Querido Amor Futuro

Exploring the light: hearts

Creative Commons License Philippe Teuwen via Compfight

14/02/2017

     Querido Amor Futuro,

     Eu não sei onde estás, nem onde vives, mas no futuro vamo-nos encontrar… Eu não vou pensar mais, mas sim, vou-te imaginar!

     Serás loiro, tens os olhos azuis. És um amigo simpático, extraordinário, pensativo e comovente!

     A nossa casa seria uma casa gigante, com piscina, jacuzi, com um amplo jardim e um parque enorme.

     A nossa família seria numerosa, com oito filhos: quatro meninas e quatro rapazes. Os nomes seriam: Mariana, Margarida, Maria do carmo, teresa; Manel, João, António e Francisco. Sempre, a seguir ao jantar, íamos deitar os nossos oito filhos e, depois, víamos televisão, os dois deitados no sofá.

     Quando um de nós fosse embora, em trabalho, todas as noites falávamos por video e contavas-me todas as tuas aventuras e diversões. Quando olhássemos um para o outro, sentíamo-nos únicos e felizes.

Maria M, 6B

Print Friendly

Aquela Nossa Paixão

I <3... M&Ms!

Creative Commons Licensekrheesy via Compfight

14-02- 2017

     Querido Amor Futuro,

     Não sei quem és, nem onde estás, mas sei que estás aí algures e o meu coração está já contigo e sei que nos vamos encontrar. Imagino-te simpático, amigável, rodeado de amigos e amigas; loiro, com sardas, com olhos verdes, sonhadores, como uma lagoa tranquila, rodeada de verdura e refletindo o céu – mas, sejas tu como fores, irei sempre gostar de ti.

     Poderás sempre contar comigo para o que der e vier. Quando a mim, eu sou simpática, prestável, fiel, divertida e muito faladora.

      Gostaria que a nossa casa fosse grande, com três andares, uma piscina com escorrega e um grande jardim, uma casa linda e com uma boa decoração.

     Queria ter quatro filhos: duas gémeas e dois gémeos; um cão, três peixes, uma tartaruga e uma coelha.

     Se estivermos longe um do outro, iremos falar todo o dia  e noite e cada um trará lembranças para o outro. Também precisamos de alguns momentos a sós, para falarmos calmamente, sem ninguém nos interromper. Hoje, ao pensar em ti, descobri que nos teus olhos está o meu reflexo, nos teus braços a minha segurança e nos teus abraços está a minha confiança.

Maria B, 6B

Print Friendly

Querido Amor Futuro

     Be the Scenery

Aikawa Ke via Compfight

      Querido Amor Futuro,

    Não sei quem és, nem onde estás, mas sei que existes em algum lugar. Hoje, na véspera de S. Valentim, dedico-te este contorno da minha expectativa, esperando que, de algum modo, a minha abertura ao desconhecido possa atrair-te e tocar-te o coração. 

     A nossa paixão, a princípio, levar-nos-á na crista viva da sua onda envolvente e sem qualquer esforço nos julgaremos um do outro para sempre.

    Depois começará a tarefa interminável de transformar essa força num amor encarnado na nossa própria história.

     Podemos lançar mão de todos os recursos, mas creio que na base estará sempre o sentido da solidão intransponível de onde brota a graça e a surpresa de seres tu para mim e eu para ti.

    Essa dimensão é secreta e cresce para o infinito, mas pode e deve ser alimentada com a essencial contribuição do coração ardente que se aproxima de nós no voto de se demorar por toda a vida.

     É a forma do “sim” que configura o nosso horizonte partilhado: por isso, ele permanece aberto e em permanente movimento para mais longe.

OE

Print Friendly

Compreender a Tristeza destes meus Alunos

Maple Street Playground

Ryan Alexander via Compfight

Cascais, 27/02/13

       Exmo Sr. Presidente da Câmara,

     Gostaria de colocar um campo de futebol no meu Colégio, pois não tenho dinheiro suficiente para o conseguir comprar, para os meus queridos alunos.

     Senhor Presidente, espero que pense bem neste assunto, pois os meus alunos querem divertir-se nos recreios de 10, 20 minutos e de 1h 30. Também preciso de melhores condições escolares: salas, mobiliário…

     Sr. Presidente da Câmara, mais uma vez, pense bem neste assunto: ao todo é uma despesa de 5 mil euros com as salas e de 10 mil euros para o campo, uma despesa total de 15 mil euros. Obrigada por ter lido esta carta.

Vasco L

Candidato a Presidente da Câmara.

PS – Espero que compreenda a tristeza destes meus alunos.

Vasco L, 7A 

Print Friendly

Um Tubarão na Praia

     Shark!

duncan c via Compfight

      Era uma vez uma menina  e um menino que estavam a fazer um castelo. Ela chamava-se Matilde e ele Santiago; eles estavam a brincar, quando apareceu um rapaz que começou a cantar para a Matilde e o Santiago.

     O miúdo estava a cantar para eles e, de repente, no mar apareceu um tubarão que diz:

     – Eu quero esta ilha para mim, senão como-vos!

     Eles ficaram tão assustados que fugiram. Ele já tinha devorado o castelo delas e a Matilde começou  a chorar.

      A Matilde e o Santiago, quando foram embora, viram que afinal não era um mnstro a sério: era a Beatriz e a Joana vestidas num fato de tubarão! Logo de seguida, as crianças voltaram a aparecer!

Mariana C, 6A

Print Friendly

O Mendigo e a Jovem

     Don't go breaking my heart - Macro Mondays

Creative Commons License Feathering the Nest via Compfight

     Era uma vez uma jovem que estava  a passear o seu cão, quando viu um mendigo a pedir esmola. Ela ficou tão cheia de pena que lhe deu 10 euros.

     O mendigo, que se chamava Manel, agradeceu à Cláudia, a qual depois o convidou e foram almoçar fora. No restaurante, as pessoas começaram a olhar de lado para ela. A Cláudia começou a mandar vir com as pessoas:

     – Porque estão a olhar?

     O Manel saiu a correr do almoço. A Cláudia foi atrás dele e, quando o viu, beijou-o e a seguir correu para longe. O Manel foi atrás dela.

     A Cláudia estava á beira de um lago de felicidade. O Manel aproximou-se devagar e declarou-lhe o seu amor. Ela disse que sim e invadiu-a uma onda de alegria.

     A partir daí, os pais dela ajudaram-no e eles tiveram um namoro muito feliz.

Mariana C, 6A

Print Friendly

O Nosso Milagre

     

     Era uma vez uma família muito normal. Essa família tinha três crianças e dois adultos e era completamente normal, viviam numa casa no campo e eram muito felizes.

     Mas um dia, a filha do meio, durante a madrugada, quando estavam todos a dormir, começou a chorar de dores de barriga. A Mãe, ouviu e foi levá-la ao hospital. E lá foram elas…

     Mais tarde, quando o médico já a tinha visto, disse que não tinha nada, mas na verdade, tinha uma doença muito grave de indigestão. Mesmo assim, a Mãe ficou convencida que filha tinha qualquer coisa, porque sentia as dores.

     Este é o início de um grande filme que aconselho a todos. Conta a vida de uma menina com uma doença rara que, ao cair de uma árvore num buraco de nove metros, curou-se milagrosamente.

Madalena M, 6C

Print Friendly

Conversas na Oficina: O Carnaval no 3º Ano


 

Francisca – Vou ver o Lego de Batman. Vou vestida de Egípcia.

Madalena – Vou de soldado de chumbo da parte de cima e de bailarina da parte de baixo.tin soldier, redscale.Ballerina Sindy

 

Joana – Vou de Motoqueira: tenho uma mota pequenina e vermelha na garagem. Levo umas calças furadas, uns sapatos sujos, fitas na cabeça, óculos de sol, capacete e blusão de cabedal.

Riding to the beach

Maria – Vou de gémea, com mais duas amigas que não estão aqui. Uma +e próxima e a outra parecida. Uma delas vai fazer uma festa.

Tomás – Vou de Mimo, com a cara branca, lábios vermelhos, com riscas na cara, , com luvas grandes, brancas, uma camisola branca. Levo também suspensórios pretos, com risca branca, , calças de fato de treino pretas e uma cartola pequena.

     Francisca – Vou de Cleóptera: com um fato preto, com diamnates, peruca preta, com diamantes na peruca, com sapatilhas pretas e vou pintada em tons de prateado.

DSC_3623

Os Pequenos Visitantes da Oficina

Tin Soldier: Creative Commons License Yutaka Seki via Compfight Ballerina: Creative Commons License SpeckledOwl via Compfight Red Moto:Reiterlied via Compfight  Mime: Creative Commons License Chico State School of the Arts via Compfight Cleopatra doll: Joachim S. Müller via Compfight

Print Friendly

O Anel Mágico

     1IMG_0215

Creative Commons License Ilkka Jukarainen via Compfight

     Era uma vez uma princesa Marlia. Essa princesa tinha um anel mágico dado pela sua mãe que já tinha morrido. Esse anel fazia com que todos os animais de que ela gostasse falassem com ela.

