este âmbito do desenvolvimento pessoal, encontrará certamente, na preciosa trilogia dedicada aos mais novos, uma inspiradora ferramenta de trabalho.

OE

O Banquete dos Pobres

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Imagem: Gentillesse de  L’Actualité de Béthanie

    Esta parábola do Reino fala-nos de uma imensa festa  que os primeiros convidados recusaram mas que foi devidamente apreciada pelos sem-abrigo, doentes e desempregados.

     Ela foi ocasião de escuta e de partilha para o nosso Grupo de educadores, à sombra dos pinheiros do Seminário Espiritano, no prelúdio do novo ano letivo: em primeiro lugar, comentámos diversos sentidos aparentes na história; em seguida tentamos escutar o seu eco em nossas vidas. 

   Para nós, sobressaiu o contexto de liberdade em que a breve narrativa se desenrolou: iniciativa desinteressada do Senhor da Festa, opção assumida sem coação, tanto por aqueles que recusaram como por aqueles que aceitaram.

    Em seguida, apreciamos a atitude de perseverança  de quem convida, não se deixando desanimar pelas primeiras recusas, bem como a atitude de humildade de quem aceita sabendo que não pode retribuir; as diversas recusas, por sua vez, expressavam um juízo de valor, segundo o qual o contexto que envolvia os convidados lhes parecia mais importante, ou a nova situação a que podiam aceder lhes parecia banal.

      Na nossa vida, quantas vezes não queremos abrir mão de aceitar um convite, porque estamos cansados ou não queremos afastar-nos das nossas tarefas. E, frequentemente, descobrimos, depois de termos ido, como a experiência foi enriquecedora e como o convívio com os outros nos encheu o coração.

     Também, por vezes, cumprimos um convite por fidelidade à palavra dada; para não desiludirmos os outros; para não deixarmos um lugar vazio, sem motivo, no coração da festa.

     As diferentes interpretações que escutamos desta mesma Parábola também ampliaram o nosso horizonte: numa abordadgem superficial, ela pode parecer bem conhecida, mas na partilha testemunhamos como se libertam novos sentidos.

     Esta Parábola, com as diferentes interpretações que a acompanharam naquela manhã, exigiram de nós a difícil atitude de “parar”, para que pudessem ser escutadas e contempladas.

     Há pessoas, em particular entre os mais jovens, que não têm consciência desta necessidade invisível de construir e descobrir sentido. Com esta Parábola, somos também convidados a fazer pressentir a estas pessoas – como os nossos alunos –  este desejo oculto e poderoso.

    Ao longo do ano, com o novo tema “Deixa-te surpreender…” podemos abordar esta questão do sentido que se esconde na Palavra? Talvez também oferecendo-lhes espaços e momentos para se escutarem a si mesmos; naquele sentido em que Stº Agostinho definia a oração:

” – O que é a Oração? É o grito do teu desejo.” 

OE

Felicidade

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Lee Royal via Compfight

    O que é realmente a felicidade?

   A felicidade pode ser tanta coisa, eu já senti a felicidade, mas não a verdadeira felicidade. Esta palavra tão divertida, mas, por vezes distante, é do que se vai à procura durante toda a vida, ao menos é o que minha avó diz.

    A minha Mãe diz que a felicidade dela foi quando eu e as minhas irmãs nascemos e quando pinta.

    Para o meu Pai, a felicidade é ter tido a oportunidade de conseguir melhorar.

    Por enquanto, a minha felicidade é ter alguém com quem brincar ou ver o chocolate derreter, ou sair com os amigos, ir à praia, a felicidade é viver, acordar e ver o sol.

    A Felicidade é quase tudo, por enquanto.

Matilda M, 7A

Flor

Lily in the Grid

 Lainmoon via Compfight

Quando olho para aquela fotografia,

Sinto o ódio a aproximar-se,

Mas a Felicidade a tentar sair da sua pequena janela,

Como uma  criança a correr o mais rápido possível.

