Como é Fantástico Este Nosso Mundo

Castelo dos Mouros Keith H via Compfight

     Está uma tarde que convida a ficar em casa, o sol está um pouco coberto com uma nuvem acinzentada que promete uma chuvinha.

     Do meu lado esquerdo, a tão conhecida Serra de Sintra com as suas altas e esplendorosas árvores que, neste momento, estão um bocadinho escondidas pelas condições atmosféricas.  Do meu lado direito, uns prédios muito bem conservados, o colégio e uma pequena imagem do incrível e misterioso mar.

     À minha frente, a Avenida de Sintra, umas bombas de gasolina da “Cepsa”, que dão muita vida á Avenida. Também vejo muitas casas, que parecem uma aldeia, estão tão perto umas das outras, parecem a casa da “Branca de Neve e os Sete Anões”. Adoro ver os carros a passar: é movimento, é vida! As pessoas passam a murmurar, como é possível que as pessoas vistas de cima pareçam tão pequenas?  

     Às vezes, dou comigo a pensar:

     – Como é fantástico este nosso mundo, pois estou no meio da Serra e do Mar: como duas coisas tão diferentes são igualmente belas!

     Este fenómeno, jamais alguém o descobrirá, nem a Ciência, por mais avançada que esteja. Só que tem uma grande sensibilidade pode sentir e descobrir esta magnífica e fabulosa beleza que a Natureza nos oferece.  Contemplar os segredos e as maravilhas que no mundo existem, é mais do que fabuloso e magnífico: não existem palavras para o dizer!

Fabíola Mendes, 6b – 1995

Inesquecível aluna do CAD

Uma Vista Que Imaginava Não Existir

The Pergola Ruth via Compfight

    Há algum tempo que eu vivo aqui e só hoje é que reparei na vista que tinha. Embora não seja muita é alguma. De repente veio-me à cabeça a quantidade de vida que existe neste local.  

     À minha frente vejo plantas floridas e abelhas a fazer comércio; vejo também moscas a fazerem corridas de um lado para o outro, a ver quem é a mais rápida. À minha esquerda, o limoeiro da vizinha, à minha direita, as minhas tartarugas à apanharem banhos de sol.

    No céu, os raios de sol entram pelo meu quintal fora e fazem concursos a ver quem consegue iluminar mais coisas. Vejo pardalecos a brincar à apanhada. O meu papagaio passa as tardes a assobiar, a miar, a ladrar. a cantar os parabéns e até a chamar-nos. Os meus periquitos estão sempre a namorar como duas pessoas e a entrar dentro do ninho, a chocarem os seus ovos. Quando o meu cão vai ao quintal, as moscas põem-se de volta dele e ele tenta trincá-las.

     Nos dias de sol, o quintal cheira a harmonia e sente-se que os seres vivos falam uns com os outros. Quando anoitece, toda esta magia que está no meu quintal desaparece: fica tudo calmo e silencioso. Quando o dia nasce, repete-se tudo e todos os dias isso acontece.

Pedro Almeida, 6B – 2005

Inesquecível Aluno do CAD

A Noite, da Janela do Meu Quarto

Panorámica de la Vía Láctea. Carlos via Compfight

     A noite já caiu.

    Estou no meu quarto e aproximo-me da janela aberta. A noite está magnífica, apenas uma leve brisa me bate no rosto. Do jardim da minha vizinha que mora em frente, chega-me o perfume das rosas.

    Levanto o olhar, as primeiras luzinhas brilhantes acendem-se no casario; no manto do céu aparecem também as primeiras estrelas.

    Olho agora na direção da Serra de Sintra: não distingo o palácio; será que as nuvens o cobrem?

    A minha atenção é despertada pelo barulho de um avião que sobrevoa os prédios altos à minha esquerda. As ruas enchem-se de carros e dos barulhos dos seus motores, os faróis iluminam o asfalto negro, é a agitação do regresso a casa depois de um dia de atividade.

   A minha mãe chama-me, fecho a janela. Agora, o que me rodeia é bem diferente.

Ana Raquel Santos Henriques

Inesquecível Aluna do CAD

O Mundo Fascinante da Natureza

View from my Balcony Photon-Huntsman via Compfight

     A noite caiu. Está um céu estrelado, estou deslumbrada. Nunca vi coisa mais maravilhosa, e só agora é que me apercebo deste fenómeno da Natureza, apenas visto através da janela do meu quarto, sem ser preciso apenas sair de casa.

