“Innovation Project” Sem. 1- O Que é Inovação?

Partilhamos aqui a I Parte do nosso trabalho, desenvolvido em Inglês, para a semana 1 do Innovation Project, na companhia de cerca de 500 Escolas de 83 Países: O que é Inovação?

A Inovação Impulsiona as Taxas de Emprego

 

mapa e gráfico com países da europa, as suas bamceiras

                                    Escola Embaixadora do Parlamento Europeu CAD                              

      Em Portugal, uma real revolução em relação aos empregos está a acontecer agora: graças à evolu ção da ciência de Computadores. Uma era totalmente nova de Conhecimento está em evolução. A Tecnologia está a ajudar a distribuir o emprego, à medida que cada vez mais pessoas desejam trabalhar nesta área. 

Francisco B, 8B

A Inovação também vem através do Desporto

    A Inovação também vem pelo Desporto. Torna as pessoas mais saudáveis e fisicamente mais fortes, more capacitadas para realizar diferentes espécies de trabalhos. O Desporto também nos permite desenvolver a amizade e a confiança mútua, graças ao trabalho de Equipa.

Pedro C , 6B

Sailing for Peace

Campeonato Português de Juvenis – Navegador: Tomás g

     Para crescermos mais fortes temos de estar unidos como se fôssemos uma Equipa Mundial Global, de modo a podermos ir mais fundo na evolução. Hoje em dia, o nosso mundo está esgotado e com uma fraca autoimagem.  

     No âmbito da Navegação, não existem diferenças: cada um sabe que pode ganhar. Sempre que eu participo num campeonato de Optimist, aprendo coisas e tendências novas com os meus amigos de outros países, alargando assim o meu horizonte para o sentido de uma Cidadania Global.

Tomas G, 8A

Solidariedade e Infinitos Possíveis

Motivações

ISP promotion Dave Johnson via Compfight

     A Surfar sinto-me mais livre; faço Skate para descontrair quando estou sem energia; a nadar, sinto-me a voar por cima de água; corro para ver a paisagem.

Valor de Abril: Solidariedade

Chest-1 Greg Simenoff via Compfight

     Costumo poupar e, quando a minha Mãe precisa, diz: “- Falta-me isto. Alguém tem?” Eu digo o dinheiro que tenho; já paguei um Sushi de 80 euros à minha Mãe; emprestei 20 euros à minha irmã para ela ir ao cinema connosco e com os amigos. Às vezes empresto à minha Mãe para ela pagar à empregada.

    Na Festa do CAD, a finalidade solidária é demonstrar que não temos de receber nada maior do que damos; os fundos da Festa vão para 3 Escolas em Cabo Verde. 

   A nível global, podemos ajudar a proteger os animais que estão em extinção; podemos dar a quem precisa; melhorar o sistema de poluição, tirar-lhe as más qualidades; tentar aperfeiçoar tudo ao máximo, sem racismo nem machismo.

     Sob o Signo da Virgem

     O meu Irmão mais novo, como é do Signo da Virgem, gosta de arrumar tudo. O meu Pai filmou-o, em pequenino: ele virava o tapete da casa de banho para o pôr direito; se alguém pisava e o tirava do sítio, ele ia logo lá pôr direitinho.

Novas Perspetivas

Perfect stack of pancakes Paul Jacobson via Compfight

     Antes não gostava de cozinhar, mas agora gosto. Foi por ter começado a ver a minha Mãe e a Mana a cozinhar. A Mana começou a fazer bolinhas de queijo; agora só quero é cozinhar. Já fiz panquecas. A Mana, ontem, fez o jantar com o Pai, uma comida muito difícil: levava manga, peixe, picante, sumo de limão…

Expectativas de Futuro

red light district Indigo Skies Photography via Compfight 

     Quando era pequeno ia sempre ao Science For You: fazia explodir um vulcão, até fiz uma marca gigante no teto. Será que existe uma Galáxia mais desenvolvida? Será que há um fim no Universo? Será que estamos dentro de uma bolinha pequenina, controlados por realidades muito maiores? Para além do Universo, existirá algo? 

     Intervenção do Vicente: Gostava muito de vir a fazer novas descobertas Científicas. Criei uma Teoria que tem a ver com Deus e o Big Bang; por causa daquele dilema: “Quem criou o Universo? Deus ou o Big Bang?” Eu pensei: Deus criou o Big Bang e, este criou o Universo. 

Poderes Especiais

Digital bridge Sober Rabbit via Compfight

     Consigo converter um pesadelo num sonho; por exemplo, se sonho com aranhas gigantes, invento uma música e elas desaparecem. Porque sei que quem manda não é a minha cabeça, sou eu.

      A minha irmã prevê acontecimentos durante os sonhos.

     Intervenção do Vicente: Um sonho é feito com tudo o que se anda a pensar naquele momento. Se ela pensar muito num assunto, vai sonhar com isso.

     Mas ela consegue prever acontecimentos reais. Por exemplo, quando algo vai cair, ou, se estamos a fazer uma marcha atrás, ela prevê se vai passar alguém, prevê todos os perigos.

Simão Cb, 5C

Conversas na Oficina 

O Convívio Solidário: Transformar o Mundo

mapa mundi, a cores, com o azul forte para os oceanos

     Imagem: Wikipédia Creative Commons Attribution 3.0 License.

     Na Festa da Comunidade Educativa, dançamos e tocamos músicas, além de propormos muitas atividades em que ajudamos os mais necessitados, pois paga-se o bilhete de entrada no Sarau e a participação nas atividades e no bar da Festa. Com cada tema anual, este ano, “Ser +”, celebramos na Festa, um ano inteiro de trabalho e de comunicação entre nós.

     O valor deste mês é a Solidariedade.

     Podemos vivê-la, a nível pessoal, quando as pessoas que vivem melhor ajudam os mais necessitados; podemos dar, por exemplo, comida; podemos dizer “Bom Dia” e conversar; podemos transmitir Alegria.  Podemos não ser desagradáveis com as pessoas de quem não gostamos.

      A nível de Escola, juntamo-nos todos e conseguimos ajudar quem precisa de nós, fazendo Festas em que nos divertimos, mas em que o dinheiro que juntamos, em vez de ficar para nós, damos. Este ano estamos a apoiar 3 Escolas Amor de Deus em Cabo Verde.

     A Solidariedade a nível mundial exige que não criemos guerras entre países, sejamos países calmos; os países mais ricos darem aos mais pobres alguma parte.

Conversas na Oficina

Isabelinha S 6D 

Possibilidades Solidárias

quatro mãos unidas segurando-se mutuamente os pulsos

Pixabay – Mãos Unidas Atribuição CC0

Miguel M – Esta Festa é boa, gosto muito dela, e ainda vamos ajudar outras Escolas em Cabo Verde.

Francisco M N – A Festa é para todos sermos solidários e celebrar a nossa união.

Miguel M – A nível pessoal, a Solidariedade passa por oferecermos aos outros o que usamos, não precisamos, mas o outro precisa.

Francisco M N – Também é partilhar sentimentos, ajudarmos quando um amigo precisa e também sermos retribuídos.

Miguel MA nível de Escola, podemos ajudar outras escolas, com dinheiro, para comprarem livros e melhorarem as instalações.

Francisco M N – A Nível Global devemos não poluir, não haver discriminação de raças; uma pessoa não pode ser maltratada por causa da sua cor, não faz sentido. Cada raça continua a ser um ser humano, com o mesmo coração, pode ter a mesma bondade e ainda muitas características que ainda não descobrimos.

Miguel M – Também tem que haver igualdade de tratamento entre géneros; há mulheres a quem se paga menos. E temos que falar das Metas Globais aos outros, senão não conseguimos; uma pessoa sozinha não consegue mudar, por mais sacrifícios que faça. Eu tenho estado a inventar outra Meta Global: os pobres terem mais bens. Eles nem sequer têm o essencial.

Francisco M N – Vi um Youtuber no Brasil a distribuir o dinheiro que tinha ganho e as pessoas, que tinham trazido os seus filhos, foram logo comprar comida.

Miguel M – Vou tentar distribuir o que não preciso: doar brinquedos.

Francisco M N – Se eu fosse rico, fundava uma Empresa de Solidariedade. Os pais do Bernardo fizeram muito por Angola e Moçambique. Eu enchi dois sacos enormes com Disney, Faísca e outros brinquedos, desde os meus 3, 4 anos.

Miguel M – É essa a ideia: posso ter poucas coisas e aposto que, mesmo assim, de muitas delas, não preciso e há aí quem precise muito mais do que eu.

Como exemplo de Possibilidades Solidárias fica o Vídeo da Fidesco que nos mostra onde e como estão as dezenas de Jovens Famílias que, desde Agosto e durante dois anos, foram viver, em diferentes missões, para as mais diversas situações de pobreza do mundo.

Miguel M e Francisco M N 6A

 

Futuro Vivo: Família, Solidariedade e Aventura

 areal onde está inscrito um cora ção imenso, mar azul ao fundo   Photo by Khadeeja Yasser on Unsplash 

     Um momento único na Páscoa 2018 foi estar com a minha família da parte do Pai, em Óbidos; no sábado de Páscoa, almocei com a minha Família paterna, e no Domingo de Páscoa, almocei com a Família do lado da Mãe. Estes momentos marcam-nos porque estamos em Família; daqui a alguns anos podem alguns membros ter morrido e sermos menos.

     O que mais gosto é de passar tempo com a minha Família, estar com as minhas primas. Gosto de ir para o Algarve no verão, porque os meus pais têm lá imensos amigos e os filhos deles são nossos amigos. Na Praínha, temos segurança, andamos todos juntos e fazemos imensas coisas!

      No CSV, já sei que vou para Inglaterra, New England! Fui sorteada por números. Vou de avião e, primeiro, aterro em Londres.

      A Solidariedade é ajudar os outros nos momentos precisos. Uma experiência vivida de solidariedade é Festa da Comunidade Educativa dos Colégios Amor de Deus, em que se ajudam as pessoas de outros países e pessoas que precisam, através do dinheiro recebido: nas atividades, no Sarau, quando se entra, tem de se pagar para ir ver; no sábado, numa sala da Pré, também fazem um bar que vende comidas, bebidas e rifas.