Mas parece que não chega a lado nenhum…

A única felicidade que vejo na fotografia

É mesmo a pequena flor com olhos arrebitados.

Matilda M, 7A

Brindes de Verão

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Imagem: Oficina de Escrita

Dedicado a André S, Mafalda A  e Carolina S-C


O brinde para o André: Viver um novo verão

Numa bola ao pontapé, a ganhar no Futebol

A passar de mão em mão o que nos traz alegria

Conviver dias ao sol com renovada energia!


Para a singular Mafalda foge o nosso coração

Ela é única e sem falha na gentileza do olhar

Lealdade a toda a prova: vai viver este verão

Como a vida a começar, uma jovem alma nova!


Adorável Carolina com um toque de malícia

Mas esta jovem menina sabe ser uma delícia

E se a surpresa convém e surgir uma aventura

Tudo o que o sonho contém ela acolhe com Ternura!

OE

O Violino Mágico – I

   For Sale

Creative Commons License Randen Pederson via Compfight

     Havia um  Violino mágico que encantava toas as miúdas e todas gostavam de o ouvir. Então, um dia, uma rapaz começou a tocar e ele deixou de encantar as miúdas.

     Talvez a culpa não fosse do violino, talvez o violino fosse um violino como qualquer outro, mas por várias coincidências, sempre que alguém o tocava, tocava-o bem.

     Talvez as pessoas que o ouviam tivessem deixado de gostar das músicas, mas, enfim, o violino foi abandonado na lixeira. Passados três meses, o violino preparava a sua vingança contra as pessoas: queria torná-las escravas e, aquelas que recusassem, morriam.

     Mas que violino este… após muito pensar em como o fazer é que se lembrou de um importante pormenor… É que era um violino. Era um violino e os violinos não andam nem batem nos escravos e tudo o que um violino faz  é tocar belas músicas.

     O violino percebeu o quão mau tinha sido e que podia ser para sempre abandonado, pois ninguém quereria um violino como ele. Ficou muito tempo abandonado e pensou numa maneira de ser desculpado, mas não, nunca foi desculpado: foi para a Flórida, viver e foi posto à venda por 100 000 000 Euros.

    Houve um homem, que adorava música e comprou o violino para os seus empregados tocarem. Do nada começou a haver um apocalipse de Zoombies, mas o violino acalmava-os e punha-os a dormir, até que um dia, este violino, que custou um número que não sei ler, envolvido como os outros violinos dos outros textos, entre zoombies e diabos. Sem pessoas normais.

     Ele foi para a Nasa e partiu de foguetão para Vénus, onde ficou a viver num país chamado Vétoquis onde foi comprado por um Vénotis.

     Então a polícia espacial apanhou o violino e todas essas pessoas. Durante dez anos ficaram à espera do seu castigo e, quando o descobriram, ficaram histéricos de medo: o castigo era ser atirado para um buraco negro. E viveram felizes para sempre.

[Continua]

(Texto a três Mãos)

Vasco S, Bernardo M, Matilda M – 7A

Voando num Papagaio de Papel

Orillia Ontario Canada ~ Leacock Museum ~ Boat House

Onasill ~ Bill Badzo via Compfight

Dedicado a Carolina F

     A Carolina soltava papagaios na praia do Guincho sempre que estava vento; nas tardes de calmaria, o seu papagaio colorido oscilava como um caracol hesitante e ela perdia o entusiasmo por este desporto. 

      Vivia numa casa singular: ficava no meio de um lago, rodeada de água de um azul profundo, por todos os lados. Só podia sair de barco, quando o Pai a levava, na sua lancha rápida que deixava um sulco branco na superfície espelhada das águas.

      Por isso Carolina ficava muitas vezes a vigiar os ventos na sua janela que tinha grades onduladas de ferro forjado e um canteiro de flores azuis. Ela sonhava poder um dia sair sem a ajuda do Pai, voando, suspensa, no seu próprio papagaio de papel.

(texto  construído a partir das palavras atribuídas aos desenhos improvisados com as letras do nome

C – A – R – O – L – I – N – A; segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida da Fonseca Santos.