      Um dia, foi passear no jardim do seu palácio e encontrou um lago, onde estava sentado um sapo, e ficaram amigos.

      Ela quis levá-lo ao seu palácio; quando chegou lá, o pai, que era o rei – muito poderoso e malvado  – quando viu o sapo, disse para ele se ir embora. E para que ele nunca mais voltasse, lançou um feitiço para ele nunca mais sair do lago.

     A pequena princesa ergueu-se e disse ao pai para parar de ser mau e para quebrar o feitiço do seu amigo sapo. O pai lamentou-se e quebrou o feitiço. Depois disso, a menina pôde trazer todos os seus amigos para o castelo e assim fez muitos amigos. E viveram felizes para sempre.

Carolina C, 6C

Aluna Convidada

Print Friendly

O Ratinho Corajoso

     rhabdomys pumilio

Joachim S. Müller via Compfight

     Era uma vez uma matilha de cães selvagens e loucos. Eles matavam um animal em cada hora. Viviam numa caverna especial, com muitos ossos e um terrível mau-cheiro.

     Um dia, um ratinho tão pequenino, ficou cansado, porque ele não podia atravessar a floresta por causa dos cães selvagens. Mas, no dia seguinte, ele conseguiu sair, porque a sua mãe lhe deu uma varinha.

      O Ratinho perguntou:

     – Mas porquê, Mãe?

     A Mãe do ratinho disse:

     – É de condão.

     Os irmãos do ratinho gritaram todos:

     – Boa Sorte!

The Wild Dogs were out to play.

Wild in Africa. via Compfight

     E o ratinho saiu. Na floresta estavam todos os animais a tremer de medo. O ratinho foi para essa caverna, cheia de mau cheiro. Os cães selvagens rosnaram:

     – Outro idiota!?

    O ratinho exclamou, apontando a varinha:

     – “Ridiculus”!

     E todos os cães selvagens se tornaram uns cachorrinhos a chamar pela mãe e correram com medo da escuridão da floresta. Então os lobos, as corujas, os veados, os esquilos, as raposas, os coelhos, os ouriços-cacheiros, os pássaros chamaram-lhe “o herói” porque ele salvou toda a floresta com a sua coragem.

Svetlana T, 5B

 

Print Friendly

A Rapariga das Estrelas – III

     Cascades Mountain Scene

Russ Seidel via Compfight

      Ela decidiu comer os biscoitos e, de repente, começou a voar, mas sem conseguir controlar por onde ia.

      – Ah! – Gritou a Rapariga das Estrelas.

Oseus amigos pássaros, ao vê-la em pânico, pegaram nos três dentes-de-leão e deram-lhe.

Quando ela pegou nos dentes de leão, consegiuu equilibrar-se mas começarama por levá-la até às Estrelas.

 Quando chegou, viu que elas eram um mundo totalmente diferente, cheio de riachos da cor mais azul e cheio de árvores completamente verdes.

Ela virou-se e os seus amigos transformaram-se em pessoas como ela.

– Mas quê – Exclamou a rapariga.

– Olá, Estrela! – Ainda bem que voltaste! Sabes, tu foste para à Terra quando estavas a viajar e bateste com a cabeça. Nós ficamos aflitos, mas aquela área era desconhecida, então transformamo-nos em pássaros para ninguém desconfiar.

– Uau! Então esta é a minha casa?

– Sim, Bem-Vinda, minha amiga!

Maria S, 6C

Print Friendly

A Rapariga das Estrelas – II

Dandelions

Creative Commons License Eamon Curry via Compfight

    – Estás bem? – Perguntaram os seus amigos pássaros.

     – Sim, estou, mas ainda não vou desistir de ir às estrelas – respondeu ela cheia de entusiasmo nos olhos tristes e quase a perder a esperança. – Por mais que tente, vou sempre cair no chão.

     Os anos foram passando e a rapariga não desistiu.

     Um dia, de repente, ela encontrou uma velhota com uns biscoitos estranhos, que pareciam ser rijos como o aço mas também moles como a espuma do mar. A velhota foi ter também com a menina e disse-lhe:

     – Olá, Estrela. Toma estes biscoitos e não deixes de acreditar nos teus sonhos.

      E apontou para cima.

     – Mas o meu nome não é Estrela!

     – Foi um palpite, sabes, porque queres ir tanto às estrelas? É porque tu vieste de lá.

     – O quê? – exclamou a rapariga, espantada.

     Quando olhou à sua volta, a velhota tinha desaparecido, mas deixara uma mala cheia de cartas, biscoitos e três grandes dentes de leão. Ela decidiu abrir as cartas e todas falavam no mundo que eram as estrelas e como eram belas.

     (Cont)

Maria S, 6C

Print Friendly

O Amor Impossível

     

      Fits of depression come over the most of us. Usually cheerful as we may be, we must at intervals be cast down. The strong are not always vigorous, the wise not always ready, the brave not always courageous, and the joyous not always happy. (CH Spurgeon)

John925 (Seeing With New Eyes) via Compfight

      Quando o Amor é impossível, não há nada a fazer…

      Era uma vez um rapaz que estava apaixonado por uma moça… mas essa moça não queria nada com ele!

      Certo dia, fez-se a troca de lugares e a Diretora de Turma, “DT”, não sabia que a moça não queria nada com o rapaz…

       Então decidiu pôr a rapariga sentada ao pé do rapaz! A rapariga não queria acreditar no que se estava a passar…Não gostava de estar ao pé dele…O rapaz também não queria estar ao pé dela! Mas gostava à mesma, dela…

       Passado algum tempo, o rapaz não aguentou mais e teve de fazer uma serenata para ela, mas ela nem ficou comovida…E foi-se embora.

       O rapaz pensava que nunca se voltaria a apaixonar… O rapaz estava farto de que ela não lhe ligasse…mas também não sabia o que podia fazer mais…

       E é assim que começa e acaba o amor impossível.

Carolina F, 7B

Print Friendly

Quando tudo acaba bem…

   1978  ... AMC - the twilight years!

James Vaughan via Compfight

     Era uma vez um senhor, chamado José Alves, que usava óculos. O homem ia para o trabalho no seu carro, com a sua mala. O carro avariou – ficou sem gasolina – eram 20h 00 da noite. Ele estava cheio de fome, pois já não comia desde as 18h 00 da tarde.

     Então, decidiu ligar para a Família. O irmão atendeu o telemóvel e foi buscá-lo.

     Depois, José foi para Paris e enviou uma carta para a Família que estava em Portugal. A Família só respondeu á carta três dias depois, já ele estava a regressar para Portugal.

     E é assim que, havendo um momento desesperante, depois acaba tudo em bem!

Gonçalo R 6A

Print Friendly

Ágeis mas Perigosas

asleep ( #cc )Creative Commons License Martin Fisch via Compfigh

      Pelas florestas do mundo há criaturas que o mundo desconhece, ou melhor, que não quer conhecer. Ninguém imagina como são, mas eu sim, imagino-as ágeis e perigosas.      

     Ágeis, porque se escondem de todos, sabendo que o medo um dia vai acabar e que os humanos vão descobri-las e estudá-las, há umas que falam e que lêem e, claro, não podem faltar as gigantes sementes ou as minúsculas abelhas.

     E são perigosas: algumas sentem uma espécie de poderes mágicos, mais perigosos do que podes imaginar…

      E se encontrares uma, não te esqueças que são seres como tu, que sentem, que ouvem, que falam e que, apesar de não viverem da mesma maneira que tu, não as estudes. Porquê?

     Oh, “porquê?” é a minha pergunta preferida, mas a tua resposta, só tu a podes encontrar dentro de ti… Gostavas de ser estudado num laboratório a caminho da morte perpétua?

     Pelas florestas do mundo há criaturas e, não te esqueças, elas são ágeis e perigosas.

Francisca, 7A

(convidada da MadalenaC)

Print Friendly

O Prédio Mais Alto do Mundo

     New York Skyline From Top of The Rock

Creative Commons License Lonni Besançon via Compfight

     Era uma vez um prédio com quarenta andares, situado no Dubai,até incluía um hotel lá dentro, que era do célebre multimilionário Rirrirró.

  •      No rés-do-chão estendia-se um bar muito acomodativo, uma sala e uma casa de banho toda em esmeralda.

     As paredes eram revestidas a ouro e, no primeiro andar, encontrava-se um mini-shopping com a kidzania lá dentro.

  • O segundo andar, dedicado á sétima arte, apresentava uma sala de cinema em 3D, cheia de magia Disney.
  •  No terceiro andar, esperava-nos uma sala de espetáculos, onde os melhores atores e atrizes do mundo eram contratados para atuarem no teatro do Rirrirró.
  •  O quarto andar estava reservado para uma piscina, ginásios e um Spa com materiais feitos de ouro.
  •  No quinto, erguia-se um estúdio com tecnologia de ponta, uma base de dados completíssima e um laboratório científico fantástico.
  •  O sexto andar incluía um restaurante giratório; no andar de cima, uma sala de jogos e uma pista de skate fantástica.
  •  Nos sétimo e no oitavo andares, morava o Rirrirró: uma casa luxuosa, com dois andares; no oitavo andar era onde o Rirrirró bebia e assistia a um pôr do sol lindíssimo.

