Conversas na Oficina: Uma Raposinha no AquaPark

On the Run! Pat Gaines via Compfigh

          O Dia começou como normal, com o Túlio, panda vermelho ou pequeno, que acordou e disse:

    – Vou pintar as caras dos meus irmãos e irmãs com pasta de dentes.

     E desenhou uns bigodes ao Vanya, o cabrito; e com a caneta desenhou os olhos e foi ter com a Svetlana, eu, a raposa com seis caudas e penteado vavilonas e também sou um Pokémon Vulpix, nº 37 e desenhou-me uma barba e uns olhos.

     Eu acordei e ralhei:

     – Tuuuuuulio! Apaga isso, depressa!

     O Tuliou apagou e disse-me:

     – Tu viste a tua cara?  – E riu-se.

      Eu, Svetlana, dei-lhe uma bofetada:

      Twack! E afirmei:

     – Se me voltas a fazer isso, vais ser o meu saco de boxing!

     Ao pequeno-almoço os pais perguntaram:

    – Crianças, sabem onde nós vamos?

    – Vamos ao Aquapark?

    – Claro! – responderam os pais.

       Nós fomos numa caravana, o Tulio, os seus irmãos, eu, os cachorrinhos de Huskie, Aliosha, Grisha, os cachorrinhos de Boxer, todos  para o Aquapark e, no minuto certo, os cachorrinhos de Huskie, exclamaram:

      – Estamos cansados! – a viagem era longa.

    Quando chegaram, eu mostrei os Escorregas radicais, chamados “Tornado-Kamikaze-Whirlwater”.

     Eles experimentaram as  diversões mais espectaculares. Recordo quando Vanya gritou:

     – Não Quero!

      Mas depois, todos se divertiram imenso e regressamos à noite. Nunca me esquecerei desse dia maravilhoso.

(Em parte ditado)

Svetty T, 5B

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Conversas na Oficina: Ideias para o Futuro

Elite Dangerous / Careful of the AsteroidsCreative Commons License Stefans02 via Compfight

      Avalio o meu desempenho como suficiente. Subi muito em Moral, mas tenho que estudar mais para Português, pois desci. A HGP desci a média e a CN muito pouco.

     A Português desci por causa dos tempos dos verbos, e o que é mais difícil para mim nos testes são as interpretações de texto. Nas composições posso melhorar os advérbios e as preposições.

      A minha estratégia para HGP é escrever apontamentos, tentado fazer por palavras minhas e uso as do Manual que não posso mudar. O meu Pai estuda um pouco comigo.

      A CN desci muito pouco, mas devido à forma como as perguntas são feitas. A Estratégia de recuperação vai ser estudar mais sobre os  animais fazendo perguntas por palavras minhas e imitando os exercícios do teste.

     A subida a Moral foi graças ao resumo que o Prof nos deu; escrevi algumas ideias do papel que o Prof nos deu, acrescentei outras ideias do Manual e fui buscar outras ideias à minha cabeça. Gostei de pensar sobre os sítios em que Jesus foi um homem verdadeiro e verdadeiro Deus e onde viveu na Terra.

     Os meus Projetos de Páscoa são fazer alguns ovos de decoração, comprando doces para comemorar, se conseguir. Brincar com a minha vizinha, é a única companhia que tenho, é como a minha melhor amiga. Gosto de desenhar, uso um caderno de folhas lisas, desenho por imaginação, pois ganho as minhas ideias nos meus sonhos, quando estou a dormir à noite. Tenho uma cabeça fresca, lembro-me bem dos sonhos.

     Estou a ajudar um rapaz que tem cancro, com toda a minha Turma: compramos alimentos,  vendêmo-los por preços mais baixos e enviamos o dinheiro para esse menino, que se chama Tiago.  

     Desejo que nós ajudemos todas as pessoas do mundo que precisam de ajuda!

Michael S, 5A

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Conversas na Oficina: MB e MM

Imagem: Oficina de Escrita

MM – Qual é o teu um objetivo para o 3º Período?

MB – Voltar a subir a HGP, pois desci muito.

MM – Eu subi a Matemática: tive 73% e quero continuar a subir. Outro objetivo é subir a HGP, em que também desci muito, mas estudei imenso.

MB – Estudaste mal.

MM – Eu desci porque achei as perguntas difíceis. A matéria também é muito árida.

MB – Eu distraio-me na aula e devia ter estudado mais. O Gonçalo e o Flor distraem-me na aula.

MM – Passa-se o mesmo comigo. Subi às outras disciplinas, mas o Prof não me deixou mudar mais para trás. Continuo entre o Areia e o Gonçalo.

MB – Também subi ás outras disciplinas. Já tenho 60% a Português.

MM – Um bom método de estudo, para mim, que sou mais visual, é escrever resumos com cores diferentes.

MB – Faço desenhos, sobretudo a Ciências e sou mais auditiva.

MM – Um bom momento deste Período foi quando faltei á escola: fui à Serra da Estrela e queimei a mão na neve; caí a fazer sky.

MB – Um bom momento foi a Festa do meu Amigo: fomos todos juntos ao Bounce, com os melhores amigos e depois fomos todos juntos para casa dele.

MM – Os meus projetos de Páscoa são passá-la em Família. Tenho 19 primos e a minha Tia está grávida de gémeas: vão ser 21 e, ao todo, somos 42 primos direitos. Nós, os pequeninos e só até aos dez anos, fazemos a caça aos ovos. Eu e a minha prima vamos receber um buldog francês e estamos a pensar fazer uma caça ao tesouro com poistas para os priminhos pequeninos.

MB – O meu projeto é que a minha avó melhore e pare de subir o escadote. Ela vive no Folhadal, ao pé de Viseu. Na Páscoa vou vê-la e tenho um primo lá também. Vamos tentar convencer a Vovó para não viver sozinha.

MB e MM – Os valores supremos para uma vida feliz são a Família e os Amigos.

MM – Fiz uma experiência solidária indo ao Shopping recolher comida para o Banco Alimentar.

MB – Também fazia isso quando era escuteira. Havia uma Senhora com dois cães que não tinha dinheiro, mas nós ajudamos a Senhora e os cães. Ela vivia num cantinho, no meio da rua.

MB e MM – Para Inovar a Escola, podemos fazer jogos para aprender. Por exemplo, o Str de Matemática diz “Barra – 4:2” e nós fazemos as contas e vamos a correr buscar o lenço. Também podemos fazer mais trabalhos de Grupo, usar suportes digitais. Temos muito mais ideias com os outros.

MB – Se aparecesse alguém, quem escolherias?

MM – Justin Bieber! No dia dos anos enviei-lhe uma mensagem. É o adolescente mais famoso do mundo! 

MB – Alguém que merece um magnífico obrigada é a minha Avó. Porque sempre cuidou de mim quando eu estava doente. Convivemos muito quando eu era pequenina. Fez dia 14 um ano que ela morreu.

MM – A Minha Avó! Gostaria tanto de a rever!

MB – Eu também gostava tanto de a rever. Porque também me encheu de carinho!

Maria B e Maria M, 6ºB

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Conversas na Oficina: Projetando o Estudo – Svetty

Choose Your Own Adventure

chiaralily via Compfight

     Avalio o meu desempenho, neste período, como suficiente. Mantive quase todas as médias, incluindo a média excelente a Inglês, mas desci a Matemática e a Português.

     Penso ter descido a Português porque os complementos são difíceis, há longos textos e interpretação para escrever e não consigo escrever muito, porque fico cansada.

     A Ciências não subi mais por falta de atenção nos testes, pois nas aulas estou com atenção. Mas nos testes quero fazer depressa, para poder esperar que toque e desenhar. Enquanto não desenho as minhas ideias, estou inquieta, sinto-me nervosa.

      Como estratégia, para melhorar, vou fazer os meus testes a duas velocidades: 1º rapidamente, depois, mais lentamente, para ver e corrigir o que já fiz. Não vou levar papelinhos de apoio para os testes de HGP, isso não é justo.

     Para subir a Português, vou agendar 5 etapas de estudo; vou ler o “Príncipe Nabo” e estudar as categorias do Texto Dramático.

    Para subir a HGP, também vou agendar etapas; depois leio por parágrafos, tapo o livro e repito por palavras próprias. Em seguida vou escrever apontamentos.

    Para que o ambiente na aula seja melhor, tenho o direito de pedir para não ser incomodada com pequenos ruídos feitos de propósito para me desconcentrar.

     Projetos de Arte para estas férias: Vou desenhar “A Guerra dos Balões de Água” em banda desenhada, um “Aquapark” e um Holmes Place” de SPA e lazer. Vou também escrever sobre “Aventuras de Crianças com Cauda”, que são bandas desenhadas sobre animais antropomórficos – na internet chamam-se “Furry”.

     Um bom momento deste período foi escrever com a Prof Inês.

Svetlana T, 5B

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Conversas na Oficina: Projetando o Estudo – Afonso S

'Learning how to monk'

Gabriel de Castelaze via Compfight

      Avalio o meu desempenho, este 2º Período, como muito bom. Subi a Matemática, mantive quase tudo e desci um pouco a Português.

     A subida a Matemática deveu-se a ter estudado com o Francisco N e de ter passado a estar mais atento nas aulas.

     A descida a Português deve-se a ser uma disciplina em que estudei menos, porque houve muitos testes perto. Senti que esses testes eram mais importantes, porque tinha médias mais baixas nessas disciplinas, por isso estudei mais para esses testes.

     Reformulando os objetivos para o 3º Período, gostaria de subir a Português e gostaria também de poder melhorar a Matemática.

    A minha estratégia de estudo preferida é quando a minha Mãe lê e faz uma revisão comigo; para Matemática, eu simplesmente faço exercícios, a minha Mãe vai ao livro de atividades, vê o que já foi feito e usa o que não foi feito, ou apaga tudo para eu fazer de novo.

Afonso S, 5C

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Conversas na Oficina: Projetando o Estudo – Layane

Adventure - Option 1

chiaralily via Compfight

 

Avalio o meu desempenho este período como sendo bom; mantive a minha excelente média a Inglês, subi, desci e subi a Matemática; desci a Português e a HGP.

     A subida a Matemática deve-se a ter estudado muito durante dois dias, à base de exercícios e sem telemóvel.

    A descida a HGP deve-se a eu achar muito difícil o texto do Manual. O professor explica muito bem; decorar é que é difícil. Às vezes recordo o que ele escreveu no quadro e as coisas que disse. Por exemplo: a data de 1415, disse que era 14 – 15, tornou-se fácil. No teste, lembrei-me do Prof. Paulo a falar.

    Reformulando os meus objetivos para o 3º Período, gostaria de subir a HGP, a Ciências, a Português e também a Matemática.

     A melhor estratégia será estudar uma semana antes de cada teste por etapas. Em HGP, gosto de ler um pouco, tapo e depois digo por palavras minhas. Em CN, escrevo apontamentos e depois verifico no livro. Desta vez vou estudar por pequenas etapas, marcando as datas na Agenda, com um quadradinho à frente para depois confirmar com um “V”.

     Desejo a toda a gente uma Feliz Páscoa e que vivam dias muito bons!

Layane S,5C

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O Infinito é Vida

Syon House & The Thames From Kew 2 by Simon & His Camera

Simon & His Camera via Compfight

       Como é que se imaginam depois da morte?

       Bem, eu imagino-me a nascer numa espécie de dimensão paralela, mas superior.

      Do meu ponto de vista, a felicidade vai crescer cada vez mais e não só:  a moral das pessoas vai progredir, assim como a Paz vai vencer a Guerra.

      Agora falaremos de um Paraíso Superior e com maravilhosas condições de vida. As fábricas poluidoras já terão desaparecido. Em vez delas, haverá como único combustível, a eletricidade, graças a painéis solares.

      No renascer, espera-nos uma pessoa radiante, que transborda de amor, tal como a nossa Mãe que nos olha com a maior ternura. Se acreditares, Jesus vai aparecer e receber-te-á com a maior Paixão, mesmo se não fores católico.

       Acordarás dentro do sonho da tua vida. Se fosseu eu, gostaria de despertar num mundo repleto de magia e de felicidade e rodeada pela minha família, mesmo os que ainda não conheci.

       Haverá animais, um céu da cor do mar e um mar verde e azul radiante que deixarão as pessoas deslumbradas. Os animais falavam, não eram perigosos, falavam de Jesus e alguns eram profetas.

       Não haveria chão, voavamos e flutuávamos, mas no ar; por cada riso de bebé nasciam flores por todo o lado. As atividades seriam maravilhosas, parecidas com o ténis, o voley e o Surf, claro, e ainda umas surpresas que não consigo descrever.  

      Por um lado, penso que talvez as pessoas boas vão para o pé de Jesus e as más vão para o inferno, mas acho que as coisas não são bem assim, toda a gente merece uma segunda oportunidade.

Federica V, 6B

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Querido Amor Futuro

Exploring the light: hearts

Creative Commons License Philippe Teuwen via Compfight

14/02/2017

     Querido Amor Futuro,

     Eu não sei onde estás, nem onde vives, mas no futuro vamo-nos encontrar… Eu não vou pensar mais, mas sim, vou-te imaginar!

     Serás loiro, tens os olhos azuis. És um amigo simpático, extraordinário, pensativo e comovente!

     A nossa casa seria uma casa gigante, com piscina, jacuzi, com um amplo jardim e um parque enorme.

     A nossa família seria numerosa, com oito filhos: quatro meninas e quatro rapazes. Os nomes seriam: Mariana, Margarida, Maria do carmo, teresa; Manel, João, António e Francisco. Sempre, a seguir ao jantar, íamos deitar os nossos oito filhos e, depois, víamos televisão, os dois deitados no sofá.

     Quando um de nós fosse embora, em trabalho, todas as noites falávamos por video e contavas-me todas as tuas aventuras e diversões. Quando olhássemos um para o outro, sentíamo-nos únicos e felizes.

Maria M, 6B

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Aquela Nossa Paixão

I <3... M&Ms!

Creative Commons Licensekrheesy via Compfight

14-02- 2017

     Querido Amor Futuro,

     Não sei quem és, nem onde estás, mas sei que estás aí algures e o meu coração está já contigo e sei que nos vamos encontrar. Imagino-te simpático, amigável, rodeado de amigos e amigas; loiro, com sardas, com olhos verdes, sonhadores, como uma lagoa tranquila, rodeada de verdura e refletindo o céu – mas, sejas tu como fores, irei sempre gostar de ti.

     Poderás sempre contar comigo para o que der e vier. Quando a mim, eu sou simpática, prestável, fiel, divertida e muito faladora.

      Gostaria que a nossa casa fosse grande, com três andares, uma piscina com escorrega e um grande jardim, uma casa linda e com uma boa decoração.

     Queria ter quatro filhos: duas gémeas e dois gémeos; um cão, três peixes, uma tartaruga e uma coelha.

     Se estivermos longe um do outro, iremos falar todo o dia  e noite e cada um trará lembranças para o outro. Também precisamos de alguns momentos a sós, para falarmos calmamente, sem ninguém nos interromper. Hoje, ao pensar em ti, descobri que nos teus olhos está o meu reflexo, nos teus braços a minha segurança e nos teus abraços está a minha confiança.

Maria B, 6B

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Na Vida, o Amor

   Sunset love

Creative Commons License Dani Vázquez via Compfight

       Um dia, tu encontras uma pessoa, sentes que deves conhecê-la e resolves dar um passo difícil, a primeira palavra: “Oi”.

     E depois da alegria de uma boa resposta e de uma boa conversa, surge o primeiro sinal de amor: a amizade.

     Mas depois de alguns momentos incríveis e de algumas conversas especiais, o amor evolui, e, sem saberes como, tu começas a gostar dessa pessoa. E vocês conversam… e conversam mais. E a amizade evolui para o amor. E depois de um pedido e de um “sim”, a amizade evolui de amor para namor. E depois de muita coisa dar certo, o amor evolui para um novado… e um casamento.

     E, ao contrário do que muitos pensam, é aí que o amor começa a evoluir de verdade. E depois de um tempo no casamento, o amor torna-se à prova de dificuldades. E tu aprenderás a partilhar os teus sonhos e a amar sonhos que não são exatamente teus. E o amor evoluirá para um amor ás costas da vida, ao lado da pessoa que aceitou amar o mundo contigo.

     E depois de um tempo, aprenderás um novo amor: viverás momentos novos, emoções novas e novas mudanças… sempre bem acompanhado. Assim, o amor viverá através dos anos e, ao invés de diminuir, se tornará mais intenso.

     E depois de viveres toda a tua vida, o teu tempo acabará. E a única coisa que levarás é o amor que cultivaste. E a única coisa que deixarás será o exemplo de teres amado.

Lara B, 9A

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Querido Amor Futuro

     Be the Scenery

Aikawa Ke via Compfight

      Querido Amor Futuro,

    Não sei quem és, nem onde estás, mas sei que existes em algum lugar. Hoje, na véspera de S. Valentim, dedico-te este contorno da minha expectativa, esperando que, de algum modo, a minha abertura ao desconhecido possa atrair-te e tocar-te o coração. 

     A nossa paixão, a princípio, levar-nos-á na crista viva da sua onda envolvente e sem qualquer esforço nos julgaremos um do outro para sempre.

    Depois começará a tarefa interminável de transformar essa força num amor encarnado na nossa própria história.

     Podemos lançar mão de todos os recursos, mas creio que na base estará sempre o sentido da solidão intransponível de onde brota a graça e a surpresa de seres tu para mim e eu para ti.

    Essa dimensão é secreta e cresce para o infinito, mas pode e deve ser alimentada com a essencial contribuição do coração ardente que se aproxima de nós no voto de se demorar por toda a vida.

     É a forma do “sim” que configura o nosso horizonte partilhado: por isso, ele permanece aberto e em permanente movimento para mais longe.

OE

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O Nosso Milagre

     

     Era uma vez uma família muito normal. Essa família tinha três crianças e dois adultos e era completamente normal, viviam numa casa no campo e eram muito felizes.

