Uma Alegria Única

 http://aronbengilad.blogspot.pt/2015/05/Imagem: Aronbengilad.blogspot   

    Para celebrar a Alegria, as pessoas continuamente inventam mil surpresas subtis ou grandiosos eventos.

    Podemos partilhar com os amigos a ida a um concerto da nossa banda favorita, por exemplo; ou simplesmente sentarmo-nos num banco do parque, à sombra generosa de uma tília e tecer a conversa mais interminável do mundo.

      A Alegria pode expressar-se de muitas maneiras diferentes:

  • A Alegria de sermos felizes – porque alguém nos amou primeiro.
  • A Alegria Profunda – o facto de existirmos, que podia não ter acontecido.
  • A Alegria de estarmos contentes – a partilha dos bons momentos com os amigos.
  • A Alegria de termos recebido alguma surpresa – descobertas que mudam a vida. 

     A Alegria também nos rodeia no facto luminoso de quase tudo o que existe ser colorido e atrair assim o nosso olhar para uma radiação ínfima no espectro daquilo que inspira sorrisos. 

     A meio do espectro da Alegria, situam-se todas as Festas humanas, desde as celebrações de Família àqueles momentos íntimos que só festejamos com os amigos mais queridos.

     Acima da faixa da Alegria que nós, humanos, conseguimos captar, estende-se toda uma gama de notas divinas que já apenas conseguimos pressentir de longe.

     Mas, inclassificável entre todas, brilha, inconfundível, a Alegria que a Festa da Imaculada irradia e que é, ao mesmo tempo, humana e divina.

    Podemos captá-la intensamente, porque envolve a nossa humanidade, mas ao mesmo tempo ultrapassa-a, porque se refere à Liberdade de Maria.

    Esta Liberdade, que  é total e sem falha, que nos está prometida e que Ela viveu perfeitamente, desde o seu primeiro instante, transmite uma Alegria diferente, mas capaz de se entranhar em todas as nossas Alegrias.

OE

O Monstro das Profundezas – 2

Hello HaloweenCreative Commons License Maurits Verbiest via Compfight

     De repente ouvi:

    – Ali está o Monstro!

    Peguei no rapaz e fui para o vulcão dando os meus saltos de grande alcance.

    Enquanto escalávamos, um dos caçadores acertou-me com uma das suas balas frias e perfurantes, mesmo no braço onde eu segurava o pobre rapaz indefeso.

    Sem querer, larguei-o e caiu pela cratera do vulcão. Como a cratera era muito funda, enquanto o menino estava a cair, eu saltei para o ajudar. Como eu sou á prova de fogo, consegui agarrar o menino em plena queda, antes que ele fosse derretido pela lava.

    Atirei então uma bomba que fez ir os caçadores pelos ares, e como viram a minha bravura, não se atreveram a chamar-me monstro. Ofereceram-me, como recompensa, uma cura, para eu voltar a ser um rapaz normal outra vez.

    O meu companheiro tornou-se um grande amigo e fomos para a mesma escola!

Francisco M N, 6A

O Monstro das Profundezas – I

Arenal volcano, Costa Rica Gregoire Dubois via Compfight

    Eu, o Monstro das Profundezas, aterrorizo as cidades por causa dos meus superpoderes mutantes! Os meus poderes são: lançar fogo das mãos e saltar tão alto que posso andar de prédio em prédio; o meu último superpoder é a invisibilidade: é fantástico!

     O único problema é que as autoridades querem apanhar-me e prender-me. Acho que esse é o preço a pagar por ser um monstro.

    A minha casa é um enorme vulcão no Hawai. É divertido viver num vulcão, pois nunca tenho frio. De noite, caço animais, como aves ou peixes, pois sou carnívoro.

    Eu não faço mal às pessoas, mas como sou diferente dos outros, eles têm dificuldade em comunicar comigo.

     Um dia, um menino encontrou-me perto do vulcão, estando eu já cansado de caçar as aves que estavam a dormir, para o meu pequeno-almoço nutritivo.

      O menino estava num acampamento de escuteiros e tinha-se perdido, mas, em vez de me atacar, dormiu comigo e deu-me festinhas, pois eu sou meio-animal, meio-monstro.

      Quando acordei, tentei levá-lo para o acampamento, pois, enquanto tinha estado a caçar, apercebi-me do local de encontro dos escuteiros.

      Quando nos aproximávamos, outro menino viu-me e foi contar aos caçadores da floresta, que foram logo à minha procura! De repente, ouvi:

      – Ali está o monstro!

(Continua)

Francisco M N, 5A

A Minha Flor Francisca

   https://unsplash.com/photos/JfolIjRnveY

   Imagem: Usplash Senjuti Kundu  

     Neste momento eu tenho 12 anos… como a vida passa tão rápido! Ainda me lembro quando não havia escola e estava sempre nas minhas sete quintas sem estudos ou preocupações.

    Eu gostaria de ter talvez  três anos, pois naquela altura vi uma flor a nascer.

   Nos primeiros dias gostei muito dela, mas, às vezes,  acho que  ela veio para me aborrecer; no entanto, a melhor coisa de ter uma irmã é poder partilhar carinho e  desabafar .

    Os três anos são uma idade em que começamos  a descobrir a noção do “porquê” de haver pré-escolar- termos de abandonar o nosso lar de conforto –  ou o “porquê” de termos amigos .

    Quando a minha flor Francisca teve os seus três anos, já seguia os meus passos; só que era mais avançada; mas ela gosta muito de seguir o meu caminho, de fazer o que eu faço. A diferença é que ela gosta de ser mais perfeita do que eu; como eu digo,  ela é “a menina perfeição” e “a mais bonita do mundo todo”; “a mais bonita, a mais esperta  e a mais convencida do universo” mas acho que é muito boa pessoa, pelo menos dá essa impressão .

    Acho que mudei de ideias: todas as idades são ótimas desde que tenhamos muito Amor na vida.

Federica V, 7C

Tão Leve e Tão Subtil

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     A Alegria é o melhor que há na vida: quando estamos felizes esquecemo-nos das desventuras da vida.

     A cada minuto que passa existe um novo nascimento fruto do amor de um homem e de uma mulher: o amor, também ele é fruto da Alegria, pois antes da Paixão existe uma Alegria que junta esses dois seres.

     Alegria amorosa que atrai os opostos, geração após geração, no abraço fecundo que perpetua a Humanidade.

     A Alegria é a felicidade que há nas pessoas, é como fazer surf nas ondas que torna algumas pessoas tão felizes. A Alegria é algo que não se vê, mas é como se sentisse no corpo apesar de não o tocar. 

      Tão leve e tão subtil, parece entranhar-se nos recessos do ser, por vezes mendigo aguardando guarida.

      A Alegria é estarmos felizes por algo que fizemos de bem: como a maré baixa, vai subindo e fica maré cheia.

     As marés, por vezes transbordam, no oceano agitado da Alegria: fertilizam os terrenos esgotados, encharcam sonhos gastos, fazem brotar, onde o silêncio era deserto, uma canção inesperada. 

Texto a 3 mãos

Manuel N, Franciso B e OE

ALEGRIAS – 3

https://unsplash.com/photos/tvc5imO5pXk   Photo by Robert Collins on Unsplash

     No dia de Natal, acabamos de acordar e vem a Felicidade, olhamos para o dia, achamo-nos na Alegria. O Natal é um momento de Família, todos felizes com coração e paixão, recebemos os presentes dá-nos vontade de agradecer.

     Até quando olhamos para o lado, os amigos estão lá para brincar connosco e para nos ajudar quando precisamos: uma Alegria tê-los ao pé de nós

     Tantas Alegrias nos rodeiam: os pequeninos que sobem à Biblioteca com grandes olhos redondos e ainda nem sabem ler.

  A Alegria está em todo o lado, até mesmo onde se pensa não se ver nada.

   Até com os amigos, quando estamos em grupo com os amigos mais chegados, eu sinto uma Alegria infinita.

     Invisível, sob os acontecimentos, racha o solo do acontecer quotidiano e brota como um repuxo de água viva.

   Tal como uma semente brota em flor, brota a esperança e alegra facilmente o coração de uma pessoa, pois tal como a semente, a Alegria precisa de ser tratada até crescer e ser maior que a soma das suas partes.

     Cuidamo-la, feridos, por vezes, pela vida, mas é sobre ela que nos debruçamos primeiro: a mais vulnerável, a mais jovem, promessa de um Futuro Absoluto que mal adivinhamos.

Texto a 4 mãos:

5A: Joana Cb, Mariana Lm, Matilde ConsOE

Exercício de Escrita Criativa segundo o Livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra. 

ALEGRIAS – 2

https://getstencil.com/app/savedImagem: Stencil   

      Ela própria se torna o motor do nosso viver: tomamos a decisões, atiramo-nos ao nosso trabalho e resistimos graças à sua energia secreta que mantém o nosso coração fiel.

      Se a Alegria fosse uma animal, seria um coelhinho. A alegria tem liberdade, paixão e sentimentos sem fim. 

     A pomba da Alegria voando e se espalhando por todos nós, saltitamos, brincamos e cantamos sobre a alegria de amar os outros ou de ser amado.

     A Alegria da Família é uma coisa amorosa que nem a conseguimos explicar porque é tanto amor, tanto amor que, se fizermos as contas, é infinito. 

     Misteriosa força que move o coração dos homens e parece penetrar até os poros do universo. Quando já não conseguimos captá-la, sobrevoa-nos, divinamente passa, na sua leveza, para além do horizonte. 

    A Alegria é um sentimento de um coração aberto para ajudar quem mais precisa. Quando alguém sente alegria é algo fantástico. 

     Como se fosse desabando por cima de nós, a Alegria cresce, cresce sem parar.

      A partilha multiplica a Alegria, desdobra-a, quebra-a em mil pedaços doces que misteriosamente sobram mesmo depois de todos a terem saboreado.

Texto a 4 mãos:

5A: Joana C, Mariana L, Matilde COE

Exercício de Escrita Criativa segundo o Livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra. 

ALEGRIAS – 1

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   Imagem: Stencil

   Um infinito, uma torrente que desaba, a nossa alma está viva e sente-se em casa na Alegria.

     Livre, cantando sobre mim, a chuva da Alegria!

    A Alegria, quando nós a sentimos, é uma coisa extraordinária. Por exemplo, no amor, há tanta Alegria que não conseguimos parar de sorrir.

    Alegria de um coração puro que a luz irradia na sua transparência ingénua: apesar de todas as dificuldades, como é maravilhoso viver!

    A Alegria é um sentimento que inclui praticamente todas as pessoas, mas mais a Família e os Amigos. A Alegria até pode ser com o cão, o coelho…

    Há tantas formas de a viver: a própria Natureza nos inspira, nos seus mil matizes de cor que parecem sorrisos do próprio Ser.

    A alegria não tem fim: o melhor da Alegria é amor, amigos, família, bom ser e dar-nos bem com as pessoas e bem-estar com os amigos.

     Amigos verdadeiros estão sempre ao nosso lado para quando precisarmos sem até sem serem chamados, brincam connosco, são como nossos irmãos que são para sempre e nunca nos largam.

    Os amigos são como se fossem família. Para termos amigos temos que respeitar, não os aborrecer e sermos uma bondade para eles

Texto a 4 mãos:

5A: Joana C, Mariana L, Matilde COE

Exercício de Escrita Criativa segundo o Livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra. 

The Revolution

Halo: Reach | Lone WolfCreative Commons License Joshua | Ezzell via Compfight

      In 2036, the Halgy Army started buying weapons and military equipment from the Tall Gys or the “Gorks” as we call them. The reason why this was happening was because the Gorks were years ahead of us on that subject. They had equipment that no other country had and we wanted that same military power. We started paying they started delivering, everything was going fine until that one day…

     In a matter of minutes, we watched all that equipment shut down like if someone just pressed an off switch. The next day, the Gorks invaded the whole conuntry and on that same day we surrended. The Gorks started to build outposts in checkpoints all over the country, started making new rules, the whole country was now in what seemed to be a nightmare.

     6 months have past since the invasion; a rebel’s group created by Ryan Stintson was starting to get noticed by the Gorks. This group was launching assaults against outposts. They weree slowly starting to get the people’s attention.

     2 Years Later The rebel group was now stronger than ever, they have taken down every single outpost. All that was left to do was conquer the American Military bases the Gorks were using as main outposts plus the ones the Gorks had built.

     Everything was set up, it was time to strike…

Rodrigo L, 9B

O Gatinho Abandonado

MillyCreative Commons License Carolina Barría Kemp via Compfight

     Era uma vez uma menina chamada Francisca que tinha ido fazer um piquenique com a sua amiga Susana.

     Perto das suas casas havia um jardim pequenino, cheio de flores, com um lago redondo no meio, onde vivia um peixe vermelho e uma tartaruga verde que eram grandes amigos.

     Elas sentaram-se num banco verde, à sombra de uma enorme tília e começaram a lanchar o piquenique que a avó da Francisca tinha preparado: tarte de maçã coberta de chocolate e sumo de morango.

     Foi então que viram um miado aflito vindo do lago: um gatinho pequenino, de pelo cinzento e branco, tão magrinho que se viam os ossos, tinha tentado equilibrar-se num nenúfar e caíra para dentro de água.

      A Francisca e a Susana foram a correr até ao lago: viram o peixe vermelho debaixo de água a empurrar o gatinho para cima, enquanto a tartaruga, agarrada à borda do lago, segurava uma orelha do gatinho.

     As meninas ajudaram-no a salvá-lo, distribuíram os pedacinhos de tarte pelo peixe, a tartaruga e o gato. Depois embrulharam-no na toalha do piquenique porque ele estava encharcado.

     Levaram-no para casa e tornou-se o companheiro da avó da Francisca.

Texto Ditado e Dialogado por Francisca e Inês

Ser Professora

Exercising the Franchise of Digital Citizenship technovore via Compfight

      Se eu fosse uma professora, eu trataria os meus alunos muito bem.

     Nunca mandaria trabalhos de casa e deixava-os divertirem-se mais para passarem a tarde toda livre.

      Gostaria de ser professora de Português, porque adoro Português e Inglês: são as minhas matérias preferidas e são as que acho muito mais fáceis do que Matemática e Ciências Naturais.

     Daria as matérias aos primeiros anos, também porque seria fácil de lhes dar a matéria e eles estariam mais avançados do que os sextos anos.

      Quando for pré-adolescente não gostarei de ser Professora. Mas agora, se tivesse passado pela experiência de ter sido Professora durante 24 horas, acho que seia giro.

      Para mim, um professor deve ser simpático, querido, que faça muitas brincadeiras e que seja risonho.

Layane S 6C

Querido Eu – VI

  https://unsplash.com/search/photos/twoPhoto by Wil Stewart on Unsplash  

     Querido Eu,

     Obrigada por me fazeres ser querido e me ajudares em todas as situações. Obrigada por teres contribuído para que eu existisse; obrigada por me teres ajudado em todas as vezes em que eu parti a cabeça ou fiz galos, pois já foram muitas até! Sempre me ajudaste a continuar em todas as dificuldades e recordo todas as vezes em que conseguimos ganhar juntos!

      E Não é fantástico existirmos, quando podíamos não existir?

     Também recordo quando me rio de mim mesmo, porque fizemos alguma coisa engraçada, ou parva, ou até quanto tento fazer algo e depois falho.

      Eu aprecio-te por me conseguires fazer ter vários amigos, por fazeres com que eu seja bom a música, por ter boa educação nas aulas e não falar no meio delas.

     Admiro-te por fazeres os meus amigos gostarem de mim, por me inspirares travar amizade com as pessoas certas, por me apoiares em ter coragem para fazer várias cenas arriscadas.

     Gostaria de contribuir contigo para um mundo melhor, talvez até construir uma coisa totalmente nova, ajudar as pessoas contigo, ter uma mulher querida e filhos espertos!

Vicente E, 5ºA

Querido Eu -V

Photo by Andrew Palmer on Unsplash

     Imagem: Andrew Palmer

     Querido Eu,

     Obrigado pela companhia ao longo destes meus anos de vida. Obrigado por estares aqui, senão nunca tinha aprendido a surfar a andar e a sonhar: Obrigado por tudo.

     Obrigado por ajudares a vencer os meus medos, a ter força para aquilo que eu faço; quando eu era mais novo, era maluco, agora já não tenho tantas ideias desatinadas, como tentar subir para uma bicicleta de adulto  e até tentar apanhar cobras, mas que loucura! Obrigado por termos conseguidos passar os meus medos, para poder ir além deles e conquistar as minhas vitórias. 

     Obrigado por estares aqui! É muito bom: posso respirar, posso brincar, posso sorrir e sentir, obrigado por estares aqui! Obrigado por me ajudares a rir das palhaçadas e asneiras, em vez de ficar “chateado” comigo, triste e de mau-humor, mas tu deste-me muita bondade. Ainda me lembro quando deixei cair um balão de água para cima de mim e de um irmão meu, mas depois desatamos a rir à gargalhada!

     Eu aprecio em ti a bondade, força, trapalhice e loucura; são estas qualidades que me fazem ser como eu sou. Sem um destes traços da personalidade eu não era assim. Esqueci-me de falar na minha sensibilidade a fenómenos que metem medo: a isso sou muito, mesmo muito sensível… porque me fazem impressão!

     Quero ter força para sermos um bom surfista; eu acho que vamos longe porque toda a gente diz que surfo bem. Então, eu quero ir contigo mais além de tudo!

Simão CB 5C

Paixões Criativas

Happy child with painted handsCreative Commons License Praveen Kumar via Compfight

     Desde há uma semana, comecei uma ocupação favorita: sou youtuber! Tenho 148 visualizações, 5 subscritores e já realizei 5 vídeos. Os meus vídeos são sobre jogos e coisas reais, tais como um misterioso corredor assustador ou sobre um jogo de GTA. Gosto de ser youtuber porque acho que é uma experiência gira, há muitas pessoas a ver-me e isso importa-me.

