Ondas Perfeitas na Arrifana

http://www.arrifanasurfschool.com/

Imagem: Arrifana Suf School

     Era uma vez um surfista chamado Simas. Um dia, ele decidiu ir à Arrifana; lá foi ele. Assim que viu o mar com ondas perfeitas e o céu sem nuvens, sentiu-se cheio de energia.

     Logo de seguida, o Simas encontrou um amigo – isto é, convidou-o – e foram logo para o mar. Surfaram grandes ondas azuis; quando saíram da água, foram para casa brincar, andando de skate.

     Estavam num acampamento e a descida era inclinada, era giríssimo descer a rampa e eles ainda iam muitas vezes a um café muito bom.

EzraCreative Commons License sushitsavo via Compfight

    Uns dias depois, foram embora. Quando chegaram a casa, o Simas foi logo ter com o seu cão bebé, o “Bola”, de pelo curto, cinzento e preto, um galgo wheepet, magrinho e que se encolhe todo ao dormir.

Simão CB, 5C

Surfando em Ondas Perfeitinhas

    Noroeste Pro 2017 [in explore]

[Paturo] via Compfight

     A minha ocupação favorita é praticar Surf; às terças, quintas e sextas, pratico nas praias de Carcavelos e do Guincho. O meu Treinador vem-me buscar numa carrinha, mas somos só três; deixo sempre a prancha na sala, encostada ao bengaleiro.

      A minha experiência de Surf já dura há sete anos; as melhores Trip-Surfs são na Azambujeira do Mar e daí até Sagres – o ponto mais a sul. O que me fascina neste desporto é que nos divertimos, nos respeitamos; é desafiante combatermos as ondas, tentarmos chegar até onde queremos alcançar; sobretudo as manobras que fazemos com a prancha, como o “bottom”, a “palada”, o “lay back”, a “rasgada”, entre outros. O mais difícil é o “Lay Back” porque exige muito equilíbrio.

       Às vezes é assustador, quando as ondas fazem o “Set”, em que vêm cada vez maiores. Nós falamos uns com os outros de prancha para prancha; com cada instrutor só podem estar quatro praticantes, no máximo. O meu mar preferido é com ondas médias e perfeitinhas. Uma onda perfeita é a que faz um tubo, quando não há vento, o que permite treinar as manobras. No Guincho, as ondas não são perfeitas: há muito vento.

      Ontem, estive no Guincho com o Lourenço P e não se conseguia surfar bem. Tentei apanhar com o maior número possível de ondas; elas quebravam onde eu tinha pé, estava a maré vazia. No Brasil, a praia está protegida, as ondas não chegam: é preciso remar imenso até chegar ao mar aberto e aí não há pé. Os treinos duram de duas a duas horas e meia, a partir das cinco, saímos da água quase sempre depois das sete da tarde. No inverno é mesmo noite escura.

Lourenço C, 6B

Onda de Férias

Surf's Up!

Prab Bhatia via Compfight

      Começou muito cedo o meu primeiro dia de férias, porque ainda estava habituado à escola,  e porque não gosto de acordar depois das  8h 30.

     Então, a preparação para o Campeonato começou num sábado, em que não tinha que estudar e podia fazer Surf o dia todo. Acordei, lavei a cara, tomei o pequeno-almoço, habitual, depois o meu professor de Surf, “o Gatinho”, levou o seu cão para o treino.

     Começamos a ir buscar as pessoas na carrinha: eu sou sempre o primeiro a “ser buscado” e demorou muito tempo. Finalmente, chegamos à praia e estavam altas ondas! vestimos o fato, pegamos nas pranchas e fomos Surfar com o “Gatinho” a filmar. Depois fomos todos jogar futebol e voltamos a Surfar outra vez.

    Assim acabou o meu dia com altas “surfadas”, dias super-divertidos, e daí em diante, todos os dias de treino serão assim!

João P, 6A

O Meu Segundo Campeonato

Big Day Along the Central Coast Steve Corey via Compfight

     Este Campeonato começou uma semana antes do previsto; eu não me conseguia inscrever, mas depois fui pedir ao meu treinador e tudo correu bem.