     Mas um dia, a filha do meio, durante a madrugada, quando estavam todos a dormir, começou a chorar de dores de barriga. A Mãe, ouviu e foi levá-la ao hospital. E lá foram elas…

     Mais tarde, quando o médico já a tinha visto, disse que não tinha nada, mas na verdade, tinha uma doença muito grave de indigestão. Mesmo assim, a Mãe ficou convencida que filha tinha qualquer coisa, porque sentia as dores.

     Este é o início de um grande filme que aconselho a todos. Conta a vida de uma menina com uma doença rara que, ao cair de uma árvore num buraco de nove metros, curou-se milagrosamente.

Madalena M, 6C

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O Que Me Dá Asas

     Sportavia Fournier RF4-Redhawks Display Team-Duxford Oct 2010

Feggy Art via Compfight

     Eu vejo no amor as asas de cupido; eu vejo no inferno as asas do diabo mal amado; eu vejo no céu as asas do anjo cristalino, aquelas asas que nos dão asas para voar!

     Numa certa altura, eu vejo tudo pequenino, a pouca distância, eu vejo o anormal; aquilo que eu chamo de divertido é aquilo que não é natural… Brancas, lindas, fofas e ardentes, caindo uma a uma, as plumas daquele ar sedento. Sedento de vento, de nuvens, de amor e paixão, sedento do céu, da imensidão.

    Elas colaram-se nas minhas costas, como o mar beija a areia e não me quiseram largar, eu era como uma sereia.

Lara B, 9A

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Por uma Nova Escola

Youth!Creative Commons License Georgios Liakopoulos via Compfight

        A Escola atual está a influenciar os alunos em vários aspetos negativos, mas também positivos. Nos últimos anos, estão outra vez mais pessoas jovens com problemas de coluna e défice de concentração. Neste caso, demonstra-se que tudo o que é demais, faz mal.

      Os professores dizem muitas vezes a mesma expressão: “A nossa vida não é só a Escola”,  mas às vezes parece que se esquecem dos alunos. Em vez de estarmos sempre só na sala de aula, podíamos ocupar também espaços abertos como o jardim, as mesas coloridas, o recreio atapetado, por baixo do pavilhão, e o nosso pequeno pinhal abandonado.

     Até, por exemplo, podíamos estar a jogar algum desporto, como o badminton,  uma professora fazia um pergunta e nós respondíamos atirando o volante de volta.

      Quando estamos no nono ano, não nos lembramos de muita informação de anos anteriores, que não tenha continuidade: por exemplo, noções de geografia, estudo das rochas, muitas informações históricas…

      Já a Matemática, se não soubermos a tabuada, não fazemos contas; em línguas também o que aprendemos é preciso para elaborarmos mais informação nos anos seguintes.

     Em relação à avaliação, em vez de estudarmos da pag 60 à 120, por exemplo, podemos fazer mini-fichas com cerca de 10 páginas, mais frequentemente; também podemos fazer uma micro-ficha sobre os assuntos dados na própria aula, nos últimos 20 minutos.

      Em vez de os professores corrigirem os nossos testes, nós fazíamos uma ficha, e os professores corrigiam logo na aula a seguir;  nós próprios corrigíamos enquanto os professores apresentavam as soluções no ecrã do computador, não as soluções deles, mas as nossas, que iríamos ditando ou sugerindo, no caso de serem assuntos de discussão.

      Se eu ensinasse a aprender, ensinaria o que era a vida: tinha de estar atenta às aulas, depois íamos arejar; na parte da tarde, quando viesse a sombra, estudava-se um pouco com resumos e apontamentos; de hora a hora, faziam-se intervalos de cinco a 10 minutos. Arrumavam-se os livros, levantavam-se os estudantes e variava-se de lugar: primeiro no jardim, depois por exemplo, num quiosque; outras vezes com amigos. No fim de semana, acordávamos de manhã no sábado, estudávamos até à hora do almoço. Ou então escolhíamos estudar só no sábado ou só no domingo.

          A vida vai mudar: aguentem, esperam, confiem.

(Em parte escrito, em parte ditado)

Sofia L, 9A

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Querido Eu – 4

The Visitor!

rubyblossom. via Compfight     

        Querido Eu,

     Obrigada pela tua companhia  que me tem dado forças quando eu mais precisei. Quando tivemos má nota em Matemática, depois conseguimos tirar uma boa nota!

     Admiro-me por esforçar-me por alcançar coisas boas. Gosto de ser quem somos; divertimo-nos com as pessoas que mais amamos.

    Gostava de realizar contigo muitas coisas, como continuar a patinar, visitar o nosso padrasto na Finlândia, brincar na neve, continuar a subir a Matemática e a HGP.

     Desejo para hoje, no nosso 11º Aniversário, felicidade, paz e amor!

PS – Quando completamos 11 anos, o nosso dia foi fantástico! Adoramos! Fizemos várias coisas juntas, como passear, ir ao parque, andar de bicicleta… Ofereceram-nos o hoverboard dos nossos sonhos! Experimentámos, caímos uma vez, mas logo ele já voava por cima do chão!

         Toda a nossa família estava lá: tios, tias, o avô, a avó, a nossa Mãe e o nosso Padrasto. estávamos rodeadas de carinho e amor, adoramos o nosso aniversário!

Leyane S, 5C

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Arte da Relação

Russian modernism...

Alex Naanou via Compfight   

     Nós refletimos sobre os nossos objetivos e ao mesmo tempo observamos o mundo. Por exemplo, para este segundo trimestre, desejo subir a nota de Inglês, mas, ao mesmo tempo, estou atenta à amizade, á vida: os ensaios para a peça de teatro, os ensaios da dança para o desfile de Carnaval, a festa dos meus anos.

    A ansiedade leva-nos a aguentar não falar. Por exemplo, perante uma situação em que há um olhar contrariado, podes aguardar em silêncio que a pessoa fale, mesmo se tiveres medo do que ela possa dizer.

    Uma pessoa sozinha começa por observar as suas companheiras. Quando alguém vem falar com essa pessoa, descobre o seu interior, a verdadeira personalidade que, ao estar tímida, sem falar, não se revelava. Quando já há mais confiança, a amiga que se adiantou vai levar a nova amiga às outras, e formam um grupo.

     Uma pessoa é tua amiga, mas não se torna a tua dona.

     Tu vives segundo o teu coração, tu é que escolhes o teu futuro.

Sofia L

(Reflexão Inspirada emEnergias e Relações para Crescer– Ecologia Emocional de Mercè Conangla e Jaume Soler)

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Percursos pelo 1º Trimestre

Zuri ♀ Chimpanzee

Creative Commons License Mertie . via Compfight

Conversas na Oficina: João R

     Prefiro estudar à mercê do vento, mas é sempre bom ter um horário, para se um dia precisamos mesmo de estudar.

     Os TPC, normalmente, cumpro-os, quando os professores marcam, por vezes consigo fazê-los na aula.

     Para seguir as lições, tento estar atento na aula, escrevendo, mesmo que me distraia.

     Gosto de estudar, mas quando não sabemos a matéria torna-se mais difícil; por isso tento estar atento nas aulas; então vejo que já sei fazer determinados exercícios.

    Tive notas melhores a Ciências, o meu avô reparou que estava muito mais preparado do que antes, que estou muito mais autónomo.

    Faço mapas de ideias; gosto muito de mapas: às vezes. vou a sítios onde não é permitido eu estar, e vou de bicicleta com um bloquinho e uma caneta; vejo, se entrar num sítio, como hei-de fazer para sair. Gosto de saber como são os locais à noite: que sítios são perigosos, em que sítios tenho de ter cuidado ao passar por eles, a que sítios posso ir …

      Gosto de ler em voz alta e depois repetir mentalmente. As revisões finais são feitas a ler até 5 vezes. Uma vez li quase dez vezes uma matéria de Ciências e tive 83%. A professora dá-nos os objectivos, eu ponho um ponto de interrogação nos objectivos e transformo cada um numa pergunta: isso ajuda-me para orientar o estudo.

    No estudo, o que favorece a minha concentração é ler em voz alta e em silêncio. Agora não consigo estudar com música. Fatores que me desconcentram são a minha irmã pequenina, Madalena, quando ouve tv aos altos berros, e às vezes bate à porta ou entra pelo quarto a dentro para brincar.

     Momentos bons deste período foi fazer o mapa das horas de saída; descobri onde está o ponteiro vermelho do relógio da sala em cada dia da semana, menos à 6ª que estamos em EF, quando se ouve o toque de saída. O ponteiro está aos sete segundos e toca; à segunda é irregular, numa semana tocou aos zero, outra vez aos 5 segundos e outras vezes aos sete.

   Os meus objetivos para o 2º Período são subir a Matemática, Físico-Química e Português.

João R, 8B

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O que Cabe em Versos Pequeninos

   1000-and-some Dutch poems

Creative Commons License Ronald van der Graaf via Compfight

      Um Poema, para mim, é algo bastante importante: dá para nós escrevermos o que achamos num determinado e pouco tempo, em versos pequeninos.

     Num poema de amor que eu escrevi e li, posso expressar um pouco de mim, de amigos que estão sempre comigo ou até de alguém que conheci nesse dia. A paixão pode ficar escrita, mas só o futuro o dirá. Até lá, faço a minha vida e continuo a escrever, para mais tarde lembrar-me.  

    A energia emocional desta atividade liga-me a um mundo diferente; escrever um poema dá para relaxar por um tempo, esquecer os problemas da vida…

    Para mim, o preço dos bens não importa, o valor que damos ao que recebemos é que vale e dá a diferença. Um dos valores mais importantes é ouvir os nossos amigos e que eles nos ouçam.

    O Poema também nos permite desabafar, mas ninguém o sabe e, se chegar a saber, já é tarde para ajudar, pois a vida continua e os seus problemas eu resolvi sozinha.

    Podemos escrever como queremos, mas sempre falando com alguém que, se não for da família, seja algum amigo que nos ouça.

(Reflexão Inspirada em “Energias e Relações para Crescer” – Ecologia Emocional de Mercè Conangla e Jaume Soler)

Sofia L, 9C

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Queridos Padrinhos

    Cascais, 8/11/16

     Queridos Padrinhos,

     Vou-vos falar das coisas que eu aprecio.

     Gosto de observar a Natureza, como ela nos dá tanto: animais extraordinários, frutos, vida (a nós), plantas, mar…

     Os buracos negros espantam-me, porque não se sabe o outro lado e nem sei se o buraco negro é um portal.

     As estrelas são fantásticas! Eu tenho uma dúvida que aposto que os cientistas também têm: porque será que as estrelas produzem fogo?

     Como é que a Terra se criou?                                        Cascais, 4/01/17

     Mas eu já sei! Não é fogo, são enormes ondas de calor e por isso é que morre quem se aproximar.

   Por isso desejo-vos um bom ano com a sorte das estrelas!

(Imagem do Hubble Site)                                      Miguel M, 5A

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Nos Meandros do Estudo

Study

Steven Feather via Compfight

Conversas na Oficina: João F

     1 – Preparar testes

  • História – faço o questionário todo num dia. Depois os exercícios do caderno que faltarem. No último dia, se for o 1º teste desse período, leio as páginas do manual e faço os exercícios.
  • Gostava mais de ler e depois perguntar a mim próprio o que acabei de ler e dar a resposta.
  • O que faço é ler uma parte ou uma página e sublinhar;  num caderninho, com folhas brancas, ponho o nome da disciplina, o nº da página e escrevo; por exemplo, se estiver no livro, “mumificação” com a definição, escrevo o que sublinhei. Isto é o que temos de fazer.
  • Agora tenho um método: no dia anterior, se for um 2º teste, faço o primeiro teste outra vez, penso em cada pergunta 3 vezes e só se não souber é que olho para o caderno. Descobri que assim consigo ter positiva com certeza. E depois, no livro, estudo como se fosse o 1º teste.

     2. Para Recordar

  •  No teste estou a pensar, o cérebro “dá um estalo” e simplesmente recorda-me do que eu estudei. O recordado é visual e depois lembro-me de verbalizar a definição para dentro; o meu cérebro consegue percebê-la e manda-ma para o conhecimento.
  • Antes do teste, queres recordar a matéria, com o Manuel. Em relação a assuntos que eu não gosto, estudo mais do que o normal, mas mesmo assim não vale de nada. Pois se uma pessoa não gosta do que está a fazer… eu preferia ter um emprego sobre o que gostasse muito mesmo que ganhasse pouco.
  • Quando eu e o Manuel gostamos do mesmo assunto: combinamos pesquisar em casa, depois juntamo-nos e estudamos tudo juntos.

          3 – O Método mais Perfeito

  • Uma pessoa estuda 3 vezes: na 1ª, lê sem fazer exercícios. na 2ª, faz exercícios indo às páginas, na 3ª, corrige os exercícios que fez na 2ª vez e lê do início ao fim, mas parando e recordando até acabar onde é suposto.

         4 – Sobre Pausas

     Deve-se sair do quarto, ir à cozinha, fazer uma festa à gata. De 45 em 45 m fazer intervalos de 10m.

        5 – Durante o Teste

  • Vou pôr os meus olhos (não naturalmente, claro) no passado desse tempo: os meus olhos fazem “zoom” sobre o que recordo e depois ouço o professor a falar sobre isso.

     6 – Atenção na Aula

  •  Um ouvido está 35% a ouvir os colegas e 65% está a ouvir o que a Strª está a dizer.

João Francisco 7B

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Dialogando sobre o Estudo – II

Imagem: Oficina de Escrita

Conversas na Oficina: Isabel  e Carolina

(II Parte)

I S – Faço textos em casa. Quando acabam as férias, tenho de escrever. Faço textos com imagens.

C M – Estou a preparar presentes para os meus Pais: estou a fazer um Power Point. Vou dar o meu IPad à minha irmã, pois tenho um Tablet e estudo nele para EV.

I S – Quando tenho de recordar no meio de um teste, lembro-me dos estudos, dos meus apontamentos. Consigo ver os apontamentos na minha cabeça.

C M – A minha irmã ajuda-me. Para recordar num teste, vejo o livro, o que a professora mandou sublinhar e, às vezes, o que a minha irmã disse.

C M – A minha Mãe resume, faz uma espécie de esquema; o meu pai desenha: faz, por exemplo, um prédio. Eu, ao recordar, vejo o que o pai desenhou, vejo os números que ele escreveu. A minha irmã pega num livro de estudo e faz perguntas até eu acertar. À noite, antes de adormecer, recordo as coisas mais difíceis; vejo o caderno onde o meu pai escreveu, faço perguntas a mim própria.

I S – Antes do teste sobre “A Viúva e o Papagaio“, ao deitar-me, revia a história dentro minha cabeça.

C M – Às vezes perco pontos, porque estou tão nervosa e, afinal, a resposta estava na pergunta, mas eu não a vi.

I S – Eu dou erros quando a palavra já está lá escrita e mesmo assim tenho erros. Nos testes, quando não sei, lembro-me da minha Mãe a explicar-me, ouço a sua voz.

C M – Objetivos para o 2º Período: subir a Matemática e ter boa nota na Sementinha 

I S – Os meus objetivos são subir a Ciências e também ter boa nota na Sementinha!

Isabel S e Carolina M, 5D

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Dialogando sobre o Estudo – I

Imagem:  (CCGuia da Cidad 

Conversas na Oficina: Isabel S e Carolina M

(Parte I)

I SA minha melhor estratégia de estudo foi andar com a minha Mãe a passear no Paredão e a fazer-me perguntas de HGP. Tive 81,5%, foi ótimo!

C M – Eu escrevo resumos no caderno; a minha Mãe vai ver se os resumos estão bem para eu estudar por aí.

I S – Faço apontamentos em folhas e estudo por eles.

C M – Sublinho e copio aquilo que sublinho.

I S – Leio uma frase ou parágrafo e escrevo as ideias mais importantes.

C M – Decoro muitas coisas quando a minha irmã de 13 anos estuda comigo: ela faz uma graça ou diz algo mal de propósito e eu, assim, depois lembro-me sempre.

I S – Para o teste de HGP, a minha mana de 12 anos foi buscar o seu segundo teste do ano, copiou as perguntas e eu escrevi as respostas.

C M – A minha irmã só estuda comigo depois de eu ter estudado: faz-me perguntas. Só Música e Moral é que estuda. Ciências e HGP estudo com a minha mãe, mas a mana faz perguntas. Também faço textos em casa. Penso o que vou fazer em cada dia e ponho o despertador.

I S – Nós planeamos de manhã e estudo no tempo combinado. É melhor estudar com pausas.

C M  – Faço pausas: vou lanchar, levo os cães a passear, lancho se tiver fome, vou à cama esticar-me, jogo voley e brinco com o meu cão.

I S – Faço pausas quando vou comer; às vezes paro para ir brincar, para fazer um jogo com as minhas irmãs: faço jogos de tabuleiro, como o Monopólio, mas interrompemos; depois volto a estudar.

CM e ISQuando soubermos as últimas notas dos testes vamos escrever os novos objetivos para o 2º período.

(Fim da Parte I)

 

Isabel S e Carolina M, 5D

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Os Resumos Fiéis

Imagem: Oficina de Escrita

   Este período, estudei, como sempre, fazendo resumos.

  1 –  Primeiro leio uma frase longa ou parágrafo; em seguida, releio, depois  sublinho o que acho mais importante.

  Só a partir daí é que posso escrever.

2 – Quando termino um assunto, começo a escrever. Vou olhando e copio o que tinha sublinhado.

3 – Estudo depois pelo manual, não pelos meus apontamentos.

4 – Durante os testes, quando quero recordar, penso no que estava no manual. Se me lembro, vejo mentalmente o que estava escrito.

5 – Para fazer revisões, volto ao Manual e às sínteses no final dos capítulos. Há disciplinas em que faço exercícios: Físico-Química, Geografia e, algumas vezes, Ciências.

6 – Aproveito as aulas estando com atenção e, quanto  a intervir,  prefiro que o professor me chame.

Tomás O, 9C

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Estudo: o “Método-Reis”

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Imagem: Oficina de Escrita

Conversas na Oficina: o“Método-de-Estudo-Reis”

     1 – Leio em voz alta e em silêncio, mas com barulho de fundo para me fazer companhia.

