O Monstro das Profundezas – 2

Hello HaloweenCreative Commons License Maurits Verbiest via Compfight

     De repente ouvi:

    – Ali está o Monstro!

    Peguei no rapaz e fui para o vulcão dando os meus saltos de grande alcance.

    Enquanto escalávamos, um dos caçadores acertou-me com uma das suas balas frias e perfurantes, mesmo no braço onde eu segurava o pobre rapaz indefeso.

    Sem querer, larguei-o e caiu pela cratera do vulcão. Como a cratera era muito funda, enquanto o menino estava a cair, eu saltei para o ajudar. Como eu sou á prova de fogo, consegui agarrar o menino em plena queda, antes que ele fosse derretido pela lava.

    Atirei então uma bomba que fez ir os caçadores pelos ares, e como viram a minha bravura, não se atreveram a chamar-me monstro. Ofereceram-me, como recompensa, uma cura, para eu voltar a ser um rapaz normal outra vez.

    O meu companheiro tornou-se um grande amigo e fomos para a mesma escola!

Francisco M N, 6A

The Revolution

Halo: Reach | Lone WolfCreative Commons License Joshua | Ezzell via Compfight

      In 2036, the Halgy Army started buying weapons and military equipment from the Tall Gys or the “Gorks” as we call them. The reason why this was happening was because the Gorks were years ahead of us on that subject. They had equipment that no other country had and we wanted that same military power. We started paying they started delivering, everything was going fine until that one day…

     In a matter of minutes, we watched all that equipment shut down like if someone just pressed an off switch. The next day, the Gorks invaded the whole conuntry and on that same day we surrended. The Gorks started to build outposts in checkpoints all over the country, started making new rules, the whole country was now in what seemed to be a nightmare.

     6 months have past since the invasion; a rebel’s group created by Ryan Stintson was starting to get noticed by the Gorks. This group was launching assaults against outposts. They weree slowly starting to get the people’s attention.

     2 Years Later The rebel group was now stronger than ever, they have taken down every single outpost. All that was left to do was conquer the American Military bases the Gorks were using as main outposts plus the ones the Gorks had built.

     Everything was set up, it was time to strike…

Rodrigo L, 9B

A Jóia

Police officer Black Zack via Compfight

     Era uma vez um homem muito perigoso, o mais procurado de  todos: tinha acumulado cadastros relativos a assaltos de bancos e fugas de prisão. Ele era uma pessoa que não se cuidava, tinha uma barba até ao umbigo, umas sobrancelhas hirsutas e uma boca assustadora, com dentes para fora e um nariz superminúsculo. 

     No dia 28 de Setembro de 2016, o homem planeou uma lavagem de dinheiro com o seu amigo presidente do banco. Esse dinheiro chegava no dia 31 de Dezembro – já sabem o ano – e quem o transportava para a mansão do homem mais procurado era o funcionário ou o secretário do presidente do banco.  

     O funcionário estava preocupado com as paragens de auto-stop, porque o que havia lá atrás era sério. Então, passado uma hora, foi mandado parar pela polícia e o camionista estava muito assustado porque eles tinham cães altamente treinados.

Lourenço C, 6B

Life of Horses – IV

HorseCreative Commons License Mark via Compfight

      Um dia, a Flora estava muito zangada com tudo e com todos. Ela estava numa cerca muito linda, mas como ela queria fugir, fugiu. Passou por montanhas, vales e florestas, até chegar a um prado muito florido.

     Estava a passar por lá um Mustang, que era diferente dos outros: era todo preto, com uma crina muito grande, só que estava com um penso na crina.

    Ele estava a ir em direção à Flora; ela tentou fugir, mas não conseguiu, porque as ferraduras novas estavam a fazê-la tropeçar. De repente, apareceu um cavalo à frente dela que lhe disse:

     – Olá, eu sou o Veloz, um cavalo dos Índios!

     A Flora apresentou-se:

     – Olá, eu sou a Flora, eu era um cavalo selvagem, só que me apanharam. Queres fazer uma corrida?

      Respondeu o Veloz:

      – Claro! Mas acho que tirarmos-te essas ferraduras.

      Eles deram coices em pedras, em árvores, até que as ferraduras caíram. Começaram a correr: o Veloz ia á frente, mas a Flora deu um salto e ficou próxima dele. O Mustang ficou em primeiro lugar, mesmo assim, por uns segundos a mais que a Flora.

     O Veloz disse:

     – Queres conhecer os meus donos?

     A Flora respondeu:

       – Quero!

      Quando chegaram à vila, os humanos agarraram logo a Flora para ficarem com ela, mas chegou lá uma menina para ajudar aquela pobre égua. A menina acalmou-a e ficou com ela, porque a Flora não queria sair de junto dela.

      O Veloz disse, a rir:

      – Ah, ah, ah! Mal chegas e já tens uma dona! E essa é uma treinadora de cavalos.

      Enquanto estavam a falar, a menina pòs-lhe um arreio e uma manta azul por cima dela para a montar.

Margarida L, 6B

Life of Horses – III

HorseCreative Commons License Mark via Compfight

     Num dia de concurso, era a vez de Trovão. Mas havia um pequeno problema: o Trovão só conseguia saltar ao ouvir rock’n roll do Elvis. Só que o rádio estragou-se, porque um gato saltou para cima dele.

     Então tiveram que comprar um rádio novo que tivesse grandes colunas para que os gatos tivessem medo deles. Tinha chegado a vez de Trovão: ele deu grandes saltos, correu como se fosse a luz; o juri ficou espantado e deu-lhe a nota máxima.

     Quando chegou a vez de receber o prémio, ficou o Trovão em 1º lugar, a mãe em 2º e, em 3º, um amigo da Flora.

Margarida L, 6B

Life of Horses – II

Keeping an Eye on ME, brightened.Creative Commons License Tom Driggers via Compfight

     Numa certa quinta, estavam a precisar de cavalos e de mais animais.

     Lá viviam duas pessoas:  a Inês, a irmã mais velha, que tinha um longo cabelo da cor do mel e uns olhos da cor do mar; ela usava uma camisa azul, umas calças castanhas claras e umas botas de cavaleira; e a sua irmã mais nova, Mariana, que tinha também o cabelo da cor do mel e uns olhos azuis como o céu; ela vestia-se com um casaco cinzento. calças de ganga e botas de montar.

     As duas irmãs foram montar os seus cavalos para irem procurar mais vinte mil cavalos, por isso voltaram para a montanha. Passadas três horas, chegaram e apanharam logo o chefe; com o chefe apanhado, todos os outros foram atrás dele, até a sua filha.

     Quando chegaram à quinta, prenderam todos os cavalos num campo com cerca eletrificada. Tentaram montar a Flora, que já era uma grande égua. A Mariana caiu logo, mas a Inês conseguiu. Ela ficou muito contente, mas o pai estava sempre preocupado com ela, porque mesmo que ela estivesse presa ali, continuava, na mesma, a falar com a loba e o leão que já eram grandes.

     Passados cinco anos, os cavalos todos já estavam domados. A Inês tinha dois cavalos: a Flora e o Trovão, o chefe. A Flora passava a vida a ser toda arranjada, o Trovão era usado para concursos e a mãe passava a vida a fugir.

Margarida L, 6B

Life of Horses – I

I think horse photography is going to be my new pleasure !! Welsh photographs via Compfight

     Era uma vez, numa terra distante, onde viviam veados, cavalos selvagens, zebras e muitos outros animais, numa floresta gigantesca com cascatas.

