O Monstro das Profundezas – 2

Hello HaloweenCreative Commons License Maurits Verbiest via Compfight

     De repente ouvi:

    – Ali está o Monstro!

    Peguei no rapaz e fui para o vulcão dando os meus saltos de grande alcance.

    Enquanto escalávamos, um dos caçadores acertou-me com uma das suas balas frias e perfurantes, mesmo no braço onde eu segurava o pobre rapaz indefeso.

    Sem querer, larguei-o e caiu pela cratera do vulcão. Como a cratera era muito funda, enquanto o menino estava a cair, eu saltei para o ajudar. Como eu sou á prova de fogo, consegui agarrar o menino em plena queda, antes que ele fosse derretido pela lava.

    Atirei então uma bomba que fez ir os caçadores pelos ares, e como viram a minha bravura, não se atreveram a chamar-me monstro. Ofereceram-me, como recompensa, uma cura, para eu voltar a ser um rapaz normal outra vez.

    O meu companheiro tornou-se um grande amigo e fomos para a mesma escola!

Francisco M N, 6A

O Monstro das Profundezas – I

Arenal volcano, Costa Rica Gregoire Dubois via Compfight

    Eu, o Monstro das Profundezas, aterrorizo as cidades por causa dos meus superpoderes mutantes! Os meus poderes são: lançar fogo das mãos e saltar tão alto que posso andar de prédio em prédio; o meu último superpoder é a invisibilidade: é fantástico!

     O único problema é que as autoridades querem apanhar-me e prender-me. Acho que esse é o preço a pagar por ser um monstro.

    A minha casa é um enorme vulcão no Hawai. É divertido viver num vulcão, pois nunca tenho frio. De noite, caço animais, como aves ou peixes, pois sou carnívoro.

    Eu não faço mal às pessoas, mas como sou diferente dos outros, eles têm dificuldade em comunicar comigo.

     Um dia, um menino encontrou-me perto do vulcão, estando eu já cansado de caçar as aves que estavam a dormir, para o meu pequeno-almoço nutritivo.

      O menino estava num acampamento de escuteiros e tinha-se perdido, mas, em vez de me atacar, dormiu comigo e deu-me festinhas, pois eu sou meio-animal, meio-monstro.

      Quando acordei, tentei levá-lo para o acampamento, pois, enquanto tinha estado a caçar, apercebi-me do local de encontro dos escuteiros.

      Quando nos aproximávamos, outro menino viu-me e foi contar aos caçadores da floresta, que foram logo à minha procura! De repente, ouvi:

      – Ali está o monstro!

(Continua)

Francisco M N, 5A

The Revolution

Halo: Reach | Lone WolfCreative Commons License Joshua | Ezzell via Compfight

      In 2036, the Halgy Army started buying weapons and military equipment from the Tall Gys or the “Gorks” as we call them. The reason why this was happening was because the Gorks were years ahead of us on that subject. They had equipment that no other country had and we wanted that same military power. We started paying they started delivering, everything was going fine until that one day…

     In a matter of minutes, we watched all that equipment shut down like if someone just pressed an off switch. The next day, the Gorks invaded the whole conuntry and on that same day we surrended. The Gorks started to build outposts in checkpoints all over the country, started making new rules, the whole country was now in what seemed to be a nightmare.

     6 months have past since the invasion; a rebel’s group created by Ryan Stintson was starting to get noticed by the Gorks. This group was launching assaults against outposts. They weree slowly starting to get the people’s attention.

     2 Years Later The rebel group was now stronger than ever, they have taken down every single outpost. All that was left to do was conquer the American Military bases the Gorks were using as main outposts plus the ones the Gorks had built.

     Everything was set up, it was time to strike…

Rodrigo L, 9B

O Gatinho Abandonado

MillyCreative Commons License Carolina Barría Kemp via Compfight

     Era uma vez uma menina chamada Francisca que tinha ido fazer um piquenique com a sua amiga Susana.

     Perto das suas casas havia um jardim pequenino, cheio de flores, com um lago redondo no meio, onde vivia um peixe vermelho e uma tartaruga verde que eram grandes amigos.

     Elas sentaram-se num banco verde, à sombra de uma enorme tília e começaram a lanchar o piquenique que a avó da Francisca tinha preparado: tarte de maçã coberta de chocolate e sumo de morango.

     Foi então que viram um miado aflito vindo do lago: um gatinho pequenino, de pelo cinzento e branco, tão magrinho que se viam os ossos, tinha tentado equilibrar-se num nenúfar e caíra para dentro de água.

      A Francisca e a Susana foram a correr até ao lago: viram o peixe vermelho debaixo de água a empurrar o gatinho para cima, enquanto a tartaruga, agarrada à borda do lago, segurava uma orelha do gatinho.

     As meninas ajudaram-no a salvá-lo, distribuíram os pedacinhos de tarte pelo peixe, a tartaruga e o gato. Depois embrulharam-no na toalha do piquenique porque ele estava encharcado.

     Levaram-no para casa e tornou-se o companheiro da avó da Francisca.

Texto Ditado e Dialogado por Francisca e Inês

O Meu Sonho

     Um dia sonhei que  ia a casa da Susana. Lá  vi  a Susana, o Manel , o Vasco e o Zé. 
    A  casa  era de vidro, madeira e cimento  e também  tinha o telhado.  
    Havia  uma piscina  ao lado da casa e eu mergulhei  com a Susana , Zé, Manel  e Vasco.  A água estava muito boa  e eu nadei imenso.
    De repente, apareceu um ladrão  que queria roubar  a carteira da Susana! O Manel e o Vasco  gritaram tão alto que o ladrão apanhou um susto enorme e fugiu.
    Eu não me lembro de mais nada e acordei na minha cama.
    Foi  um sonho muito agitado.
Francisca P, 5 A

As Lágrimas Amorosas

http://www.escapadinhas.org/escapadinha-lagoa-das-sete-cidades/

   Imagem: Lagoa das 7 Cidades

     Este verão, eu e a minha Família fomos aos lindíssimos Açores!

     Gostei imenso de ver a Lagoa das 7 Cidades: metade era azul turquesa e a outra metade era verde esmeralda!

    Conta a Lenda que era uma vez uma Princesa que se apaixonou por um Pastor, mas não podiam casar, porque ela era uma Princesa e ele era apenas um Pastor.

     A Princesa chorou tanto que formou uma Lagoa Azul, porque a Princesa tinha os olhos azuis. O Pastor, que tinha os olhos verdes, chorou também e formou uma Lagoa Verde.

     E as águas não se misturaram porque eles não se podiam casar!

    Gostei muito da ida aos Açores, senti-me feliz, entusiasmada, curiosa e, do que gostei mais foi da praia de água quente em que ao lado havia um vulcão!

Matilde C, 5ºA

Combate Pelo Verão

NERF Jessica C via Compfight

      Era inverno e nós éramos três irmãos: duas raparigas e um rapaz. Nós adorávamos, mas queríamos o verão.

     A nossa avó ajudava sempre os animais, por isso não lhe fazia diferença; nós só queríamos saltar à  corda, não ler e fazer cálculos, mas sim nadar com a pracha e um fato de mergulho.

     E também porque no verão, no meu aniversário, podia ver as estrelas no meu telescópio e não estudar os micróbios no microscópio; podíamos andar a cem e não andar de carro…

     Passaram vários meses e, finalmente, está aqui o verão! Podia-me esquecer, só que fui enganado: só a pensar nisso, não estudei, fui totó e chumbei. Tive de fazer tudo o que devia ter feito no inverno, na escola: por isso, estudem!

     Logo nos primeiros quinze dias tive de ficar na escola, a ter aulas de recuperação. Mas aí houve um tiroteio: um tipo com uma arma a sério contra outro com uma nerf, que era eu! E então, finalmente, pude viver o verão em Paz com as minhas irmãs!

Afonso S, 5C

O Hamburguer


  Imagem: Tasty Hamburguer Gifs

     Era uma vez um Hamburguer muito solitário, que chorava muito, só bebia batidos de morango e chorava. Quando chovia, ainda mais chorava. Mas um dia ele fez uma amiga: a senhora Bonga, que estava muito feliz.

     O Hamburguer perguntou-lhe:

      – Olha, por que estás sempre feliz?

      A Bonga respondeu:

      – Não, isso é um problema de família: nós comemos muito açúcar, ficamos elétricos.

      O Hamburguer, sempre desanimado, um dia ficou muito feliz quand soube que ganhou no euromilhões e, com muita alegria, saiu de casa em cuecas, a gritar:

      – Sou rico, sou rico, sou rico!

      E as pessoas comentavam:

      – És rico de estupidez!

      Quando foi levantar o dinheiro ao banco, ficou espantado: estava rico para toda a sua vida de tristeza!

      Quando chegou a casa, cheio de comida e de tecnologia de ponta, viu a sua figura de parvo na televisão. E o senhor das notícias, que estava ao microfone, disse:

     – O maluco que ganhou o Euromilhões, vem amanhã à “Estupidamente TV” e é melhor que esteja a ouvir, maluco.

     No dia seguinte, o Hamburguer estava a conduzir o seu ferrari para ir à “Estupidamente TV”, quando, para seu espanto, viu uma gaivota a conduzir um autocarro. Foi aí que o Hamburguer se esmigalhou todo e ficou dois anos colado a uma cama de hospital.

     E disse:

     – Quando tenho sorte, vem-me o azar. Porquê? Porquê? 

Lourenço C, 6B

A Terra Maluca

Eve Vegas 2015 Commemorative PosterCreative Commons License Bryan Ward via Compfight

    Era uma vez uma terra distante, num sistema solar maluco, um planeta sem regras. havia pessoas muito doidas, que até matavam moscas com a língua e comiam. O senhor maluco Gertrudes I, tinha uma só regra: não havia regra. E ele também era muito rico; tinha um castelo com servos robôs.

    Mas aquele planeta era demais: tinham divertimentos no meio da estrada, passavam os sinais vermelhos e até faziam corridas de moscas. Só havia uma coisa má: era o senhor Jackson II, ele só roubava mísseis e coisas de segurança e por isso é que o país ficava pobre.

     Então, o senhor maluco Gertrudes I disse:

     – Já chega! Vamos derrotar Jackson II!

    Depois, os malucos contra os ladrões fizeram uma guerra de doidos e, até que enfim, os malucos ganharam!

Lourenço C, 6B

Os Macacos Assaltantes

Imagem: Prank-Monkey_Jokes

      Era uma vez uma família de quatro pessoas que planearam um lanche na praia. Quando estavam a caminho da praia, não havia pessoas na estrada nem na praia. Eles acharam isso muito estranho.

     O pai disse que as pessoas tinham ido para a praia norte, porque aquela praia estava poluída. Mas a praia norte não era praia fluvial e estava com água.

     Quando chegaram à praia norte, já estava imensa gente e havia macacos a roubar as pessoas. 

     Os quatro exclamaram ao mesmo tempo:

     – Quando é que lanchamos? É que nunca mais lanchamos! 

     Nesse momento olharam para trás e viram um macaco a roubar-lhes o carro! Mas eles não sabiam o que fazer. Então decidiram chamar um taxi e ir para casa. A Família era composta pela mãe, Maria, pelo pai, João e os dois gémeos, Tôto e Totó.

Lourenço C, 6B

A Família Preguiçosa

Polyptych | Happy Port Aikawa Ke via Compfight

     Era uma vez uma família que estava sempre no computador e chamava-se “Famíla Preguiçosa”. O filho não ia à escola, os pais não trabalhavam e estavam sempre a dormir. Só comiam comida de plástico e eram tão gordo que nem cabiam no seu próprio carro.

     Um dia, um dos seus computadores avariou e tiveram de sair de casa para o levar a arranjar, mas as pessoas, quando olharam para eles, disseram:  

     – Que família porca e suja e gorda!

     Então, eles ouviram aquilo e sentiram-se envergonhados e furiosos.

     Um dia, quando o computador ficou arranjado, o pai disse:

     – Família, hoje vamos fazer uma grande mudança: vamos ser mais saudáveis.

     E o pai pôs o computador no lixo, inscreveu a família no ginásio e só comprou comida saudável; só viam televisáo depois do jantar e o filho ia sempre à escola.

      Passado um ano, estavam magros e com melhor aspeto, e as pessoas nunca mais gozaram com eles.

Lourenço C, 6B

Life of Horses – IV

HorseCreative Commons License Mark via Compfight

      Um dia, a Flora estava muito zangada com tudo e com todos. Ela estava numa cerca muito linda, mas como ela queria fugir, fugiu. Passou por montanhas, vales e florestas, até chegar a um prado muito florido.

     Estava a passar por lá um Mustang, que era diferente dos outros: era todo preto, com uma crina muito grande, só que estava com um penso na crina.

    Ele estava a ir em direção à Flora; ela tentou fugir, mas não conseguiu, porque as ferraduras novas estavam a fazê-la tropeçar. De repente, apareceu um cavalo à frente dela que lhe disse:

     – Olá, eu sou o Veloz, um cavalo dos Índios!

     A Flora apresentou-se:

     – Olá, eu sou a Flora, eu era um cavalo selvagem, só que me apanharam. Queres fazer uma corrida?

      Respondeu o Veloz:

      – Claro! Mas acho que tirarmos-te essas ferraduras.

      Eles deram coices em pedras, em árvores, até que as ferraduras caíram. Começaram a correr: o Veloz ia á frente, mas a Flora deu um salto e ficou próxima dele. O Mustang ficou em primeiro lugar, mesmo assim, por uns segundos a mais que a Flora.

     O Veloz disse:

     – Queres conhecer os meus donos?

     A Flora respondeu:

       – Quero!

      Quando chegaram à vila, os humanos agarraram logo a Flora para ficarem com ela, mas chegou lá uma menina para ajudar aquela pobre égua. A menina acalmou-a e ficou com ela, porque a Flora não queria sair de junto dela.

      O Veloz disse, a rir:

      – Ah, ah, ah! Mal chegas e já tens uma dona! E essa é uma treinadora de cavalos.

      Enquanto estavam a falar, a menina pòs-lhe um arreio e uma manta azul por cima dela para a montar.

Margarida L, 6B

Life of Horses – III

HorseCreative Commons License Mark via Compfight

     Num dia de concurso, era a vez de Trovão. Mas havia um pequeno problema: o Trovão só conseguia saltar ao ouvir rock’n roll do Elvis. Só que o rádio estragou-se, porque um gato saltou para cima dele.

     Então tiveram que comprar um rádio novo que tivesse grandes colunas para que os gatos tivessem medo deles. Tinha chegado a vez de Trovão: ele deu grandes saltos, correu como se fosse a luz; o juri ficou espantado e deu-lhe a nota máxima.

     Quando chegou a vez de receber o prémio, ficou o Trovão em 1º lugar, a mãe em 2º e, em 3º, um amigo da Flora.

Margarida L, 6B

Life of Horses – II

Keeping an Eye on ME, brightened.Creative Commons License Tom Driggers via Compfight

     Numa certa quinta, estavam a precisar de cavalos e de mais animais.

     Lá viviam duas pessoas:  a Inês, a irmã mais velha, que tinha um longo cabelo da cor do mel e uns olhos da cor do mar; ela usava uma camisa azul, umas calças castanhas claras e umas botas de cavaleira; e a sua irmã mais nova, Mariana, que tinha também o cabelo da cor do mel e uns olhos azuis como o céu; ela vestia-se com um casaco cinzento. calças de ganga e botas de montar.

     As duas irmãs foram montar os seus cavalos para irem procurar mais vinte mil cavalos, por isso voltaram para a montanha. Passadas três horas, chegaram e apanharam logo o chefe; com o chefe apanhado, todos os outros foram atrás dele, até a sua filha.

     Quando chegaram à quinta, prenderam todos os cavalos num campo com cerca eletrificada. Tentaram montar a Flora, que já era uma grande égua. A Mariana caiu logo, mas a Inês conseguiu. Ela ficou muito contente, mas o pai estava sempre preocupado com ela, porque mesmo que ela estivesse presa ali, continuava, na mesma, a falar com a loba e o leão que já eram grandes.

     Passados cinco anos, os cavalos todos já estavam domados. A Inês tinha dois cavalos: a Flora e o Trovão, o chefe. A Flora passava a vida a ser toda arranjada, o Trovão era usado para concursos e a mãe passava a vida a fugir.

Margarida L, 6B

Life of Horses – I

I think horse photography is going to be my new pleasure !! Welsh photographs via Compfight

     Era uma vez, numa terra distante, onde viviam veados, cavalos selvagens, zebras e muitos outros animais, numa floresta gigantesca com cascatas.

    Mas havia alguém que não era feliz: os cowboys que adoravam apanhar cavalos selvagens novos!

     Espalhou-se uma nova mensagem do chefe dos cavalos selvagens, Trovão:

     – Um novo potro vai nascer! Passados 5 minutos, já se via a nova cara. Ela estava a saltar  pela montanha! A nova cara era amarela como o mel, com olhos azuis e as crinas eram castanhas como a casca das árvores.

     Passado um ano, essa linda égua já estava grande, e o pai dela chamou-a:

    – Flora, vem cá!

    – Estou a ir, pai!

    A única coisa que ele queria dizer era para ela não passar da fronteira onde estavam os lobos e os leões. Mas ela estava com tanta curiosidade, que foi. Ela foi rodeada por um leão e por uma loba.

    – O que está aqui a fazer uma eguinha?  – exclamou a loba, ao ver a Flora.

   – Deixem-me em paz, eu queria só fazer alguns amigos.