      2 – Leio de novo, mas só o mais importante.

     3 – Leio as sínteses e os gráficos do final dos capítulos.

     4 – Releio o que sublinhei nos cadernos diários e recordo o que estudei.

     5 – Na escola, gosto de dialogar a matéria com os colegas, de fazer os exercícios.

      6 – Para  História, uso o questionário.

     A CN fazemos os exercícios do livro, em aula, como “soluções”, e levamo-los para fazer de novo em casa consultando essas “soluções”.

     Para Português uso um caderninho de gramática que funciona entre o livro e o caderno: lá ponho gráficos, aponto o significado dos termos e simplifico. 

     7 – Faço pausas pelo meio do estudo: a ciência já demonstrou que, mesmo os adultos só conseguem estar “focados na raça” só 10m; faço pequenas pausas de 30 em 30m.

      8 – O principal fator de desconcentração, para mim,  é a música.

Afonso R, 8C

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Maneiras de Estudar: Ana D

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Conversas na Oficina: Ana D

OE – Como estuda antes de um Teste?

Ana D – Às vezes, leio tudo por parágrafo, depois tapo e tento repetir; tento responder ao questionário, sem ver.

OE – Quando tenta responder, como recorda?

Ana D – Quando o livro tem imagens, vejo as imagens; ouço o meu pensamento a repetir as frases.

OE – Experimente somar 49 com 11 e diga como realizou a conta mentalmente.

Ana D – Ouvi o meu próprio pensamento a dizer a conta, por extenso: “quarenta e nove mais um cinquenta, mais dez, sessenta”.

OE – Como costuma fazer as suas pausas durante o estudo?

Ana D – Às vezes estudo uma hora e paro um bocadinho. Não sei quanto tempo.

OE – Quais são os pontos que gostaria de desenvolver, depois deste primeiro trimestre?

Ana D – A Matemática, gostava de treinar as  contas de dividir; a tabuada; em ângulos e na bissetriz, já tive a nota máxima; a Português, a interpretação de texto e a gramática.

OE – Quando está num teste, como recorda as respostas pedidas?

Ana D – Ouço o meu pensamento; lembro-me das imagens, mas não as vejo nítidas.

OE – Costuma fazer esquemas ou apontamentos escritos?

Ana D – Para HGP faço esquemas; para Português, Matemática e faço apontamentos; para Ciências, às vezes, também faço.

OE – O que gostou mais de estudar nesta estreia do 2º Ciclo?

Ana D – Gostei mais de estudar Música e Ciências.

OE – Muito obrigada, Ana, pela sua partilha.

Ana Sofia D, 5A

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Objetivo: subir a Matemática

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Pr3liator via Compfight

Conversas na Oficina: Rafael Cy

(II parte)

OE Depois do seu sucesso a HGP, qual é o próximo objetivo que pretende alcançar?

R C – Nas férias, a minha Mãe disse para eu estudar Matemática: é o meu objetivo para o 2º Período. Vou estudar de 16 a 22 de Dezembro. Não no Natal, nem quando for para os Açores.

OE – Tem algum incentivo específico para esse estudo em férias?

R C – Vou estudar com o meu irmão António, que tira 19,5 a Matemática. Passados nove anos de o meu irmão estudar bem, a minha Mãe deu-lhe uma consola onde eu também jogo World Fitness, na box e a Family World, que explica como estar em Família e o que fazer.

OE – Como pensa que se vai desenrolar esse estudo com o Mano?

RC – O meu irmão diz-me sempre assim: 1º lês tudo, depois vens ter comigo dizer o que não percebes. Faço então exercícios sobre o que não sei.

OE – Deseja partilhar o seu projeto dos Açores?

R C – Vou passar o fim de ano em Ponta Delgada. Na noite de 31, vou vestir um blaser para o “réveillon”; vamos levar champanhe de maçã para festejar em casa dos meus tios, que são da empresa Cymbrom.

Rafael Cy, 5C

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Sucesso a HGP

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Imagem: A Nerdd’s Back to School Essentials

Conversas na Oficina: Rafael C

OE – Qual foi o seu maior êxito alcançado nesta estreia do 2º Ciclo?

R C – Em HGP fiz umas dez páginas de resumo: tive 66%, subi imenso!

OE – Como constrói os seus resumos?

,   Por exemplo, ao escrever sobre as Comunidade Recoletoras, escrevi tudo o que os homens primitivos recolhiam, resumindo o que estava escrito, num caderno próprio. É um caderno só para apontamentos, que tem cubinhos de Lego, de borracha, na capa.

OE – No Teste, quanto tenta recordar, como faz para o conseguir?

R C – Fecho os olhos, penso na matéria que escrevi: é como se aparecesse à minha frente e eu estivesse a ler tudo o que está lá. Vejo, mentalmente, os meus apontamentos.

OE – Qual é o ritmo de pausas que costuma usar, durante o estudo?

R C – De 20 em 20 minutos, posso fazer pausas de 10 m.

OE – De que é que gostou mais até agora, no seu 5º ano?

R C – De HGP. Hoje estivemos a ver os Croods, que, além de ser giro, fala sobre como viveram os homens das cavernas: eles bebiam os ovos dos animais selvagens.

OE – O que é que apreciou mais na disciplina de HGP?

R C – As comunidades primitivas: recoletoras e agrícolas. Ainda não demos, mas adoro a Formação de Portugal e a Romanização. Já no 3º ano eu queria ser Professor de História!

OE – O que é um bom professor, para si?

R C – O professor que lê tudo com os alunos. Depois, mesmo que não estejam atentos, não vamos gritar com eles, mas vamos fazer perguntas sobre a matéria, para ver se eles sabem.

OE – Partilhe uma sugestão para a Escola se tornar mais criativa.

R C – …. Eu já gosto desta Escola.

(Fim da I Parte)

Rafael C, 5C

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Querido Eu – 2

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Vicki DeLoach via Compfight

Oficina de Escrita, 18 de Novembro de 2016

     Querido Eu,

     Obrigado pela tua companhia; obrigado pelo cuidado que me dás todos os dias; obrigado pela tua presença ao longo de toda a vida, quando eu estou só e não só: quando eu estou sem ninguém, eu estou comigo e quando estou com amigos, eu também estou comigo. Lembras-te?

     Eu estava irritado para dar o teste de Português à professora, mas eu e o meu “amigo-eu” conseguimos superar esse problema.

     Eu lembrei-me de nós: eu e o meu “amigo-eu” passamos as férias de Natal com a família e primos… estamos juntos com eles e também abrimos as prendas.

    Eu podia não ser eu, podia ter nascido alguém sem ser eu: por isso, “amigo-eu”, somos especiais.

     Eu e eu divertimo-nos e rimo-nos de nós próprios, às vezes por razões “parvas” = tão engraçadas!

     Quando eu estou nervoso para fazer algo, eu luto para conseguir. Quando um amigo se magoa, eu ajudo-o e fico com ele até ele dizer: “Podes ir”.

     Se eu pudesse brincar comigo, queria divertir-me comigo!

Afonso F, 5D

Ideia inspirada no LivroEnergias e Relações para Crescerde Mercés Conangla e Jaume Solers

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A Paz Vivida

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Imagem: Kids for Peace.org

     A Paz é um sentimento, um sonho, um ideal, um valor supremo?

     É um pouco de tudo isto.

    Todos os anos uma pessoa ganha um prémio Nobel da paz. O Prémio Nobel consiste em dar a conhecer ao mundo inteiro que, se uma pessoa consegue fazer um pouco disto tudo em favor da Paz, porque não o consegue fazer o mundo inteiro?

     Eu penso que a Paz, para mim, além da interrogação que eu disse, é fazer um pouco de algo nosso, que para nós pode não ser nada, mas para outra pessoa pode fazer a diferença.

     Lembro-me de um dia ter ido a um restaurante onde se fazem pizzas. Tinha sobrado uma inteira: então demos a uma pessoa pobre e tirou-me um peso do coração.

       O meu prof. de Matemática, com o seu enorme vozeirão, tem sido a favor da Paz na nossa turma: sente-se um ambiente à vontade e concentrado!

     A paz não é só entre pessoas, mas também a relação entre nós e o planeta: reciclando, sabendo partilhar, tratando bem os animais…

Margarida C, 5A

Tema inspirado no livro de Ecologia Emocional “Energias e Relações para Crescer” de Mercé Conangla e Jaume Soler.

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A Suavidade da Vida

Maddy

Mark Brejcha via Compfight

      Era uma vez uma menina de quatro anos que, quando  chegou a casa, perguntou à Mãe:  

      – Mãe, o que significa suavidade?

      E a Mãe, ficando espantada pelo que a filha perguntou, fingiu que não percebeu.

      – Mãe, diz lá, o que significa?

      A Mãe, continuando admirada, respondeu:

      – A suavidade significa que há uma coisa macia.

      – Mas não é isso que eu quero saber; isso eu já sei.

      – Ok! A suavidade da vida é teres que levar a vida sempre em frente; não pares nem olhes para trás; anda sempre em frente, porque o que passou já foi; precisas é de viver o futuro com alegria e sem tristeza.

      A filha ficou de boca aberta, virada para a mãe. E respondeu:

     – Obrigada, Mãe.

     No dia seguinte, a menina chegou à escola e disse para a Educadora:

     – Professora, professora, fiz o trabalho!

     E a Educadora chamou:

    – Meninos, meninos! Juntem-se aqui, vamos ver o trabalho.

    E os meninos juntaram-se todos e ficaram a ouvir-se uns aos outros. Este é o dia da pequena Matilde, quando chega a casa, depois da escola e quando começa a escola.

Madalena C, 7A 

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Querido Eu

a November fritillary

Vicki DeLoach via Compfight

Cascais, Oficina de Escrita, 18/11/2016

     Querido Eu,

     Obrigada pela tua companhia, que me tens dado quando estou só e não só: em todos os momentos da minha vida, as festas, os jantares em família e com amigos, os jogos de ténis… etc.

     Lembras-te daquele teste de História em que eu pensava que ia ter 30% e tivemos 72,5%? Graças á tua vontade e esperanças até ao final do teste de avaliação.

     Viva nós em todas as vitórias do ténis! Nunca me esqueço dos belos momentos em que saboreamos os gelados.

     Olha como é curioso: podíamos não ter sido criadas para a vida na Terra…

  Coleciono todas as gargalhadas que demos juntas em situações fantásticas ou cómicas! Admiro o teu entusiasmo no convívio, a tua explosão de riso, a tua alegria de viver!

    Gostaria de participar contigo em projetos solidários, como, por exemplo, na Cozinha com alma!

    E sonho ter uma Famíla maravilhosa para além da que já temos!

Beijinhos grandes,

                                       Margarida

Margarida C, 5A

Ideia inspirada no Livro “Energias e Relações para Crescer” de Mercés Conangla e Jaume Solers

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Os Amigos

Soul Mates

Scott Norris via Compfight

Dedicado a Sofia VG e Catarina C

Os Amigos são irmãos

Que o destino libertou:

Colocou nas nossas mãos

E depois nos inspirou.

Despertamos para Alguém

Que antes não tínhamos visto

E vamos fazer-lhes bem

Como se eles fossem Cristo.

Com os Amigos não há medo

Nem a rotina do dia.

Eles guardam um segredo

E transmitem Alegria.

Sem amigos não há vida,

Os sentimentos são escuros,

Mas basta uma pessoa querida

Para saltar todos os muros.

Sofia, na patinagem,

No Karaté, Catarina,

Ambas vivem a Coragem

Numa vida de menina

E preparam, sem saber,

Um tesouro pró Futuro

Pois é feliz a viver

Quem guarda o coração puro.

OE

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Ecologia Emocional para os mais Jovens

 edicare-energias_e_relacoes_para_crescer-siImagem: Botão Colorido- Um loja de Brincadeiras

     Este ano, no nosso Colégio, foi a descoberta: a Edicare publicou há dois anos esta inspiradora trilogia sobre “Ecologia Emocional” que ajuda os pais e professores a guiar os mais novos na aventura de gerir as emoções a partir das experiências simples com o mundo envolvente sob a perspetiva da Ecologia.

    Os três volumes, divulgados pela professora de EV, oferecem também a sua riqueza de sugestões criativas às disciplinas de ET, EMRC, Ciências e Português, que convergem em trabalhos de Projeto.

    Ainda mal foram abordados, já os três livros despertam nos seus leitores uma girândola de inspirações para aprender a reconhecer e a trabalhar as experiências de vida, bem como para refletir por escrito sobre elas, tornando apreensível a sua natureza fugaz e esquiva, como um voo de borboleta. 

    Os autores – que também têm publicados numerosos livros para adultos dentro desta temática – María Mercé Conanglia e Jaume Soler são os fundadores do Instituto de Ecologia Emocional com o seu conceito-chave de “sustentabilidade emocional”  e o seu código ético

    Inspirando-se tanto nas tradições milenárias da sabedoria humana como nas investigações da psicologia moderna, definem a “Ecologia Emocional” como a arte de transformar a energia que toda a emoção nos traz, de modo que a possamos orientar para o aperfeiçoamento das relações connosco próprios, com os outros e com o vasto mundo que nos envolve.

      A nossa equipa de educadores, iniciada recentemente em formações relacionadas com este âmbito do desenvolvimento pessoal, encontrará certamente, na preciosa trilogia dedicada aos mais novos, uma inspiradora ferramenta de trabalho.

OE

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O Banquete dos Pobres

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Imagem: Gentillesse de  L’Actualité de Béthanie

    Esta parábola do Reino fala-nos de uma imensa festa  que os primeiros convidados recusaram mas que foi devidamente apreciada pelos sem-abrigo, doentes e desempregados.

     Ela foi ocasião de escuta e de partilha para o nosso Grupo de educadores, à sombra dos pinheiros do Seminário Espiritano, no prelúdio do novo ano letivo: em primeiro lugar, comentámos diversos sentidos aparentes na história; em seguida tentamos escutar o seu eco em nossas vidas. 

   Para nós, sobressaiu o contexto de liberdade em que a breve narrativa se desenrolou: iniciativa desinteressada do Senhor da Festa, opção assumida sem coação, tanto por aqueles que recusaram como por aqueles que aceitaram.

    Em seguida, apreciamos a atitude de perseverança  de quem convida, não se deixando desanimar pelas primeiras recusas, bem como a atitude de humildade de quem aceita sabendo que não pode retribuir; as diversas recusas, por sua vez, expressavam um juízo de valor, segundo o qual o contexto que envolvia os convidados lhes parecia mais importante, ou a nova situação a que podiam aceder lhes parecia banal.

      Na nossa vida, quantas vezes não queremos abrir mão de aceitar um convite, porque estamos cansados ou não queremos afastar-nos das nossas tarefas. E, frequentemente, descobrimos, depois de termos ido, como a experiência foi enriquecedora e como o convívio com os outros nos encheu o coração.

     Também, por vezes, cumprimos um convite por fidelidade à palavra dada; para não desiludirmos os outros; para não deixarmos um lugar vazio, sem motivo, no coração da festa.

     As diferentes interpretações que escutamos desta mesma Parábola também ampliaram o nosso horizonte: numa abordadgem superficial, ela pode parecer bem conhecida, mas na partilha testemunhamos como se libertam novos sentidos.

     Esta Parábola, com as diferentes interpretações que a acompanharam naquela manhã, exigiram de nós a difícil atitude de “parar”, para que pudessem ser escutadas e contempladas.

     Há pessoas, em particular entre os mais jovens, que não têm consciência desta necessidade invisível de construir e descobrir sentido. Com esta Parábola, somos também convidados a fazer pressentir a estas pessoas – como os nossos alunos –  este desejo oculto e poderoso.

    Ao longo do ano, com o novo tema “Deixa-te surpreender…” podemos abordar esta questão do sentido que se esconde na Palavra? Talvez também oferecendo-lhes espaços e momentos para se escutarem a si mesmos; naquele sentido em que Stº Agostinho definia a oração:

” – O que é a Oração? É o grito do teu desejo.” 

OE

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Felicidade

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Lee Royal via Compfight

    O que é realmente a felicidade?

   A felicidade pode ser tanta coisa, eu já senti a felicidade, mas não a verdadeira felicidade. Esta palavra tão divertida, mas, por vezes distante, é do que se vai à procura durante toda a vida, ao menos é o que minha avó diz.

    A minha Mãe diz que a felicidade dela foi quando eu e as minhas irmãs nascemos e quando pinta.

    Para o meu Pai, a felicidade é ter tido a oportunidade de conseguir melhorar.

    Por enquanto, a minha felicidade é ter alguém com quem brincar ou ver o chocolate derreter, ou sair com os amigos, ir à praia, a felicidade é viver, acordar e ver o sol.

    A Felicidade é quase tudo, por enquanto.

Matilda M, 7A

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Flor

Lily in the Grid

 Lainmoon via Compfight

Quando olho para aquela fotografia,

Sinto o ódio a aproximar-se,

Mas a Felicidade a tentar sair da sua pequena janela,

Como uma  criança a correr o mais rápido possível.

Mas parece que não chega a lado nenhum…

A única felicidade que vejo na fotografia

É mesmo a pequena flor com olhos arrebitados.

Matilda M, 7A

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Brindes de Verão

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Imagem: Oficina de Escrita

Dedicado a André S, Mafalda A  e Carolina S-C


O brinde para o André: Viver um novo verão

Numa bola ao pontapé, a ganhar no Futebol

A passar de mão em mão o que nos traz alegria

Conviver dias ao sol com renovada energia!


Para a singular Mafalda foge o nosso coração

Ela é única e sem falha na gentileza do olhar

Lealdade a toda a prova: vai viver este verão

Como a vida a começar, uma jovem alma nova!


Adorável Carolina com um toque de malícia

Mas esta jovem menina sabe ser uma delícia

E se a surpresa convém e surgir uma aventura

Tudo o que o sonho contém ela acolhe com Ternura!

OE

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O Violino Mágico – I

   For Sale

Creative Commons License Randen Pederson via Compfight

     Havia um  Violino mágico que encantava toas as miúdas e todas gostavam de o ouvir. Então, um dia, uma rapaz começou a tocar e ele deixou de encantar as miúdas.