     O desporto que eu mais gosto é ténis e o que eu aprecio mais é quando bato a bola com muita força: sei fazer a esquerda e a direita. Psicologicamente, ganho resistência ao fracasso, sinto-me persistente, quero alcançar um objetivo que é ser sempre cada vez melhor; nem que perca sempre, quero atingir um resultado bom!

     Gosto quando estou a conversar à mesa com a minha Mãe e, noutras ocasiões, com o meu Pai: ele gosta sempre de ver futebol ao mesmo tempo.

     Adoro ir a casa dos amigos, tal como hoje, 31/10/2017, dia de Halloween, em que vou a casa do Santiago. Depois vamos tocar à campainha da casa das pessoas a pedir doces! Vou pôr a minha máscara e vou explodir petardos de Carnaval: Pum! Pum!

     Vamos comer doces ou fazer travessuras! Levamos uma enorme abóbora que abre, onde guardamos os doces.

     Em relação ao tema global dos Valores que estamos a viver este ano, o Halloween pertence à Alegria.

Lourenço J, 5A

Salvação na Tempestade

     Buoy

Patrick McDonald via Compfight

     A Vida é um Cruzeiro que parece não ter fim.

     Tanto na Vida como no Cruzeiro existem partes onde navegamos em águas mais calmas, onde tudo nos corre bem, mas depois encontramos sempre umas águas um pouco mais agitadas, ainda que não seja nada que não se consiga ultrapassar.

     O problema é que existem as tempestades, onde tudo nos parece correr mal. O nosso barco começa a virar-se, quase ao ponto de se afundar: esses são os momentos que mudam tudo.

     Podemos tentar continuar a lutar, mas a tempestade, como se nada fosse e o barco com o risco de se partir. Ou podemos simplesmente aceitqr e voltar para trás: preparamo-nos e, depois, sim, avançar.

     Se cairmos da borda temos de encontrar uma pedra para nos agarrarmos e sobrevivermos até a tempestade passar.

    Eu, pelo menos, sei que terei sempre uma pedra à qual me agarrar nas tempestades, umas asas nos pés para quando quiser voar, o vento nas costas para me empurrar, quando não tiver coragem para avançar e um porto seguro para quando houver tempestade.

    E isso tudo resume-se a uma única coisa ou, melhor dizendo, a uma pessoa: chama-se Raquel, a minha Mãe, que ainda há pouco tempo me ajudou numa imensa tempestade.

Aluna Convidada que não Assinou.

O Dizer do Sentir

https://getstencil.com/app/savedImage: Stencil      

       A Vida é como um vulcão em erupção: com altos e baixos, mas temos de os superar. A Vida não é um sentimento que se escreva em três linhas, mas um sentimento que se vive desde que nascemos até que morremos.

     O sorriso é como uma árvore cheia de frutos, dá muita alegria; só um sorriso pode valer tudo; o sorriso é transmitido a quem o capta.

     O olhar límpido parece-se com uma cascata: ela nunca para, está permanentemente a voar, se ela parar, explode. É como no olhar límpido: temos de dizer o que achamos sem medo de avançar e sofrer as consequências.

     O amanhã ninguém o espera, mas é como uma estrada cheia de pedras, nunca sabemos se vamos cair ou se vamos ficar intactos.

Federica V, 7C

Festa Surpresa ao Prof de HGP

  Surprise party !Creative Commons License Waqas Mustafeez via Compfight   

       No Domingo, o Prof de HGP fez anos e fizemos uma festa surpresa para ele. Ele gostou muito: quando entrou, ficou muito feliz; ele não estava à espera.

      Na 6ª feira, a Bárbara, que trouxe gomas, pediu para cada um trazer algo de comer ou de beber para a festa. A Leonor trouxe um bolo de ananás que é o preferido do Professor. Eu trouxe pipocas e pusemos tudo numa mesa.

      A sala ficou às escuras e nós escondemo-nos debaixo das  carteiras. Quando o Professor abriu a porta, nós cantamos-lhe os Parabéns!

      Neste Professor, eu aprecio ele explicar bem  HGP; o ano passado, descobrimos que o professor desenha muito bem, toca piano e canta. É uma pessoa alegre e que nos transmite boa disposição; ele perdoa os rapazes que fazem disparates e, ao mesmo tempo, tem autoridade.

     O Professor é justo com toda a gente, às vezes tem de perder a paciência com alguns colegas para a aula ser de todos.

     Estas festas de anos de surpresa são importantes para fazermos os outros mais felizes e para celebrarmos o grande mistério de nós existirmos.

Carolina A, 6D

Entrevista à Nossa Bibbliotecária Lola

Mexico Bound

Kenneth Spencer via Compfight

       Temos connosco, no nosso Programa de Rádio MDM, a famosa Bibliotecária Lola. O nosso objetivo é conhecê-la ainda melhor

        Gostaríamos que nos explicasse por que gosta tanto da Formiga.

       Gosto muito da Formiga, eu descobri um amor novo que nunca tinha sentido e nunca pensei ser possível. É um sentimento único que me transmite tranquilidade e uma amizade profunda: a minha “menina preta” como lhe chamo, gosta de mim de qualquer jeito e eu dela. 

http://cadescrita.edublogs.org

Imagem: Gentileza da Entrevistada

      Que motivos a levaram a escolher a sua profissão?

      No início foi apenas coincidência, mas afinal acho que nasci para isso, estar junto das crianças.

     O que mais aprecia no convívio com os alunos? 

      Poder ajudá-los a transformarem-se em adultos melhores, mais humanas, darem valor ao que realmente é importante na vida: serem felizes. 

     Partilhe connosco um ponto alto da sua vida profissional.

     Um dos melhores foi um abraço que recebi de uma aluna ao fim de dez anos e me disse: “-  Foste uma das pessoas mais importantes na minha Adolescência!

     Como tem vindo a realizar, este ano, o seu Projeto de Acolhimento e de Compromisso com os seus Alunos? 

     Tenho tentado  bem fazer com que eles compreendam o que é estar numa Biblioteca e façam dela um espaço agradável para todos.

     Obrigada, Lola, por ter vindo enriquecer o nosso programa com a sua generosa partilha. 

    Tenho de agradecer ao aluno Miguel M por se ter lembrado de mim e também à mentora Prof Inês Pinto.

Miguel M e Lola H

Programa de Rádio MDM

O Que o Meu Coração Ama

Sunny Studio Two Scoops Rainbow Sherbet Card Mendi Yoshikawa via Compfight

      Adoro ir ao Bounce, porque é fabuloso saltar e divirto-me imenso, principalmente quando vou com amigos.

      Gosto muito de fazer anos e convidar amigas, porque há tantas coisas divertidas para fazer: festa de pijama, apanhadas, comer doces, brincar com insufláveis, lutas de balões e corridas.

     Sabe-me bem, de vez em quando, saborear um belo gelado com a Família  e com os amigos, até só de o escrever, já me estou a babar. Os meus sabores preferidos são: avelã, stratiacella, nata, meloa e baunilha.

      Estar com a família é algo que o meu coração ama e eu também amo. Por exemplo, mesmo quando eu estou zangada com os meus pais, ainda sinto o meu coração a bater.

      As amigas são também como os pais, mas ainda assim, não há amor maior do que o dos pais, mas os amigos também são algo muito precioso.

Joana Cb, 5A

O Que Eu Mais Amo

     Eu adoro ir à praia, porque quando eu vou para a água, sinto-me livre!
    As festas para mim, são magia, celebração de algo como o Halloween, com bruxas e fantasminhas.
     Eu gosto imenso de chocolate: quando como um bocado, quero comer o resto, nunca deixo sequer uma migalha e fico cheia de energia!
      Eu amo a minha família, é o que eu tenho de mais valioso;  no Domingo costumo ter um almoço: só eu e o meu mano de 14 anos, os outros são todos adultos e falam ao mesmo tempo em conversas cruzadas!   
     Os amigos são as pessoas em quem podemos confiar. Quando eles fazem anos, gosto tanto de ver a alegria no rosto deles quando recebem um presente.
Mariana L 5A

À Conquista dos Modos de Estudar

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Imagem: Stencil

  Esta manhã, na Oficina, a Margarida Rs e a Maria Pr do 5º Ano partilharam a sua reflexão sobre o seu itinerário de estudo desde o início do ano.

1 Fazer um horário de estudo em casa

Maria e Margarida – Fazemos com os pais; não é um horário fixo, mas a combinar em cada dia os tempos e os intervalos de estudo.

2 – Como cumprir as tarefas de estudo: TPC, estudo e preparação de Testes

Margarida – Faço só os tpc. Só se há teste é que leio o manual.

Maria – Leio a lição do dia se for HGP, Port e CN, depois faço os TPC e arrumo a mochila.

3 – Preparação dos testes

Maria e Margarida – Dividimos por partes a matéria, para estudar aos poucos e só se revê tudo na véspera.

4 – Métodos de Trabalho

Margarida – Marco as páginas,  depois leio, seguidas, todas as páginas e volto a fazer 4 ou 5 vezes. O que sei mais leio para dentro, o que sei menos leio em voz alta. Geralmente, enquanto estudo, ando de um lado para o outro no meu quarto

Maria Leio a primeira  página toda, depois resumo num caderno de estudo A5; quando estou na secretária, que é poucas vezes, ando às voltas na cadeira que tem rodas.

5 – Revisões Finais na Véspera dos Testes

Maria e Margarida Perguntas e Respostas com a Mãe. Se não souber, leio de novo.

6 – O que ajuda à concentração:

Maria e Margarida   O Silêncio, um sítio confortável.

7 – Uma sugestão que possa ser útil para os colegas compreenderem melhor o que se passa na sua mente

Maria  – Estou a andar de bicicleta, faço uns dez pedais e depois treino a tabuada: repito-a enquanto vou a pedalar. Quando vou ao golfe do meu avô, estou a fazer tacada, não penso bem no ângulo, mando com jeito, penso como devo pôr o braço, em qual ângulo, mas sem pensar em números.

Margarida Por exemplo, eu vi o mapa da Península Ibérica e o meu pensamento repetiu:  “Pirinéus”. Podemos tentar ver e ouvir mentalemente.

A Oficina de Escrita agradece este precioso contributo para a nossa iniciação em questões de Metacognição.

Maria Pr 5B e Margarida Rs 5C

Conversas na Oficina

Partilhando o Itinerário de Estudo

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 Esta tarde, na Oficina, o Miguel M e o Francisco M N  do 6ºA partilharam uma reflexão sobre o seu itinerário de estudo desde o início do ano.

1 – Horário de estudo em casa

Francisco – Quanto ao Horário, sei o que faço: na 2ª, 3ª 5ª e 6ª tenho karaté e basquet, por isso não consigo estudar. Às Quartas, estudo com a minha Mãe e, ao fim de semana, às vezes. Tenho torneios de Basquete e quase não consigo estudar. Por exemplo, amahã vou ter toda a manhã torneio e só vou ter dois dias para estudar para os próximos testes.

Miguel Sei que estudo 2ª 4ª e  6ª e alguns Domingos. Pratico Karaté à 3ª e 5ª. Ao Sábado vou aos Escuteiros e não posso estudar; alguns fins de semana vamos acampar. Este fim de semana vou para fora.

2 – Qual o grau de dificuldade do TPC que tem prioridade

 Francisco – Começo por fazer os TPC mais  difíceis. Se tiver tempo no próprio dia faço logo, se não faço no dia anterior.

Miguel – Quanto mais tempo demorem é que decido: faço os que demoram mais no fim. Para ter tempo de ainda fazer alguns e não ter faltas a todos.

3 – Intervalos durante o Estudo

Miguel – De matéria em matéria, ou quando acabo um TPC, faço pausa.

Francisco – Como estudo com  a Mãe também vamos conversando. Se há uma pergunta que não percebo vou estudar ao manual.

4 – Preparação de Testes

Miguel – Estudo na semana da véspera, estudo por capítulos ou partes.

Francisco – A Mãe vai ao “inovar”, tira o horário dos testes e cola na minha secretária.

5 –  Estratégias de Estudo

Miguel – Costumo estudar aos poucos, a minha mãe arranja-me fichas e faço exercícios dos livros.

Francisco –  Neste momento estou a usar uma técnica de estudo que a minha Mãe usava: lemos tudo seguido, mas parando em parágrafos ou assuntos: lemos várias vezes e repetimos várias vezes.  Gosto de repetir em voz alta. A Mãe faz uns apontamentos e eu levo-os no carro e vou dando uma olhadela até mesmo antes do teste.

Miguel – Lendo os resumos do final dos capítulos e depois a minha Mãe faz-me perguntas. Se não souber, vou ler de novo. E a Mãe repete as perguntas de novo.

6 – Ao rever mentalmente uma regra, uma fórmula matemática ou uma informação para ser classificada, forma-se uma imagem interior visual ou auditiva? Como é o  “fantasminha mental”. Ex:  Experimentemos somar 49 com 11.

Francisco – No 5º ano conseguia fechar os olhos e ver as palavras ou então ouvia a voz do prof a falar. Este ano uso mais a técnica da Mãe que é repetir em voz alta.

Miguel – Ouço a voz do meu pensamento; fecho os olhos, vejo luzes de várias cores ou efeitos enquanto o pensamento dita a matéria.

7 – Revisão Final para o Teste:

Francisco – Os Apontamentos da Mãe.

Miguel  – Na véspera, com a Mãe a fazer pergungtas. 

8 – O que favorece a concentração:

Miguel – Silêncio ou com alguém que não brinque, como o Pai ou a Mãe. Em total silêncio.

Francisco – Completo silêncio, no quarto, com a porta fechada; às vezes, quando estou a ler a matéria, meto uns “fones” e leio tudo, depois fico a pensar enquanto a música dá. Música calma, tranquila.

Sugestão de uma pergunta que seja útil aos colegas na iniciação à Metacognição

Francisco Pensem num quadro e num giz a escreveros números vendo o movimento dos números a aparecer à medida que o pensamento os dita.

Miguel – Pensem numa pergunta matemática: depois fechem os olhos e digam como é que fizeram a conta na vossa cabeça.

A Oficina de Escrita agradece este precioso contributo para a nossa iniciação em questões de Metacognição. 

Miguel M e Francisco M N , 6A

Conversas na Oficina

Ser Humilde

   Photo by Vittorio Zamboni on Unsplash

  Photo by Vittorio Zamboni on Unsplash  

    Ser humilde é uma atitude que deve ser trabalhada todos os dias, pois tal como uma rolha de cortiça na água é constantemente empurrada para a superfície, assim também nós sofremos de uma tendência para sermos o centro de tudo.

 Ser humilde passa por:

  • Tratar bem os outros;
  • Reconhecer o próprio consciente: ficamos a saber algo mais sobre nós; 
  • Os outros  recebem mais atenção, percebem que alguém os compreende.
  • Não é só ser carinhoso e amável, mas sim partilhar ativamente os seus dons com os outros, por exemplo: 
    •  um pintor partilha os seus quadros; 
    •   um professor partilha a sua sabedoria;
    •  um padre partilha a sua religião viva.  

     Como qualquer outro valor,  podemos treinar a humildade de formas muito simples, no quotidiano, tais como: 

  • Esperar uns segundos antes de falar quando uma discussão se torna acesa demais.
  • Ao longo de uma conversa, tomar a decisão consciente de escutar mais do que falar.
  • Apreciar a proximidade dos outros formulando perguntas não intrusivas mas que ajudam os outros a mostrar a riqueza dos seus pontos de vista.

      Ser  humilde tambémm é ser capaz de se dizer as atitudes de que não se gosta no outro, sem precisar de magoar alguém.

Margarida CC e OE

Texto a duas mãos segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra 

Trabalhando o Compromisso

   http://cadescrita.edublogs.orgImagem: Oficina de Escrita

“Todas as Vidas são Compromissos” 

Jacqueline Rémi

      Em Outubro estamos a trabalhar o Compromisso; ele pode consiste em agradar e ajudar uma pessoa que precise que alguém se comprometa com ela, por exemplo: 

  • Um colega que não sabe fazer amizades; 
  • Os colegas mais inteligentes ajudarem – “sem se armarem – os que têm mais dificuldades.
  • O Professor de Matemática compromete-se a ajudar-nos puxando por nós, mandando-nos calar, para mantermos a atenção, o nosso futuro ser melhor e não ficarmos ignorantes.

Margarida Cc, 6A

Aceitando as Diferenças

  htp://cadescrita.edublogs.orgImagem: Oficina de Escrita     

     Em Setembro, trabalhamos o Acolhimento. Tínhamos uma tabela de madeira pendurada à porta da sala:

  • Juntámo-nos em Grupo para discutirmos o que é “ser +” e o que é o Acolhimento.
  • Depois da discussão, partilhamos em Grupo-turma.
  • Concluímos que a melhor interpretação para esta palavra era: “ACEITAR AS DIFERENÇAS”.

       A nossa Diretora de Turma disse para estarmos atentas às pessoas, não só aquelas que são verdadeiros mendigos e refugiados, mas também às que estão mesmo à frente dos nossos olhos. Por exemplo:

  • Um colega que está sempre sozinho e não comunica, a não ser com o seu telemóvel – falamos também sobre este problema.
  • Outro colega fez anos e nós não demos por nada, mas ele trouxe chupas para todos. Reconhecemos que a sua postura e o seu silêncio nos afastam e não sabemos como fazer.

Margarida Cc, 6A

Autogestão e Estratégias de Estudo

https://getstencil.com/app/saved

     Imagem: Stencil

     Esta tarde, na Oficina, o Afonso F e o Alexandre B do 6ºD partilharam a sua reflexão sobre o seu itinerário de estudo desde o início do ano.

1 – Horário de estudo em casa

Afonso Posso aperfeiçoar o meu horário pessoal por escrito, atendendo a que tenho Natação duas vezes por semana e vou começar o Inglês, aqui no CAD.

AlexTenho horário fixo de estudo nos dias da explicadora e nos outros faço-o com a mãe; o tempo de trabalho depende se vou ou não a casa da avó.

2 – Intervalos durante o Estudo

AfonsoA Mãe obriga-me a estudar um tempo determinado e depois faço intervalos. Se estou com o Pai, nesses intervalos,  saio de bicicleta pela Serra de Sintra, fazer “Cache”, que é um jogo em que usamos uma aplicação do telemóvel.