   E disse a loba:

     – Que sorte que eu tenho! Eu também só queria uma amiga, em vez desse leãozinho. Eu sou a Veloz e esse leão aí é o King.

     – E eu sou a Flora.

     De repente, saltou um cavalo para ajudar a Flora, porque pensava que iam atacá-la.

     – Não lhes faças mal, Cinza! – gritou a Flora – São meus amigos. Eles também, só com uma patada, tu caías ao chão. Já sabes que não és forte.

Margarida L, 6B

A Família Pintora – III

Artwork (White Horse)Creative Commons License Mark Coleman via Compfight

     A pantera rosnou tão alto que se ouviu na China; a mãe pôs-se á frente do cavalo para a Escuridão não o atacar.

     A Mãe entendeu que o cavalo queria ficar com aquela família. Então, deitou a bicicleta para o lixo e comprou uma quinta para onde iam viver.

     Essa quinta tinha uma casa com quatro andares; no rés-do-chão, havia a entrada, a sala e a cozinha, no primeiro andar tinha um quarto de hóspedes; no segundo andar tinha o quarto da Mariana, onde dormiam ela e a Escuridão; no terceiro andar ficava o quarto de Sofia e, por último, o sótão.

     No jardim, havia um amplo estábulo onde vivia o lindo cavalo branco, que passou a chamar-se Albatroz. E todas as noites, a Escuridão ficava a vigiar o Albatroz.

Margarida L, 6B

A Família Pintora – II

Running From the Sun Russ Seidel via Compfight

     A Família pintora ia acampar, naquele dia, com a sua querida pantera. A Mariana estava a pintar um cavalo branco como a neve que estava a correr ao lado do carro. Quando chegaram, havia uma coisa branca a andar à volta do acampamento e a Sofia disse à Mariana:  

      – Filha, queres ver o que está a andar à nossa volta?

      Ela respondeu:

      – Claro!

      Quando foram ver, era o cavalo que tinha vindo a correr com o cavalo; ele foi ter com a mãe de Mariana, para se deitar ao pé dela, mas quando viu a pantera, deu um alto até às nuvens!

       Mas a Sofia agarrou a crina dele, para ver se aquele cavalo misterioso ficava calmo.

       No dia seguinte, a Família estava a regressar a casa e, no caminho de volta, apreciaram as árvores centenárias, com os troncos cobertos de heras, os campos primaveris salpicados de papilas e uma cascata espumejante de água límpida.

(Continua)

Margarida L, 6B

A Família Pintora – I

panthera pardus Joachim S. Müller via Compfight

     Era uma vez uma Família muito simpática que adorava pintar com o computador, o telemóvel, o Ipad…

     Um dia, a mãe Sofia foi andar de bicicleta na praia, enquanto a Mariana, a filha, estava a desenhar no telemóvel e, atrás dela, a Escuridão: a pantera delas. A Mariana estava a desenhar o pôr-do-sol e a água a bater nas rochas.

     Quando chegaram a casa, a Escuridão foi para cima da sua árvore favorita, a mais alta e com mais folhagem, mas com uns ramos que, se um elefante lhes dessem um toque, os ramos caíam, mas a Escuridão era leve como uma pena.

     A Mariana tinha um cabelo liso e escuro como um tronco de uma árvore; a mãe tinha o cabelo num tom amarelo como o sol; a Escuridão, uns olhos azuis como o céu limpo e o pelo escuro como a noite.

     Quando a Mariana saiu para o jardim, para pintar a  sua querida amiga Escuridão, a pantera tinha feito uma pose de orgulho e a Mãe saiu para ajudar a filha com a tela e as tintas.

Margarida L, 6B

Gelados Versus Cães

Teddy's - Famous For Ice CreamCreative Commons License William Murphy via Compfight

      Era uma vez uma família que adorava animais, menos a sua única filha, Sofia. Ela gritou com o cão:

       – Sai daqui, animal nojento!

      O cão baixou as orelhas e foi embora.

      A mãe e o pai estavam sempre a dizer-lhe:

      – Os cães são tão bonitos!

       Mas a filha não ouvia, só pensava em comer gelados.

       Um dia, a família ia acampar durante um mês. Fizeram as malas: a da Sofia tinha receitas para fazer gelados, gelados, a sua roupa e o material de ténis. A da mãe tinha o seu telemóvel, comida de cão e outras coisas. A do pai tinha o seu Ipad e pastilhas elásticas. A mala dos cães tinha brinquedos, biscoitos, as suas camas e as suas escovas.

       Os cães queriam ir logo, só que a menina não queria que os cães fossem, mas os pais não os queriam deixar para trás. Então, lá foram para o acampamento, mas é óbvio que os cães foram.

      Quando a Sofia abriu a mala, viu os dois cães a comer os seus gelados. Os pais exclamaram:  

       – Oh, que fofos!

      A Sofia reclamou:

      – Agora só tenho cinquenta gelados! Só me dá para um dia!

      Os cães ajudaram a montar as tendas enquanto a Sofia se estava a lamentar pela perda dos seus gelados.

      Quando os pais já estavam a dormir, Sofia tentou matar os cães, mas não conseguiu. Os pais acordaram, os cães chamaram-nos e viram a filha com a faca nas mãos. Mas o Marmaduke, que era um dos cães mais alto do que a Sofia, escondeu-se atrás da Mãe.

Margarida L

Avatar – II

Imagem: Avatar Movie

     A vida de Miriam não era só trabalhar: ela adorava basketball; então, pensou em formar uma equipa.

     – Vou ver se encontro dois Avatares humanos. Mas em vez de encontrar dois Avatares, encontrou dois humanos que estavam a surfar.

      Ela chamou o seu Dragão, mas em vez de vir sozinho, veio Jason, e gritou:

      – Porque estás aqui? Este é o sítio dos humanos!

      – Eu sei, deixa-me em paz! – E subia no seu Dragão, levantando voo.

       Chegou ao pé dos dois rapazes, desceu do seu Dragão e perguntou:

       – Querem ser Avatares?

       Os dois responderam em coro:

       – Sim!

       Eles foram buscar os seus Avatares e Miriam perguntou:

      – Quais são os vossos nomes?

       – O meu nome é Artur e este é o Lourenço, mas tratam-no por “Cata”.

       A Miriam decidiu:

      – Tu, Artur, vais-te chamar “Urso” e o Lourenço vai-se chamar “Cata”, não quero mudar.

      Ela apresentou-os ao Chefe, mas em vez de lhe dizer que eram humanos, disse que eram mesmo Avatares. Depois perguntou-lhes se queriam fazer uma equipa de basquete, mas primeiro teve de lhes dar um Dragão a cada um cavalo, porque os jogos de basquete precisavam deste equipamento.

      Foram voar, mas sempre que um deles caía, Miriam ia apanhá-los com o seu Dragão.

Margarida L, 6B

Avatar – I

 

Imagem:  Avatar Movie

     Era uma vez num planeta distante, umns seres bastantes diferentes: eles tinham o dobro do nosso tamanho, eram como uns tigres azuis às riscas; de um tom azul escuro e o resto azul-claro; o seu cabelo era da cor do chocolate negro.

     Uma menina da mesma espécie chamava-se Miriam e era a filha do chefe Raksa. Miriam tinha um dragão gigante, vermelho, com riscas pretas, algumas partes amarelas e a ponta da cauda tinha um bocadinho de azul. Ela também tinha um cavalo exatamente igual a ela.

    Mais ou menos a 10 km dali viviam humanos que, quando montavam esses seres, a quem vamos chamar Avatares, ficavam com os seus corpos para  transportar a mente dos humanos para o cérebro dos Avatares.

    E havia um novo recruta para os humanos, o Jason, que era paraplégico e, quando o puseram na mente do seu Avatar, ficou louco de alegria, porque ele conseguia andar!

    No dia seguinte, Jason foi fazer explorações com o seu Avatar, porque ele já não conseguia sair daquele corpo.

     Nessa altura, encontrou Miriam. Os seus companheiros já tinham o solto lá para fora. Miriam, como sabia que ele era humano, gritou com um ar muito furioso:

     – Sai daqui!

      Mas quando Miriam lhe foi acertar com uma flecha, apareceu um espírito pois, quando os Avatares querem matar um ser humano, ás vezes aparece um deus.

  – Eu não vou fazer nada de mal.  – E baixou a flecha.

     Miriam chamou o seu Dragão e disse:

     – Sobe, rápido!

     O Dragão não queria que o espírito subisse também. Então, a Miriam não o pôde deixar ir: foram pelo chão, passaram por árvores maiores que uma montanha, chegaram a uma ilha flutuante e alcançaram a árvore da vida. 

(Continua)

Margarida L, 6B

 

The Hunter and the Rabbit

The cliche of the rabbit and his carrotCreative Commons License Luis Alejandro Bernal Romero http://aztlek.com via Compfight

     Rick was a simple hunter. He didn’t do much, besides go out from day to day to hunt a rabbit or a bird for his lunch; he would also make bread for breakfast and take care of his plots of tomatoes, carrots, lettuce and other vegetables that he would use for dinner. He didn’t have TV, hot water, electricity or any of those things that most of us take for granted.

    He had build a house out of logs he had cut with the axe he hunted with. He was an “Axe Master”. He was capable of hitting a moving bird with it. Besides hunting and taking care of his plots, he, sometimes, would go for swimming in a lake nearby. He was alone everyday.

     One day, when he was having dinner, near the lake, a little rabbit showed up; Rick thought about if wether or not he should kill it for next day’s lunch. He decided not to and, instead, gave him half a carrot. He laught at the bunny eating the carrot, due to its cuteness.

Rodrigo L, 8B

Da Cidade para a Liberdade

Coming in for a closer look

Geraint Rowland via Compfight   

      Era uma vez uma senhora muito rica que estava farta daquela “fantochada”: uma vida materialista, onde se vivia apenas para o lucro e o bem-estar material e, olhando para as outras pessoas simples, invejava a sua vida.

     Um dia, zangou-se com a sua família e saiu de vez com o dinheiro que trazia nos bolsos e na carteira, o que não era pouco. Com esse dinheiro, comprou uma casa linda, por uma pechincha.

     Porém, o tempo foi passando e ela foi ficando cada vez mais velha e cada vez mais desleixada. Sem amigos e com tanta solidão, cada vez tinha mais animais.

     Um dia, eu passei por lá e fiquei maluco: vi porcos, galinhas, cabras e yorkshires! Vi ao longe um pessoa e fui até lá: parecia uma bruxa, com os cabelos no ar, um cheiro pestilento e umas pantufas estragadas.

(Continua…)

Alexandre S, 6C

Um Presente Secreto

cats cuatrok77 via Compfight

      Era uma vez uma senhora chamada Srª Dufné, que fazia anos. Ela recebeu, como prendas, um livro e um cd para ouvir as 80 músicas preferidas dela. Ela sabia que ainda faltava um presente, mas foi surpresa.

     A Srª Dufné ouviu uma conversa do Luís a dizer que o último presente eram tartarugas, cães e gatos.

     Quando ela os recebeu, ficou surpreendida! Quando chegou a altura de cantar os Parabéns, a Srª Dufné sentiu-se muito contente.

     Aí, trouxeram-lhe um cestinhos com as crias: duas tartaruguinhas verdes com olhinhos á chinês; um cãozinho Floppy, às manchinhas e o gato mais pequenino do mundo!

Mariana C, 6A

O Monstro – I

Stormy SeaCreative Commons License Mark via Compfight  

      Miguelito era um aventureiro, gostava de explorar florestas e mares desconhecidos. Sempre que possível, ele contratava uma tripulação e lá partia em direção ao desconhecido, em busca de uma história ou até mesmo de um tesouro. Miguelito, uma vez, tinha descoberto um tesouro na costa do continente africano e foi o suficiente para deixar aquela tripulação inteira rica e isso só o motivou a continuar.

     Miguelito ia, mais uma vez, embarcar numa nova viagem. A tripulação era pouca, mas o suficiente para uma viagem planeada, era só ir comprar especiarias à Índia.

     – Chefe, gosta deste ventinho? – perguntou o Capitão do barco com um sorriso na cara.

     – Por acaso até gosto, Capitão. – respondeu-lhe Miguelito.

     – Bem, ainda vai ficar melhor.

     Miguelito não percebeu e apenas acenou com a cabeça que sim. Miguelito nunca tinha ido à Índia, visto que toda a gente, naqueles dias, lá ia. Só tinha ido desta vez para também abrir um negociozinho de especiarias, para ajudar a pagar as suas viagens.

     A noite caiu, Miguelito foi-se deitar a ler um livro, até que adormeceu. Houve alguns abanos do barco, mas Miguelito calculou que não fosse nada e voltou a dormir. Dormiu durante nove horas, mas ele não sabia que o que iria encontrar fora do quarto era algo que iria fazer com que ele não dormisse por bastante tempo.

     Saiu do quarto e viu corpos rasgados e espalhados pelo chão. Um tripulante estava sem pernas, mas ainda vivo, rastejava em pânico, como se a fugir de algo. Tentou dizer alguma coisa, mas o esforço foi em vão, colapsou e morreu. Miguelito estava em choque, como se congelado, até ouvir um som que o descongelou logo. Entrou de volta no seu camarote. Pensou no som que tinha ouvido e a única coisa a que o conseguia associar era a um monstro.

(Continua)

Rodrigo L, 8B

Para Esquecer – III

Spring Dream

jaci XIII via Compfight

      Francis estava de saída do cemitério quando o seu pé ficou preso. Raízes com flores maravilhosas começaram a crescer em volta do seu corpo. Começou a chamar pelas pessoas mas era  como se ele fosse invisível e todos estivessem surdos. As raízes cobriram-lhe os olhos e parou de conseguir ver.

     De repente, voltou a ver, mas agora estava no seu quarto. Levantou-se, pegou no telemóvel e ligou para a avó. A chamada foi atendida pela voz meiga e alegre da sua avó. Francis, a seguir, não disse nada, até que a sua avó desligou o telemóvel. Repetiu a ação com seus tios e avô.

     Foi à aplicação “Basketlovers” e viu que jogo já tinha sido no dia anterior, que os Maquiavels tinham triunfado sobre os Igotes, num jogo que acabara 107-69.

     Perguntou ao pai o que tinha acontecido durante o jogo e este disse-lhe que ele tinha adormecido a meio e contou-lhe as melhores jogadas e cestos.

     Francis pediu à mãe se podiam ir lanchar a casa dos avós. Esta tratou de tudo com a avó e lá foram eles, juntamente com os tios. Francis abraçou-os a todos com força e estes, sem perceberem o que estava a acontecer, simplesmente deram-lhe um abraço de volta. Francis estava quase a chorar, mas conseguiu aguentar-se.

     No fim, contou o seu sonho ao resto da família e estes ficaram muito sensibilizados com o tal sonho. Decidiram que era melhor esquecer aquele sonho e continuar as suas vidas felizes e sem pensamentos negativos. 

Para Esquecer – III

       Forever Fifteen

Creative Commons License Midnight Believer via Compfight

       Francis simplesmente acenou que sim e voltou a ver a sua série. O episódio que estava a ver acabou, ele foi pôr o prato na cozinha e começou a ver o seu youtuber favorito “TheRoyalLion” no telemóvel, até que o seu pai o chamou para irem embora.

     O pai de Francis era dono de uma empresa de carros, a “Stinger”; estes carros eram praticamente a junção de Ferraris com Lamborguinis e Mercedes. Eram os carros mais poderosos do mercado e eram utilizados até por corredores profissionais nas corridas de automóveis. O pai de Francis tinha acesso, se quisesse, a um exemplar de cada carro, de graça; mas dos dez que já tinham sido produzidos, ele só tinha escolhido dois.

     Entraram então no Stinger 500 Buzz, vermelho, e fizeram-se á estrada. Francis olhava pela janela e via as matrículas dos carros, coisa que ás vezes o alegrava, quando eram engraçadas. Viu uma que tinha escrito “DYNKM3M35” e não conseguiu evitar um sorriso. Seguiram-se “D14MOND” e “83H4PPY”. Ele sorria cada vez mais, mas quando chegou à Igreja, o sorriso transformou-se numa expressão séria e pesada.

     O funeral demorou meia-hora e quando acabou a cerimónia foram para o cemitério assistir ao enterro. Foi um momento intenso e o facto de três dos quatro caixões estarem vazios e dentro de um estar um corpo todo queimado, não ajudava. A única maneira de saber que era mesmo a pessoa certa foi devido a um dedo não ter sido carbonizado, o que permitiu analisar impressões digitais. A avó de Francis não pôde comparecer por estar internada no hospital com queimaduras graves. Francis estava já de saída do cemitério quando, de repente, o seu pé ficou preso.

(Continua)

Rodrigo L, 8B

O Dia em que Me Encontrei com o Passado – II

koh tachai

Creative Commons License Andrea via Compfight   

       Achei piada aos peixinhos que se aproximavam para observar as bolhas de água que se libertavam da minha máscara de oxigénio e que se afastavam, enquanto eu nadava para o interior do navio.

     Quanto mais me adentrava, mais me impressionava com o que eu encontrava: destroços da cozinha, o porão com a sua secção de mantimentos.

     Descobri um crânio no camarote do capitão, chamou-me à atenção um resto de mapa, muito gasto, sobre a mesa carcomida e avistei uma arca de tesouro numa velha divisão que parecia ter estado esplendidamente enfeitada: ao abri-la com todas as minhas expectativas, encontrei…

Um Caranguejo Arco-Íris!