     Olho em frente: vejo um muro, um quintal, um portão, mas o mais magnífico ainda está para vir; então vejo algo cintilante que me parece cegar: é o céu estrelado na sua infinidade.

     Desvio a cabeça para a direita e distingo uma luz a iluminar a calçada: é o candeeiro da rua – até parece uma vela acesa debaixo do luar – e, logo ao lado, e que me dá conforto no lar, os postes e fios de eletricidade e telefone. À esquerda, um portão de um tom de verde que me deixa pasmada: é o portão da garagem do meu vizinho.

     O silêncio é quebrado pelo cantar fascinante dos grilos e dos ralos; de vez em quando veem-se pirilampos a brilhar no céu infinito. Há um perfume que paira no ar: é a campo. É assim o que vejo, oiço e cheiro a partir da janela do meu quarto.

     E agora vou voltar à rotina habitual.

Andreia Caetano Rodrigues, 6B

Inesquecível Aluna do CAD

As Estações do Ano

One Path, Four Seasons

Steven Feather via Compfight

     A minha estação do ano favorita é o verão. No verão gosto de fazer castelos de areia na praia com o meu irmão e também gosto de fazer pontes de areia para fazer passar água por baixo.

     Do Outono, eu não gosto muito, porque é frio, mas eu gosto de apanhar folhas porque acho o seu formato muito bonito e também gosto do seu tom alaranjado. Então apanho-as e colo-as num caderno que tenho em casa.

     No inverno, eu adoro ter a lareira acesa, sempre embrulhada numa mantinha quentinha, mas a única parte que eu não gosto é de passear o meu cão, porque lá fora está frio e então tenho que pôr luvas e cachecóis e o meu cão passa frio. Mas mesmo assim, gosto, até porque é no inverno que é o Natal e recebo prendas!

    E depois, passa-se para a Primavera: um tempo  nem muito quente nem muito frio. Então eu gosto de saltar à corda lá fora, para ver as flores que nascem.

(Aluna Visitante) Carolina C, 7

O Meu Pai Épico

Aurora Borealis near Khibiny Mountains | Russia

Y Nakanishi via Compfight

(Dedicado a meu Pai Sensível, Alerta e Emocionado)

     O meu Pai é um homem alto, forte e ágil. O seu rosto é oval, o cabelo é espetado como um ouriço-cacheiro, é preto e curto. Os olhos são azuis acinzentados e verdes, como um cristal. O seu nariz é direito e os lábios são rosados como os meus.

     Aprecio no meu Pai o seu sentido de humor. Ele é bom, mas sabe zangar-se. Eu não vou escrever defeitos, porque os defeitos não servem para nada.

     As atividades favoritas de meu Pai são rir, andar, correr, andar de bicicleta, de mota  – Brum, Vrum! Ele gosta de beber cerveja sem álcool, de brincar com o nosso cão e eu gosto de ver futebol com o meu Pai.

     Eu recordo-me quando o Pai se surpreendeu quando eu lhe disse que era parecido com um ouriço.

    Quando ele for velhinho, eu vou visitá-lo muitas vezes!

     Desejo que o meu Pai viva muitos anos. Obrigada, Pai, porque me proteges e, sem ti, eu nunca seria!

Obrigada, Pai!

Svetlana T, 5B

O Prédio Mais Alto do Mundo

     New York Skyline From Top of The Rock

Creative Commons License Lonni Besançon via Compfight

     Era uma vez um prédio com quarenta andares, situado no Dubai,até incluía um hotel lá dentro, que era do célebre multimilionário Rirrirró.

  •      No rés-do-chão estendia-se um bar muito acomodativo, uma sala e uma casa de banho toda em esmeralda.

     As paredes eram revestidas a ouro e, no primeiro andar, encontrava-se um mini-shopping com a kidzania lá dentro.

  • O segundo andar, dedicado á sétima arte, apresentava uma sala de cinema em 3D, cheia de magia Disney.
  •  No terceiro andar, esperava-nos uma sala de espetáculos, onde os melhores atores e atrizes do mundo eram contratados para atuarem no teatro do Rirrirró.
  •  O quarto andar estava reservado para uma piscina, ginásios e um Spa com materiais feitos de ouro.
  •  No quinto, erguia-se um estúdio com tecnologia de ponta, uma base de dados completíssima e um laboratório científico fantástico.
  •  O sexto andar incluía um restaurante giratório; no andar de cima, uma sala de jogos e uma pista de skate fantástica.
  •  Nos sétimo e no oitavo andares, morava o Rirrirró: uma casa luxuosa, com dois andares; no oitavo andar era onde o Rirrirró bebia e assistia a um pôr do sol lindíssimo.