     Talvez a culpa não fosse do violino, talvez o violino fosse um violino como qualquer outro, mas por várias coincidências, sempre que alguém o tocava, tocava-o bem.

     Talvez as pessoas que o ouviam tivessem deixado de gostar das músicas, mas, enfim, o violino foi abandonado na lixeira. Passados três meses, o violino preparava a sua vingança contra as pessoas: queria torná-las escravas e, aquelas que recusassem, morriam.

     Mas que violino este… após muito pensar em como o fazer é que se lembrou de um importante pormenor… É que era um violino. Era um violino e os violinos não andam nem batem nos escravos e tudo o que um violino faz  é tocar belas músicas.

     O violino percebeu o quão mau tinha sido e que podia ser para sempre abandonado, pois ninguém quereria um violino como ele. Ficou muito tempo abandonado e pensou numa maneira de ser desculpado, mas não, nunca foi desculpado: foi para a Flórida, viver e foi posto à venda por 100 000 000 Euros.

    Houve um homem, que adorava música e comprou o violino para os seus empregados tocarem. Do nada começou a haver um apocalipse de Zoombies, mas o violino acalmava-os e punha-os a dormir, até que um dia, este violino, que custou um número que não sei ler, envolvido como os outros violinos dos outros textos, entre zoombies e diabos. Sem pessoas normais.

     Ele foi para a Nasa e partiu de foguetão para Vénus, onde ficou a viver num país chamado Vétoquis onde foi comprado por um Vénotis.

     Então a polícia espacial apanhou o violino e todas essas pessoas. Durante dez anos ficaram à espera do seu castigo e, quando o descobriram, ficaram histéricos de medo: o castigo era ser atirado para um buraco negro. E viveram felizes para sempre.

[Continua]

(Texto a três Mãos)

Vasco S, Bernardo M, Matilda M – 7A

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Voando num Papagaio de Papel

Orillia Ontario Canada ~ Leacock Museum ~ Boat House

Onasill ~ Bill Badzo via Compfight

Dedicado a Carolina F

     A Carolina soltava papagaios na praia do Guincho sempre que estava vento; nas tardes de calmaria, o seu papagaio colorido oscilava como um caracol hesitante e ela perdia o entusiasmo por este desporto. 

      Vivia numa casa singular: ficava no meio de um lago, rodeada de água de um azul profundo, por todos os lados. Só podia sair de barco, quando o Pai a levava, na sua lancha rápida que deixava um sulco branco na superfície espelhada das águas.

      Por isso Carolina ficava muitas vezes a vigiar os ventos na sua janela que tinha grades onduladas de ferro forjado e um canteiro de flores azuis. Ela sonhava poder um dia sair sem a ajuda do Pai, voando, suspensa, no seu próprio papagaio de papel.

(texto  construído a partir das palavras atribuídas aos desenhos improvisados com as letras do nome

C – A – R – O – L – I – N – A; segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida da Fonseca Santos.

Exercícios Criativos

OE

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Jovem Sofia

Spin Painting 32                   Mark Chadwick via Compfight

   Dedicado a Sofia L

Era uma jovem Sofia

Que inventava a sua paz

Muito para lá do céu

Buscava a sabedoria

De um modo que ninguém faz

Mas que lá sabia Deus

Tinha muita paciência

Com o seu horário de estudo

E acumulava ciência

Durante parte do ano

Até desfilar no Entrudo

Vestida de Marciano

Quase chegando o verão

No teatro era uma fada

Que cuidava da floresta

Onde se ouvia a canção:

” – Em férias, não estudes nada

Torna a vida numa festa!”

                                               OE

 

 

 

 

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Why I Like Technology

   Blue vivid image of globe and space tin can

Creative Commons License Patrick Bombaert via Compfight

     I like technology because nowadays technology is making people more connected and if I want to talk to my father, who lives in Brazil, I can just skype him and have the opportunity to see his face.

      And if I want to play a game on my iPad,  I can download it and in one minute I will be playing the game, thanks to the very fast internet connection that people can have in their houses and basically be connected to the whole world, just with a little router.

Duarte P, 8C

(Atualmente no Colégio dos Plátanos)

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Esclarecendo o Pensamento

Haiku Mind

Creative Commons License Fabrice Florin via Compfight

“O Trabalho pode ser um Apelo e uma Paixão”

     O Trabalho como paixão, é algo que nós queremos ver como nosso futuro e depois, como nosso presente. É algo que queremos como objetivo de começar e de terminar. O trabalho como apelo é algo que nós devemos fazer e que nos deve interessar para ser mais fácil de fazer ou de se passar. Enquanto o trabalho como paixão é algo que nós gostamos e queremos fazer ao máximo para o acabar perfeito e para o começar ainda melhor.  

“Nunca serás suficientemente bom para todos, mas sempre serás perfeita para aquela pessoa que te merece”.

     Nós nunca seremos totalmente aquilo que as pessoas à nossa volta querem ver em nós, mas, para aquela pessoa que te merece, serás sempre especial, mesmo que faças tudo errado.

 “A vida ensinou-me que chorar alivia, mas sorrir torna tudo mais bonito.”

     “Chorar” significa, para mim, aliviar algo que não consigo expressar de outra maneira e “sorrir” é a melhor coisa, pois a alegria faz com que cada pessoa viva o seu dia mais plenamente.

Haiku Mind

Creative Commons License Fabrice Florin via Compfight

“Nunca termines o dia com raiva de alguém, pois nunca sabes quando o seu coração pode parar de bater”.

     Nós nunca devemos acabar nem um dia, nem um capítulo da nossa vida de mal com alguém, pois quando o tempo vai passando, vais ver que te arrependeste de dizer coisas que devias ter dito antes. Ou até, por vezes, um gesto que se podia evitar. Fazemos “aquilo” naquele momento e não pensamos no amanhã. Que até pode ser o hoje.

(Comentários a “frases para pensar” que a Catarina coleciona no seu telemóvel)

Catarina C, 7D

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Corajosa e Divertida

Weekly Photo Challenge #32 - Smile - "The hapiness is in your hands"

Inês Cardoso via Compfight

Dedicado a Carolina F, no seu Aniversário: 

A Carol é uma Menina

Corajosa e atrevida:

Quando era pequenina,

Todos a achavam querida.

Mas agora que cresceu,

E se fez adolescente,

Vejam a volta que deu:

Não lhe agrada toda a gente!

Porém, na Escola, é feliz,

Com Amigos, cheia de Vida…

E há muita gente que diz:

Amorosa e divertida!

OE

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A Minha Despedida do 6º Ano

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Imagem de Ines Nokas

        O que adorei este ano e foi muito especial para mim, foi estar com os meus amigos e fazer brincadeiras malucas: passamos muito tempo a conversar, às vezes dançamos e outras cantamos. 

    Quando estamos com os amigos, unimo-nos como se fôssemos um. Não estamos sós, porque estamos com um amigo e um amigo é muito especial.

    Surpreendeu-me ter fãs no youtube, pois tenho já 13 subscritores, em dois meses e pouco, no meu canal.

     Queria conquistar mais subscritores e continuar com a minha turma… estes votos parecem impossíveis, mas em parte dependem de mim: posso ter mais qualidade nos meus vídeos, melhorar o som, a maneira de falar e editar melhor as imagens.

     Eu poderia fazer um esquema antes de começar os meus vídeos. Assim a construção das frases seria mais perfeita e comunicava melhor.

     Na Oficina de escrita, eu poderia recolher ideias para aperfeiçoar o meu canal e ajudar a Stora a fazer vídeos de escrita criativa. Vamos colocar um frasco bonito para coleccionar as sugestões dos colegas quer sejam youtubers ou não.

      Em relação á turma,  depende pouco de mim, os professores têm de escolher as turmas e não podem ser iguais. Mas podemos ficar com os melhores amigos. Eu escolhi a Adriana e a Raquel, não sei se o Diogo poderá ficar.

    Este verão, vou à praia de Carcavelos, e à piscina da casa dos meus avós, na Costa da Caparica e vou-me livrar um bocadinho da Escola.

        Se eu fosse um animal, eu seria um golfinho, porque os golfinhos são inteligentes e muito brincalhões dentro e fora de água.

    Espero que o nosso verão corra muito bem, que seja muito divertido e que as pessoas que não são youtubers criem um canal para poderem fazer mais amizades.

Inês M, 6C

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Algo sobre Mim

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Imagem: Oficina de Escrita

         Este ano já consigo ter boas notas a Matemática, a Educação Física e a Moral.

    Para mim, o mais importante, por ordem decrescente, é a saúde, a felicidade, o amor, a fama e o dinheiro.

     Numa só frase, eu sou uma jovem estudante, sonhadora, corajosa e divertida. Sinto que a minha vida está melhor, à medida que passa o tempo, sinto-me mais integrada na turma e as pessoas que antes não iam muito bem com a minha cara, agora já são minhas amigas, conversamos e passamos os recreios todos juntos.

     As qualidades principais que procuro num amigo são ser divertido, e confiante. Divertido para saber rir das piadas dos outros e se lhe acontecer algo cómico, como cair, por exemplo, ele possa rir de si próprio.  E confiante. Confiante, pois será alguém que pensa pela sua própria cabeça e não liga ao que os outros dizem para ser alguém no futuro.

     Desde criança que desejo estar rodeada de pessoas que me amem; um ambiente de felicidade, amor e paixão.

     Sinto que precisava de estar mais tempo a brincar com as minhas colegas, pois às vezes o tempo não é suficiente para falarmos sobre coisas que queremos. Por vezes temos de ver e ouvir algo que não nos interessa, mas que nos foi dito para ouvirmos com muita atenção.

Carolina F, 6C

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Perspetivas de um Jovem Filósofo

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Imagem: da Oficina de Escrita

     O momento marcante do meu 7º ano foi o toque de saída, multiplicado alguns milhares de vezes;  todos juntos dão um momento inimaginável em que saboreio a Liberdade na Escola. O toque que irei gostar mais será o último de nove de Junho.

    Um segredo sobre as notas: em Francês, o meu sucesso deve-se a ter um avô que sabe falar francês!

      Se o 7º ano fosse um animal, seria um leão-marinho, porque é muito gordo e nós temos muito que estudar.

     Sonhar acordado serve para nos distrairmos nas aulas, para termos um filme invisível à nossa frente. Leva-nos para o nosso mundo, o mundo da imaginação, sentimo-nos bem. Sai a maldade de dentro de nós.

      Se não fosse a Strª Marina Santos, eu provavelmente, não estaria neste caminho e não teria as notas que tenho agora. Ela puxou-me, falou várias vezes comigo, incentivou-me. Sim, ela merece um magnífico obrigado!

     Uma conquista deste ano, foi ter conseguido desenvolver mais amizades. Ganhei mais competência em controlo, tentei não fazer tantos conflitos e ter mais calma.

     As meninas bonitas, com um coração lindo, linda pele, lindo cabelo e lindo corpo, são uma mudança que me surpreendeu.

     Os meus projetos para este verão são brincar muito e jogar. Vou estar num resort em Portugal; vou encontrar-me com uma jovem senhora; vou muito à praia, mas o que mais prefiro é piscina. Estamos mais à vontade, não é preciso seguir tantas regras. O mar é mais difícil, o mar puxa e vamos ter a Marrocos.

      No meu horizonte está a minha nova casa, a estrear em Setembro. À noite fica escura, fica um pouco assustadora, mas vou gostar muito de estar no meu quarto.

      “A vida não é a nossa morada, é o nosso navio”, porque a vida tem muitos altos e baixos como um navio quando está no mar, dentro de uma tempestade; o navio segue uma direcção que é o seu objetivo, tal como a nossa vida tem o seu. Ele depende de cada pessoa que é, mas ao fim, tudo se interliga: os rumos de todos os navios irão dar ao mesmo porto? Um dia, sim.

    Sê bem-vindo, verão 2016, espero que nos tragas coisas boas, e também más. Com as coisas más aprendemos com as nossas escolhas, com esses erros e vemos a vida de outro modo.

(Ditado)  João Rego 7B

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Será?

One from All

Creative Commons License Lihoman… via Compfight

     O bem e o mal são dois conceitos diferentes; tão diferentes, que por vezes os extremos se tocam.

    Não existe gente muito má, não existe gente muito boa, nem existe gente má, nem existe gente boa. Existe gente; existe gente e muita gente.

     Existem 7 mil milhões de pessoas; existem pessoas felizes, existem pessoas tristes. Não existem pessoas más, não existem pessoas boas, cada caso é um caso.

    Acho que bom e mau são qualificações primitivas. O que é uma pessoa má? Será mau para ti, mas bom para mim? Será mau, pois é diferente.

    Qual o problema da diferença? Qual o problema de haver outros estilos?

    Será que nós, humanos, nos sentimos mais seguros a ofender? Será que a ofensa é uma forma de aumentar a nossa pequena e melancólica vida?

    Será que um pôr do sol é apenas um pôr do sol e que este texto é só tinta no papel, será?

      Sim, será para quem não varia, para quem tem medo de variar, e não acredita nem em magia nem em milagres?

     Será?

Vasco S, 7A

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Entre o Trabalho e o Lazer

Flickr Montage

Alex Loach via Compfight

Se o sétimo ano fosse um animal

     Seria um cão, porque este ano aconteceram-me muitas coisas boas e, para mim, o cão é o melhor animal que existe para nos ajudar e para confiar.

O segredo de um sucesso nos estudos

     Quando recebi o teste de Inglês, nem acreditei: tive 70%! Foi um grande recorde para mim, pois pensei que iria ter negativa. O segredo é estudar e, quando acabamos, darmos uma grande volta ou passearmos para organizar a mente.

O que significa o Trabalho para ti?

     O trabalho como um apelo é algo que nós devemos fazer e nos deve interessar, para se tornar mais fácil de fazer ou de passar.

    O trabalho como paixão é algo que nós queremos ver como nosso futuro e, um dia mais tarde, como nosso presente. É algo que queremos como objetivo de começar e de terminar. É algo que nós gostamos e queremos fazer ao máximo, temos de o acabar perfeito e de o começar ainda  melhor.

Projetos de Verão

     Viajar muito e divertir-me ao máximo. Vou ao Alentejo, ao Algarve, com a minha Tia; Também espero ir a Espanha e eventualmente a um lugar desconhecido.

Como posso amar melhor este Verão?

     Ajudando os outros com um simples gesto, como as pessoas mais carenciadas que vivem na rua, dar-lhes pão ou até uma simples palavra, como: “Confie na vida, pois ela irá ajudá-lo”.

Catarina C, 7D

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Reflexões de Estudante

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Os momentos que ficam em nós

     A turma é muito simpática, não faz diferenças entre os colegas, somos trabalhadores em equipa, jogava muito futebol com os amigos e as raparigas às vezes também jogavam.

Dificuldades que nos traz a Vida de estudante:

     A ligação entre a vela e as aulas: distinguir os tempos a dedicar aos dois. Tenho de estudar e, ao mesmo tempo, estou na Vela a sério.

Um segredo do sucesso num assunto de estudo:

     A Matemática, no início do ano detestava-a; depois, fui para a explicação e agora gosto e tive 80%.

       Se o 6º ano fosse um Animal

       Seria um esquilo, porque tem uma cauda grande; a cauda representa que foi um ano bom de passar.

O Texto preferido

      Foi “Aquela explosão fascinante”, porque consegui descrever o que se passou naquela altura, que foi a passagem do ano com o seu fogo de artifício.

Expectativas em relação ao 7º:

     Gostava de aumentar as notas e de  reconciliar melhor a vela e o  estudo.

 “A mente não é um navio para carregar, mas é um fogo para acender.”

    A mente não funciona com stress: isso faz nos pensar noutras coisas em vez de nos focar. Ter calma é uma condição essencial, não sermos precipitados. Quanto mais nós soubermos, melhores resultados vamos ter.

     Temos também que desabafar o que vivemos: deitar para o lixo o que foi mau, por exemplo desabafamos os pesadelos e devemos guardar os sonhos e os sucessos.

Tomás G, 6C

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Reflexões em Mosaico

Botanical Backyard Art

Wayne S. Grazio via Compfight

Uma Mudança que me surpreendeu

     Uma nova maneira de pensar: agora não sei o que me aconteceu, mas cada vez que penso em alguma coisa, penso mais do que uma vez, poia penso logo nos riscos que pode ter.

Temas preferidos na Escrita da Oficina

     A Escrita criativa, pois eu gosto de escrever sem temas, de ser eu a inventá-los.

Fontes de Inspiração

     O próprio dia-a-dia; as pessoas que  estão à minha volta.

Sonhar Acordado

     Serve para pensarmos melhor na nossa vida e nos erros que já cometemos e que devemos corrigir.

Uma Vida Solitária

     Para mim, a vida sozinha não iria ter significado nenhum, pois eu só sou feliz com as pessoas que estão à minha volta , pois sem elas não saberia o que é ter uma vida animada e feliz.

Quatro espécies de Silêncio

     As quatro espécies de silêncio podem ser quando a pessoa não tem ninguém com quem falar nem desabafar; também pode ser um silêncio contente, para conseguirmos dar expectativas a alguém. Também pode ser um silêncio desesperado, em que precisamos de estar sozinhos; e ainda pode ser um silêncio só nosso que nunca ninguém  vai desvendar.

Ser Amigo

     Para mim, ser amigo, é quando saemos que teremos sempre aquela ou aquelas pessoas ao nosso lado para tudo, como para nos animar e para nós desabafarmos. Para mim, ser amigo é ter confiança no outro e ajudá-lo no que for preciso.

Catarina C, 7D

 

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Um dia Congelado (com gelado)

     Ice Cave

Dru! via Compfight

     Era uma vez uma menina chamada Leonor; era alta, tinha o cabelo loiro e andava no 6º ano.

     Certo dia, a Leonor  foi para a escola  nova no Algarve, mas esta era do tamanho de uma formiga; quando  estavam 31 graus,  os alunos  não conseguiam viver, quase e morriam.

