Pedro G, uma Paixão pela Pintura

“A Cor está viva em mim, sou Pintor!”  Paul Klee

Colourful Acrylic Fluid Flows
Creative Commons License Photo Credit: Mark Chadwick via Compfight

      Esta tarde, na Oficina, temos connosco o Pedro G do 5ºA .Descobriu a sua paixão pelo desenho no 2º ano; desde aí tornou-se uma atividade favorita.

Podes partilhar connosco um projeto para um futuro breve?

     Gostava que um amigo fosse a casa dos meus avós na noite de Natal, porque a casa é muito grande e gira; temos um presépio enorme e fazemos um jogo que é: os reis magos, no dia 1 de Dezembro, começam a andar desde o deserto e, no dia dos Reis Magos, chegam ao Menino Jesus. A minha avó também só põe o Menino na noite de Natal.Eu gosto do presépio porque é muito grande: temos ovelhas, burros, o lenhador… O caminho para a casa de Jesus fica numa montanha; na descida, há muitas casas, por exemplo, a do lenhador, a do ferreiro, a do pastor; ainda há rios e lagos. 

E tens um projeto para o futuro a médio prazo?

      Gostava de ser pintor, no futuro.

Como é que descobriste essa tua vocação para a pintura?

      Acho que, segundo a minha mãe me contou, eu, na Pré, desenhava um bocado mal, mas, no 1º ano, estava a desenhar um palhaço, fui mostrar à minha Mãe e ela ficou espantada. 

     Passei para o 2º ano e descobri um truque: sempre que eu olhava para uma coisa, eu seguia os riscos, por exemplo: estou aqui com uma folha, estou a ver a mesa, e vou fazendo os riscos da forma da mesa à medida da visão. 

     Um dia, no 2º ano, a minha Mãe estava feliz, peguei num papel; parecia fácil: fui seguindo os riscos à medida que desenhava e foi ficando fácil.  À medida que fui desenhando, fui decorando e agora já sei fazer de imaginação. 

    Gosto de desenhar muita coisa: no 2º ano, eu ainda não conhecia ninguém, só o meu primo, e havia um livro de textos que, quando acabava o texto, a Professora mandava-nos copiar o texto para o caderno, e depois fazer ou copiar o desenho, que estava debaixo do texto do livro. Foi aí também que comecei a aprender a desenhar. Lembro-me de um texto que foi o primeiro, que se chamava “uma Aluna Nova”: o desenho mostrava dois meninos e uma menina de outra língua que foi ter com eles e apresentou-se.

      Que materiais preferes utilizar? 

      Normalmente desenho com as cores que aparecem na minha vista. Gosto de usar lápis de carvão, lápis de cor e aguarelas, mas não me dá jeito pintar com guaches porque, quando molhamos o pincel, e depois tocamos com o pincel na tela, quando secar, fica às ondinhas, e assim não fica muito bem. Com as aguarelas, quando molhamos o pincel, tocamos na tela e a tinta fica mais lisa. 

     Que ambiente é mais favorável para Desenhar?

     Normalmente, gosto de desenhar num sítio silencioso e sem ninguém ao meu lado, porque se estiverem ao meu lado, distraio-me. Já experimentei desenhar um cavalo muito mansinho que era do meu pai. Vou desenhar um agora. (a publicar em breve)

Pedro G 5D

Susan, um Destino

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    Imagem Andrew Graham Dixon Archive

    Era uma vez uma menina chamada Susan: não tinha muito dinheiro e então teria de trabalhar num bar onde havia espetáculos. Estava numa noite de circo e apareceu um homem muito, muito mas mesmo muito rico, digamos que era mais do que bilionário, e disse:

     – Ó menina, dê-me um wiskhy!
     – Com certeza, chefe! – respondeu Susan, bem educada.
     Passado um bocado, o homem voltou com a mesma cara séria e pediu que o acompanhasse. Daí começaram a namorar e, mais tarde, casaram-se, mas porque não saiu ela do bar? Aí fica um pergunta sem resposta…

Imagem: Andrew Graham Dixon – Archive

Mafalda B 5B

Pintar é Silêncio

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 Imagem: Prof Paula 

     Iniciámos muitas vezes as nossas sessões folheando um ou outro livro de Arte para Crianças. Este desvio silenciava-nos; uns breves momentos de atenção a desenhos e pinturas geravam em nós aquela disposição interior que permite acolher a realidade mais familiar como um dom inesperado.

 As pequenas coisas da vida voltavam então  para nós o rosto da sua oculta novidade. E como quem entra na água, entrávamos na frescura do processo de escrever.

Noite estrelada

 

Criado por Ana Clara R

     Eu pintei um quadro chamado “Noite Estrelada”, em que o artista desse quadro chama-se Van Ghog.

      Esse quadro inspirou-me muito, sobretudo a forma como ele fez as combinações de cores no vento.

    Quando pintava o maravilhoso quadro, sentia-me cada vez mais dentro dele e imaginava-me naquela linda paisagem.

      Eu tenho uma grande paixão pela pintura e tenciono não deixar de pintar. Um conselho que vos dou é não deixar de fazer o que gostamos.

Ana Clara R 5c

Oficina de Escrita 2: Do Outro lado do Quadro

     A Pintura dialoga com a Escrita neste pequeno livro de Mónica Baldaque: 8 pintores portugueses estão representados e, para cada quadro, a contemplação da escritora encontra inspiração para uma curta história. O último quadro, “Menina de Castigo” é oferecido à nossa iniciativa. Aqui ficam excertos do nosso trabalho: 

http://fora-da-estante.blogspot.pt/2011/10/menina-de-castigo.html

     

     Ela podia estar a brincar no jardim, queria ter liberdade, como por exemplo, queria brincar com a lama, e talvez isso fosse proibido naquela altura.

     Ela podia ter estado no jardim a afastar os pássaros, os patos e os animais da quinta, e foi para a sala de castigo.

     Ela podia ter ficado a imaginar-se lá fora a brincar com os amigos e a afastar os animais, mas percebeu que não podia, pois já o tinha feito e estava de castigo. Sentia-se um pouco triste.Pode ter sido a sua dama de honor a mandá-la para ali.

     Como ela estava numa sala que não gostava, e onde havia quadros, podia estar a olhar para os quadros e a imaginar que estava presa dentro dos quadros: podia estar a imaginar ser ela desenhada como num busto e ser ela própria uma rainha.

     Podia ter algo de significativo para ela: o pai podia ter ido para a guerra e ela estava a pensar nos perigos que o pai podia estar a passar. Como no quadro se vê o sol que ilumina o chão ela pode pensar que é o pai a combater, a fazer tudo por ela e a não se magoar. […]

Maria C e Mafalda B

 Origem das Imagens: Edições Asa  e Fora da Estant

Maria C