Lourenço C, 6b

A Minha Casa de You Tuber

     U-Bahn Control Room

James P. Morse via Compfight

    Na minha casa de sonho, não só posso fazer vídeos como também conviver com os meus amigos e família. A minha casa não ia ser só minha, ia também partilhá-la com dois amigos meus, o Duarte F e o João M.

    No primeiro andar (não, não é o rés-do-chão) haveria os meus dois quartos e a minha casa de banho. O meu primeiro quarto iria ter um roupeiro elétrico, com imensas t-shirts costumizadas do meu canal de you tube, uma king size bed, uma televisão Samsung curved tv e um sítio para eu carregar o meu telemóvel e o meu tablet sem ter de usar fichas.

     O meu quarto de jogar e de editar vídeos teria uma secretária curva no canto do quarto, com um ecran triplo, umas colunas para ouvir música enquanto edito vídeos, uma PS4, uma Wiiu, um computador de jogos, um computador de pesquisa, um computador com um disco rígido gigante, um servidor e um programa de edição de vídeos.

Duarte P (2015)

(Atualmente no Colégio dos Plátanos)

O Quarto Gamer

     Dancin' Danbo

Blake Danger Bentley via Compfight

     João CR123, era um rapaz especial: a sua paixão pelos jogos tornara-o famoso entre os amigos, por ser o melhor.

     Recebera a sua PS4, finalmente, pelo Natal, bem como um quarto novo, totalmente remodelado. Chamou o quarto de “Quarto Gamer”, o quarto que ele sempre quis.

     Quando entrava, ele ficava à porta do quarto 30 segundos, porque ele não saberia como mereceu aquele quarto tão fantástico!

    Ele já imaginava que, quando fosse dormir, deixaria o comando da TV e da PS4, para, quando acordar, às sete da manhã, nem precisar de sair da cama: se clicarmos no botão de ligar no comando da PS4, liga o comando e a própria PS4. Depois é só clicar para ligar a TV e ficar a jogar.

     Para comer, como já está meio acordado, basta levantar-se, descer as escadas, ir buscar a comida e voltar ao quarto para jogar.

      Era um lugar acolhedor e original: à entrada, via-se a cama de madeira branca, com gavetões em baixo, do lado direito e encostada à parede pintada no tom de um verde-tropa. Depois, a mesinha de cabeceira, com um candeeiro de luz led, a dizer “New York” a toda a volta do abat-jour.

    Ao lado da mesinha, um pequeno móvel para guardar os phones, o comando da PS4, alguns carregadores e os jogos organizados

     Uma mesa azul, que era do meu avô, com tampo de madeira, que nos deixa ver pela janela a rua em curva, por onde se vislumbra um parque.

     Na parede em esquina, dois móveis de gavetas encostados: cada gaveta é de vidro fosco e tem uma pega em cima. Por cima das cómodas irei pôr fotos de família do lado esquerdo;  do lado direito irei pôr uma bola  do Sportigng, um Estádio do Sporting de madeira com luzes;  pendurado por cima, afixado à parede, um quadro com uma camisola do Sporting com vidro anti-reflexo, com todas as assinaturas dos jogadores do SCP.

     Tenho uma coleção de posters que comprei na Toys’r us – alguns afixo na parede sobre a cama, outros na portas dos armários e vou  mudando. No meio disso tudo, tenho uma Tv. O meu quarto é um verdadeiro Bunker de viciados em jogos!

João R, 7B

Aventuras de Ski

Andorra February 2006

Creative Commons License cdamian via Compfight

     Eu adorei ir a Andorra, nesta Páscoa, porque aprendi a fazer algo de novo: andar de ski!

    Foi espantoso quando andei de ski, senti-me num mundo diferente. Tão bom descer as montanhas enormes e inclinadas, conhecer pessoas novas e, especialmente, estar com a minha Família – tios e primos – divertindo-me!

     As montanhas possuíam uma neve muito macia, especialmente quando nevava. Tornava-se mais espessa quando estava enevoado e escorregadia e dura se havia muito sol.