    Uma semana depois estávamos, eu e o meu pai, com as minhas pranchas no carro e com a nossa comida.

     Chegamos à praia e eu não estava muito nervoso, mas quando chegou o meu “heat” tremia muito.

     Então, um amigo do meu pai que é treinador, chegou  ao pé de mim e disse-me:     

     – Não estejas nervoso, concentra-te nos primeiros cinco minutos, apanha duas ondas e depois apanha as melhores ondas.

     Eu aqueci e fui para dentro de água.

    Nos primeiros cinco minutos, apanhei boas ondas e são só as duas melhores ondas que contam.

     Depois, dessas duas ondas, não houve ondas tão boas, mas duas horas depois, veio lá uma boa onda e eu estava com a prioridade.

     Então fui na onda e mandei três manobras!

    E disseram:

     – Faltam 10 minutos para o final. João R… de P… em primeiro lugar, Eduardo G… a precisar de 4,63 pontos.

     Depois remei para fora e apanhei outra onda e fiz outro “quatro”. Para o final, ninguém apanhou ondas e eu ganhei o  campeonato Nport!

João R de P, 6A

A Manobra

Carlos

Marc Schmidt via Compfight

     Eu gostaria de inventar uma nova manobra de Surf que se chamaria “Pinho-Curva” – seria como um “Cut Back Roundnose”, mas, em vez de darmos a “Palada”, dávamos o “Aéreo”.

    Depois, poderia haver, por exemplo, “Pinho-Curve to Reverse” e ainda “Pinho-Curve 360º.

      Um Inglês, James Cook, viu, pela primeira vez, o Surf, no Hawai e gostou: eram os povos do Peru que andavam pelas ondas em cima de umas canoas de junco.

     Gostaria que usassem a minha manobra nos jogos olímpicos. Também imagino o Jonh Florence a fazer todas as manobras perfeitamente, em especial a minha.

     Se eu tivesse que dar dicas a um amigo que  se fosse iniciar no Surf, eu diria:

     – Começa nas ondas que já estão em espuma. Usa uma prancha grande, uma long board, de espuma.

     Não queiras fazer logo tudo, porque o Surf é um desporto difícil, que leva muito tempo a aprender.

João P, 6A

Vantagens e Desvantagens

 

deep and shallow

Creative Commons License Chris Kuga via Compfight

       Em relação à prática de Surf, considero que há vantagens e desvantagens.

     Por um lado, acho que o Surf é um desporto saudável e divertido. Tem várias manobras e eu gosto muito de as fazer.  E adoro o ambiente de campeonatos! Há manobras mais fáceis, como, por exemplo, “cortar a onda”. Depois, há a “Palada”, em que se faz o “Bottom”; depois, vira-se subindo, vai-se acima da onda e chuta-se o “Tail”.

     Por outro lado, acho que o Surf é um desporto cansativo, fica-se com uma sensação na boca muito má: salgada e seca. E com muita fome e sede!

     Além disso, depois de Surfar durante muito tempo, fica-se tão exausto, que já não o fazemos tão bem.

     Finalmente, apesar de cansar muito e de eu chegar a casa muito mole para estudar, adoro fazer Surf e vou sempre evoluir no meu desporto!

João P, 6A

Surf Trip Sines

Crooklets Beach - Waves

Lee via Compfight

      Foi um experiência nova ir fazer uma Surf Trip numa autocaravana.

    No mar, sinto a liberdade de não estar na escola, de não estar sempre a respeitar os professores. E o mar ajuda a espairecer a cabeça.

   No primeiro dia, tomei banho numa fonte, em Sines. Depois de um grande dia de Surf, estavam umas ondas de um metrão e eu só queria fazer uma onda nesse dia, para depois dizer que sou forte!

   No 2º dia, foi o que eu mais gostei, pois foi quando eu fiz uma onda com cinco manobras boas!

   O meu professor de Surf viu e ficou muito orgulhoso de mim e eu fiquei muito contente comigo próprio.