     Imagino o futuro do mundo muito mais avançado do que agora, vão-se inventando e teremos mais tecnologias, poderemos melhorar o ensino, diminuir a poluição.

     Podemos contribuir para um mundo melhor no sentido dos valores: as pessoas pensem melhor antes de agir; serem melhores enquanto pessoas; se, por exemplo, alguém está a falar e outro diz uma coisa má e começam a gritar… Em vez disso, podem falar normalmente. Com isto, acho que as pessoas podem ser também mais solidárias umas com as outras.

Carminho S, 6A

Viver Valores, Recriar o Mundo

dua mãos abertas onde está pintado o mapa do mundo e rodeadas por pombas brancas

Pixabay Atribuição: CC0 Creative Commons

     O que eu mais gosto é de estar com as amigas, de brincar com a Alexandra: aprecio toda a sua maneira de ser e de pensar! Só se esquece de algumas coisas mas … ela não se esquece pouco, é muito!

    O Perdão é um valor bonito, mas difícil É mais fácil perdoar do que ser perdoado, porque há algumas miúdas que são difíceis. Perdoo, mas não esqueço: a vantagem é  aprender a evitar a situação.

    O equivalente a uma festa inesquecível  foi conhecer as minhas melhores amigas, ter a minha Famíla por perto, nunca me esquecer das pessoas.

    Páscoa significa Paz e Felicidade.

    Ter de falar em público é algo que me suscita embaraço. A Professora perguntou à turma o que achavam que devíamos ter feito melhor: disseram que era falar mais alto,  interpretar bem o texto e memorizá-lo.

    As situações em que falar é um prazer é quando falo com as amigas, principalmente com a Alexandra. Descobri-a no Face-T, falando pela Aplicação, já desde o fim do 5º ano.

     Às vezes gosto de escrever, mas acho inútil; falo comigo própria, quando estou aborrecida com alguém.

    Acho que, no futuro, o mundo vai ter mais tecnologia; viver no mundo vai ser mais fácil e melhor. Não vai haver poluição, criminalidade e pobreza.

    Mas ainda vão existir a falta de alimento e de cuidados de saúde: doenças para as quais não se encontrou ainda a cura.

     Contribuir para um mundo melhor implica ajudar as pessoas que necessitam, distribuir alimentos, oferecer roupa, não poluir, ajudar a Natureza com a reciclagem.

     No sentido dos valores, acho que os países devem ter justiça, prender os criminosos; mas todos podem tornar-se puros, graças à bondade que as suas vítimas podem mostrar: as famílias de vítimas podem escrever-se com os ofensores até conseguir perdoar e assim eles conseguem perdoar-se a si próprios.

     Fazer com que as diferentes culturas consigam ser amigas: para isso deveria haver encontros especiais, para todos se porem de bem, promoverem convívios. Se houvesse conflitos, poderiam ir a tribunais de mediação.

Conversas na Oficina

Layane S, 6C

Conversas na Oficina: Improvisos

Lazy afternoon Werner Willemsen via Compfight

    Atividades Livres

     Nas férias, quando não saio, gosto muito de ver tv, filmes e sigo regularmente  “The Walking Dead”, geralmente quando estou mais com a Mãe e com o mano. Gosto de andar de skate, de brincar com o Pepe, de jogar playstation, o jogo “Call of Duty”, como já referi noutro texto.

Pôr do Sol ruimc77 via Compfight

Valor de Março: o Perdão

     Acho que é importante conseguir perdoar as pessoas. Em alguns casos é mais difícil do que noutros. Podemos perdoar e não esquecer – a vantagem é termos mais memórias para quando formos adultos sabermos lidar melhor com as situações.

    É mais difícil eu perdoar do que ser perdoado, mas também  depende da outra pessoa, como eu disse antes. Quando sou perdoado, sinto que acabou a confusão – por assim dizer – entre mim e essa tal outra pessoa.

Robot Dellboyy Art via Compfight

    Novas Perspetivas que surgem ao Crescer

    Continuo a desejar ter sido batizado. Esse batismo traz-me sabedoria e o fazer mais parte dessa Família Católica, por assim dizer. Falando noutro dia sobre a morte de Stephen Hawkins, disse-se que a maioria dos cientistas não acredita em Jesus, porque as teorias científicas contrariam a interpretação da Fé. Mas, após uma breve pesquisa na net, também se descobriu que Einstein  declarou: “A  Ciência é a escada de Jacob para chegar aos pés de Deus”, Heisenberg, entre muitos outros cientistas era cristão e a primeira formulação do Big-Bang foi elaborada por um padre Jesuíta amigo de Einstein.

AtomCreative Commons License Carlos ZGZ via Compfight

A Paixão das Ciências

    Gosto muito das Ciências, tanto no infinitamente pequeno como no infinitamente grande. Os eletrões são muito mais pequeninos que as células. No quarto ano, fizemos uma experiência com uma lata de coca-cola: passávamos um pedaço de cano metálico com força, na nossa roupa, e tentávamos mover a lata com aquilo. Eu consegui mover para a direita e para a esquerda.

três fantasminhas branco, verde e vermelho

Open Clipart Atribuição: 100%  Domínio Público

 Perguntas e Respostas que Desaparecem

     Já tive uma fase na vida em que tinha muitas perguntas, mas agora já não tenho, em parte porque descobri as respostas, mas agora já não me lembro delas. As coisas costumam vir-me à cabeça, de repente. Também havia perguntas a que não cheguei a dar respostas. Normalmente, sempre que acabo um dia de aulas, vem-me uma pequena dor de cabeça – muitas vezes – só que passa logo, e não sei bem porquê.

 

Mars Rover Self Portrait at Namib Dune Paul Hammond via Compfight

Perspetivas de Futuro

     Nunca pensei muito no Futuro, mas já cheguei a querer ir a Marte. A princípio, a razão pela qual desisti de querer ir, foi quando percebi que ia demorar alguns anos a conseguir. E também percebi que já estavam quase a fazer isso. Uma coisa que sempre detestei é, por exemplo, Stephen Hawkins tinha projetos para o Futuro e um deles era dar uma volta pelo Universo. Nunca gostei quando as pessoas morrem sem terem feito tudo o que queriam fazer.

Vicente E, 5ºA

As Possibilidades Infinitas do Perdão

Dr. Martin Luther King Jr. Forgiveness is not an occasional act, it is a constant attitudeCreative Commons License BK via Compfight

Cristal: Perdão

     Dedicado à Autora Filipa Sáaraga

    Perto da última etapa da sua demanda, a nossa jovem Princesa vai aceitar libertar-se dos sentimentos de culpa, tenazes que aprisionaram muito tempo o acesso ao seu íntimo. 

   Pela mão da pequena Mestra, vai aprender que não podemos agradar a todos; que até bastam as diferenças de temperamento para provocar fricções desagradáveis no convívio. Por contraste, torna-se essencial a auto-aceitação, considerando com simplicidade a retidão das nossas intenções e o esforço por darmos o nosso melhor.

   Quanto às relações que falharam no passado, tal como palavras ditas irreflectidamente ou atitudes intempestivas, elas não devem alimentar um perpétuo remorso. O arrependimento atrai o perdão – se não dos outros, ao menos o próprio e, certamente, o de Deus.

    As mágoas de amor são feridas profundas que existiam muito antes dos relacionamentos que se vieram a tornar vitais para nós. Elas próprias assomaram à superfície, atraídas pela força curativa dessas relações de eleição; nestas chegamos a investir, talvez insensatamente, todo o sentido que antes reconhecíamos à vida. Na raiz de todas as provas persiste uma “ausência de si próprio” que é preciso aprender a acolher.

   A partir de agora, as preocupações que voltam sempre sobre o passado doloroso vão revelar à Princesa o seu caráter vão e deixar de tolher o ímpeto do seu afeto para o futuro, a sua afinada intuição para um bem sempre maior.

   Com o perdão vivificante, reflui a vaga do ressentimento e ficam a descoberto, nos sulcos do sofrimento, preciosas lições de vida que podemos transmitir aos outros.

   A pequenina Mestra entrega então à Princesa um critério para discernir se o perdão está operante na sua história tão provada, apesar de tão jovem: ao recordar uma situação em que nós próprios recebemos o perdão, podemos constatar como este dom nos tornou melhores; assim o perdão entra no rol de todos os dons que podemos oferecer aos outros, sendo porventura o único que mais infalivelmente traz uma superabundância de Paz.

    Por fim, será uma vítima singular, que encarna a máxima dor que possa ser infligida, a sossegar definitivamente a Princesa sobre as condições e as possibilidades infinitas do Perdão.

OE

Eu Não Quero Crescer

árvores da floresta: só se veem troncos e muita relva no chão com a frase "se trazes a tua infância contigo nunca envelheces"

     Imagem: Quozio

     Eu, neste momento, tenho 10 anos – mas o meu maior medo é crescer. Já tenho amigos a saírem da escola; estou a crescer e a esquecê-las: isto é como um pesadelo de que eu quero muito acordar.

     Mas, para tudo há uma solução, e, a minha solução é: de cada vez que cresço crio novas amizades.

    Do que eu sinto mais saudades, na infância, é de não estudar, poder não comer vegetais, estar sempre a brincar. 

     Quando andava na pré-primária, fazíamos atividades tão giras! A que eu mais gostava era quando nos davam uma massa líquida, com muitas cores diferentes, uma mesa coberta onde espalhávamos a massa e fazíamos desenhos com as mãos e os dedos. 

Mariana L, 5A

Ser Mais: Sigam os vossos Sonhos

tubo de onda de surf de um azul claro intenso Photo by Maxwell Gifted on Unsplash  

 Ser +

  • É ser corajoso,
  • É ajudar e não só;
  • Também é preciso ser paciente;
  • E tomar atenção aos outros.

      Temos de ser mais do que conseguimos! Se não, não teremos coragem para fazer o Bem.

    Para bem de todos, devemos ser:

  • Corajosos;
  • Humildes;
  • Inteligentes.

      E tentar juntar todos os elementos para SERMOS + .

      Se formos sempre assim, podemos fazer este mundo melhor. Eu sempre gostei do Mar; para mim, há um desporto incrível: comecei a seguir o meu sonho e hoje sou quem eu quero! A palavra importante é:

SIGAM OS VOSSOS SONHOS!