    Além da neve ser macia, era brilhante por causa da claridade do sol.

     Há uma sensação única quando as pessoas apanham neve: é sentir que, às vezes, pensamos que não temos nada nem somos felizes, mas, na realidade, temos muito mais coisas boas do que as pessoas que as têm, mas não conseguem ser felizes.

    Sinto calor do sol, mas, ao mesmo tempo, sinto frio por causa do ar: é uma sensação muito estranha, mas, ao mesmo tempo, muito interessante.

    Em Pas la Casa, ficamos hospedados: uma enorme mesa rectangular para alguns dos meus primos e amigos da neve.

    Todas as manhãs, eu, um primo e uma amiga nossa tínhamos aulas de ski. A treinadora chamava-se Nica; era simpática e tinha boa técnica para ensinar.

    Fui para as pistas verdes, azuis e uma vermelha. Aprendi a andar aos “S” e aprendi a fazer a “cunha”, isto é, a travar quando a velocidade aumenta demais ou para sair da pista: colocamos os skis em bico, como se fosse um triângulo. E aprendi a andar em paralelas: andar sempre com os skis paralelos. Para fazer as curvas, os joelhos devem dobrar-se um bocadinho e o corpo inclina-se na direcção da curva.

     Às vezes, quando estávamos no hotel, íamos jogar snooker, tablet ou na Nintendo.

     Ao deitar-me, antes de adormecer, num quarto imenso, pensava:

     – Tenho de agradecer a Deus a vida que me deu!

Inês M, 6C

Quem será o meu Príncipe?

pegasus

Eddi van W. via Compfight

     Se eu quisesse ter um príncipe, ele seria alto, moreno, de olhos verdes. Seria sincero comigo, diria tudo o que pensava, o que sentia dentro do seu coração, diria o que pensava sobre mim.

      Essas coisas de dizerem que querem ter um Príncipe Perfeito é tudo uma treta. Os Príncipes não são como nós queremos, têm defeitos diferentes e nós gostamos deles à mesma e achamo-los engraçados quando têm sentido de humor.

     Nós não escolhemos por quem nos apaixonamos, o amor é que nos aparece à frente e o nosso coração diz para nós: “- Estou apaixonado.”

      Para manter o amor temos de nos dar bem com a pessoa de quem gostamos, sermos nós próprios e fazermos bem a quem amamos.

Sara M, 6C

Com a Neve Gelada à sua Volta

  ines_m_meninos_na_neveImagem:  Les Joies de l’Hiver  

     Num dia de vento elevado e escuro, num duro Inverno, uns meninos andavam por aí, a fazer uma caminhada.

     Eles equilibravam-se num sítio escorregadio e perigoso: ali estavam eles, num local estranho, no meio da escuridão, com muito nevoeiro a esvoaçar pelo céu nublado.

    À volta do piso escorregadio onde eles caminhavam, saltando todos felizes e contentes, avistavam-se árvores de várias cores nubladas, com a neve gelada à sua volta.

bois_de_boulogne

Imagem: Félix Valloton

     Ao fundo, observava-se uma floresta de árvores finas, com folhas recortadas. Os troncos magros e elegantes, cor de amêndoa e as folhas em diversos tons de verde. Ouvia-se um sussurrar do vento a comunicar com as folhas, passando suavemente.

    Um pouco mais ao fundo, distinguia-se um céu nublado, cheio de nuvens encaracoladas, parecendo querer unir-se à terra, agarrando a terra, para fazerem parte de uma unidade em harmonia.

Inês M, 6C

Minha Maravilhosa Casa de Sonho

     Home Sweet Home

elbyincali via Compfight

     Quando eu for mais velha, espero ter um emprego bom em que o ordenado seja alto.

     A minha casa ia ser ao pé da praia, de onde se saía e estava-se em cima da areia. Atrás da casa ia ter um jardim enorme, com uma piscina gigante, com um bar e uma cascata no meio. Havia um baloiço cor de laranja, um escorrega pelo jardim gigante e outro escorrega, só que com água.

     Tinha uma garagem cheia de carros caros, que eu ia guiar um em cada dia do mês.

     Lá em baixo, também havia uma sala com imensos jogos: matraquilhos, ping-pong, vídeo-jogos em 3D ou sem, snooker, bowlling, karts, etc. Ao lado dessa sala, havia um ringue de patinagem.