    Mas, noutro dia,  a Leonor foi para a escola e estavam só 2 graus negativos e  a nevar  muito .

     Quando chegou à escola,  estava tudo congelado e as senhoras do bar foram a todas as  salas da escola  oferecer gelado;  a  D. Amélia, a mais simpática de todas,  ainda não tinha  reparado que os gelados  estavam  congelados na sua mão.  Quando  a D. Amélia perguntou à Leonor se queria um gelado,  a Leonor respondeu:

     – 1º, D. amélia tem o gelado  congelado na sua mão;  2º, não quero porque está muito frio para eu comer o gelado!.

      Foi assim esta manhã estranha e diferente da Leonor e da D.Amélia.

Madalena C 6A

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Nascida para Saltar

                                                 Jamie Riding

Creative Commons License Five Furlongs via Compfight

 Um Momento que marcou este ano:

 No  final de  2015  recebi o meu cavalo castanho, o Barão:  surpresa da minha mãe, mas depois ela disse que era ainda para experimentar, faltavam os atestados médicos; afinal sempre estava doente: havia algo na pata que podia  rebentar de repente. 

A maior dificuldade que os estudos nos trazem:

Não tenho tempo para vida social. Chego a casa, tomo banho e estou a estudar. Geralmente às oito ou sete e meia. Mas gosto também à noite. Deixo para a última. Se chegar às cinco ainda fico na rua, com amigas, faço o máximo que posso quando tenho tempo livre. ao telefone…

Se o sétimo ano fosse um animal, seria um monstro: só o que eu estudei no 7ºano! O que me irrita é que tiro um 90 e depois já não consigo tanto e vou ter 4. Então,para que me esforcei tanto? Aconteceu-me isso imenso e irrita-me. Para que me esforço para noventas se vou ter 4 no final do período?

Desde o 5º ano que não tinha amigas tão á séria! A Mariana e a Sofia é que passaram a ser as minhas melhores amigas. 

A sofia é mesmo divertida. Quando estou com ela divirto-me imenso, apesar de às vezes ter aqueles ataques…

 O Segredo do sucesso obtido este ano num assunto de estudo.

Fiquei surpreendida com o cinco a Matemática. O sucesso deve-se a ter estudado. Gosto imenso de estudar matemática com música, posso estar no jardim, a fazer exercícios.

 3 Projetos para o Verão 2016

 Não estar um dia parada em casa, montar todos os dias, embora tenha de tirar umas férias, ir ao guincho, e à riviera na Caparica.
O que me irrita é que tenho amigos de Lisboa que vêm para cá e outros de Lisboa e a mãe aluga a praia de Tróia e temos de ir para lá.
Venho de Tróia todos os dias montar. Vou ter de arranjar boleia do Tio João Pedro que vai para Lisboa trabalhar e eu vou para a quinta da Marinha.

Para que serve sonhar acordado?

Estou sempre a pensar nos cavalos. Gostava de tirar um curso relacionado com cavalos.

 Um novo Horizonte que quero conquistar.

Limpar os obstáculos nos três dias do Campeonato – 26 de Junho e da Taça da Juventude, no Hipódromo, em início de Agosto. Adorava classificar-me, mas o que mais quero é,pelo menos,não ter penalizações.

 Comentar a frase de Christian Bobin:

 “Quando estamos com um amigo, nem somos dois nem estamos sós.”

 Quando somos mais que dois,não temos a atenção para esse amigo. Se estamos sozinhos não temos a quem dar nem nos divertimos. Mas se estivermos com uma amiga, não somos duas, porque estamos em união.

 Um brinde às férias de Verão 2016.

Brindo a que seja o melhor verão de sempre!

Teresinha R P, 7A

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Alguns Planos para o Futuro


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Imagem: Canal da Inês Nokas

     No futuro, eu gostaria de ser uma YouTuber boa, que as pessoas me admirassem. Quem não viu o meu canal Inês Nokas, assista aos meus vídeos; se não gostarem, ponham nos comentários, para eu tentar melhorar!

     Neste momento, vou tentar fazer uma série, no meu canal: “Série Aventura Minecraft”. Já fiz um vídeo da série “Aventura Minecraft”. Vou filmar de outra maneira, sem ser o computador a gravar: vou gravar com a tablet, pois fica muito lento com o computador.

    Algumas das razões de eu ter um canal no You Tube são as seguintes:

  • Divirto-me a fazer os vídeos;
  • Posso falar com o público;
  • Posso mostrar o que gosto de criar e o que tenho para dar, fazendo com que as pessoas se sintam noutro mundo;
  • Também me ajuda a desenvolver a oralidade, para falar melhor com os outros;
  • Ajuda-me a expressar-me de uma forma mais divertida.

     Se vocês quiserem ser youtubers basta pedirem autorização aos vossos Encarregados de Educação, seguirem as Regras de Segurança na Net e “Bora lá”!

Inês M. 6C

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Tenho Andado a…

Original Acrylic Abstract Painting on Canvas Panel "S8 XVIII"

Carl Dunn via Compfight

     Tenho andado a desenhar uma flor rara com cores que não existem na paleta. Ela é muito difícil, mas vale a pena gastar tempo a desenhar. O Tempo modela-se nas mãos como barro macio quando fazemos algo de que gostamos muito.

     Não conheço as cores da minha flor incrível, mas vou inventá-las inventando misturas de verde e azul, as minhas cores preferidas. Com elas se dizem a Terra e o Céu, com elas se pensa o divino e se exalta a esperança.

     Eu gosto muito de dedicar tempo à Família e Amigos: com eles sinto-me muito melhor. Viajar é uma das coisas  que queria aproveitar nos meus passatempos, pois gosto de descobrir novas aventuras.

     Tenho andado a desenhar e a fazer vídeos de youtube. No youtube é que me sinto livre a partilhar o que mais gosto para uma multidão invisível que me escuta ou gosto também de ver vídeos de jogos e falar com os amigos, no skype e sem ser no skype, claro! 

    Falar com os amigos é uma arte de escuta e do dom que nasce connosco em semente, e depois, ao contacto dos outros, com o calor do afeto e a luz do pensamento, começa a germinar. É uma das coisas que gosto mais de fazer na minha vida!

     É tão bom ser livre e fazermos o que nos apetece, mas nem sempre isso acontece! Vivemos como um ribeirinho, saltitando entre as pedras redondas, saltitando num leito apertado: somos livres no saltar, mesmo se o caminho nos obriga.

(Texto a duas Mãos: “Quero Ser Escritor“)  Inês M, OE

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Uma Porta

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Creative Commons License Patrik Theander via Compfight

Dedicado a Vasco E

     Uma Porta, abertura suspensa, uma área de nada, um nada limitado que se pode tampar. Porta: uma volta e fechou, outra volta e abriu, um soco e arrombou.

     Mas sem tampa, uma porta é passagem segura, para outra viagem que não se vai prever, porque aberta, ela chama e desperta, para mil caminhadas num mundo a conhecer.

      Porque porta fechada, ela apenas importa, mas aberta é fachada, despida e despojada, que nos serve de entrada num país de ouro e azul.

      Sendo porta, ela é forte e armada, mas se for destrancada, tu sais livre e és levada para outra dimensão, onde o rosto de alguém pode ser a canção ou, ao menos, à frente, podes ver, adiante, que cada vez mais se sente uma aproximação.

     E quem quer que viaja e se arrisca, encoraja todo aquele que fica e o inveja no amor.

OE

(Exercício criativo: dado “um tema” por um colega, escrever sem parar durante cinco minutos, segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos.)

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Suporte de Rodinhas

    suporte_com_rodinhas 

     Será que ninguém liga à importância do suporte?

    Toda a gente gosta mais das rodinhas do que do suporte. Podes estar a pensar que não, mas quando os miúdos vão comprar uma mochila, pedem uma mochila com rodinhas, mas ninguém liga ao suporte, ninguém diz: “Mochila com suporte”.

    A Sério! Já não suporto isto. Eu sou quem suporta as mochilas ou o peso, sou “tipo” o musculado a levantar os pesos; as rodinhas só rodam, são “tipo” aqueles gordos a rebolarem no chão e a chorar porque acabaram as batatas fritas.

    Sou um suporte, mas já não suporto.

Vasco E, 8B

Imagem: bolsas, malas e mochilas

(Exercício de escrita criativa: recebendo “o tema” de um colega, narrar na 1ª pessoa dados autobiográficos relativos ao tema, durante 5 minutos)

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Questões para Pensar – III

Hybiscus Blend

Wayne S. Grazio via Compfight

     O que consegue fazer hoje que não conseguia fazer o ano passado?

     O ano passado tinha medo de errar, não conseguia admitir muito bem o que tinha feito de mal, era muito mais envergonhada com as outras pessoas. Agora já não sou assim; percebi que não havia mal em eu errar, faz parte do homem, todas as pessoas erram neste mundo e mesmo se errarmos, temos de admitir, especialmente porque muitas pessoas podem ficar prejudicadas com isso.

      Em que ordem de importância colocaria: Felicidade, dinheiro, amor, saúde, fama?

     Amor, felicidade, saúde, dinheiro e fama.

     Sem amor, só há ódio e uma pessoa com ódio não consegue, mesmo que tente bastante, não consegue ser feliz.

    A nossa saúde também é importante, mas não tanto como poder amar e ser felizes, mas não consegue ter uma vida saudável sem ter dinheiro para pagar a comida, os hospitais… A fama vem em último, porque não precisamos de ser famosos para sermos felizes; claro que não me importo, mas não é uma necessidade.

Carlota C, 6C

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Margarida: Questões para Pensar – I

   Original Acrylic Abstract Painting on Canvas Panel "S8 XXIII"

Carl Dunn via Compfight

     O que consegue fazer hoje que não conseguia fazer o ano passado?

     M.C. – Na semana passada, aprendi o que é  ser solidário connosco próprios e com outras pessoas.

    O que pode fazer para tornar  a semana menos stressante?

    M.C. – É só preciso manter a calma, rezar três Ave-marias e três Pai-nossos.

    Quais são os seus receios?

   M.C. – Tenho muitos receios, como, por exemplo, fui a uma festa no meu Colégio e apareceram três bêbados.

   Por que é que se sente mais grata?

   M. C. – Quando sou simpática comigo mesma e com todos à nossa volta.

   Alguma das suas recentes acções a aproximou dos seu objectivos?

   M. C. – Sim, sobre a minha autoconfiança. Nunca estou segura do que vou fazer.

  Quais são os seus 3 objetivos prioritários para os próximos 3 anos?

  M. C. – Estudar mais, conseguir um curso ou um lugar na faculdade, e, se for Mãe, ser uma excelente mulher e ter um óptimo filho.

   Como é que pode ajudar alguém nesta próxima semana?

   M. C. – Ajudar uma pessoa a pensar que a vida é uma virtude e não é só gastar dinheiro.

Margarida C, 6C

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As Amigas Garrafa

Like Dancers in a Line

Viewminder via Compfight

     As amigas garrafa tinham garra e cuidavam de uma girafa no zoo. Elas tinham crescido juntas e costumavam partilhar, ao lanche, uma garrafa de leite abaunilhado.

    A mais nova tinha o pescoço longo e por isso usava colares grossos ou écharpes coloridas; a do meio tinha cabelos compridos com madeixas de um tom azul esverdeado.

    A mais velha era a menos ajuizada, mas ouvia com atenção  os conselhos das mais novas e assim conseguia levar uma vida tranquila sem se meter em sarilhos. Os seus olhos verde-mar eram os mais sonhadores que jamais se viu.

    A mãe das Amigas Garrafa trabalhava num banco, mas o pai dedicava-se ao fabrico artístico de garrafas de vidro que continham pequenos veleiros dentro, construídos com pequenos fósforos devidamente envernizados e pintados.

    As três irmãs sentiam-se seguras com as qualidades da mãe, que garantia o bom rumo das finanças da casa, mas admiravam sobretudo a perícia e o maravilhamento do pai que tinha coração de navegante e amava a imensidão dos mares longínquos aprisionada misteriosamente no pequeno recinto daquelas garrafas verdes.

Para a Maddy, 6A

(Exercício de escrita criativa de “Eu Quero Ser Escritor” que consiste em escrever durante cinco minutos sem parar sobre um tema dado)

OE

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Carlota: Questões para Pensar – II

Original Acrylic Abstract Painting on Canvas "S8 XIII"

Carl Dunn via Compfight

     O que pode fazer para evitar ter semanas  stressantes?

       Tento sempre ter um bocadinho para descontrair e aliviar as ideias. Muitas vezes, brinco com os meus cães: corro, mando-lhes a bola com muita força, como se as minhas energias más fossem com ela. Também danço e canto, porque enquanto estou a fazer isso, não penso em mais nada. Quando jogo ténis e estou irritada com algo ou com alguém, bato  com imensa força na bola e descontraio-me muito mais, como quando nós nos vamos confessar e, quando saímos dali, sentimo-nos muito mais leves.

     Há alguém que mereça um grande obrigada?

      Sim. Os meus pais, os meus familiares e os meus amigos. Primeiro, porque estão lá nos momentos bons e maus; mesmo que eu não lhes diga, eles conseguem saber que estou mal e tentam-me ajudar no que puderem, mesmo quando eu não quero, mas preciso, por isto é que eu acho que eles merecem um grande e magnífico “OBRIGADA”!

    Partilhe um aspeto da sua personalidade que gostaria de aperfeiçoar.

     Gostava de saber falar para muita gente e de ter coragem para levar com as consequências das minhas acções.

     O que é que a inspira?

Os meus sobrinhos, porque sempre que estou com eles, não paro de rir e são uma grande inspiração.

    Em três palavras, quem é?

     Sou uma pessoa simples, que quer aprender muito mais.

Perguntas do Blog de Marc and Angel

Carlota C, 6C

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O Significado da Amizade

Vydubychi monastery at spring. Kyiv, Ukraine. N51

Viktor Kirilko via Compfight

     A amizade é muito importante, porque, se não temos amigos, nem temos vida. A Amizade está em tudo: é como o Amor e o Oxigénio: se não tivermos oxigénio, não vivemos, morremos.

     Para darem valor à amizade, nunca façam coisas más aos vossos amigos e, se um amigo ou uma amiga vossa quiser ser mau ou má com outra, tentem impedir.

     Não devem andar sempre com a mesma pessoa, porque senão pode ficar um bocadinho repetitivo e, se essa pessoa mudar de escola, vocês vão ficar sozinhos e isso vocês não querem.

     Mas também não julguem um pessoa pela aparência, porque eu tenho uma amiga que é muito estranha, mas é muito querida e tem bom coração.

     Se não querem acreditar em mim, vejam só uma parte do filme “Os Descendentes” no Disney Channel, “O Macaco de Rabo Cortado”, em que as crianças, gozavam com ele, mas depois ficaram muito amigos do macaco.

    Ou então, leiam o nosso livro que criámos aqui na Escola, que tem a ver com a Amizade e a Aparência. O livro chama-se “O Vestido do Lagarto” dos Cabeçudos, Fábrica de Histórias, como podem ver no site do Colégio Amor de Deus.

     Nunca percam a Amizade nem o Amor.

Madalena C, 6A

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Perguntas para Pensar – II

 Colourful Fluid Painting Detail

Mark Chadwick via Compfight

    Se eu pudesse recomeçar  de novo, modificava alguma coisa?

     Se eu conseguisse mudar em mim, eu ajudaria mais os outros e não permitia que falassem mal de mim nas minhas costas.

       Se fosse para mudar o mundo, eu ajudaria as pessoas mais pobres e a comida iria ser mais barata para mesmo os mais pobres conseguirem aceder-lhe, mais facilmente.

É possível mentir sem dizer uma palavra?

     Eu acho que quando nós conhecemos muto bem uma pessoa, conseguimos perceber, pela sua feição, o que está a pensar ou o que vai fazer.

Qual é a diferença entre “viver” e “existir”?

    “Viver” é quando uma pessoa está a passar por um acontecimento, enquanto “existir” é algo que há de novo na vida de alguém ou de uma coisa. “Existir” significa algo que nunca viste e estás a ver pela primeira vez. “Existir” é um mistério que tu vais desvendando ao longo do tempo, e és tu que irás escolher o teu caminho…

Se tivesse que ensinar algo, o que ensinaria?

    Eu ensinaria que nada na vida é fácil e que, para teres uma vida como tu queres, tens que fazer por ela, pois nunca nada aparece sem esforço. Quanto mais nos esforçamos, mais fácil será a vida, e isso irás descobrir ao longo do tempo, pois nada cai do céu sem tu te esforçares.

Catarina C, 7D

Perguntas retiradas do site Marc and Angel

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Perguntas para Pensar

Original Acrylic Abstract Painting on Canvas Panel "S8 XXIV"

Carl Dunn via Compfight

Que idade teria se não se soubesse a sua idade?

C – Eu acho que tinha 13, 14 anos, porque olhava para o meu corpo e sentia que tinha essa idade.

Se pudesse enviar uma mensagem a um grande grupo de pessoas, o que lhes diria?

C – Eu diria um simples olá e dois emojis a rirem-se para eles se sentirem mais contentes durante o dia. Diria muitas coisas: como defender uma pessoa de  quem ninguém gosta, diria tudo.

É possível mentir sem dizer uma palavra?

C – Eu acho que é possível, pelo olhar e os outros sentidos, porque as palavras não são o único meio com que podemos comunicar com as outras pessoas.

Se não for agora, então, quando será?

C – Não sei bem, mas seria quando o tempo mandasse.

Está a agarrar-se a alguma coisa que precisa de largar?

C – O medo de estar sozinha, o medo do futuro, o medo de perder professoras.

Fez ultimamente algo que mereça ser lembrado?

C – Sim, noutro dia o meu pai deu-me uma moeda e depois eu fui à missa e, no ofertório, dei essa moeda.

 Quem ama? Como cuida desse amor?

C – Eu amo muita gente: os meus amigos, a minha família, basicamente todos os que me rodeiam. Eu cuido do meu amor por eles a dar abraços, beijinhos, a dizer “adoro-te”…

Quando for muito velhinha, o que será importante para si?