     Mas cumprindo as regras indicadas acima.

Simão Cb, 5C

 

Dinheiro sem Pessoas?

Fünfzig-Euro-Scheine zum Trocknen aufgehängtCreative Commons License Marco Verch via Compfight

     O dinheiro não é nada se não se tiver família, felicidade, amor e alegria.

     O dinheiro pode trazer á nossa vida uma mansão, uma grande garagem, uma sala com uma televisão gigante, um sofá com 25 lugares, 10 cozinhas, 30 casas de banho, 40 quartos 5 sótãos e 5 caves, mas isso não vale a pena se se for a única pessoa a viver nessa casa.

      Eu prefiro ter pouco dinheiro mas ter família e pessoas a viver comigo, do que ser rico e não ter ninguém a viver comigo e sem ninguém para me ajudar se eu precisar.

      Nisto eu consegui perceber que o dinheiro não é nada sem pessoas.

Rafael Cy, 6C

O Ser Humano Tem de Evitar

uma rã transporta um coração por um caminho de jardim e as palavras "não odiar"

Image: Pixabay CCO Author: Alexas

     Atualmente, o Bullying tem aumentado, em especial, nas Escolas.

     Para quem não sabe o que é o Bullying, é a atitude de um conjunto de pessoas que se unem para criticar ou agredir uma pessoa mais fraca.

    Essas pessoas ficam muito sensíveis e, às vezes, pode até chegar a causar a morte. O ser humano deve evitar esta situação, pois pode ser fatal.

     Falando na agressão física: muitas vezes deixa o indivíduo agredido muito deprimido. Também pode acontecer virem pessoas de outro lado, alheio à Escola ou Bairro para bater nele ou nela.

     A agressão verbal também pode ser fatal, mais até do que a física, porque o indivíduo pode ser levado a pensar que não serve para nada e interroga-se porque nasceu.

     Mas também há outro tipo de Bullying: o ciberbullying magoa muito a pessoa. Consiste no Bullying pela Internet ou redes sociais; nesta situação, a pessoa sente-se sozinha e fica profundamente triste.

    Estas situações devem ser relatadas a Centros de Ajuda, ou mesmo na Polícia, departamento “Escola Segura“. Dentro da Escola, a pessoa tem que dizer ao Auxiliar ou a um Adulto responsável pelo bem-estar dos jovens.

    Portal Bullying Centro de Ajuda Online 

    Centro de Ajuda Online   No Bully Portugal

 APAV – Bullying – Centro de Apoio á Vítima

Internet Segura –  Novos meios de combate ao Cyberbullying

    Porto Editora Prevenção ao Cyberbullying

Tomás G, 8A

Uso Ético de Imagens – Maiores de 13

urls do blog e do wiki

Imagem: Oficina de Escrita

      Se já temos mais de 13 anos, se somos Pais ou Educadores, como podemos escolher imagens para publicar no nosso Blogue?

     1 – Tal como para os menores de 13 anos, Podemos tirar fotografias ou aceitar fotografias tirada por pessoas da Família ou amigos e publicá-las.

     2 – Igualmente, tal como para os menores de 13 anos, podemos criar as nossas próprias pinturas ou desenhosdigitalizá los e publicá-los. 

      3 – Podemos consultar, com segurança, os sites abaixo indicados, se tivermos mais de 13 anos.

sites de imagens livres para menores de 13 anos

Imagem: Kathleen-Morris-Edublogs

     4 – No interior do blogue, quando escrevemos um artigo, vemos, no editor visual, um botão chamado “Compfight“, que dá acesso imediato a imagens “creative Commons”, isto é, livres para nós usarmos.

     5 – As imagens que estão na internet, quase sempre têm Direitos de Autor – ou “copyright”, o que significa que não podemos utilizá-las legalmente e ficamos sujeitos a penalização.

OE

Variações sobre o Amor

folhas no chão em forma de coração     Photo by Roman Kraft on Unsplash

    – Amo-te tanto, mas tanto, que podia ir daqui à Lua!

     Eu gosto de uma rapariga, mas isso será Amor? Eu gosto do meu cão, isso será Amor? A resposta é “SIM”, pois é isto e muito mais. 

     O Amor é algo que não se pode descrever, mas vou tentar fazê lo. 

     Eu gosto tanto da minha namorada que, quando a vejo, o meu coração parece que fica mais alegre. 

    Mas para mim, o Amor verdadeiro é o Amor pela Mãe, o Amor pela namorada e o Amor pelo Pai. 

     O Amor é o que a nossa Mãe e o nosso Pai sentem por nós e esse Amor é tão forte que até arriscariam a vida por nós. 

     O Amor é o que as pessoas sentem no coração, ao olhar para uma pessoa. 

    O Amor não se escolhe, sente-se no fundo do coração e nunca está explicado. 

     Amor é estar com os Amigos, estar com a Família e com os meus cães.

     O Amor é estar com as outras pessoas a divertir-te. 

     Pois não há só o Amor dos namorados, também há o Amor de amigos, de Mãe, de parceiros de Equipa… 

      O meu Amor pela minha Família é tão forte, que arriscaria a minha vida por todos e ainda pela minha namorada.

      Há o amor heróico dos soldados que carregam aos ombros um amigo ferido e atravessam o tiroteio sem hesitar.

      O Amor pelo amigo é a coisa mais linda do mundo e o da Mãe e do Pai também é. 

     O Amor é quando eu vi um mendigo e lhe dei o dinheiro que tinha para refrigerantes. Então o mendigo, todo contente, deu-me um abraço e foi comprar pão e manteiga por muitos dias, pois eram mesmo 20 euros. 

     Quem vir este texto, quero que pratique o Amor; agora estou a falar de um outro Amor: se vires um Sem-Abrigo, não passes sem ajudar.

    

    Lourenço A, Miguel M e Francisco M N, 6A

Momentos de Aventura e Paz

Airbeat One Festival 2017 Spanhof.Info – Illusions of Photo-Art via Compfight

     Nas férias de Natal, fui à piscina do Hotel onde o meu Pai trabalha, o Hotel Pestana, na Fortaleza de Cascais. Depois, estive a ver os jogadores do Portimonense a entrar no Hotel: parece que eles comeram onze quilos de bananas!

      Nas férias, fui também à Festa dos Anos do Afonso, em que jogamos Laser Tag

   O que eu gostei mais de receber no Natal foi o Red Pass do Benfica. Também fui a um Museu de Arte e Tecnologia e joguei Fifa 18. Fui ver o Star Wars ao cinema. Um amigo meu levou com um chinelo na cara e deitou sangue do nariz!

      Passei o Natal em casa da minha Tia onde apreciei sobretudo o bolo de chocolate. No fim de Ano estive em casa da minha Avó: a nossa cadela estava com medo do fogo de artifício e veio esconder-se na sala. Depois saltou para cima da mesa e comeu uma tigela de pinhões!

     O meu principal objetivo para este 2º Perído: gostava de terminar com positiva a Matemática.

     Este mês de Janeiro, celebramos a Paz: 

  • Para haver Paz em Portugal temos que contribuir para não haver incêndios, limpando as florestas e patrulhando os lugares mais sensíveis.
  • Para manter a Paz a nível da Escola, é bom tratarmo-nos com respeito e bom-humor. Em relação aos professores, temos de fazer um esforço para estarmos atentos.
  • Para aprofundarmos a Paz dentro de nós, devemos evitar preocuparmo-nos inutilmente e procurar atividades de que gostamos.

Manuel N 8B

Seguir em Frente com a Vida

Call of Duty: Infinite Warfare Clinton Crumpler via Compfight

     Um acontecimento inesperado destas férias foi o meu irmão e o meu vizinho terem encontrado um cão abandonado: era rafeiro, pequeno, de pelo claro. Habituou-se bem a nós, mas parecia bem alimentado, embora sem chip. Ficou bem com o nosso cão Pepe, durante um dia e depois fomos entregá-lo a uma Associação de animais, para ser adotado.

     No dia 24, o meu Avô fez anos, passei o dia todo em Família e estávamos muito felizes! À meia-noite, abrimos os presentes. O meu favorito foi o Hawei P8 Lite e, ultimamente, tenho jogado PS4. Troquei um jogo repetido por Lego Marvel Super Heros 2 e amanhã ainda vou comprar o Watch Dogs 2.

     Eu passei o Ano Novo com a minha Mãe, um amigo meu, o Mota, e estivemos a jogar, na minha PS4, Call of Duty Infinite Warfare Eu e o meu irmão completamos um jogo a 100%. Jantamos “almofada de pato” e fomos para Cascais ver o fogo de artifício, que era de imensas cores: azul, vermelho, verde, laranja; formavam diferentes formas no céu e lançavam quilos de fumo.

     O meu irmão disparou a rolha do Champanhe e depois disso fomos ao LuzMar; enquanto estávamos lá, vimos o meu vizinho a passar, junto á Roda Gigante, mas, infelizmente, não conseguimos cumprimentá-lo.

    Não pedi desejos em especial, mas como resolução de Ano Novo gostaria de melhorar a nota de Português, em especial nos Verbos e Adjetivos.

     E é só seguir em frente com a Vida! 

     Em cada Turma, há Grupos de 3 pessoas que têm de fazer uma tábua de madeira onde criam símbolos para o valor de cada mês. Este mês, estou a trabalhar num projeto em que celebramos a Paz: se toda a gente se ajudasse uns aos outros, teríamos um mundo melhor.

Vicente E, 5A

 

Paz na Natureza

https://unsplash.com/photos/b9drVB7xIOI

Imagem: Photo by Aaron Burden on Unsplash

        A Paz é um momento de tranquilidade para refletires na vida e estudares o que fizeste de mal e de bem.

     É como estar numa floresta ao luar, com boa companhia e silêncio e a sentir tudo á tua volta.

      Sentir aquele ambiente, aquele cheiro, aquele zumbir das abelhas… paisagem magnífica.

      Nos Alpes, um lago miosótis, as ovelhas na encosta e a densa floresta , logo abaixo dos glaciares que cintilam: exultação da Paz.