Lourenço C, 6b

Print Friendly

Os Cinzentos

     Daisy

Creative Commons License Chase Elliott Clark via Compfight

     Era uma vez um cão e um dono. Eram todos cinzentos: olhos, boca, focinho, pelos, pele, pés. etc. E tudo o que usavam e comiam era cinzento.

     Adiante. tudo aconteceu numa manhã de verão, o cão e o dono estavam a ir para o trabalho do dono em Cascais: era um pequeno café cinzento muito acolhedor que se chamava “Café Cinzento”.

     Uns minutos depois, lá tinham chegado, e logo de seguida, o dono pôs uma tabuleta na porta, a dizer “Open” e ele e o cão entraram. O cão sentou-se numa cadeira ao pé de uma grande janela com vista para o mar.

     E o dono foi para trás do balcão à espera de um cliente, até que sete minutos depois, entrou uma família de estrangeiros, o dono foi perguntar o que desejavam e o senhor da família respondeu:

      – Eram quatro panquecas, uma torrada, um galão, um sumo natural de laranja, dois copos de leite e acaba tudo com um obrigado.

     O dono anotou tudo com um lápis num pequeno bloco cinzento e depois foi em direção à cozinha.

     Exatamente sete minutos depois, vem com o pedido todo e a família come: quando o dono se apercebe de que a família já tinha acabado, leva a conta, que era de 8 euros; a família viu e deixou o dinheiro e um bilhete e foi-se embora com um grande obrigado.

     O dono foi à mesa e nem viu o dinheiro, mas pegou no bilhete e leu:

     ” Caro Senhor, gostamos muito de tudo: do seu café e da sua comida; por isso deixamos gorgeta. Esperamos que lhe corra tudo bem e, quando estivermos cá em Portugal, vamos sempre tentar vir cá. Obrigado.”

     O Senhor sentiu-se muito feliz e o cão, vendo a felicidade do dono, começou  a saltar de alegria e o dono também. Até que o cão pegou na nota e o dono reparou que era uma nota de 50 euros!

      Ficaram tão felizes que foram à praia comer um grande gelado e foram para casa. Uns anos depois, aquele pequeno café cinzento tornou-se um grande café cinzento com muitos clientes e o dono e o cão viveram muito felizes.

Madalena M 6C

Print Friendly

A Vida Selvagem – IX

The Hunt!

Creative Commons License Nick Jewell via Compfight

      Os três irmãos foram dar um passeio com os seus animais. As panteras estavam sempre a brincar e a saltar para cima deles. O cavalo Trovão estava sempre a brincar com a Cinza; os cãezinhos gostavam de brincar com as panteras: gostavam de lhes morderem as orelhas.

     As panteras tiveram um bebé preto, mas muito preto, com os olhos azuis, como a Mãe. Passados três meses, nasceu um potro preto, com manchas brancas, ao contrário do Pai.

      Os cães eram grandes amigos e quiseram fazer uma caçada sozinhos, mas foram atacados por um leão! O Serra de Estrela queria proteger o seu amigo, mas, de repente:

      – Rrrrrrrrr!

      O Leão pôs-lhe a pata na cara e estava pronto para lhe dar uma dentada no pescoço, mas o cão Salsicha, para o defender, pôs-se à frente do leão e o leão matou-o. Mas soltou o Serra da Estrela e foi-se embora.

       A Loba Selvagem passou por lá, viu o cão Salsicha no chão e gritou:

      – Porquê?!

     O Serra da Estrela viu a dona, foi ter com ela e disse-lhe:

     – Foi um leão. Nós só queríamos que tu nos achasses fortes.

     E disse a Loba Selvagem:

     – Mas vocês são fortes!

Margarida L, 6B

Print Friendly

O Animal Real que foi Inventado

cat #653

K-nekoTR via Compfight

     Era uma vez um animal que tinha umas orelhas de lince Ibérico, corpo de chita, carapaça de tartaruga, força de elefante e riscas de tigre.

     Um dia, ele foi passear e o lince Ibérico, o tigre comum, a chita comum, o elefante comum e a tartaruga comum disseram:

     – Que estranho! Foste inventado pelo cientista mais maluco que existe!

     – Eu sou como quiser. Hum! – Respondeu. – Vamos fazer o concurso do melhor animal. Concordam?

     – Sim! – Afirmaram.

     – 3…2…1…Vão!

      Correram. E o animal estranho e a chita ganharam. E atraíram todos os animais a gritar sem parar:

      – São os melhores do mundo!

       E quem ganhou foi o estranho animal. Mas quem será o dono? Na etiqueta diz que é o Miguel M.

(Teste de Português)

Miguel M, 5A

Print Friendly

Querida Ana

suritigre_ana_sofia

Imagem: Zoo de New York 

Floresta dos Castanheiros 6 de Março de 2017

     Querida Ana,

     Estou muito feliz por me teres inventado.

    O meu nome é Suritigre, o meu pelo é fofo, castanho, com riscas brancas.

    Vou contar-te um pouco da minha vida: gosto de viver rodeado de árvores e de ter, ao pé das árvores, uma ribeira. Gosto do inverno: relva coberta de neve, o vento a refrescar-me. Posso comer mirtilos, framboesas e avelãs.

     Os meus amigos são o Timom e o Pumba.

     Sou muito pequeno e tenho a cabeça muito pesada, por isso, quando vou a correr, caio algumas vezes.

     Adorei o desenho que fizeste de mim e sou muito feliz.

Beijinhos para ti,

Suritigre

Ana Sofia D, 5B

Print Friendly

A Vida Selvagem – VI

Here's Starin' at You!!!

Creative Commons License possumgirl2 via Compfight

      A Loba Selvagem e a Escura andavam sempre juntas e os seus cavalos, mas o Picasso ficou todo preto e a Loba Selvagem mudou-lhe o nome para Trovão.

     Um dia, o rapaz, que se chamava Roger, foi a seguir as pistas dos cavalos. As duas amigas estavam a andar a cavalo quando, de repente, apareceu o Roger e elas foram falar com ele para saber porque é que ele estava sempre a segui-las;  e  a Escura perguntou:

     – Por que é que nos segues?

      – Eu estou a tentar que vocês sejam minhas amigas. – Respondeu o Roger.

     A Loba Selvagem disse:

      – Ok, mas vens connosco para ver se o nosso pai aceita.

       E foram os três, mas o Roger estava amarrado. Quando chegaram, todos ficaram a olhar para o rapaz. Estavam num sítio muito escuro, num gruta gigante, com cerca de cem mil lobos! Quando o Pai viu o rapaz, disse para eles entrarem na gruta. Quando entraram, a Loba Selvagem perguntou ao Pai:

       – Pai, este rapaz quer ser nosso amigo!

      O pai respondeu:

      – Ok, mas ele vai ter de viver aqui, vai-se chamar Trovoada e vocês as duas vão ter de o ensinar. Está combinado?

       As duas disseram em coro:

        – Ok!

        Foram lá para fora e começaram por apanhar um cavalo. Apanharam um cavalo branco com uma mancha cinzenta na cara. Tentaram todos agarrar a égua e ele conseguiu montá-la. Depois, ele gritou:

      – Aleluia! O que acham de mim em cima da égua?

       – Estás bem fixe.  – Disseram a Escura e a Loba Selvagem.

       – Vamos chamá-lo “Cinza”.

        Elas não o viam mais como amigo, viam-no como irmão.

        Um dia, a Loba perguntou a todos:  

       – Quem quer fazer uma corrida de cavalos?

        E eles responderam:

       – Nós!

       Estavam a preparar-se e começaram a correr;  estavam a passar por árvores, rios, vulcões. Quem ganhou foi o Trovão, em segundo a Escura e em 3º o Trovoada.

Margarida L, 6B

Print Friendly

A Vida Selvagem – V

   Buddies

Creative Commons License Amanda via Compfight

     Ela esperou e esperou… quando a Mãe chegou e o Pai, ela perguntou:

    – Mãe, Pai, eu posso montar cavalos selvagens? É que uma vez, vi um e gostei. E se eu puder, posso ficar com ele?

    O Pai e a Mãe responderam:

    – Não, os cavalos não são para montar! A Mãe pensou um pouco e disse: – Sim, mas vais ter de o acalmar, às vezes, por causa dos lobos. Mas nós vamos dizer-lhes para não o comerem.

     E o Pai acrescentou logo:

    – Lobos, não podem comer o cavalo da minha filha!

      A Loba Selvagem, com a sua irmã e melhor amiga, foram apanhar dois potros. O da Escura era branco, muito branco. O da Loba Selvagem era branco e preto às manchinhas. O da Escura chamou-se Silver; o da Loba Selvagem chamou-se Piicasso.

     Como elas não queriam que os lobos fizessem nada aos cavalos, fizeram um estábulo numa gruta para eles. Era grande, com muita palha no chão, para eles rebolarem. A gruta estava muito escondida. Até o animal que farejava melhor não conseguia encontrar! Tinham água e leite, com cenouras.