Alexandre – A minha mãe dá- me uma hora ou meia-hora, para eu descansar e fazer o que eu quiser.

3 – Qual o grau de dificuldade do TPC que tem prioridade? 

Afonso  – Começo pelos TPC mais fáceis, para ser mais rápido e fico com tempo para os mais longos;  assim, se não conseguir fazer todos, tenho menos para justificar na Agenda.

Alex Começo com os TPC mais difíceis, para ficar com mais tempo  livre. Chego a casa, descanso e só depois vou estudar. Dou prioridade a Português e a Matemática.

Afonso – Se eu tiver TPC numa disciplina em que só volto a ter aula daí a dois ou três dias, se tiver mais outros TPC para o dia seguinte, espero pela  véspera da próxima aula; senão despacho logo.

Alexandre – Faço logo, normalmente.

4 – Preparação de Testes

Afonso Na véspera faço um resumo  e 3 ou 2 dias antes a minha Mãe escreve os apontamentos para eu estudar por partes.

Alex Na véspera faço uma revisão: com a minha explicadora; antes, em cada dia, fazemos os TPC e depois, vemos na Agenda quais os testes que se aproximam e vamos estudando  por partes.

5 – Estratégias de Estudo

Alex –  Leio sempre 3 vezes por parágrafos; repito duas vezes; nas perguntas, repito 3: a 1ª vez, em geral, não percebi, a 2ª foi mais ou menos, a 3ª vez, já tenho a certeza do que se pede.

Afonso – Leio sempre 3 vezes as perguntas e duas os parágrafos; só às vezes faço resumos. Geralmente os apontamentos da minha Mãe são perfeitos e não os escrevo.

6 – Ao rever mentalmente uma regra, uma fórmula matemática ou uma informação para ser classificada, forma-se uma imagem interior visual ou auditiva? Como é o  “fantasminha mental”. Ex:  Experimentemos somar 49 com 11.

Alex – Ouço o pensamento.

Afonso – Depende – O  pensamento ditou: “quarenta e nove mais um cinquenta mais dez sessenta”.

Alex – Eu vi 49 + 1 = 50 +10 = 60

Afonso – Quando me pedem contas eu primeiro faço auditiva e depois visualmente.

Alexandre – As contas difíceis eu torno-as fáceis.

7 – O que favorece a concentração?

Alex – Fechar-me no quarto, em silêncio total, fecho os vidros das janelas e começo a raciocinar, amo  o estudo.

Afonso – Não consigo estar muito tempo em silêncio, começo a distrair-me e então ponho alguma música. Não muito agitada, mais “soft”. Gosto de estar sentado no sofá da sala ou no meu quarto.

A Oficina de Escrita agradece este precioso contributo para a nossa iniciação em questões de Metacognição.

Afonso F e Alexandre B, 6D

Conversas na Oficina

Transformando “Still Life and a Guitar” – Juan Gris

http://cadescrita.edublogs.orgImagem: “O Cão” gentileza da Autora

Este projeto consistiu em construir um imagem a partir de uma Imagem do Pintor Juan Gris.

OE – Quais foram as etapas do processo para esta criação?

Francisca e Prof Paula– Tínhamos um quadro para desconstruir, recortar e colar. Depois juntamos as peças para uma nova criação.

Francisca – Colamos as peças.

 OE – Qual era o Quadro?

 Francisca e Prof Paula – “Still Life with a Guitar” Foi transformado num cão chamado “Pipoca”

https://www.metmuseum.org/art/collection/search/489983

  Francisca – Este cão fugiu de casa. Entrou numa floresta e encontrou uma raposa pequenina que lhe ensinou Matemática.

  A raposinha ficou admirada com os olhos verdes do “Pipoca”. O seu pelo tinha o ar de uma guitarra. Nessa noite, dormiram na toca pequenina da raposa e conversaram um bocadinho sobre Juan Griz, um pintor que o “Pipoca” apreciava muito. E combinaram visitar uma exposição. Depois adormeceram ao luar que entrava pela toca.

Francisca P, 5A

A Solidão do Compromisso

sunset Françoise Kervarec via Compfight

     Há uma solidão própria ao homem livre: há-de estar pronto e desperto para o combate do dia. Há de responder á aurora com o seu próprio movimento.

    Há uma solidão que se adensa no trabalho, quando a concentração permite compreender o que permanece exterior e de algum modo o assimila para si mesmo e o torna, por aí, interior.

    Há uma solidão “por entre as gentes”, um jogo que permite a relação, uma distância que cuida e reconhece o valor incalculável de uma outra presença.

    Há uma solidão em relação a todos, porém, que não tem paralelo com as outras, e para a qual não há compensação.

    Cada um de nós responde por todos os outros e nesse espaço não cabe partilha alguma, é a condição oculta da comunhão.

     É uma solidão em esforço, em andamento, buscadora.

     Ela saiu pelo lado de dentro na direção de embora e tudo o que permanece aquém, na larga esfera do mundo, não pode adivinhá-la nem sequer reconhecer-lhe os traços.

     Quem se subtrai para tal solidão não deixa vestígio algum da sua partida. Persiste, em território sem limites, caminha segundo o impulso cego do seu coração.

     Essa solidão é ela mesma uma marcha, uma aproximação ao que só se lhe torna acessível porque a supera totalmente.

OE

O Hino da Vida

https://getstencil.com/app/saved

  Imagem: Stencil   

     Dedicado ao Amigo Miguel, nos seus 15 Anos

   Graças pelos 15 anos de Paz que deslizam rápidos, atraídos pela eternidade rumorosa, peso de ouro a encurvar o espaço-tempo de tudo, na gravidade do coração jovem, irresitível queda em mais além como num voo vertiginoso.

     Um presente: a beleza toda surpreendida deste hoje que se distende no estuário do seu curso, uma homenagem de filho a seus pais: nasci livre, um prodígio.

    Os 15 anos de vida fluem, tão imprecisos na estonteante diversidade do que acontece, indecifráveis na sua permanente prenhez de sentido que explode, abrindo atalhos inventados pela força do seu ímpeto e é assim que compõe um hino de louvor.

    A tua vida flui, mas obedece a um ritmo, responde a um compasso interior que lhe orienta o fluxo e quando te deixas modelar por ele, mais te surpreende pelo efeito de suprema liberdade com que desfaz o que parecia emaranhado e áspero, com que torna invencível o que de ti se aproxima sob os traços da Paz. 

Parabéns, Miguel!

OE

Acolher, Comprometer-se, Ser Pacífico

https://unsplash.com/search/photos/welcoming

Imagem: Unsplashing

    Em relação ao acolhimento, no princípio do ano, vi um aluno que, no ano passado era muito popular, mas não era acolhedor; este ano estava diferente: ajudava todos. Com isso, ele deixou de ser popular e os antigos colegas não o acolheram. Agora, ele convive com quem é com ele e, na realidade, está muito mais feliz do que estava antes.

Alexandre T

    Comprometer-se – é uma palavra gira, não é? Mas sabem o que quer dizer? Comprometer vem de “prometer” algo a si próprio, como, por exemplo, acolher as pessoas que foram vítimas do incêndio gigante aqui em Portugal. Eu já fiz isso, porque uma amiga da minha mãe e outras pessoas ficaram sem nada. Eu dei muitos dos meus brinquedos a crianças que necessitavam. Sei que não é o suficiente, mas se todos ajudarem, é diferente.

André  R

     Ser Pacífico é quem ajuda toda a gente. Se as crianças forem pacíficas, já é uma ajuda para melhorar o mundo. E se os pais retribuirem, vão passar boas impressões aos filhos. 

Alexandre T

      Paz. Que Palavra profunda e bonita, não é? Paz tem a ver com ser pacífico, como, por exemplo, não começar uma guerra. E sabem como se faz? Não é com armas, nem ameaçando: é chegar a uma conclusão que é boa para os dois indivíduos. Por acaso usamos uma arma – essa podemos usar para o bem e para o mal – que é a palavra, mas, neste caso, usamo-la para o bem.

André  R

A Vida, um Sorriso, um Olhar Límpido

     http://www.cultureuniversity.com/shhh-values-economy-arrived/

Imagem: CultureUniversity.com

     A Vida não é um assunto que se escreva em duas linhas, é um mistério que se sente.

     A Vida, multiplicada em risos, desce, numa cascada vertiginosa, pelos rochedos do Tempo. Sabemos que o sofrimento é capaz de dobrar os corações, mas a Vida é em si mesma um ímpeto de Alegria incontida, um espumejar de entusiasmo que brota de nascente.

    O Sorriso é o melhor bem da Vida: com um sorriso podemos fazer mil maravilhas: podemos alegrar alguém que esteja triste; o nosso sorriso é como uma rajada que leva alegria a todos os que são capazes de a captar.

     A maravilha do Sorriso é uma cintilação rápida do infinito que dardeja, entre dois amigos, um pacto invencível: serão fiéis, prometem-se apoio mútuo, confiam sem limites.

     O Olhar límpido é um sentimento que não nos deixa conter: temos de desabafar, é como um rio, nunca para.

     O Olhar límpido é uma seta tensa no arco, pronta a voar a direito: o pensamento está firme, apoiado nas palavras claras que deixam correr o sentido direito ao seu fim: não há traição nas terras da Lealdade.

Federica V e OE

Texto a duas mãos

Exercício de Escrita Criativa segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra

O que Diz a Vida?

Late autumn colorsCreative Commons License Sebnem Gulfidan via Compfight

     Recomeçar é sempre o desafio que nos vivifica e cria uma expectativa pura. Retomamos as grandes questões do início, adentramo-nos na Vida, onde ressoam, intactas, as interpelações daqueles que se tornaram amigos únicos, companheiros de navegação.

“Estás vivo, és alguém que se possa interrogar?”

    O que diz a Vida, nesta madrugada serena em que Deus embrulhou o sono do mundo, aconchegando-o no Ser?

    A Vida diz a Alegria pura de existir; diz a Paz enérgica do acontecer, diz a muda e perpétua Interrogação assombrada dos homens perante a maravilha do Ser.

     A Vida também se deixa dizer como um caminho aberto à mão, trabalhado em direto com as energias puras da alma que permanecem, por graça, em sinergia com o Senhor:

“Quem somos? Para onde vamos? O que fazemos aqui?”

     A Vida exulta também na comunhão em que se tece, urdida de tecidos e cuidados, pequenas tarefas úteis oleadas na vastidão dos sonhos solidários.

     Somos uns dos outros, nunca é demais cantá-lo: é nesse balancear de trapezista atirando-se ao vazio, na confiança de ser acolhido, que mais nos assemelhamos à comunhão de Deus no Seu ser Trino.

OE

As Melhores Férias de Sempre

Relexo 33Creative Commons License Antonio da Silva Martins via Compfight

     Um dia fui para o Algarve com a minha Família: estava um lindo verão único! E a paisagem, nem se fala: fantástica, cheia de pessoas à volta, com um mar esplêndido!

      Parecia uma sopa de caldo verde, tinha vontade de o comer: águas frescas, ondas maravilhosas e baixinhas.

     De manhã, ia sempre comprar pão, para o pequeno-almoço; íamos a Espanha para meter gasolina e ir às compras ou então íamos à praia ou ainda andar de barco, onde mergulhei com uns óculos, para ver os peixes e as conchas.

     Senti-me muito feliz, convivendo com a minha Família. Podem ter sido umas simples férias no Algarve, de uma semana, mas foram espetaculares!

Margarida R, 5C

O Meu Sonho

     Um dia sonhei que  ia a casa da Susana. Lá  vi  a Susana, o Manel , o Vasco e o Zé. 
    A  casa  era de vidro, madeira e cimento  e também  tinha o telhado.  
    Havia  uma piscina  ao lado da casa e eu mergulhei  com a Susana , Zé, Manel  e Vasco.  A água estava muito boa  e eu nadei imenso.
    De repente, apareceu um ladrão  que queria roubar  a carteira da Susana! O Manel e o Vasco  gritaram tão alto que o ladrão apanhou um susto enorme e fugiu.
    Eu não me lembro de mais nada e acordei na minha cama.
    Foi  um sonho muito agitado.
Francisca P, 5 A

Comprometer-se no “Cuidado do Outro” – II

http://deusmelivro.com/critica/a-princesa-azul-e-a-felicidade-escondida-filipa-saragga-20-5-2015/

Imagem: “Deus me Livro”

Cristal “Cuidar” –    II

      Continuamos, em Outubro, a paráfrase meditativa do lindíssimo livro de Filipa Sáragga, descobrindo, nas dobras do “Cuidado do Outro” as implicações do “Compromisso“, que é o nosso “valor“para este mês.

     Ao longo de um diálogo vivo, a Mestra vai vencendo as apreensões da jovem Princesa, em relação à sua capacidade de ir ao encontro dos outros, pois na atitude de “Cuidar” escondem-se compromissos que nos curam e libertam, bem como potenciam a felicidade dos outros.

  • Se aceitamos o nosso próprio arrependimento ou mágoa, mais rapidamente nos podemos focar  intensamente nos outros, apoiando-os ou apreciando-os.
  • Ao arriscarmos a oportunidade de fazer novos amigos, podemos surpreender-nos a crescer com eles  e a sermos melhores.
  • Incluindo no nosso rumo habitual aquilo que é diferente e o complexo nos outros, ajuda-nos a descobrir em nós qualidades desconhecidas e abrimo-nos para novos compromissos.
  • Mantém-se viva a chama da amizade, no compromisso de permanecer sincero com o outro. 
  • Os amigos são honestos entre si, confiam o que lhes é mais íntimo; mas também se comprometem na mútua celebração dos seus sucessos, cada um fazendo sua a felicidade do outro.

     Finalmente, a suave voz desta Sabedoria, encarnada numa Rosa, indica à Princesa os exercícios que a comprometem na aventura do “Cuidar”e que podemos escolher para este mês de Outubro:

  • Ofereceste um abraço a quem mais precisava?
  • Recolheste uma  história de vida dedicada aos outros?
  • Desenhaste ou escreveste um momento em que visitaste alguém ou lhe prestaste um serviço?
  • Podes contar um momento em que fizeste alguém mais feliz?
  • Tens reparado na beleza? Ela está presente nas pessoas, nas ações, nas nossas criações e nas da natureza. Experimenta este exercício da atenção que se descentra de si própria e descobre mil motivos para agir e criar…

OE

As Lágrimas Amorosas

http://www.escapadinhas.org/escapadinha-lagoa-das-sete-cidades/

   Imagem: Lagoa das 7 Cidades

     Este verão, eu e a minha Família fomos aos lindíssimos Açores!

     Gostei imenso de ver a Lagoa das 7 Cidades: metade era azul turquesa e a outra metade era verde esmeralda!

    Conta a Lenda que era uma vez uma Princesa que se apaixonou por um Pastor, mas não podiam casar, porque ela era uma Princesa e ele era apenas um Pastor.

     A Princesa chorou tanto que formou uma Lagoa Azul, porque a Princesa tinha os olhos azuis. O Pastor, que tinha os olhos verdes, chorou também e formou uma Lagoa Verde.

     E as águas não se misturaram porque eles não se podiam casar!

    Gostei muito da ida aos Açores, senti-me feliz, entusiasmada, curiosa e, do que gostei mais foi da praia de água quente em que ao lado havia um vulcão!

Matilde C, 5ºA

Melhores Férias que já Tive!

http://yourholidayhomes.com/things-to-do/parks-and-gardens/helsinki-zoo_689.html

Imagem: Zoo da Finlândia

     Nestas minhas férias, fiquei muito feliz porque a minha tia e a minha prima vieram do Brasil para nos visitar. Depois de alguns dias, fomos visitar o meu padrasto à Finlândia. 

     Eu, a minha tia e a minha prima fomos visitar a cidade de Cascais: disseram que era mais ou menos igual ao Brasil: quentinho e com muitas pessoas. Fomos á praia e à piscina, mas elas acharam a água fria e com mais tom de azul.

     Depois de duas semanas, nós fomos à Finlândia! Elas acharam muito frio no verão, mas adoraram o Zoo, principalmente a minha prima de 4 anos. Foi a primeira vez que elas foram ao Zoo: estavam animadas!  A única coisa que elas não gostaram foi do mar, porque era muito frio.

     O Tigre branco era giro e chamava muito a atenção das pessoas; e tinha um branco na sua pele igual à neve!

      Eu adorei quando vi a minha prima pequenina e a minha tia em minha casa. Estas férias encheram-me de felicidade porque estive com a minha Família!

Leyane S

Comprometer-se

     https://sylviaduckworth.com/sketchnotes/

  Imagem: kindness of the Artist Sylvia Dackworth   

     Outubro é um mês em que os estudantes começam a responder pela qualidade da sua aposta nos diferentes trabalhos a que a Escola mais objetivamente obriga ou mais criativamente sugere. Surge então, na sua sóbria austeridade, o valor do Compromisso, onde se tornam palpáveis os acordes com “promessa”.

     Segundo o dizer de Nietzsche, “o homem é o único animal que pode prometer”; prometer é, por assim dizer, o verbo do “sim”, que só se conjuga no futuro. É como uma âncora lançada para diante e que nos prende a um momento que ainda não chegou. Comprometer-se é, assim, um ato da vontade, em que nos prometemos a nós próprios, com algo ou alguém, que estaremos presentes, algures, num encontro por vir.

     Neste ato de vontade, em que nós lançamos – e nos enlaçamos – a um instante do futuro, desencadeamos um fluxo de ações segundo o vetor que nos orienta para um objetivo desejado. As etapas que permitem avançar nesta travessia são as “estratégias”: elas combinam as tarefas com o prazo vazio que medeia entre o ato da promessa e o seu cumprimento, numa atividade com sentido, que nos realiza.

     É pela autonomia deste compromisso vivo que o nosso objetivo ganha espessura e vulto ao longo das ações quotidianas e nos tornamos cada vez mais livres.

OE

Definindo Sentimentos

AMISTAD_ Eider Joselito Chaves Chaves via Compfight

A Família não é o sangue que temos em comum, mas sim as pessoas em quem confiamos e que nos fazem sentir só um.