     No andar de baixo, também havia uma sala de cinema, um ginásio com todas as máquinas que podes imaginar, uma sala de massagens (esperem, isto é só o rés-do-chão).

     No segundo andar havia uma sala com uma mesa duma ponta à outra da sala, parecendo que estava a preencher a sala toda, mas não se enganem, pois ainda havia móveis e objetos caríssimos de decoração.

     Existia uma cozinha pequenina, mas com imensa comida, um frigorífico eletrónico onde se dizia a comida que se queria e o frigorífico cozinhava-a.

(Cont.)

Carlota C, 6C

Aquela Casa

   I sat in the dark alone to see my house

Wasfi Akab via Compfight

    Era branca,  de dois pisos,  com uma porta verde baixa, mas larga, com a cabeça de pedra de um leão, que servia para bater à porta e um local destinado para pôr as cartas, em ferro pintado de verde também.

     Coroava essa casa um grande telhado em bico, como aqueles que se encontram quando se viaja para a neve, aqueles que conduzem a neve até ao chão,  até fora dos telhados, evitando assim uma sobrecarga de neve em cima da casa e que pode ter consequências desastrosas.

     Esqueci-me ainda de referir as várias janelas pequenas espalhadas pela parede exterior, que deixavam entrar a luz do sol e da lua, a do céu e da iluminação pública.

      Quem é que viveria naquela casa? O que aconteceria dentro daquela casa? Ardia em mim um imenso fogo de curiosidade por aquela casa. Uma casa como qualquer outra  (apesar de nada se repetir, apesar de nada ser igual a nada, assim como defende a teoria do caos).

     Segui caminho, mas sempre com um desejo de voltar à casa. Aquela tal casa. Tinha pressa de ter coragem de me virar. Algo que a minha mente classificava secamente como uma ideia parva, mas o meu coração sentia-se simplesmente atraído.

     Mas, como sempre, a parte cerebral ganhou aos sentimentos.

Vasco S 

Um Dia de Caça

DB-f8v

Imagem – Duc de Berry

     Num belo dia, o rei foi caçar com a sua escolta; o rei vestia um longo manto bordado com cruzes a representar a fé cristã; ia montado num cavalo com sela de lã vermelha, tal como toda a sua vestimenta.

     O Rei saiu do palácio, passou a cidade e foi caminhando até à sua floresta. Mal saíram da cidade, viram campos de searas, onde os pardais comiam sementes alegremente. À beira dos campos, via-se um grande lago de cor azul cristalina, imensamente transparente, via-se até ao fim do lago, os peixes que passavam por aquelas águas. De repente, vê-se passar duas vacas, a puxar uma carroça de trigo feita de uma madeira preciosa, de cor meio roxa, meio dourada.

     O rei e sua escolta voltavam da caça montados nos seus belíssimos cavalos, acompanhados por uma matilha de cães. Os nobres vinham com águias nas mãos, treinadas para caçar pardais e perdizes. Atrás dos reis, ao fundo, dois camponeses, com os seus chapéus de palha.

Rafael N, 6D

Joias de Portugal

ines_m_geres_

Imagem: Geração Verde

        Eu nunca fui ao Gerês, mas era o meu sonho, porque gosto de sítios em que há florestas.

     Abaixo dos meus pés, encontro uma encosta da montanha verde e brilhante. Por todo o lado surgem pinheiros, de um tom verde-escuro, muito altos, mais altos do que um elefante.

    À frente, avista-se uma estrada ondulada que atravessa a montanha. Ao fundo da encosta, empurram-se casas brancas que brilham ao sol.

     Na distância, alarga-se um rio esverdeado. Nas margens do rio, apreciam-se baías e portos de abrigo. Na barragem do Gerês navegam muitos barquinhos à vela. Uma estrada muito estreita acompanha as margens do rio.

     No alto, um céu azulado e pouco nublado. Ouvem-se gaivotas a gritar e pássaros a tentar comer peixes.

Parc national de Gerês

       Benjamin Dumas via Compfight

     O que os meus irmãos mais gostaram foi de passear nas cascatas esverdeadas e refrescantes.

Inês M, 5C

Na Rota da Beleza

A motu at RangiroaCreative Commons License Jean-Sébastien Roy via Compfight

     Ao longe avistava-se uma imensidão de mar; a tripulação olhava para o céu e descobria uma luz solar e uma grande extensão de cor azul.