Miguel F, 9B

Para Esquecer – II

Foco

Ana Guzzo via Compfight

30 Minutos Depois

     Amanda recompôs-se, sentou-se ao lado de Francis e, lentamente, explicou-lhe o sucedido. O seu avô e tios maternos tinham morrido e a sua avó tinha partido um braço, que ficara todo queimado e iria ter de ser amputado. Francis tentou processar tudo aquilo mas não conseguia e tudo o que conseguiu dizer foi um fraco “OK”.

     Os pais ficaram confusos, mas não disseram nada.

3 Dias Depois

     Estava um dia de sol, Francis foi acordado pelos raios de luz que entravam pelos buracos dos seus estores. Viu as horas no seu telemóvel e levantou-se. Tomou um banho demorado, vestiu uma camisa branca, gravata preta e calças de fato também pretas; pôs o seu desodorizante favorito, o “seven senses”, pôs gel no cabelo e foi fazer o pequeno-almoço. Sentou-se no sofá e começou a ver “Family Guy”.

    A sua mãe veio ter com ele, num vestido elegante, preto. e perguntou-lhe se queria mesmo ir ao funeral de todas aquelas pessoas.

(Continua)

Rodrigo L, 8D

 

Cuba Maravilhosa

Caribbean beach series . Cuba

Nick Kenrick via Compfight

     Era uma vez uma menina chamada Cláudia que foi de férias para Cuba, durante uma semana. A Cláudia foi de avião e, quando chegou, viu a praia, a piscina e quis ir logo dar um mergulho.

     Quando pôs o pé, viu que estava fria. Então, quis ir fazer escalada: a Cláudia, quando estava a fazer, gritava que ia cair. A sua amiga Matilde disse que não ia cair. A seguir, foi ela a subir e estava numa excitação.

      Depois, foram andar de canoa; andaram uma contra a outra, a ver quem ganhava. Ganhou a Matilde!

     Passados dois dias, foram a um museu e viram tantas coisas bonitas!

     No dia seguinte, foram almoçar, estavam com muita fome… O jantar foi peixe e estava uma delícia! Depois foram ver a praia de noite: tinha velas na areia, tudo iluminado!

     Finalmente, tinha chegado a hora de ir embora: estavam muito tristes. A viagem de avião foi muito agitada, porque estava a formar-seu um furacão sobre o mar das Caraíbas. Elas tiveram algum medo, mas correu tudo bem.

     Quando chegaram a casa, estava à espera da Cláudia a sua irmã Carolina que queria saber as novidades daquelas maravilhosas férias!

Mariana C, 6A

Para Esquecer

Creative Commons License Riik@mctr via Compfight

     Francis estava sentado no sofá com seu pai, Jack, a ver o jogo de basketball : Estavam a perder quando, de repente, uma luz laranja e gritos preencheram o pavilhão. A transmissão foi abaixo e, em menos  de dez minutos, todas as transmissões, mesmo as dos canais infantis, foram substituídas por uma transmissão de notícias de última hora.

     Teria havido um ataque terrorista no pavilhão: havia milhares de mortos e centenas de feridos; sobreviveram poucos e a maior parte deles tinha perdido membros devido ao impacto ou às chamas que os levaram a cinzas. Era algo terrível.

     Francis apressou-se a ir chamar a Mãe para testemunhar aquele acontecimento horrendo. A sua Mãe, Amanda, ficou paralisada até que, de repente, olhou para o lado e afastou-se a chorar. Começou a correr para o telemóvel. Francis e o pai tentavam perceber a quem ligava a Mãe. De repente, o pai lembrou-se que os Avós de Francis tinham ido àquele jogo com os tios, mas preferiu deixar Francis “no branco”. Os outros avós de Francis ligaram logo para Francis, para confirmar que ele não tinha ido ao jogo.

      Depois de uma hora, Amanda desligou o telemóvel, correu para o quarto e Jack correu ao seu encontro. Francis continuou  a acompanhar o acontecimento na TV.    

(Continua)

Rodrigo L 8D

Fairies and Trolls

     La piscine des fées

Christophe Maclaren via Compfight

     Once upon a time, fairies, trolls and other magical creatures lived in the world we live today. The world was prfect, it was nature and magic all over it. That is… if you leave out the trolls.

     Fairies were a very kind species of magical criatures, I mean… who weren’t… If…again you  leave out the trolls …

     As you probably already understood, the trolls weren’t very famous among the rest of the magical creatures and you gotta understand why: they were ugly, they smelt bad and even if the other creatures invited them to parties, wanted  to be   with them, they would never even show a smile, basically, no matter how they were treated, they would always be sad.

Rodrigo L 8B

Um Cãozinho no Acampamento

'Camping On The Coast' - Anglesey

Kris Williams via Compfight

        Era uma vez uns meninos que iam acampar. Eram o João, o Pedro, a Maria e a Matilde. Iam passar as férias de verão a Cuba.

     Quando chegaram, montaram a sua tenda numa mata verdejante, á beira do mar das Caraíbas.

     Ao anoitecer, ouviram um barulho esquisito e tentaram averiguar.

    Descobriram, num tronco oco de uma árvore um cão pequenino, de pelo branco curto, de orelhas caídas, a ladrar, muito aflito.

     A Maria é que o encontrou primeiro: os rapazes treparam à árvore, mas o Pedro caiu, só o João é que chegou até ao buraco do tronco.

     Quando o João tirou o cão  do buraco, ficou muito contente, e numa aflição que podia ter caído, mas correu tudo na perfeição. E os miúdos gritaram de alegria.

     Depois era a hora de ir fazer surf: estavam numa excitação! Gostaram muito de fazer aquelas manobras. Foi uma loucura e muito divertido.

     Passado dois dias tinham de ir embora. Estavam tristes por terem de deixar o acampamento, mas no fim ficaram contentes por saberem que o cãozinho ia com eles.

 Mariana C 6A

Eu Estou Sozinha -II

   Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Washington, DC

Creative Commons License Leeann Cafferata via Compfight

      Ele deu-me o seu número e eu dei-lhe o meu.

     Quando cheguei a casa, estava tão feliz por talvez ter um amigo, que lhe telefonei logo. Nós passamos horas e horas a falar, sempre sem parar, parecíamos uns papagaios… Bem, finalmente, sentia-me feliz!

      A partir desse dia, passamos sempre a acordar bem cedo, o Bilbo e eu, e assim encontravamo-nos sempre durante cerca de três anos e meio.

      Até que, num dia de chuva, ele não apareceu. Eu esperei, esperei, esperei… mas ele não apareceu.

      Eu tive de ir para a Universidade, porque era o dia da minha Formatura; foi giro, mas fiquei triste por não o ter visto.

      Quando cheguei a casa, tentei telefonar, mas ele não atendia. Passaram-se dois dias e eu, finalmente, decidi ganhar coragem para voltar àquele sítio só nosso.

      Quando cheguei, avistei-o a ir para um autocarro, com uma grande mochila e uma cesta onde estava a sua cadela.

     – Onde vais? – perguntei.

   – Ah, olá! Como estás? Já não te via há muito tempo.

     – Porque não me respondeste nem há bocado?  

      – Ah, isso… É que no dia da tua Formatura, eu já tinha acabado a minha um dia antes… por isso não fui nesse dia. Também não fui nos outros… mas.. bem… “bora”, eu vou dizer-te a resposta: o meu Diretor disse-me que eu tinha muito talento e então ele arranjou-me um estágio em Nova Iorque.

      – Então quando voltas?  – Perguntei eu, muito preocupada.

(Cont)

Maria S, 6C

A Vida Renovada

     Where else can you have a wet salty dog on your lap?

smilla4 via Compfight

     Era uma vez um homem chamado Luís. Esse homem, todos os dias, estava sempre no computador, a trabalhar muito e não fazia “coisas” giras.

     Um dia, quando saiu para o super-mercado, para comprar uma pizza que ia comer logo nessa noite, um senhor velhinho veio ter com ele e disse:

     – Temos que fazer “coisas” mais giras e não estar sempre no computador.

     O Luís, intrigado, perguntou ao senhor como é que sabia que ele estava sempre no computador.

     O velhote foi-se embora e o Luís ficou a pensar sobre o assunto: decidiu que queria mudar e fazer “coisas” divertidas. Foi para casa, fechou o computador e foi comprar um cão. Depois disso, enquanto passeava o cão, foi comprar uns óculos de sol e um boné para ir á praia, coisa que ele nunca tinha experimentado.

     E, a partir desse dia, o Luís tornou-se feliz e fez muitos amigos, incluindo o Bolinha, o cão que ele tinha comprado e que se tornou o melhor amigo dele.

    E assim viveram todos felizes para sempre!

Carolina Cr, 6C

Aluna Convidada

Conversas na Oficina: Uma Raposinha no AquaPark

On the Run! Pat Gaines via Compfigh

          O Dia começou como normal, com o Túlio, panda vermelho ou pequeno, que acordou e disse:

    – Vou pintar as caras dos meus irmãos e irmãs com pasta de dentes.

     E desenhou uns bigodes ao Vanya, o cabrito; e com a caneta desenhou os olhos e foi ter com a Svetlana, eu, a raposa com seis caudas e penteado vavilonas e também sou um Pokémon Vulpix, nº 37 e desenhou-me uma barba e uns olhos.

     Eu acordei e ralhei:

     – Tuuuuuulio! Apaga isso, depressa!

     O Tuliou apagou e disse-me:

     – Tu viste a tua cara?  – E riu-se.

      Eu, Svetlana, dei-lhe uma bofetada:

      Twack! E afirmei:

     – Se me voltas a fazer isso, vais ser o meu saco de boxing!

     Ao pequeno-almoço os pais perguntaram:

    – Crianças, sabem onde nós vamos?

    – Vamos ao Aquapark?

    – Claro! – responderam os pais.

       Nós fomos numa caravana, o Tulio, os seus irmãos, eu, os cachorrinhos de Huskie, Aliosha, Grisha, os cachorrinhos de Boxer, todos  para o Aquapark e, no minuto certo, os cachorrinhos de Huskie, exclamaram:

      – Estamos cansados! – a viagem era longa.

    Quando chegaram, eu mostrei os Escorregas radicais, chamados “Tornado-Kamikaze-Whirlwater”.

     Eles experimentaram as  diversões mais espectaculares. Recordo quando Vanya gritou:

     – Não Quero!

      Mas depois, todos se divertiram imenso e regressamos à noite. Nunca me esquecerei desse dia maravilhoso.

(Em parte ditado)

Svetty T, 5B

Uma Avó Hiperativa

   Granny's Blue Ribbon Rhubarb Custard Pie

Creative Commons License Theresa Thompson via Compfight

      Tudo começou numa manhã de verão, quando a Avó Elisa tocou à campainha de minha casa, para me convidar a ir com ela fazer um piquenique num jardim muito bonito do Estoril.

     Como eu não conseguia dizer que não, disse para ela se sentar no sofá da sala, que eu ia-me vestir.

      Mas, como sempre, quando lá cheguei, a minha avó já tinha entornado tudo: só se viam as minhas tintas de acrílico preferidas: rosa, azul e verde, espalhadas por todo o lado e os meus dois lápis verde e azul estragados. Como sempre, também, tive de manter a calma e dizer à Avó que já estava pronta.

     Quando a avó já só queria mexer em tudo, eu, desesperada, levei-a dali e fomos para o Parque fazer o piquenique. Fomos logo comer e depois apreciamos o lindo parque, o que a acalmou totalmente. Assim acabou um belo dia.

    Afinal, a minha Avó e eu conseguimos estar bem juntas!

Madalena M, 6C

Nas Ondas da Nazaré

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     Imagem: Praia do Norte

     A Amizade, essa força insuperável que transforma as nossas vidas, enrolou o seu laço fiel em torno dos seis destinos destes jovens inseparáveis: Lourenço, João, Manuel, Maria, Maria, Federica e Matilde. Aquelas férias da Páscoa seriam as mais aventurosas, entre altas ondas, na praia da Nazaré. (OE)

     A Francisca, a irmã mais pequenina da Federica, não podia ir, porque nesse sítio havia muitos ladrões e animais ferozes, (1- Francisca 3º ano) o famoso “Sítio da Nazaré”, onde se formam as ondas maiores do mundo! Era muito, muito, muito, perigoso: dizia-se que, uma vez, de repente, a Nazaré ficou inundada de água, pois uma onda gigante desabou sobre a própria cidade! (2 Tomás 3º ano).

      A Maria  era uma rapariga loira, alta, com olhos azuis, (3 –  Maria B, 6B) os seus cabelos ondulavam ao vento e refletiam o sol, como fios de ouro, quando o vento quase a fazia voar da prancha, nas altas ondas da Nazaré. Elegante, morena do sol, era uma jovem esfuziante de entusiasmo e parecia ter uma energia inesgotável.

      A Maria gostava muito de um rapaz chamado Manuel, que era moreno, baixo, com olhos verdes, cor das belas florestas verdejantes, e um belo rosto (3 – Maria B 6B) salpicado de sardas que lhe davam um ar maroto e atrevido. O seu amor era interminável, e embora ainda não o soubessem, iriam continuar juntos para o resto da sua  vida. (3 – Maria B 6B)

      O Lourenço era ruivo e tinha caracóis, era um pouco baixo, mas muito querido. Era uma pessoa com muita paciência para os outros; gostava muito de João, Maria, Maria e Federica. Eram muito amigos e adoravam aventuras, como descobrir tesouros ou perseguir ladrões.

     O Lourenço era o namorado fiel da Federica; o João era o namorado perfeito da Maria M, e o namorado inigualável da Maria B era o Manuel.

     Maria tinha ainda uma irmã mais nova, que era a Francisca. Como ela era mais pequena, não podia ir, pois tornava-se perigoso. Lourenço era um atleta de alto escalão, João praticava surf e era já um surfista de alta competição, Manuel jogava ténis e muito bem.

      Quando acabaram as aulas, decidiram ir acampar para o “Sítio da Nazaré” porque o João ia entrar num campeonato de Surf. (4 Federica).

     A Maria M era uma rapariga morena, muito bonita, que namorava o João. A Federica era a rapariga perfeita para o Lourenço, com a sua bela cabeleira muito volumosa, (5 Maria M) que fazia lembrar uma princesa do Oriente.

      Nessas férias, os seis amigos foram acampar para uma floresta, na véspera de o João ter a sua prova (5) face às temíveis vagas. Na floresta onde acampavam os seis amigos, brilhava um sol intenso, erguiam-se pinheiros altos, cheios de pinhas castanhas (1 Francisca, 3º ano), que por vezes, caíam, mesmo na cabeça dos rapazes, para grande gozo das meninas.

      À noite, junto da fogueira, estavam a comer marshmellows com chocolate, espetados em pauzinhos, enquanto observavam estrelas maravilhosas. A Maria, a Maria e a Federica, exclamaram ao mesmo tempo:

     – São 3 estrelas… não, quatro… não, dez! Sim, de certeza que são dez! (Francisca, 3º ano). E assim, contando estrelas douradas, os seis amigos apreciavam a maravilha da noite cantando, em sua honra, um hino improvisado das “Super-Heroínas”.

Texto escrito a quatro mãos com dois colaboradores do 3º ano.

Maria M, Maria B, Federica e OE 

Um Aniversário Espetacular

Jolie doll CONCOURS

Alluka Zoldyck via Compfight

     Um dia de manhã, os meus Pais foram acordar-me muito cedo, dizendo: – Feliz Aniversário! Anda, levanta-te, rápido! Temos muitas surpresas e prendas para ti, vais ADORAR!

     Assim fiz, levantei-me, vesti-me muito rápido e fui lavar os dentes. A primeira surpresa foi ir à PRAIA!

     Os meus pais alugaram uma bóia e um remo; pois assim que os meus pais me deram a bóia e o remo, eu e oe meu irmãofomos logo para a água brincar com eles.

     Passou-se algum tempo e fui almoçar. Depois, durante a hora de maior calor, fui fazer castelos de areia!

    Na hora do lanche, os meus Pais, o meu irmão e eu fomos lanchar à Sacolinha. Quando eu estava com a mão na maçaneta da porta, a minha família e toda a gente que lá estava começaram a cantar-me os Parabéns. Comi o meu bolo e logo a seguir fui comer um gelado.

     De seguida, continuaram as minhas prendas, que foram: uma mochila, um carro vermelho telecomandado, um computador de marca Asus, uns ascultadores da marca Sony, um livro com o título “A Montanha Falante”, um I-Phone e, por fim, uma bicicleta, na qual fui para casa.

     À noite, a minha Família veio toda para minha casa cantar-me os Parabéns. No dia seguinte, parti para Paris, para a Disney World Paris. Só voltei no dia 20 de Abril de 2011!

Constança G, 6C

O Melhor Natal de Sempre – II

     Which one's him?

Simon Webster via Compfight

      Mais tarde, enquanto se preparavam para sair para a atmosfera gélida, estavam excitadíssimos. Além de terem a oportunidade de observar um fenómeno natural magnífico, poderiam aproveitar para colocar em prática o seu plano. Saíram e foram ter com o guia turístico, que os conduziu à zona da casa do Pai Natal. Enquanto alguns turistas, incluindo o tio, preferiram ficar no exterior à espera de ver a aurora boreal, outros, à semelhança dos primos, foram visitar a casa do Pai Natal.