A Coragem é um sentimento poderoso,   pois em quem está vivo, é muito valioso;  

A Coragem sabe sempre quando aparecer, pois na vida e na morte, é um sentimento para proteger.  

O Amor é a diferença, o Amor é a igualdade; o Amor é o que se sente quando se está apaixonado.  

A Felicidade é Tristeza, a Tristeza é felicidade, pois cá na minha cabeça, é tudo o mesmo: Personalidade.                

A magia é uma coisa que qualquer um consegue ver, pois é a luz que temos, que nos faz querer viver.

O medo é uma ilusão Que só está presente na Alma e no Coração                                          

O medo é um sentimento  difícil de explicar, mas para o combater basta a coragem de avançar.

Os Livros são Fantasia, os Livros são Realidade: eles são tudo o que é preciso para construir uma Personalidade.

 A Fantasia é uma mundo onde todos queremos viver, mas sem a Realidade, nunca o iríamos perceber.

Mercedes M 6B

O Desafio das Cem Palavras

  !00 Words ChallengeImage: 100 Word Challenge 

     Mrs Julia Skinner, uma professora – e “HeadTeacher” –  reformada é a fundadora do site “The Head’s Office” onde se partilham os mais diversos assuntos de interesse no âmbito da Educação; é também a  criadora de alguns desafios internacionais para crianças e pré-adolescentes, entre os quais o “100 Words Challenge” onde estamos a participar, a seu convite,  como “professora comentadora”.

    Em que consiste este Desafio? Num site, construído com toda a segurança, são expostos os links para os blogs de Turma de Professores de todo o mundo, escrevendo em língua Inglesa; todas as semanas é apresentado o desafio, no site principal, sob a forma de uma imagem apelativa, legendada com perguntas exploratórias ou então é apresentado um pequeno conjungo de tópicos sugestivos.

    Ao longo das semanas, os alunos que são autores nos seus blogs de Turma, recebem um número, que, por sua vez, também é atribuído a um “Professor Comentador”, o qual pode pertencer a qualquer Escola do mundo, desde que devidamente identificado e também ele com blog de Turma.

    Cada um desses Professores voluntários – que constituem o “Team 100” deverá visitar e comentar, no mínimo, cinco textos por semana,  da autoria de alunos dispersos pelo mundo, cada um no seu nicho materno que é o respetivo blog de Turma. Os comentários obedecem a regras explícitas, são sujeitos a moderação antes de serem publicados e têm como principal objetivo encorajar os jovens autores e celebrar a sua criatividade, criando laços de convívio cordial numa imensa Comunidade Virtual unida na língua Inglesa.

     Não será, para os dias de hoje, uma forma especial de acolhimento mútuo? Aqui fica, pois, também o convite aos nossos alunos para participar. Basta o acordo dos Pais e do Diretor de Turma para poderem publicar diretamente no Blog da nossa Oficina e receber o tópico de cada semana.

OE

Ser +: “Cena Literária”


Imagem: CAD – Cena Literária 

     Os queridos colegas  Carla, Paula e Paulo estão entre os muitos que aceitam o perturbador desafio da Beleza, através do seu ensino de diferentes Artes no nosso Colégio, cada um deles através da sua específica e especial paixão.

      Estes colegas contribuem intensamente, com o seu dom singular para a fisionomia única da nossa Escola e, mais ainda, vão tecendo a própria alma secreta desta, ao colocar os seus talentos ao serviço dos nossos alunos. 

    É assim que ajudam os seus jovens companheiros a descobrir por sua vez, quais os seus talentos escondidos e encorajam-nos a expor-se com as suas personalidades únicas, a fim de dar os seu melhor tanto às suas próprias jovens vidas como à comunidade escolar. 

     Mas para além disto, eles desafiam os nossos alunos a irem mais longe, a fim de alargar até o horizonte inteiro da sua geração. Na medida em que oferecem gratuitamente o melhor de si próprios, os nossos jovens acrescentam significado e força á perene demanda da humanidade. 

    Como este artigo ficaria demasiado longo, desta vez foi escolhida a Poesia no CAD:

CENA LITERÁRIA

Imagem: Teacher Carla playing Conspiração no Palácio

    Assim, a Prof. Carla – que ensina Português e Literatura – é também uma atriz, numa Companhia de Teatro –  provisoriamente suspensa – onde desempenha variados papéis em drama e comédia, ou performances de rua no Teatro de Sintra.

   Com uma singular paixão por poesia, criou, no Colégio, um evento mensal, cada um para celebrar um diferente poeta: os poemas escolhidos são ditos ou lidos por alunos voluntários, na Biblioteca, aberta a uma audiência de todas as idades.

    Poetas Portugueses, como António GedeãoMário de Sá CarneiroFlorBela EspancaFernando PessoaAfonso Cruz, Almeida Garret, José Saramago,Sophia de Mello BreynerWalter Hugo Mãe, tornam-se presenças vivas na nossa biblioteca, graças às jovens vozes e aos corajosos corações dos nossos Alunos.

OE

 

Os Nossos Valores – Adaptado de Prof Maurice Elias

Sobre o Autor que inspirou esta proposta de escrita reflexiva: Maurice J. Elias of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

Viver os Valores

Acolher é “Cuidar do Outro” – I

 

Imagem: Princesa Azul na “Deus me Livro

Cristal “Cuidar”

      Meditando o nosso tema anual “Ser +” –  com um diferente valor atribuído a cada mês do ano letivo –  vamos apresentar, em paráfrases, a nossa abordagem de um capítulo do lindíssimo livro da nossa querida antiga aluna Filipa Sáragga, “A Princesa Azul” o qual, além de integrar o PLN, deu também origem à  Fundação que apoia e celebra a diferença.

      Trata-se do momento em que a Princesa recebe, sob a forma de um Cristal, um ensinamento precioso que podemos aproximar da vivência do valor escolhido para Setembro: a qualidade do acolhimento aos outros.

       A singela mestra da Princesa mostra-lhe a centralidade desta disposição interior, que revela o seu poder libertador, ao longo do caminho iniciático da Princesa rumo a uma felicidade autêntica. Para atingir este fim, surgem as atitudes concretas que deve exercitar e que a tornam capaz de um relacionamento genuinamente acolhedor.

  • As pessoas felizes são altruístas e pensam nos outros, pois é sobre a base da generosidade que se fundam os relacionamentos fecundos.
  •  Concordas que as pessoas felizes pensam mais nos outros?    Podes dar três exemplos?
  • Cuidar dos outros descentra-nos e cura-nos, pois “Leva muito mais tempo a ultrapassar uma angústia do que a assimilar algo de bom”.
  • Podes partilhar como alguém ultrapassou uma angústia? E porque será mais rápido assimilar algo de bom?
  • As relações com os outros são uma prioridade e cuidar dos amigos torna-se uma responsabilidade vital, pois a Felicidade de cada um é uma resultante das nossas relações com os outros.
  • Se quiseres fala nas tuas prioridades nas relações com os outros.
  • Que outras prioridades devemos considerar na nossa vida?
  • Como definirias a Felicidade?

OE

Ser + – Juventude e Metas Globais

Imagem: Moving Goals

      Este ano, o nosso tema global, abrindo o acesso à vivência de valores desafiadores, pode relacionar-se diretamente com os esforços desenvolvidos, por todo o mundo, para integrar a vitalidade e a força inventiva dos jovens na realização das Metas para o Desenvolvimento Sustentável segundo o projeto das Nações Unidas.

     No seu programa de ação para a Participação da Juventude , incluem-se objetivos concretos que facilitem as iniciativas dos jovens, a fim de tomarem decisões.

    Que decisões são os nossos alunos convidados a tomar no âmbito da inovação da aprendizagem e do  permanente aperfeiçoamento do ambiente escolar nas suas vertentes ecológica e humana?

     Podemos aqui dar como exemplos já em curso a sua presença ativa no projeto Eco-Escolas e na livre recriação de Poesia no evento mensal “Cena Literária“, indo assim, ao encontro das metas 12 e 16, se damos crédito ao poder transformante da poesia para humanizar as relações humanas. . 

    O mesmo programa de ação destaca a importância de se removerem os obstáculos que impeçam a  plena participação juvenil na sociedade, com a incontornável liberdade de associação.

    Sabemos que está em curso a implementação de uma Associação de Estudantes na nossa Escola, construindo-se por eles e com eles, inspirada nos valores do nosso Projeto Educativo comum.

    O mesmo programa encoraja vivamente que as diferentes organizações juvenis interajam mutuamente, a nível nacional e internacional, indo assim ao encontro das Metas 4, 5 e 17.

     Sabemos que estão em curso projetos de sempre renovada colaboração com a  Fundação AJU, inspirada no nosso Carisma, onde os jovens utentes desenvolvem também ações de voluntariado e de solidariedade, bem como com outras Organizações de teor idêntico..

     E a nível internacional, como podemos facilitar a interação entre os nossos alunos e outras organizações juvenis? 

    Eles saberão escolher, com o seu entusiasmo inventivo, de entre as inúmeras redes que se entrelaçam, na nossa aldeia global, incluindo as comunidades irmãs disseminadas por África e América do Sul.

OE

Imagem: Comunidades Amor de Deus no Mundo

Ser + – Revalorizar-se

Imagem: CAD

      Cada ano novo traz à Escola – e às pessoas que lhe dão vida e alma – um desafio, um sonho e uma surpresa.

      Trata-se sempre de procurar ir mais além num horizonte tão vasto que nunca se alcançará, mas de onde sopra o vento refrescante de uma liberdade irresistível.

      Desta vez o desafio propõe-nos buscar mais longe o fundamento das nossas relações vivas: valores que estruturam a comunidade escolar, o fino reticulado das amizades que ela nutre e ainda a íntima demanda de cada um.

     Para cada um dos dez meses do ano letivo – e fazendo eco ao calendário litúrgico que ritma as nossas festas – 10 valores dispostos como um brasão de honra, fazem-nos face com seu olhar de esfinge, a sua força oculta de questionamento.

     “Estás vivo? És alguém que se possa interrogar?” – assim expressava Shakespeare o sentido transformante de uma reflexão que não se articula sem o compromisso de vida consigo próprio e com os outros.

    Todo o programa do ano conta com essa indispensável contribuição inventiva de cada um, com o aprofundamento da convivência entre os vários grupos  que formamos pela diversidade de funções: alunos, funcionários, professores, irmãs.

     Num mesmo espaço de presenças que se partilham, no melhor das suas diferenças, se cultiva e fortalece o sentido da comunidade viva, onde cada um existe para que os outros sejam mais.

OE

Traçando Rumos Singulares

Words for LifeCreative Commons License Leonard J Matthews via Compfight

      Hoje partilhamos a alegria de ter connosco, na Oficina, a querida antiga aluna Júlia Marçal,  psicóloga organizacional e free lancer numa série de iniciativas enriquecedoras que vão traçando um percurso singular no âmbito profissional.

     OE – Júlia, partilhe uma experiência de vida que tenha sido para si apaixonante durante os seus anos de escola.

     JM –  O que nos toca profundamente fica registado não só na memória, mas também na alma. Assim são as recordações que tenho enquanto aluna do Colégio do Amor de Deus. Um episódio muito engraçado, do qual tenho memória, remonta à minha vivência enquanto aluna do 2º Ciclo, quando, no 5º ano, fui ao Jardim Zoológico de Lisboa e, no decorrer do almoço, com colegas e professores perto da jaula dos macacos, um dos macacos, de pequeno porte, aproximou-se e furtou o iogurte da Professora Sandra Pedrosa. Foi a risota total 😊

     OEQuais são os principais fatores que têm modelado o caminho original que está a traçar como profissional independente?

     JMParticipar em projetos de naturezas diversas e contactar com tarefas e pessoas diferentes são os principais fatores que me motivam. Projetos como o meu livro: “A Comida como Almofada Emocional – Porque comemos sem ter fome?” tornam-se possíveis e permitem-me colocar a minha criatividade em prática e dar a conhecer o meu trabalho.

     OEQue conselhos daria a um jovem recém-chegado ao mercado de trabalho para se orientar no mundo complexo da busca de um emprego?

      JM –  O conselho que dou a estes jovens é o de escolherem um emprego alinhado com os seus valores e interesses pessoais, pois assim é mais fácil manterem-se motivados. Outro conselho é: não deixem de procurar outras e melhores oportunidades, de forma a aprenderem novas competências, o que se torna fundamental num mercado em constante mudança.

     OESe tivesse dois anos de liberdade financeira para sobreviver com um bem-estar moderado, a que atividades se dedicaria? Porquê?

    JM –  Nessas condições dedicar-me-ia à escrita, uma das minhas grandes paixões, assim como me dedicaria a projetos relacionados com o empoderamento das pessoas, aos níveis pessoal e profissional.     

    OE – Obrigada, Júlia, por teres aceitado participar nesta entrevista, no âmbito do desafio do #EdublogsClub. Desejamos que continues com o teu compromisso entusiasta e o teu trabalho criativo.

Júlia Marçal

Autora de “A Comida como Almofada Emocional

e Inesquecível Aluna do CAD

O Que são Valores para Ti?

Imagem: da Oficina de Escrita

Compilação de respostas dadas por alunos de 5º Ano das turmas A, B e C, no ano 2000

    Os valores são aquilo que temos de Bom em nós; são “coisas” importantes que devemos praticar; todas as “coisas” importantes da nossa vida.

    Por exemplo, os meus amigos, o meu corpo, o meu ser.

    Os valores são também o que nós sentimos: o amor, a felicidade e outras coisas.

    Para mim, um valor é uma coisa ou sentimento de grande importância.

    Existem vários tipos de valores: Morais, como as regras de educação, de respeito por nós e pelos outros; Religiosos, como respeitar a fé de cada um; Materiais, que têm um preço em dinheiro ou um preço afetivo.

     São referências que todos devemos ter para dirigir, orientar a nossa vida. Alguns valores são nos dados pelos Pais, pela nossa família, pela escola. Outros, vamos adquirindo ao longo da vida.

    Um valor é uma qualidade, um sentimento. É a importância que damos às coisas, às pessoas. Nós também somos um valor para outras pessoas. A vida é um valor e por isso tem de ser bem vivida. Os amigos são um valor muito importante.

    São dons que Deus nos deu à nascença. São regras que devemos seguir para sermos felizes: por exemplo: repartir amor, ter compreensão para com os outros, dar o nosso perdão.

   São qualidades que a pessoa tem; são factos ou sentimentos a que damos importância na vida. São coisas, ações, sentimentos que ficam para a vida inteira.

   São ideias que orientam as pessoas no seu caminho, na sua vida. São todas as qualidades que estão adormecidas e que só algumas pessoas conseguem libertar… São princípios, ideias-chave que devem orientar o nosso dia a dia. São qualidades que nascem com a pessoa e que ela “faz crescer” praticando boas ações.

     São normas de comportamento ou regras que nos orientam na vida. É o valor que tenho por algum objeto. Os valores que nós damos a tudo o que está à nossa volta: a um objeto, a uma pessoa, a uma ação ou a um animal são feitos a partir de ideias ou sentimentos existentes em nós.

     Valor é todo o empenho ou esforço que ponho em conseguir o que quero… São dons que Deus nos dá e nos ajudam a crescer como pessoas humanas e espirituais, como pessoas felizes.

    Há vários tipos de valores: a amizade, o amor, a saúde, a educação. Todas as pessoas têm valores, umas mais que outras. A ideia de valor varia conforme o sítio e o tempo em que vivemos, e até com a nossa idade e cultura.

Turmas A B e C do 5º – 2000

Inesquecíveis Alunos do CAD

Sobre “A Crise de Significado na Educação”

Women of the World Angela Sevin via Compfight

“Nothing good will come of these technologies, if we do not first confront the crises of significance in Education.” – Michael Wesch

    Segundo este mundialmente conhecido professor, as formas criativas de aprendizagem não constituem ainda uma motivação para aprender efetivamente. As questões sobre o sentido, as grandes questões motivadoras, só se conseguem colocar quando emerge uma narrativa global onde os jovens se possam sentir integrados e comprometidos. Na nossa época emerge uma visão unificada do mundo, como “aldeia global” em que todos estamos interconectados e onde o futuro depende da ação concreta de cada um em estreita relação com os outros.

     Pode ser este um fio condutor que configure, ao mesmo tempo, os conteúdos e as formas de aprendizagem, de modo que os nossos alunos experimentem que não estão apenas a preparar-se para uma eventual tarefa ulterior, mas que estão já a participar numa missão comum.

    Muitos alunos esforçam-se atualmente por atribuir um significado válido e estimulante ao seu árduo ou negligenciado trabalho nas escolas. Sofrem perante o facto de apenas serem confrontados com o dever de assimilar superficial e rapidamente conteúdos técnicos, sem relação direta uns com os outros, sem relação aparente com uma gratificante aplicação futura, sem uma perspetiva pessoalmente elaborada sobre a totalidade do que está em causa na sua própria formação.

     Procuram uma visão distanciada, mas de amplitude incondicional, onde possam exercer o seu poder latente de reflexão – o único a abrir-lhes o acesso às grandes questões de fundo que cada nova geração deve retomar de raiz, num corpo a corpo genuíno.

    Tais questões vivificadoras, que colocam o problema do sentido último nas várias dimensões da vida, imemorialmente convocam o ser humano na sua autenticidade e lançam-no numa demanda vital, não de respostas académicas cerradas, mas como referências orientadoras e geradoras de sentido.

    É assim que o nosso autor, centrando-se no que ele designa “uma simulação do mundo“, nas suas aulas, reordena a configuração dos conteúdos de aprendizagem priorizando o “Porquê?”,  “Para quê” e “Como”, deixando que estes decidam sobre o “O Quê? e acabem mesmo por gerá-lo.

OE

A Nossa Graça

Imagem: La Croix   JMJ 20013

     As pessoas são a nossa Graça. Uma prenda, um dom do Senhor.

     Algumas dão uns passos connosco pelo caminho  estreito da aventura que sabe bem partilhar. Outras vão mais longe; vão até onde se torna difícil avançar. Elas pertencem a momentos quase inacessíveis, ficam-nos entranhadas no coração.