M – Eu acho que o mais importante será a minha saúde e a da minha família, e que todos estejam felizes.

Coloca-se perguntas suficientes ou basta-lhe o que já sabe?

C – Eu sou das pessoas que coloca mais perguntas, porque acho que devemos estar sempre a aprender mais. Eu coloco muitas perguntas a mim própria, especialmente as que não aprendo na escola, como: como será o mundo dos mortos? Como serei quando crescer? Como é que o mundo surgiu? Se os acontecimentos se passaram como dizem… Como era viver no tempo dos meus avós? Etc.

Celebra aquilo que tem?

C – Às vezes, não, com muita pena. Eu acho que às vezes não dou valor às coisas que tenho, ou não aproveito as coisas boas da vida.

Que atividades lhe fazem perder a noção do tempo?

C – Só perco a noção do tempo quando estou a fazer coisas divertidas, como: falar com os meus amigos, dançar, basicamente tudo o que eu faço com gosto e amor.

Se pudesse recomeçar de novo, mudaria alguma coisa?

Eu não mudaria nada, porque aprendo com os erros, mesmo que sejam os poiores de todos, porque mesmo assim podemo-nos levantar e conseguir resolver.

Se tivesse um amigo que lhe falasse como às vezes fala consigo própria, quando tempo lhe permitiria ser seu amigo?

C – Eu dava-lhe todo o tempo do mundo, para ser meu amigo, porque, de certeza que era muito boa pessoa.

Se tivesse de ensinar algo, o que ensinaria?

C – Eu ia ensinar a Lei da Vida, mas não era toda, porque as pessoas têm de aprender como lidar com a vida, só lhes ensinava a moral da vida.

Perguntas escolhidas nos questionários de Marc and Angel Blog.

Carlota C, 6C

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Glosa a “O Voo de Josefina”

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Creative Commons License George Agasandian via Compfight

   Dedicado a Carolina N

    A Josefina era uma menina de aparência frágil, mas na verdade escondiam-se nela qualidades surpreendentes. Entre elas contavam-se a sua persistência fiel e imbatível perseverança para suportar a vida da Escola.

     Nesse tempo, deve dizer-se que, para Josefina, a vida da Escola não era fácil, exigindo aos alunos permanecerem sentados durante uma média de quatro horas por dia, enquanto lhe parecia que os professores se dedicavam a ensaios de voz e treinavam a caligrafia com pedacinhos de giz num imenso quadro negro pendurado na parede.

     Os alunos também podiam comer a certas horas e movimentar-se à vontade ou dedicar-se  a diferentes jogos a intervalos regulares. Como, de entre todos os estudantes, iam surgindo pequenos grupos de amigos, o convívio cordial compensava as horas de trabalho extra, quase sempre escrito, a que deviam dedicar-se ao fim da tarde, sob pena de incorrerem numa falta de tpc, que tinha para Josefina um significado obscuro.

     Neste quadro de vida, ao mesmo tempo equilibrado e dramático, a nossa Josefina divagava, por vezes, sem rumo preciso, ponderando se seria possuidora de um potencial oculto, algo assim como um “superpoder”, que lhe permitisse viver mais folgadamente as vicissitudes da sua vida de estudante.

     Assim, começou a criar situações em que se punha à prova, na esperança de desencadear um dom desconhecido.

     Começou por pendurar-se no candeeiro da sala e conseguiu ir em voo rasante até à sua própria banheira; em seguida, fingindo pendurar roupa, atirou-se da janela rumo ao jardim do vizinho, mas foi cair de mergulho na piscina. Subiu ainda uma palmeira e voou até ao quarto, pelas janelas abertas.

     Por esta altura já ela desconfiava que, em vez de ter o dom de voar, tinha um notável talento para saltar.

     Conta-se noutra versão desta fantástica história que ela se atirou ainda da varanda, utilizando umas asas de plástico e aterrou a pique no jardim, sobre o “Bola de Ténis”, o seu cão amigo.

   Foi então que os pais de Josefina trataram de inscrevê-la numa Academia de Ginástica, onde podia treinar salto em altura e aceitaram também a sua decisão de, mais tarde, tirar o brevê para pilotar aviões pequeninos.

     Foi assim que Carolina, treinando o seu dom e forjando o seu projeto, passou a estar na Escola com objetivo e método. Suas aulas deixaram de ser úteis apenas aos treinos de caligrafia e aos ensaios de voz dos professores; essas mesmas aulas estavam agora ao serviço do seu sonho e concorriam para que, um dia, ela pudesse mesmo voar.

Inspirado no texto homónimo de Carolina N

OE

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Entre Mar e Céu

     Redningsskøyta RS 135 "Kaptein Egil J. Nygård" i grov sjø

Mads Henrik via Compfight

    Dedicado a Carolina, Mafalda e André

      Íamos a bordo de um luxuoso cruzeiro que devia atravessar o Atlântico em cerca de três semanas. Todas as manhãs, estávamos as três, a Meg, a Carol e eu a bronzear no convés, à beira da piscina azul turquesa do navio, esplendidamente servidas por empregados atenciosos que satisfaziam os nossos mínimos desejos com um sorriso encantador.

     O Piloto do navio, um velho amigo do nosso Grupo, Andrew, tinha-se formado em engenharia naval com distinção e fazia a sua primeira travessia oceânica. Por vezes, tínhamos o privilégio de o irmos visitar à cabine de comando e ele explicava-nos entusiasticamente o funcionamento daquela quantidade de radares, alavancas e botões brilhantes.

     Carol e Meg passavam os serões na pista de dança, para gáudio dos músicos a bordo, pois elas eram exímias em hip-hop e dnça-jazz, atraindo à discoteca uma multidão de passageiros.

     Contudo, no início da 2ª semana, o sol forte e a mansidão das ondas que nos vinham embalando começaram lentamente a transformar-se : nuvens encasteladas de um cinza escuro e ameaçador, ondas que refletiam a rapidez dos ventos de noroeste, raspando o convés com suas rendas de espuma e transindo os passageiros com um arrepio de medo e de frio que nada deixava pressagiar de bom.

      Andrew, o nosso amigo querido, não sáia da cabine, branco como a cal, o coração inquieto, contatando desesperadamente por telégrafo todos os barcos em redor: mas nada! Não recebia respostas, parecia que estávamos isolados no meio do Oceano feroz.

      Nessa noite, as vagas alteraram-se: subiram a mais de 15 metros e a proa do navio mergulhava a pique no vazio de cada onda. Foi então que aconteceu o terrível: em plena noite, à luz de um relâmpago incendiário, Andrew viu erguer-se à frente do navio os dentes escarpados de um rochedo vulcânico que emergira do mar há milhares de anos.

     Tínhamos saído da nossa rota e estávamos prestes a chocar com a costa rochosa de uma ilha dos Açores! Que iria acontecer? Carol, Meg e eu abraçámo-nos no camarote escuro, suspensas entre o Mar e o Céu.

Improviso para um tema: “Tempestade”.

OE

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O Voo das Flores de Lavanda

Lavandas

SantiMB.Photos via Compfight

      Flores de Lavanda numa mesa pousadas eram a testemunha silenciosa de uma primavera diferente, mais brusca nas torrentes do degelo, mais repleta de seiva no desabrochar de lindas flores de Lavanda: a sua cor, simplesmente um leve lilás iluminado pela pouca claridade do luar, naquele serão interminável em que os pássaros migraram, em bandos ondeantes, enchendo o céu de risos estriados no azul lavanda das preciosas, mas simples flores que estavam derrubadas no local do crime.

     Tal flor, tal voo, assim se irmana o sonho e o real: um golpe de asa que atinge o horizonte, um perfume de flor que ficou entranhado nos arquivos do coração. Ser perfume de lavanda e voo de Albatroz, um risco no céu: o horizonte, em baixo o mar,  a vida marítima cheia de diversidade. O cheiro era tão alegre que os investigadores tinham que tirar as flores da cena do crime para se concentrar.

    Partir, atravessar um campo de flores de Lavanda, não ver o outro limite da vida, ser livre, não ter medo dos seus medos pois eses própros são suficientes. Modelar os medos com as ferramentas da Esperança, estreitá-los contra si como flores de Lavanda, porque assim se tornam desafios e tal como um desafio qualquer, a vida tem uma parte lindíssima, a primavera: que é quando os pássaros pequeninos aprendem a voar, acrobacias de ninho para os ramos e a grande novidade do existir estala de repente todas as dimensões do seu esplendor.

     No verão, a flor vira uma deliciosa fruta contemplada pelos animais, o sabor fresco: sabor da aventura que nos espera, fiel, na curva inesperada do próximo acontecer; quando se tropeça com o outro, com o outro dentro de nós próprios, que finalmente se afirma e vai partir, tal como voam as flores de Lavanda, e perfumam de riso o horizonte a trajetória dos pássaros em voo, porque a vida se passa em surpresa, em cuidado e mesmo no sofrimento assumido do Amor!

Texto a duas mãos

Na Despedida do Duarte

Duarte P e OE

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As Mil Cadências do Tempo

Original Acrylic Abstract Painting on Canvas Panel "S8 XXXIV"

Carl Dunn via Compfight

     Perder a noção do Tempo é uma espécie de Desporto Aéreo; quando estamos muito focados em alguma coisa perdemos a noção, o tempo torna-se divertido, pois há um tempo mole que escorre devagar e bate nas pedras dos nossos deveres com um ar cansado e tonto.

     Também as brincadeiras às vezes são tontas e pobres, magoamo-nos. Mas mesmo o risco e o perigo fazem parte da aventura. Não podemos estar sempre em segurança.

      Brincar com os amigos é ser livre, correr com o vento a bater-nos na cara. Muitas vezes saímos de casa às duas da manhã e só voltamos ao meio-dia, perdemos a noção até dos perigos da noite.

     Nessas ocasiões, é preciso levar o nosso cão para nos proteger, mesmo que estejamos a fazer explorações numa Quinta, pois algum ladrão pode saltar o muro.

     O que também nos faz perder a noção do Tempo é a Ginástica: é muito divertido e não faz mal. A gravidade desaparece: é como se estivéssemos noutro habitat e o nosso corpo descobre a alegria de brincar com várias pessoas.

      É fixe, perdemos muitas calorias e ficamos com calor. A nossa alma também fica mais leve e mais aconchegada, pois a partilha da Alegria entre amigos derrete as calorias da tristeza e da preguiça e acende os afetos que aquecem o coração.

    Entre o Tempo que se passa a ser livre há o outro: a ouvir os stores a falar mais do que 100 pessoas que não conseguem calar-se. Muitas vezes, estamos em casa e não há sossego para os pais, mas quando estamos fora, há imenso sossego.

    A brincadeira com os amigos faz-nos perder a noção do Tempo, porque, quando brincamos, acendemos uma nascente de alegria, e três horas é como se fossem uns cinco minutos que passaram.

     Quando estamos a brincar os relógios podiam perder os ponteiros, como nos quadros de Salvador Dali, em que os relógios escorregam como ovos estrelados a entornar-se. Ao brincar, o tempo parece ser uma roda gigante.

    Muitas vezes, nós pensamos que todos gostam das brincadeiras, mas nem todos, e alguns até saem ou desistem. Sim, desistem: se brincar tiver muitas regras difíceis, como nos jogos em equipa, há pessoas que não conseguem aplicá-las tão bem e saem para não prejudicar a sua equipa.

     Outros continuam a jogar, mesmo que não saibam, pois o importante não é ganhar, mas jogar unidos.

     Em conclusão:

     O tempo é uma medida para medir que horas são. Muitas vezes nós queremos que ele passe mais depressa e os minutos parecem horas; às vezes queremos que passe mais devagar e as horas parecem segundos.

     O tempo é misteriosamente variável, conforme com quem estamos e conforme aquilo que fazemos: lento, rápido, estreitinho, imenso, parado num charco ou uma onda feliz que enrola os amigos e salta para a Vida Eterna.

     O nosso tempo é muito importante, por isso temos de aproveitá-lo bem. Cada minuto é precioso!

Texto a 3 Mãos

Afonso C, Manel D e OE

(Exercício de “Eu quero ser  escritor” que consiste em, a partir de um tema acordado, cada autor escrever durante um curto período de tempo e passar o caderno a um companheiro e receber o caderno do terceiro, a um sinal dado. Cada autor se reveza para dar o sinal e os cadernos vão circulando entre os três autores.)

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Acampamento Kikiwaca – A Quinta Inesquecível

 

Praia do Meco

Hans Pohl via Compfight

Dedicado aos Aprendizes da Oficina do 5C e seus Convidados: Alexandre, André, Madalena e Carolina.

     Os quatro amigos foram acampar na Quinta do Miguel, na praia do Meco que é da mãe do André, lá para o Sul do Tejo.

     O André montava as tendas com especial perícia. O Alexandre sabia truques com cordas e fez uma escada para subirem e descerem da árvore.

     As duas amigas inseparáveis prepararam um petisco de salsichas espetadas nuns pauzinhos e tostadas numa fogueirinha improvisada.

     Quando subiu no céu uma lua imensa – pois era Páscoa – os quatros amigos reunidos à volta do fogo escutavam os ruídos da noite: uma coruja branca piava, ouviam-se pequenos seres rastejantes por trás dos arbustos e uma jovem raposa veio espreitar a Carolina, puxando-lhe um bocadinho pelo cabelo.

     Foi então que o André se pôs a tocar no seu miniteclado portátil e toda a floresta pareceu silenciar para escutá-lo.

(Exercícios Criativos: improviso para Projetos de Férias)

O E

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Avaliação de Desempenho e Novos Projetos

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Imagem: Oficina de Escrita

Balanço de Desempenho e Objetivos para o 3º Período

        O que correu francamente melhor este período nas disciplinas de estudo:

       O teste de HGP

      A que é que se deve esse progresso?

      Ao facto de estudar mais.

     Qual o método de estudo que funciona melhor com HGP?

     Ler e fazer perguntas.

     Podemos aplicar este método a outra disciplina que precise de progresso?

    Podemos experimentar a Inglês.

     Notas a Partilhar

 81% HGP; 80% a CN ficha; 65% a Português.

     Objetivos para o 3º Período

       Subir a Matemática e a Inglês.

Estrutura do 3º Período

Sem 1 a 4 – de 4 a 26 de Abril

Sem 5 a 8 Maio

 Sem 9 Junho

Semanas de estudo

2 e 3 + 6 e 7.

Método a Aplicar para Inglês

Treino intensivo de Gramática.

Fazer os tpc; aproveitar a aula; pedir exercícios de treino.

Método a Aplicar para Matemática

Técnicas de resolução de problemas.

Exercícios da explicadora para férias

Fazer sempre os tpc.

Autocontrolo no comportamento

  • Há um certo progresso no autocontrolo; é mais difícil a Matemática. O prof. fala rápido.
  • É preciso escrever muito.
  • Str Bento pôs-me à frente com o Gustavo F, Gonçalo C e o Diogo G.

Lourenço C, 5B

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Estratégias para um melhor Desempenho

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Imagem: Oficina de Escrita

Balanço de Desempenho do 2º Período

E Objetivos para o 3º Período

  1. Pontos Fortes: Ciências.
  2. Pontos Fracos: Matemática – porque os testes e a matéria eram muito difíceis.

Objetivos:

Melhorar a Matemática; tentar ter quatro a Inglês.

Estrutura do 3º Período

Sem 1, 2 e 3 – Estudar

Sem 4 e 5 – Testes

Sem 6 e 7  – Estudar

Sem 8 e 9 – Testes

Sem 9/2Despedida

Estratégias

Matemática Estudar em 5 etapas antes de cada teste; 2ª 3ª 4ª – reler a aula e fazer o tpc; Consultar a Mãe.

Inglês –  Explicação – 6ª ou 4ª. 3ª 45m; 5ª 90m – reler a aula, quando não há tpc.

Horário de Estudo

2ª 17h 15 – 18h 30 com intervalos.

3ª 20h – 20h 30…

4ª 17h às 19h (30m de Inglês + 30m de Matemática.)

5ª  20h – 20h 30…

6ª ZZZZZZZZZZZZ

Fins de semana em que há testes

Sábado: 18 30 – 19 30 – TPC

Domingo: 15 30  – 19/20 30 com intervalos.

Com a ajuda da Mãe.

Diogo TV, 8A

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Balanço e Objetivos

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Imagem:  Oficina de Escrita

Balanço de Desempenho do 2º Período

E Objetivos para o 3º Período

  1. Pontos Fortes: Matemática. Inglês.
  2. Pontos Fracos: Ciências e HGP

Objetivos: melhorar a CN e HGP

Estrutura do 3º Período

Sem 1, 2 e 3 – Estudar

Sem 4 e 5 – Testes

Sem 6 e 7  – Estudar

Sem 8 e 9 – Testes

Sem 9/2 – Despedida

Estratégias

CiênciasEstudar em 5 etapas antes de cada teste; 3ªs e 5ª reler a aula e fazer o tpc;

Apontamentos: escrever o principal. Esquematizar as noções.

HGP – Estudar em 5 Etapas antes de cada teste; 3ª e 6ª – TPC e reler a aula.

Apontamentos: escrever o principal e esquematizar as noções.

Horário de Estudo:

3ª 17h – 18h Estudo com a Vera

5ª 17h- 18h Estudo com a Vera

6ª 17h – 18h Estudo com a Vera

Em Casa: 18h 30 – 20h com intervalos

Fins de semana em que há testes:

Sem horário.

Carol F, 6C

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As Montanhas da Alegria

Grande Boucle

Raphael Goetter via Compfight

Dedicado a Carolina S-C e Mafalda da Oficina do 6B

     Finalmente, chegamos ao fim do 2º período! Estávamos esfuziantes de alegria, Empurrávamo-nos para entrar nos autocarros especialmente alugados para o nosso passeio ao Aqua show no Algarve!

     A prof. Kate apitava com força para nos organizar e sentar nos lugares. Todos queríamos ir lá para trás e sentados ao pé das janelas. A Mafalda, a Carolina e eu tínhamos levado um jogo ultra leve e rápido que se podia jogar com o autocarro em andamento.