     Algo bonito, refrescante e silencioso como a maresia, o cheiro e o movimento. 

     Navegamos num pequeno barco que é a própria vida e não sabemos bem para onde a corrente nos leva, mas a Paz é a vastidão do Oceano a toda a volta, que nos rodeia e ampara. 

    Mergulhar no mar e ser tão refrescante: como tu e o mar serem um só: isso é a Paz.

   Quanta Paz dentro de ti, tudo à tua volta é pacífico e bonito.

       Uma águia a cortar o vento com as suas asas amplas e belas a voar por cima de uma magífica montanha congelada.

     Estar em casa, mas “no fora” que fica dentro dela: a varanda envidraçada para onde se debruça um plátano, com tanto entusiasmo que parece querer entrar.

     Eu, rodeado de animais, sentado numa casota, a preparar uma casinha para outro ser.

     Os olhos dos animais falam: eles dizem uma paz diferente das nossas tarefas agitadas; confiam na harmonia de que é capaz a Natureza quando a tratamos bem.

     A Natureza fala com silêncio e com a brisa da floresta passando pelas gotas de orvalho nas folhas verdejantes. 

(Texto a Três Mãos, segundo o livro “Quero Ser Escritor“,  de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra) 

Alexandre T, André R e OE

Um Ano Transformador

Shine

Ann Lo via Compfight

      Este ano, algo mudou:

  • Já consigo ajudar mais a minha Mãe:
  • Indo às compras,
  • Indo buscar o pão do meu irmão;

 

  • Consigo conviver com mais inspiração e acho que estudo mais:
  1. Concentro-me;
  2. Já faço intervalos; a cada vinte minutos, faço uma pausa de 5m;   
  3. Escrevo no meu caderno que imita um Lego.
  • Também sinto que descobri mais o saber dar:
  1. Não só quando alguém na Escola não traz lanche;
  2. Mas também ajudar pessoas que precisam, oferecendo bens.

 

  • Fui à Ajuda, com a minha irmã, fazer uma experiência de beleza: construi o pé da minha irmã com dois quilos de gesso!

Rafael Cy, 6C

Um Presente Absolutamente Inesperado – III

http://actalliance.org/act-news/act-alliance-joins-unicef-refugees-welcome-programme/

    Imagem: actalliance

     Todos os colegas se solidarizaram com a sua tristeza e os intervalos seguintes foram passados, em harmonia, a partilhar as tradições de Natal dos dois países. Tamir pôde finalmente compreender o significado do Natal e a importância profunda do nascimento de Jesus Cristo, que o Duarte e o resto do grupo celebravam, enquanto católicos. 

      Nos dias seguintes, mesmo fora da escola, os dois novos amigos passaram imenso tempo juntos. O Duarte teve oportunidade de conhecer a simpática família de Tamir e até de participar nas suas tradições como, por exemplo, a de brincar ao dreidel, um jogo com um peão de quatro lados com letras hebraicas gravadas, onde o divertimento passava por adivinhar qual era a letra que ficava para cima quando ele parava de rodar. Também Tamir se encantou com o que aprendeu acerca das tradições ligadas ao Natal dos católicos: a coroa de ramos com quatro velas que se vão acendendo sucessivamente nos quatro domingos do Advento, a  Missa do Galo, etc. E claro que ambos se deliciaram com a comparação entre a culinária tradicional da Consoada – o bacalhau cozido com batatas e couves, o bolo-rei, as rabanadas, as filhós – e a típica do Hanukkah – latkes (panquecas de batata) e sufganiyot (roscas com geleia), fritas em óleo.

     Através da mãe do Duarte, até os pais de Tamir acabaram por se envolver (servindo de tradutores e mediadores junto da sua comunidade) no seu projeto de voluntariado, que promovia a integração de imigrantes e refugiados por via do ensino do Português num ambiente acolhedor e facilitador da interação entre eles e os cidadãos locais, o que permitiu aproximar as pessoas, fortalecer as suas redes de solidariedade e projetar a cidadania de cada um no outro, num tempo que, como mais nenhum, é de vivência comunitária e familiar.

     Entretanto, chegara o dia da troca de presentes do amigo secreto e foi já na aula que o Duarte se apercebeu de que, com a catadupa de acontecimentos dos últimos dias, se tinha esquecido completamente do presente. O seu pânico aumentava à medida que a Professora ia tirando à sorte e anunciando os nomes dos alunos que ofereciam e dos respetivos recetores e nem deu atenção à bonita caneta com que foi presenteado pelo Rui, até que ouviu:

            – E para concluir, Duarte, entregue, por favor, o seu presente ao Tamir.

            Quando, muito envergonhado, Duarte se levantou para assumir a sua falha, Tamir interrompeu-o antes que conseguisse falar e, depois de pedir a palavra à Professora, proferiu:

            – Duarte, muito obrigado pelo teu maravilhoso presente, que por ser tão grande e especial não poderia ser trazido para aqui. Eu e a minha família ser-te-emos eternamente gratos pela nova vida que nos proporcionaste. Ofereceste-nos um presente inigualável!

     Nesse momento, os outros colegas levantaram-se e, emocionados, exclamaram em uníssono, enquanto aplaudiam:

            – Duarte, conseguiste dar o melhor presente de sempre! Muitos Parabéns!

      Naquele dia, o Duarte compreendeu que o mais importante não era dar um presente, mas sim ser presente! 

Leonor V, 6B       

Um Presente Absolutamente Inesperado – II

     National Menorah 02 - 2014Creative Commons License Tim Evanson via Compfight

     – Parem com isso e acalmem-se! Vocês são insuportáveis…! – desabafou o Carlos, imediatamente antes do toque de entrada para a última aula, que acabou com a discussão.

            O Duarte passou o tempo da viagem de regresso a casa, a magicar nas possibilidades de presentes que podiam servir para atingir o seu objetivo. Por um lado, tinha de ser algo completamente diferente; por outro, deveria ser um presente unissexo, pois não sabia se lhe calharia uma rapariga ou um rapaz… E era sempre tão difícil agradar às meninas! Absorto nos seus pensamentos, só se apercebeu de que haviam chegado a casa quando a mãe lhe perguntou se não tencionava sair do carro. Depois de partilhar com a mãe as suas preocupações, combinou acompanhá-la nas compras de Natal que planeara fazer mais tarde.

            Assim, nessa tarde, enquanto a mãe escolhia, no supermercado, iguarias para a ceia de Natal da instituição onde fazia voluntariado, o Duarte pediu-lhe para ir dar uma volta pelos vários departamentos do estabelecimento comercial, para tentar inspirar-se. Passou por várias secções, mas nada lhe parecia ser suficientemente especial. Ao passar pelo departamento de utilidades, viu Tamir, que escolhia velas com a sua mãe. Depois de o cumprimentar, o Duarte questionou-o, querendo saber se também procurava o presente para a troca do amigo secreto.

     Tamir, bastante surpreso por o colega lhe dirigir a palavra, pois habitualmente ninguém se aproximava dele na escola, respondeu negativamente, esclarecendo que estava a comprar velas para o Hanukkah, a “Festa das Luzes” do judaísmo…

     – Hanukkah!? Julgava que a religião de todos os sírios era o islamismo! – admirou-se o Duarte.

      – Não. Embora sejamos uma pequena minoria também na Síria, onde as comunidades judaicas se encontram em extinção, a minha religião é o judaísmo – retorquiu o Tamir, sorrindo. E continuou: – Costumamos acender uma vela por noite num candelabro especial, o Chanukkah, durante os oito dias de celebração do Hanukkah…

     Duarte estava a achar a conversa muito interessante, mas ao longe a mãe chamou-o, pelo que se despediu à pressa do colega, declarando que, no dia seguinte, queria saber mais acerca das tradições judaicas.

     No dia seguinte, no primeiro intervalo da manhã, o Duarte chamou Tamir para junto do seu grupo e questionou se ele já havia acendido a primeira vela. O sírio aproximou-se cautelosamente, ao mesmo tempo que todos os colegas do grupo do Duarte apresentavam uma expressão atónita perante a constatação daquela nova relação de amizade, e respondeu hesitante:

     – Sim… Acendi-a ontem à noite…

      Antes dos outros conseguirem articular qualquer tipo de objeção ao convite que efetuara, o Duarte começou a relatar o encontro do dia anterior, aproveitando para pedir a Tamir que lhes contasse mais sobre aquela celebração que, apesar de acontecer mais ou menos na mesma época da festa cristã do Natal (sabia que o Hanukkah ocorria no fim de novembro ou durante o mês de dezembro) tem motivações bastante diferentes.

     Então, Tamir explicou que, no Hanukkah, os judeus comemoram a libertação do Templo de Jerusalém do domínio dos Gregos no século II a.C. e o milagre do azeite que havia numa botija e que supostamente apenas duraria um dia, mas queimou no candelabro do Templo durante oito dias. Por essa razão, o Chanukkah tem nove braços, sendo o do meio, mais proeminente, denominado Shamash (servente), pois a vela que é posta no mesmo é utilizada para acender as velas que são colocadas nos outros oito braços. Também ficaram a saber que muitos sírios montam a árvore de Natal em casa, mas que apenas os cristãos constroem o Presépio. Tamir, encorajado pela atenção e interesse dos colegas de turma, elucidou que o Natal na Síria costumava ser um período de muitos concertos nas igrejas e nos teatros e de decorações nas ruas. Mas, de repente, o seu rosto ensombrou-se e acrescentou tristemente:

     – No entanto, nos últimos anos, deixaram de existir enfeites nas ruas e nas casas, porque muitas famílias perderam os seus entes queridos e o País está quase destruído…

(Continua)

Leonor T, 6B

Um Presente Absolutamente Inesperado – I

Queen Bee of Beverly Hills Designer Handbags HolidayCreative Commons License Queen Bee via Compfight

     Aproximava-se o final do primeiro período e em toda a escola reinava um clima de grande azáfama devido aos preparativos para as comemorações de Natal, mas em nenhuma turma o alvoroço se comparava ao da do Duarte. Por esta altura, habitualmente, realizavam a troca de presentes do amigo secreto, mas na turma do Duarte esta atividade tão singela assumia proporções quase descontroladas, pois havia sempre uma grande competição, existindo até uma espécie de concurso paralelo: quem levasse o presente mais original e apreciado pelo destinatário tornava-se “rei ou rainha da popularidade” até ao ano seguinte.

