O Despertar do Cão Preguiçoso

RAF Police Dog Training Defence Images via Compfight

     Era uma vez um cão preguiçoso, que fazia sestas intermináveis á sombra de uma tília no quintal do vizinho Herculano. Este senhor era conhecido por adotar animais abandonados com um carinho desmedido.

      Porém, ele já tinha muitos cães e todos eles eram preguiçosos, mas este era muito mais que os outros e tinha sido sempre assim, desde pequenino: era o “Plof”.

     Foi então que o Sr. Herculano o entregou à escola de cães-guia: com aulas esforçadas, novos companheiros e um instrutor incansável, o cão transformou-se num magnífico sabujo rastreador, que chegou a ganhar torneios em caçadas e se tornou no orgulho do seu dono.

Lourenço C, e OE 6B

Exercício de Escrita Criativa: Texto a duas mãos, segundo o livro Eu Quero ser Escritor”

Saindo Livre

i like light painting

Creative Commons License Wendelin Jacober via Compfight

Estava aprisionado num Tugúrio

Até me salvarem

Mas eu tinha jurado que ficava

A morrer à fome

Enquanto não pudesse descobrir 

De onde vinha o meu nome. 

Mas antes de sair doeu bastante

Pois estava há tantos anos sem mexer

Que já chegava a arder

O que restava em mim de entusiamante 

Era de pasmar, até acabar

Mas tiraram-me da toca, finalmente

Minha Gente,

Eu tenho de ir,

Que é urgente.

Por isso Adeus,

Para me divertir

Posso atingir os Céus!

Exercício do Livro “Quero ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos

(Texto a duas Mãos)

Miguel F e Oe

O Voo das Flores de Lavanda

Lavandas

SantiMB.Photos via Compfight

      Flores de Lavanda numa mesa pousadas eram a testemunha silenciosa de uma primavera diferente, mais brusca nas torrentes do degelo, mais repleta de seiva no desabrochar de lindas flores de Lavanda: a sua cor, simplesmente um leve lilás iluminado pela pouca claridade do luar, naquele serão interminável em que os pássaros migraram, em bandos ondeantes, enchendo o céu de risos estriados no azul lavanda das preciosas, mas simples flores que estavam derrubadas no local do crime.

     Tal flor, tal voo, assim se irmana o sonho e o real: um golpe de asa que atinge o horizonte, um perfume de flor que ficou entranhado nos arquivos do coração. Ser perfume de lavanda e voo de Albatroz, um risco no céu: o horizonte, em baixo o mar,  a vida marítima cheia de diversidade. O cheiro era tão alegre que os investigadores tinham que tirar as flores da cena do crime para se concentrar.

    Partir, atravessar um campo de flores de Lavanda, não ver o outro limite da vida, ser livre, não ter medo dos seus medos pois eses própros são suficientes. Modelar os medos com as ferramentas da Esperança, estreitá-los contra si como flores de Lavanda, porque assim se tornam desafios e tal como um desafio qualquer, a vida tem uma parte lindíssima, a primavera: que é quando os pássaros pequeninos aprendem a voar, acrobacias de ninho para os ramos e a grande novidade do existir estala de repente todas as dimensões do seu esplendor.

     No verão, a flor vira uma deliciosa fruta contemplada pelos animais, o sabor fresco: sabor da aventura que nos espera, fiel, na curva inesperada do próximo acontecer; quando se tropeça com o outro, com o outro dentro de nós próprios, que finalmente se afirma e vai partir, tal como voam as flores de Lavanda, e perfumam de riso o horizonte a trajetória dos pássaros em voo, porque a vida se passa em surpresa, em cuidado e mesmo no sofrimento assumido do Amor!

Texto a duas mãos

Na Despedida do Duarte

Duarte P e OE