    No 3º dia, tomei banho na praia, também foi uma experiência nova e também foi muito engraçado!

   No 4º dia, apanhei uma tal ventania, que voei com a prancha para os montes, mal me vesti.

   No 5º dia, foi giro, por ser o último dia: dei uma surfada com ondas pequenas, lá de fora, a rolarem até à areia, as esquerdas e direitas.

     Nunca mais me vou esquecer desta Surf Trip!

Vasco L 6C

A Ida à Liga Moche

Santa Cruz : 4

Creative Commons License John Tregoning via Compfight

      Eu, o Sebas, o Quartim e o Queimado fomos à Liga Moche. Fomos surfar e ver o oito do Vasco Ribeiro e do Kikas. Todos nós apostámos no Kikas. Ele ganhou e foi ao pódium.

     Antes de ele entrar, para o seu Hit, desejei-lhe boa sorte. Depois fomos todos surfar. Eu adorei! Experimentei novas manobras e um senhor disse “ – Surfas muito bem!”

     De seguida, fomos ao skate Parque. Como estão a ver, foi um dia muito longo. Adorei!

     Também recebi imensos brindes, como aquela camisa que diz “Amigos amigos, ondas à parte”, um poster, dois cartões para o telemóvel, e também, se nós tirássemos uma foto e puséssemos no Instagram, recebíamos dois guarda-chuvas, dois guarda-sóis, uma camisola e mais 7 pósteres!

Vasco L, 6C

Surf Trip Peniche

Muniz pro surfer

Creative Commons License SayLuiiiis via Compfight

     Mal chegamos a Peniche, eu, o Nuno, o João, o Vasco, o Afonso A. fomos ver a casa do Afonso: era uma quinta enorme, com diversas coisas: tinha um trampolim, uma garagem cheia de fatos, pranchas e também havia lá uma cadela que já estava a “deitar as águas” em situação de parto iminente.

     Sábado, fomos surfar para o Baleal: o João A ensinou-me uma boa tática para ter mais velocidade nos “botames”. Ele diz que é mais importante os “botames” porque se o “botame” fosse bom, a manobra saía bem de certeza.

    Eu tentei dar um “aéreo”  pela primeira vez: até saiu bem!

     O Afonso A, em quase todas as ondas fazia um “aéreo recourse”. O Pai dele é óptimo treinador e surfista e também é muito simpático e calmo.

     Domingo, fomos para uma praia com óptimas ondas. Foi o dia que eu mais gostei, com a minha tentativa de aéreo, mais uma vez e também um lance a soltar as “quinhas” à frente do Nuno.

      Almoçamos no Pingo Doce e depois fomos logo fazer surf. Nos primeiros minutos,  surfei bem e na última meia hora, tentei dar mais dois aéreos “rivense”.

     Os cães também nasceram nesse mesmo dia, eram mínimos, mais ou menos com 13 cm.

      E Fim.

Vasco L, 6C

Uma Tragédia Surgiu

Flying the California Desert with Fire Chief

Russ Seidel via Compfight

     O meu professor de Surf, com aqueles carros ingleses de Surf ia ter uma reunião com a minha mãe. Eu estava a jogar na rua quando ele passou, mas o carro não tinha travões; sem querer, chutei a bola com muita força e o carro começou a andar instantaneamente.

     Fui a andar de skate para ver se eu encontrava o carro, mas não. Percebi que tinha o meu I-Pad na mão e, de repente, eu tropecei e caí ao chão, pois o skate tinha batido numa pedra e o meu I-Pad partiu-se em pequenos fragmentos, como se fosse uma peça de vidro.

    Então, fui a casa, e disse à minha mãe o que tinha acontecido. A minha mãe disse que tinha de procurar melhor. Mas nada surgiu. Voltei a casa e disse ao meu professor de Surf que não encontrava o seu carro. Ele aceitou as minhas desculpas e ficou tudo bem.

    Isto foi um sonho, UF!