    As pessoas-anjo, as pessoas-abismo, as pessoas-fidelidade-viva que não hesitam em assumir-nos no nosso mais profundo estranhamento para nos apresentarem, cheias de esperança, ao coração de Deus.

    As pessoas rodeiam-nos por todos os lados, no sagrado silêncio que as destaca e aureola de divino: mães, pais, famílias, amigos, companheiros, ao serviço, a quem servimos, multidões, nomes de santos apostos na fronte dos dias, gerações incontáveis que nos fizeram emergir, por um instante, à luz imensa da vida, gerações futuras que por nós assomarão um momento na beleza fulgurante de existir, míriades em júbilo, todos livres e um na Pessoa ressuscitada de Cristo.

OE

 

Mergulhamos Todos ao mesmoTempo

   Imagem: Piscinas do Vimeiro

      Eu e umas amigas entrámos de mergulho para a piscina, no Vimeiro, fomos a nadar até à parte baixa, onde havia um reflexo que parecia uma cascata com água quente.

     Depois fui ter com outras amigas e amgos, juntámo-nos todos e demos um mergulho todos ao mesmo tempo!

     Quando se está na água, sente-se frescura, as cores dos fatos de banho e da água são giríssimas e ainda não cheirava nada a cloro, pelo contrário, cheirava a flores.

     Só se ouviam gritos de felicidade e de alegria. A Amizade é esta união com toda a gente, é convivermos assim uns com os outros.

Marta Stehn da Silva Antunes, 6B – 1992

Inesquecível Aluna do CAD

O País de Minha Mãe

Imagem: Pintado por minha Mãe

     Entre as montanhas distantes, um vale ameno. Vizinhos prontos a partilhar e cada um pode contar com os outros.No centro, o convento, para onde convergem os corações que esperam e no combate diário, escutam o toque do sino como um encorajamento. 

     Mas a torre, a torre do sino, domina a povoação e abre caminho entre as montanhas, diretamente para o abismo do céu. Agulha erecta, confiança que não vacila na imprecisão do longe. Ergue-se como um grito de alegria, no seu ímpeto de brancura sobre os telhados em sossego. 

     Guardiã da paz, pastoreando o casario. Sentinela em perpétua vigília perscrutando o regresso do Rei. Fiel padrão de Cristo, distintivo da alegria que não terá fim, marco inamovível de uma terra cativada pelo céu.

     País de minha mãe: Liberdade.

OE

O Campo Maravilhoso

Reflection At Durban Botanic Garden Paul Saad via Compfight

     Estas férias fiz uma viagem até ao campo. Na viagem, ia ficando cada vez mais fascinada com as belas e fabulosas paisagens do campo: eram pequenos campos verdes, tão verdes como uma alface acabada de colher; os campos estavam cheios de rebanhos de ovelhas espalhadas por todo o lado.

     Quando chegamos, fui explorar aquele lugar que tanto me fascinou; à medida que ia passeando com os meus pais, gostava cada vez mais daquela magnífica aldeia verde.

     Eu pensei: “Como pode haver uma paisagem tão límpida, tão serena, encantadora como eu nunca tinha visto na cidade?”

     Depois de muito passear, fomos descansar um pouco. Eu não estava cansada, mas sim entusiasmada, pois como descansar, com tanta paisagem para explorar?

    Naquele momento, ao ver como aquelas pessoas eram tão simples e aquela aldeia com tanta paz, perguntei-me: ” – Porque não ter asas como um pássaro para sobrevoar aquele mundo mágico?”

      Passados uns dias, o meu Pai disse:

      – Vamos ao nosso terreno, pois as árvores devem estar cheias de fruta.

     Quando soube da notícia, fiquei excitadíssima, pois nunca tinha colhido fruta. Colhi laranjas, maçãs, peras e muitos outros alimentos. Fui tirar água do poço para regar as árvores e outras plantas.

     Como já era tarde, fomos para casa. Quando já estavam todos deitados e tudo ás escuras, fui para a janela ver o céu estrelado: as estrelas estavam tão brilhantes como o sol! Tão douradas que cobriam o céu. Parecia que estávamos no espaço.

    No dia seguinte acordei com o cantar do galo, porque ainda há muitos naquela região. Gostei de acordar cedo, pois a manhã estava fresca, deslumbrante, tranquila e eu senti uma força espontânea que me tornou livre, que me fez descobrir a liberdade!

Fabíola Mendes, 6B – 1992

Inesquecível Aluna do CAD

O Quarto dos Sonhos Encantados


Bay Window
melystu via Compfight

     Quando se entra, o nosso olhar é logo atingido pelos pequenos ramos de flores estampados no branco limpo do papel que forra as paredes, tornando o meu quarto confortável e acolhedor.

     Logo depois, a nossa atenção é chamada pelo leve tic-tac que vem da mesa de cabeceira, onde um pequeno e antigo despertador verde dá um ar misterioso ao quarto, fazendo-nos pensar que este está a meditar.

    Também nesta mesinha está um pequeno naperon que, com suas cores claras condiz perfeitamente com um pequeno candeeiro de pé de madeira que à noite ilumina uma imagem de Nossa Senhora, que, tão simples, mas tão bela, parece incendiar-se com a luz.

     No meio do quarto, uma mesa de madeira muito lisa e brilhante, faz-nos convencer que pertence a um grande armário, onde, do lado direito, bonecos diferentes parecem representar uma peça de teatro.

     Em cima da cómoda estão vários livros, uns em cima dos outros, prontos para serem lidos e cujos títulos variados despertam curiosidade.

    A grande janela, que dá para uma pequena varanda, alegra muito o quarto, principalmente quando os cortinados estão fechados e a luz passa através do amarelo vivo destes.

    Tudo isto serve para sonhar e talvez, em toda as gavetas e até atrás dos ponteiros do antigo despertador, estejam pequenos sonhos à espera de serem realizados.

Cláudia Rath, 1992

Inesquecível Aluna do CAD

(Texto escolhido para a Prova Global)

Como é Fantástico Este Nosso Mundo

Castelo dos Mouros Keith H via Compfight

     Está uma tarde que convida a ficar em casa, o sol está um pouco coberto com uma nuvem acinzentada que promete uma chuvinha.

     Do meu lado esquerdo, a tão conhecida Serra de Sintra com as suas altas e esplendorosas árvores que, neste momento, estão um bocadinho escondidas pelas condições atmosféricas.  Do meu lado direito, uns prédios muito bem conservados, o colégio e uma pequena imagem do incrível e misterioso mar.

     À minha frente, a Avenida de Sintra, umas bombas de gasolina da “Cepsa”, que dão muita vida á Avenida. Também vejo muitas casas, que parecem uma aldeia, estão tão perto umas das outras, parecem a casa da “Branca de Neve e os Sete Anões”. Adoro ver os carros a passar: é movimento, é vida! As pessoas passam a murmurar, como é possível que as pessoas vistas de cima pareçam tão pequenas?  

     Às vezes, dou comigo a pensar:

     – Como é fantástico este nosso mundo, pois estou no meio da Serra e do Mar: como duas coisas tão diferentes são igualmente belas!

     Este fenómeno, jamais alguém o descobrirá, nem a Ciência, por mais avançada que esteja. Só que tem uma grande sensibilidade pode sentir e descobrir esta magnífica e fabulosa beleza que a Natureza nos oferece.  Contemplar os segredos e as maravilhas que no mundo existem, é mais do que fabuloso e magnífico: não existem palavras para o dizer!

Fabíola Mendes, 6b – 1995

Inesquecível aluna do CAD

Uma Vista Que Imaginava Não Existir

The Pergola Ruth via Compfight

    Há algum tempo que eu vivo aqui e só hoje é que reparei na vista que tinha. Embora não seja muita é alguma. De repente veio-me à cabeça a quantidade de vida que existe neste local.  

     À minha frente vejo plantas floridas e abelhas a fazer comércio; vejo também moscas a fazerem corridas de um lado para o outro, a ver quem é a mais rápida. À minha esquerda, o limoeiro da vizinha, à minha direita, as minhas tartarugas à apanharem banhos de sol.

    No céu, os raios de sol entram pelo meu quintal fora e fazem concursos a ver quem consegue iluminar mais coisas. Vejo pardalecos a brincar à apanhada. O meu papagaio passa as tardes a assobiar, a miar, a ladrar. a cantar os parabéns e até a chamar-nos. Os meus periquitos estão sempre a namorar como duas pessoas e a entrar dentro do ninho, a chocarem os seus ovos. Quando o meu cão vai ao quintal, as moscas põem-se de volta dele e ele tenta trincá-las.

     Nos dias de sol, o quintal cheira a harmonia e sente-se que os seres vivos falam uns com os outros. Quando anoitece, toda esta magia que está no meu quintal desaparece: fica tudo calmo e silencioso. Quando o dia nasce, repete-se tudo e todos os dias isso acontece.

Pedro Almeida, 6B – 2005

Inesquecível Aluno do CAD

A Noite, da Janela do Meu Quarto

Panorámica de la Vía Láctea. Carlos via Compfight

     A noite já caiu.

    Estou no meu quarto e aproximo-me da janela aberta. A noite está magnífica, apenas uma leve brisa me bate no rosto. Do jardim da minha vizinha que mora em frente, chega-me o perfume das rosas.

    Levanto o olhar, as primeiras luzinhas brilhantes acendem-se no casario; no manto do céu aparecem também as primeiras estrelas.

    Olho agora na direção da Serra de Sintra: não distingo o palácio; será que as nuvens o cobrem?

    A minha atenção é despertada pelo barulho de um avião que sobrevoa os prédios altos à minha esquerda. As ruas enchem-se de carros e dos barulhos dos seus motores, os faróis iluminam o asfalto negro, é a agitação do regresso a casa depois de um dia de atividade.

   A minha mãe chama-me, fecho a janela. Agora, o que me rodeia é bem diferente.

Ana Raquel Santos Henriques

Inesquecível Aluna do CAD

O Mundo Fascinante da Natureza

View from my Balcony Photon-Huntsman via Compfight

     A noite caiu. Está um céu estrelado, estou deslumbrada. Nunca vi coisa mais maravilhosa, e só agora é que me apercebo deste fenómeno da Natureza, apenas visto através da janela do meu quarto, sem ser preciso apenas sair de casa.

     Olho em frente: vejo um muro, um quintal, um portão, mas o mais magnífico ainda está para vir; então vejo algo cintilante que me parece cegar: é o céu estrelado na sua infinidade.

     Desvio a cabeça para a direita e distingo uma luz a iluminar a calçada: é o candeeiro da rua – até parece uma vela acesa debaixo do luar – e, logo ao lado, e que me dá conforto no lar, os postes e fios de eletricidade e telefone. À esquerda, um portão de um tom de verde que me deixa pasmada: é o portão da garagem do meu vizinho.

     O silêncio é quebrado pelo cantar fascinante dos grilos e dos ralos; de vez em quando veem-se pirilampos a brilhar no céu infinito. Há um perfume que paira no ar: é a campo. É assim o que vejo, oiço e cheiro a partir da janela do meu quarto.

     E agora vou voltar à rotina habitual.

Andreia Caetano Rodrigues, 6B

Inesquecível Aluna do CAD

Assunção de Maria

 Our Lady is Raised Up Lawrence OP via Compfight

  (Dedicado aos meus alunos em férias)

     Que celebramos nesta Festa? Por que é uma das mais importantes para nós, cristãos?

     Jesus, Palavra do Pai, fez-se carne no seio de Maria. Ela foi pré-redimida, desde o início, desde a sua conceção. O que significa isto: primeiro fruto da Redenção, Maria recebeu-se a si própria como um dom e à incomparável pureza dele correspondeu perfeitamente no trajeto de uma vida única. Assim, ao dom originário da  “concecão imaculada” correspondeu com o seu “imaculado coração”.

     O sentido último destas palavras escapa-nos, porque elas são infinitas, mas herdámo-las pelo nosso batismo, já fazem parte de nós. Elas também significam que Maria, desde a origem, foi criada livre: liberta de todo o mal e livre para todo o Bem.

      Assim, o seu corpo não estava sujeito à condição da morte, como o nosso: é uma consequência de ser Imaculada. Celebramos então o facto de a sua pessoa, que inclui a totalidade do seu trajeto no tempo, estar inteiramente assumida na eternidade de Deus.

     Mas por isso mesmo está tão próxima de nós. E sem cessar abrindo o acesso ao que é mais íntimo a nós do que nós próprios: morada interior de Deus que tudo transcende, mas se oculta no recôndito dos corações.

     Maria pertence-nos: foi-nos dada pelo Filho na continuação do próprio gesto em que totalmente nos entregou o que tinha de mais precioso: “Eis a minha carne. Eis o meu sangue. Eis a minha Mãe.”

     Que é esta maternidade da Mãe de Jesus em relação a nós? Ao anúncio inaudito do Anjo, Maria respondera com um “Sim” sem condições. Agora, aos pés da Cruz, no extremo do percurso terrestre do Seu Filho, Maria reencontra este “Sim” inicial dilatado ao infinito: o seu consentimento para engendrar tornou-se espiritual e alargou-se à humanidade de todos os tempos.

     Filhos no Filho e irmãos de Jesus, somos filhos espirituais de Maria que sem cessar nos engendra para a Glória da Bondade divina onde,desde já, inteiramente, exulta e vive.

OE

Combate Pelo Verão

NERF Jessica C via Compfight

      Era inverno e nós éramos três irmãos: duas raparigas e um rapaz. Nós adorávamos, mas queríamos o verão.

     A nossa avó ajudava sempre os animais, por isso não lhe fazia diferença; nós só queríamos saltar à  corda, não ler e fazer cálculos, mas sim nadar com a pracha e um fato de mergulho.

     E também porque no verão, no meu aniversário, podia ver as estrelas no meu telescópio e não estudar os micróbios no microscópio; podíamos andar a cem e não andar de carro…

     Passaram vários meses e, finalmente, está aqui o verão! Podia-me esquecer, só que fui enganado: só a pensar nisso, não estudei, fui totó e chumbei. Tive de fazer tudo o que devia ter feito no inverno, na escola: por isso, estudem!

     Logo nos primeiros quinze dias tive de ficar na escola, a ter aulas de recuperação. Mas aí houve um tiroteio: um tipo com uma arma a sério contra outro com uma nerf, que era eu! E então, finalmente, pude viver o verão em Paz com as minhas irmãs!

Afonso S, 5C

Comentário a “O Almocreve” de Machado de Assis

Imagem: da Capa do Livro de Machado de Assis

     Assim que o narrador se sentiu salvo, foi inundado por uma onda de gratidão e de admiração, pela perícia demonstrada pelo Almocreve, e sentiu o desejo de o recompensar.

    Mas  o narrador, quando se aproximou do dinheiro, começou a hesitar se não estaria a dar demasiado. Pensou: “Calma, estou a fazer bem. Se calhar dar-lhe as 3 moedas foi uma decisão no calor do momento.”

     Observou-o, viu que era muito pobre, que bastaria uma moeda para equiparar ou até para superar a boa ação do outro. Se calhar, ele tinha agido simplesmente por defeito profissional, por um impulso natural, por saber domar burros, pelo seu saber profissional, pela sua condição humilde.

     Nesta mudança de atitude, o narrador mostrou-se mesquinho, avarento e mal-agradecido.

     Após uma experiência que poderia ter sido mortal, ele sentiu-se grato e satisfeito apenas com a recuperação da vida; já não estava a dar importância ao material, mas sim à vida. Mas quanto mais esquecia essa experiência, cada vez mais pensava no material e regressava ao seu egoísmo natural.

     Porque já estava bem, não ia morrer, sentia-se fora de perigo, voltava a ver a vida como uma garantia e desprezou o seu salvador.

    (Comentário ao Cap XXI “O Almocreve” de Memórias Póstumas de Brás Cubas de , Machado de Assis)

Miguel F, 9B

Os Mistérios da Linguagem – II

smart cookieImagem: Leonard J Matthews Flickr CC

     As pessoas podem ser possuídas por uma “carga agressiva” porque temos emoções,  e transmiti-la nas palavras, pois as palavras, se voam como gaivotas, também nadam como tubarões.

      A força das palavras para “voar” indica que elas criam sonhos e superam obstáculos; a agilidade das palavras em “nadar” também nos mostra que elas podem impor limites e fazer o outro parar.

      Comunicar não é só falar, mas sim escutar, pois nem sempre se trata de falar com palavras, mas sim escutar a beleza das palavras das outras pessoas. 

Margarida Cc, Francisco M N, OE

(Exercício de escrita criativa segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra)

O Hamburguer


  Imagem: Tasty Hamburguer Gifs

     Era uma vez um Hamburguer muito solitário, que chorava muito, só bebia batidos de morango e chorava. Quando chovia, ainda mais chorava. Mas um dia ele fez uma amiga: a senhora Bonga, que estava muito feliz.

     O Hamburguer perguntou-lhe:

      – Olha, por que estás sempre feliz?

      A Bonga respondeu:

      – Não, isso é um problema de família: nós comemos muito açúcar, ficamos elétricos.

      O Hamburguer, sempre desanimado, um dia ficou muito feliz quand soube que ganhou no euromilhões e, com muita alegria, saiu de casa em cuecas, a gritar:

      – Sou rico, sou rico, sou rico!

      E as pessoas comentavam:

      – És rico de estupidez!

      Quando foi levantar o dinheiro ao banco, ficou espantado: estava rico para toda a sua vida de tristeza!

      Quando chegou a casa, cheio de comida e de tecnologia de ponta, viu a sua figura de parvo na televisão. E o senhor das notícias, que estava ao microfone, disse:

     – O maluco que ganhou o Euromilhões, vem amanhã à “Estupidamente TV” e é melhor que esteja a ouvir, maluco.

     No dia seguinte, o Hamburguer estava a conduzir o seu ferrari para ir à “Estupidamente TV”, quando, para seu espanto, viu uma gaivota a conduzir um autocarro. Foi aí que o Hamburguer se esmigalhou todo e ficou dois anos colado a uma cama de hospital.