    Mas havia alguém que não era feliz: os cowboys que adoravam apanhar cavalos selvagens novos!

     Espalhou-se uma nova mensagem do chefe dos cavalos selvagens, Trovão:

     – Um novo potro vai nascer! Passados 5 minutos, já se via a nova cara. Ela estava a saltar  pela montanha! A nova cara era amarela como o mel, com olhos azuis e as crinas eram castanhas como a casca das árvores.

     Passado um ano, essa linda égua já estava grande, e o pai dela chamou-a:

    – Flora, vem cá!

    – Estou a ir, pai!

    A única coisa que ele queria dizer era para ela não passar da fronteira onde estavam os lobos e os leões. Mas ela estava com tanta curiosidade, que foi. Ela foi rodeada por um leão e por uma loba.

    – O que está aqui a fazer uma eguinha?  – exclamou a loba, ao ver a Flora.

   – Deixem-me em paz, eu queria só fazer alguns amigos.

   E disse a loba:

     – Que sorte que eu tenho! Eu também só queria uma amiga, em vez desse leãozinho. Eu sou a Veloz e esse leão aí é o King.

     – E eu sou a Flora.

     De repente, saltou um cavalo para ajudar a Flora, porque pensava que iam atacá-la.

     – Não lhes faças mal, Cinza! – gritou a Flora – São meus amigos. Eles também, só com uma patada, tu caías ao chão. Já sabes que não és forte.

Margarida L, 6B

Avatar – II

Imagem: Avatar Movie

     A vida de Miriam não era só trabalhar: ela adorava basketball; então, pensou em formar uma equipa.

     – Vou ver se encontro dois Avatares humanos. Mas em vez de encontrar dois Avatares, encontrou dois humanos que estavam a surfar.

      Ela chamou o seu Dragão, mas em vez de vir sozinho, veio Jason, e gritou:

      – Porque estás aqui? Este é o sítio dos humanos!

      – Eu sei, deixa-me em paz! – E subia no seu Dragão, levantando voo.

       Chegou ao pé dos dois rapazes, desceu do seu Dragão e perguntou:

       – Querem ser Avatares?

       Os dois responderam em coro:

       – Sim!

       Eles foram buscar os seus Avatares e Miriam perguntou:

      – Quais são os vossos nomes?

       – O meu nome é Artur e este é o Lourenço, mas tratam-no por “Cata”.

       A Miriam decidiu:

      – Tu, Artur, vais-te chamar “Urso” e o Lourenço vai-se chamar “Cata”, não quero mudar.

      Ela apresentou-os ao Chefe, mas em vez de lhe dizer que eram humanos, disse que eram mesmo Avatares. Depois perguntou-lhes se queriam fazer uma equipa de basquete, mas primeiro teve de lhes dar um Dragão a cada um cavalo, porque os jogos de basquete precisavam deste equipamento.

      Foram voar, mas sempre que um deles caía, Miriam ia apanhá-los com o seu Dragão.

Margarida L, 6B

Avatar – I

 

Imagem:  Avatar Movie

     Era uma vez num planeta distante, umns seres bastantes diferentes: eles tinham o dobro do nosso tamanho, eram como uns tigres azuis às riscas; de um tom azul escuro e o resto azul-claro; o seu cabelo era da cor do chocolate negro.

     Uma menina da mesma espécie chamava-se Miriam e era a filha do chefe Raksa. Miriam tinha um dragão gigante, vermelho, com riscas pretas, algumas partes amarelas e a ponta da cauda tinha um bocadinho de azul. Ela também tinha um cavalo exatamente igual a ela.

    Mais ou menos a 10 km dali viviam humanos que, quando montavam esses seres, a quem vamos chamar Avatares, ficavam com os seus corpos para  transportar a mente dos humanos para o cérebro dos Avatares.

    E havia um novo recruta para os humanos, o Jason, que era paraplégico e, quando o puseram na mente do seu Avatar, ficou louco de alegria, porque ele conseguia andar!

    No dia seguinte, Jason foi fazer explorações com o seu Avatar, porque ele já não conseguia sair daquele corpo.

     Nessa altura, encontrou Miriam. Os seus companheiros já tinham o solto lá para fora. Miriam, como sabia que ele era humano, gritou com um ar muito furioso:

     – Sai daqui!

      Mas quando Miriam lhe foi acertar com uma flecha, apareceu um espírito pois, quando os Avatares querem matar um ser humano, ás vezes aparece um deus.

  – Eu não vou fazer nada de mal.  – E baixou a flecha.

     Miriam chamou o seu Dragão e disse:

     – Sobe, rápido!

     O Dragão não queria que o espírito subisse também. Então, a Miriam não o pôde deixar ir: foram pelo chão, passaram por árvores maiores que uma montanha, chegaram a uma ilha flutuante e alcançaram a árvore da vida. 

(Continua)

Margarida L, 6B

 

Da Cidade para a Liberdade

Coming in for a closer look

Geraint Rowland via Compfight   

      Era uma vez uma senhora muito rica que estava farta daquela “fantochada”: uma vida materialista, onde se vivia apenas para o lucro e o bem-estar material e, olhando para as outras pessoas simples, invejava a sua vida.

     Um dia, zangou-se com a sua família e saiu de vez com o dinheiro que trazia nos bolsos e na carteira, o que não era pouco. Com esse dinheiro, comprou uma casa linda, por uma pechincha.

     Porém, o tempo foi passando e ela foi ficando cada vez mais velha e cada vez mais desleixada. Sem amigos e com tanta solidão, cada vez tinha mais animais.

     Um dia, eu passei por lá e fiquei maluco: vi porcos, galinhas, cabras e yorkshires! Vi ao longe um pessoa e fui até lá: parecia uma bruxa, com os cabelos no ar, um cheiro pestilento e umas pantufas estragadas.

(Continua…)

Alexandre S, 6C

O Monstro – I

Stormy SeaCreative Commons License Mark via Compfight  

      Miguelito era um aventureiro, gostava de explorar florestas e mares desconhecidos. Sempre que possível, ele contratava uma tripulação e lá partia em direção ao desconhecido, em busca de uma história ou até mesmo de um tesouro. Miguelito, uma vez, tinha descoberto um tesouro na costa do continente africano e foi o suficiente para deixar aquela tripulação inteira rica e isso só o motivou a continuar.

     Miguelito ia, mais uma vez, embarcar numa nova viagem. A tripulação era pouca, mas o suficiente para uma viagem planeada, era só ir comprar especiarias à Índia.

     – Chefe, gosta deste ventinho? – perguntou o Capitão do barco com um sorriso na cara.

     – Por acaso até gosto, Capitão. – respondeu-lhe Miguelito.

     – Bem, ainda vai ficar melhor.

     Miguelito não percebeu e apenas acenou com a cabeça que sim. Miguelito nunca tinha ido à Índia, visto que toda a gente, naqueles dias, lá ia. Só tinha ido desta vez para também abrir um negociozinho de especiarias, para ajudar a pagar as suas viagens.

     A noite caiu, Miguelito foi-se deitar a ler um livro, até que adormeceu. Houve alguns abanos do barco, mas Miguelito calculou que não fosse nada e voltou a dormir. Dormiu durante nove horas, mas ele não sabia que o que iria encontrar fora do quarto era algo que iria fazer com que ele não dormisse por bastante tempo.