      Passados alguns anos, os potros eram cavalos bem fortes, e as irmãs saíam de casa a correr para irem ter com os cavalos. Tentavam sempre montar; a Escura ficou com uma cicatriz na boca e a Loba Selvagem também.

    Elas eram totalmente gémeas, mas as irmãs apanharam  diamantes para fazerem uns colares, para se distinguirem. A Mãe e o Pai começaram a estranhar, mas deixaram estar.

     Um dia, conseguiram montar e, de repente, os cavalos foram a galope para a cidade, para encontrarem o rapaz que seguia a Loba Selvagem. Encontraram-no, assustaram-se e voltaram com ele para trás.

Margarida L, 6B

Print Friendly

A Rapariga das Estrelas – I

We choose to see Vol.002

Creative Commons License AM Renault via Compfight

      Era uma vez uma rapariga cujo sonho era ir às estrelas e não ia parar de tentar até lá chegar.

      “Um dia” – pensou ela – “se eu conseguir subir àquela árvore, talvez consiga ir até às estrelas.”

     Então, ela subiu e caiu.

     – Nós avisamos-te! – disseram os seus amigos pássaros.

     A rapariga das estrelas olhou para os seus amigos com um sorriso. Ela,  que era alta como o céu, mas não o suficiente para chegar às estrelas, tinha um cabelo cor de chocolate, olhos de esmeralda e um olhar cativante. A sua pele era branca como a seda e tudo fazia para proteger os seus amigos. E acreditava mais do que tudo nos seus belos sonhos e desejos.

     Então ela pensou: “Se a árvore não resultar, vou tentar com balões.”

     Então tentou e caiu.

(cont)

Maria S, 6C

Print Friendly

Todos os Desportos – I

    eder-portugal-france-uefa-euro Imagem: Goal.com

     Era uma vez um desportista profissional e a sua especialidade era ser futebolista. Começou a sua carreira com doze anos; já estava no Benfica, a jogar muito bem.

     Os anos foram passando; quando tinha dezoito anos, não queria imaginar que tinha sido chamado para a Equipa A, primeira divisão do Benfica! Ele nem acreditou e aceitou logo a proposta.

     No primeiro dia de treino, estava muito ansioso por conhecer os jogadores e também o treinador. Este, no fim do treino, disse-lhe:

      – Jogas muito bem! E amanhã vai ser titular contra Benfica-Sporting.

     Nesse jogo foi logo elogiado pelos adeptos, jogadores e olheiros (1), especialmente pelo treinador de Portugal.

     Logo no dia seguinte, recebeu uma chamada do treinador de Portugal, a dizer que estava convocado para o Mundial, na Rússia! Ele ficou super, mas super-contente e aceitou nesse instante. Os patrocínios que ele recebeu foram Nike, Adidas, Reebok e Ripcurl.

Lourenço C, 6B

(1) Olheiros são os que observam os jogadores e depois dizem aos treinadores as qualidades desses jogadores. 

Print Friendly

Ghostly, o Terrífico

Halloween Doodles

Iva Wilcox via Compfight

     Primeiro dia de Halloween em Portugal. As coisas assustadoras irão acontecer, ah ah ah!

     Um homem que vivia em Nova Iorque era o homem que teve a ideia do Halloween: chamava-se Ghostly.

     O Ghostly, em Nova Iorque, no dia 31 de Outubro, em 1900, foi mascarado do pior palhaço que podia haver no planeta Terra, porque tinha dois caninos de vampiro. Outro homem que também vivia em Nova Iorque, tinha medo dos palhaços. Então decidiu denunciar o Ghostly.

     O Ghostly não tinha comido desde o dia 1 de Outubro de 1900, o dia em que ele foi vampiro e começou a estar obcecado por um grupo de palhaços. Então, como ouviu que o homem ia fazer uma denúncia, o Ghostly atacou e deu-lhe uma mordidela tão forte que ele disse: “Polícia!”.

     A polícia não ouviu e estava ao fundo da rua a beber café. O homem medricas foi lá fazer a queixa e o Ghostly foi preso, às 23 horas, quando todas as pessoas iam fazer “doce ou travessura”  e à espera que o Ghostly os assustasse.

    Ghostly ficou preso trinta anos. Então pensou para si próprio: “Eu não vou arriscar mais aqui a minha vida. Vou para o país mais pequeno do mundo: Portugal – e assustar as criancinhas.

     Nos anos seguintes, o Halloween nunca foi abandonado por Portugal, só por Ghostly que tentou concretizar o seu sonho, que era todos os países festejarem o  Halloween.

     Em Portugal, no ano 2016, foi quando houve mais pessoas a mascarar-se e a assustar as crianças e até os adultos.

     Vais a “Doce ou Travessura” e quando bateres na última porta, alguém vai-te dizer uma coisa tão assustadora que tu não vais conseguir voltar para casa.

     Vais ficar numa casa, o nº13, onde estará uma velha que te vai dar todos os doces que irá haver na mesa. E quando fores embora, vais ouvir dizer: 

       – Espera.

Vais virar as costas e a velha vai tirar a máscara: é o Ghostly, que neste dia, decidiu assustar-te a ti.

    Atenção, atrás de ti pode estar o Ghostly.

Sofia L, 9C

Print Friendly

A Aventura da Pomba

Pigeon vol

Jacques Caffin via Compfight

       Era uma vez uma pomba. O seu nome era Flyer.

     No dia 1 de Dezembro de  2016, ela acordou às 5 horas.

    – Ainda é muito cedo! – Exclamou o Flyer.

     Apanhou as suas Adidas e subiu as escadas. Na cozinha, pegou no pão e comeu-o ao pequeno-almoço. Depois, pegou na mochila e arrumou as Adidas na mochila. Um amigo dela disse:

     – Acho que vais à Serra da Estrela.

     A Flyer respondeu:

     – Sim, mas para fazer o quê?

    – O amigo deu a Flyer muitos euros.

     – Obrigada! – disse a Flyer. E voaram.

     A 1234 km da Rússia, o vento estava tão forte, que a Flyer achou que já estavam em Portugal. Mas ela voou com o vento e… já estava em Tchernobyl!

     E a Flyer voou para a zona de exclusão. Quando atravessou a ponte Prypiat, encontrou um brinquedo, uma espada de plástico e continuou. Em Kopachi, encontrou um gato que queria comer a pomba. Flyer fez isto: voou e espetou a espada no olho do gato. O gato, sem olho, gritou e correu.

     Passada uma semana, a 8 de Dezembro, ela chegou a Portugal, à Serra da Estrela. Pagou o quarto do hotel e foi para a cama às 23h 50.

(TS de Português) Svetlana T, 5B

 

Print Friendly

A Aventura de Flyer – II

pigeon dans un ciel bleu

jean pierre PRON via Compfight

     Flyer estava na Rússia. Ela estava a pensar:

    – Onde é que eu vou passar o meu verão?

     Ela estava a pensar:

   – Tchernobyl? Não, há demasiados gatos e cães. E os ursos acordam-me.

    – França? Não, os franceses vão me comer.

     – Alemanha? Sim, é uma boa ideia!

     Ela voou para Berlim, durante a noite. Foi dormir numa rocha e, de repente, acordou.

     – Isto é Rammstein?

     Ela ouviu: “Du hast du hast du hast me?”

    Foi para o palco e pousou no ombro do solista. E cantou também: “Du hast du hast du hast me?”

     A Flyer era fanática dos Rammstein. Cantou toda a noite.

     Voou para a Rússia a 12 de Junho.

Svetlana T, 5B

Print Friendly

A Viagem a Outro Planeta

   Trip To Mars

Creative Commons License Naomi via Compfight

      Era uma vez um rapaz que se chamava Duarte e não tinha nada para fazer. Então, pensou em ir dar uma volta com a sua cadela.

     Quando o Duarte estava a passar por uma casa assombrada, ouviu um barulho vindo de lá de dentro, por isso entrou na casa e viu um cubo com um botão.

     Quando o Duarte chegou a casa, carregou no botão que fez com que ele fosse parar a Marte: viu lá uma Galinha! Tinha três olhos, um bico vermelho mais pequeno e mais quadrado que o normal, com uma cauda maior que as normais e com três caudas mais pequenas coladas á grande; tinha três patas e as penas eram azuis.

     E foi esta a viagem a Marte!

Duarte S, 6C

Print Friendly

A Vida Selvagem – III

Verulven

Anya Sergeeva via Compfight

     A loba selvagem tinha saído da gruta a correr; o pai chamou-a, mas como ela não queria parar, olhou para trás, continuou a correr e disse:

     – O que aconteceu? – E foi bater na parede.- Au! O que foi, pai?

     O pai respondeu:

     – Eu só queria dizer adeus! Mas só mais uma coisa: tens uma surpresa lá fora.

     Ela foi a correr lá para fora: estava lá uma loba que era a mãe dela, que tinha estado desaparecida durante seis anos, desde o dia em que tinham fugido da outra caverna.