     E disse:

     – Quando tenho sorte, vem-me o azar. Porquê? Porquê? 

Lourenço C, 6B

A Terra Maluca

Eve Vegas 2015 Commemorative PosterCreative Commons License Bryan Ward via Compfight

    Era uma vez uma terra distante, num sistema solar maluco, um planeta sem regras. havia pessoas muito doidas, que até matavam moscas com a língua e comiam. O senhor maluco Gertrudes I, tinha uma só regra: não havia regra. E ele também era muito rico; tinha um castelo com servos robôs.

    Mas aquele planeta era demais: tinham divertimentos no meio da estrada, passavam os sinais vermelhos e até faziam corridas de moscas. Só havia uma coisa má: era o senhor Jackson II, ele só roubava mísseis e coisas de segurança e por isso é que o país ficava pobre.

     Então, o senhor maluco Gertrudes I disse:

     – Já chega! Vamos derrotar Jackson II!

    Depois, os malucos contra os ladrões fizeram uma guerra de doidos e, até que enfim, os malucos ganharam!

Lourenço C, 6B

Os Macacos Assaltantes

Imagem: Prank-Monkey_Jokes

      Era uma vez uma família de quatro pessoas que planearam um lanche na praia. Quando estavam a caminho da praia, não havia pessoas na estrada nem na praia. Eles acharam isso muito estranho.

     O pai disse que as pessoas tinham ido para a praia norte, porque aquela praia estava poluída. Mas a praia norte não era praia fluvial e estava com água.

     Quando chegaram à praia norte, já estava imensa gente e havia macacos a roubar as pessoas. 

     Os quatro exclamaram ao mesmo tempo:

     – Quando é que lanchamos? É que nunca mais lanchamos! 

     Nesse momento olharam para trás e viram um macaco a roubar-lhes o carro! Mas eles não sabiam o que fazer. Então decidiram chamar um taxi e ir para casa. A Família era composta pela mãe, Maria, pelo pai, João e os dois gémeos, Tôto e Totó.

Lourenço C, 6B

A Família Preguiçosa

Polyptych | Happy Port Aikawa Ke via Compfight

     Era uma vez uma família que estava sempre no computador e chamava-se “Famíla Preguiçosa”. O filho não ia à escola, os pais não trabalhavam e estavam sempre a dormir. Só comiam comida de plástico e eram tão gordo que nem cabiam no seu próprio carro.

     Um dia, um dos seus computadores avariou e tiveram de sair de casa para o levar a arranjar, mas as pessoas, quando olharam para eles, disseram:  

     – Que família porca e suja e gorda!

     Então, eles ouviram aquilo e sentiram-se envergonhados e furiosos.

     Um dia, quando o computador ficou arranjado, o pai disse:

     – Família, hoje vamos fazer uma grande mudança: vamos ser mais saudáveis.

     E o pai pôs o computador no lixo, inscreveu a família no ginásio e só comprou comida saudável; só viam televisáo depois do jantar e o filho ia sempre à escola.

      Passado um ano, estavam magros e com melhor aspeto, e as pessoas nunca mais gozaram com eles.

Lourenço C, 6B

A Jóia

Police officer Black Zack via Compfight

     Era uma vez um homem muito perigoso, o mais procurado de  todos: tinha acumulado cadastros relativos a assaltos de bancos e fugas de prisão. Ele era uma pessoa que não se cuidava, tinha uma barba até ao umbigo, umas sobrancelhas hirsutas e uma boca assustadora, com dentes para fora e um nariz superminúsculo. 

     No dia 28 de Setembro de 2016, o homem planeou uma lavagem de dinheiro com o seu amigo presidente do banco. Esse dinheiro chegava no dia 31 de Dezembro – já sabem o ano – e quem o transportava para a mansão do homem mais procurado era o funcionário ou o secretário do presidente do banco.  

     O funcionário estava preocupado com as paragens de auto-stop, porque o que havia lá atrás era sério. Então, passado uma hora, foi mandado parar pela polícia e o camionista estava muito assustado porque eles tinham cães altamente treinados.

Lourenço C, 6B

A ida à Prof. Inês

      Numa terça-feira á tarde, uma amiga minha, chamada Maria, chamou-me, para me perguntar se eu queria ir estudar Ciências Naturais com ela, na Oficina de uma professora muito querida chamada Inês, a quem chamávamos professora Inês P.

      Assim foi, subi até ao piso da biblioteca. Quando nós chegamos, faltavam ainda vinte minutos para as 14 horas. A minha amiga Maria foi perguntar à professora Inês se eu podia ir para  a acompanhar. A professora, com um enorme sorriso na cara, respondeu assim:

     – Claro que sim, podes trazer a tua colega… Como é que tu te chamas?

     – Eu chamo-me Constança. – respondi. – Que nome tão giro…”Constança”. Bem, agora tenho de continuar a dar aulas a esta aluna… mas às 14h 00 cá vos espero! – disse ela.

     – Ok! – Respondi. – Às 14h cá estaremos, professora.

Constança G, 6C

Life of Horses – IV

HorseCreative Commons License Mark via Compfight

      Um dia, a Flora estava muito zangada com tudo e com todos. Ela estava numa cerca muito linda, mas como ela queria fugir, fugiu. Passou por montanhas, vales e florestas, até chegar a um prado muito florido.

     Estava a passar por lá um Mustang, que era diferente dos outros: era todo preto, com uma crina muito grande, só que estava com um penso na crina.

    Ele estava a ir em direção à Flora; ela tentou fugir, mas não conseguiu, porque as ferraduras novas estavam a fazê-la tropeçar. De repente, apareceu um cavalo à frente dela que lhe disse:

     – Olá, eu sou o Veloz, um cavalo dos Índios!

     A Flora apresentou-se:

     – Olá, eu sou a Flora, eu era um cavalo selvagem, só que me apanharam. Queres fazer uma corrida?

      Respondeu o Veloz:

      – Claro! Mas acho que tirarmos-te essas ferraduras.

      Eles deram coices em pedras, em árvores, até que as ferraduras caíram. Começaram a correr: o Veloz ia á frente, mas a Flora deu um salto e ficou próxima dele. O Mustang ficou em primeiro lugar, mesmo assim, por uns segundos a mais que a Flora.

     O Veloz disse:

     – Queres conhecer os meus donos?

     A Flora respondeu:

       – Quero!

      Quando chegaram à vila, os humanos agarraram logo a Flora para ficarem com ela, mas chegou lá uma menina para ajudar aquela pobre égua. A menina acalmou-a e ficou com ela, porque a Flora não queria sair de junto dela.

      O Veloz disse, a rir:

      – Ah, ah, ah! Mal chegas e já tens uma dona! E essa é uma treinadora de cavalos.

      Enquanto estavam a falar, a menina pòs-lhe um arreio e uma manta azul por cima dela para a montar.

Margarida L, 6B

Life of Horses – III

HorseCreative Commons License Mark via Compfight

     Num dia de concurso, era a vez de Trovão. Mas havia um pequeno problema: o Trovão só conseguia saltar ao ouvir rock’n roll do Elvis. Só que o rádio estragou-se, porque um gato saltou para cima dele.

     Então tiveram que comprar um rádio novo que tivesse grandes colunas para que os gatos tivessem medo deles. Tinha chegado a vez de Trovão: ele deu grandes saltos, correu como se fosse a luz; o juri ficou espantado e deu-lhe a nota máxima.

     Quando chegou a vez de receber o prémio, ficou o Trovão em 1º lugar, a mãe em 2º e, em 3º, um amigo da Flora.

Margarida L, 6B

Life of Horses – II

Keeping an Eye on ME, brightened.Creative Commons License Tom Driggers via Compfight

     Numa certa quinta, estavam a precisar de cavalos e de mais animais.

     Lá viviam duas pessoas:  a Inês, a irmã mais velha, que tinha um longo cabelo da cor do mel e uns olhos da cor do mar; ela usava uma camisa azul, umas calças castanhas claras e umas botas de cavaleira; e a sua irmã mais nova, Mariana, que tinha também o cabelo da cor do mel e uns olhos azuis como o céu; ela vestia-se com um casaco cinzento. calças de ganga e botas de montar.

     As duas irmãs foram montar os seus cavalos para irem procurar mais vinte mil cavalos, por isso voltaram para a montanha. Passadas três horas, chegaram e apanharam logo o chefe; com o chefe apanhado, todos os outros foram atrás dele, até a sua filha.

     Quando chegaram à quinta, prenderam todos os cavalos num campo com cerca eletrificada. Tentaram montar a Flora, que já era uma grande égua. A Mariana caiu logo, mas a Inês conseguiu. Ela ficou muito contente, mas o pai estava sempre preocupado com ela, porque mesmo que ela estivesse presa ali, continuava, na mesma, a falar com a loba e o leão que já eram grandes.

     Passados cinco anos, os cavalos todos já estavam domados. A Inês tinha dois cavalos: a Flora e o Trovão, o chefe. A Flora passava a vida a ser toda arranjada, o Trovão era usado para concursos e a mãe passava a vida a fugir.

Margarida L, 6B

Life of Horses – I

I think horse photography is going to be my new pleasure !! Welsh photographs via Compfight

     Era uma vez, numa terra distante, onde viviam veados, cavalos selvagens, zebras e muitos outros animais, numa floresta gigantesca com cascatas.

    Mas havia alguém que não era feliz: os cowboys que adoravam apanhar cavalos selvagens novos!

     Espalhou-se uma nova mensagem do chefe dos cavalos selvagens, Trovão:

     – Um novo potro vai nascer! Passados 5 minutos, já se via a nova cara. Ela estava a saltar  pela montanha! A nova cara era amarela como o mel, com olhos azuis e as crinas eram castanhas como a casca das árvores.

     Passado um ano, essa linda égua já estava grande, e o pai dela chamou-a:

    – Flora, vem cá!

    – Estou a ir, pai!

    A única coisa que ele queria dizer era para ela não passar da fronteira onde estavam os lobos e os leões. Mas ela estava com tanta curiosidade, que foi. Ela foi rodeada por um leão e por uma loba.

    – O que está aqui a fazer uma eguinha?  – exclamou a loba, ao ver a Flora.

   – Deixem-me em paz, eu queria só fazer alguns amigos.

   E disse a loba:

     – Que sorte que eu tenho! Eu também só queria uma amiga, em vez desse leãozinho. Eu sou a Veloz e esse leão aí é o King.

     – E eu sou a Flora.

     De repente, saltou um cavalo para ajudar a Flora, porque pensava que iam atacá-la.

     – Não lhes faças mal, Cinza! – gritou a Flora – São meus amigos. Eles também, só com uma patada, tu caías ao chão. Já sabes que não és forte.

Margarida L, 6B

Palavras de Paz – P. Jacques Hamel

Imagem: Imitation de Jésus Christ

     Vítima de terrorismo, assassinado a 26 de Julho de 2016, na sua Igreja, o P. Hamel, com 85 anos, deixou-nos uma mensagem de paz através dos textos em que preparava as suas homílias.

Novembro 2015

    A Santidade é, também, a nossa vocação.[…] Não se trata de fazer coisas extraordinárias, de realizar prodígios. Basta amar no concreto das nossas vidas, custe o que custar.

Janeiro 2016

     A misericórdia, é o amor infinito e incondicional de Deus para com cada homem […] Para o dizer de outro modo, a misericórdia é toda a miséria do homem acolhida com ternura pelo coração de Deus. Compete-nos deixarmo-nos habitar pela misericórdia para olhar com sinceridade o irmão que encontramos no caminho das nossas existências. 

 Março 2016

     Se nos interrogamos ainda, se nos sentimos perplexos, e mesmo se a nossa fé se tornou mais madura, continuemos a seguir Cristo. O nosso mundo precisa tanto de esperança! Coloquemo-nos ao serviço da Palavra. Ela não cessa de nos dizer o coração misericordioso de Deus. Que sopre em nós o espírito de liberdade e de alegria.

Junho 2016

     A Primavera foi um pouco fria. Se o nosso ânimo ficou um pouco em baixo, paciência, o verão acabará por chegar. E também o tempo das férias. […] Possamo-nos nós nestes momentos escutar o convite de Deus a cuidar deste mundo, a tornar, aí onde estamos, o mundo mais caloroso, mais humano, mais fraterno. Um tempo de encontro com os que nos são próximos, com os amigos: um momento para criar a ocasião de vivermos algo juntos. Um momento para estarmos atentos aos outros, sejam quem forem.  Um tempo de partilha: da nossa amizade, da nossa alegria. Partilha do nosso apoio às crianças, mostrando-lhes como contam para nós. Um tempo de oração, também: atentos ao que se vai passar no nosso mundo nessa altura. Rezemos por aqueles que mais precisam, pela paz, para que seja melhor a nossa vida comum.

Tradução dos Excertos Publicados em Le Point

na semana de 26/07/16

A Família Pintora – III

Artwork (White Horse)Creative Commons License Mark Coleman via Compfight

     A pantera rosnou tão alto que se ouviu na China; a mãe pôs-se á frente do cavalo para a Escuridão não o atacar.

     A Mãe entendeu que o cavalo queria ficar com aquela família. Então, deitou a bicicleta para o lixo e comprou uma quinta para onde iam viver.

     Essa quinta tinha uma casa com quatro andares; no rés-do-chão, havia a entrada, a sala e a cozinha, no primeiro andar tinha um quarto de hóspedes; no segundo andar tinha o quarto da Mariana, onde dormiam ela e a Escuridão; no terceiro andar ficava o quarto de Sofia e, por último, o sótão.

     No jardim, havia um amplo estábulo onde vivia o lindo cavalo branco, que passou a chamar-se Albatroz. E todas as noites, a Escuridão ficava a vigiar o Albatroz.

Margarida L, 6B

A Família Pintora – II

Running From the Sun Russ Seidel via Compfight

     A Família pintora ia acampar, naquele dia, com a sua querida pantera. A Mariana estava a pintar um cavalo branco como a neve que estava a correr ao lado do carro. Quando chegaram, havia uma coisa branca a andar à volta do acampamento e a Sofia disse à Mariana:  

      – Filha, queres ver o que está a andar à nossa volta?

      Ela respondeu:

      – Claro!

      Quando foram ver, era o cavalo que tinha vindo a correr com o cavalo; ele foi ter com a mãe de Mariana, para se deitar ao pé dela, mas quando viu a pantera, deu um alto até às nuvens!

       Mas a Sofia agarrou a crina dele, para ver se aquele cavalo misterioso ficava calmo.

       No dia seguinte, a Família estava a regressar a casa e, no caminho de volta, apreciaram as árvores centenárias, com os troncos cobertos de heras, os campos primaveris salpicados de papilas e uma cascata espumejante de água límpida.

(Continua)

Margarida L, 6B

A Família Pintora – I

panthera pardus Joachim S. Müller via Compfight

     Era uma vez uma Família muito simpática que adorava pintar com o computador, o telemóvel, o Ipad…

     Um dia, a mãe Sofia foi andar de bicicleta na praia, enquanto a Mariana, a filha, estava a desenhar no telemóvel e, atrás dela, a Escuridão: a pantera delas. A Mariana estava a desenhar o pôr-do-sol e a água a bater nas rochas.

     Quando chegaram a casa, a Escuridão foi para cima da sua árvore favorita, a mais alta e com mais folhagem, mas com uns ramos que, se um elefante lhes dessem um toque, os ramos caíam, mas a Escuridão era leve como uma pena.

     A Mariana tinha um cabelo liso e escuro como um tronco de uma árvore; a mãe tinha o cabelo num tom amarelo como o sol; a Escuridão, uns olhos azuis como o céu limpo e o pelo escuro como a noite.

     Quando a Mariana saiu para o jardim, para pintar a  sua querida amiga Escuridão, a pantera tinha feito uma pose de orgulho e a Mãe saiu para ajudar a filha com a tela e as tintas.

Margarida L, 6B

Gelados Versus Cães

Teddy's - Famous For Ice CreamCreative Commons License William Murphy via Compfight

      Era uma vez uma família que adorava animais, menos a sua única filha, Sofia. Ela gritou com o cão:

       – Sai daqui, animal nojento!

      O cão baixou as orelhas e foi embora.

      A mãe e o pai estavam sempre a dizer-lhe:

      – Os cães são tão bonitos!

       Mas a filha não ouvia, só pensava em comer gelados.

       Um dia, a família ia acampar durante um mês. Fizeram as malas: a da Sofia tinha receitas para fazer gelados, gelados, a sua roupa e o material de ténis. A da mãe tinha o seu telemóvel, comida de cão e outras coisas. A do pai tinha o seu Ipad e pastilhas elásticas. A mala dos cães tinha brinquedos, biscoitos, as suas camas e as suas escovas.

       Os cães queriam ir logo, só que a menina não queria que os cães fossem, mas os pais não os queriam deixar para trás. Então, lá foram para o acampamento, mas é óbvio que os cães foram.

      Quando a Sofia abriu a mala, viu os dois cães a comer os seus gelados. Os pais exclamaram:  

       – Oh, que fofos!

      A Sofia reclamou:

      – Agora só tenho cinquenta gelados! Só me dá para um dia!

      Os cães ajudaram a montar as tendas enquanto a Sofia se estava a lamentar pela perda dos seus gelados.

      Quando os pais já estavam a dormir, Sofia tentou matar os cães, mas não conseguiu. Os pais acordaram, os cães chamaram-nos e viram a filha com a faca nas mãos. Mas o Marmaduke, que era um dos cães mais alto do que a Sofia, escondeu-se atrás da Mãe.

Margarida L

Avatar – II

Imagem: Avatar Movie

     A vida de Miriam não era só trabalhar: ela adorava basketball; então, pensou em formar uma equipa.

     – Vou ver se encontro dois Avatares humanos. Mas em vez de encontrar dois Avatares, encontrou dois humanos que estavam a surfar.

      Ela chamou o seu Dragão, mas em vez de vir sozinho, veio Jason, e gritou:

      – Porque estás aqui? Este é o sítio dos humanos!

      – Eu sei, deixa-me em paz! – E subia no seu Dragão, levantando voo.