Exercícios Criativos

OE

Jovem Sofia

Spin Painting 32                   Mark Chadwick via Compfight

   Dedicado a Sofia L

Era uma jovem Sofia

Que inventava a sua paz

Muito para lá do céu

Buscava a sabedoria

De um modo que ninguém faz

Mas que lá sabia Deus

Tinha muita paciência

Com o seu horário de estudo

E acumulava ciência

Durante parte do ano

Até desfilar no Entrudo

Vestida de Marciano

Quase chegando o verão

No teatro era uma fada

Que cuidava da floresta

Onde se ouvia a canção:

” – Em férias, não estudes nada

Torna a vida numa festa!”

                                               OE

 

 

 

 

Why I Like Technology

   Blue vivid image of globe and space tin can

Creative Commons License Patrick Bombaert via Compfight

     I like technology because nowadays technology is making people more connected and if I want to talk to my father, who lives in Brazil, I can just skype him and have the opportunity to see his face.

      And if I want to play a game on my iPad,  I can download it and in one minute I will be playing the game, thanks to the very fast internet connection that people can have in their houses and basically be connected to the whole world, just with a little router.

Duarte P, 8C

(Atualmente no Colégio dos Plátanos)

Esclarecendo o Pensamento

Haiku Mind

Creative Commons License Fabrice Florin via Compfight

“O Trabalho pode ser um Apelo e uma Paixão”

     O Trabalho como paixão, é algo que nós queremos ver como nosso futuro e depois, como nosso presente. É algo que queremos como objetivo de começar e de terminar. O trabalho como apelo é algo que nós devemos fazer e que nos deve interessar para ser mais fácil de fazer ou de se passar. Enquanto o trabalho como paixão é algo que nós gostamos e queremos fazer ao máximo para o acabar perfeito e para o começar ainda melhor.  

“Nunca serás suficientemente bom para todos, mas sempre serás perfeita para aquela pessoa que te merece”.

     Nós nunca seremos totalmente aquilo que as pessoas à nossa volta querem ver em nós, mas, para aquela pessoa que te merece, serás sempre especial, mesmo que faças tudo errado.

 “A vida ensinou-me que chorar alivia, mas sorrir torna tudo mais bonito.”

     “Chorar” significa, para mim, aliviar algo que não consigo expressar de outra maneira e “sorrir” é a melhor coisa, pois a alegria faz com que cada pessoa viva o seu dia mais plenamente.

Haiku Mind

Creative Commons License Fabrice Florin via Compfight

“Nunca termines o dia com raiva de alguém, pois nunca sabes quando o seu coração pode parar de bater”.

     Nós nunca devemos acabar nem um dia, nem um capítulo da nossa vida de mal com alguém, pois quando o tempo vai passando, vais ver que te arrependeste de dizer coisas que devias ter dito antes. Ou até, por vezes, um gesto que se podia evitar. Fazemos “aquilo” naquele momento e não pensamos no amanhã. Que até pode ser o hoje.

(Comentários a “frases para pensar” que a Catarina coleciona no seu telemóvel)

Catarina C, 7D

Corajosa e Divertida

Weekly Photo Challenge #32 - Smile - "The hapiness is in your hands"

Inês Cardoso via Compfight

Dedicado a Carolina F, no seu Aniversário: 

A Carol é uma Menina

Corajosa e atrevida:

Quando era pequenina,

Todos a achavam querida.

Mas agora que cresceu,

E se fez adolescente,

Vejam a volta que deu:

Não lhe agrada toda a gente!

Porém, na Escola, é feliz,

Com Amigos, cheia de Vida…

E há muita gente que diz:

Amorosa e divertida!

OE

A Minha Despedida do 6º Ano

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Imagem de Ines Nokas

        O que adorei este ano e foi muito especial para mim, foi estar com os meus amigos e fazer brincadeiras malucas: passamos muito tempo a conversar, às vezes dançamos e outras cantamos. 