    E ela gritou de felicidade:

    – Mãe! Tinha tantas saudades!

     O pai foi lá fora e disse:

     – Onde estavas este tempo todo?

       – E a filha perguntou:

     – Mas esta não era  a tua surpresa?

     E o pai disse:

     – Não, o teu presente era um bolo de aniversário que encontramos no meio da floresta, eu não estava à espera  da tua mãe que estava desaparecida!

(Continua)

Margarida L, 6B

Print Friendly

Lucy na Universidade – I

     Victoria Learning Theatre

UBC Library Communications via Compfight

     Chamo-me Lucy. Nasci num lugar desconhecido que nem eu sei onde é. Neste momento, vivo com uns senhores muito simpáticos, que cuidam de mim. Essa família é impecável e, para mim, são quase pais.

     Na semana passada, inscrevi-me numa Universidade para estudar Economia, mas não estou confiante de entrar.

     Instalei-me numa Residencial Universitária e, a certa altura, ouvi um barulho: “Dim, dom, dim, dom”. Era a campainha! A minha mãe adotiva tinha chegado. Abri a porta e dei com ela cheia de sacos de compras. Ajudei-a a levar as compras para a cozinha e depois fui para o meu quarto estudar Inglês.

     Quando estava a estudar, ouvi um outro barulho: “Drim”. Era uma mensagem. Fui ver: era a minha melhor amiga, a Liza, a perguntar se eu já tinha entrado na Universidade. Eu respondi que ainda não tinha recebido a confirmação. Então, a minha mãe adotiva chamou-me e eu desci as escadas e fui ter com ela. A minha mãe deu-me uma carta muito pequenina: as cartas grandes costumam ser boas, mas as pequeninas…

     Eu, Lucy, com medo  e muito nervosa, abri a carta: estava lá dentro uma cartolina muito grande, dobrada num retângulo muito pequeno. Dizia:

     “Caro Encarregado de Educação, o seu Educando foi admitido. Deve apresentar-se a 15 /09/2025 para a receção dos alunos do primeiro ano universitário.”

     Dei um grande abraço à minha mãe e fui para o quarto muito feliz. Lembrei-me de enviar uma mensagem à Liza, a dizer que tinha entrado; mandei e, poucos segundos depois, Liza respondeu-me a dizer: “Que bom, amiga, como eu também entrei, vamos ficar juntas!” E eu respondi “Ya, que fixe!”

     Passados quinze dias, numa manhã cheia de sol, entrei numa sala imensa, cheia de colegas que não conhecia.

(Cont)

Madalena M 5C

Print Friendly

Uma Amizade à 1ª Vista

   Musa & Tecna ~ DSCN96986_Winx_Musa_Tecna_

applecandy spica via Compfight

    Dia 15 de Setembro de 2015 : eu acordei numa manhã invernosa. Saí da cama e espreitei por entre os estores: vi o meu jardim todo cheio de neve, e, nisto, oiço uma voz:

     – Madalena, já acordaste?

     Era o meu Pai e pensei: ” Hoje é o primeiro dia de aulas”. Fui pôr a farda da escola à pressa e fui com o meu pai e a minha irmã para o carro. Fomos para a escola.

     Eu estava cheia de vergonha, então, agarrei-me ao meu pai, até que entrei para a sala; quando lá entrei, só pensava: “Queres ver que não vou gostar desta escola?”

     Até que uma menina veio ter comigo e perguntou:

     – És nova?

     E eu respondi:

     –  Sim, porquê?. Ela respondeu:  

     – Por nada, mas podemos ser amigas?

      E eu disse:

      – Claro que sim!

      Então começamos a ser amigas. Um dia depois, ela apresentou-me as amigas dela: a Xixica, a Carolina e a Beatriz. Logo depois, a Xixica disse:

     –  Tu não andavas numa escola chamada “Chupeta”, quando eras bebé?

     Eu respondi:

     – Sim, porquê?

     – Eu também – disse a Xixica.

      – Ah, então é daí que conheço a tua cara!

      – Que fixe termos ficado na mesma turma, como em bebés! – exclamou a Xixica.

      – Yah, e assim já tenho uma amiga de quando era pequena!

      – Acho que vamos ser grandes amigas! – disse eu.

      E foi isso que aconteceu: ficamos cada vez mais amigas, melhores amigas, e agora acho que nunca mais nos vamos separar!

Madalena M, 5C

Print Friendly

Um Cão Brincalhão

Silvia Sala via Compfight

     Numa certa manhã de Outono, o meu dono estava a dormir, enquanto eu estava ocupado a brincar com um monte de folhas que ele tinha juntado ontem.

     Quando o meu dono acordou, eu ouvi-o a descer as escadas e chegou ao jardim com um saco de plástico, pronto para apanhar o monte de folhas com que eu tinha brincado esta manhã.

     Quando ele chegou ao jardim, ficou a olhar para mim, boquiaberto, e eu fiquei feliz ao vê-lo, porque assim ele podia ver o magnífico trabalho que eu tinha feito. Mas quando reparei na sua cara de mau, pensei que alguém tinha feito alguma coisa… Mas como? Só estávamos lá os dois!

     Reparei que era comigo, mas eu não estava a perceber, porque eu não tinha feito nada de mal…Mas quando vi que ele tinha um biscoito na mão e não mo deu, eu fiquei mesmo a perceber que tinha feito algo de mal.

     E ele disse-me:

     – Por que é que voltaste a fazer o mesmo de ontem, a desmanchar o meu monte de folhas?

     – Ão, ão, ão!

     Fiquei muito triste, por, no dia seguinte, o meu dono não me dar a ração – de que eu não gosto – nem me trazer um miminho do supermercado. Por isso, os cães que me estão a ler esta narrativa, nunca façam isto aos vossos donos!

(TPC de Português) Madalena C, 7A

Print Friendly

O Violino Mágico – II

     v for violin

NFarmer via Compfight

    Três livros numa prateleira, ninguém sabia de onde tinham aparecido, pois antes a prateleira estava vazia, mas no ano em que os três bebés nasceram, sem cabelo, fizeram uma festa e a senhora da biblioteca gritou:

     – Calem-se! São bebés!

      Mas como bebés fazem festas? Talvez os bebés façam festas, talvez os bebés fossem especiais, talvez a Srª da biblioteca fosse demasiado má. Mas isso não importa, o facto de os livros terem aparecido é que era estranho; se calhar, eram dos bebés.  

     Os bebés encontraram um livro que abria uma passagem secreta onde havia 1000 escudos, mas os bebés não eram burros, foram de elevador e, no fundo, encontraram um violino mágico. Um homem misterioso, disse:

      – O que fizeram, seus bebés doidos? 

      Mas que grandes bebés! Aquilo sim, eram bebés! Os bebés pegaram no violino e foram-se embora, virando a fralda e tocaram magnificamente violino. A senhora da biblioteca cantava muito bem e fizeram uma banda. Mas essa banda não durou muito, porque a senhora cantava como uma vaca a dar à luz. 

      Mau! eu não percebo se a senhora cantava como uma vaca a dar à luz ou se cantava bem, talvez certas vacas a darem à luz até cantem bem, mas adiante. Os bebés tornaram-se super-estrelas, mas talvez o violino é que fosse uma estrela. 

     Os bebés cresceram e, até ao fim das suas vidas, a Banda foi um sucesso, e a senhora da biblioteca voltou para a Banda, pois sem ela, eles não eram nada. Mas no fim descobriu-se que o violino era de plástico e tinha sido comprado no “Chinês”.

   Texto a 3 Mãos: exercício de “nonsense”; improviso de escrita alternando os autores segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra

Matilda M, Bernardo M, Vasco S

Print Friendly

Sob o Signo das Párabolas

paraboleanime

Imagem: Kindness of mathcurv.com

           A palavra Parábola remete para uma figura geométrica cujo movimento curvilíneo ascende para o alto. Etimologicamente significa, na origem grega, lançar (ballein) para o lado (para).

     No contexto da espiritualidade, a palavra significa uma breve alegoria, onde se distingue, por assim dizer, “um corpo” – conjunto de elementos familiares à nossa experiência concreta – e ainda “uma alma”: uma sequência de ideias paralelas às primeiras, que se entrelaçam num plano superior e que induzem uma alteração na vida daquele que escuta.

     Os relatos originais dos Evangelhos começaram por ser folhas volantes, passando clandestinamente entre as comunidades recém-nascidas. Nelas ficaram consignadas esta mão-cheia de histórias pequeninas com o nome de Parábolas.

     Tão inocentes que qualquer criança as pode recontar, elas induzem, no entanto, um dinamismo transformador no íntimo daqueles que as escutam. Pretendem realizar algo de inédito neles, atraindo-os da segurança humana onde tendem a instalar-se, para o seu inaudito impulso ascendente.

     Contudo, o dispositivo que se despoletou na escuta da Parábola permanece oculto e indisponível ao nosso controlo. Por isso, ela não se esgota numa interpretação única, e pode sempre libertar a energia de um sentido novo.