     Saiu do quarto e viu corpos rasgados e espalhados pelo chão. Um tripulante estava sem pernas, mas ainda vivo, rastejava em pânico, como se a fugir de algo. Tentou dizer alguma coisa, mas o esforço foi em vão, colapsou e morreu. Miguelito estava em choque, como se congelado, até ouvir um som que o descongelou logo. Entrou de volta no seu camarote. Pensou no som que tinha ouvido e a única coisa a que o conseguia associar era a um monstro.

(Continua)

Rodrigo L, 8B

Para Esquecer – III

Spring Dream

jaci XIII via Compfight

      Francis estava de saída do cemitério quando o seu pé ficou preso. Raízes com flores maravilhosas começaram a crescer em volta do seu corpo. Começou a chamar pelas pessoas mas era  como se ele fosse invisível e todos estivessem surdos. As raízes cobriram-lhe os olhos e parou de conseguir ver.

     De repente, voltou a ver, mas agora estava no seu quarto. Levantou-se, pegou no telemóvel e ligou para a avó. A chamada foi atendida pela voz meiga e alegre da sua avó. Francis, a seguir, não disse nada, até que a sua avó desligou o telemóvel. Repetiu a ação com seus tios e avô.

     Foi à aplicação “Basketlovers” e viu que jogo já tinha sido no dia anterior, que os Maquiavels tinham triunfado sobre os Igotes, num jogo que acabara 107-69.

     Perguntou ao pai o que tinha acontecido durante o jogo e este disse-lhe que ele tinha adormecido a meio e contou-lhe as melhores jogadas e cestos.

     Francis pediu à mãe se podiam ir lanchar a casa dos avós. Esta tratou de tudo com a avó e lá foram eles, juntamente com os tios. Francis abraçou-os a todos com força e estes, sem perceberem o que estava a acontecer, simplesmente deram-lhe um abraço de volta. Francis estava quase a chorar, mas conseguiu aguentar-se.

     No fim, contou o seu sonho ao resto da família e estes ficaram muito sensibilizados com o tal sonho. Decidiram que era melhor esquecer aquele sonho e continuar as suas vidas felizes e sem pensamentos negativos. 

Para Esquecer – III

       Forever Fifteen

Creative Commons License Midnight Believer via Compfight

       Francis simplesmente acenou que sim e voltou a ver a sua série. O episódio que estava a ver acabou, ele foi pôr o prato na cozinha e começou a ver o seu youtuber favorito “TheRoyalLion” no telemóvel, até que o seu pai o chamou para irem embora.

     O pai de Francis era dono de uma empresa de carros, a “Stinger”; estes carros eram praticamente a junção de Ferraris com Lamborguinis e Mercedes. Eram os carros mais poderosos do mercado e eram utilizados até por corredores profissionais nas corridas de automóveis. O pai de Francis tinha acesso, se quisesse, a um exemplar de cada carro, de graça; mas dos dez que já tinham sido produzidos, ele só tinha escolhido dois.

     Entraram então no Stinger 500 Buzz, vermelho, e fizeram-se á estrada. Francis olhava pela janela e via as matrículas dos carros, coisa que ás vezes o alegrava, quando eram engraçadas. Viu uma que tinha escrito “DYNKM3M35” e não conseguiu evitar um sorriso. Seguiram-se “D14MOND” e “83H4PPY”. Ele sorria cada vez mais, mas quando chegou à Igreja, o sorriso transformou-se numa expressão séria e pesada.

     O funeral demorou meia-hora e quando acabou a cerimónia foram para o cemitério assistir ao enterro. Foi um momento intenso e o facto de três dos quatro caixões estarem vazios e dentro de um estar um corpo todo queimado, não ajudava. A única maneira de saber que era mesmo a pessoa certa foi devido a um dedo não ter sido carbonizado, o que permitiu analisar impressões digitais. A avó de Francis não pôde comparecer por estar internada no hospital com queimaduras graves. Francis estava já de saída do cemitério quando, de repente, o seu pé ficou preso.

(Continua)

Rodrigo L, 8B

O Dia em que Me Encontrei com o Passado – II

koh tachai

Creative Commons License Andrea via Compfight   

       Achei piada aos peixinhos que se aproximavam para observar as bolhas de água que se libertavam da minha máscara de oxigénio e que se afastavam, enquanto eu nadava para o interior do navio.

     Quanto mais me adentrava, mais me impressionava com o que eu encontrava: destroços da cozinha, o porão com a sua secção de mantimentos.

     Descobri um crânio no camarote do capitão, chamou-me à atenção um resto de mapa, muito gasto, sobre a mesa carcomida e avistei uma arca de tesouro numa velha divisão que parecia ter estado esplendidamente enfeitada: ao abri-la com todas as minhas expectativas, encontrei…

Um Caranguejo Arco-Íris!

Miguel F, 9B

O Dia em que Me encontrei com o Passado

El Oceanario, Isla de San Martín de Pajarales, Cartagena, Colômbia.

Elias Rovielo via Compfight

     Lá ia eu para mais um trabalho que parecia simplesmente mais um. Equipei-me, saltei e mergulhei para aquele paraíso a que chamo mar. Era uma beleza! As pedras do fundo estavam incrustadas de mexilhões coloridos e grutinhas de onde espreitavam pequenos polvos desconfiados.

      Nós íamos procurar uma nova espécie de caranguejo: “o caranguejo arco-íris”. Ele vive a uma grande profundidade, mas nada que eu ainda não tenha feito. Estava eu à procura do caranguejo, quando encontrei um mastro e pensei: “Onde será que está o navio?”

      Procurei, procurei e finalmente encontrei-o: parecia ser uma nau portuguesa, não só porque tinha proa dupla, mas também porque havia indícios de uma cruz na vela. O navio estava muito afectado pelo mar; via-se logo que tinha sido um naufrágio muito violento: o casco estava partido em vários sítios, por onde saíam e entravam pequenos cardumes dançando juntamente com alguns tubarões.

     Decidi entrar cuidadosamente, por causa dos tubarões…

(Continua)

Miguel F, 9B

Para Esquecer – II

Foco

Ana Guzzo via Compfight

30 Minutos Depois

     Amanda recompôs-se, sentou-se ao lado de Francis e, lentamente, explicou-lhe o sucedido. O seu avô e tios maternos tinham morrido e a sua avó tinha partido um braço, que ficara todo queimado e iria ter de ser amputado. Francis tentou processar tudo aquilo mas não conseguia e tudo o que conseguiu dizer foi um fraco “OK”.

     Os pais ficaram confusos, mas não disseram nada.

3 Dias Depois

     Estava um dia de sol, Francis foi acordado pelos raios de luz que entravam pelos buracos dos seus estores. Viu as horas no seu telemóvel e levantou-se. Tomou um banho demorado, vestiu uma camisa branca, gravata preta e calças de fato também pretas; pôs o seu desodorizante favorito, o “seven senses”, pôs gel no cabelo e foi fazer o pequeno-almoço. Sentou-se no sofá e começou a ver “Family Guy”.

    A sua mãe veio ter com ele, num vestido elegante, preto. e perguntou-lhe se queria mesmo ir ao funeral de todas aquelas pessoas.