       Chegou ao pé dos dois rapazes, desceu do seu Dragão e perguntou:

       – Querem ser Avatares?

       Os dois responderam em coro:

       – Sim!

       Eles foram buscar os seus Avatares e Miriam perguntou:

      – Quais são os vossos nomes?

       – O meu nome é Artur e este é o Lourenço, mas tratam-no por “Cata”.

       A Miriam decidiu:

      – Tu, Artur, vais-te chamar “Urso” e o Lourenço vai-se chamar “Cata”, não quero mudar.

      Ela apresentou-os ao Chefe, mas em vez de lhe dizer que eram humanos, disse que eram mesmo Avatares. Depois perguntou-lhes se queriam fazer uma equipa de basquete, mas primeiro teve de lhes dar um Dragão a cada um cavalo, porque os jogos de basquete precisavam deste equipamento.

      Foram voar, mas sempre que um deles caía, Miriam ia apanhá-los com o seu Dragão.

Margarida L, 6B

Avatar – I

 

Imagem:  Avatar Movie

     Era uma vez num planeta distante, umns seres bastantes diferentes: eles tinham o dobro do nosso tamanho, eram como uns tigres azuis às riscas; de um tom azul escuro e o resto azul-claro; o seu cabelo era da cor do chocolate negro.

     Uma menina da mesma espécie chamava-se Miriam e era a filha do chefe Raksa. Miriam tinha um dragão gigante, vermelho, com riscas pretas, algumas partes amarelas e a ponta da cauda tinha um bocadinho de azul. Ela também tinha um cavalo exatamente igual a ela.

    Mais ou menos a 10 km dali viviam humanos que, quando montavam esses seres, a quem vamos chamar Avatares, ficavam com os seus corpos para  transportar a mente dos humanos para o cérebro dos Avatares.

    E havia um novo recruta para os humanos, o Jason, que era paraplégico e, quando o puseram na mente do seu Avatar, ficou louco de alegria, porque ele conseguia andar!

    No dia seguinte, Jason foi fazer explorações com o seu Avatar, porque ele já não conseguia sair daquele corpo.

     Nessa altura, encontrou Miriam. Os seus companheiros já tinham o solto lá para fora. Miriam, como sabia que ele era humano, gritou com um ar muito furioso:

     – Sai daqui!

      Mas quando Miriam lhe foi acertar com uma flecha, apareceu um espírito pois, quando os Avatares querem matar um ser humano, ás vezes aparece um deus.

  – Eu não vou fazer nada de mal.  – E baixou a flecha.

     Miriam chamou o seu Dragão e disse:

     – Sobe, rápido!

     O Dragão não queria que o espírito subisse também. Então, a Miriam não o pôde deixar ir: foram pelo chão, passaram por árvores maiores que uma montanha, chegaram a uma ilha flutuante e alcançaram a árvore da vida. 

(Continua)

Margarida L, 6B

 

Sugestões para Inovar a Escola


Anita Purves Nature Center
Creative Commons License Taylor Studios, Inc. via Compfight

      Nos recreios e em certas aulas, os alunos poderiam ouvir Funk; as salas poderiam estar de acordo com o gosto das pessoas, pois seriam mais apreciadas; poderia haver um canto para cada aluno e customizado por ele; as pessoas com gostos em comum poderiam juntar-se em grupos para trabalhar.

    Poderíamos fazer workshops com duas ou três disciplinas combinadas, como Ciências, FQ e TIC e com um microscópio que vê as coisas muito detalhadamente. Com um microscópio desses  analisávamos células animais, substâncias químicas, energias e a própria luz. Teríamos uma placa gráfica, uma motherboard e um monitor a fim de realizar uma exploração ao micromundo.

    Nos trabalhos de Grupo, acho que os alunos devem escolher com quem trabalham; se escolherem os amigos, trabalharão mais e mais empenhadamente.

    Um Projeto possível para Português, Francês e Inglês podia incluir sairmos de Cascais, viajar ao Reino Unido. Podíamos passear em autocarros de dois andares, visitar o museus das Ciências. Depois íamos a Paris visitar La Villette.  Em Paris tínhamos de subir à Torre Eiffel e, em Londres, à London Eye. Esta, ao longe, parece uma roda gigante normal, mas, lá dentro, parece uma cápsula com uns banquinhos e tablets interativos lá dentro. No regresso, fazíamos um trabalho em que comparávamos as duas visitas.

João Francisco, 7B

Visitar o Uganda

Seeking a new life European Commission DG ECHO via Compfight

     Um lugar onde eu aconselhava ir é o Uganda. É uma terra quente, com brisas suaves, paisagens longas e coloridas com suas  árvores e montanhas.

    Tem atividades  muito giras onde podemos pôr as crianças com toda a confiança. Aconselho-vos a ir ao Uganda, onde há tudo o que queremos.

Luísa, 6A Aluna Visitante

(2016)

 

“O Segredo do Rio” – Estar acima da Fome

Imagem: Departamento de Português

      O livro que eu vou apresentar é “O Segredo do Rio“. Este livro foi escrito pelo autor Miguel de Sousa Tavares, que é um jornalista e escritor português, nascido a 25 de Junho de 1950, filho de Sophia de Mello Breiyner e primo, em terceiro grau, de José Avilez.

      A ação decorre no campo, onde o menino e seus pais vivem numa casa muito pequena com um jardim e um ribeiro próximo. No verão, a água estava tão quente que o rapaz tomava banho lá.

      Uma certa tarde de sol, o menino estava no ribeiro e foi surpreendido pour uma enorme carpa. Entre os dois formou-se uma amizade. No inverno seguinte, após uma longa seca, o menino levantou-se de noite, com muita sede, e foi buscar um copo de água, quando ouviu os pais a conversarem sobre os efeitos da seca.

     Nessa mesma noite, o rapaz ouviu a mãe a contar ao pai que tinha visto uma enorme carpa que daria alimentação para mais de um mês. O rapaz ficou tão preocupado que foi avisar o peixe. Combinaram que o peixe fugiria do ribeiro em busca do grande rio e de um novo lar para viver.

     Passadas duas semanas, o menino, ainda triste por ouviu um chamar pelo seu nome e foi logo ver o que era: lá estava o peixe! E trazia com ele uma enorme rede cheia de latas de comida.

     O que mais gostei no livro foi quand o peixe trouxe muita comida para retribuir ao menino o ter-lhe salvo a vida. O que menos gostei foi quando o pai quis matar o peixe. Este livro fez-me refletir em como a amizade está acima da fome.

 

Carolina V, 7B (2015)

A Esperança é Viva


Imagem: Loui_piquee

     Dedicado ao nosso querido colega Bento

     A Esperança não é tangível – entre a água, a terra e o ar -; não repousa sobre provas, eleva-se por si mesma, abre o seu próprio espaço inovador entre os outros elementos conhecidos. 

     A Esperança não é outro elemento a acrescentar para resolver a equação da vida – mas transforma a posição de cada um e a relação entre todos. A Esperança é uma respiração interior que se ativa a si mesma em caso de perigo extremo. Aparelha o coração humano para atravessar naufrágios, mesmo impercetíveis aos nossos sistemas de socorro. 

     A Esperança é viva, não pode ser provocada nem fabricada por meios humanos. Permanece indisponível, mas é familiar e próxima quando eclode, súbita, como uma flor intempestiva, nunca antes vista, uma chama no mais íntimo. 

    A Esperança é  sempre para todos, primeiro, e só então ganha raiz em cada um. Mas ela vem de mais longe, de antes do horizonte humano, de antes de o mundo ser. E nessa glória, sem consumir-se, arde.

OE

O Despertar do Cão Preguiçoso

RAF Police Dog Training Defence Images via Compfight

     Era uma vez um cão preguiçoso, que fazia sestas intermináveis á sombra de uma tília no quintal do vizinho Herculano. Este senhor era conhecido por adotar animais abandonados com um carinho desmedido.

      Porém, ele já tinha muitos cães e todos eles eram preguiçosos, mas este era muito mais que os outros e tinha sido sempre assim, desde pequenino: era o “Plof”.

     Foi então que o Sr. Herculano o entregou à escola de cães-guia: com aulas esforçadas, novos companheiros e um instrutor incansável, o cão transformou-se num magnífico sabujo rastreador, que chegou a ganhar torneios em caçadas e se tornou no orgulho do seu dono.

Lourenço C, e OE 6B

Exercício de Escrita Criativa: Texto a duas mãos, segundo o livro Eu Quero ser Escritor”

The Heist

Day 10: Round Up the Usual Suspects Paul Howard via Compfight

13th March 2009

Today, we got some information about a weapon truck that was going to deliver stock to Amunition Store uf the state. We decided to attack it, due to both its low protection and the place. Making moves up in the desert of Deusix was really easy. There weren’t many cops there and some of them were afraid of the local gangs and dealers. We just had to be the firsts to get there.

15th March 2009

Today, we attacked the truck; it was a easy hit. Our only problem was that Franklin, my partner, got shot in the arm. We decided to attack a truck instead of just buying the weapons, because this way is harder to track them back to us.

16th March 2009

Franklin is recovering alright; today we are going to make not so vilan things. Mitchel is going to get some masks and I am gong to get Jump suits.

17th March 2009

The heist is tomorrow; if eveything oes well, we should get about 90.000.000 $. It’s a bank in the South and only certain people deposit their money there. It doesn’t have much security and it looks like it is poor to try to avoid robberies. I don’t think that’s very efficient. We spent all day yesterday getting some things like a drill, smoke grenades and  a fast car.

18th March 2009

Today is the day. We will make our move on the bank. 

Rodrigo L, 8B

The Royal Lion

13 Hábitos das Pessoas Humildes

This post is the translation of the article “13 Habits of Humble People”, kindly authorized by the author, Jeff Boss, whose attribution is due to his web site www.jeff-boss.com where we find “Inspiring Life Lessons on How to Navigate Change, Unpredictability and Chaos”

Este artigo é a tradução do artigo “13 Hábitos das Pessoas Humildes”, gentilmente autorizada pelo autor, Jeff Boss, cuja atribuição é devida  ao seu web site  www.jeff-boss.com, onde podemos encontrar “Lições de Vida Inspiradoras sobre como Navegar na Mudança, na Imprevisibilidade e no Caos”.

Imagem: Cascais – Oficina de Escrita

As pessoas humildes podem ser injustamente censuradas. A humildade é muitas vezes associada a ser demasiado passivo, submisso ou inseguro, mas isso não podia andar mais longe da verdade.

Pelo contrário, as pessoas humildes são precisamente o oposto – competentes, confiantes em si próprias, a ponto de, como consequência, procurarem realizar-se ajudando os seus. As pessoas humildes são, além disso, auto-eficientes; não sentem o impulso para se vangloriar, mas em vez disso, deixam que as suas ações falem pelos seus ideais. Ser humilde não é subestimar-se, pensar menos de si próprio, mas pensar menos em si próprio.

Para ajudar a identificar como se mostra a humildade (e como podemos adotar uma maior humildade para nós próprios. No fim de contas, quem é que não precisa de uma maior humildade?), aqui estão os 13 hábitos das pessoas humildes.

Elas têm Consciência Situacional

A consciência situacional é uma função da inteligência emocional, que inclui ter consciência de si próprio, do grupo, das ações de cada um e da dinâmica social assim gerada. Assim, as pessoas com consciência situacional orientam a sua concentração para o exterior, na medida em que tentam absorver (isto é, aprender) mais sobre a situação.  

Elas Mantêm as Relações

Estudos mostraram que as pessoas humildes são mais capazes de ajudar os amigos do que as pessoas orgulhosas. Como consequência, mantêm relações pessoais e profissionais mais fortes. Um estudo realizado com mais de mil pessoas – com cerca de 200 em posições de liderança – revelou que as empresas com pessoas humildes em cargos de liderança tinham uma equipa de trabalho mais comprometida e com menos mudanças (saídas e novas entradas) de trabalhadores.

Elas tomam Decisões Difíceis com Leveza

Uma vez que as pessoas humildes colocam as necessidades dos outros antes das suas, quando têm de enfrentar tomadas de decisão difíceis, respeitam os limites morais e éticos que guiam a decisão e baseiam os seus critérios para a tomada de decisão no sentido dos objetivos partilhados mais do que nos seus interesses pessoais. 

Elas colocam os Outros em Primeiro Lugar

As pessoas humildes sabem o que valem. Como resultado, não sentem a necessidade de se exibir perante os outros, só para lhes mostrar que sabem muito. Em vez disso, as pessoas humildes compreendem que os outros não se interessam com o que elas sabem até se darem conta como são preciosos para elas.

A humildade é a verdadeira chave para o sucesso. As pessoas de sucesso às vezes desorientam-se nos seus caminhos. Muitas vezes apoderam-se e condescendem com os frutos do sucesso. A humildade impede esta armadilha da arrogância e da autocondescendência. As pessoas humildes partilham os créditos e a riqueza, permanecendo centradas e ávidas por continuar a caminhada do sucesso.”

 Rick Pitino (Fonte)

Elas Escutam

Não há nada mais aborrecido do que estar a conversar com alguém que se nota perfeitamente que está mortinho por intervir. Quando se veem as suas rodinhas mentais a girar, é sinal que não estão a ouvir, estão antes à espera para falar. Porquê? Porque acham que o que têm para dizer tem mais valor do que escutá-lo a si. Por outras palavras, estão a colocar o interesse pessoal em primeiro lugar.

As pessoas humildes, contudo, escutam ativamente os outros antes de resumir as ideias principais duma conversa. Mais ainda, as pessoas humildes não tentam dominar uma conversa ou falar por cima dos outros. Elas estão muito interessadas em compreender os outros, porque são curiosas. Por falar nisso…

The Hunter and the Rabbit

The cliche of the rabbit and his carrotCreative Commons License Luis Alejandro Bernal Romero http://aztlek.com via Compfight

     Rick was a simple hunter. He didn’t do much, besides go out from day to day to hunt a rabbit or a bird for his lunch; he would also make bread for breakfast and take care of his plots of tomatoes, carrots, lettuce and other vegetables that he would use for dinner. He didn’t have TV, hot water, electricity or any of those things that most of us take for granted.

    He had build a house out of logs he had cut with the axe he hunted with. He was an “Axe Master”. He was capable of hitting a moving bird with it. Besides hunting and taking care of his plots, he, sometimes, would go for swimming in a lake nearby. He was alone everyday.

     One day, when he was having dinner, near the lake, a little rabbit showed up; Rick thought about if wether or not he should kill it for next day’s lunch. He decided not to and, instead, gave him half a carrot. He laught at the bunny eating the carrot, due to its cuteness.

Rodrigo L, 8B

Ajudando os Alunos a Identificar os seus Valores – III

Imagem: Oficina de Escrita

This Article is the translation, with the kind permission of the author, Maurice J. Eliasof the post Helping your Students Identify Their Values     that has been published in Edutopiathe third July 2017. Due to its extension, here is the third and final part.

Este artigo é a tradução, amavelmente autorizada pelo autor, Maurice J. Eliasdo artigo publicado em Edutopia a 3 de Julho de 2017. Devido à sua extensão, aqui fica a III e última parte.

 

Um aluno, ao escrever sobre como ele e os seus irmãos estavam em vias de ser retirados de casa pelos serviços de proteção á infância após a sua mãe ter sido presa, descreveu como um amigo da mãe, que eles nunca tinham chegado a conhecer, lutou por conseguir a sua custódia, quando nenhum membro da família apareceu. A sua regra de vida tornou-se a importância de dar amor mesmo a pessoas que não conhece.

Outro aluno escreveu, “penso que amar os outros é o mais importante. Uma pessoa precisa de ter amor na sua vida. O Amor faz com que a pessoa sinta que tem importância.”

Eis um excerto de uma reflexão de um aluno do oitavo ano sobre a perseverança:

A chave do sucesso na minha vida é a perseverança. O meu fim último é continuar a alcançar os meus objetivos, apesar das dificuldades que possa ter de enfrentar. A minha bisavó foi uma pessoa que lutou para garantir que a sua família fosse bem sucedida. Nascida em 1902, era uma empregada de limpezas que trabalhou arduamente só para conseguir sobreviver. Andava quilómetros a pé para chegar ao trabalho, porque não tinha dinheiro para os transportes. Depois de trabalhar na cozinha de alguém o dia inteiro, voltava a casa e ainda lavava roupa para fora. O seu desejo orientador de tornar sempre melhor a vida dos seus filhos e netos motivou-a a perseverar numa época em que ser negro significava ser considerado menos do que nada. (Extraído de Urban Dreams: Stories of Hope, Resilience, and Character.)

Da Reflexão à Aplicação

Peçam aos alunos, na abertura do ano letivo, para se comprometerem a viver segundo os seus princípios ou regras desde o início. Ao longo do ano, podem convidá-los a refletir sobre o que escreveram e a que se comprometeram, a verificar com os colegas como é que eles estão a consegui-lo e a rever as suas próprias leis, se necessário.

Acerca do AUTOR

  • Maurice J. Elias of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

 

Ajudando os Alunos a Identificar os seus Valores – II

Imagem: Oficina de Escrita

This Article is the translation, with the kind permission of the author, Maurice J. Eliasof the post Helping your Students Identify Their Values     that has been published in Edutopia, the third July 2017. Due to its extension, here is the second part.

Este artigo é a tradução, amavelmente autorizada pelo autor, Maurice J. Eliasdo artigo publicado em Edutopia a 3 de Julho de 2017. Devido à sua extensão, aqui fica a II parte.

Para Desenvolver:

Pode achar útil pedir a cada aluno que escreva as suas próprias respostas a algumas das questões motivadoras, em primeiro lugar; em seguida, pode pedir aos alunos para partilharem essas respostas a pares, depois com uma parte da turma ou mesmo em grupo-turma.   

Os professores devem acompanhar a partilha dos alunos com perguntas para ajudá-los a pensar mais profundamente sobre as suas respostas. Por exemplo,

  • O que torna estas qualidades merecedoras de admiração e de seguimento?
  • Como é que escolheste este ou aquele incidente, exemplo ou pessoa?
  • Por que motivo estas qualidades ou valores são tão importantes para ti?