     Mais perto, uma ilha pequena, cheia de palmeiras e grandes ervas a esconderem-se umas das outras.

     À frente do navio, umas águas límpidas e suaves, ondas a baterem no flanco do barco. O grumete, no cesto da gávea, com uma luneta, avista o espetáculo mais lindo do mundo: o horizonte no pôr do sol.  E grita:

     – Horizooooonte!  E teeeeerra à vista!

     Vasco da Gama ordenou:

     – Largar âncora!

     A tripulação do 5º A saiu do barco em botes salva-vidas e atracaram na ilha. Rapidamente meteram um padrão ao pé da praia, onde chega a ondulação, a bater.

     Todos se põem a trabalhar e a colher especiarias. Vasco da Gama ordenou que fossem dois emissários por terra, pelas antigas rotas comerciais, avisar D. Manuel I que tinham descoberto a Índia.

Afonso C, 5A

No Parque de Monet

  Jardin de Monet Meiry Peruch Mezari via Compfight

        No dia dois de Janeiro, fui ao parque de Monet: Adorei!

     Quando passeava de canoa, observei os vários nenúfares lindos, com tons de cores que eram do outro mundo! No lago verde nadavam inúmeros peixes; o lago era muito fundo: fiquei curiosíssima por saber se habitavam animais nas grutas das rochas, como caranguejos, conquilhas e outros seres vivos. 

      O reflexo era inesquecível, parecia que a pequena lagoa tinha o retrato do jardim dentro de si.

     O Ar parecia cheirar a Natureza e sentia-se a brisa suave vinda da lagoa; à sua volta, imensos tipos de árvores, como o salgueiro –  que é bom para fazer aspirina – os chorões, que cresciam e descaíam como se o Sol descesse às oito horas.

     Ouviam-se pássaros a assobiar: parecia que estavam a dar um concerto.

Mafalda A, 5B

A Regata

Invernale2014-14-ESTE24-4245 carlo pulcini via Compfight

        Uma linda tarde de Primavera, a natureza ainda agitada e cheia de força, decidi ir ao Paredão do Estoril.

     O meu maior objetivo era ir admirar o mar porque tinha ouvido dizer que ia haver uma regata. Para quem não sabe, uma regata é uma corrida de barcos à vela.

     Ao fundo, distinguia-se a tal regata: talvez uns 40 barcos, de velas folgadas ao vento, num mar picado em carneirinhos de espuma.

     Um pouco mais à frente, navegava um veleiro de passeio já perto de uma manso quebra-mar em maré vazia.

     Por fim, sentado num banco, com os meus binóculos, eu deixava-me absorver pela força do Oceano.

     Sentia-se um cheiro a maresia e ouvia-se a corrente a puxar a areia e as pedras. Observavam-se muitos pescadores, nas rochas, a pescarem o polvo.

     No alto, sobre nós, até ao horizonte, estendiam-se as nuvens cada vez mais brancas.

Tomás G, 5C

No Embalo das Ondas Pequeninas

 CascaisCreative Commons License Loreta Conte via Compfight

     Uma menina ia no Paredão com a mãe; ela ia de patins; as duas passavam entre as pessoas que iam a caminhar. Chegaram a uma zona em que o chão era um bocado ondulado; a menina teve de descalçar os patins e calçar os ténis: foram as duas a correr.

     Depois, sentaram-se num banco a apreciar a paisagem: cores lindas das barracas, pessoas a passear os cães e a conversar.

     Mais à frente, ondulava uma bandeira tricolor, crianças brincavam com a água e a areia, enquanto os pais as vigiavam, bronzeando-se. Outras davam mergulhos e nadavam com muita felicidade.

     Um bocadinho mais longe, uns barquinhos navegavam no mar calmo, onde se podia pescar ou descansar, no embalo das ondinhas pequeninas. Ouviam-se gritos das gaivotas, misturado com sons de alegria e risos das crianças.

    Ao fundo, no céu limpo, o sol parecia trazer mais água ao mar e coragem aos jovens.

Madalena C, 5A

Nevão

  vasco_neve

     Imagem: Georges Roth

     À nossa frente ondula uma estrada larga, marcada pela passagem das rodas das carroças, a neve branca e fria nas bermas da estrada, de onde se expande um campo grande e bonito.

     Mais adiante, um monte que se alonga, com arbustos cobertos de neve, árvores altas com poucas folhas nos ramos. Ao lado, algumas casas, os camponeses a falarem; um, que está sentado num cavalo, poderia seguir para outra terra distante.