(Continua)

Rodrigo L, 8D

 

Cuba Maravilhosa

Caribbean beach series . Cuba

Nick Kenrick via Compfight

     Era uma vez uma menina chamada Cláudia que foi de férias para Cuba, durante uma semana. A Cláudia foi de avião e, quando chegou, viu a praia, a piscina e quis ir logo dar um mergulho.

     Quando pôs o pé, viu que estava fria. Então, quis ir fazer escalada: a Cláudia, quando estava a fazer, gritava que ia cair. A sua amiga Matilde disse que não ia cair. A seguir, foi ela a subir e estava numa excitação.

      Depois, foram andar de canoa; andaram uma contra a outra, a ver quem ganhava. Ganhou a Matilde!

     Passados dois dias, foram a um museu e viram tantas coisas bonitas!

     No dia seguinte, foram almoçar, estavam com muita fome… O jantar foi peixe e estava uma delícia! Depois foram ver a praia de noite: tinha velas na areia, tudo iluminado!

     Finalmente, tinha chegado a hora de ir embora: estavam muito tristes. A viagem de avião foi muito agitada, porque estava a formar-seu um furacão sobre o mar das Caraíbas. Elas tiveram algum medo, mas correu tudo bem.

     Quando chegaram a casa, estava à espera da Cláudia a sua irmã Carolina que queria saber as novidades daquelas maravilhosas férias!

Mariana C, 6A

Para Esquecer

Creative Commons License Riik@mctr via Compfight

     Francis estava sentado no sofá com seu pai, Jack, a ver o jogo de basketball : Estavam a perder quando, de repente, uma luz laranja e gritos preencheram o pavilhão. A transmissão foi abaixo e, em menos  de dez minutos, todas as transmissões, mesmo as dos canais infantis, foram substituídas por uma transmissão de notícias de última hora.

     Teria havido um ataque terrorista no pavilhão: havia milhares de mortos e centenas de feridos; sobreviveram poucos e a maior parte deles tinha perdido membros devido ao impacto ou às chamas que os levaram a cinzas. Era algo terrível.

     Francis apressou-se a ir chamar a Mãe para testemunhar aquele acontecimento horrendo. A sua Mãe, Amanda, ficou paralisada até que, de repente, olhou para o lado e afastou-se a chorar. Começou a correr para o telemóvel. Francis e o pai tentavam perceber a quem ligava a Mãe. De repente, o pai lembrou-se que os Avós de Francis tinham ido àquele jogo com os tios, mas preferiu deixar Francis “no branco”. Os outros avós de Francis ligaram logo para Francis, para confirmar que ele não tinha ido ao jogo.

      Depois de uma hora, Amanda desligou o telemóvel, correu para o quarto e Jack correu ao seu encontro. Francis continuou  a acompanhar o acontecimento na TV.    

(Continua)

Rodrigo L 8D

Um Cãozinho no Acampamento

'Camping On The Coast' - Anglesey

Kris Williams via Compfight

        Era uma vez uns meninos que iam acampar. Eram o João, o Pedro, a Maria e a Matilde. Iam passar as férias de verão a Cuba.

     Quando chegaram, montaram a sua tenda numa mata verdejante, á beira do mar das Caraíbas.

     Ao anoitecer, ouviram um barulho esquisito e tentaram averiguar.

    Descobriram, num tronco oco de uma árvore um cão pequenino, de pelo branco curto, de orelhas caídas, a ladrar, muito aflito.

     A Maria é que o encontrou primeiro: os rapazes treparam à árvore, mas o Pedro caiu, só o João é que chegou até ao buraco do tronco.

     Quando o João tirou o cão  do buraco, ficou muito contente, e numa aflição que podia ter caído, mas correu tudo na perfeição. E os miúdos gritaram de alegria.

     Depois era a hora de ir fazer surf: estavam numa excitação! Gostaram muito de fazer aquelas manobras. Foi uma loucura e muito divertido.

     Passado dois dias tinham de ir embora. Estavam tristes por terem de deixar o acampamento, mas no fim ficaram contentes por saberem que o cãozinho ia com eles.

 Mariana C 6A

A Terra Prometida

     

Asparrena

Paulo  melystu via Compfight

     Era uma vez uma terra muito distante… o seu nome era a TERRA PROMETIDA! Era linda e maravilhosa, os hebreus queriam conquistá-la. Mas tinham de passar pelos Cananeus, os povos mais fortes de Jericó. O rei e a rainha de Jericó eram maus e ácidos.

   Os povos hebreus andaram 40 anos para conquistar a Terra Prometida. Josué era o líder dos povos hebreus e o seu tio Moisés era o antigo líder. O deserto onde viveram 40 anos tinha uma paisagem impressionante: viviam ali serpentes, escorpiões, cabras, camelos e, junto dos oásis, havia cavalos.

     As estrelas, tão bonitas, iluminavam a noite, fazendo toda a gente sair da sua tenda para observá-las. Mudavam-se para longe, a andar dia e noite; sempre que chegavam a um lugar agradável para dormir,  mulheres encantadoras, e com vozes espetaculares, cantavam sempre em festas especiais e também dançavam em roda.

     No seu dia de combater Jericó, os Hebreus estavam muito ansiosos para ganhar, claro que com a ajuda de Deus. Chegaram a Jericó e começaram a combater com os seus inimigos, os Cananeus. Acabaram a luta para ganhar a promessa de Deus: a TERRA PROMETIDA! Todos gritaram:

      – Vencemos!

      E foi aí que conseguiram conquistar “A Terra Prometida”

Layane S, 5C

A Vida Selvagem – XVII

   Batman and Robin (1949), movie poster illustration by Glenn Cravath

Tom Simpson via Compfight

     A Família ia acampar com os seus amigos, mas a Safira e os irmãos não queriam ir e então ficaram em casa.

     O Michael ficou com eles, o seu empregado e o pai. À noite, a Safira ouviu uns barulhos, assim como todos os seus animais. Foram todos lá abaixo, à entrada e viram uma pessoa com fato de morcego.

     A Safira, sem pensar, deu-lhe um pontapé e o estranho gritou:

    – Calma, sou eu, o teu pai! Eu torno-te numa companheira de um Super-Herói.

     Então, a Safira tornou-se a companheira do Batman e a ajudante de Safira era a sua pantera.

     Foram todos dormir e, de manhã, a Safira foi  ver o Michael para lhe contar tudo.

Margarida L, 6B

A Vida Selvagem – XVI

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Creative Commons License Stah via Compfight

      Foi um grande jantar, com bifes, batatas, bolos, frutas, saladas e sobremesas. No final do jantar, o Michael perguntou à família da Sabrina:

       – Querem ir ao cinema?

       A Sofia perguntou:

      – O que é o cinema?

       E a mãe respondeu:

     – Nós temos uma sala de cinema! Vamos, venham!

      Quando chegaram à sala de cinema, foram com  a bicharada atrás. Passadas três horas, já estavam a sair e a Sabrina disse:

      – Eu gostei do filme: era a história de uma menina que vive com os lobos.

      O Michael  perguntou:

      – Posso levar a Sabrina a um Parque de diversões?

      A Mãe respondeu:

      – Desculpa, mas agora elas vão ter uma aula de equitação.

      O Michael perguntou:

     – Posso ir?

      O Pai respondeu:

      – Sim.

      Quando chegaram ao picadeiro, viram aqueles cavalos amarrados e as duas irmãs exclamaram:  

      – Nós usamos os nossos! Deram um grande assobio, e lá vieram os dois cavalos. Um senhor estava pronto para lhes pôr uma sela, mas a Sofia e a Sabrina disseram que não era preciso.