    Sob o signo das Parábolas, alunos e educadores do CAD, neste ano recém-nascido, somos assim confiados uns aos outros, levados na aventura da  Inovação.

OE

Print Friendly

Fugi de Casa

   Have Stick, Will Travel

gfpeck via Compfight

     Minha Doce Clara,

    Quando a Mamã veio do hospital contigo nos braços, nem imaginas, sentia-me como um vulcão, nem consigo descrever! Passaram-se alguns dias e ia pensando que os pais já não gostavam de mim.

     Então, para eles me darem mais valor, fugi de casa. Durante dez dias estive em casa da Tília, a minha melhor amiga ( é óbvio que eles não sabiam que eu tinha uma nova melhor amiga). Quando cheguei a casa, a mãe perguntou:

      – Então, foi bom, em casa da Joana?

      Ela pensava que eu tinha ido dormir a casa da minha antiga melhor amiga. Respondi como se tivesse sido insultada:

     – Foi, foi muito bom ter fugido de casa para ir para casa da Tília. Caso não saiba, é a minha nova melhor amiga, mas de certeza que não sabe…

      A minha mãe começou a chorar e disse:

      – Eu sabia! Sou horrível, sou a pior mãe do mundo!

      Não consegui resistir, abracei-a e disse:

     – Mamã, a mãe é a melhor mãe do mundo, eu é que sou a pior. Mas isto é por causa da Clara: ela destruiu-me a vida!

      A minha mãe sorriu e disse:

     – Isso vai passar, meu amor! A Clara só quer ser como tu!

Matilda M 7A

Print Friendly

Espelho de Mundos

   Twin Jackets

Andrew Griffith via Compfight

     Maria Luísa estava muito atrasada para chegar à Escola onde trabalhava. Sentia-se como uma grávida quase a dar à luz: ia ter uma reunião muito importante com a Diretora da Escola.

     Quando estacionou o seu carro podre de velho, viu, no lugar onde costumava estacionar, um porshe “cayenne” prateado. Foi a correr até chegar à Escola; ao passar a passadeira, a sua saia hippie, rasgou-se; muito envergonhada, mas com pressa, foi para a sala de reuniões.

    Quando chegou, o Sr. Pedro, sub-ajudante da Diretora, perguntou-lhe:

    – Porque mudaste de roupa? Aquelas calças justas, camisa larga branca e as botas de cowboy eram muito mais giras…

    – Cala-te, estou com pressa, tenho de ir para a reunião.

    – Ó Luísa, mas tu já lá estiveste! Não me digas que não te lembras! Ah, ah, ah!

    – Não pode ser, só cheguei agora ao Colégio!

     – Não me digas, tens uma irmã gémea?

     Então, nesse preciso momento, a Maria Luísa, (a Outra) entra na sala. Olham-se as duas, radiantes, e desmaiam!

     A Luísa acorda na sua cama, aliviada, mas o que não sabe é que a outra Maria Luísa também acorda aliviada do outro lado do mundo…

Matilda M, 7A

Print Friendly

Aproveitar a Vida

    Sunset Season [Explore 10/29/2015]

W. Tipton via Compfight

     Num belo dia, cinco lindas raparigas, a Sofia, a Bárbara, a Ana, a Marízia, a Cátia e a Rafaela, já não podiam ouvir os professores: eles não paravam!

     Então, a Sofia teve uma excelente ideia e perguntou às amigas:

     – E se nós fôssemos ver o por do sol ao fim do dia?

     Todas acharam uma magnífica ideia, embora a Cátia e a Marízia não quisessem ir, pois queriam ir para  Biblioteca ver “Animos”, elas estavam tão viciadas que só viam um computador à frente e não sabiam o que era o por do sol e aproveitar a vida.

     E a Ana também não queria ir, pois ela gostava de chegar a horas às aulas. Só a Bárbara e a Rafaela é que aceitaram a ideia da Sofia. As três conseguiram convencer as outras amigas para irem todas ver o por do sol.

     Então foram à praia de Cascais, aproveitar o pôr do sol, ver as ondas do mar e cheirar a maresia. A praia estava enorme, não havia ninguém, a maré estava baixa e as gaivotas, sem perceberem, todas pousaram fazendo um coração de amor para o dia de S. Valentim. Elas ficaram espantadas a ver o belíssimo por do sol e chegaram a distrair-se com as horas. Já tinham passado 45 minutos da aula espedial ao fim da tarde!

     Subiram a correr pela avenida acima, e, quando chegaram à Escola, tiveram que ouvir um belo raspanete da professora de Matemática. A professora perguntou-lhes logo:

       – Meninas, onde estiveram?

     E a Rafaela, como também estava mal disposta, respondeu da mesma forma:

     – Estivemos a aproveitar o por do sol! E a turma toda devia fazer o mesmo, pois já ninguém aguentava as aulas.

      Então, no dia seguinte, a turma levantou-se toda e foi até à praia aproveitar o cheiro das ondas do mar e ouvir os pássaros cantar.

     A professora de Matemática foi fazer queixa à Coordenadora, que disse:

    – A vida  dos alunos não é só números; não podemos pressionar tanto os alunos. Eles têm que aproveitar a vida. Mas, ao mesmo tempo, têm também que aproveitar o futuro, preparando-o desde agora, e também com a Matemática.

     A professora sentou-se na sala a pensar no que a Coordenadora  tinha dito. E conseguiu perceber que a vida, é não só Matemática, mas também o por do sol e que os dois são viver, aproveitar!…

Sofia L, 8C

Print Friendly

O Violino Mágico – I

   For Sale

Creative Commons License Randen Pederson via Compfight

     Havia um  Violino mágico que encantava toas as miúdas e todas gostavam de o ouvir. Então, um dia, uma rapaz começou a tocar e ele deixou de encantar as miúdas.

     Talvez a culpa não fosse do violino, talvez o violino fosse um violino como qualquer outro, mas por várias coincidências, sempre que alguém o tocava, tocava-o bem.

     Talvez as pessoas que o ouviam tivessem deixado de gostar das músicas, mas, enfim, o violino foi abandonado na lixeira. Passados três meses, o violino preparava a sua vingança contra as pessoas: queria torná-las escravas e, aquelas que recusassem, morriam.

     Mas que violino este… após muito pensar em como o fazer é que se lembrou de um importante pormenor… É que era um violino. Era um violino e os violinos não andam nem batem nos escravos e tudo o que um violino faz  é tocar belas músicas.

     O violino percebeu o quão mau tinha sido e que podia ser para sempre abandonado, pois ninguém quereria um violino como ele. Ficou muito tempo abandonado e pensou numa maneira de ser desculpado, mas não, nunca foi desculpado: foi para a Flórida, viver e foi posto à venda por 100 000 000 Euros.

    Houve um homem, que adorava música e comprou o violino para os seus empregados tocarem. Do nada começou a haver um apocalipse de Zoombies, mas o violino acalmava-os e punha-os a dormir, até que um dia, este violino, que custou um número que não sei ler, envolvido como os outros violinos dos outros textos, entre zoombies e diabos. Sem pessoas normais.

     Ele foi para a Nasa e partiu de foguetão para Vénus, onde ficou a viver num país chamado Vétoquis onde foi comprado por um Vénotis.

     Então a polícia espacial apanhou o violino e todas essas pessoas. Durante dez anos ficaram à espera do seu castigo e, quando o descobriram, ficaram histéricos de medo: o castigo era ser atirado para um buraco negro. E viveram felizes para sempre.

[Continua]

(Texto a três Mãos)

Vasco S, Bernardo M, Matilda M – 7A

Print Friendly

Voando num Papagaio de Papel

Orillia Ontario Canada ~ Leacock Museum ~ Boat House

Onasill ~ Bill Badzo via Compfight

Dedicado a Carolina F

     A Carolina soltava papagaios na praia do Guincho sempre que estava vento; nas tardes de calmaria, o seu papagaio colorido oscilava como um caracol hesitante e ela perdia o entusiasmo por este desporto. 

      Vivia numa casa singular: ficava no meio de um lago, rodeada de água de um azul profundo, por todos os lados. Só podia sair de barco, quando o Pai a levava, na sua lancha rápida que deixava um sulco branco na superfície espelhada das águas.

      Por isso Carolina ficava muitas vezes a vigiar os ventos na sua janela que tinha grades onduladas de ferro forjado e um canteiro de flores azuis. Ela sonhava poder um dia sair sem a ajuda do Pai, voando, suspensa, no seu próprio papagaio de papel.

(texto  construído a partir das palavras atribuídas aos desenhos improvisados com as letras do nome

C – A – R – O – L – I – N – A; segundo o livro “Quero Ser Escritor” de Margarida da Fonseca Santos.

Exercícios Criativos

OE

Print Friendly

As Maiores Amigas

Campsite

David Kingham via Compfight

     As melhores amigas não se conheciam, mas os pais delas eram amigos, só que nunca tinham apresentado a Inês e a Carolina…

     Numa tarde, o pai da Carolina combinou um jantar com os pais da Inês e tinham que levar as filhas.