     Chegamos sem demora ao local dos nossos sonhos: não havia longas filas de espera, pudemos logo avançar para as nossas montanhas russas de água, quase a pique, as águas espumando na descida vertiginosa, irisadas pelo brilho do sol.

     Descemos e subimos e voltámos a descer, vezes sem conta, entre gritos, canções e gargalhadas, três amigas à solta na liberdade total dos elementos, água, ar e luz, viagens de paraíso!

    Nestes momentos é que celebramos o trabalho vivido e o esforço despendido ao longo de tantas semanas de aulas: somos a coroação de uma vitória, um desejo em tumulto realizado, somos o voto vivo de mais felicidade e o próprio brinde na Amizade!

OE

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O Dinheiro traz Felicidade?

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Creative Commons License Purple Slog via Compfight

      O dinheiro não traz felicidade, porque, de que vale ser rico, se não tiveres amigos? Não se compra a amizade.

     Hoje em dia, o mundo anda muito à volta do dinheiro. Há quem diga que o dinheiro traz felicidade, mas uma pessoa pode sentir-se só, e quando não houver mais nada que comprar?

     O dinheiro é “tipo” uma peste: veio e deu cabo de tudo, por isso é que o mundo gira à volta do dinheiro.

     O dinheiro não é infinito: quanto mais se comprar, menos é o dinheiro que as pessoas têm. Há pessoas que trabalham das nove às dezassete, para receber um salário mínimo todos os meses. Há pessoas que não têm condições para cuidar de si e da sua família.

       Esqueçam o dinheiro e concentrem-se nas coisas mais importantes da vida.

Bernardo M 7A

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Amigos Inseparáveis

Abseiling Window Cleaners

Theen Moy via Compfight

     Num mundo longínquo, havia dois amigos inseparáveis; eles viviam num mundo desconhecido e super-bonito.

     Um chamava-se Afonso e o outro Manuel. Desde a infância que se conheciam, andavam sempre juntos e brincavam sem parar. E ainda hoje, todos os dias eles se falam e brincam juntos. Todas as férias, cada um vai muitas vezes a casa um do outro.

     Esta amizade nunca acaba. Temos de ter o conceito de fazer cada vez mais amizades pelo mundo, perdoar os amigos e perdoar ainda mais o inimigo.

     Estes momentos que passamos com amigos, fazem-nos sentir um toque gigante interior, a dizer:

É Melhor não perderes esta oportunidade de ganhares uma Amizade para sempre!

Afonso C, 6A

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Objetivos de Ano Novo

Adventure plotting

Creative Commons License Chelsea Marie Hicks via Compfight

Balanço desta Etapa

O que foi mais interessante? Ou mais curioso? ou que levantou questões?

Este período o que mais gostei foi de Matemática; antes não gostava de Matemática. Gosto mais ou menos, também depende da matéria.Gosto de decompor em factores primos e do número Pi 3, 1416….

Objetivos de Natal

Gostava de melhorar as notas de HGP e  de Ciências.

Organização do Estudo:

1. Estudar antes dos testes, por etapas.

2. Tenho um tempo para estudar, cada dia, quando saio às quatro e vinte:

Segunda – faço tpc em casa, a partir das 17, até às 18h; depois tenho explicação.

Terças e Quintas – tenho Inglês, cá na escola, e só acaba às 17h 30. Em casa, ainda tenho tempo de fazer os tpc antes do duche .

Quartas – tenho explicação e acabo por volta das 17h; aqui posso prolongar o estudo no caso de haver testes.

Sexta  – estou livre depois das quatro e meia e aproveito para fazer os tpc, porque no fim de semana tenho Vela, 7 horas no Sábado e 7horas no Domingo.

Para estudar antes dos testes, por etapas, tenho de encaixar 45 m na quarta feira e uma hora com dois intervalos na sexta.

Para uma próxima vez vou detalhar os possíveis métodos de trabalho.

Tomás G, 6C

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Advento 2015 – Reflexão

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Creative Commons License nociveglia via Compfight

    Neste momento, sinto-me preocupada com o estado de vida do meu irmão. Sei que às vezes não nos damos, mas eu sinto um valor sem limites nele: eu adoro  o meu irmão. Também passamos por tempos difíceis, em alturas difíceis, mas o meu coração fala mais alto. 

     Quero dar valor a tudo o que for possível. Em primeiro lugar à família e depois ao amigos, também  aos Best friends e tudo o mais . O que escuto dentro de mim é mais forte. Aconteceram muitas coisas horríveis mas as reflexões e a palavra de Deus acalma-nos.

      Eu só confio nas pessoas mais próximas de mim e também naquelas com quem a gente fala e depois, começamos a dar-nos bem. Também há outra forma de ganhar confiança: é  através do “amigo secreto”, este ano vou comunicar com ele através de cartas, até ao Natal.

Margarida C, 6C

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Oito dias para Subir uma Nota

Big Ben

Flavio Leone via Compfight

A – Objetivo: subir a Inglês

B – Estratégia:

B 1 – Organização do Tempo – temos oito dias.

4 dias estudo: sábado e domingo: duas revisões globais; sexta de tarde, dia 13;terça dia 17 na tutoria;

B2 – Matéria – Gramática e Composição

B3 – Métodos a aplicar:

1 –  Escrever uma composição sobre tecnologia e comunicação social.

2 – Present simple and Present continuous – fazer os exercícios.

3 – Past simple verbos irregulares; past continuous; – fazer os exercícios.

(…)

Sofia L, 8C

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Ir mais longe a Português e a Ciências

 

 Caver at the Kings's Shower wrcochran via Compfight

Objetivo: A Carlota e o Vasco  querem melhorar a sua média a Ciências. 

Tempo disponível: Faltam seis dias úteis para o último teste de Ciências. 

Organização dos tempos de estudo: Vascovai estudar em especial na 3ª , dia 10, quinta 12, terça 17, na explicação das 17h às 18h e na tarde de sábado dia 14.

Carlotavai estudar em especial na segunda, dia 9 e dia 16, na quarta, dia 11 e dia 18, na explicação e na 6ªdia 13, das 17h às 18h.

Estratégias:

  • Intensificar o cuidado em estar atentos nas aulas.
  • Dividir as páginas da matéria por quatro e por seis sessões:
  • Vascoa Ciências dá 7 páginas por cada sessão de estudo, reservando uma sessão para rever tudo.
  • Carlota – a Ciências dá cerca de 5 páginas para estudar por cada sessão, reservando 2 sessões para rever tudo.

      Métodos de estudo:

          (Carlota)

  • Estudo dialogado na explicação.
  • Estudo pessoal: Falar alto; fazer exercícios a português, do caderno de actividades e a Ciências, do manual;
  • Estudo dialogado em casa: pedir à Mãe para fazer perguntas. a Ciências.

      (Vasco)

  • Estudo dialogado na explicação.
  • Estudo pessoal:
  • Fazer exercícios de Português e de Ciências.
  • tapar a matéria com uma folha e repetir mentalmente.

         Autoavaliação do domínio dos tópicos de estudo:

  • Verificar o domínio dos assuntos em Ciências colocando um “V” diante dos tópicos de estudo:

    1. Sistema digestivo: tubo e órgãos          

    2. Transformações dos alimentos na boca

    2.1. no estômago

    2.2. no intestino delgado

    2.3. no intestino grosso.              

    3. Digestão nos carnívoros

    4. Digestão nos herbívoros

    5. Digestão nas Aves

Carlota C e Vasco L, 6C

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Experiência de Poesia

White Spots Added Glitter Into PaintsCreative Commons License angelandspot via Compfight 

     A disciplina de língua portuguesa fez com que eu aprendesse uma forma diferente de expressar os meus sentimentos, descobri que consigo escrever poemas.

     Se uma pessoa souber fazer poemas, sabe ir buscar o estado de espírito de que precisa para um poema e sabe representá-lo, entre vários estados de espírito, em qualquer altura; há pessoas que conseguem fazer isto.

     Quando estou a escrever um poema, parece-me que estou a aproveitar o meu tempo, não apenas para mim, mas também para os outros, o que normalmente não noto quando estou a fazer outra coisa.

     Na minha poesia, primeiro, tento não copiar as outras pessoas; falo sobre o que me ocorre espontaneamente; se eu estiver inspirado, sinto que vou escrever um poema, mas eu nem sequer sei o que vai sair.

     A inspiração é quando alguém pensa que consegue fazer tudo o que quiser, desde que não chegue aos limites, como voar sem apoiar-se em nada, só com o que há em mim.

     Aprecio qualquer poema, se for bom; fico contente por o ver, mas ainda não tenho preferências. Vou fazer poemas sempre que tiver inspiração.

Duarte P, 8C

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Leitores de Todos os Tempos

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Imagem: Oficina de Escrita

Exercício de escrita criativa: escrever durante 3 minutos, sem parar, seguindo só a ordem das letras do própio nome.

     Mariana chamo-me eu, que não gosto nada de aprender HGP, pois prefiro a Dança, porque não interessa o que os reis aprenderam, e o que fizeram, ou ler os documentos que escreveram e com quem eles casaram…

     As roupas nem eram nada bonitas, como agora, nesta geração, nem sabiam mexer num telemóvel nem num tablet…

    E, para eles, o que são computadores? Pensam que é só escrever à mão, mas também é mais fácil escrever a computador. E não temos de gastar a nossa voz para ler os livros em voz alta, para sabermos as coisas que eles descobriram.

   Mas afinal não foram pouco inteligentes, pois, se cremos noutra vida, podemos pensar que eles conseguem ver o nosso site para ler isto! Não se esqueçam, todos os do passado, do presente e do futuro, de ler todos os dias os nossos textos, porque é muito divertido fazer isto!

Madalena C, 6A

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O Quinto Ano é o Maior!

 Classroom in Fort Christmas Matthew Paulson via Compfight

     No primeiro dia de aulas, a minha Mãe foi-me pôr à escola e, quando cheguei á sala, parecia que ia fazer mais amigos. E foi isso que aconteceu!

     Esta coisa de ter vários professores é um bocado confuso, mas é bom, porque aprendemos mais e temos mais amizades.

     A professora da Primária chama-se Ticha; eu gosto muito dela. A Ticha é como se fosse da minha família. Nós inventamos uma música para ela, que é:

No primeiro dia de aulas, ninguém se conhecia

A Ticha apareceu e fez magia!

No entanto, trabalhamos

E depois até brincamos:

Fomos para o recreio, saltar à corda

E a Ticha tornou-se a craque da Corda.

Yô, adoramos a Ticha!

No último dia de aulas, toda a gente chorou

Dizer adeus à Ticha foi oque mais custou!

Yô, adoramos a Ticha!

Yô, adoramos a Ticha!

     Nos recreios, nós íamos brincar para o “Caracol”, era o nosso esconderijo secreto.

     Eu gostava muito de ir a festas, porque iam sempre pessoas desconhecidas e, assim, tinha mais amigos. Adorávamos jogar a “Raparigas apanham rapazes”: a “meia-lua” era uma esquadra onde púnhamos os rapazes presos quando os apanhávamos. Eu e a Maria cercávamos os rapazes rápidos e eles não escapavam!

     Agora, o meu objectivo de estudo é subir a nota a Inglês. Tenho três semanas e meia para estudar; duas vezes por semana tenho um apoio de Inglês com a minha prima que está no 7º ano e tira sempre 100%! Às quartas-feiras vou estudar 30 minutos sozinha, para verificar se sei.

     Para a minha Turma ficar em união, eu fazia várias coisas: poderia ajudar a turma a ser melhor, para sermos todos mais amigos.

    Desejo que toda a gente na Turma seja feliz e amiga, que não seja injusta e que tenham saúde. 

Maria M, 5B

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O que não tem Matemática?

    mathematics, the language of nature

 ▓▒░ TORLEY ░▒▓ via Compfight

    Era uma menina chamada Madalena  que estava na aula mais secante  para alguns miúdos e a mais apaixonante para outros.  Sabem qual é? É a Matemática! O professor dela disse assim para um aluno:

     – Qual é o valor de Pi, Afonso?

     – Não sei!

     E os alunos disseram:

      – É 3, 14!

      De seguida, o Professor perguntou assim à sua Turma:

     – Qual é a coisa que não tem Matemática?

     E os alunos foram dizendo:

     – As letras

     Mas o Professor ia respondendo:

 

    – O alfabeto tem 26!

    – O Português

    – No exame pedem-vos 140 a 200 palavras.

    – A Moral

    – Os Mandamentos são Dez!

    – A cola

    – Vem num tubo cilíndrico!

    – As nossas pernas

     – São retas!

    – O nosso tubo digestivo

    – Tem órgãos com diversas formas!

   – Então o que é? – perguntaram os alunos.

    – Não sei, descubram vocês!

     Quando os nossos leitores acharem que já descobriram, vão-nos dizendo: ponham nos comentários e nós vemos se está certo. Obrigada.

Madalena C, 6A

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Subindo a Inglês

     Colorful hot-air balloons in Nyaungshwe, Myanmar Dietmar Temps via Compfight

     Para o Natal nós gostávamos de subir a nossa nota de Inglês. Faltam 17 dias úteis para o próximo teste. Como vamos usar este tempo:

  • Podemos prestar mais  ainda mais atenção nas aulas.
  • Tirar todas as nossas dúvidas – durante as aulas e em casa. A Maria usa um bloquinho para apontá-las.
  • Posso jogar a um jogo de Ingês com a minha mãe: leio parte do manual e a mãe faz perguntas. (Este é um método  da Maria.)
  • Sábado e Domingo o Duarte vai estudar : fazer os exercícios que a Professora indicar, durante uma hora com um pequeno intervalo.
  • 2ª 4ª e 6ª a Maria vai fazer os exercícios que a Professora indicar além do jogo com a Mãe – 30m a acrescentar ao tempo de estudo diário.

Maria S e Duarte S, 5C

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Um Novo Mundo

1972 Modella orange Schule 2 diepuppenstubensammlerin via Compfight

     Quando cheguei ao quinto ano, senti-me muito nervosa, também feliz e as minhas amigas ajudaram-me quando eu estava nervosa.

     Há coisas boas e más em ter vários professores; as coisas boas são: como tenho vários, posso conviver mais e aprender formas diferentes de aprender;  as coisas más são que temos mais disciplinas.

    Agora, a vida é melhor, podemos partilhar mais e temos mais amigos.

     Inventámos uma música para a  nossa professora Ticha

   No primeiro dia de aulas, ninguém se conheciaA Ticha apareceu e fez magia!

No entanto, trabalhamos

E depois até brincamos:

Fomos para o recreio, saltar à corda

E a Ticha tornou-se a craque da Corda.

Yô, adoramos a Ticha!

No último dia de aulas, toda a gente chorou

Dizer adeus à Ticha foi oque mais custou!

Yô, adoramos a Ticha!

Yô, adoramos a Ticha   

  A festa de despedida do 4º ano foi a festa mais inesquecíve:l fizemos um piquenique surpresa no Parque Marechal Carmona.

     Agora, quero subir a nota de HGP; tenho duas semanas e meia para estudar para o teste. Vou perguntar ao  professor até que página ele pensa ir na matéria. Depois vou dividir o número de páginas por 10 dias. Vou estudar com a minha Mãe, um bocadinho à noite e aos fins de semana.

     Na turma tenho uma missão, que é de estar ao pé de rapazes que falam muito e tenho de tentar que eles se acalmem; nisto houve uma coisa má que foi ficar afastada da minha amiga Maria.

     Eu gostava de conhecer melhor algumas pessoas da turma. Desejo que os rapazes que se portam mal se passem a portar melhor para termos aulas mais vivas.

     Desejo a todos que sejam felizes e que até ao Natal aconteçam coisas boas!

Maria B, 5B

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rainy (cc)Creative Commons License Martin Fisch via Compfight

     Estávamos no décimo segundo dia do mês de Novembro; estava um céu cinzento naquela zona, vento e mar bravo; os pássaros cantavam, tentando alegrar o mundo, mas nada alcançando.

     Guilherme era uma pessoa solitária, que não tinha onde cair morto; vivia num pequeno apartamento de um prédio humilde, numa má zona.

     Ele era trintão e solteiro, triste e incompleto. Vivia a sua vida numa rotina chata e amarga, vazia. Sentia-se incompleto e ele queria completar-se; não procurava de forma completa e faltava-lhe completar a sua busca incompleta da completude absoluta.

     Acelera, muda de faixa, pé na embraiagem e quarta mudança, pé no acelerador, toque leve no travão, travão e acelerador. Enquanto fazia a curva, vinha uma descida: acelera, embraiagem, quinta mudança, três mil rotações. Guilherme já se aproximava da descida: ponto morto e o carro simplesmente deslizava.

     Era esta a forma de Guilherme se completar um pouco mais, com esta sua paixão. Todos os dias ele se desafiava a dar mais e a dar melhor; tinha uma condução perfeita e suave e estava bem acostumado ao seu Audi AG, a única riqueza que ele tinha.

     Guilherme chegou ao escritório às oito e quarenta e cinco, no seu horário puxado. Treze e cinquenta: Guilherme fazia a primeira pausa no seu trabalho árduo. O dia aquecera e o sol aparecera, ganhando, assim, uma vez mais, às nuvens, que surgiam no horizonte, escuras e pesadas; adivinhava-se chuva forte.

     Mesmo assim, Guilherme achava que estava muito abafado, que o dia estava mau, mas ele achava isto porque o dia dele estava a ser um dia mau. Os seus olhos brilhavam e o dia iluminava, quando o seu dia melhorava. Quando ele conduzia o seu Audi AG.

     Guilherme foi à cozinha da empresa aquecer o seu almoço. Tomou-o de uma forma rápida e solitária. Foi tirar o café e dirigiu-se à sua secretária para voltar ao trabalho; eram duas e vinte e cinco.

      Ele trabalhava muito e recebia mal. A sua própria função afastava-o das pessoas. Era uma sala com cerca de uma dúzia de secretárias, mas poucos deviam saber o nome daquele jovem.

[…]

Vasco S, 7A

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O que Torna uma Conversa Inesgotável?