 À porta encontraram um aviso que dizia: “Fechado para férias”. Enquanto os outros turistas discutiam perplexos a invulgar situação, os primos esgueiraram-se em direção a um edifício lateral com uma placa reluzente na qual se podia ler: “Oficina. Interdito a visitantes”. A Rita piscou o olho aos outros que retribuíram a piscadela e, cautelosamente, entraram. Ficaram maravilhados com o que viram: uma imensa sala cheia de máquinas, umas de embrulhar presentes, outras de colocar laços e de etiquetar com o nome e endereço dos destinatários. Decidiram “pôr mãos à obra” e tentar salvar o Natal de milhões de crianças de todo o mundo. Trabalharam alegremente em conjunto e com espírito de entreajuda, para conseguirem que todos os embrulhos ficassem prontos para distribuição, até ao limite da exaustão.

      – Acordem, meninos! Ainda vamos chegar atrasados à Consoada! – exclamou o tio, com voz forte.

  Acordaram estremunhados no autocarro de excursão e sem saber se aquela aventura tinha sido um sonho ou realidade. Apressaram-se a sair do veículo e correram para a mesa, onde a restante família os aguardava.

 Depois da animada ceia de Natal, os primos conversaram um pouco acerca do sucedido.

   – Acham que tudo não passou de um sonho? Bem, mesmo que não tenha sido apenas imaginação, os presentes nunca serão distribuídos este ano, pelo que não serviu para nada. – observou, com tristeza, a Mariana.

   – Animem-se! Ao menos já adiantámos trabalho para o próximo ano. – retorquiu, sabiamente, o Vasco.

   A Constança, que não era muito faladora, rematou melancolicamente:

 – Sabem? Eu acho que recebemos o melhor presente de sempre… estivemos juntos em harmonia, concentrados apenas no bem de todos, fomos tolerantes, pacientes e esquecemo-nos dos defeitos que habitualmente só vemos uns nos outros…

   Os oito primos abraçaram-se visivelmente emocionados.

Na manhã seguinte, despediram-se já com saudades, mas todos tinham de regressar às suas casas. Já em Portugal, a Rita e os irmãos observaram estupefactos, quando entraram na sala da sua casa, a árvore de Natal rodeada de presentes e um cartão que dizia: “Muito obrigado. Sem vós não teria conseguido!”

 Quando o telefone tocou, a Rita olhou para os irmãos e adivinhou de imediato o que os primos, completamente eufóricos, lhes queriam contar…

  Enfim, foi o melhor Natal de sempre!!!

Maria Leonor Simões Matos Pinheiro e Valadares (CAD – 5º B)

1º Prémio no concurso literário “Um Conto de Natal 2016” (escalão B – Texto original – Alunos do 2º ciclo do ensino básico)

O Melhor Natal de Sempre – I

Sleigh

Steven Feather via Compfight

      As tão desejadas férias do Natal tinham começado há quase uma semana mas, naquele dia, a Rita não podia estar mais ansiosa e entusiasmada: ia visitar o seu tio que estava a fazer um mestrado na Finlândia e, como se não bastasse poder “matar” as saudades que tinha do seu tio preferido, iriam hospedar-se, com toda a família, num hotel na terra do Pai Natal! Só esperava que as coisas corressem melhor do que nos anos anteriores, em que os primos não paravam de se desentender, devido aos seus temperamentos tão diferentes…

     Quando chegou à sala, os pais já estavam lá fora a colocar as malas no carro. Antes de entrar no carro, a Rita verificou mecanicamente a caixa do correio, constatando que existiam três cartas idênticas, respetivamente dirigidas a si própria e a cada um dos seus irmãos. Abriu de imediato a sua e leu, incrédula: “Cara Rita, lamento informar que este ano não poderei distribuir os habituais presentes, pois estou absolutamente esgotado e resolvi tirar umas férias. Espero que compreendas e que nunca te esqueças de que os presentes são a parte menos importante do Natal. Boas Festas! Assinatura: Pai Natal”.

        Já no aeroporto, entregou as cartas aos irmãos que, ao lerem-nas, ficaram tão atónitos como ela.

        – Então e a minha Barbie Starlight Adventure? – indagou, furiosa, a Patrícia. E acrescentou: – O Pai Natal não tem o direito de tirar férias agora, sem pelo menos ter alguém que o venha substituir!

     A Rita, que sabia como a irmã mais nova conseguia ser irritante, egoísta e mimada, encolheu os ombros, mas o Pedro, sempre pronto a ajudar, tentou acalmá-la:

        – Calma! Olhem, já que vamos à Finlândia, podíamos ir à casa do Pai Natal e investigar o que se passa… Provavelmente, estas cartas não passarão de uma brincadeira de mau gosto…

      Não puderam acabar a conversa, pois chegara a hora de embarcarem no avião.

     A viagem foi longa e, por isso, os irmãos passaram praticamente o tempo todo a dormir e, quando não o estavam a fazer, a utilizar os respetivos MP3, consolas e telemóveis. Em “modo de voo”, claro!

        Ao chegarem a Helsínquia, onde fizeram escala, já lá estavam os tios e os primos que tinham vindo da Alemanha – a Constança, o Vasco e a Mariana, com os seus pais -, mas tiveram de esperar pelo resto da família que viria dos Estados Unidos da América. Quando todos chegaram, saudaram-se efusivamente e seguiram juntos para Rovaniemi, onde fica a Vila do Pai Natal.

     Já novamente no avião, os primos americanos, Michael e Kathy, e os que viviam em Berlim contaram-lhes que tinham recebido exatamente a mesma carta, nos respetivos países onde moravam, o que começou a deixá-los francamente preocupados. Todos concordaram com a ideia inicial de Pedro, à exceção da Kathy, que proferiu, irónica:

        – Se quiserem, vão vocês… Eu prefiro ficar na cama, mas teria todo o prazer em acompanhar-vos se estivéssemos em Nova Iorque ou em Paris e o Pai Natal vivesse lá… Lá é que o Natal tem classe e elegância…

     Os primos entreolharam-se e pensaram de si para si como a Kathy continuava a ser a presunçosa de sempre… Entretanto, chegaram ao hotel, onde já estava o tio, que os recebeu com grande festa. Abraçou-os um a um e indagou:

     – Como estão, queridos sobrinhos? O que dizem a acompanharem-me, logo, numa excursão para tentar ver a aurora boreal?

        Todos adoraram a ideia, até mesmo a Kathy e exclamaram em uníssono:

        – Siiiiiiim!!!!!!

(Continua)

Maria Leonor Simões Matos Pinheiro e Valadares (CAD – 5º B)

1º Prémio no concurso literário “Um Conto de Natal 2016” (escalão B – Texto original – Alunos do 2º ciclo do ensino básico)

Eu Estou Sozinha – I

The Long Night

Alireza Borhani via Compfight

     Quando eu era pequena, eu estava sempre a estudar ciências e a jogar no telemóvel. Eu adorava abraços e também brincar, mas todos me punham de parte e não gostavam de me abraçar.

     A escola era o mais difícil: eu parecia ser excluída e nunca, mas nunca, conseguia um sorriso; só conseguia chorar de solidão. Eu sonhava ser velha, e os meus amigos serem apenas o meu cão Lilo, que é o meu único amigo. E foi assim.

     Eu nunca fiz amigos, ficava sempre de lado e continuou assim, até que um dia, quando eu tinha crescido, e ido para a Faculdade com o meu cão, sem querer, choquei com um rapaz alto e um pouco gordinho.

    Ele tinha o cabelo cheio de areia e era todo preto. Trazia consigo um cão castanho, que era um vira-lata, mas parecia muito puro. Achei que o meu cão também tinha feito um amigo.  Levantámo-nos e chocamos….

     – Oh, desculpa – disse eu muito envergonhada.

      – Não faz mal. – respondeu ele.

      – A sério? Não faz mal?  – Perguntei eu.

       – Não faz mal. Sabes, a minha cabeça já passou por pior.

       – O meu nome é…

       – E o meu nome é…

       – Para onde vais?

       – Vou para a Universidade de Belas Artes.

        – Ah, que bom, eu também vou para a Universidade, mas é de Informática avançada. Fica mesmo ao lado da tua. 

     Então eu fui com ele até à Universidade e, durante o caminho, eu e ele não paramos de sorrir. 

(Continua)

Maria S, 6C

 

Um Destino Difícil

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Creative Commons License Steve Baker via Compfight

     Era uma vez uma Agente de Segurança de uma das pessoas mais importantes do mundo que, por causas misteriosas, foi despedida. E desde então, andava perdida pelas ruas, ao pé da minha casa. Foi acusada injustamente de um crime que não fez. Os vizinhos acusaram-na de andar  a roubar cães e decidiram chamar a polícia. Mas ela negou ter feito esse crime; a polícia quis detê-la, para reunir mais informações, mas ela, revoltada, deu um pontapé num dos polícias e, misteriosamente, desapareceu nas sombras… Depois desse acontecimento, não foi vista durante três meses.  

     Até que um dia,  o meu próprio irmão teve uma atitude inaceitável de assobiar àquela pessoa revoltada contra a vida. Indignada, respondeu uma coisa que não lhe saiu do coração. Outro dia, um bêbado foi malcriado com ela e disse-lhe coisas indecentes. A mulher, furiosa, espancou-o e pô-lo inconsciente.

       Naquela angústia amargurada, correu chorando pelas ruas; as pessoas, passavam de carro a olhar para aquele imenso desespero. Nesse momento,  a Senhora teve um ataque e caiu no chão; outra senhora, que passava  de carro, decidiu parar para ver se podia ajudar. Aproximou-se inocentemente e, ao debruçar-se, ela acordou da crise, mas, na sua loucura, agrediu a senhora, mordendo-lhe as mãos até se ver o osso!

       Passou um condutor que, admirado com aquele drama, decidiu chamar a polícia. Quando a polícia chegou, foi obrigada a agir e deu-lhe com um “taser”.

       A Senhora foi presa, mas, depois de 15 meses, foi libertada e levada para um Centro de Recuperação da Comunidade Vida e Paz. Aí melhorou muito, graças a um psicólogo que a ajudou imenso e, quando ela ficou boa, acabaram por casar!

Alexandre S, 6C

Querido Amor Futuro

Exploring the light: hearts

Creative Commons License Philippe Teuwen via Compfight

14/02/2017

     Querido Amor Futuro,

     Eu não sei onde estás, nem onde vives, mas no futuro vamo-nos encontrar… Eu não vou pensar mais, mas sim, vou-te imaginar!

     Serás loiro, tens os olhos azuis. És um amigo simpático, extraordinário, pensativo e comovente!

     A nossa casa seria uma casa gigante, com piscina, jacuzi, com um amplo jardim e um parque enorme.

     A nossa família seria numerosa, com oito filhos: quatro meninas e quatro rapazes. Os nomes seriam: Mariana, Margarida, Maria do carmo, teresa; Manel, João, António e Francisco. Sempre, a seguir ao jantar, íamos deitar os nossos oito filhos e, depois, víamos televisão, os dois deitados no sofá.

     Quando um de nós fosse embora, em trabalho, todas as noites falávamos por video e contavas-me todas as tuas aventuras e diversões. Quando olhássemos um para o outro, sentíamo-nos únicos e felizes.

Maria M, 6B

Aquela Nossa Paixão

I <3... M&Ms!

Creative Commons Licensekrheesy via Compfight

14-02- 2017

     Querido Amor Futuro,

     Não sei quem és, nem onde estás, mas sei que estás aí algures e o meu coração está já contigo e sei que nos vamos encontrar. Imagino-te simpático, amigável, rodeado de amigos e amigas; loiro, com sardas, com olhos verdes, sonhadores, como uma lagoa tranquila, rodeada de verdura e refletindo o céu – mas, sejas tu como fores, irei sempre gostar de ti.

     Poderás sempre contar comigo para o que der e vier. Quando a mim, eu sou simpática, prestável, fiel, divertida e muito faladora.

      Gostaria que a nossa casa fosse grande, com três andares, uma piscina com escorrega e um grande jardim, uma casa linda e com uma boa decoração.

     Queria ter quatro filhos: duas gémeas e dois gémeos; um cão, três peixes, uma tartaruga e uma coelha.

     Se estivermos longe um do outro, iremos falar todo o dia  e noite e cada um trará lembranças para o outro. Também precisamos de alguns momentos a sós, para falarmos calmamente, sem ninguém nos interromper. Hoje, ao pensar em ti, descobri que nos teus olhos está o meu reflexo, nos teus braços a minha segurança e nos teus abraços está a minha confiança.

Maria B, 6B

Querido Amor Futuro

     Be the Scenery

Aikawa Ke via Compfight

      Querido Amor Futuro,

    Não sei quem és, nem onde estás, mas sei que existes em algum lugar. Hoje, na véspera de S. Valentim, dedico-te este contorno da minha expectativa, esperando que, de algum modo, a minha abertura ao desconhecido possa atrair-te e tocar-te o coração. 

     A nossa paixão, a princípio, levar-nos-á na crista viva da sua onda envolvente e sem qualquer esforço nos julgaremos um do outro para sempre.

    Depois começará a tarefa interminável de transformar essa força num amor encarnado na nossa própria história.

     Podemos lançar mão de todos os recursos, mas creio que na base estará sempre o sentido da solidão intransponível de onde brota a graça e a surpresa de seres tu para mim e eu para ti.

    Essa dimensão é secreta e cresce para o infinito, mas pode e deve ser alimentada com a essencial contribuição do coração ardente que se aproxima de nós no voto de se demorar por toda a vida.

     É a forma do “sim” que configura o nosso horizonte partilhado: por isso, ele permanece aberto e em permanente movimento para mais longe.

OE

Compreender a Tristeza destes meus Alunos

Maple Street Playground

Ryan Alexander via Compfight

Cascais, 27/02/13

       Exmo Sr. Presidente da Câmara,

     Gostaria de colocar um campo de futebol no meu Colégio, pois não tenho dinheiro suficiente para o conseguir comprar, para os meus queridos alunos.

     Senhor Presidente, espero que pense bem neste assunto, pois os meus alunos querem divertir-se nos recreios de 10, 20 minutos e de 1h 30. Também preciso de melhores condições escolares: salas, mobiliário…

     Sr. Presidente da Câmara, mais uma vez, pense bem neste assunto: ao todo é uma despesa de 5 mil euros com as salas e de 10 mil euros para o campo, uma despesa total de 15 mil euros. Obrigada por ter lido esta carta.

Vasco L

Candidato a Presidente da Câmara.

PS – Espero que compreenda a tristeza destes meus alunos.

Vasco L, 7A 

Um Tubarão na Praia

     Shark!

duncan c via Compfight

      Era uma vez uma menina  e um menino que estavam a fazer um castelo. Ela chamava-se Matilde e ele Santiago; eles estavam a brincar, quando apareceu um rapaz que começou a cantar para a Matilde e o Santiago.

     O miúdo estava a cantar para eles e, de repente, no mar apareceu um tubarão que diz:

     – Eu quero esta ilha para mim, senão como-vos!

     Eles ficaram tão assustados que fugiram. Ele já tinha devorado o castelo delas e a Matilde começou  a chorar.

      A Matilde e o Santiago, quando foram embora, viram que afinal não era um mnstro a sério: era a Beatriz e a Joana vestidas num fato de tubarão! Logo de seguida, as crianças voltaram a aparecer!

Mariana C, 6A

O Mendigo e a Jovem

     Don't go breaking my heart - Macro Mondays

Creative Commons License Feathering the Nest via Compfight

     Era uma vez uma jovem que estava  a passear o seu cão, quando viu um mendigo a pedir esmola. Ela ficou tão cheia de pena que lhe deu 10 euros.

     O mendigo, que se chamava Manel, agradeceu à Cláudia, a qual depois o convidou e foram almoçar fora. No restaurante, as pessoas começaram a olhar de lado para ela. A Cláudia começou a mandar vir com as pessoas:

     – Porque estão a olhar?

     O Manel saiu a correr do almoço. A Cláudia foi atrás dele e, quando o viu, beijou-o e a seguir correu para longe. O Manel foi atrás dela.

     A Cláudia estava á beira de um lago de felicidade. O Manel aproximou-se devagar e declarou-lhe o seu amor. Ela disse que sim e invadiu-a uma onda de alegria.

     A partir daí, os pais dela ajudaram-no e eles tiveram um namoro muito feliz.

Mariana C, 6A

O Nosso Milagre

     

     Era uma vez uma família muito normal. Essa família tinha três crianças e dois adultos e era completamente normal, viviam numa casa no campo e eram muito felizes.

     Mas um dia, a filha do meio, durante a madrugada, quando estavam todos a dormir, começou a chorar de dores de barriga. A Mãe, ouviu e foi levá-la ao hospital. E lá foram elas…

     Mais tarde, quando o médico já a tinha visto, disse que não tinha nada, mas na verdade, tinha uma doença muito grave de indigestão. Mesmo assim, a Mãe ficou convencida que filha tinha qualquer coisa, porque sentia as dores.

     Este é o início de um grande filme que aconselho a todos. Conta a vida de uma menina com uma doença rara que, ao cair de uma árvore num buraco de nove metros, curou-se milagrosamente.

Madalena M, 6C

Conversas na Oficina: O Carnaval no 3º Ano


 

Francisca – Vou ver o Lego de Batman. Vou vestida de Egípcia.

Madalena – Vou de soldado de chumbo da parte de cima e de bailarina da parte de baixo.tin soldier, redscale.Ballerina Sindy

 

Joana – Vou de Motoqueira: tenho uma mota pequenina e vermelha na garagem. Levo umas calças furadas, uns sapatos sujos, fitas na cabeça, óculos de sol, capacete e blusão de cabedal.