  Para refrear um pouco os ânimos, a Diretora de Turma até havia definido, como nova regra, que este ano apenas saberiam a quem ofereceriam cada presente no dia da entrega, pelo que não haveria possibilidade de utilizar os estratagemas habituais para conhecer previamente os desejos dos respetivos destinatários e, dessa forma, tentar garantir uma escolha perfeita, capaz de alcançar o tão ambicionado título; ainda assim, a turma estava excitadíssima e o tema do presente passou a dominar as conversas em todos os intervalos.

       Mas nem todos os alunos da turma partilhavam desta agitação: Tamir, um refugiado sírio que havia integrado a turma há pouco tempo, não compreendia todo aquele aparato, quer porque nunca participara numa atividade deste tipo, quer por ser uma pessoa pouco expansiva com quem a turma praticamente não interagia.

      Por seu lado, o Duarte estava muitíssimo entusiasmado, uma vez que se convencera de que, se no último ano os pais do Rafael – um colega com quem mantinha uma rivalidade saudável – não lhe tivessem trazido de Paris um presente absolutamente exclusivo para ele oferecer à Catarina, o título de melhor prenda não lhe teria escapado. Mas, este ano, estava convicto de que, com a nova norma, iria encontrar um presente que surpreenderia e encantaria quem quer que o recebesse. Porém, não era só ele que queria ganhar e, no intervalo, enquanto uns se proclamavam vencedores antecipados, outros queixavam-se dos presentes que tinham recebido no ano anterior.

   – No ano passado, recebi um boneco insignificante saído de uma máquina de brindes! A minha amiga secreta, a Elisa, apesar de conhecer os meus gostos requintados, não se esforçou minimamente! – reclamou a Vitória, a rapariga mais pretensiosa da turma, acrescentando: – Deixo já claro que, este ano, só aceitarei um presente se for de uma marca ao nível do meu excecional bom gosto e classe!

     – E como é que a pessoa vai saber que quem lhe vai calhar és tu, presunçosa?! – indagou o Eduardo, em tom de censura.

(Continua)

Leonor V, 6B

Alegrar-se ou “a Sabedoria do Otimismo”

http://deusmelivro.com/critica/a-princesa-azul-e-a-felicidade-escondida-filipa-saragga-20-5-2015/

Imagem: Deus me Livro

2º Cristal – Optimismo

      Prosseguindo a nossa meditação sobre a vivência dos valores  –  despedimo-nos deste mês dedicado à Alegria – e continuamos a parafrasear os ensinamentos que a sábia Rosa entrega à jovem Princesa, no coração luminoso da Floresta Negra.

     Fica também o nosso agradecimento à nossa querida antiga aluna Filipa Sáaraga, por nos proporcionar, com a sua “A Princesa Azul” participar do seu hino ao verdadeiro Otimismo.

      A pequenina Rosa sente-se radiante com os progressos da sua Princesa: ela tornou-se capaz de enfrentar os perigos da Floresta. Agora  pode contar com esta sua nova alegria recém nascida por ter superado difíceis obstáculos. A mestra, ao entregar-lhe o segundo Cristal, passa a ensinar-lhe como conservar e utilizar na prática, a energia escondida nas “coisas boas”. 

      Quando terminam as Festas e entramos nos trabalhos do Ano Novo, encontramos ajudas preciosas neste Cristal, para sustentar e prolongar a Alegria:

  • És capaz de valorizar três pequenos acontecimentos de um dia muito simples?
  • Consegues disciplinar-te para não voltar a pensar em sofrimentos que não podes ainda resolver?
  • O que achas que te acontece à medida que vais repetindo pensamentos bons todos os dias?

   As pequenas tarefas a exercitar no dia a dia vão ampliar esta Alegria nova a todas as esferas da vida,  mesmo se persistem ameaças reais:

  • Continuarão a existir pretextos para ficarmos  preocupados, mas perdem a sua força, se nos ocuparmos muito mais com o que amamos.
  •  Se projetamos o Ano Novo como um futuro melhor, pomo-nos em ação com outra ligeireza.
  • E mesmo que a realidade destrone os nossos cuidadosos projetos, estaremos capazes de inventar outras aventuras.
  • A Alegria cresce com este esforço, e este, por sua vez, torna-a sempre mais intensa.

     É aqui que a Princesa projeta a sua viagem de regresso pela Floresta perigosa de uma maneira nova: ela irá atenta às surpresas dos seus recantos iluminados. 

    E agora confia que a sua “diferença poderá trazer” ALEGRIA “[…] “a todos os que são diferentes”.

OE

Uma Alegria Única

 http://aronbengilad.blogspot.pt/2015/05/Imagem: Aronbengilad.blogspot   

    Para celebrar a Alegria, as pessoas continuamente inventam mil surpresas subtis ou grandiosos eventos.

    Podemos partilhar com os amigos a ida a um concerto da nossa banda favorita, por exemplo; ou simplesmente sentarmo-nos num banco do parque, à sombra generosa de uma tília e tecer a conversa mais interminável do mundo.

      A Alegria pode expressar-se de muitas maneiras diferentes:

  • A Alegria de sermos felizes – porque alguém nos amou primeiro.
  • A Alegria Profunda – o facto de existirmos, que podia não ter acontecido.
  • A Alegria de estarmos contentes – a partilha dos bons momentos com os amigos.
  • A Alegria de termos recebido alguma surpresa – descobertas que mudam a vida. 

     A Alegria também nos rodeia no facto luminoso de quase tudo o que existe ser colorido e atrair assim o nosso olhar para uma radiação ínfima no espectro daquilo que inspira sorrisos. 

     A meio do espectro da Alegria, situam-se todas as Festas humanas, desde as celebrações de Família àqueles momentos íntimos que só festejamos com os amigos mais queridos.

     Acima da faixa da Alegria que nós, humanos, conseguimos captar, estende-se toda uma gama de notas divinas que já apenas conseguimos pressentir de longe.

     Mas, inclassificável entre todas, brilha, inconfundível, a Alegria que a Festa da Imaculada irradia e que é, ao mesmo tempo, humana e divina.

    Podemos captá-la intensamente, porque envolve a nossa humanidade, mas ao mesmo tempo ultrapassa-a, porque se refere à Liberdade de Maria.

    Esta Liberdade, que  é total e sem falha, que nos está prometida e que Ela viveu perfeitamente, desde o seu primeiro instante, transmite uma Alegria diferente, mas capaz de se entranhar em todas as nossas Alegrias.

OE

A Minha Flor Francisca

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   Imagem: Usplash Senjuti Kundu  

     Neste momento eu tenho 12 anos… como a vida passa tão rápido! Ainda me lembro quando não havia escola e estava sempre nas minhas sete quintas sem estudos ou preocupações.

    Eu gostaria de ter talvez  três anos, pois naquela altura vi uma flor a nascer.

   Nos primeiros dias gostei muito dela, mas, às vezes,  acho que  ela veio para me aborrecer; no entanto, a melhor coisa de ter uma irmã é poder partilhar carinho e  desabafar .

    Os três anos são uma idade em que começamos  a descobrir a noção do “porquê” de haver pré-escolar- termos de abandonar o nosso lar de conforto –  ou o “porquê” de termos amigos .

    Quando a minha flor Francisca teve os seus três anos, já seguia os meus passos; só que era mais avançada; mas ela gosta muito de seguir o meu caminho, de fazer o que eu faço. A diferença é que ela gosta de ser mais perfeita do que eu; como eu digo,  ela é “a menina perfeição” e “a mais bonita do mundo todo”; “a mais bonita, a mais esperta  e a mais convencida do universo” mas acho que é muito boa pessoa, pelo menos dá essa impressão .

    Acho que mudei de ideias: todas as idades são ótimas desde que tenhamos muito Amor na vida.

Federica V, 7C

Tão Leve e Tão Subtil

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     A Alegria é o melhor que há na vida: quando estamos felizes esquecemo-nos das desventuras da vida.

     A cada minuto que passa existe um novo nascimento fruto do amor de um homem e de uma mulher: o amor, também ele é fruto da Alegria, pois antes da Paixão existe uma Alegria que junta esses dois seres.

     Alegria amorosa que atrai os opostos, geração após geração, no abraço fecundo que perpetua a Humanidade.

     A Alegria é a felicidade que há nas pessoas, é como fazer surf nas ondas que torna algumas pessoas tão felizes. A Alegria é algo que não se vê, mas é como se sentisse no corpo apesar de não o tocar. 

      Tão leve e tão subtil, parece entranhar-se nos recessos do ser, por vezes mendigo aguardando guarida.

      A Alegria é estarmos felizes por algo que fizemos de bem: como a maré baixa, vai subindo e fica maré cheia.

     As marés, por vezes transbordam, no oceano agitado da Alegria: fertilizam os terrenos esgotados, encharcam sonhos gastos, fazem brotar, onde o silêncio era deserto, uma canção inesperada. 

Texto a 3 mãos

Manuel N, Franciso B e OE

ALEGRIAS – 3

https://unsplash.com/photos/tvc5imO5pXk   Photo by Robert Collins on Unsplash

     No dia de Natal, acabamos de acordar e vem a Felicidade, olhamos para o dia, achamo-nos na Alegria. O Natal é um momento de Família, todos felizes com coração e paixão, recebemos os presentes dá-nos vontade de agradecer.

     Até quando olhamos para o lado, os amigos estão lá para brincar connosco e para nos ajudar quando precisamos: uma Alegria tê-los ao pé de nós

     Tantas Alegrias nos rodeiam: os pequeninos que sobem à Biblioteca com grandes olhos redondos e ainda nem sabem ler.

  A Alegria está em todo o lado, até mesmo onde se pensa não se ver nada.

   Até com os amigos, quando estamos em grupo com os amigos mais chegados, eu sinto uma Alegria infinita.

     Invisível, sob os acontecimentos, racha o solo do acontecer quotidiano e brota como um repuxo de água viva.

   Tal como uma semente brota em flor, brota a esperança e alegra facilmente o coração de uma pessoa, pois tal como a semente, a Alegria precisa de ser tratada até crescer e ser maior que a soma das suas partes.