     Between the columns JF Sebastian via Compfight

     Falamos todo o dia…falamos tanto…no entanto, por vezes, tapamos o vazio com um fio de palavras como colar de contas que nos ajuda a saltar no carreirinho do tempo, de momento em momento, sem que o coração consiga respirar.

     Às vezes acontece o milagre: o tempo dobra-se e volta, vai e volta, como a naveta de um tear lançado pelas palavras; escava um círculo que se aprofunda e o instante presente parece alargar-se ao infinito.

     O que torna uma conversa inesgotável?

     Foi ela que provocou a alquimia do tempo: o adensou, o curvou, o inclinou para dentro e depois o ampliou sem limites. O coração respira fundo, a inteligência espreguiça-se e lança-se à dança de pensar.

     Alguém está connosco e nós próprios somos, finalmente, alguém para o outro.

     Que dizemos? Que falar é este que faz do tempo um barro em seus dedos de palavras?

     Quem nos tornamos, um para o outro, interlocutores únicos, emergindo cada um para o reconhecimento do outro, como duas questões vivas a aprofundar sem fim?

Conversas na Oficina

OE

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 Rain Room - Random International

Tom via Compfight

     Este era um daqueles dias tristes e escuros, frios e apressados.

    Parece que as pessoas vivem porque vivem, que as pessoas vivem porque sim, vivem sem razão, numa vida apressada; não é propriamente uma vida triste, é uma vida sem sentimentos e sem emoções, uma vida sem sentido, para as pessoas que não o buscam.

     Não sabem o que fazem, mas nem se perguntam. Acho que é o que elas têm, porque é o que merecem. São pessoas que se distraem da vida. Mas, na minha opinião, são porque o querem.

     Se eu sou triste, sou porque quero, apesar de nós não pensarmos nisso, se eu não conseguir fazer algo, não consigo porque não quero. Porque não me empenho, porque não o quero realmente, porque tenho medo de falhar ou medo de conseguir o que mais quero conseguir e depois já nada fazer sentido. Tenho medo de conseguir, e, em algumas coisas, prefiro sonhar, querer, esperar, e às vezes, sofrer e nunca chegar.

     Até isto não serve para tudo, mas se a única coisa que me faz sentido na vida é sonhar algo, quando o concretizar, a vida já não faz sentido. Talvez porque eu, sem me aperceber, não quero que faça sentido.

     Mas adiante, era um dia frio e triste.

    E numa rua fria e triste, alguém frio e triste se perguntava o porquê de tão pouca alegria. Perguntava-se o que fazia naquela vida, naquele mundo criado por ele, no mundo dele. Assim como cada um de nós vive no seu próprio mundo, no mundo que temos, no mundo que fizemos, mas às vezes não é o mundo que queremos.

     No mundo desse alguém pairava ódio e tristeza, parecia que esse alguém estava triste com ele e cansado dele, sim, estava cansado dele próprio. Já nada lhe fazia sentido e ele já nem sabia se alguma vez algo lhe fizera sentido outra vez. Já nem tinha sonhos, nem ninguém, já só tinha bens materiais que, normalmente, de nada servem…

Vasco S, 7A

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A Amizade é tudo numa Vida

 

       St. Stephen's Pink - HDR

        Creative Commons License Nicolas Raymond via Compfight

     O que é para mim a amizade?

   Para mim, a amizade é tudo: pela amizade, quando tenho amizade, sinto que posso fazer tudo.

     As amigas verdadeiras são as amigas com quem nos podemos sentir à vontade, a quem podemos contar tudo o que sentimos.

     Sinto-me diferente quando vivo uma amizade autêntica: sinto-me mais alegre, porque a amizade é o verdadeiro sentido da vida.

     Quando me aborreço com a Beatriz, com a Federica ou com a Maria, sinto-me mal, não gosto, porque sem a amizade não há nada, porque eu grito com elas sem razão.

     A amizade é tudo numa vida. Eu podia fazer qualquer coisa para toda a gente ser feliz, mas têm de ter amizade.

Maria B, 5B

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Quando vivo a Amizade

SUBLIME BEAUTY (TO MY BELOVED FRIEND J.J.)

José Luis Mieza via Compfight   

     O que é para mim a amizade? O Amor que tenho pelas minhas amigas e amigos…

     Amigas de verdade são amigas que me amam como eu sou.

     Eu sinto-me diferente quando estou a viver a amizade; sinto-me mais feliz por estar a brincar.

    Quando eu discuto com a Fedê ou com a Maria H fico triste, porque me sinto mais sozinha.

     Mas a amizade não tem sentido sem o amor que temos por nós próprias.

     Eu fazia um espetáculo sobre como é bom ter amizade, para todo o Universo perceber que a Amizade é o melhor que pode haver no mundo.

Maria M, 5B

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“Escrever Objetivos com Clareza”

As pessoas que têm objetivos escritos com clareza realizam muito mais e num período de tempo mais curto do que  podem imaginar as pessoas que os não têm..

recado_5A_miniBrian Tracy

     O objetivo, aqui, é transmitir precisamente isto: que os nossos  jovens estudantes possam configurar os seus objetivos com  clareza, descobrindo, ao mesmo tempo, o extraordinário poder  libertador de energias para os realizar que se exerce ao escrevê-  los.

     Só por experiência se pode verificar que o hábito de escrever  esclarece, desagrega barreiras, abre novas possibilidades, faz  brilhar, à nossa frente, as pistas frescas do sentido; escrever  sonda o futuro, é um “ascultador de Deus”.

     O que pode induzir os nossos estudantes a escrever?

     As perguntas abertas: uma pergunta bem medida, bem pesada, com a dose certa de referência ao real e de adesão à multiplicidade dos possíveis tem o poder de dinamitar a crosta superficial do autoconhecimento e do senso comum geral por onde filtramos passivamente a nossa experiência única do mundo. 

    As perguntas-alvo que permitem modelar os nossos objetivos penetram na massa turbilhonante dos encontros felizes e dos deveres de escola, não para dominar o vivido, mas para desenvolver os dons que em nós germinam e para melhor servir as necessidades dos que nos foram entregues por amor. 

O. E.

Imagem da Oficina 

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Sobre o Silêncio Ativo

     Ssshh

Damien Roué via Compfight

“Há silêncios repletos de silêncio. Eles escutam-se.”

Eugène Guillevic

     O ritmo sacudido das chamadas da vida deixa-nos, frequentemente, dispersos;  vimos então em socorro da nossa própria concentração, tentando protegê-la: como se uma certa “forma” buscasse recolher um impulso generoso derramado. Traçamos um círculo protetor à sua volta: um horário claro, limites de colaboração bem definidos, não participação em surpresas… e litros de silêncio, para empapar de novo o húmus criativo. 

     Praticamos o silêncio ativo por um despojamento de pensamentos vãos; eles  nascem na agitação superficial do que meramente ocorre à nossa volta, mas não nos solicita num compromisso pessoal. Tornamo-nos assim, “anónimos” para nós próprios. Tentar conduzir “pela mão” o que espontaneamente se forma na nossa mente liberta as forças para uma atenção mais intensa e aberta à riqueza do real.

     “Estar”, simplesmente, acaba por ser uma arte: não existe algo como a “força de gravidade” num momento. Só “o peso” que se traz no coração pode assumir e instalar numa forma pessoal essa espécie de “elasticidade informe” que há no próprio presente. 

     Um coração dissipado não tem rumo a dar ao tempo. Um coração navegante gera as próprias correntes favoráveis precisamente nos troços por onde lhe parecia não poder transitar.

O. E. 

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À Procura de Perguntas

onde-se-escondem-palavras-mini

     Michèle Martin, no seu blog The Bamboo Project, partilha  múltiplas formas de    desenvolver uma prática de escrita reflexiva, publicando pequenos pacotes de    perguntas selecionadas para ir ao encontro de diferentes objetivos no âmbito do  desenvolvimento profissional.

     Escolhemos este pequeno punhado de questões, que podem orientar este treino de  escrita tanto dos nossos estudantes como nosso:

1. Como me sinto? Porquê?  

2. A que perguntas gostaria de responder? (3 a 5)  

3. Três projetos em curso de realização, neste momento. 

4. O que estou a aprender em cada um deles?

5. Em que posso melhorar?

    A primeira pergunta, que pode sempre introduzir qualquer outro questionário, parece, à primeira vista, um pouco estranha aos contextos a questionar.

    Contudo, o seu poder revela-se quando nos dispomos a responder-lhe sem reserva ou preconceito.

    Com efeito, ela permite-nos restabelecer uma conexão interior mais profunda connosco; alerta-nos para a presença de emoções não assumidas que entravam a nossa disponibilidade para o trabalho em curso;  centrando-nos no momento presente, contribui para nos unificar; finalmente, liberta-nos para a interação com uma realidade mais ampla, mais rica de possibilidades.

O.E.

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Refletir Escrevendo

treino_para_exameImagem da Oficina 

 Escrever é explorar. Começamos do nada e vamos aprendendo à medida que avançamos.

E. L. Doctorow

      Sentimos necessidade de nos “re-situarmos” no óbvio da existência quando as pistas do sentido se multiplicam e a vida oferece uma paisagem prolífica, atravessada de movimentos contrários, de correntes lentas e rápidas, de caminhos que se entrecruzam.

    Pela  reflexão enfrentamos a riqueza viva deste emaranhado  colocando-nos a nós próprios questões adequadas.

    Interessam sobretudo aquelas perguntas que desencadeiam respostas silenciadoras, isto é, que induzem o silêncio; aquelas que nos permitem recentrar sobre o essencial; aquelas que nos dão a sensação de podermos avançar para o centro  de um assunto candente;  aquelas que facilitam a descoberta das causas de adiarmos compromissos difíceis ou que envolvem risco pessoal; aquelas, mais práticas, que nos permitem redesenhar uma hierarquia de prioridades entre as tarefas.

    O exercício da escrita reflexiva é um instrumento poderoso nestas situações comuns da vida. Apesar de  tão conhecidas, elas exigem um discernimento que a escrita  torna mais operante;   apesar de tão simples, elas escondem possibilidades surpreendentes que  só o paciente tatear da escrita pode iluminar.

O.E.

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Para Refletir…

scarborough harbour,october 2008

Creative Commons License bertknot via Compfight

“Não se aprende com a experiência, mas sim com a reflexão sobre a experiência.”

John Dewey

     A autora Sheila Cameron, no seu livro “The MBA handbook”, afirma que o efetivo exercício da reflexão é considerado, hoje em dia, como absolutamente crucial para o desenvolvimento profissional.

    No seu livro, que se dirige a estudantes do Ensino Superior, a autora mostra como a reflexão fortalece a aprendizagem e porque se torna tão importante “desenvolver o hábito permanente de refletir”.

   Inspiramo-nos na nossa autora, para quem “uma boa lista de perguntas constitui a principal ferramenta de reflexão”, tentando traçar o perfil de uma “boa pergunta”, seja para nós, seja para os nossos estudantes:  

1. Como formular questões inspiradoras ou sugestivas,  incisivas  ou com mordente sobre uma dada situação?

 2. Como adaptar tais ferramentas de reflexão à idade dos alunos que frequentam a Oficina?

O.E.

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O Teu Próprio Destino

Aos Teus Pés

Creative Commons License jeronimo sanz via Compfight

     Se dermos um passo para a frente, para trás ou para os lados, estamos a seguir o nosso destino!?

     Será que o nosso destino está mesmo à nossa frente, mas a sombra nos separa?

      Essa é a pergunta que todos fazem a si próprios…

     Será que é a água, a luz ou o vento que nos guia para o nosso destino…

     Não, é o amor que nos indica o nosso destino. 

     E perguntamos, será que estamos a amar corretamente para o nosso destino?

Não sabemos…

     Não há nenhuma palavra nem nenhuma frase que nos diga, porque o amor constrói-se.

     O amor é fonte de energia, o amor pode acabar em segundos e tu podes não te aperceber disso. 

     Lembra-te, não aceites todas as palavras do amor, porque podem conter inveja. 

     Segue apenas o teu coração para criares o teu próprio destino. 

O Misterioso Caderno Preto

Mariana R, 7A

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Como um Pássaro…

The snack bar is open Reva G via Compfight

     Três Projetos para o verão 2015: para além de gostar de ir ao Alentejo e Algarve, gostaria de ir ao Zimbabué visitar a minha família que vive lá. Os meus avós viviam numa quinta, em Moçambique, e, com a Guerra do Ultramar, a minha avó teve de abandonar a casa e foi mandada para Portugal; o meu avô ficou a combater e depois refugiou-se no Zimbabué. Vivem lá os meus tios, primos e o meu avô que, antes, vinha cá todos os Natais.

    Nas férias de 2014, descobri algo surpreendente: num dia de verão, acordei bem de manhã cedo, para ir para a vindima com um amigo meu chamado Lourenço. Nenhum de nós sabia apanhar uva, nem como, na quinta, se fazia vinho. O meu avô disse-nos que era só pegar numa tesoura e cortar o ramo do cacho – e realmente é muito fácil. No final da vindima, fomos pisar a uva: colocaram-nos dentro de um tanque a esmagar uvas…

     Se o meu 6º ano se transformasse num animal, poderia ser qualquer ave, uma vez que vimos do 5º ano com uma noção diferente do que a que a gente ganha no 6º, tal como um pássaro que, ao longo da vida, vai aprendendo a voar e a evitar os perigos.

 Rafael N, 6A

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Conversas na Oficina – Diogo T

Stained glass (LARGE panorama) @ The Evergreen State College Library - Olympia WACreative Commons License Washington State Library via Compfight

    O que pode tornar o estudo uma tarefa penosa é ter de se estudar muito para ter boa nota e, quando não se tem, fica-se triste.

     O método de estudo mais produtivo… é deitar-me na cama a estudar com a minha Mãe! Chego a casa e, primeiro, vou fazer qualquer coisa divertida com o meu primo; depois, volto para casa e estudo uma vez; vou lanchar e estudo outra vez; tomo duche e vou jantar; depois de jantar, vou rever as coisas mais difíceis.

     Em todas estas etapas, é ótimo quando a minha Mãe estuda comigo: à primeira vez, pergunta algumas coisas mais fáceis; à segunda vez, pergunta todas; à terceira vez, as mais difíceis. E se houver palavras difíceis, pergunta as mesmas coisas  muitas vezes.

(Transcrição de partilha informal)  “Diogo T, 7A

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Improviso sobre as Férias

   Mathieu FlaminiCreative Commons License wonker via Compfight

      Gosto de ir para o Alentejo, com os meus Avós. A minha cadela, quando vai beber,  costuma cair na piscina.

     Os meus pais dizem que sou “cigano”, porque, em férias, gosto de estar nas casas dos outros.

    Uma vez dormi em casa de um amigo de um meu amigo. Acordei e não consegui dormir mais, porque o Francisco estava a avançar para mim, e eu fiquei fora da cama. Também vi a gata dele a espreitar para mim, no escuro.

     Gosto de jogar nos torneios on line da Fifa 2; o meu máximo é chegar às meias-finais. O que é estranho na Fifa 2 é que já houve uma pessoa que me mandou um convite de amizade. Talvez seja porque eu jogo bem Fifa, para fazer equipa. A net irrita, porque está sempre a parar, mas são as outras pessoas que ficam sem ligação e eu passo para os quartos de final.

Manuel N, 5A

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Reflexões Finais

6th grade parent day: hallway posterCreative Commons License woodleywonderworks via Compfight

Em despedida de Grupo,  partilhamos o  balanço do nosso desempenho.

OE –  Um aspeto gratificante deste 5ºAno?

 Margarida C.A amizade entre todos; vivida em momentos especiais, como o “cad tem talento”, com as minhas companhias favoritas, a Sara e a Carolina.

Carolina F. – Apreciei os amigos; a Margarida e a Sara. Estivemos em festas e partilhamos os recreios, em especial. A amizade representa paz e alegria na nossa vida.

OE –  Em que medida têm alcançado os vossos  objetivos de estudo?

Margarida C. –  A Música estou satisfeita. Gostaria de me aperfeiçoar a Matemática, a Português e a Inglês.

CarolEstou satisfeita a Inglês, Matemática e História. Gostaria de evoluir a música a Ciências  e a Educação Física.

OE –  Têm alguma estratégia em vista?

Margarida C.Talvez refazer o horário de estudo em casa: quando não tenho atividades, 2ª , 4ª e 6ª, chego a casa por volta das 17h; lancho e começo pelas disciplinas em que tenho mais dificuldade e com elas gasto mais tempo. Neste caso, a Inglês, é necessário ter um tempo para verbalizar, porque às vezes é difícil pronunciar.

     Devo orientar o meu estudo por horas: demoro mais tempo a Português e a Matemática; a Matemática tenho de ir com calma, porque perco-me do ritmo da professora; em casa consigo refazer a aula, mas quanto ao sítio em que me perdi, bloqueio logo. Normalmente, tiro as dúvidas com a minha mãe. Sugiro refazer os exercícios da aula, com a minha Mãe.

     Para Português, sugiro treinar verbos com o meu irmão que é um craque: um verbo por semana durante 3 semanas de cada período; em relação à interpretação, posso fazer a leitura indicada para férias e partilhar na Oficina de Escrita.

Carolina F.  – Chego todos os dias às 4h e 20, menos às 4ªs. Tomo o lanche da tarde e vou estudar até à hora do jantar. Devo fazer intervalos de 45 em 45 minutos para manter uma boa concentração. Na Oficina de Escrita preciso que a professora me dê o tempo necessário para escrever. Gostava de fazer os meus próprios resumos de Ciências.

OE –  Como veteranas do 2º Ciclo, que sugestões nos dão para uma escola diferente e mais feliz?

Margarida C. e Carolina F.Gostava que usássemos roupa normal; sermos um bocadinho mais livres, por exemplo, todos termos cartão azul; nas tardes livres não termos apoio ao estudo. Trabalharmos a pares nas aulas, irmos mais vezes ao quadro; cada semana mudarmos de Delegado de Turma.

OE – Desejamos umas Férias venturosas e  um Verão 2015 cheio de surpresas.. 

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