     Quando estavam na sua aula, o instrutor estava sem palavras e gritou:

     – Vocês não precisam de aulas!

Margarida L, 6B

 

Um Destino Difícil

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Creative Commons License Steve Baker via Compfight

     Era uma vez uma Agente de Segurança de uma das pessoas mais importantes do mundo que, por causas misteriosas, foi despedida. E desde então, andava perdida pelas ruas, ao pé da minha casa. Foi acusada injustamente de um crime que não fez. Os vizinhos acusaram-na de andar  a roubar cães e decidiram chamar a polícia. Mas ela negou ter feito esse crime; a polícia quis detê-la, para reunir mais informações, mas ela, revoltada, deu um pontapé num dos polícias e, misteriosamente, desapareceu nas sombras… Depois desse acontecimento, não foi vista durante três meses.  

     Até que um dia,  o meu próprio irmão teve uma atitude inaceitável de assobiar àquela pessoa revoltada contra a vida. Indignada, respondeu uma coisa que não lhe saiu do coração. Outro dia, um bêbado foi malcriado com ela e disse-lhe coisas indecentes. A mulher, furiosa, espancou-o e pô-lo inconsciente.

       Naquela angústia amargurada, correu chorando pelas ruas; as pessoas, passavam de carro a olhar para aquele imenso desespero. Nesse momento,  a Senhora teve um ataque e caiu no chão; outra senhora, que passava  de carro, decidiu parar para ver se podia ajudar. Aproximou-se inocentemente e, ao debruçar-se, ela acordou da crise, mas, na sua loucura, agrediu a senhora, mordendo-lhe as mãos até se ver o osso!

       Passou um condutor que, admirado com aquele drama, decidiu chamar a polícia. Quando a polícia chegou, foi obrigada a agir e deu-lhe com um “taser”.

       A Senhora foi presa, mas, depois de 15 meses, foi libertada e levada para um Centro de Recuperação da Comunidade Vida e Paz. Aí melhorou muito, graças a um psicólogo que a ajudou imenso e, quando ela ficou boa, acabaram por casar!

Alexandre S, 6C

Aventura Selvagem – XV

     Riley's reaction to last nights US presidential debate.

Valerie via Compfight

      As irmãs estavam muito felizes. A mãe perguntou se queriam ir ao ZOO e, como elas não sabiam o que era, quiseram ir.

      Quando chegaram, viram aqueles animais todos presos e quiseram logo soltá-los. Passaram por portas secretas, lasers, animais, só que estes não lhes fizeram nada. Até às 9h00, já tinham aqueles animais todos soltos. A mãe gritou:

     – Filhas! Vão já para a limousine!

     A Sofia, que era a Escura, perguntou:

    – O que é que fizemos?

    – O que vocês fizeram foi soltar os animais todos.  – Disse a Mãe.

    A Sabrina, que era a Loba Selvagem, embora os pais trocassem os nomes delas, disse:

     – Eles são animais exóticos, não podem ficar aqui presos para sempre.

    Depois de chegaram a casa, a Sabrina saiu, foi ver a cidade e conheceu um rapaz que se chamava Michael e que era rico: ganhava, por semana, mais ou menos 100 000 000 000 000 000 500 euros. 

     Ficaram logo amigos: o Michael tinha olhos azuis claros, o cabelo loiro e roupa casual: era um casaco preto com uma camisola branca e calças de ganga, que era o estilo da Sabrina. O Michael perguntou:  

     – Queres que te leve para casa?

     – Obrigada, mas eu vou de outra maneira; se quiseres, podes vir comigo. – Respondeu a Sabrina.

     Sabrina chamou a sua pantera e disse a Michael:

     – Queres vir ou ficas aí a olhar para o nada?

     Michael subiu muito apressado para o dorso da pantera e Sabrina avisou:

     – Agarra-te!

     Passados dez minutos, já estavam em casa e a Sabrina perguntou:

     – Queres entrar?

Margarida L, 6B

Aventura Selvagem – XIV

     Roxane (?) - WIP

Agathe’ via Compfight

     A Loba Selvagem estava muito contente, porque ela e a irmã iam para a cidade, durante um ano, com os seus animais todos: raposas, leões, panteras, cães, aves, crocodilos…

     Quando chegaram, tinham uma mansão à sua disposição, onde vivia uma senhora de 40 anos e um senhor de 50 anos.

     Quando as meninas entraram, elas encontraram umas roupas na porta do quarto: para a Loba Selvagem umas calças rasgadas, com uma camisola vermelha e um casaco preto. A irmã tinha um vestido azul escuro com uma fita azul clara. Depois que se vestiram, foram ver os donos da casa.

     – Será que estas meninas são as que perdemos há 19 anos?  – interrogou-se a velha senhora Sofia.

     Quando viram a Loba Selvagem, reconheceram aquele sorriso, os olhos e o cabelo. Os dois gritaram:

     –  Filha!

     As duas, que eram as filhas dela, começaram a fuir e perguntaram:

     – Quem é que são?

     Respondeu a Sofia:

     – Nós somos os teus pais!

     As duas ficaram assutadas, mas confiaram. Os pais lobos continuaram a ser pais delas.

     Voltaram a correr para a Floresta. Como descobriram, foram dizer à mãe Loba e disseram para ela ir viver para a cidade, para a casa. A Loba mãe concordou e foram todos os lobos.

     Quando a Mãe Sofia e o Pai Rodrigo viram aquela alcateia, assustaram-se, mas as irmãs disseram:

     – Estes animais são os que  nos trataram e este é nosso irmão.

     Os pais humanos perguntaram: – Como é que eles vos percebem?

    Elas responderam:

    – Graças a estas pulseiras.

Margarida L, 6B

Aventura Selvagem – XIII

Leopard on famous leopard rock at dusk

Shanaka Aravinda via Compfight

     Estava tanta chuva que ninguém queria sair de casa; a pantera adormeceu em cima dos três irmãos.

     De manhã, a Loba Selvagem tentava sair de baixo da pantera; passadas 3 horas, conseguiu. Acordou logo a pantera Safira e exclamou:

     – Eu estava tão quentinha e agora pareço um bloco de gelo!

    – Vamos dar uma volta – propôs a Loba Selvagem.

    – Só se formos todos, mas está muito frio – queixou-se a pantera Safira.

     – Mas quem disse que íamos lá fora? Vamos acordá-los a todos: tu acordas estes, tu, os otros todos.

     Encontraram-se todos na caverna e perguntaram á Loba Selvagem:

    – Onde vamos?

     A Loba Selvagem não disse nada e puxou uma pedra; para lá dessa rocha, estava uma gruta gigante, com cascata, árvores, coqueiros, bar…

     Exclamaram:  – Não sabemos o que dizer!

     As panteras, a primeira coisa que fizeram foi subir às árvores; os leões rugiram cinquenta vezes; os cachorros nadaram, os gatos estavam em cima das panteras e os irmãos a mergulhar!

     O pai viu uma pantera e foi lá dentro. Quando ele viu as panteras, os leões, os cães, os gatos e os filhos, gritou:  

     – Atacar!

     Ele só disse “atacar” porque é outro lobo, caso não se lembrem. Todos os lobos correram para as árvores, mas… A Loba Selvagem pôs-se á frente. O pai disse:

     – Sai da frente!