Elaboração de um Texto Reflexivo

Depois de os alunos terem tido uma oportunidade de pensar sobre e de discutir as respostas às questões, estarão prontos para começar a escrever. Um texto reflexivo deste género pode estar relacionado, no seu formato, com os critérios e objetivos adequados ao ano de escolaridade dos alunos. Eles devem receber instrução para refletir sobre o ano letivo transacto, tanto dentro como fora da escola, e escrever sobre o que eles consideram serem os valores ou princípios pelos quais querem pautar as suas vidas e porquê.

No meu trabalho com professores que orientaram alunos ao longo desta tarefa, os textos resultantes foram comovedores, reveladores e inspiradores. Muitas vezes, os alunos contaram histórias sobre membros da sua família e acontecimentos que foram importantes nas suas vidas. Trataran temas como o amor, responsabilidade, respeito, relacão humana, perseverança, auto-disciplina, coragem, honestidade e gentileza – muitas vezes combinados entre si.

(Continua)

 Sobre o Autor: Maurice J. EliasProf. of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

Ajudando os  Alunos a Identificar os seus Valores – I

Imagem: Oficina de Escrita

This Article is the translation, with the kind permission of the author, Maurice J. Elias, of the post Helping your Students Identify Their Values     that has been published in Edutopia, the third July 2017. Due to its extension, it will be published in three parts.

Este artigo é a tradução, amavelmente autorizada pelo autorMaurice J. Elias, do artigo publicado em Edutopia a 3 de Julho de 2017. Devido à sua extensão, será publicado em 3 partes.

I

Convide os seus alunos a escrever sobre os princípios orientadores segundo os quais eles querem viver, usando estes tópicos motivadores para os ajudar a começar.

By Maurice J. Elias

     O início do ano escolar é uma ocasião propícia para pedir aos alunos que reflitam sobre aquilo que traz um sentido orientador às suas vidas. E colocar por escrito os seus princípios orientadores de vida é uma tarefa perfeita para esta reflexão.

Os professores de alunos a partir do 5º ano podem pedir-lhes que descrevam os princípios segundo os quais desejam viver as suas vidas. Para os ajudar a sintonizar a ideia, podem conversar sobre biografias que eles tenham lido ou visto em filmes (Também podem ver juntos extratos de vídeos ou lerem juntos excertos de livros); depois organizem um diálogo ou enumerem um resumo das regras pelas quais essas pessoas parecem ter pautado as suas vidas. Também podem colocar aos alunos a mesma questão sobre personagens de romances, adultos presentes nas suas vidas ou figuras históricas.

   Para Começar:

Algumas questões motivadoras podem ajudar os alunos a começar a pensar mais profundamente sobre os seus próprios valores ou princípios.

  • Quem admiras? Enumera três qualidades admiráveis dessa pessoa.
  • Descreve um incidente ou um evento em que tenhas aprendido uma lição da forma mais dura.
  • O que poderias mudar em ti próprio para te tornares uma pessoa melhor?
  • Quais são as três qualidades que valorizas num amigo? Num Professor? No Pai ou na Mãe?
  • Quem foi mais importante na tua vida em ajudar-te a estabelecer os teus valores? Por favor explica.
  • Quais são os três valores mais importantes que pensas serem essenciais para encorajar os teus próprios filhos, um dia mais tarde?
  • Qual é a regra única que tu crês ser a essencial para orientar a tua vida?
  • Se nós vivêssemos num mundo perfeito, como é que as pessoas poderiam proceder de forma diferente do que fazem agora?

(Continua)

     Sobre o Autor: Maurice J. EliasProf. of Psychology, Director, Rutgers Social-Emotional and Character Development Lab (www.secdlab.org), Director, the Collaborative Center for Community-Based Research and Service (engage.rutgers.edu)@SELinSchools

Da Cidade para a Liberdade

Coming in for a closer look

Geraint Rowland via Compfight   

      Era uma vez uma senhora muito rica que estava farta daquela “fantochada”: uma vida materialista, onde se vivia apenas para o lucro e o bem-estar material e, olhando para as outras pessoas simples, invejava a sua vida.

     Um dia, zangou-se com a sua família e saiu de vez com o dinheiro que trazia nos bolsos e na carteira, o que não era pouco. Com esse dinheiro, comprou uma casa linda, por uma pechincha.

     Porém, o tempo foi passando e ela foi ficando cada vez mais velha e cada vez mais desleixada. Sem amigos e com tanta solidão, cada vez tinha mais animais.

     Um dia, eu passei por lá e fiquei maluco: vi porcos, galinhas, cabras e yorkshires! Vi ao longe um pessoa e fui até lá: parecia uma bruxa, com os cabelos no ar, um cheiro pestilento e umas pantufas estragadas.

(Continua…)

Alexandre S, 6C

A Fuga de Carminho e “Ananás”

Little PumpaCreative Commons License Dmitry Kalinin via Compfight

      Era uma vez uma menina chamada Carminho que gostava muito do seu animal de estimação que era um bulldog Francês, o “Ananás”. A relação entre a Carminho e o “Ananás” era muito forte. Uma noite de lua cheia, eles fugiram e desapareceram.

     A mãe da menina estava muito preocupada, por isso foi à procura dela. Levou consigo o Lavrador preto, “Bela”, e o Cocker, “Buddy”, que farejavam concentradamente o caminho. A mãe avançava, segurando as trelas com toda a força até ao jardim zoológico e começaram a saltar mostrando ter encontrado uma pista.

(Continua)

Maria M, 6B

Um Presente Secreto

cats cuatrok77 via Compfight

      Era uma vez uma senhora chamada Srª Dufné, que fazia anos. Ela recebeu, como prendas, um livro e um cd para ouvir as 80 músicas preferidas dela. Ela sabia que ainda faltava um presente, mas foi surpresa.

     A Srª Dufné ouviu uma conversa do Luís a dizer que o último presente eram tartarugas, cães e gatos.

     Quando ela os recebeu, ficou surpreendida! Quando chegou a altura de cantar os Parabéns, a Srª Dufné sentiu-se muito contente.

     Aí, trouxeram-lhe um cestinhos com as crias: duas tartaruguinhas verdes com olhinhos á chinês; um cãozinho Floppy, às manchinhas e o gato mais pequenino do mundo!

Mariana C, 6A

O Monstro – I

Stormy SeaCreative Commons License Mark via Compfight  

      Miguelito era um aventureiro, gostava de explorar florestas e mares desconhecidos. Sempre que possível, ele contratava uma tripulação e lá partia em direção ao desconhecido, em busca de uma história ou até mesmo de um tesouro. Miguelito, uma vez, tinha descoberto um tesouro na costa do continente africano e foi o suficiente para deixar aquela tripulação inteira rica e isso só o motivou a continuar.

     Miguelito ia, mais uma vez, embarcar numa nova viagem. A tripulação era pouca, mas o suficiente para uma viagem planeada, era só ir comprar especiarias à Índia.

     – Chefe, gosta deste ventinho? – perguntou o Capitão do barco com um sorriso na cara.

     – Por acaso até gosto, Capitão. – respondeu-lhe Miguelito.

     – Bem, ainda vai ficar melhor.

     Miguelito não percebeu e apenas acenou com a cabeça que sim. Miguelito nunca tinha ido à Índia, visto que toda a gente, naqueles dias, lá ia. Só tinha ido desta vez para também abrir um negociozinho de especiarias, para ajudar a pagar as suas viagens.

     A noite caiu, Miguelito foi-se deitar a ler um livro, até que adormeceu. Houve alguns abanos do barco, mas Miguelito calculou que não fosse nada e voltou a dormir. Dormiu durante nove horas, mas ele não sabia que o que iria encontrar fora do quarto era algo que iria fazer com que ele não dormisse por bastante tempo.

     Saiu do quarto e viu corpos rasgados e espalhados pelo chão. Um tripulante estava sem pernas, mas ainda vivo, rastejava em pânico, como se a fugir de algo. Tentou dizer alguma coisa, mas o esforço foi em vão, colapsou e morreu. Miguelito estava em choque, como se congelado, até ouvir um som que o descongelou logo. Entrou de volta no seu camarote. Pensou no som que tinha ouvido e a única coisa a que o conseguia associar era a um monstro.

(Continua)

Rodrigo L, 8B

Para Esquecer – III

Spring Dream

jaci XIII via Compfight

      Francis estava de saída do cemitério quando o seu pé ficou preso. Raízes com flores maravilhosas começaram a crescer em volta do seu corpo. Começou a chamar pelas pessoas mas era  como se ele fosse invisível e todos estivessem surdos. As raízes cobriram-lhe os olhos e parou de conseguir ver.

     De repente, voltou a ver, mas agora estava no seu quarto. Levantou-se, pegou no telemóvel e ligou para a avó. A chamada foi atendida pela voz meiga e alegre da sua avó. Francis, a seguir, não disse nada, até que a sua avó desligou o telemóvel. Repetiu a ação com seus tios e avô.

     Foi à aplicação “Basketlovers” e viu que jogo já tinha sido no dia anterior, que os Maquiavels tinham triunfado sobre os Igotes, num jogo que acabara 107-69.

     Perguntou ao pai o que tinha acontecido durante o jogo e este disse-lhe que ele tinha adormecido a meio e contou-lhe as melhores jogadas e cestos.

     Francis pediu à mãe se podiam ir lanchar a casa dos avós. Esta tratou de tudo com a avó e lá foram eles, juntamente com os tios. Francis abraçou-os a todos com força e estes, sem perceberem o que estava a acontecer, simplesmente deram-lhe um abraço de volta. Francis estava quase a chorar, mas conseguiu aguentar-se.

     No fim, contou o seu sonho ao resto da família e estes ficaram muito sensibilizados com o tal sonho. Decidiram que era melhor esquecer aquele sonho e continuar as suas vidas felizes e sem pensamentos negativos. 

Cruzeiro do Sul sobre Milevane


The Crux 2inefekt69 via Compfight

    Tema dado por Mafalda A e Mafalda F, dedicado á nossa Prof Catarina Santos

      As estrelas do “Cruzeiro do Sul” brilham silenciosas sobre o outro hemisfério. Aí, a nossa outra metade desafia a pobreza e não pára de dançar sobre as terras vermelhas de Milevane.  “Cruzeiro” é viagem no mar e balizas de ir e vir, mas o risco pulsa no percurso sobre o instável caminho.

     “Cruzar” pede às vezes cuidado para unir, em vez de separar, mas uma “encruzilhada” empurra à decisão que livra do que é comum e abre o acesso ao único. “Cruzar” fronteiras é ousar para lá dos limites vividos e descobrir outro rosto que estava escondido em nós.

   “Cruzeiro” é o jogo de estrelas que não vemos daqui, mas que a nossa Catarina contemplou: elas desenham no céu o sinal de uma Cruz, mas só brilham do outro lado de tudo.  A cruz permanece na raiz: origem viva que nos faz nascer para o infinito.

OE

Para Esquecer – III

       Forever Fifteen

Creative Commons License Midnight Believer via Compfight

       Francis simplesmente acenou que sim e voltou a ver a sua série. O episódio que estava a ver acabou, ele foi pôr o prato na cozinha e começou a ver o seu youtuber favorito “TheRoyalLion” no telemóvel, até que o seu pai o chamou para irem embora.

     O pai de Francis era dono de uma empresa de carros, a “Stinger”; estes carros eram praticamente a junção de Ferraris com Lamborguinis e Mercedes. Eram os carros mais poderosos do mercado e eram utilizados até por corredores profissionais nas corridas de automóveis. O pai de Francis tinha acesso, se quisesse, a um exemplar de cada carro, de graça; mas dos dez que já tinham sido produzidos, ele só tinha escolhido dois.

     Entraram então no Stinger 500 Buzz, vermelho, e fizeram-se á estrada. Francis olhava pela janela e via as matrículas dos carros, coisa que ás vezes o alegrava, quando eram engraçadas. Viu uma que tinha escrito “DYNKM3M35” e não conseguiu evitar um sorriso. Seguiram-se “D14MOND” e “83H4PPY”. Ele sorria cada vez mais, mas quando chegou à Igreja, o sorriso transformou-se numa expressão séria e pesada.

     O funeral demorou meia-hora e quando acabou a cerimónia foram para o cemitério assistir ao enterro. Foi um momento intenso e o facto de três dos quatro caixões estarem vazios e dentro de um estar um corpo todo queimado, não ajudava. A única maneira de saber que era mesmo a pessoa certa foi devido a um dedo não ter sido carbonizado, o que permitiu analisar impressões digitais. A avó de Francis não pôde comparecer por estar internada no hospital com queimaduras graves. Francis estava já de saída do cemitério quando, de repente, o seu pé ficou preso.

(Continua)

Rodrigo L, 8B

A Terra em Harmonia com o Homem

Globo verde

Creative Commons License Olearys via Compfight

     Em relação  à responsabilidade de cada cidadão pela preservação da Terra, considero que constitui um dos mais difíceis problemas de resolver no nosso tempo.

      Todos os dias, biliões de litros de água são inutilmente desperdiçados; o lixo que produzimos é regularmente despejado no oceano ou lançado em fumos para o ar pelas chaminés das fábricas (tanto quanto o senhor das castanhas).

     Sei que o aquecimento global está a fazer as marés subirem, pondo em risco as grandes cidades ribeirinhas como Nova Iorque e Lisboa; a desflorestação na Amazónia, por exemplo, um dos pulmões do mundo, ameaça provocar falta de oxigénio no ambiente e períodos de seca extrema.

       Imaginemos um cenário positivo para daqui a cinquenta anos, contando com essa urgente responsabilização dos cidadãos a nível mundial.

      O Avanço tecnológico ter-nos-á dado o benefício da criação de ozono e a capacidade de o libertarmos na atmosfera.  Os cidadãos passaram de circular em carros a gasóleo a transitar em “sapatos” rolantes que funcionam com super-absorventes da energia solar, graças ao avanço da nanotecnologia.

    Os cidadãos puderam passar a reenviar a água dos despejos para centrais de reciclagem,  sendo os resíduos dessa reciclagem usados para a produção de ozono.

    Os cidadãos esqueceram a  electricidade obtida por combustão de materiais pesados, como petróleo, pois esta  passou a ser extraída de fonte hidráulica, a partir de fornecedores domésticos de energia.

     Imaginemos que, assim, dentro de cinquenta anos, os cidadãos  cumpriram a sua tarefa e o nosso planeta voltou ao auge da estabilidade em harmonia com o homem.

Miguel F, 9B

Conviver com Arte – e com Golfinhos

    Reflection Daniel Kulinski via CompfightRiccardo Palazzani 

     Sobre os meus projetos de Verão, desconfio que vou ao México esta próxima 6ª feira; tenho duas festas no dia 16; eu estou a descobrir pois ouvi os Pais a falar em passaportes e já sei que não vou poder ir às festa de 6ª. Não tenho a certeza, mas suspeito: os meus Pais andam estranhos; se eu lhes falo, a minha Mãe diz: “Chega desta conversa!” Eu e a mana andamos descalças à noite e ouvimo-los a murmurar….creio que eles nos querem fazer uma surpresa!

      Eu já lá fui nadar com os golfinhos, passei uma semana onde havia uma praia e uma piscina separadas apenas por arbustos. A minha irmã é que vai viajar para longe pela primeira vez, creio que é sobretudo por causa dela, pois eu, quando era pequenina, ia sempre a todos os lados com os meus Pais.

     Em relação à nossa época, acho que as pessoas são descuidadas, porque o ar é mais poluído na rua do que em minha casa. É importante as pessoas conhecerem-se e saberem de que é que as outras pessoas – que estão a poluir e a fazer o mal – são capazes. Era essencial que cada família conseguisse contribuir, pelo menos um bocadinho, para que não houvesse poluição nem outros males. Sermos todos amigos, como na “minha terra”: é a Terra dos meus Peluches.

     É mais fácil os rapazes conviverem: dão um pontapé para resolver uma questão e ficam bem; já as raparigas arrastam as zangas durante muito tempo. As pessoas podem tornar-se irritantes quando, se estamos a fazer uma coisa, outra quer mandar e, se não a seguimos, amua.

    O meu voto de Boas Férias para o verão de 2017: Desejo que toda a gente tenha férias tranquilas!

Federica V, 6B

Atingir a Riqueza Espiritual com o Vocabulário

Writing in the sand, San Sebastian

Chris Beckett via Compfight

     Em relação à competência/capacidade de tornar o nosso “jogo de palavra” mais poderoso e mais completo, considero que o domínio de um vocabulário mais rico é uma ferramenta muito importante.

    Acima de tudo, a nossa comunicação  é um dos poderes mais específicos do ser humano que nos torna capazes de chegar ao entendimento mútuo.

     A isto acresce que o nosso arsenal de palavras precisa de ser mais vitaminado, em vista de tornar as nossas conversas mais empolgantes e mais variadas.

     Finalmente, o uso da cultura linguística avançada também é uma boa manobra de persuasão, sendo que são explicitados mais pontos de vista de uma forma mais fascinante e convincente.

     “Last, but not least”, o sucesso amoroso dos maiores poetas prova que uma afortunada linguagem consegue expressar a chama inextinguível e conquistar o coração da sua Amada.

       Por todos estes imbatíveis argumentos, espero que os meus colegas leitores se deixem convencer pela verdade e pela novidade que  a linguagem nos desvenda.

Miguel F, 9B

O Dia em que Me Encontrei com o Passado – II

koh tachai

Creative Commons License Andrea via Compfight   

       Achei piada aos peixinhos que se aproximavam para observar as bolhas de água que se libertavam da minha máscara de oxigénio e que se afastavam, enquanto eu nadava para o interior do navio.

     Quanto mais me adentrava, mais me impressionava com o que eu encontrava: destroços da cozinha, o porão com a sua secção de mantimentos.

     Descobri um crânio no camarote do capitão, chamou-me à atenção um resto de mapa, muito gasto, sobre a mesa carcomida e avistei uma arca de tesouro numa velha divisão que parecia ter estado esplendidamente enfeitada: ao abri-la com todas as minhas expectativas, encontrei…

Um Caranguejo Arco-Íris!

Miguel F, 9B