     Quando chegaram ao restaurante, já sentados, chegaram os pais da Carolina. Qual não foi o seu espanto, ao saber que os pais das duas eram velhos amigos!

     Combinaram então um acampamento numa floresta deliciosa. Quando chegaram, todos juntos ao local do acampamento, decidiram que os pais das meninas ficariam em duas tendas e elas partilhariam uma pequena tenda roxa que tinha uma janelinha de plástico transparente.

     As duas amigas contaram segredos e davam risadinhas á doce luz de uma pequena lanterna. Lá fora, ouviam-se ruídos: o piar das corujas e o sussurrar dos ventos nas folhagens.

     Depois desses cinco dias, foram para a escola e souberam que frequentavam a mesma escola há muitos anos, só que em turmas diferentes e ficaram as melhores amigas para sempre!

Carolina F, 6C

Print Friendly

Uma Casa Assombrada

The House

Russ Seidel via Compfight

     Vivia numa casa assombrada, um casal com apenas 70 anos. O marido sabia que a casa estava assombrada, mas não quis preocupar a sua mulher.

     Alguns dias mais tarde, a Leopoldina começou a ouvir zumbidos vindos da cozinha e pensou que estava a ficar paranóica. Mas confirmou que não estava…

     Chamou três amigas dela e, à noite, as três amigas fugiram de casa, pois tinham ouvido zumbidos vindos da cozinha. Então, Leopoldina, pegou num taco de golf e foi até lá.

     Quando se ia a aproximar, levou uma tacada muito forte na cabeça e desmaiou. Seu marido ligou logo para o 112 e ela foi de emergência para o hospital.

       Sua mulher estava em muito mau estado. Passadas duas horas, o médico veio dizer ao Marcelo que a sua mulher Leopoldina tinha de ficar mais tempo no hospital, mas em breve, estaria já em casa.

     Mistério ainda por resolver…

Carolina F, 6C

Print Friendly

O Gato Frederico

Wanna be your friend !

Rinaldo R via Compfight

     O Gato Frederico tinha muitos amigos.

     Certo dia, Frederico estava a brincar com um dos seus amigos, que era um ratinho pequenino e, sem querer empurrou-o, mas aproveitou e comeu-o, pois ficou com a impressão que ele lhe tinha saltado para dentro da boca.

    O Frederico, ao reconhecer o disparate que tinha feito, começou a chorar…. O João ouviu-o a chorar e perguntou o que se passara, mas Frederico pensava que João era má pessoa e nunca tinha ido com a cara dele.

  
     Passado algum tempo, Frederico perdera todos os seus amigos, por ter comido o Titio…
     Frederico pensava na sua vida, no parque; o João ia a passar e viu-o sentado. Decidiu dizer-lhe que o amigo Titio estava vivo e que se ele abrisse a porta, os seus amigos estariam todos ali.

    Isto quer dizer que não podemos julgar os outros.

                                                                                                       Carolina F, 6C

Print Friendly

A Vida Selvagem – II

galaxies and hurricanes via Compfight

     Ela comeu muito pouco, porque estava a pensar como seria a vida dos humanos  normais. Um dia, ela foi ter com os humanos na Cidade e chocou com um rapaz da idade dela, só que o único problema é que ele era caçador de lobos!

     O rapaz disse:

     – Olá, como te chamas?

    Mas ela, como estava nervosa, fugiu. Ele foi atrás dela, só que ela foi para a floresta, subiu a uma árvore e ele não a viu. Ela, entre as folhagens, deu uma risadinha. Ele ouviu e levantou a cabeça, à procura…

     E lá estava ela! Mas saltou de árvore em árvore e foi tão rápida, tão rápida que, quando ele conseguiu subir, ela já tinha desaparecido.

    – Subi isto tudo para nada!

     Ela foi ter com o pai para dizer que tinha encontrado um urso maior ainda. Lá foi a caçada de novo: toda a alcateia a correr, ela ia pelas árvores e os outros pelo chão. E ela fez ao urso a mesma coisa que no outro dia.

     Mas a única coisa diferente foi que o rapaz conseguiu encontrá-la. Ela deu-lhe um murro, para ele desmaiar e levou-o de rastos para a cidade. Como desceu a montanha, ele foi sempre a apanhar com pedras na cabeça.

      Entretanto, como começou a chover, as pegadas e os rastos desapareceram.

      Ela voltou para a toca dos lobos. O rapaz acordou e não viu a rapariga. Estava com a roupa toda castanha, porque ela tinha-o arrrastado pela lama!

      – Tanto trabalho que eu tive e agora é isto que acontece! O pai dela ficou furioso quando descobriu que ele conhecia a filha dele:

       – Eu já percebi. Tu conheceste esse rapaz. Não foi?

       E disse a filha, a mentir:

      – Não, pai, não o conheci.

      – Pois, pois, o meu nariz não me engana. Vamos jantar. Não faz mal tu teres conhecido esse rapaz, desde que me prometas que não  voltas a falar com ele.

      E ela respondeu:

      – Ok, Pai. –  E foram jantar.

       No dia seguinte, o rapaz esteve a investigar o rasto que tinha deixado e descobriu a rapariga numa montanha com a alcateia.

(Continua)

Margarida L, 5B

Print Friendly

Um Sonho Realizado

 

Rafa Nadal

mirsasha via Compfight

    Era uma vez uma menina que adorava jogar ténis! Ela só falava em ténis, só ria com ténis, aquilo para ela era…

    Ela começou a jogar ténis com 3 anos em casa dos avós, com o pai;  o pai jogava muito bem e ela gostaria de um dia chegar a ser igual ao pai. Sempre que ia a casa dos avós, ela passava o dia todo a jogar ténis com o pai; o pai dela adorava que ela fosse jogadora de ténis profissional.

     A maria foi crescendo e crescendo, até que já jogava ténis num clube, todos os dias, em competição: tinha ela 7 anos, jogava muito bem, a todos os torneios que ia, ganhava!

     Até que, com 12 anos, ela ganhou o Campeonato Nacional e ganhou vários Campeonatos Internacionais. Nesse mesmo ano, Maria foi convidada para ir para uma Academia na América do Norte, onde ficou  a viver. Tornou-se uma grande jogadora, alcançando a pessoa que ganhou mais títulos de sempre. Claro, sempre ao lado do seu pai e do seu avô!

     Ainda como profissional de ténis, conheceu um rapaz americano, pelo qual se apaixonou e, depois de reformada, teve uns belíssimos dois filhos que também jogavam ténis os dois, muito, mas muito bem!

     E assim, Maria teve um vida fantástica, com um marido querido, de quem ela gosta muito e com dois filhos fantásticos também, a Carlota e o Manuel, ambos jogadores de ténis.

     E, claro, realizou o seu verdadeiro sonho: foi uma grande jogadora que  mais ninguém a vai conseguir bater com tantos títulos, mas também tem de agradecer muito ao seu pai e aos seus avós que a acompanharam sempre!

Luisinha R P, 8B

Print Friendly

Sofia e a sua Páscoa

One and Other-Paper Planes

Feggy Art via Compfight

     Uma semana antes da Páscoa, Sofia tinha recebido todos os testes, e tirou muito boas notas!

     No dia seguinte, foi para uma aldeia no Alentejo, pois tinha lá uma parte da sua família e já não os via há dois anos. Estava com muitas saudades, principalmente, da sua tia Nanda que fazia as melhores panquecas de Portugal Continental, mas também era muito simpática.

     Ela e Sofia davam-se muito bem, às vezes iam as duas buscar jornais, para fazer aviões e para os atirar, no campo, para o sítio onde fossem parar, até que um dia, estavam as duas em casa da Tia Nanda e a polícia veio bater à porta para pedir uma explicação e o porquê de atirarem os aviões!

      E a tia Nanda pediu muitas desculpas e disse que não voltava a acontecer, mas claro que ela disse aquilo da boca para fora. Na noite seguinte repetiu-se a mesma cena!

Mafalda C, 8A

Print Friendly

Cliar, a Menina das Flores

   Radiating colours

petrOlly via Compfight

      Era uma vez uma menina que adorava flores, orquídeas, girassóis, margaridas, enfim, todo o tipo de flores.

     Um dia, ela estava a regar os 140 tipos de flores que tinha no jardim, quando viu um cometa roxo a cair para as suas flores. Ela ficou super furiosa, até que tentou dar um pontapé no cometa, que era pouco maior que o dedo mindinho dela, mas não conseguiu, pois quando ia pegar nele, este pesava toneladas.

     Cliar pensou como é que uma coisa tão pequena podia pesar tanto. Bem, entretanto, ela desistiu de tentar pegar no cometa e, como já eram 20h 30, foi tomar banho, vestiu o pijama e, quando ia a olhar para a janela, a mãe chamou-a:

     – Cliar, anda Jantar!

      Cliar desceu as escadas e contou à mãe o que se tinha passado. Esta achou tudo uma fantochada e começou-se a rir. Cliar disse:  

     – Ah estás-te a rir? Então vem cá!

     Cliar chamou a sua mãe à rua e gozou com ela:

     – Vês, não é fantochada, eu tinha razão.  