     Ao fundo, do lado esquerdo, o cimo de uma montanha alta e coberta de neve, que as nuvens cinza e rosa sobrevoam – sinal de que não vai chover.

    E lá no alto, o céu azul, num divertido dia em que se pode brincar, pois quando olhas para uma paisagem bonita, ficas emocionado.

Vasco L, 5C

Adorei Este Dia

      Ponto e virgula via Compfight

     Num dia de férias, eu fui andar no paredão com as minhas irmãs e a minha sobrinha e contemplei aquela paisagem lindíssima.

     Eu admirava as pessoas a correr: algumas sozinhas, outras com os seus amigos fiéis, que são os seus animais, outras a suar do esforço.

     À minha direita, alargava-se uma praia, com as crianças a brincar, outras a apanhar sol. O mar batia fortemente nas rochas das praias. A maré estava baixa e não se encontrava muita espuma ao pé dos meninos a brincar à beira do mar. Ouviam-se umas gaivotas a procurar o almoço, num mar azul que nunca mais acabava.

      Ao longe, onde o mar toca o horizonte, os pescadores, nas suas traineiras, lançavam as redes, a fazer o mesmo que as gaivotas. 

     O céu sem nuvens e um Sol muito forte: um dia maravilhoso. Para acabar ainda melhor, fui dar um mergulho e, a seguir, sentei-me na esplanada a beber Ice Tea.

    Adorei este dia.

Carlota C, 5C

A Porta para o Paraíso

Imagem: Binocular News

     Na varanda do meu quarto, todas as manhãs, acontece o despertar do Sol.

     Ao meu lado esquerdo, avisto – não com muito orgulho, porque antes era um Parque com dois leões e um elefante – um terraço de pedra ensolarado, “cheio de escaldões”; aí funciona a bomba da piscina, dentro de uma casinha humilde, onde costumo trepar.

     Em frente, estende-se o telhado da marquise, onde subo e fico a olhar para as montanhas com binóculos. Aí, logo por baixo de mim, surge o canil, onde mora a cadela de  quem já se ouvivu falar noutros textos:a Nina.! Mais corajosa do que dizem os textos, ainda é  bebé, mas é gigante e cheia de força ! Também o “mijão” do meu cão, o Blue e a “armadona” da  minha cadela Lili.

     À direita, continua o telhado, com a minha entrada de emergência – se a janela da casa de banho estiver aberta.

     Mais adiante, surge um bosque – parece mais uma savana visto daqui. Costumo fazer Cross dentro dessa floresta.

     Ao longe, ergue-se a Serra de Sintra – quando estou com os binóculos, no sopé, avisto casas, às vezes envolvidas  na “cabeleira da” da Serra. – Oh, desculpem, esqueci-me de explicar o que é a cabeleira da Serra: uma espécie de nevoeiro, só que branquinho que nem algodão doce; mas não se deixem enganar pelas aparências.

     Bem, lendo esta descrição descobrem que eu adoro a minha vista!

P.S.  – Às vezes, quando me lembro das minhas nerfs, começo a disparar contra os cantos.

Miguel F, 5C 

A Minha Mãe

Maig_0002

Imagem: Joan via Compfight

 

    A minha Mãe é magra, com a tentação de emagrecer… é querida.

    O rosto é oval, o cabelo de um castanho escuro, liso e comprido. Os olhos são castanhos, com uma expressão muito séria, o nariz é fino e direito, a boca, de lábios de um vermelho fraco, um pouco branqueado. A pele é de um tom clarinho, um pouco encarnado.

     Não é muito flexível, mas harmoniza connosco, só que tem um limite.É forte, mas não se vê pelos músculos. Não tem nenhuma roupa favorita, pois tudo ela adora. Não é pirosa, tem bom gosto.

     Aprecio ela preocupar-se com os meus tpc, o seu talento de fazer contas, apesar de não saber matéria de Matemática. Há um jogo que ela gosta muito: joga-se na Wee,  só que só nas férias é que está disponível. Adora procurar músicas na Net para a sua ginástica.

     O meu pai salvou a mãe da Alessandra numa cascata: estávamos no Brasil, a ver uns peixes a passarem, com a Mãe da Alessandra, e ela caiu. O meu pai atirou-se e salvou-a.

Miguel F 5C