Riding to the beach

Maria – Vou de gémea, com mais duas amigas que não estão aqui. Uma +e próxima e a outra parecida. Uma delas vai fazer uma festa.

Tomás – Vou de Mimo, com a cara branca, lábios vermelhos, com riscas na cara, , com luvas grandes, brancas, uma camisola branca. Levo também suspensórios pretos, com risca branca, , calças de fato de treino pretas e uma cartola pequena.

     Francisca – Vou de Cleóptera: com um fato preto, com diamnates, peruca preta, com diamantes na peruca, com sapatilhas pretas e vou pintada em tons de prateado.

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Os Pequenos Visitantes da Oficina

Tin Soldier: Creative Commons License Yutaka Seki via Compfight Ballerina: Creative Commons License SpeckledOwl via Compfight Red Moto:Reiterlied via Compfight  Mime: Creative Commons License Chico State School of the Arts via Compfight Cleopatra doll: Joachim S. Müller via Compfight

O Anel Mágico

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Creative Commons License Ilkka Jukarainen via Compfight

     Era uma vez uma princesa Marlia. Essa princesa tinha um anel mágico dado pela sua mãe que já tinha morrido. Esse anel fazia com que todos os animais de que ela gostasse falassem com ela.

      Um dia, foi passear no jardim do seu palácio e encontrou um lago, onde estava sentado um sapo, e ficaram amigos.

      Ela quis levá-lo ao seu palácio; quando chegou lá, o pai, que era o rei – muito poderoso e malvado  – quando viu o sapo, disse para ele se ir embora. E para que ele nunca mais voltasse, lançou um feitiço para ele nunca mais sair do lago.

     A pequena princesa ergueu-se e disse ao pai para parar de ser mau e para quebrar o feitiço do seu amigo sapo. O pai lamentou-se e quebrou o feitiço. Depois disso, a menina pôde trazer todos os seus amigos para o castelo e assim fez muitos amigos. E viveram felizes para sempre.

Carolina C, 6C

Aluna Convidada

O Ratinho Corajoso

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Joachim S. Müller via Compfight

     Era uma vez uma matilha de cães selvagens e loucos. Eles matavam um animal em cada hora. Viviam numa caverna especial, com muitos ossos e um terrível mau-cheiro.

     Um dia, um ratinho tão pequenino, ficou cansado, porque ele não podia atravessar a floresta por causa dos cães selvagens. Mas, no dia seguinte, ele conseguiu sair, porque a sua mãe lhe deu uma varinha.

      O Ratinho perguntou:

     – Mas porquê, Mãe?

     A Mãe do ratinho disse:

     – É de condão.

     Os irmãos do ratinho gritaram todos:

     – Boa Sorte!

The Wild Dogs were out to play.

Wild in Africa. via Compfight

     E o ratinho saiu. Na floresta estavam todos os animais a tremer de medo. O ratinho foi para essa caverna, cheia de mau cheiro. Os cães selvagens rosnaram:

     – Outro idiota!?

    O ratinho exclamou, apontando a varinha:

     – “Ridiculus”!

     E todos os cães selvagens se tornaram uns cachorrinhos a chamar pela mãe e correram com medo da escuridão da floresta. Então os lobos, as corujas, os veados, os esquilos, as raposas, os coelhos, os ouriços-cacheiros, os pássaros chamaram-lhe “o herói” porque ele salvou toda a floresta com a sua coragem.

Svetlana T, 5B

 

A Rapariga das Estrelas – III

     Cascades Mountain Scene

Russ Seidel via Compfight

      Ela decidiu comer os biscoitos e, de repente, começou a voar, mas sem conseguir controlar por onde ia.

      – Ah! – Gritou a Rapariga das Estrelas.

Oseus amigos pássaros, ao vê-la em pânico, pegaram nos três dentes-de-leão e deram-lhe.

Quando ela pegou nos dentes de leão, consegiuu equilibrar-se mas começarama por levá-la até às Estrelas.

 Quando chegou, viu que elas eram um mundo totalmente diferente, cheio de riachos da cor mais azul e cheio de árvores completamente verdes.

Ela virou-se e os seus amigos transformaram-se em pessoas como ela.

– Mas quê – Exclamou a rapariga.

– Olá, Estrela! – Ainda bem que voltaste! Sabes, tu foste para à Terra quando estavas a viajar e bateste com a cabeça. Nós ficamos aflitos, mas aquela área era desconhecida, então transformamo-nos em pássaros para ninguém desconfiar.

– Uau! Então esta é a minha casa?

– Sim, Bem-Vinda, minha amiga!

Maria S, 6C

A Rapariga das Estrelas – II

Dandelions

Creative Commons License Eamon Curry via Compfight

    – Estás bem? – Perguntaram os seus amigos pássaros.

     – Sim, estou, mas ainda não vou desistir de ir às estrelas – respondeu ela cheia de entusiasmo nos olhos tristes e quase a perder a esperança. – Por mais que tente, vou sempre cair no chão.

     Os anos foram passando e a rapariga não desistiu.

     Um dia, de repente, ela encontrou uma velhota com uns biscoitos estranhos, que pareciam ser rijos como o aço mas também moles como a espuma do mar. A velhota foi ter também com a menina e disse-lhe:

     – Olá, Estrela. Toma estes biscoitos e não deixes de acreditar nos teus sonhos.

      E apontou para cima.

     – Mas o meu nome não é Estrela!

     – Foi um palpite, sabes, porque queres ir tanto às estrelas? É porque tu vieste de lá.

     – O quê? – exclamou a rapariga, espantada.

     Quando olhou à sua volta, a velhota tinha desaparecido, mas deixara uma mala cheia de cartas, biscoitos e três grandes dentes de leão. Ela decidiu abrir as cartas e todas falavam no mundo que eram as estrelas e como eram belas.

     (Cont)

Maria S, 6C

O Amor Impossível

     

      Fits of depression come over the most of us. Usually cheerful as we may be, we must at intervals be cast down. The strong are not always vigorous, the wise not always ready, the brave not always courageous, and the joyous not always happy. (CH Spurgeon)

John925 (Seeing With New Eyes) via Compfight

      Quando o Amor é impossível, não há nada a fazer…

      Era uma vez um rapaz que estava apaixonado por uma moça… mas essa moça não queria nada com ele!

      Certo dia, fez-se a troca de lugares e a Diretora de Turma, “DT”, não sabia que a moça não queria nada com o rapaz…

       Então decidiu pôr a rapariga sentada ao pé do rapaz! A rapariga não queria acreditar no que se estava a passar…Não gostava de estar ao pé dele…O rapaz também não queria estar ao pé dela! Mas gostava à mesma, dela…

       Passado algum tempo, o rapaz não aguentou mais e teve de fazer uma serenata para ela, mas ela nem ficou comovida…E foi-se embora.

       O rapaz pensava que nunca se voltaria a apaixonar… O rapaz estava farto de que ela não lhe ligasse…mas também não sabia o que podia fazer mais…

       E é assim que começa e acaba o amor impossível.

Carolina F, 7B

Quando tudo acaba bem…

   1978  ... AMC - the twilight years!

James Vaughan via Compfight

     Era uma vez um senhor, chamado José Alves, que usava óculos. O homem ia para o trabalho no seu carro, com a sua mala. O carro avariou – ficou sem gasolina – eram 20h 00 da noite. Ele estava cheio de fome, pois já não comia desde as 18h 00 da tarde.

     Então, decidiu ligar para a Família. O irmão atendeu o telemóvel e foi buscá-lo.

     Depois, José foi para Paris e enviou uma carta para a Família que estava em Portugal. A Família só respondeu á carta três dias depois, já ele estava a regressar para Portugal.

     E é assim que, havendo um momento desesperante, depois acaba tudo em bem!

Gonçalo R 6A

Ágeis mas Perigosas

asleep ( #cc )Creative Commons License Martin Fisch via Compfigh

      Pelas florestas do mundo há criaturas que o mundo desconhece, ou melhor, que não quer conhecer. Ninguém imagina como são, mas eu sim, imagino-as ágeis e perigosas.      

     Ágeis, porque se escondem de todos, sabendo que o medo um dia vai acabar e que os humanos vão descobri-las e estudá-las, há umas que falam e que lêem e, claro, não podem faltar as gigantes sementes ou as minúsculas abelhas.

     E são perigosas: algumas sentem uma espécie de poderes mágicos, mais perigosos do que podes imaginar…

      E se encontrares uma, não te esqueças que são seres como tu, que sentem, que ouvem, que falam e que, apesar de não viverem da mesma maneira que tu, não as estudes. Porquê?

     Oh, “porquê?” é a minha pergunta preferida, mas a tua resposta, só tu a podes encontrar dentro de ti… Gostavas de ser estudado num laboratório a caminho da morte perpétua?

     Pelas florestas do mundo há criaturas e, não te esqueças, elas são ágeis e perigosas.

Francisca, 7A

(convidada da MadalenaC)

O Prédio Mais Alto do Mundo

     New York Skyline From Top of The Rock

Creative Commons License Lonni Besançon via Compfight

     Era uma vez um prédio com quarenta andares, situado no Dubai,até incluía um hotel lá dentro, que era do célebre multimilionário Rirrirró.

  •      No rés-do-chão estendia-se um bar muito acomodativo, uma sala e uma casa de banho toda em esmeralda.

     As paredes eram revestidas a ouro e, no primeiro andar, encontrava-se um mini-shopping com a kidzania lá dentro.

  • O segundo andar, dedicado á sétima arte, apresentava uma sala de cinema em 3D, cheia de magia Disney.
  •  No terceiro andar, esperava-nos uma sala de espetáculos, onde os melhores atores e atrizes do mundo eram contratados para atuarem no teatro do Rirrirró.
  •  O quarto andar estava reservado para uma piscina, ginásios e um Spa com materiais feitos de ouro.
  •  No quinto, erguia-se um estúdio com tecnologia de ponta, uma base de dados completíssima e um laboratório científico fantástico.
  •  O sexto andar incluía um restaurante giratório; no andar de cima, uma sala de jogos e uma pista de skate fantástica.
  •  Nos sétimo e no oitavo andares, morava o Rirrirró: uma casa luxuosa, com dois andares; no oitavo andar era onde o Rirrirró bebia e assistia a um pôr do sol lindíssimo.

Lourenço C, 6b

Os Cinzentos

     Daisy

Creative Commons License Chase Elliott Clark via Compfight

     Era uma vez um cão e um dono. Eram todos cinzentos: olhos, boca, focinho, pelos, pele, pés. etc. E tudo o que usavam e comiam era cinzento.

     Adiante. tudo aconteceu numa manhã de verão, o cão e o dono estavam a ir para o trabalho do dono em Cascais: era um pequeno café cinzento muito acolhedor que se chamava “Café Cinzento”.

     Uns minutos depois, lá tinham chegado, e logo de seguida, o dono pôs uma tabuleta na porta, a dizer “Open” e ele e o cão entraram. O cão sentou-se numa cadeira ao pé de uma grande janela com vista para o mar.

     E o dono foi para trás do balcão à espera de um cliente, até que sete minutos depois, entrou uma família de estrangeiros, o dono foi perguntar o que desejavam e o senhor da família respondeu:

      – Eram quatro panquecas, uma torrada, um galão, um sumo natural de laranja, dois copos de leite e acaba tudo com um obrigado.

     O dono anotou tudo com um lápis num pequeno bloco cinzento e depois foi em direção à cozinha.

     Exatamente sete minutos depois, vem com o pedido todo e a família come: quando o dono se apercebe de que a família já tinha acabado, leva a conta, que era de 8 euros; a família viu e deixou o dinheiro e um bilhete e foi-se embora com um grande obrigado.

     O dono foi à mesa e nem viu o dinheiro, mas pegou no bilhete e leu:

     ” Caro Senhor, gostamos muito de tudo: do seu café e da sua comida; por isso deixamos gorgeta. Esperamos que lhe corra tudo bem e, quando estivermos cá em Portugal, vamos sempre tentar vir cá. Obrigado.”

     O Senhor sentiu-se muito feliz e o cão, vendo a felicidade do dono, começou  a saltar de alegria e o dono também. Até que o cão pegou na nota e o dono reparou que era uma nota de 50 euros!

      Ficaram tão felizes que foram à praia comer um grande gelado e foram para casa. Uns anos depois, aquele pequeno café cinzento tornou-se um grande café cinzento com muitos clientes e o dono e o cão viveram muito felizes.

Madalena M 6C

A Vida Selvagem – IX

The Hunt!

Creative Commons License Nick Jewell via Compfight

      Os três irmãos foram dar um passeio com os seus animais. As panteras estavam sempre a brincar e a saltar para cima deles. O cavalo Trovão estava sempre a brincar com a Cinza; os cãezinhos gostavam de brincar com as panteras: gostavam de lhes morderem as orelhas.

     As panteras tiveram um bebé preto, mas muito preto, com os olhos azuis, como a Mãe. Passados três meses, nasceu um potro preto, com manchas brancas, ao contrário do Pai.

      Os cães eram grandes amigos e quiseram fazer uma caçada sozinhos, mas foram atacados por um leão! O Serra de Estrela queria proteger o seu amigo, mas, de repente:

      – Rrrrrrrrr!

      O Leão pôs-lhe a pata na cara e estava pronto para lhe dar uma dentada no pescoço, mas o cão Salsicha, para o defender, pôs-se à frente do leão e o leão matou-o. Mas soltou o Serra da Estrela e foi-se embora.

       A Loba Selvagem passou por lá, viu o cão Salsicha no chão e gritou:

      – Porquê?!

     O Serra da Estrela viu a dona, foi ter com ela e disse-lhe:

     – Foi um leão. Nós só queríamos que tu nos achasses fortes.

     E disse a Loba Selvagem:

     – Mas vocês são fortes!

Margarida L, 6B

O Animal Real que foi Inventado

cat #653

K-nekoTR via Compfight

     Era uma vez um animal que tinha umas orelhas de lince Ibérico, corpo de chita, carapaça de tartaruga, força de elefante e riscas de tigre.

     Um dia, ele foi passear e o lince Ibérico, o tigre comum, a chita comum, o elefante comum e a tartaruga comum disseram:

     – Que estranho! Foste inventado pelo cientista mais maluco que existe!

     – Eu sou como quiser. Hum! – Respondeu. – Vamos fazer o concurso do melhor animal. Concordam?

     – Sim! – Afirmaram.

     – 3…2…1…Vão!

      Correram. E o animal estranho e a chita ganharam. E atraíram todos os animais a gritar sem parar:

      – São os melhores do mundo!

       E quem ganhou foi o estranho animal. Mas quem será o dono? Na etiqueta diz que é o Miguel M.

(Teste de Português)

Miguel M, 5A

Querida Ana

suritigre_ana_sofia

Imagem: Zoo de New York 

Floresta dos Castanheiros 6 de Março de 2017

     Querida Ana,

     Estou muito feliz por me teres inventado.

    O meu nome é Suritigre, o meu pelo é fofo, castanho, com riscas brancas.

    Vou contar-te um pouco da minha vida: gosto de viver rodeado de árvores e de ter, ao pé das árvores, uma ribeira. Gosto do inverno: relva coberta de neve, o vento a refrescar-me. Posso comer mirtilos, framboesas e avelãs.

     Os meus amigos são o Timom e o Pumba.

     Sou muito pequeno e tenho a cabeça muito pesada, por isso, quando vou a correr, caio algumas vezes.

     Adorei o desenho que fizeste de mim e sou muito feliz.

Beijinhos para ti,

Suritigre

Ana Sofia D, 5B

A Vida Selvagem – VI

Here's Starin' at You!!!

Creative Commons License possumgirl2 via Compfight

      A Loba Selvagem e a Escura andavam sempre juntas e os seus cavalos, mas o Picasso ficou todo preto e a Loba Selvagem mudou-lhe o nome para Trovão.

     Um dia, o rapaz, que se chamava Roger, foi a seguir as pistas dos cavalos. As duas amigas estavam a andar a cavalo quando, de repente, apareceu o Roger e elas foram falar com ele para saber porque é que ele estava sempre a segui-las;  e  a Escura perguntou:

     – Por que é que nos segues?

      – Eu estou a tentar que vocês sejam minhas amigas. – Respondeu o Roger.

     A Loba Selvagem disse:

      – Ok, mas vens connosco para ver se o nosso pai aceita.

       E foram os três, mas o Roger estava amarrado. Quando chegaram, todos ficaram a olhar para o rapaz. Estavam num sítio muito escuro, num gruta gigante, com cerca de cem mil lobos! Quando o Pai viu o rapaz, disse para eles entrarem na gruta. Quando entraram, a Loba Selvagem perguntou ao Pai:

       – Pai, este rapaz quer ser nosso amigo!

      O pai respondeu:

      – Ok, mas ele vai ter de viver aqui, vai-se chamar Trovoada e vocês as duas vão ter de o ensinar. Está combinado?

       As duas disseram em coro:

        – Ok!

        Foram lá para fora e começaram por apanhar um cavalo. Apanharam um cavalo branco com uma mancha cinzenta na cara. Tentaram todos agarrar a égua e ele conseguiu montá-la. Depois, ele gritou:

      – Aleluia! O que acham de mim em cima da égua?

       – Estás bem fixe.  – Disseram a Escura e a Loba Selvagem.

       – Vamos chamá-lo “Cinza”.

        Elas não o viam mais como amigo, viam-no como irmão.

        Um dia, a Loba perguntou a todos:  

       – Quem quer fazer uma corrida de cavalos?

        E eles responderam:

       – Nós!