    Quando estamos com os amigos, unimo-nos como se fôssemos um. Não estamos sós, porque estamos com um amigo e um amigo é muito especial.

    Surpreendeu-me ter fãs no youtube, pois tenho já 13 subscritores, em dois meses e pouco, no meu canal.

     Queria conquistar mais subscritores e continuar com a minha turma… estes votos parecem impossíveis, mas em parte dependem de mim: posso ter mais qualidade nos meus vídeos, melhorar o som, a maneira de falar e editar melhor as imagens.

     Eu poderia fazer um esquema antes de começar os meus vídeos. Assim a construção das frases seria mais perfeita e comunicava melhor.

     Na Oficina de escrita, eu poderia recolher ideias para aperfeiçoar o meu canal e ajudar a Stora a fazer vídeos de escrita criativa. Vamos colocar um frasco bonito para coleccionar as sugestões dos colegas quer sejam youtubers ou não.

      Em relação á turma,  depende pouco de mim, os professores têm de escolher as turmas e não podem ser iguais. Mas podemos ficar com os melhores amigos. Eu escolhi a Adriana e a Raquel, não sei se o Diogo poderá ficar.

    Este verão, vou à praia de Carcavelos, e à piscina da casa dos meus avós, na Costa da Caparica e vou-me livrar um bocadinho da Escola.

        Se eu fosse um animal, eu seria um golfinho, porque os golfinhos são inteligentes e muito brincalhões dentro e fora de água.

    Espero que o nosso verão corra muito bem, que seja muito divertido e que as pessoas que não são youtubers criem um canal para poderem fazer mais amizades.

Inês M, 6C

Algo sobre Mim

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Imagem: Oficina de Escrita

         Este ano já consigo ter boas notas a Matemática, a Educação Física e a Moral.

    Para mim, o mais importante, por ordem decrescente, é a saúde, a felicidade, o amor, a fama e o dinheiro.

     Numa só frase, eu sou uma jovem estudante, sonhadora, corajosa e divertida. Sinto que a minha vida está melhor, à medida que passa o tempo, sinto-me mais integrada na turma e as pessoas que antes não iam muito bem com a minha cara, agora já são minhas amigas, conversamos e passamos os recreios todos juntos.

     As qualidades principais que procuro num amigo são ser divertido, e confiante. Divertido para saber rir das piadas dos outros e se lhe acontecer algo cómico, como cair, por exemplo, ele possa rir de si próprio.  E confiante. Confiante, pois será alguém que pensa pela sua própria cabeça e não liga ao que os outros dizem para ser alguém no futuro.

     Desde criança que desejo estar rodeada de pessoas que me amem; um ambiente de felicidade, amor e paixão.

     Sinto que precisava de estar mais tempo a brincar com as minhas colegas, pois às vezes o tempo não é suficiente para falarmos sobre coisas que queremos. Por vezes temos de ver e ouvir algo que não nos interessa, mas que nos foi dito para ouvirmos com muita atenção.

Carolina F, 6C

Perspetivas de um Jovem Filósofo

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Imagem: da Oficina de Escrita

     O momento marcante do meu 7º ano foi o toque de saída, multiplicado alguns milhares de vezes;  todos juntos dão um momento inimaginável em que saboreio a Liberdade na Escola. O toque que irei gostar mais será o último de nove de Junho.

    Um segredo sobre as notas: em Francês, o meu sucesso deve-se a ter um avô que sabe falar francês!

      Se o 7º ano fosse um animal, seria um leão-marinho, porque é muito gordo e nós temos muito que estudar.

     Sonhar acordado serve para nos distrairmos nas aulas, para termos um filme invisível à nossa frente. Leva-nos para o nosso mundo, o mundo da imaginação, sentimo-nos bem. Sai a maldade de dentro de nós.

      Se não fosse a Strª Marina Santos, eu provavelmente, não estaria neste caminho e não teria as notas que tenho agora. Ela puxou-me, falou várias vezes comigo, incentivou-me. Sim, ela merece um magnífico obrigado!

