Agradecer – o poder transformante da Gratidão

Jack Kornfield Gratitude is a gracious acknowledgment of all that sustains us, a bow to our blessings, great and smallCreative Commons License BK via Compfight

     Dedicado à nossa antiga e querida aluna Filipa Sáragga    

 Cristal: Gratidão

     A  nossa Princesa, depois da sua primeira e arriscada viagem até ao extremo do seu próprio medo, recebe das mãos da sua Mestra, o terceiro “Cristal” que contém o poder de nos tornar agradecidos.

    A jovem vai reconhecer, então, como, mesmo no meio do  sofrimento, tropeçamos em muitas alegrias. Os amigos estão entre as maiores. E no seio precioso destes, os que pertencem à categoria especial de verdadeiros mestres, que nos ensinam a escutar as nossas próprias perguntas: as mais genuínas e as de mais longo alcance.

    Este “Cristal” há de ser operante até em situações hostis, quando o adversário a enfrentar pode ser perigoso e pôr em risco a nossa própria vida. As vivências dolorosas revelam então oportunidades ocultas de crescimento para nós e para os outros. “Como é interessante a vida  – dirá a Princesa – Quem diria que até a tristeza teria sentido.”

     Este “Cristal” consiste num potencial acumulado de gratidão por todos os abraços partilhados e pelas ocasiões privilegiadas em que pudemos cuidar dos outros. O estado interior de gratidão abre-nos ao momento presente e alonga o nosso olhar sobre um novo horizonte.

      A jovem Princesa fará também a experiência de que quanto mais agradecidamente se vive, mais facilmente se perdoa; mais livremente nos relacionamos com os outros; mais vivo é o nosso interesse; mais usufruímos de emoções intensas.

     Mas como praticar a gratidão nos momentos dolorosos? Há que compará-los sempre com outros mais graves, sofridos por pessoas mesmo desconhecidas ou que vivem muito longe de nós.  Assim, a Princesa vem a reconhecer o invencível desequilíbrio de raiz entre o bem e o mal “Aquilo que tens para agradecer será sempre maior do que aquilo que tens para lamentar.”

   Estamos na despedida do nosso blog, em obediência às novas Leis da Europa sobre os Dados Pessoais dos Alunos. Já à beira do mês de Junho, terminamos o périplo pelas etapas transformadoras que percorreu a Princesa Azul e concluímos a floração dos Valores que coroou este ano; é hora de também nós agradecermos, quer à gentil autora que nos inspirou, quer aos alunos que nos acompanharam. E fazemos nossas as palavras que a Princesa do Reino da Luz dirigiu às amadas flores do seu jardim secreto:

“Queria agradecer-vos por todos os dias

em que me escutaram com atenção.”

OE

 

As Possibilidades Infinitas do Perdão

Dr. Martin Luther King Jr. Forgiveness is not an occasional act, it is a constant attitudeCreative Commons License BK via Compfight

Cristal: Perdão

     Dedicado à Autora Filipa Sáaraga

    Perto da última etapa da sua demanda, a nossa jovem Princesa vai aceitar libertar-se dos sentimentos de culpa, tenazes que aprisionaram muito tempo o acesso ao seu íntimo. 

   Pela mão da pequena Mestra, vai aprender que não podemos agradar a todos; que até bastam as diferenças de temperamento para provocar fricções desagradáveis no convívio. Por contraste, torna-se essencial a auto-aceitação, considerando com simplicidade a retidão das nossas intenções e o esforço por darmos o nosso melhor.

   Quanto às relações que falharam no passado, tal como palavras ditas irreflectidamente ou atitudes intempestivas, elas não devem alimentar um perpétuo remorso. O arrependimento atrai o perdão – se não dos outros, ao menos o próprio e, certamente, o de Deus.

    As mágoas de amor são feridas profundas que existiam muito antes dos relacionamentos que se vieram a tornar vitais para nós. Elas próprias assomaram à superfície, atraídas pela força curativa dessas relações de eleição; nestas chegamos a investir, talvez insensatamente, todo o sentido que antes reconhecíamos à vida. Na raiz de todas as provas persiste uma “ausência de si próprio” que é preciso aprender a acolher.

   A partir de agora, as preocupações que voltam sempre sobre o passado doloroso vão revelar à Princesa o seu caráter vão e deixar de tolher o ímpeto do seu afeto para o futuro, a sua afinada intuição para um bem sempre maior.

   Com o perdão vivificante, reflui a vaga do ressentimento e ficam a descoberto, nos sulcos do sofrimento, preciosas lições de vida que podemos transmitir aos outros.

   A pequenina Mestra entrega então à Princesa um critério para discernir se o perdão está operante na sua história tão provada, apesar de tão jovem: ao recordar uma situação em que nós próprios recebemos o perdão, podemos constatar como este dom nos tornou melhores; assim o perdão entra no rol de todos os dons que podemos oferecer aos outros, sendo porventura o único que mais infalivelmente traz uma superabundância de Paz.

    Por fim, será uma vítima singular, que encarna a máxima dor que possa ser infligida, a sossegar definitivamente a Princesa sobre as condições e as possibilidades infinitas do Perdão.

OE

Alegrar-se ou “a Sabedoria do Otimismo”

http://deusmelivro.com/critica/a-princesa-azul-e-a-felicidade-escondida-filipa-saragga-20-5-2015/

Imagem: Deus me Livro

2º Cristal – Optimismo

      Prosseguindo a nossa meditação sobre a vivência dos valores  –  despedimo-nos deste mês dedicado à Alegria – e continuamos a parafrasear os ensinamentos que a sábia Rosa entrega à jovem Princesa, no coração luminoso da Floresta Negra.

     Fica também o nosso agradecimento à nossa querida antiga aluna Filipa Sáaraga, por nos proporcionar, com a sua “A Princesa Azul” participar do seu hino ao verdadeiro Otimismo.

      A pequenina Rosa sente-se radiante com os progressos da sua Princesa: ela tornou-se capaz de enfrentar os perigos da Floresta. Agora  pode contar com esta sua nova alegria recém nascida por ter superado difíceis obstáculos. A mestra, ao entregar-lhe o segundo Cristal, passa a ensinar-lhe como conservar e utilizar na prática, a energia escondida nas “coisas boas”. 

      Quando terminam as Festas e entramos nos trabalhos do Ano Novo, encontramos ajudas preciosas neste Cristal, para sustentar e prolongar a Alegria:

  • És capaz de valorizar três pequenos acontecimentos de um dia muito simples?
  • Consegues disciplinar-te para não voltar a pensar em sofrimentos que não podes ainda resolver?
  • O que achas que te acontece à medida que vais repetindo pensamentos bons todos os dias?

   As pequenas tarefas a exercitar no dia a dia vão ampliar esta Alegria nova a todas as esferas da vida,  mesmo se persistem ameaças reais:

  • Continuarão a existir pretextos para ficarmos  preocupados, mas perdem a sua força, se nos ocuparmos muito mais com o que amamos.
  •  Se projetamos o Ano Novo como um futuro melhor, pomo-nos em ação com outra ligeireza.
  • E mesmo que a realidade destrone os nossos cuidadosos projetos, estaremos capazes de inventar outras aventuras.
  • A Alegria cresce com este esforço, e este, por sua vez, torna-a sempre mais intensa.

     É aqui que a Princesa projeta a sua viagem de regresso pela Floresta perigosa de uma maneira nova: ela irá atenta às surpresas dos seus recantos iluminados. 

    E agora confia que a sua “diferença poderá trazer” ALEGRIA “[…] “a todos os que são diferentes”.

OE