       Estavam a preparar-se e começaram a correr;  estavam a passar por árvores, rios, vulcões. Quem ganhou foi o Trovão, em segundo a Escura e em 3º o Trovoada.

Margarida L, 6B

A Vida Selvagem – V

   Buddies

Creative Commons License Amanda via Compfight

     Ela esperou e esperou… quando a Mãe chegou e o Pai, ela perguntou:

    – Mãe, Pai, eu posso montar cavalos selvagens? É que uma vez, vi um e gostei. E se eu puder, posso ficar com ele?

    O Pai e a Mãe responderam:

    – Não, os cavalos não são para montar! A Mãe pensou um pouco e disse: – Sim, mas vais ter de o acalmar, às vezes, por causa dos lobos. Mas nós vamos dizer-lhes para não o comerem.

     E o Pai acrescentou logo:

    – Lobos, não podem comer o cavalo da minha filha!

      A Loba Selvagem, com a sua irmã e melhor amiga, foram apanhar dois potros. O da Escura era branco, muito branco. O da Loba Selvagem era branco e preto às manchinhas. O da Escura chamou-se Silver; o da Loba Selvagem chamou-se Piicasso.

     Como elas não queriam que os lobos fizessem nada aos cavalos, fizeram um estábulo numa gruta para eles. Era grande, com muita palha no chão, para eles rebolarem. A gruta estava muito escondida. Até o animal que farejava melhor não conseguia encontrar! Tinham água e leite, com cenouras.

      Passados alguns anos, os potros eram cavalos bem fortes, e as irmãs saíam de casa a correr para irem ter com os cavalos. Tentavam sempre montar; a Escura ficou com uma cicatriz na boca e a Loba Selvagem também.

    Elas eram totalmente gémeas, mas as irmãs apanharam  diamantes para fazerem uns colares, para se distinguirem. A Mãe e o Pai começaram a estranhar, mas deixaram estar.

     Um dia, conseguiram montar e, de repente, os cavalos foram a galope para a cidade, para encontrarem o rapaz que seguia a Loba Selvagem. Encontraram-no, assustaram-se e voltaram com ele para trás.

Margarida L, 6B

A Rapariga das Estrelas – I

We choose to see Vol.002

Creative Commons License AM Renault via Compfight

      Era uma vez uma rapariga cujo sonho era ir às estrelas e não ia parar de tentar até lá chegar.

      “Um dia” – pensou ela – “se eu conseguir subir àquela árvore, talvez consiga ir até às estrelas.”

     Então, ela subiu e caiu.

     – Nós avisamos-te! – disseram os seus amigos pássaros.

     A rapariga das estrelas olhou para os seus amigos com um sorriso. Ela,  que era alta como o céu, mas não o suficiente para chegar às estrelas, tinha um cabelo cor de chocolate, olhos de esmeralda e um olhar cativante. A sua pele era branca como a seda e tudo fazia para proteger os seus amigos. E acreditava mais do que tudo nos seus belos sonhos e desejos.

     Então ela pensou: “Se a árvore não resultar, vou tentar com balões.”

     Então tentou e caiu.

(cont)

Maria S, 6C

Todos os Desportos – I

    eder-portugal-france-uefa-euro Imagem: Goal.com

     Era uma vez um desportista profissional e a sua especialidade era ser futebolista. Começou a sua carreira com doze anos; já estava no Benfica, a jogar muito bem.

     Os anos foram passando; quando tinha dezoito anos, não queria imaginar que tinha sido chamado para a Equipa A, primeira divisão do Benfica! Ele nem acreditou e aceitou logo a proposta.

     No primeiro dia de treino, estava muito ansioso por conhecer os jogadores e também o treinador. Este, no fim do treino, disse-lhe:

      – Jogas muito bem! E amanhã vai ser titular contra Benfica-Sporting.

     Nesse jogo foi logo elogiado pelos adeptos, jogadores e olheiros (1), especialmente pelo treinador de Portugal.

     Logo no dia seguinte, recebeu uma chamada do treinador de Portugal, a dizer que estava convocado para o Mundial, na Rússia! Ele ficou super, mas super-contente e aceitou nesse instante. Os patrocínios que ele recebeu foram Nike, Adidas, Reebok e Ripcurl.

Lourenço C, 6B

(1) Olheiros são os que observam os jogadores e depois dizem aos treinadores as qualidades desses jogadores. 

Ghostly, o Terrífico

Halloween Doodles

Iva Wilcox via Compfight

     Primeiro dia de Halloween em Portugal. As coisas assustadoras irão acontecer, ah ah ah!

     Um homem que vivia em Nova Iorque era o homem que teve a ideia do Halloween: chamava-se Ghostly.

     O Ghostly, em Nova Iorque, no dia 31 de Outubro, em 1900, foi mascarado do pior palhaço que podia haver no planeta Terra, porque tinha dois caninos de vampiro. Outro homem que também vivia em Nova Iorque, tinha medo dos palhaços. Então decidiu denunciar o Ghostly.

     O Ghostly não tinha comido desde o dia 1 de Outubro de 1900, o dia em que ele foi vampiro e começou a estar obcecado por um grupo de palhaços. Então, como ouviu que o homem ia fazer uma denúncia, o Ghostly atacou e deu-lhe uma mordidela tão forte que ele disse: “Polícia!”.

     A polícia não ouviu e estava ao fundo da rua a beber café. O homem medricas foi lá fazer a queixa e o Ghostly foi preso, às 23 horas, quando todas as pessoas iam fazer “doce ou travessura”  e à espera que o Ghostly os assustasse.

    Ghostly ficou preso trinta anos. Então pensou para si próprio: “Eu não vou arriscar mais aqui a minha vida. Vou para o país mais pequeno do mundo: Portugal – e assustar as criancinhas.

     Nos anos seguintes, o Halloween nunca foi abandonado por Portugal, só por Ghostly que tentou concretizar o seu sonho, que era todos os países festejarem o  Halloween.

     Em Portugal, no ano 2016, foi quando houve mais pessoas a mascarar-se e a assustar as crianças e até os adultos.

     Vais a “Doce ou Travessura” e quando bateres na última porta, alguém vai-te dizer uma coisa tão assustadora que tu não vais conseguir voltar para casa.

     Vais ficar numa casa, o nº13, onde estará uma velha que te vai dar todos os doces que irá haver na mesa. E quando fores embora, vais ouvir dizer: 

       – Espera.

Vais virar as costas e a velha vai tirar a máscara: é o Ghostly, que neste dia, decidiu assustar-te a ti.

    Atenção, atrás de ti pode estar o Ghostly.

Sofia L, 9C

A Aventura da Pomba

Pigeon vol

Jacques Caffin via Compfight

       Era uma vez uma pomba. O seu nome era Flyer.

     No dia 1 de Dezembro de  2016, ela acordou às 5 horas.

    – Ainda é muito cedo! – Exclamou o Flyer.

     Apanhou as suas Adidas e subiu as escadas. Na cozinha, pegou no pão e comeu-o ao pequeno-almoço. Depois, pegou na mochila e arrumou as Adidas na mochila. Um amigo dela disse:

     – Acho que vais à Serra da Estrela.

     A Flyer respondeu:

     – Sim, mas para fazer o quê?

    – O amigo deu a Flyer muitos euros.

     – Obrigada! – disse a Flyer. E voaram.

     A 1234 km da Rússia, o vento estava tão forte, que a Flyer achou que já estavam em Portugal. Mas ela voou com o vento e… já estava em Tchernobyl!

     E a Flyer voou para a zona de exclusão. Quando atravessou a ponte Prypiat, encontrou um brinquedo, uma espada de plástico e continuou. Em Kopachi, encontrou um gato que queria comer a pomba. Flyer fez isto: voou e espetou a espada no olho do gato. O gato, sem olho, gritou e correu.

     Passada uma semana, a 8 de Dezembro, ela chegou a Portugal, à Serra da Estrela. Pagou o quarto do hotel e foi para a cama às 23h 50.

(TS de Português) Svetlana T, 5B

 

A Aventura de Flyer – II

pigeon dans un ciel bleu

jean pierre PRON via Compfight

     Flyer estava na Rússia. Ela estava a pensar:

    – Onde é que eu vou passar o meu verão?

     Ela estava a pensar:

   – Tchernobyl? Não, há demasiados gatos e cães. E os ursos acordam-me.

    – França? Não, os franceses vão me comer.

     – Alemanha? Sim, é uma boa ideia!

     Ela voou para Berlim, durante a noite. Foi dormir numa rocha e, de repente, acordou.

     – Isto é Rammstein?

     Ela ouviu: “Du hast du hast du hast me?”

    Foi para o palco e pousou no ombro do solista. E cantou também: “Du hast du hast du hast me?”

     A Flyer era fanática dos Rammstein. Cantou toda a noite.

     Voou para a Rússia a 12 de Junho.

Svetlana T, 5B

A Viagem a Outro Planeta

   Trip To Mars

Creative Commons License Naomi via Compfight

      Era uma vez um rapaz que se chamava Duarte e não tinha nada para fazer. Então, pensou em ir dar uma volta com a sua cadela.

     Quando o Duarte estava a passar por uma casa assombrada, ouviu um barulho vindo de lá de dentro, por isso entrou na casa e viu um cubo com um botão.

     Quando o Duarte chegou a casa, carregou no botão que fez com que ele fosse parar a Marte: viu lá uma Galinha! Tinha três olhos, um bico vermelho mais pequeno e mais quadrado que o normal, com uma cauda maior que as normais e com três caudas mais pequenas coladas á grande; tinha três patas e as penas eram azuis.

     E foi esta a viagem a Marte!

Duarte S, 6C

A Vida Selvagem – III

Verulven

Anya Sergeeva via Compfight

     A loba selvagem tinha saído da gruta a correr; o pai chamou-a, mas como ela não queria parar, olhou para trás, continuou a correr e disse:

     – O que aconteceu? – E foi bater na parede.- Au! O que foi, pai?

     O pai respondeu:

     – Eu só queria dizer adeus! Mas só mais uma coisa: tens uma surpresa lá fora.

     Ela foi a correr lá para fora: estava lá uma loba que era a mãe dela, que tinha estado desaparecida durante seis anos, desde o dia em que tinham fugido da outra caverna.

    E ela gritou de felicidade:

    – Mãe! Tinha tantas saudades!

     O pai foi lá fora e disse:

     – Onde estavas este tempo todo?

       – E a filha perguntou:

     – Mas esta não era  a tua surpresa?

     E o pai disse:

     – Não, o teu presente era um bolo de aniversário que encontramos no meio da floresta, eu não estava à espera  da tua mãe que estava desaparecida!

(Continua)

Margarida L, 6B

Lucy na Universidade – I

     Victoria Learning Theatre

UBC Library Communications via Compfight

     Chamo-me Lucy. Nasci num lugar desconhecido que nem eu sei onde é. Neste momento, vivo com uns senhores muito simpáticos, que cuidam de mim. Essa família é impecável e, para mim, são quase pais.

     Na semana passada, inscrevi-me numa Universidade para estudar Economia, mas não estou confiante de entrar.

     Instalei-me numa Residencial Universitária e, a certa altura, ouvi um barulho: “Dim, dom, dim, dom”. Era a campainha! A minha mãe adotiva tinha chegado. Abri a porta e dei com ela cheia de sacos de compras. Ajudei-a a levar as compras para a cozinha e depois fui para o meu quarto estudar Inglês.

     Quando estava a estudar, ouvi um outro barulho: “Drim”. Era uma mensagem. Fui ver: era a minha melhor amiga, a Liza, a perguntar se eu já tinha entrado na Universidade. Eu respondi que ainda não tinha recebido a confirmação. Então, a minha mãe adotiva chamou-me e eu desci as escadas e fui ter com ela. A minha mãe deu-me uma carta muito pequenina: as cartas grandes costumam ser boas, mas as pequeninas…

     Eu, Lucy, com medo  e muito nervosa, abri a carta: estava lá dentro uma cartolina muito grande, dobrada num retângulo muito pequeno. Dizia:

     “Caro Encarregado de Educação, o seu Educando foi admitido. Deve apresentar-se a 15 /09/2025 para a receção dos alunos do primeiro ano universitário.”

     Dei um grande abraço à minha mãe e fui para o quarto muito feliz. Lembrei-me de enviar uma mensagem à Liza, a dizer que tinha entrado; mandei e, poucos segundos depois, Liza respondeu-me a dizer: “Que bom, amiga, como eu também entrei, vamos ficar juntas!” E eu respondi “Ya, que fixe!”

     Passados quinze dias, numa manhã cheia de sol, entrei numa sala imensa, cheia de colegas que não conhecia.

(Cont)

Madalena M 5C

Uma Amizade à 1ª Vista

   Musa & Tecna ~ DSCN96986_Winx_Musa_Tecna_

applecandy spica via Compfight

    Dia 15 de Setembro de 2015 : eu acordei numa manhã invernosa. Saí da cama e espreitei por entre os estores: vi o meu jardim todo cheio de neve, e, nisto, oiço uma voz:

     – Madalena, já acordaste?

     Era o meu Pai e pensei: ” Hoje é o primeiro dia de aulas”. Fui pôr a farda da escola à pressa e fui com o meu pai e a minha irmã para o carro. Fomos para a escola.

     Eu estava cheia de vergonha, então, agarrei-me ao meu pai, até que entrei para a sala; quando lá entrei, só pensava: “Queres ver que não vou gostar desta escola?”

     Até que uma menina veio ter comigo e perguntou:

     – És nova?

     E eu respondi:

     –  Sim, porquê?. Ela respondeu:  

     – Por nada, mas podemos ser amigas?

      E eu disse:

      – Claro que sim!

      Então começamos a ser amigas. Um dia depois, ela apresentou-me as amigas dela: a Xixica, a Carolina e a Beatriz. Logo depois, a Xixica disse:

     –  Tu não andavas numa escola chamada “Chupeta”, quando eras bebé?

     Eu respondi:

     – Sim, porquê?

     – Eu também – disse a Xixica.

      – Ah, então é daí que conheço a tua cara!

      – Que fixe termos ficado na mesma turma, como em bebés! – exclamou a Xixica.

      – Yah, e assim já tenho uma amiga de quando era pequena!

      – Acho que vamos ser grandes amigas! – disse eu.

      E foi isso que aconteceu: ficamos cada vez mais amigas, melhores amigas, e agora acho que nunca mais nos vamos separar!

Madalena M, 5C

Um Cão Brincalhão

Silvia Sala via Compfight

     Numa certa manhã de Outono, o meu dono estava a dormir, enquanto eu estava ocupado a brincar com um monte de folhas que ele tinha juntado ontem.

     Quando o meu dono acordou, eu ouvi-o a descer as escadas e chegou ao jardim com um saco de plástico, pronto para apanhar o monte de folhas com que eu tinha brincado esta manhã.

     Quando ele chegou ao jardim, ficou a olhar para mim, boquiaberto, e eu fiquei feliz ao vê-lo, porque assim ele podia ver o magnífico trabalho que eu tinha feito. Mas quando reparei na sua cara de mau, pensei que alguém tinha feito alguma coisa… Mas como? Só estávamos lá os dois!

     Reparei que era comigo, mas eu não estava a perceber, porque eu não tinha feito nada de mal…Mas quando vi que ele tinha um biscoito na mão e não mo deu, eu fiquei mesmo a perceber que tinha feito algo de mal.

     E ele disse-me:

     – Por que é que voltaste a fazer o mesmo de ontem, a desmanchar o meu monte de folhas?

     – Ão, ão, ão!

     Fiquei muito triste, por, no dia seguinte, o meu dono não me dar a ração – de que eu não gosto – nem me trazer um miminho do supermercado. Por isso, os cães que me estão a ler esta narrativa, nunca façam isto aos vossos donos!

(TPC de Português) Madalena C, 7A

O Violino Mágico – II

     v for violin

NFarmer via Compfight

    Três livros numa prateleira, ninguém sabia de onde tinham aparecido, pois antes a prateleira estava vazia, mas no ano em que os três bebés nasceram, sem cabelo, fizeram uma festa e a senhora da biblioteca gritou:

     – Calem-se! São bebés!

      Mas como bebés fazem festas? Talvez os bebés façam festas, talvez os bebés fossem especiais, talvez a Srª da biblioteca fosse demasiado má. Mas isso não importa, o facto de os livros terem aparecido é que era estranho; se calhar, eram dos bebés.  

     Os bebés encontraram um livro que abria uma passagem secreta onde havia 1000 escudos, mas os bebés não eram burros, foram de elevador e, no fundo, encontraram um violino mágico. Um homem misterioso, disse:

      – O que fizeram, seus bebés doidos? 

      Mas que grandes bebés! Aquilo sim, eram bebés! Os bebés pegaram no violino e foram-se embora, virando a fralda e tocaram magnificamente violino. A senhora da biblioteca cantava muito bem e fizeram uma banda. Mas essa banda não durou muito, porque a senhora cantava como uma vaca a dar à luz. 

      Mau! eu não percebo se a senhora cantava como uma vaca a dar à luz ou se cantava bem, talvez certas vacas a darem à luz até cantem bem, mas adiante. Os bebés tornaram-se super-estrelas, mas talvez o violino é que fosse uma estrela. 

     Os bebés cresceram e, até ao fim das suas vidas, a Banda foi um sucesso, e a senhora da biblioteca voltou para a Banda, pois sem ela, eles não eram nada. Mas no fim descobriu-se que o violino era de plástico e tinha sido comprado no “Chinês”.