Vasco L, 6C

Momentos Escolhidos

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     Imagem: Troia Resort

     Os meus primos e eu, de madrugada, fomos andar de bicicleta, desde Sol-Tróia a Tróia – 2 km ir e voltar – pois estávamos a procurar o meu tio. Ele não se tinha perdido, eu é que tinha exclamado que chegava primeiro.

     Passado uma semana, vieram os brasileiros, os amigos do meu pai e eu não adorei que eles viessem – a empregada era fixe, pois ensinava-nos muitas coisas, como jogar às cartas, mas jogos do Brasil, em que temos de pôr as cartas por números seguidos. 

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     Imagem: chriseatsacrisp

     Passados cinco dias, já eu estava em Sagres a divertir-me a fazer Surf, pois quando apanhei uma onda, apercebi-me que era o sítio perfeito para Surfar.

     Apanhar uma onda é uma grande sensação, pois quando damos alguma manobra, sentimo-nos felizes. 

Vasco L, 6C

Uma Sensação Sem Igual

inside seals beachbreak gaftels via Compfight

      Se tivesse de apanhar uma onda grande, assim o faria. O Surf é a minha vida eterna!

     Gosto de surfar, principalmente com ondas de dois metros. Já me magoei, já toquei em alforrecas maiores que eu, de 20 centímetros; odeio-as, são moles e peganhentas, parecem ranho, mas nunca vi uma caravela-do-mar – já me disseram que são tão más!

     Para ser um surfista, tem de se apanhar ondas grandes, ouvir o seu professor e fazer treino físico. Diante do perigo, tens de reagir e dizer “SIM”. 

     No meu treino de Surf tenho de me esforçar para obter o meu objetivo. (Devagar se vai ao longe.)Tenho de fazê-lo rápido e bem, porque, se não cumprir o que diz o professor Pedro Marques, conhecido como “O Careca”…

     Ele é muito fixe, mas é duro também:  ele faz coisas que eu nunca pensei fazer, como correr a praia e fazer treino físico à noite. Quando comecei a surfar, ele próprio disse que eu tinha futuro, e agora, depois de dois anos de surf, consegui ver os meus objetivos alcançados.

     Apanhar uma onda boa é fixe, porque ela não me esquece; é bom ter amigos, porque eles ficam ao pé de nós; gosto de apanhar um tubo, porque eu fico histérico.

    É uma sensação gira, a água atrás de nós, nós com a mão na onda… é uma sensação sem igual, juro-vos.

Vasco L, 5C

O Surf É Uma Vida

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Creative Commons License Photo Credit: Hani Amir via Compfight

     Quando eu era pequenino, gostava de ver o meu pai a fazer surf, nas ondas, e sempre lhe perguntava:

     – Pai, como pode fazer isso?

     E ele dizia-me:

     – Se queres, fazer surf, tens que treinar para isso, não podes jogar Ipad.

     Eu fiquei feliz, mas também um pouco triste.

     Ao fazer o primeiro treino, adorei! O meu treinador chama-se Tiago e descobri que ele fazia anos no mesmo dia que eu.

     Ao longo destes anos, evolui muito, ao ponto que já entro em campeonatos e quero continuar. Treino três vezes por semana e, de vez em quando, são quatro. Ele já me disse que eu evolui muito depressa. Ao ouvir isto, fiquei feliz, pela primeira vez, fiz algo muito bem.

     Sempre gosto de quando estou a fazer Surf, poder ver os peixes e entrar em comunicação com o mundo.

     O meu melhor momento do Surf foi estar com um animal raro, o golfinho. Eu vi-o e surfei com o golfinho; foi no Brasil, por este motivo quis ficar no surf mais tempo.

      O meu maior susto foi quando entrei na água com o meu primo; era um fundo de rocha; veio uma onda grande e fui contra uma rocha e comecei a sangrar. Saí da água e não queria entrar, mas o meu Treinador disse-me para não sair: – Para não teres medo, tens que entrar lá outra vez! Fui e passou o medo.

    Eu adoro fazer Surf e cada vez estou melhor, “quem corre por amor não cansa”.

Francisco B, 6D