    – Não, eles estão do nosso lado! Espera, tu, o meu pai, sabias que eles estavam do nosso lado!

     O falso pai começou a correr e a Loba Selvagem gritou:

     – Atrás dele!

     Correram por bosques até o apanharem, mas os lobos não aguentaram e quiseram matá-lo. E mataram-no mesmo!

      O que irá acontecer a seguir?

Madalena L, 6B

A Aventura Selvagem – XII

   IMG_1918

Ignacio Avendano via Compfight

      Passados cinco anos – portanto, a Loba Selvagem tinha 18 anos – ela tinha ficado muito séria, já não brincava com os lobos pequeninos. Mas ela não gostava nada de trabalhar assim.

     À noite, os lobos estavam todos de vigia e repararam num lobo não identificado. A Loba Selvagem gritou:

     – Atacar!

     Mas logo parou, porque reparou que era o seu Pai, mas diferente, agora regressava todo preto! Todos os lobos gritaram:

     – Chefe, Chefe!

     A Família dele gritou:

     – Pai, Pai!

     E a Loba Selvagem disse, com grande alegria:

     – Já não vou ser chefe!

     Começou a correr como se não houvesse fim, até encontrar os seus irmãos que tinham saído e gritou-lhes:

     – Já não sou chefe! O Pai voltou!

     Deram todos um grande abraço. E disseram em conjunto:

    – ‘Bora dar uma volta com os animais.

     Foram buscá-los: os dois irmãos sentaram-se nas panteras e a Loba Selvagem no Simba.

     No dia seguinte, fizeram uma grande festa  de manhã. Descobriram que o pai, que pensavam ser o seu, era um lobo mau da outra alcateia; mas reparou no que lhe fizeram e tornou-se bom.

Margarida L, 6B

A Vida Selvagem – XI

     White wolves

jaci XIII via Compfight

     Os três irmãos correram para casa, porque já estavam a ficar muito de noite. Eles chegaram a casa e estavam o pai lobo e a mãe a tentar fazer um plano de ataque; a Loba Selvagem perguntou:

     – O que aconteceu?

     – Nós vamos á Guerra logo de manhã!

     – Nós vamos dormir com os nossos animais noutro sítio; de manhã, já estamos cá.

     Começaram a correr para o sítio dos cavalos com os seus animais todos.

     De manhã, os cães, as panteras, os leões , começaram a ouvir lobos a correr em direção ao sítio onde a Loba Selvagem morava e estavam os animais todos a tentar acordar os irmãos.

     Quando todos saltaram para cima deles, eles acordaram.

     Sem dizer nada, começaram a correr, pois já era para aí meio-dia. Os irmãos mais novos iam pelo chão a correr, com os outros animais. E a Loba Selvagem, com as panteras, pelas árvores.

     Quando eles chegaram, a Loba Selvagem pensou que ainda havia mais árvores e saltou: todas as panteras tentaram agarrá-la, mas caíram todos uns em cima dos outros. O Pai disse:

      – Estão atrasados! – com uma cara muito irritada.

      – Desculpa, Pai – disseram os irmãos. E foram andando. A Loba selvagem ia pelas árvores que ela adorava.

      Quando chegaram, começou a guerra: lobos para um lado, lobos para o outro…

     No final, estava a mãe sentada ao pé de um lobo que era o pai deles que estava cheio de sangue. Quando a Loba Selvagem viu, começou a correr em direção à mãe e, quando chegou, deu um grande abraço à mãe, nem conseguiu dizer nada.

      E como o Pai morreu, era a fila a comandar, isto é, era a Loba Selvagem a governar a alcateia.

Margarida L, 6B

 

A Rapariga das Estrelas – III

     Cascades Mountain Scene

Russ Seidel via Compfight

      Ela decidiu comer os biscoitos e, de repente, começou a voar, mas sem conseguir controlar por onde ia.

      – Ah! – Gritou a Rapariga das Estrelas.

Oseus amigos pássaros, ao vê-la em pânico, pegaram nos três dentes-de-leão e deram-lhe.

Quando ela pegou nos dentes de leão, consegiuu equilibrar-se mas começarama por levá-la até às Estrelas.

 Quando chegou, viu que elas eram um mundo totalmente diferente, cheio de riachos da cor mais azul e cheio de árvores completamente verdes.

Ela virou-se e os seus amigos transformaram-se em pessoas como ela.

– Mas quê – Exclamou a rapariga.

– Olá, Estrela! – Ainda bem que voltaste! Sabes, tu foste para à Terra quando estavas a viajar e bateste com a cabeça. Nós ficamos aflitos, mas aquela área era desconhecida, então transformamo-nos em pássaros para ninguém desconfiar.

– Uau! Então esta é a minha casa?

– Sim, Bem-Vinda, minha amiga!

Maria S, 6C

A Rapariga das Estrelas – II

Dandelions

Creative Commons License Eamon Curry via Compfight

    – Estás bem? – Perguntaram os seus amigos pássaros.

     – Sim, estou, mas ainda não vou desistir de ir às estrelas – respondeu ela cheia de entusiasmo nos olhos tristes e quase a perder a esperança. – Por mais que tente, vou sempre cair no chão.

     Os anos foram passando e a rapariga não desistiu.

     Um dia, de repente, ela encontrou uma velhota com uns biscoitos estranhos, que pareciam ser rijos como o aço mas também moles como a espuma do mar. A velhota foi ter também com a menina e disse-lhe:

     – Olá, Estrela. Toma estes biscoitos e não deixes de acreditar nos teus sonhos.

      E apontou para cima.

     – Mas o meu nome não é Estrela!

     – Foi um palpite, sabes, porque queres ir tanto às estrelas? É porque tu vieste de lá.

     – O quê? – exclamou a rapariga, espantada.

     Quando olhou à sua volta, a velhota tinha desaparecido, mas deixara uma mala cheia de cartas, biscoitos e três grandes dentes de leão. Ela decidiu abrir as cartas e todas falavam no mundo que eram as estrelas e como eram belas.

     (Cont)

Maria S, 6C

A Vida Selvagem – X

     Cheetah

Eric Neitzel via Compfight

      Estavam todos em casa e os três irmãos estavam todos a dormir. A Loba Selvagem acordou de noite e, como não conseguia dormir, foi lá fora. Foi ter com o seu cavalo Trovão.

     Ela foi para uma gruta gigante, para falar com um amigo leão. E disse:

      – Olá!

      O leão saltou para cima dela e gritou:

      – Eu quero viver contigo!

       A Loba Selvagem disse:

      – Sim, anda!

       Ele deitou-se aos pés da Loba Selvagem. De manhã, a Loba Selvagem disse:      

       – Bom dia, Senhor Simba!

       – Bom dia!

        Os dois foram brincar e os dois irmãos foram também. O pai estava zangado por ter um leão lá em casa. E os três irmãos foram fazer uma corrida.

       A irmã Escura ia montada no Simba, a Loba Selvagem na pantera, que já tinha crescido, e o irmão, na égua.

       Passaram por árvores e a Loba tinha sorte, porque ia por cima das árvores. Depois, surgiu um sítio com muitos saltos: então, o irmão tinha sorte porque estava em cima da égua. Por último, a passagem era uma escalada e a sorte foi para o leão.

       Quem ganhou foram os três!