   Texto a 3 Mãos: exercício de “nonsense”; improviso de escrita alternando os autores segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra

Matilda M, Bernardo M, Vasco S

Sob o Signo das Párabolas

paraboleanime

Imagem: Kindness of mathcurv.com

           A palavra Parábola remete para uma figura geométrica cujo movimento curvilíneo ascende para o alto. Etimologicamente significa, na origem grega, lançar (ballein) para o lado (para).

     No contexto da espiritualidade, a palavra significa uma breve alegoria, onde se distingue, por assim dizer, “um corpo” – conjunto de elementos familiares à nossa experiência concreta – e ainda “uma alma”: uma sequência de ideias paralelas às primeiras, que se entrelaçam num plano superior e que induzem uma alteração na vida daquele que escuta.

     Os relatos originais dos Evangelhos começaram por ser folhas volantes, passando clandestinamente entre as comunidades recém-nascidas. Nelas ficaram consignadas esta mão-cheia de histórias pequeninas com o nome de Parábolas.

     Tão inocentes que qualquer criança as pode recontar, elas induzem, no entanto, um dinamismo transformador no íntimo daqueles que as escutam. Pretendem realizar algo de inédito neles, atraindo-os da segurança humana onde tendem a instalar-se, para o seu inaudito impulso ascendente.

     Contudo, o dispositivo que se despoletou na escuta da Parábola permanece oculto e indisponível ao nosso controlo. Por isso, ela não se esgota numa interpretação única, e pode sempre libertar a energia de um sentido novo.

    Sob o signo das Parábolas, alunos e educadores do CAD, neste ano recém-nascido, somos assim confiados uns aos outros, levados na aventura da  Inovação.

OE

Fugi de Casa

   Have Stick, Will Travel

gfpeck via Compfight

     Minha Doce Clara,

    Quando a Mamã veio do hospital contigo nos braços, nem imaginas, sentia-me como um vulcão, nem consigo descrever! Passaram-se alguns dias e ia pensando que os pais já não gostavam de mim.

     Então, para eles me darem mais valor, fugi de casa. Durante dez dias estive em casa da Tília, a minha melhor amiga ( é óbvio que eles não sabiam que eu tinha uma nova melhor amiga). Quando cheguei a casa, a mãe perguntou:

      – Então, foi bom, em casa da Joana?

      Ela pensava que eu tinha ido dormir a casa da minha antiga melhor amiga. Respondi como se tivesse sido insultada:

     – Foi, foi muito bom ter fugido de casa para ir para casa da Tília. Caso não saiba, é a minha nova melhor amiga, mas de certeza que não sabe…

      A minha mãe começou a chorar e disse:

      – Eu sabia! Sou horrível, sou a pior mãe do mundo!

      Não consegui resistir, abracei-a e disse:

     – Mamã, a mãe é a melhor mãe do mundo, eu é que sou a pior. Mas isto é por causa da Clara: ela destruiu-me a vida!

      A minha mãe sorriu e disse:

     – Isso vai passar, meu amor! A Clara só quer ser como tu!

Matilda M 7A

Espelho de Mundos

   Twin Jackets

Andrew Griffith via Compfight

     Maria Luísa estava muito atrasada para chegar à Escola onde trabalhava. Sentia-se como uma grávida quase a dar à luz: ia ter uma reunião muito importante com a Diretora da Escola.

     Quando estacionou o seu carro podre de velho, viu, no lugar onde costumava estacionar, um porshe “cayenne” prateado. Foi a correr até chegar à Escola; ao passar a passadeira, a sua saia hippie, rasgou-se; muito envergonhada, mas com pressa, foi para a sala de reuniões.

    Quando chegou, o Sr. Pedro, sub-ajudante da Diretora, perguntou-lhe:

    – Porque mudaste de roupa? Aquelas calças justas, camisa larga branca e as botas de cowboy eram muito mais giras…

    – Cala-te, estou com pressa, tenho de ir para a reunião.

    – Ó Luísa, mas tu já lá estiveste! Não me digas que não te lembras! Ah, ah, ah!

    – Não pode ser, só cheguei agora ao Colégio!

     – Não me digas, tens uma irmã gémea?

     Então, nesse preciso momento, a Maria Luísa, (a Outra) entra na sala. Olham-se as duas, radiantes, e desmaiam!

     A Luísa acorda na sua cama, aliviada, mas o que não sabe é que a outra Maria Luísa também acorda aliviada do outro lado do mundo…

Matilda M, 7A

Aproveitar a Vida

    Sunset Season [Explore 10/29/2015]

W. Tipton via Compfight

     Num belo dia, cinco lindas raparigas, a Sofia, a Bárbara, a Ana, a Marízia, a Cátia e a Rafaela, já não podiam ouvir os professores: eles não paravam!

     Então, a Sofia teve uma excelente ideia e perguntou às amigas:

     – E se nós fôssemos ver o por do sol ao fim do dia?

     Todas acharam uma magnífica ideia, embora a Cátia e a Marízia não quisessem ir, pois queriam ir para  Biblioteca ver “Animos”, elas estavam tão viciadas que só viam um computador à frente e não sabiam o que era o por do sol e aproveitar a vida.

     E a Ana também não queria ir, pois ela gostava de chegar a horas às aulas. Só a Bárbara e a Rafaela é que aceitaram a ideia da Sofia. As três conseguiram convencer as outras amigas para irem todas ver o por do sol.

     Então foram à praia de Cascais, aproveitar o pôr do sol, ver as ondas do mar e cheirar a maresia. A praia estava enorme, não havia ninguém, a maré estava baixa e as gaivotas, sem perceberem, todas pousaram fazendo um coração de amor para o dia de S. Valentim. Elas ficaram espantadas a ver o belíssimo por do sol e chegaram a distrair-se com as horas. Já tinham passado 45 minutos da aula espedial ao fim da tarde!

     Subiram a correr pela avenida acima, e, quando chegaram à Escola, tiveram que ouvir um belo raspanete da professora de Matemática. A professora perguntou-lhes logo:

       – Meninas, onde estiveram?

     E a Rafaela, como também estava mal disposta, respondeu da mesma forma:

     – Estivemos a aproveitar o por do sol! E a turma toda devia fazer o mesmo, pois já ninguém aguentava as aulas.

      Então, no dia seguinte, a turma levantou-se toda e foi até à praia aproveitar o cheiro das ondas do mar e ouvir os pássaros cantar.

     A professora de Matemática foi fazer queixa à Coordenadora, que disse:

    – A vida  dos alunos não é só números; não podemos pressionar tanto os alunos. Eles têm que aproveitar a vida. Mas, ao mesmo tempo, têm também que aproveitar o futuro, preparando-o desde agora, e também com a Matemática.

     A professora sentou-se na sala a pensar no que a Coordenadora  tinha dito. E conseguiu perceber que a vida, é não só Matemática, mas também o por do sol e que os dois são viver, aproveitar!…

Sofia L, 8C

O Violino Mágico – I

   For Sale

Creative Commons License Randen Pederson via Compfight

     Havia um  Violino mágico que encantava toas as miúdas e todas gostavam de o ouvir. Então, um dia, uma rapaz começou a tocar e ele deixou de encantar as miúdas.

     Talvez a culpa não fosse do violino, talvez o violino fosse um violino como qualquer outro, mas por várias coincidências, sempre que alguém o tocava, tocava-o bem.

     Talvez as pessoas que o ouviam tivessem deixado de gostar das músicas, mas, enfim, o violino foi abandonado na lixeira. Passados três meses, o violino preparava a sua vingança contra as pessoas: queria torná-las escravas e, aquelas que recusassem, morriam.

     Mas que violino este… após muito pensar em como o fazer é que se lembrou de um importante pormenor… É que era um violino. Era um violino e os violinos não andam nem batem nos escravos e tudo o que um violino faz  é tocar belas músicas.

     O violino percebeu o quão mau tinha sido e que podia ser para sempre abandonado, pois ninguém quereria um violino como ele. Ficou muito tempo abandonado e pensou numa maneira de ser desculpado, mas não, nunca foi desculpado: foi para a Flórida, viver e foi posto à venda por 100 000 000 Euros.

    Houve um homem, que adorava música e comprou o violino para os seus empregados tocarem. Do nada começou a haver um apocalipse de Zoombies, mas o violino acalmava-os e punha-os a dormir, até que um dia, este violino, que custou um número que não sei ler, envolvido como os outros violinos dos outros textos, entre zoombies e diabos. Sem pessoas normais.

     Ele foi para a Nasa e partiu de foguetão para Vénus, onde ficou a viver num país chamado Vétoquis onde foi comprado por um Vénotis.

     Então a polícia espacial apanhou o violino e todas essas pessoas. Durante dez anos ficaram à espera do seu castigo e, quando o descobriram, ficaram histéricos de medo: o castigo era ser atirado para um buraco negro. E viveram felizes para sempre.

[Continua]

(Texto a três Mãos)

Vasco S, Bernardo M, Matilda M – 7A

Voando num Papagaio de Papel

Orillia Ontario Canada ~ Leacock Museum ~ Boat House

Onasill ~ Bill Badzo via Compfight

Dedicado a Carolina F

     A Carolina soltava papagaios na praia do Guincho sempre que estava vento; nas tardes de calmaria, o seu papagaio colorido oscilava como um caracol hesitante e ela perdia o entusiasmo por este desporto. 

      Vivia numa casa singular: ficava no meio de um lago, rodeada de água de um azul profundo, por todos os lados. Só podia sair de barco, quando o Pai a levava, na sua lancha rápida que deixava um sulco branco na superfície espelhada das águas.

      Por isso Carolina ficava muitas vezes a vigiar os ventos na sua janela que tinha grades onduladas de ferro forjado e um canteiro de flores azuis. Ela sonhava poder um dia sair sem a ajuda do Pai, voando, suspensa, no seu próprio papagaio de papel.

(texto  construído a partir das palavras atribuídas aos desenhos improvisados com as letras do nome

C – A – R – O – L – I – N – A; segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida da Fonseca Santos.

Exercícios Criativos

OE

As Maiores Amigas

Campsite

David Kingham via Compfight

     As melhores amigas não se conheciam, mas os pais delas eram amigos, só que nunca tinham apresentado a Inês e a Carolina…

     Numa tarde, o pai da Carolina combinou um jantar com os pais da Inês e tinham que levar as filhas.

     Quando chegaram ao restaurante, já sentados, chegaram os pais da Carolina. Qual não foi o seu espanto, ao saber que os pais das duas eram velhos amigos!

     Combinaram então um acampamento numa floresta deliciosa. Quando chegaram, todos juntos ao local do acampamento, decidiram que os pais das meninas ficariam em duas tendas e elas partilhariam uma pequena tenda roxa que tinha uma janelinha de plástico transparente.

     As duas amigas contaram segredos e davam risadinhas á doce luz de uma pequena lanterna. Lá fora, ouviam-se ruídos: o piar das corujas e o sussurrar dos ventos nas folhagens.

     Depois desses cinco dias, foram para a escola e souberam que frequentavam a mesma escola há muitos anos, só que em turmas diferentes e ficaram as melhores amigas para sempre!

Carolina F, 6C

Uma Casa Assombrada

The House

Russ Seidel via Compfight

     Vivia numa casa assombrada, um casal com apenas 70 anos. O marido sabia que a casa estava assombrada, mas não quis preocupar a sua mulher.

     Alguns dias mais tarde, a Leopoldina começou a ouvir zumbidos vindos da cozinha e pensou que estava a ficar paranóica. Mas confirmou que não estava…

     Chamou três amigas dela e, à noite, as três amigas fugiram de casa, pois tinham ouvido zumbidos vindos da cozinha. Então, Leopoldina, pegou num taco de golf e foi até lá.

     Quando se ia a aproximar, levou uma tacada muito forte na cabeça e desmaiou. Seu marido ligou logo para o 112 e ela foi de emergência para o hospital.

       Sua mulher estava em muito mau estado. Passadas duas horas, o médico veio dizer ao Marcelo que a sua mulher Leopoldina tinha de ficar mais tempo no hospital, mas em breve, estaria já em casa.

     Mistério ainda por resolver…

Carolina F, 6C

O Gato Frederico

Wanna be your friend !

Rinaldo R via Compfight

     O Gato Frederico tinha muitos amigos.

     Certo dia, Frederico estava a brincar com um dos seus amigos, que era um ratinho pequenino e, sem querer empurrou-o, mas aproveitou e comeu-o, pois ficou com a impressão que ele lhe tinha saltado para dentro da boca.

    O Frederico, ao reconhecer o disparate que tinha feito, começou a chorar…. O João ouviu-o a chorar e perguntou o que se passara, mas Frederico pensava que João era má pessoa e nunca tinha ido com a cara dele.

  
     Passado algum tempo, Frederico perdera todos os seus amigos, por ter comido o Titio…
     Frederico pensava na sua vida, no parque; o João ia a passar e viu-o sentado. Decidiu dizer-lhe que o amigo Titio estava vivo e que se ele abrisse a porta, os seus amigos estariam todos ali.

    Isto quer dizer que não podemos julgar os outros.

                                                                                                       Carolina F, 6C

A Vida Selvagem – II

galaxies and hurricanes via Compfight

     Ela comeu muito pouco, porque estava a pensar como seria a vida dos humanos  normais. Um dia, ela foi ter com os humanos na Cidade e chocou com um rapaz da idade dela, só que o único problema é que ele era caçador de lobos!

     O rapaz disse:

     – Olá, como te chamas?

    Mas ela, como estava nervosa, fugiu. Ele foi atrás dela, só que ela foi para a floresta, subiu a uma árvore e ele não a viu. Ela, entre as folhagens, deu uma risadinha. Ele ouviu e levantou a cabeça, à procura…

     E lá estava ela! Mas saltou de árvore em árvore e foi tão rápida, tão rápida que, quando ele conseguiu subir, ela já tinha desaparecido.

    – Subi isto tudo para nada!

     Ela foi ter com o pai para dizer que tinha encontrado um urso maior ainda. Lá foi a caçada de novo: toda a alcateia a correr, ela ia pelas árvores e os outros pelo chão. E ela fez ao urso a mesma coisa que no outro dia.

     Mas a única coisa diferente foi que o rapaz conseguiu encontrá-la. Ela deu-lhe um murro, para ele desmaiar e levou-o de rastos para a cidade. Como desceu a montanha, ele foi sempre a apanhar com pedras na cabeça.

      Entretanto, como começou a chover, as pegadas e os rastos desapareceram.

      Ela voltou para a toca dos lobos. O rapaz acordou e não viu a rapariga. Estava com a roupa toda castanha, porque ela tinha-o arrrastado pela lama!

      – Tanto trabalho que eu tive e agora é isto que acontece! O pai dela ficou furioso quando descobriu que ele conhecia a filha dele:

       – Eu já percebi. Tu conheceste esse rapaz. Não foi?

       E disse a filha, a mentir:

      – Não, pai, não o conheci.

      – Pois, pois, o meu nariz não me engana. Vamos jantar. Não faz mal tu teres conhecido esse rapaz, desde que me prometas que não  voltas a falar com ele.

      E ela respondeu:

      – Ok, Pai. –  E foram jantar.

       No dia seguinte, o rapaz esteve a investigar o rasto que tinha deixado e descobriu a rapariga numa montanha com a alcateia.

(Continua)

Margarida L, 5B

Um Sonho Realizado

 

Rafa Nadal

mirsasha via Compfight

    Era uma vez uma menina que adorava jogar ténis! Ela só falava em ténis, só ria com ténis, aquilo para ela era…

    Ela começou a jogar ténis com 3 anos em casa dos avós, com o pai;  o pai jogava muito bem e ela gostaria de um dia chegar a ser igual ao pai. Sempre que ia a casa dos avós, ela passava o dia todo a jogar ténis com o pai; o pai dela adorava que ela fosse jogadora de ténis profissional.

     A maria foi crescendo e crescendo, até que já jogava ténis num clube, todos os dias, em competição: tinha ela 7 anos, jogava muito bem, a todos os torneios que ia, ganhava!

     Até que, com 12 anos, ela ganhou o Campeonato Nacional e ganhou vários Campeonatos Internacionais. Nesse mesmo ano, Maria foi convidada para ir para uma Academia na América do Norte, onde ficou  a viver. Tornou-se uma grande jogadora, alcançando a pessoa que ganhou mais títulos de sempre. Claro, sempre ao lado do seu pai e do seu avô!

     Ainda como profissional de ténis, conheceu um rapaz americano, pelo qual se apaixonou e, depois de reformada, teve uns belíssimos dois filhos que também jogavam ténis os dois, muito, mas muito bem!

     E assim, Maria teve um vida fantástica, com um marido querido, de quem ela gosta muito e com dois filhos fantásticos também, a Carlota e o Manuel, ambos jogadores de ténis.

     E, claro, realizou o seu verdadeiro sonho: foi uma grande jogadora que  mais ninguém a vai conseguir bater com tantos títulos, mas também tem de agradecer muito ao seu pai e aos seus avós que a acompanharam sempre!

Luisinha R P, 8B

Sofia e a sua Páscoa

One and Other-Paper Planes

Feggy Art via Compfight

     Uma semana antes da Páscoa, Sofia tinha recebido todos os testes, e tirou muito boas notas!

     No dia seguinte, foi para uma aldeia no Alentejo, pois tinha lá uma parte da sua família e já não os via há dois anos. Estava com muitas saudades, principalmente, da sua tia Nanda que fazia as melhores panquecas de Portugal Continental, mas também era muito simpática.