     Cuidamo-la, feridos, por vezes, pela vida, mas é sobre ela que nos debruçamos primeiro: a mais vulnerável, a mais jovem, promessa de um Futuro Absoluto que mal adivinhamos.

Texto a 4 mãos:

5A: Joana Cb, Mariana Lm, Matilde ConsOE

Exercício de Escrita Criativa segundo o Livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra. 

ALEGRIAS – 2

https://getstencil.com/app/savedImagem: Stencil   

      Ela própria se torna o motor do nosso viver: tomamos a decisões, atiramo-nos ao nosso trabalho e resistimos graças à sua energia secreta que mantém o nosso coração fiel.

      Se a Alegria fosse uma animal, seria um coelhinho. A alegria tem liberdade, paixão e sentimentos sem fim. 

     A pomba da Alegria voando e se espalhando por todos nós, saltitamos, brincamos e cantamos sobre a alegria de amar os outros ou de ser amado.

     A Alegria da Família é uma coisa amorosa que nem a conseguimos explicar porque é tanto amor, tanto amor que, se fizermos as contas, é infinito. 

     Misteriosa força que move o coração dos homens e parece penetrar até os poros do universo. Quando já não conseguimos captá-la, sobrevoa-nos, divinamente passa, na sua leveza, para além do horizonte. 

    A Alegria é um sentimento de um coração aberto para ajudar quem mais precisa. Quando alguém sente alegria é algo fantástico. 

     Como se fosse desabando por cima de nós, a Alegria cresce, cresce sem parar.

      A partilha multiplica a Alegria, desdobra-a, quebra-a em mil pedaços doces que misteriosamente sobram mesmo depois de todos a terem saboreado.

Texto a 4 mãos:

5A: Joana C, Mariana L, Matilde COE

Exercício de Escrita Criativa segundo o Livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra. 

ALEGRIAS – 1

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   Imagem: Stencil

   Um infinito, uma torrente que desaba, a nossa alma está viva e sente-se em casa na Alegria.

     Livre, cantando sobre mim, a chuva da Alegria!

    A Alegria, quando nós a sentimos, é uma coisa extraordinária. Por exemplo, no amor, há tanta Alegria que não conseguimos parar de sorrir.

    Alegria de um coração puro que a luz irradia na sua transparência ingénua: apesar de todas as dificuldades, como é maravilhoso viver!

    A Alegria é um sentimento que inclui praticamente todas as pessoas, mas mais a Família e os Amigos. A Alegria até pode ser com o cão, o coelho…

    Há tantas formas de a viver: a própria Natureza nos inspira, nos seus mil matizes de cor que parecem sorrisos do próprio Ser.

    A alegria não tem fim: o melhor da Alegria é amor, amigos, família, bom ser e dar-nos bem com as pessoas e bem-estar com os amigos.

     Amigos verdadeiros estão sempre ao nosso lado para quando precisarmos sem até sem serem chamados, brincam connosco, são como nossos irmãos que são para sempre e nunca nos largam.

    Os amigos são como se fossem família. Para termos amigos temos que respeitar, não os aborrecer e sermos uma bondade para eles

Texto a 4 mãos:

5A: Joana C, Mariana L, Matilde COE

Exercício de Escrita Criativa segundo o Livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra. 

Paixões Criativas

Happy child with painted handsCreative Commons License Praveen Kumar via Compfight

     Desde há uma semana, comecei uma ocupação favorita: sou youtuber! Tenho 148 visualizações, 5 subscritores e já realizei 5 vídeos. Os meus vídeos são sobre jogos e coisas reais, tais como um misterioso corredor assustador ou sobre um jogo de GTA. Gosto de ser youtuber porque acho que é uma experiência gira, há muitas pessoas a ver-me e isso importa-me.

     O desporto que eu mais gosto é ténis e o que eu aprecio mais é quando bato a bola com muita força: sei fazer a esquerda e a direita. Psicologicamente, ganho resistência ao fracasso, sinto-me persistente, quero alcançar um objetivo que é ser sempre cada vez melhor; nem que perca sempre, quero atingir um resultado bom!

     Gosto quando estou a conversar à mesa com a minha Mãe e, noutras ocasiões, com o meu Pai: ele gosta sempre de ver futebol ao mesmo tempo.

     Adoro ir a casa dos amigos, tal como hoje, 31/10/2017, dia de Halloween, em que vou a casa do Santiago. Depois vamos tocar à campainha da casa das pessoas a pedir doces! Vou pôr a minha máscara e vou explodir petardos de Carnaval: Pum! Pum!

     Vamos comer doces ou fazer travessuras! Levamos uma enorme abóbora que abre, onde guardamos os doces.

     Em relação ao tema global dos Valores que estamos a viver este ano, o Halloween pertence à Alegria.

Lourenço J, 5A

Salvação na Tempestade

     Buoy

Patrick McDonald via Compfight

     A Vida é um Cruzeiro que parece não ter fim.

     Tanto na Vida como no Cruzeiro existem partes onde navegamos em águas mais calmas, onde tudo nos corre bem, mas depois encontramos sempre umas águas um pouco mais agitadas, ainda que não seja nada que não se consiga ultrapassar.

     O problema é que existem as tempestades, onde tudo nos parece correr mal. O nosso barco começa a virar-se, quase ao ponto de se afundar: esses são os momentos que mudam tudo.

     Podemos tentar continuar a lutar, mas a tempestade, como se nada fosse e o barco com o risco de se partir. Ou podemos simplesmente aceitqr e voltar para trás: preparamo-nos e, depois, sim, avançar.

     Se cairmos da borda temos de encontrar uma pedra para nos agarrarmos e sobrevivermos até a tempestade passar.

    Eu, pelo menos, sei que terei sempre uma pedra à qual me agarrar nas tempestades, umas asas nos pés para quando quiser voar, o vento nas costas para me empurrar, quando não tiver coragem para avançar e um porto seguro para quando houver tempestade.

    E isso tudo resume-se a uma única coisa ou, melhor dizendo, a uma pessoa: chama-se Raquel, a minha Mãe, que ainda há pouco tempo me ajudou numa imensa tempestade.

Aluna Convidada que não Assinou.

O Dizer do Sentir

https://getstencil.com/app/savedImage: Stencil      

       A Vida é como um vulcão em erupção: com altos e baixos, mas temos de os superar. A Vida não é um sentimento que se escreva em três linhas, mas um sentimento que se vive desde que nascemos até que morremos.

     O sorriso é como uma árvore cheia de frutos, dá muita alegria; só um sorriso pode valer tudo; o sorriso é transmitido a quem o capta.

     O olhar límpido parece-se com uma cascata: ela nunca para, está permanentemente a voar, se ela parar, explode. É como no olhar límpido: temos de dizer o que achamos sem medo de avançar e sofrer as consequências.

     O amanhã ninguém o espera, mas é como uma estrada cheia de pedras, nunca sabemos se vamos cair ou se vamos ficar intactos.

Federica V, 7C

Festa Surpresa ao Prof de HGP

  Surprise party !Creative Commons License Waqas Mustafeez via Compfight   

       No Domingo, o Prof de HGP fez anos e fizemos uma festa surpresa para ele. Ele gostou muito: quando entrou, ficou muito feliz; ele não estava à espera.

      Na 6ª feira, a Bárbara, que trouxe gomas, pediu para cada um trazer algo de comer ou de beber para a festa. A Leonor trouxe um bolo de ananás que é o preferido do Professor. Eu trouxe pipocas e pusemos tudo numa mesa.

      A sala ficou às escuras e nós escondemo-nos debaixo das  carteiras. Quando o Professor abriu a porta, nós cantamos-lhe os Parabéns!

      Neste Professor, eu aprecio ele explicar bem  HGP; o ano passado, descobrimos que o professor desenha muito bem, toca piano e canta. É uma pessoa alegre e que nos transmite boa disposição; ele perdoa os rapazes que fazem disparates e, ao mesmo tempo, tem autoridade.

     O Professor é justo com toda a gente, às vezes tem de perder a paciência com alguns colegas para a aula ser de todos.

     Estas festas de anos de surpresa são importantes para fazermos os outros mais felizes e para celebrarmos o grande mistério de nós existirmos.

Carolina A, 6D

Entrevista à Nossa Bibbliotecária Lola

Mexico Bound

Kenneth Spencer via Compfight

       Temos connosco, no nosso Programa de Rádio MDM, a famosa Bibliotecária Lola. O nosso objetivo é conhecê-la ainda melhor

        Gostaríamos que nos explicasse por que gosta tanto da Formiga.

       Gosto muito da Formiga, eu descobri um amor novo que nunca tinha sentido e nunca pensei ser possível. É um sentimento único que me transmite tranquilidade e uma amizade profunda: a minha “menina preta” como lhe chamo, gosta de mim de qualquer jeito e eu dela. 

http://cadescrita.edublogs.org

Imagem: Gentileza da Entrevistada

      Que motivos a levaram a escolher a sua profissão?

      No início foi apenas coincidência, mas afinal acho que nasci para isso, estar junto das crianças.

     O que mais aprecia no convívio com os alunos? 

      Poder ajudá-los a transformarem-se em adultos melhores, mais humanas, darem valor ao que realmente é importante na vida: serem felizes. 

     Partilhe connosco um ponto alto da sua vida profissional.

     Um dos melhores foi um abraço que recebi de uma aluna ao fim de dez anos e me disse: “-  Foste uma das pessoas mais importantes na minha Adolescência!

     Como tem vindo a realizar, este ano, o seu Projeto de Acolhimento e de Compromisso com os seus Alunos? 

     Tenho tentado  bem fazer com que eles compreendam o que é estar numa Biblioteca e façam dela um espaço agradável para todos.

     Obrigada, Lola, por ter vindo enriquecer o nosso programa com a sua generosa partilha. 

    Tenho de agradecer ao aluno Miguel M por se ter lembrado de mim e também à mentora Prof Inês Pinto.

Miguel M e Lola H

Programa de Rádio MDM

O Que o Meu Coração Ama

Sunny Studio Two Scoops Rainbow Sherbet Card Mendi Yoshikawa via Compfight

      Adoro ir ao Bounce, porque é fabuloso saltar e divirto-me imenso, principalmente quando vou com amigos.