Margarida L, 6A

Cláudia e o Jovem Músico

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Autor da imagem: Jimmy-Liao

    Era uma vez uma menina chamada Cláudia; ela estava a passear na rua, quando viu um músico a cantar: ficou tão encantda com o menino que quis cantar com ele. A menina, quando cantava com ele,ficava tão contente que dava pulos. Quando ela acabou, o músico foi para casa.

     Quando chegoou a casa, viu que os seus primos estavam no seu quarto a brincar e mandou-os embora:

      – Saiam já daqui! – disse a Cláudia.

     No dia seguinte, a Cláudia foi para o bosque à procura do rapaz misterioso e encontrou-o. Perguntou o seu nome:

      – Chamo-me Afonso. E tu?

     – Chamo-me Cláudia.

     – Muito bem. Queres vir comigo a um sítio especial?

     – Pode ser…

     A menina, quando foi passear com ele, divertiu-se imenso. Mas depois teve de ir para casa.

(Cont.)

Mariana C, 6A

Recordar Tempos Tranquilos

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Creative Commons License CWSC Panthers via Compfight

     Foi numa manhã de Outono que, quando acordei, vi que tinha uma cadeirinha de rodas mesmo ao lado da minha cama.

     Olhei atentamente e não percebi porque é que a minha casa era diferente do que antigamente… chamo a minha mãe e ninguém dizia nada, parecia que estava sozinho em casa.

     Tentei levantar-me, mas não consegui, parecia que havia um monstro a segurar as minhas pernas, de maneira a não me conseguir levantar. Tentei e tentei com esperanças de conseguir, mas não consegui. Quando tentei agarrar-me à cadeirinha de rodas para poder sair da cama e consegui, sentei-me na cadeira; vi as horas: já eram 8h 30 da manhã. Já eram horas de ir jogar basquetebol com a equipa.

    Fui á cozinha com ar estranho a pensar: “- Mas que raio de casa é esta”? – com um café na mão, ouvi a campainha “Ding dong, ding dong, ding dong”. Abri a porta: era uma senhora com roupa branca como uma enfermeira; de seguida, ela levou-me para a mesa da cozinha e fez-me o pequeno-almoço; depois, sentou-se comigo na mesa e perguntei:

     – Quem é que tu és? E porque é que estás aqui?

     Ela deu uma grande gargalhada:  

    – Sou a tua enfermeira de ajuda!

     E eu respondi como se isto fosse um sonho, ou algo assim:

    – Pois, desculpa, ainda estou um bocado a dormir.

     E a enfermeira:

    – Dever ser isso.

     Umas horas depois, fomos ao parque comer um gelado e passear um bocadinho por Lisboa. Quando ficou tarde, fomos para casa e aí foi quando ele se lembrou que tinha faltado o dia todo ao Basquebol! Então, pediu á enfermeira que o levasse para a casa do treinador.

    Foram, ele tocou à campaínha e abriu-lhes a mulher do treinador:

    – Olá, Diogo. Tudo bem?

     – Sim, mas eu vim para perguntar se o treinador Rodrigo está cá.

     – Diogo, estás a fazer a pergunta certa? – Respondeu a mulher do treinador.

(Cont)

Madalena M, 6C

A Vida Selvagem – VIII

     panthera pardus japonensis

Joachim S. Müller via Compfight

    A Loba Selvagem só queria mais animais de estimação e então foi perguntar ao pai se podia ter um gato. Quando chegou ao pé do pai, perguntou-lhe.

      – Não, só se conseguires apanhar um que nos ajude.

      Então ela teve a ideia de ter uma pantera. Foi ter com os irmãos à selva e, de repente:

      – AAAAhhh! Uma pantera, rápido!

     A Loba Selvagem apanhou uma pantera e uma pantera-macho. Os cavalos tremiam demasiado, nem queriam correr e a Loba Selvagem disse-lhes:  

     – Vão lá para casa!

     Mas eles só tropeçavam uns nos outros.

    A Escura sugeriu: – Vamos de pantera!

    Lá montaram e foram para casa mostrar ao pai e à mãe. Quando chegaram, o pai ficou espantado: estava sem palavras.

     – Hummm… mas como? Isso é uma pantera? Calma, duas? Mas como é possível?

    E eles, em coro:

    – Só lhes saltamos em cima!

    – Esses podem ficar aqui. Sigam-nos, panteras. – disseram o pai e a mãe.

     As panteras conseguiram falar e apresentaram-se:

    – Eu sou o Paguera e ela é a Safira.

    Foram atrás dos reis lobos e eles disseram:

    – Esta é a vossa casa!

     Era uma área com trinta mil milhas de comprimento e cem mil de largura.

(cont)

Margarida L, 6B

A Vida Selvagem – VII

Deutscher Schäferhund DDR-Linie

Creative Commons License Maja Dumat via Compfight

     Os três andavam a galopar sempre todos os dias.

     De repente, os cavalos deram um salto gigante e caíram no chão. Ao levantarem-se, caíram num buraco muito grande.

     – Aaaahhh! – Gritaram em coro.

     – Estão bem? – Perguntou a Escura.

     Eles disseram:  – Sim, e tu?

     – Também. – respondeu a Escura.

     Ouviram um ladrar; foram a correr para lá: eram dois cães, um Serra da Estrela e um Salsicha; os dois eram bebés. A Loba Selvagem perguntou:

     – Acham que fiquemos com eles?

      A Escura disse:  – Vamos perguntar ao pai.

     Lá foram, no seu jeito de subir com lianas e pezinhos de ladrão. Quando chegaram, o pai perguntou:

    – Por onde andaram? Vão tomar um banho!

     – Ok, mas podemos ter dois cães?  – perguntaram as irmãs.

     – Sim, deixem ver os cãezinhos.

     Elas agarraram nos cachorrinhos: o Serra da Estrela era de uma cor castanha claríssima, com umas manchas pretas na cara e um pouco de branco. O Salsicha era preto com uma linha castanha na cara. Elas foram buscar diamantes para fazer coleiras e fizeram umas casotas muito grandes para eles.

Margarida L, 6B

A Vida Selvagem – VI

Here's Starin' at You!!!

Creative Commons License possumgirl2 via Compfight

      A Loba Selvagem e a Escura andavam sempre juntas e os seus cavalos, mas o Picasso ficou todo preto e a Loba Selvagem mudou-lhe o nome para Trovão.

     Um dia, o rapaz, que se chamava Roger, foi a seguir as pistas dos cavalos. As duas amigas estavam a andar a cavalo quando, de repente, apareceu o Roger e elas foram falar com ele para saber porque é que ele estava sempre a segui-las;  e  a Escura perguntou:

     – Por que é que nos segues?

      – Eu estou a tentar que vocês sejam minhas amigas. – Respondeu o Roger.

     A Loba Selvagem disse:

      – Ok, mas vens connosco para ver se o nosso pai aceita.

       E foram os três, mas o Roger estava amarrado. Quando chegaram, todos ficaram a olhar para o rapaz. Estavam num sítio muito escuro, num gruta gigante, com cerca de cem mil lobos! Quando o Pai viu o rapaz, disse para eles entrarem na gruta. Quando entraram, a Loba Selvagem perguntou ao Pai:

       – Pai, este rapaz quer ser nosso amigo!

      O pai respondeu:

      – Ok, mas ele vai ter de viver aqui, vai-se chamar Trovoada e vocês as duas vão ter de o ensinar. Está combinado?

       As duas disseram em coro:

        – Ok!