     Ela e Sofia davam-se muito bem, às vezes iam as duas buscar jornais, para fazer aviões e para os atirar, no campo, para o sítio onde fossem parar, até que um dia, estavam as duas em casa da Tia Nanda e a polícia veio bater à porta para pedir uma explicação e o porquê de atirarem os aviões!

      E a tia Nanda pediu muitas desculpas e disse que não voltava a acontecer, mas claro que ela disse aquilo da boca para fora. Na noite seguinte repetiu-se a mesma cena!

Mafalda C, 8A

Cliar, a Menina das Flores

   Radiating colours

petrOlly via Compfight

      Era uma vez uma menina que adorava flores, orquídeas, girassóis, margaridas, enfim, todo o tipo de flores.

     Um dia, ela estava a regar os 140 tipos de flores que tinha no jardim, quando viu um cometa roxo a cair para as suas flores. Ela ficou super furiosa, até que tentou dar um pontapé no cometa, que era pouco maior que o dedo mindinho dela, mas não conseguiu, pois quando ia pegar nele, este pesava toneladas.

     Cliar pensou como é que uma coisa tão pequena podia pesar tanto. Bem, entretanto, ela desistiu de tentar pegar no cometa e, como já eram 20h 30, foi tomar banho, vestiu o pijama e, quando ia a olhar para a janela, a mãe chamou-a:

     – Cliar, anda Jantar!

      Cliar desceu as escadas e contou à mãe o que se tinha passado. Esta achou tudo uma fantochada e começou-se a rir. Cliar disse:  

     – Ah estás-te a rir? Então vem cá!

     Cliar chamou a sua mãe à rua e gozou com ela:

     – Vês, não é fantochada, eu tinha razão.  

      A Mãe virou-se para ela:  

     – Razão sobre o quê? Não está aqui nada! Ai filha, como tu tens tanta imaginação. Ah, ah, ah! Vou mas é ligar ao teu pai, para saber se já chegou a Espanha. Vá, vai para a cama, porque acho que isso também é cansaço.

     Cliar foi para a cama e, no dia seguinte, acordou em cima da sua almofada. Perguntou-se logo porque é que as coisas tinham aumentado. Bem, ela não ligou pois pensou que fosse um sonho.

     Mas ao sair da cama, parecia que estava a cair de um prédio, o que vale é que o tapete era fofo. Com todos aqueles fios, Cliar perdeu-se no seu próprio tapete, até que encontrou o caminho. Saiu do quarto e foi para a casa de banho; quando tentou subir para a sanita, ia caindo lá para dentro. Conseguiu resolver o problema e, nesse momento, a mãe chamou-a; ela respondeu que ia já.

     Mas com um corpo tão pequeno, não se ouviu a voz. A Mãe ficou preocupada e subiu para ver se Cliar ainda estava a dormir. Cliar nem queria acreditar quando saltou com o peso da mãe a andar no chão, muito menos quando viu o tamanho do sapato. Quando a Mãe dela chegou ao seu quarto e não viu lá ninguém, Cliar ainda tentou chamá-la, mas não conseguiu ser ouvida.

     

(…)

Mafalda C, 8A

 

 

 

3 Desejos Concretizados

Dandelion

Creative Commons License Melissa McMasters via Compfight

     Uma vez, soprei um “amor de homem” e o meu desejo nunca aconteceu.

     Um dia, fui escavar um buraco com um amigo, com o objetivo de encontrar uma pedra, algo parecido com ruínas antigas.

     Saiu da escavação, nada mais nada menos do que uma lamparina muito antiga e de lá surgiu um Génio ladino. O Génio Ladino era alto, usava  duas pulseiras e com elas fazia magia; tinha um fone e tudo era feito de ouro.

     Ele surgiu a perguntar quais seriam os meus três desejos.

     Mas eu só lhe respondi no dia seguinte. Então já tinha pensado:

  • Ter uma família feliz para sempre.
  • Ter uma namorada gira.
  • Ter muitos amigos.

      E logo aí obtive o que sempre tinha estado a pedir ao “amor de homem”!

Vasco L, 6C

A Marta dos Videogames – II

II

The Fiery Dragon

Muhammad Elarbi via Compfight

     No caminho, Marta pensava que tinha renascido, mas ela só queria parir para o seu mundo; ainda pensou na hipótese do que ela tinha dito no seu quarto, ela só queria ser feliz. Entretanto, a Rainha Shmolca levou-a para o seu Castelo, que era de gelo e tinha estátuas lindas.

     Entretanto, a rainha Shmolca explicou-lhe que ela tinha ido parar a um sítio chamado Encárnia, e que esta se  estava a preparar para o dia Nacional dos Videogames Reais. Ela pensou que era o futuro e que ali podia ser livre; então pediu se podia participar; a rainha autorizou, mas antes dela ir treinar, a Rainha cedeu-lhe um papel com as regras do jogo.

       Ela demorou 3 horas a ler as regras, até que, finalmente, tinha acabado de ler 1403 regras. Ela pensava que já tinham passado três dias, quando olhou para o relógio, nem queria acreditar que tinham passado 3 horas, sim, porque três dias em Encárnia equivaliam a 3 horas.

     Bem, lá chegou o dia dos jogos, ela só queria vencer! O primeiro nível era muito fácil. Ela conseguiu passar, porque só tinha Montanhas com lava (coca-cola) e que explodiam se se atirasse uma pedra branca lá para dentro (mentos). Marta poisou uma pedra branca e abanou, mas não caiu. Ela passou 30 níveis, só faltavam mais 5 níveis.

    No nível 31, ela tinha um ajudante que se chamava Cliar, tinha 600 anos, já estava um bocadinho velho; ainda estavam 10 Encarnianos em jogo e um humano.

     Passou os quatro níveis, só faltava mais um, mas ela não ganhou, pois com criaturas de três metros, acho que Marta não tinha hipótese. Mesmo assim, ela ficou feliz, mas, de repente, foi parar ao seu quarto outra vez.

     Ela correu por toda a casa para ver se encontrava o buraco Negro, mas nem vestígio dele! Apetecia-lhe chorar, pois ali podia ser livre; ela ficou confiante que um dia pudesse voltar a ver o buraco negro novamente.

Dia dois de Novembro, 2140,

Querido Diário,

      Hoje percebi que podemos ser nós mesmos não importa quem não gosta de nós, mas sim quem ou o que é que nos faz viver todos os dias com um sorriso na cara e impede que os outros nos deitem abaixo.

     Querido Diário, não desistas dos teus sonhos, pois um dia quem sabe, noutro mundo, ele se vão concretizar.

Mafalda C, 8A

A Marta dos Videogames I

I

Deep in the forest

Sergio Otero via Compfight

    Era uma vez uma menina chamada Marta. Na escola, era tratada por “Marta dos Videogames”. Ela era muito boa aluna, entregava os trabalhos no dia, fazia todos os tpc, mas o que ela não gostava era de se sentir sozinha, pois Marta achava que muitas pessoas ali não eram elas próprias, e Marta mostrava-se ela própria.

     Um dia, quando ela estava em casa a jogar videogames, pensou que já estava farta deste mundo e queria ir para outro.

     Não estava ninguém em casa, quando ouviu uma voz a chamar por ela que parecia vir da cozinha. Marta estava com medo, porque não sabia quem era, portanto, ela pegou no seu cão Lucky – um Labrador – e foi ver quem era. Não estava lá ninguém, mas depois ouviu o som de uma coisa a cair no quarto.

     Marta foi lá e estava um buraco negro! Ela decidiu tentar destruí-lo, mas não conseguiu e então o buraco sugou-a.

    Enquanto ela passava pelo buraco, pensava que ia ficar sem vida, pois estava no fundo do tempo; entretanto ela desmaiou.

     E Acordou para lá do Horizonte … Vontade de rir? Pensava que era um sonho, até que viu uma senhora com uma coroa de ouro, a dizer:

     – Bem-vinda às minhas terras! Como queres que te chame? – Perguntou a senhora.

     Marta respondeu:

     – Pode-me tratar por Marta!

      Disse a Senhora:

     – Nunca ouvi esse nome nas minhas terras. O meu nome é Shmolka, sou a rainha das terras de Encárnia.

     A Rainha Shmolca disse para Marta a acompanhar.

(Continua)

Mafalda C, 8A

O Regresso da Aldeia Secreta

The Hidden Mountain Village

Christian Ortiz via Compfight

Dedicado a Vasco E

     Vasco e Rita tinham chegado há pouco tempo à estação de comboios, mas ela parecia adormecida de cansaço porque havia uma espécie de muralha em forma de pente que lhes tinha sido difícil escalar até chegarem ali.

      Vasco não se importava; junto dela o tempo tinha perdido a pressa; o seu relógio escorregava, flácido, no pulso; ficar a olhá-la era já a eternidade.

     Contudo, estavam ambos perdidos e sabiam-no. A sua viagem na Amazónia resultara numa descoberta fulgurante que, no entanto, não poderiam partilhar com ninguém.

      Uma aldeia – sim, uma aldeia secreta e desconhecida, tanto do largo mundo como das autoridades, como até da comunidade científica: uma aldeia virgem, povoada de nativos que os tinham acolhido fraternalmente e viviam ainda num estado primitivo de felicidade.

     Agora, de volta à Civilização, extenuados pela dureza da jornada, sabiam que mais este segredo os unia, que só com amigos muito especiais o poderiam partilhar e isto tornava Rita ainda mais encantadora e insubstituível para Vasco.

OE

(Exercícios Criativos: escrever sem parar durante 6 minutos a partir de um tema dado pelo colega – do livro de Margarida Fonseca Santos)

Um dia Congelado (com gelado)

     Ice Cave

Dru! via Compfight

     Era uma vez uma menina chamada Leonor; era alta, tinha o cabelo loiro e andava no 6º ano.

     Certo dia, a Leonor  foi para a escola  nova no Algarve, mas esta era do tamanho de uma formiga; quando  estavam 31 graus,  os alunos  não conseguiam viver, quase e morriam.

    Mas, noutro dia,  a Leonor foi para a escola e estavam só 2 graus negativos e  a nevar  muito .

     Quando chegou à escola,  estava tudo congelado e as senhoras do bar foram a todas as  salas da escola  oferecer gelado;  a  D. Amélia, a mais simpática de todas,  ainda não tinha  reparado que os gelados  estavam  congelados na sua mão.  Quando  a D. Amélia perguntou à Leonor se queria um gelado,  a Leonor respondeu:

     – 1º, D. amélia tem o gelado  congelado na sua mão;  2º, não quero porque está muito frio para eu comer o gelado!.

      Foi assim esta manhã estranha e diferente da Leonor e da D.Amélia.

Madalena C 6A

O Obscuro Salão de Jogos

Cobra MkIII

Ik Neema via Compfight

     Numa noite normal, numa cidade normal, existia um salão de jogos normal.

      Nessa noite, que era uma sexta feira 13 de Novembro, um cão falante, um gato falante e uma Pop Star foram a esse salão de jogos.

     O senhor da loja, que tinha setecentos anos, disse que era de graça. Logo, quando entraram, as portas fecharam-se sozinhas.

     Quando eles estavam a ir para os jogos, havia muitos esqueletos no chão. Mas eles não quiseram saber dos esqueletos, e, quando começaram a jogar, o velhote pressionou num botão que estava por baixo do balcão. Eles foram para dentro do vídeo jogos. O velhote disse que eles só saíriam dos vídeo jogos quando morressem.

    Mas eles pensaram: se conseguissem passar um jogo todo, conseguiam sair dali nos jogos.

     Mas entretanto,  o velhote era tão velho que morreu. Por isso,  entraram nos videojogos e saíram dali, livres, sem terem tido trabalho nenhum.

      As portas abriram-se e eles fugiram.

     Mas afinal, o velhote não tinha morrido, porque ele era invencível.

      Na sexta feira, 13 de Novembro, ele fazia vinganças: por isso, quem ler esta lenda irá ser teletransportado para esse salão de jogos e irá ficar lá para sempre.

Duarte S, 5C

Amigas M & M

mimis_mini

Imagem da Oficina de Escrita

I

A Viagem à Zara

     Uma vez, eu e uma amiga, as Mimis, fomos à Zara e gostamos muito de um macacão que encontramos, por isso decidimos as duas comprá-lo para termos roupa igual: é um macacão calção que era muito bonito.

      Quando o compramos, decidimos ir de igual para a Escola, para ficarmos parecidas, as gémeas Mimis. Depois fomos à casa de banho, entramos por um vidro adentro ao pé da sanita e fomos para o país da Alice no País das Maravilhas, do outro lado do espelho, ter com o coelho…

II

No País das Maravilhas

     Ali conhecemos uma menina chamada Alice e um coelhinho branco e fofinho chamado Bitton. Eu e a outra Mimi descobrimos que dois ovos se transformavam em Gémeos gordinhos para rebolarem. Fomos direitinhas à casa do coelho feliz. Ele explicou-nos que tínhamos de matar o monstro Caudeia. Se o matássemos, voltávamos à escola.

     Mas aquele monstro era tão grande que seria difícil de matar.

     Pouco tempo depois descobrimos que, neste país, tínhamos o poder de voar e de ser elásticas.

(…)

Maria M e Maria B, 5B

(Texto a duas mãos – segundo “Quero Ser Escritor“)

Mistério no Sótão

Pastel of the Savoy

Creative Commons License 826 PARANORMAL via Compfight

     Lá estava eu no meu quarto pronto para ir dormir. Estava sozinha no quarto e em minha casa, pensava eu, até ouvir um barulho que me parecia um móvel pesado a cair. Pensei: ”Deve ter sido o vento” – mas depois lembrei-me que no sótão não há janelas.

     Fiquei assustada, não sabia o que fazer, tentei adormecer, mas o meu sono não queria acender. Tive coragem, disse:

     – Eu consigo.

     Peguei numa vassoura e fui em direcção ao sótão lentamente, a cada passo parava. Abri a porta, com o barulho que ela fez ainda fiquei mais assustada.

     Quando olhei através da porta… era grande… fiquei traumatizada pelo… acho que era um lobisomen, nem sei, quando ele me viu, fugiu logo.

     Acho que nunca vou descobrir ao certo o que era, mas gostaria de vir a saber o mistério do monstro.

Mariana S, 6C

Os Desenhos da Vida

      play

Alice via Compfight

      Era uma vez, num dia normal como sempre, todos já estávamos fartos de, dia após dia, só fazermos desenhos. (É que nós desenhamos muito.) Já farto, uma raposa chamada Luk, foi à bruxa que via tudo e sabia tudo.

     – Quem vem lá?  – Exclamou a bruxa.

     – Eu, a Luk, quero saber se consegues tornar a minha vida mais interessante.

     – Sim, posso, em troca de um favor!

     – Qual?

     – Agora não te posso dizer, mas concordas?

     – Sim.

     Então, a bruxa foi dizendo uns encantamentos, e avisou que, no dia seguinte, ela ia ter um dia inesperado.

     No outro dia, ela acordou e os desenhos da cidade começaram a ganhar vida.

     Foi lindo ao princípio, até que a bruxa usou os seus feitiços para os comandar: eles ficaram maléficos, ninguém estava a salvo, tudo estava mau, até que se ouviu uma voz:

     – Ah, ah, ah!

     – É a bruxa! – exclamou um cidadão.

     – O que é que tu queres? – perguntou a Luk.

     – Eu quero esta aldeia só para mim e agora consegui!

     De repente, vinda do nada, uma luz encandeou a Luk e anunciou:

     – Já sei! Escuta bruxa: não interessa que sejas muito forte, porque o meu coração é maior!

     Os habitantes, ouvindo o que Luk disse, ficaram encorajados, juntaram os corações e derreteram a bruxa e os desenhos. Mas, curioso… a bruxa ficou presa nos nossos pesadelos e os desenhos transformaram-se em cinzas.

Maria S, 5C

O Violino Mágico – II

A Descoberta

Finding your toneCreative Commons License Black Note via Compfight

     Gonçalo encantou-se com os seus olhos brilhantes e os seus cabelos radiantes.

     A menina pedia ajuda ao menino para sair do buraco, porque tinha de levar o violino mágico para a vila.

    Mas o menino não sabia como a tirar do buraco: tentou tirá-la a partir de uma escada que ele fez com madeira, mas esta desfez-se.

     Não sabia como a tirar, mas apareceu-lhe uma luz na cabeça que o fez pensar: pegou numa corda e puxou-a para fora daquele enorme buraco.

     Depois de entregar o violino à Rainha da Vila, o Gonçalo perguntou-lhe se queria ir ao cinema ver “O Diabo veste Pravda”, que falava de uma senhora, que era muito bonito.

   Ficaram a falar dia e noite e …

(Continua)

Mafalda A, 6B

Suporte de Rodinhas

    suporte_com_rodinhas 

     Será que ninguém liga à importância do suporte?

    Toda a gente gosta mais das rodinhas do que do suporte. Podes estar a pensar que não, mas quando os miúdos vão comprar uma mochila, pedem uma mochila com rodinhas, mas ninguém liga ao suporte, ninguém diz: “Mochila com suporte”.

    A Sério! Já não suporto isto. Eu sou quem suporta as mochilas ou o peso, sou “tipo” o musculado a levantar os pesos; as rodinhas só rodam, são “tipo” aqueles gordos a rebolarem no chão e a chorar porque acabaram as batatas fritas.

    Sou um suporte, mas já não suporto.

Vasco E, 8B

Imagem: bolsas, malas e mochilas

(Exercício de escrita criativa: recebendo “o tema” de um colega, narrar na 1ª pessoa dados autobiográficos relativos ao tema, durante 5 minutos)