“Mergulha, aqui é Fish”

    O “Mergulha, aqui é Fish” foi um projeto fantástico que reuniu uma equipa maravilhosa para o concretizar, por exemplo, eu. Muitas pessoas disseram que estava lindo, o projeto e eu concordo, pois não só cada um deu o seu melhor e todos ficaram enriquecidos com isso, como, ainda por cima, se abriram pistas de descoberta para todos!

    Como diz o Fernando Pessoa, “Deus ao Mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o Céu”. Para mim, esta frase tem muito sentido, porque é também uma definição da nossa própria alma Portuguesa, na sua paixão por navegar sobre o dorso vivo e ondeante do Oceano.

     Assim o Tomás, no seu fato de navegante, era o cicerone das visitas extasiadas que se iniciavam na descida aos labirintos da escuridão; mas não era uma escuridão qualquer, era especial, tinha-se de tentar que as pessoas não saíssem do caminho que lá estava preparado:  assim era o meu trabalho. Foi um dos melhores projetos que já fiz! 

    Mergulha, sim, aprofunda-te nesse sentidofruto de uma iniciativa muito boa: um mundo desconhecido, os mistérios do mar na palma da nossa mão. Mergulha, sim, adentra-te, nesse abismo de azul onde parece que estamos no fundo do mar e é uma sensação deliciosa. Mergulha, sim, orienta-te, na escuridão toda constelada de jóias: tubarões, anémonas, lulas, cavlos-marinhos, algas, peixes de mil feitios irisados de magia em sua própria luz. O ambiente era bom, com uma música de fundo em que nos parecia entrar no mar salgado e ver o fascínio de peixes a brilhar.

    Sim, era lindo: os visitantes em fluxo ininterrupto, qual cardume humano deslumbrado e mudo, seguiam por entre as jóias fosforescentes escutando um poema singelo contra o fundo da ressaca bravia. Silêncio e paz, vibração e tumulto, numa harmonia que retratou fielmente o coração do Oceano. 

    

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Imagem: Oficina Cadescrita

    (Texto a Duas Mãos)

Tomás G e OE