        Foram lá para fora e começaram por apanhar um cavalo. Apanharam um cavalo branco com uma mancha cinzenta na cara. Tentaram todos agarrar a égua e ele conseguiu montá-la. Depois, ele gritou:

      – Aleluia! O que acham de mim em cima da égua?

       – Estás bem fixe.  – Disseram a Escura e a Loba Selvagem.

       – Vamos chamá-lo “Cinza”.

        Elas não o viam mais como amigo, viam-no como irmão.

        Um dia, a Loba perguntou a todos:  

       – Quem quer fazer uma corrida de cavalos?

        E eles responderam:

       – Nós!

       Estavam a preparar-se e começaram a correr;  estavam a passar por árvores, rios, vulcões. Quem ganhou foi o Trovão, em segundo a Escura e em 3º o Trovoada.

Margarida L, 6B

A Vida Selvagem – V

   Buddies

Creative Commons License Amanda via Compfight

     Ela esperou e esperou… quando a Mãe chegou e o Pai, ela perguntou:

    – Mãe, Pai, eu posso montar cavalos selvagens? É que uma vez, vi um e gostei. E se eu puder, posso ficar com ele?

    O Pai e a Mãe responderam:

    – Não, os cavalos não são para montar! A Mãe pensou um pouco e disse: – Sim, mas vais ter de o acalmar, às vezes, por causa dos lobos. Mas nós vamos dizer-lhes para não o comerem.

     E o Pai acrescentou logo:

    – Lobos, não podem comer o cavalo da minha filha!

      A Loba Selvagem, com a sua irmã e melhor amiga, foram apanhar dois potros. O da Escura era branco, muito branco. O da Loba Selvagem era branco e preto às manchinhas. O da Escura chamou-se Silver; o da Loba Selvagem chamou-se Piicasso.

     Como elas não queriam que os lobos fizessem nada aos cavalos, fizeram um estábulo numa gruta para eles. Era grande, com muita palha no chão, para eles rebolarem. A gruta estava muito escondida. Até o animal que farejava melhor não conseguia encontrar! Tinham água e leite, com cenouras.

      Passados alguns anos, os potros eram cavalos bem fortes, e as irmãs saíam de casa a correr para irem ter com os cavalos. Tentavam sempre montar; a Escura ficou com uma cicatriz na boca e a Loba Selvagem também.

    Elas eram totalmente gémeas, mas as irmãs apanharam  diamantes para fazerem uns colares, para se distinguirem. A Mãe e o Pai começaram a estranhar, mas deixaram estar.

     Um dia, conseguiram montar e, de repente, os cavalos foram a galope para a cidade, para encontrarem o rapaz que seguia a Loba Selvagem. Encontraram-no, assustaram-se e voltaram com ele para trás.

Margarida L, 6B

O Trimilionário

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hiimlynx via Compfight

     Uma vez, num país muito quente, chamado Dubai, existiu um homem muito rico, chamado Rirriró; era um homem grande e musculoso, de olhos azuis, cabelo comprido e cor de pele branca.

     Sim, era um homem muito poderoso; era simpático e vendia o seu petróleo o mais barato possível. Tinha uma casa gigantesca com um aeroporto lá dentro. Na sua casa, tinha imensos ipads, iphones por todo o lado, play stations, muitas; imensos quartos e piscina interior, porque ele adorava crianças.

     Tinha um jato privado e a melhor empresa de petróleo do mundo; com isto, tornou-se o “homem nobel” e mais rico.

    Mas uma vez, um presidente Bibil Rup disse:

    – Já não pode fabricar mais petróleo!

     Porque ele tinha inveja de Rirriró ter mais dinheiro.

     Todas as empresas de gasolina se voltaram contra Bibil Rup porque Rirriró vendia o petróleo muito barato.

     Então, o presidente anunciou uma guerra entre ambos: houve batalhas de palavras e, finalmente, foram a votação: no dia das eleições, ganhou Bibil Rup.

     Porém, o Rirriró continuou milionário e intocável, pois tinha o apoio do mundo inteiro. Por causa das empresas que o ajudaram muito, ele voltou ao petróleo e, como Bibil Rup não sabia fazer nada,  Rirriró ficou trilionário para sempre.

Lourenço C, 6B

A Vida Selvagem – IV

     Little Red Riding Hood with Jamie Elizabeth and Ironwood Wolves

Creative Commons License WoogglyBooggly via Compfight

     A Loba Selvagem já tinha 15 anos. O pai não envelhecia nem a mãe. Ela quis falar sobre a sua festa. Mas como a Mãe estava num encontro com o Pai, ela pensou:  “- Não, não vou interromper, vou esperar aqui.”

     E perto da meia-noite já tinham chegado. Foi ter com ela e a Mãe interrompeu-a num segundo.

     – Já pensaste na tua festa?

     – Sim. – disse a filha.

      E a mãe:

     – Vou-te dar um presente agora.  De repente, apareceu uma rapariga da mesma idade que ela tinha, e a Mãe disse:

     – Ela vai ser a tua irmã. Chama-se Bella. Peço-lhe que a ensines.

     E a filha, que já lá estava há mais tempo, e que era muito amiga, disse:

      – Olha, tu tens que ensinar-te a ti mesma. Eu não sei ensinar-te, mas a única coisa que te ensino são os meus amigos. E foi chamá-los à floresta.

Margarida L, 6B

Lucy na Universidade – I

     Victoria Learning Theatre

UBC Library Communications via Compfight

     Chamo-me Lucy. Nasci num lugar desconhecido que nem eu sei onde é. Neste momento, vivo com uns senhores muito simpáticos, que cuidam de mim. Essa família é impecável e, para mim, são quase pais.

     Na semana passada, inscrevi-me numa Universidade para estudar Economia, mas não estou confiante de entrar.

     Instalei-me numa Residencial Universitária e, a certa altura, ouvi um barulho: “Dim, dom, dim, dom”. Era a campainha! A minha mãe adotiva tinha chegado. Abri a porta e dei com ela cheia de sacos de compras. Ajudei-a a levar as compras para a cozinha e depois fui para o meu quarto estudar Inglês.

     Quando estava a estudar, ouvi um outro barulho: “Drim”. Era uma mensagem. Fui ver: era a minha melhor amiga, a Liza, a perguntar se eu já tinha entrado na Universidade. Eu respondi que ainda não tinha recebido a confirmação. Então, a minha mãe adotiva chamou-me e eu desci as escadas e fui ter com ela. A minha mãe deu-me uma carta muito pequenina: as cartas grandes costumam ser boas, mas as pequeninas…

     Eu, Lucy, com medo  e muito nervosa, abri a carta: estava lá dentro uma cartolina muito grande, dobrada num retângulo muito pequeno. Dizia:

     “Caro Encarregado de Educação, o seu Educando foi admitido. Deve apresentar-se a 15 /09/2025 para a receção dos alunos do primeiro ano universitário.”

     Dei um grande abraço à minha mãe e fui para o quarto muito feliz. Lembrei-me de enviar uma mensagem à Liza, a dizer que tinha entrado; mandei e, poucos segundos depois, Liza respondeu-me a dizer: “Que bom, amiga, como eu também entrei, vamos ficar juntas!” E eu respondi “Ya, que fixe!”

     Passados quinze dias, numa manhã cheia de sol, entrei numa sala imensa, cheia de colegas que não conhecia.

(Cont)

Madalena M 5C