      Gosto muito de fazer anos e convidar amigas, porque há tantas coisas divertidas para fazer: festa de pijama, apanhadas, comer doces, brincar com insufláveis, lutas de balões e corridas.

     Sabe-me bem, de vez em quando, saborear um belo gelado com a Família  e com os amigos, até só de o escrever, já me estou a babar. Os meus sabores preferidos são: avelã, stratiacella, nata, meloa e baunilha.

      Estar com a família é algo que o meu coração ama e eu também amo. Por exemplo, mesmo quando eu estou zangada com os meus pais, ainda sinto o meu coração a bater.

      As amigas são também como os pais, mas ainda assim, não há amor maior do que o dos pais, mas os amigos também são algo muito precioso.

Joana Cb, 5A

O Que Eu Mais Amo

     Eu adoro ir à praia, porque quando eu vou para a água, sinto-me livre!
    As festas para mim, são magia, celebração de algo como o Halloween, com bruxas e fantasminhas.
     Eu gosto imenso de chocolate: quando como um bocado, quero comer o resto, nunca deixo sequer uma migalha e fico cheia de energia!
      Eu amo a minha família, é o que eu tenho de mais valioso;  no Domingo costumo ter um almoço: só eu e o meu mano de 14 anos, os outros são todos adultos e falam ao mesmo tempo em conversas cruzadas!   
     Os amigos são as pessoas em quem podemos confiar. Quando eles fazem anos, gosto tanto de ver a alegria no rosto deles quando recebem um presente.
Mariana L 5A

À Conquista dos Modos de Estudar

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Imagem: Stencil

  Esta manhã, na Oficina, a Margarida Rs e a Maria Pr do 5º Ano partilharam a sua reflexão sobre o seu itinerário de estudo desde o início do ano.

1 Fazer um horário de estudo em casa

Maria e Margarida – Fazemos com os pais; não é um horário fixo, mas a combinar em cada dia os tempos e os intervalos de estudo.

2 – Como cumprir as tarefas de estudo: TPC, estudo e preparação de Testes

Margarida – Faço só os tpc. Só se há teste é que leio o manual.

Maria – Leio a lição do dia se for HGP, Port e CN, depois faço os TPC e arrumo a mochila.

3 – Preparação dos testes

Maria e Margarida – Dividimos por partes a matéria, para estudar aos poucos e só se revê tudo na véspera.

4 – Métodos de Trabalho

Margarida – Marco as páginas,  depois leio, seguidas, todas as páginas e volto a fazer 4 ou 5 vezes. O que sei mais leio para dentro, o que sei menos leio em voz alta. Geralmente, enquanto estudo, ando de um lado para o outro no meu quarto

Maria Leio a primeira  página toda, depois resumo num caderno de estudo A5; quando estou na secretária, que é poucas vezes, ando às voltas na cadeira que tem rodas.

5 – Revisões Finais na Véspera dos Testes

Maria e Margarida Perguntas e Respostas com a Mãe. Se não souber, leio de novo.

6 – O que ajuda à concentração:

Maria e Margarida   O Silêncio, um sítio confortável.

7 – Uma sugestão que possa ser útil para os colegas compreenderem melhor o que se passa na sua mente

Maria  – Estou a andar de bicicleta, faço uns dez pedais e depois treino a tabuada: repito-a enquanto vou a pedalar. Quando vou ao golfe do meu avô, estou a fazer tacada, não penso bem no ângulo, mando com jeito, penso como devo pôr o braço, em qual ângulo, mas sem pensar em números.

Margarida Por exemplo, eu vi o mapa da Península Ibérica e o meu pensamento repetiu:  “Pirinéus”. Podemos tentar ver e ouvir mentalemente.

A Oficina de Escrita agradece este precioso contributo para a nossa iniciação em questões de Metacognição.

Maria Pr 5B e Margarida Rs 5C

Conversas na Oficina

Partilhando o Itinerário de Estudo

https://getstencil.com/app/savedImage: Stencil

 Esta tarde, na Oficina, o Miguel M e o Francisco M N  do 6ºA partilharam uma reflexão sobre o seu itinerário de estudo desde o início do ano.

1 – Horário de estudo em casa

Francisco – Quanto ao Horário, sei o que faço: na 2ª, 3ª 5ª e 6ª tenho karaté e basquet, por isso não consigo estudar. Às Quartas, estudo com a minha Mãe e, ao fim de semana, às vezes. Tenho torneios de Basquete e quase não consigo estudar. Por exemplo, amahã vou ter toda a manhã torneio e só vou ter dois dias para estudar para os próximos testes.

Miguel Sei que estudo 2ª 4ª e  6ª e alguns Domingos. Pratico Karaté à 3ª e 5ª. Ao Sábado vou aos Escuteiros e não posso estudar; alguns fins de semana vamos acampar. Este fim de semana vou para fora.

2 – Qual o grau de dificuldade do TPC que tem prioridade

 Francisco – Começo por fazer os TPC mais  difíceis. Se tiver tempo no próprio dia faço logo, se não faço no dia anterior.

Miguel – Quanto mais tempo demorem é que decido: faço os que demoram mais no fim. Para ter tempo de ainda fazer alguns e não ter faltas a todos.

3 – Intervalos durante o Estudo

Miguel – De matéria em matéria, ou quando acabo um TPC, faço pausa.

Francisco – Como estudo com  a Mãe também vamos conversando. Se há uma pergunta que não percebo vou estudar ao manual.

4 – Preparação de Testes

Miguel – Estudo na semana da véspera, estudo por capítulos ou partes.

Francisco – A Mãe vai ao “inovar”, tira o horário dos testes e cola na minha secretária.

5 –  Estratégias de Estudo

Miguel – Costumo estudar aos poucos, a minha mãe arranja-me fichas e faço exercícios dos livros.

Francisco –  Neste momento estou a usar uma técnica de estudo que a minha Mãe usava: lemos tudo seguido, mas parando em parágrafos ou assuntos: lemos várias vezes e repetimos várias vezes.  Gosto de repetir em voz alta. A Mãe faz uns apontamentos e eu levo-os no carro e vou dando uma olhadela até mesmo antes do teste.

Miguel – Lendo os resumos do final dos capítulos e depois a minha Mãe faz-me perguntas. Se não souber, vou ler de novo. E a Mãe repete as perguntas de novo.

6 – Ao rever mentalmente uma regra, uma fórmula matemática ou uma informação para ser classificada, forma-se uma imagem interior visual ou auditiva? Como é o  “fantasminha mental”. Ex:  Experimentemos somar 49 com 11.

Francisco – No 5º ano conseguia fechar os olhos e ver as palavras ou então ouvia a voz do prof a falar. Este ano uso mais a técnica da Mãe que é repetir em voz alta.

Miguel – Ouço a voz do meu pensamento; fecho os olhos, vejo luzes de várias cores ou efeitos enquanto o pensamento dita a matéria.

7 – Revisão Final para o Teste:

Francisco – Os Apontamentos da Mãe.

Miguel  – Na véspera, com a Mãe a fazer pergungtas. 

8 – O que favorece a concentração:

Miguel – Silêncio ou com alguém que não brinque, como o Pai ou a Mãe. Em total silêncio.

Francisco – Completo silêncio, no quarto, com a porta fechada; às vezes, quando estou a ler a matéria, meto uns “fones” e leio tudo, depois fico a pensar enquanto a música dá. Música calma, tranquila.

Sugestão de uma pergunta que seja útil aos colegas na iniciação à Metacognição

Francisco Pensem num quadro e num giz a escreveros números vendo o movimento dos números a aparecer à medida que o pensamento os dita.

Miguel – Pensem numa pergunta matemática: depois fechem os olhos e digam como é que fizeram a conta na vossa cabeça.

A Oficina de Escrita agradece este precioso contributo para a nossa iniciação em questões de Metacognição. 

Miguel M e Francisco M N , 6A

Conversas na Oficina

Ser Humilde

   Photo by Vittorio Zamboni on Unsplash

  Photo by Vittorio Zamboni on Unsplash  

    Ser humilde é uma atitude que deve ser trabalhada todos os dias, pois tal como uma rolha de cortiça na água é constantemente empurrada para a superfície, assim também nós sofremos de uma tendência para sermos o centro de tudo.

 Ser humilde passa por:

  • Tratar bem os outros;
  • Reconhecer o próprio consciente: ficamos a saber algo mais sobre nós; 
  • Os outros  recebem mais atenção, percebem que alguém os compreende.
  • Não é só ser carinhoso e amável, mas sim partilhar ativamente os seus dons com os outros, por exemplo: 
    •  um pintor partilha os seus quadros; 
    •   um professor partilha a sua sabedoria;
    •  um padre partilha a sua religião viva.  

     Como qualquer outro valor,  podemos treinar a humildade de formas muito simples, no quotidiano, tais como: 

  • Esperar uns segundos antes de falar quando uma discussão se torna acesa demais.
  • Ao longo de uma conversa, tomar a decisão consciente de escutar mais do que falar.
  • Apreciar a proximidade dos outros formulando perguntas não intrusivas mas que ajudam os outros a mostrar a riqueza dos seus pontos de vista.

      Ser  humilde tambémm é ser capaz de se dizer as atitudes de que não se gosta no outro, sem precisar de magoar alguém.

Margarida CC e OE

Texto a duas mãos segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra 

Trabalhando o Compromisso

   http://cadescrita.edublogs.orgImagem: Oficina de Escrita

“Todas as Vidas são Compromissos” 

Jacqueline Rémi

      Em Outubro estamos a trabalhar o Compromisso; ele pode consiste em agradar e ajudar uma pessoa que precise que alguém se comprometa com ela, por exemplo: 

  • Um colega que não sabe fazer amizades; 
  • Os colegas mais inteligentes ajudarem – “sem se armarem – os que têm mais dificuldades.
  • O Professor de Matemática compromete-se a ajudar-nos puxando por nós, mandando-nos calar, para mantermos a atenção, o nosso futuro ser melhor e não ficarmos ignorantes.