     Uma conquista deste ano, foi ter conseguido desenvolver mais amizades. Ganhei mais competência em controlo, tentei não fazer tantos conflitos e ter mais calma.

     As meninas bonitas, com um coração lindo, linda pele, lindo cabelo e lindo corpo, são uma mudança que me surpreendeu.

     Os meus projetos para este verão são brincar muito e jogar. Vou estar num resort em Portugal; vou encontrar-me com uma jovem senhora; vou muito à praia, mas o que mais prefiro é piscina. Estamos mais à vontade, não é preciso seguir tantas regras. O mar é mais difícil, o mar puxa e vamos ter a Marrocos.

      No meu horizonte está a minha nova casa, a estrear em Setembro. À noite fica escura, fica um pouco assustadora, mas vou gostar muito de estar no meu quarto.

      “A vida não é a nossa morada, é o nosso navio”, porque a vida tem muitos altos e baixos como um navio quando está no mar, dentro de uma tempestade; o navio segue uma direcção que é o seu objetivo, tal como a nossa vida tem o seu. Ele depende de cada pessoa que é, mas ao fim, tudo se interliga: os rumos de todos os navios irão dar ao mesmo porto? Um dia, sim.

    Sê bem-vindo, verão 2016, espero que nos tragas coisas boas, e também más. Com as coisas más aprendemos com as nossas escolhas, com esses erros e vemos a vida de outro modo.

(Ditado)  João Rego 7B

Será?

One from All

Creative Commons License Lihoman… via Compfight

     O bem e o mal são dois conceitos diferentes; tão diferentes, que por vezes os extremos se tocam.

    Não existe gente muito má, não existe gente muito boa, nem existe gente má, nem existe gente boa. Existe gente; existe gente e muita gente.

     Existem 7 mil milhões de pessoas; existem pessoas felizes, existem pessoas tristes. Não existem pessoas más, não existem pessoas boas, cada caso é um caso.

    Acho que bom e mau são qualificações primitivas. O que é uma pessoa má? Será mau para ti, mas bom para mim? Será mau, pois é diferente.

    Qual o problema da diferença? Qual o problema de haver outros estilos?

    Será que nós, humanos, nos sentimos mais seguros a ofender? Será que a ofensa é uma forma de aumentar a nossa pequena e melancólica vida?

    Será que um pôr do sol é apenas um pôr do sol e que este texto é só tinta no papel, será?

      Sim, será para quem não varia, para quem tem medo de variar, e não acredita nem em magia nem em milagres?

     Será?

Vasco S, 7A

Entre o Trabalho e o Lazer

Flickr Montage

Alex Loach via Compfight

Se o sétimo ano fosse um animal

     Seria um cão, porque este ano aconteceram-me muitas coisas boas e, para mim, o cão é o melhor animal que existe para nos ajudar e para confiar.

O segredo de um sucesso nos estudos

     Quando recebi o teste de Inglês, nem acreditei: tive 70%! Foi um grande recorde para mim, pois pensei que iria ter negativa. O segredo é estudar e, quando acabamos, darmos uma grande volta ou passearmos para organizar a mente.

O que significa o Trabalho para ti?

     O trabalho como um apelo é algo que nós devemos fazer e nos deve interessar, para se tornar mais fácil de fazer ou de passar.

    O trabalho como paixão é algo que nós queremos ver como nosso futuro e, um dia mais tarde, como nosso presente. É algo que queremos como objetivo de começar e de terminar. É algo que nós gostamos e queremos fazer ao máximo, temos de o acabar perfeito e de o começar ainda  melhor.

Projetos de Verão

     Viajar muito e divertir-me ao máximo. Vou ao Alentejo, ao Algarve, com a minha Tia; Também espero ir a Espanha e eventualmente a um lugar desconhecido.

Como posso amar melhor este Verão?

     Ajudando os outros com um simples gesto, como as pessoas mais carenciadas que vivem na rua, dar-lhes pão ou até uma simples palavra, como: “Confie na vida, pois ela irá ajudá-lo”.

Catarina C, 7D