Margarida Cc, 6A

Aceitando as Diferenças

  htp://cadescrita.edublogs.orgImagem: Oficina de Escrita     

     Em Setembro, trabalhamos o Acolhimento. Tínhamos uma tabela de madeira pendurada à porta da sala:

  • Juntámo-nos em Grupo para discutirmos o que é “ser +” e o que é o Acolhimento.
  • Depois da discussão, partilhamos em Grupo-turma.
  • Concluímos que a melhor interpretação para esta palavra era: “ACEITAR AS DIFERENÇAS”.

       A nossa Diretora de Turma disse para estarmos atentas às pessoas, não só aquelas que são verdadeiros mendigos e refugiados, mas também às que estão mesmo à frente dos nossos olhos. Por exemplo:

  • Um colega que está sempre sozinho e não comunica, a não ser com o seu telemóvel – falamos também sobre este problema.
  • Outro colega fez anos e nós não demos por nada, mas ele trouxe chupas para todos. Reconhecemos que a sua postura e o seu silêncio nos afastam e não sabemos como fazer.

Margarida Cc, 6A

Autogestão e Estratégias de Estudo

https://getstencil.com/app/saved

     Imagem: Stencil

     Esta tarde, na Oficina, o Afonso F e o Alexandre B do 6ºD partilharam a sua reflexão sobre o seu itinerário de estudo desde o início do ano.

1 – Horário de estudo em casa

Afonso Posso aperfeiçoar o meu horário pessoal por escrito, atendendo a que tenho Natação duas vezes por semana e vou começar o Inglês, aqui no CAD.

AlexTenho horário fixo de estudo nos dias da explicadora e nos outros faço-o com a mãe; o tempo de trabalho depende se vou ou não a casa da avó.

2 – Intervalos durante o Estudo

AfonsoA Mãe obriga-me a estudar um tempo determinado e depois faço intervalos. Se estou com o Pai, nesses intervalos,  saio de bicicleta pela Serra de Sintra, fazer “Cache”, que é um jogo em que usamos uma aplicação do telemóvel.

Alexandre – A minha mãe dá- me uma hora ou meia-hora, para eu descansar e fazer o que eu quiser.

3 – Qual o grau de dificuldade do TPC que tem prioridade? 

Afonso  – Começo pelos TPC mais fáceis, para ser mais rápido e fico com tempo para os mais longos;  assim, se não conseguir fazer todos, tenho menos para justificar na Agenda.

Alex Começo com os TPC mais difíceis, para ficar com mais tempo  livre. Chego a casa, descanso e só depois vou estudar. Dou prioridade a Português e a Matemática.

Afonso – Se eu tiver TPC numa disciplina em que só volto a ter aula daí a dois ou três dias, se tiver mais outros TPC para o dia seguinte, espero pela  véspera da próxima aula; senão despacho logo.

Alexandre – Faço logo, normalmente.

4 – Preparação de Testes

Afonso Na véspera faço um resumo  e 3 ou 2 dias antes a minha Mãe escreve os apontamentos para eu estudar por partes.

Alex Na véspera faço uma revisão: com a minha explicadora; antes, em cada dia, fazemos os TPC e depois, vemos na Agenda quais os testes que se aproximam e vamos estudando  por partes.

5 – Estratégias de Estudo

Alex –  Leio sempre 3 vezes por parágrafos; repito duas vezes; nas perguntas, repito 3: a 1ª vez, em geral, não percebi, a 2ª foi mais ou menos, a 3ª vez, já tenho a certeza do que se pede.

Afonso – Leio sempre 3 vezes as perguntas e duas os parágrafos; só às vezes faço resumos. Geralmente os apontamentos da minha Mãe são perfeitos e não os escrevo.

6 – Ao rever mentalmente uma regra, uma fórmula matemática ou uma informação para ser classificada, forma-se uma imagem interior visual ou auditiva? Como é o  “fantasminha mental”. Ex:  Experimentemos somar 49 com 11.

Alex – Ouço o pensamento.

Afonso – Depende – O  pensamento ditou: “quarenta e nove mais um cinquenta mais dez sessenta”.

Alex – Eu vi 49 + 1 = 50 +10 = 60

Afonso – Quando me pedem contas eu primeiro faço auditiva e depois visualmente.

Alexandre – As contas difíceis eu torno-as fáceis.

7 – O que favorece a concentração?

Alex – Fechar-me no quarto, em silêncio total, fecho os vidros das janelas e começo a raciocinar, amo  o estudo.

Afonso – Não consigo estar muito tempo em silêncio, começo a distrair-me e então ponho alguma música. Não muito agitada, mais “soft”. Gosto de estar sentado no sofá da sala ou no meu quarto.

A Oficina de Escrita agradece este precioso contributo para a nossa iniciação em questões de Metacognição.

Afonso F e Alexandre B, 6D

Conversas na Oficina

A Solidão do Compromisso

sunset Françoise Kervarec via Compfight

     Há uma solidão própria ao homem livre: há-de estar pronto e desperto para o combate do dia. Há de responder á aurora com o seu próprio movimento.

    Há uma solidão que se adensa no trabalho, quando a concentração permite compreender o que permanece exterior e de algum modo o assimila para si mesmo e o torna, por aí, interior.

    Há uma solidão “por entre as gentes”, um jogo que permite a relação, uma distância que cuida e reconhece o valor incalculável de uma outra presença.

    Há uma solidão em relação a todos, porém, que não tem paralelo com as outras, e para a qual não há compensação.

    Cada um de nós responde por todos os outros e nesse espaço não cabe partilha alguma, é a condição oculta da comunhão.

     É uma solidão em esforço, em andamento, buscadora.

     Ela saiu pelo lado de dentro na direção de embora e tudo o que permanece aquém, na larga esfera do mundo, não pode adivinhá-la nem sequer reconhecer-lhe os traços.

     Quem se subtrai para tal solidão não deixa vestígio algum da sua partida. Persiste, em território sem limites, caminha segundo o impulso cego do seu coração.

     Essa solidão é ela mesma uma marcha, uma aproximação ao que só se lhe torna acessível porque a supera totalmente.

OE

Acolher, Comprometer-se, Ser Pacífico

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Imagem: Unsplashing

    Em relação ao acolhimento, no princípio do ano, vi um aluno que, no ano passado era muito popular, mas não era acolhedor; este ano estava diferente: ajudava todos. Com isso, ele deixou de ser popular e os antigos colegas não o acolheram. Agora, ele convive com quem é com ele e, na realidade, está muito mais feliz do que estava antes.

Alexandre T

    Comprometer-se – é uma palavra gira, não é? Mas sabem o que quer dizer? Comprometer vem de “prometer” algo a si próprio, como, por exemplo, acolher as pessoas que foram vítimas do incêndio gigante aqui em Portugal. Eu já fiz isso, porque uma amiga da minha mãe e outras pessoas ficaram sem nada. Eu dei muitos dos meus brinquedos a crianças que necessitavam. Sei que não é o suficiente, mas se todos ajudarem, é diferente.

André  R

     Ser Pacífico é quem ajuda toda a gente. Se as crianças forem pacíficas, já é uma ajuda para melhorar o mundo. E se os pais retribuirem, vão passar boas impressões aos filhos. 

Alexandre T

      Paz. Que Palavra profunda e bonita, não é? Paz tem a ver com ser pacífico, como, por exemplo, não começar uma guerra. E sabem como se faz? Não é com armas, nem ameaçando: é chegar a uma conclusão que é boa para os dois indivíduos. Por acaso usamos uma arma – essa podemos usar para o bem e para o mal – que é a palavra, mas, neste caso, usamo-la para o bem.

André  R

A Vida, um Sorriso, um Olhar Límpido

     http://www.cultureuniversity.com/shhh-values-economy-arrived/

Imagem: CultureUniversity.com

     A Vida não é um assunto que se escreva em duas linhas, é um mistério que se sente.

     A Vida, multiplicada em risos, desce, numa cascada vertiginosa, pelos rochedos do Tempo. Sabemos que o sofrimento é capaz de dobrar os corações, mas a Vida é em si mesma um ímpeto de Alegria incontida, um espumejar de entusiasmo que brota de nascente.

    O Sorriso é o melhor bem da Vida: com um sorriso podemos fazer mil maravilhas: podemos alegrar alguém que esteja triste; o nosso sorriso é como uma rajada que leva alegria a todos os que são capazes de a captar.

     A maravilha do Sorriso é uma cintilação rápida do infinito que dardeja, entre dois amigos, um pacto invencível: serão fiéis, prometem-se apoio mútuo, confiam sem limites.

     O Olhar límpido é um sentimento que não nos deixa conter: temos de desabafar, é como um rio, nunca para.

     O Olhar límpido é uma seta tensa no arco, pronta a voar a direito: o pensamento está firme, apoiado nas palavras claras que deixam correr o sentido direito ao seu fim: não há traição nas terras da Lealdade.

Federica V e OE

Texto a duas mãos

Exercício de Escrita Criativa segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra

O que Diz a Vida?

Late autumn colorsCreative Commons License Sebnem Gulfidan via Compfight

     Recomeçar é sempre o desafio que nos vivifica e cria uma expectativa pura. Retomamos as grandes questões do início, adentramo-nos na Vida, onde ressoam, intactas, as interpelações daqueles que se tornaram amigos únicos, companheiros de navegação.

“Estás vivo, és alguém que se possa interrogar?”

    O que diz a Vida, nesta madrugada serena em que Deus embrulhou o sono do mundo, aconchegando-o no Ser?

    A Vida diz a Alegria pura de existir; diz a Paz enérgica do acontecer, diz a muda e perpétua Interrogação assombrada dos homens perante a maravilha do Ser.

     A Vida também se deixa dizer como um caminho aberto à mão, trabalhado em direto com as energias puras da alma que permanecem, por graça, em sinergia com o Senhor:

“Quem somos? Para onde vamos? O que fazemos aqui?”

     A Vida exulta também na comunhão em que se tece, urdida de tecidos e cuidados, pequenas tarefas úteis oleadas na vastidão dos sonhos solidários.

     Somos uns dos outros, nunca é demais cantá-lo: é nesse balancear de trapezista atirando-se ao vazio, na confiança de ser acolhido, que mais nos assemelhamos à comunhão de Deus no Seu ser Trino.

OE