      A Mãe virou-se para ela:  

     – Razão sobre o quê? Não está aqui nada! Ai filha, como tu tens tanta imaginação. Ah, ah, ah! Vou mas é ligar ao teu pai, para saber se já chegou a Espanha. Vá, vai para a cama, porque acho que isso também é cansaço.

     Cliar foi para a cama e, no dia seguinte, acordou em cima da sua almofada. Perguntou-se logo porque é que as coisas tinham aumentado. Bem, ela não ligou pois pensou que fosse um sonho.

     Mas ao sair da cama, parecia que estava a cair de um prédio, o que vale é que o tapete era fofo. Com todos aqueles fios, Cliar perdeu-se no seu próprio tapete, até que encontrou o caminho. Saiu do quarto e foi para a casa de banho; quando tentou subir para a sanita, ia caindo lá para dentro. Conseguiu resolver o problema e, nesse momento, a mãe chamou-a; ela respondeu que ia já.

     Mas com um corpo tão pequeno, não se ouviu a voz. A Mãe ficou preocupada e subiu para ver se Cliar ainda estava a dormir. Cliar nem queria acreditar quando saltou com o peso da mãe a andar no chão, muito menos quando viu o tamanho do sapato. Quando a Mãe dela chegou ao seu quarto e não viu lá ninguém, Cliar ainda tentou chamá-la, mas não conseguiu ser ouvida.

     

(…)

Mafalda C, 8A

 

 

 

Print Friendly

3 Desejos Concretizados

Dandelion

Creative Commons License Melissa McMasters via Compfight

     Uma vez, soprei um “amor de homem” e o meu desejo nunca aconteceu.

     Um dia, fui escavar um buraco com um amigo, com o objetivo de encontrar uma pedra, algo parecido com ruínas antigas.

     Saiu da escavação, nada mais nada menos do que uma lamparina muito antiga e de lá surgiu um Génio ladino. O Génio Ladino era alto, usava  duas pulseiras e com elas fazia magia; tinha um fone e tudo era feito de ouro.

     Ele surgiu a perguntar quais seriam os meus três desejos.

     Mas eu só lhe respondi no dia seguinte. Então já tinha pensado:

  • Ter uma família feliz para sempre.
  • Ter uma namorada gira.
  • Ter muitos amigos.

      E logo aí obtive o que sempre tinha estado a pedir ao “amor de homem”!

Vasco L, 6C

Print Friendly

A Marta dos Videogames – II

II

The Fiery Dragon

Muhammad Elarbi via Compfight

     No caminho, Marta pensava que tinha renascido, mas ela só queria parir para o seu mundo; ainda pensou na hipótese do que ela tinha dito no seu quarto, ela só queria ser feliz. Entretanto, a Rainha Shmolca levou-a para o seu Castelo, que era de gelo e tinha estátuas lindas.

     Entretanto, a rainha Shmolca explicou-lhe que ela tinha ido parar a um sítio chamado Encárnia, e que esta se  estava a preparar para o dia Nacional dos Videogames Reais. Ela pensou que era o futuro e que ali podia ser livre; então pediu se podia participar; a rainha autorizou, mas antes dela ir treinar, a Rainha cedeu-lhe um papel com as regras do jogo.

       Ela demorou 3 horas a ler as regras, até que, finalmente, tinha acabado de ler 1403 regras. Ela pensava que já tinham passado três dias, quando olhou para o relógio, nem queria acreditar que tinham passado 3 horas, sim, porque três dias em Encárnia equivaliam a 3 horas.

     Bem, lá chegou o dia dos jogos, ela só queria vencer! O primeiro nível era muito fácil. Ela conseguiu passar, porque só tinha Montanhas com lava (coca-cola) e que explodiam se se atirasse uma pedra branca lá para dentro (mentos). Marta poisou uma pedra branca e abanou, mas não caiu. Ela passou 30 níveis, só faltavam mais 5 níveis.

    No nível 31, ela tinha um ajudante que se chamava Cliar, tinha 600 anos, já estava um bocadinho velho; ainda estavam 10 Encarnianos em jogo e um humano.

     Passou os quatro níveis, só faltava mais um, mas ela não ganhou, pois com criaturas de três metros, acho que Marta não tinha hipótese. Mesmo assim, ela ficou feliz, mas, de repente, foi parar ao seu quarto outra vez.

     Ela correu por toda a casa para ver se encontrava o buraco Negro, mas nem vestígio dele! Apetecia-lhe chorar, pois ali podia ser livre; ela ficou confiante que um dia pudesse voltar a ver o buraco negro novamente.

Dia dois de Novembro, 2140,

Querido Diário,

      Hoje percebi que podemos ser nós mesmos não importa quem não gosta de nós, mas sim quem ou o que é que nos faz viver todos os dias com um sorriso na cara e impede que os outros nos deitem abaixo.

     Querido Diário, não desistas dos teus sonhos, pois um dia quem sabe, noutro mundo, ele se vão concretizar.

Mafalda C, 8A

Print Friendly

A Marta dos Videogames I

I

Deep in the forest

Sergio Otero via Compfight

    Era uma vez uma menina chamada Marta. Na escola, era tratada por “Marta dos Videogames”. Ela era muito boa aluna, entregava os trabalhos no dia, fazia todos os tpc, mas o que ela não gostava era de se sentir sozinha, pois Marta achava que muitas pessoas ali não eram elas próprias, e Marta mostrava-se ela própria.

     Um dia, quando ela estava em casa a jogar videogames, pensou que já estava farta deste mundo e queria ir para outro.

     Não estava ninguém em casa, quando ouviu uma voz a chamar por ela que parecia vir da cozinha. Marta estava com medo, porque não sabia quem era, portanto, ela pegou no seu cão Lucky – um Labrador – e foi ver quem era. Não estava lá ninguém, mas depois ouviu o som de uma coisa a cair no quarto.

     Marta foi lá e estava um buraco negro! Ela decidiu tentar destruí-lo, mas não conseguiu e então o buraco sugou-a.

    Enquanto ela passava pelo buraco, pensava que ia ficar sem vida, pois estava no fundo do tempo; entretanto ela desmaiou.

     E Acordou para lá do Horizonte … Vontade de rir? Pensava que era um sonho, até que viu uma senhora com uma coroa de ouro, a dizer:

     – Bem-vinda às minhas terras! Como queres que te chame? – Perguntou a senhora.

     Marta respondeu:

     – Pode-me tratar por Marta!

      Disse a Senhora:

     – Nunca ouvi esse nome nas minhas terras. O meu nome é Shmolka, sou a rainha das terras de Encárnia.

     A Rainha Shmolca disse para Marta a acompanhar.

(Continua)

Mafalda C, 8A

Print Friendly

O Regresso da Aldeia Secreta

The Hidden Mountain Village

Christian Ortiz via Compfight

Dedicado a Vasco E

     Vasco e Rita tinham chegado há pouco tempo à estação de comboios, mas ela parecia adormecida de cansaço porque havia uma espécie de muralha em forma de pente que lhes tinha sido difícil escalar até chegarem ali.

      Vasco não se importava; junto dela o tempo tinha perdido a pressa; o seu relógio escorregava, flácido, no pulso; ficar a olhá-la era já a eternidade.

     Contudo, estavam ambos perdidos e sabiam-no. A sua viagem na Amazónia resultara numa descoberta fulgurante que, no entanto, não poderiam partilhar com ninguém.

      Uma aldeia – sim, uma aldeia secreta e desconhecida, tanto do largo mundo como das autoridades, como até da comunidade científica: uma aldeia virgem, povoada de nativos que os tinham acolhido fraternalmente e viviam ainda num estado primitivo de felicidade.

     Agora, de volta à Civilização, extenuados pela dureza da jornada, sabiam que mais este segredo os unia, que só com amigos muito especiais o poderiam partilhar e isto tornava Rita ainda mais encantadora e insubstituível para Vasco.

OE

(Exercícios Criativos: escrever sem parar durante 6 minutos a partir de um tema dado pelo colega – do livro de Margarida Fonseca Santos)

Print Friendly

Um dia Congelado (com gelado)

     Ice Cave

Dru! via Compfight

     Era uma vez uma menina chamada Leonor; era alta, tinha o cabelo loiro e andava no 6º ano.

     Certo dia, a Leonor  foi para a escola  nova no Algarve, mas esta era do tamanho de uma formiga; quando  estavam 31 graus,  os alunos  não conseguiam viver, quase e morriam.

    Mas, noutro dia,  a Leonor foi para a escola e estavam só 2 graus negativos e  a nevar  muito .

     Quando chegou à escola,  estava tudo congelado e as senhoras do bar foram a todas as  salas da escola  oferecer gelado;  a  D. Amélia, a mais simpática de todas,  ainda não tinha  reparado que os gelados  estavam  congelados na sua mão.  Quando  a D. Amélia perguntou à Leonor se queria um gelado,  a Leonor respondeu:

     – 1º, D. amélia tem o gelado  congelado na sua mão;  2º, não quero porque está muito frio para eu comer o gelado!.

      Foi assim esta manhã estranha e diferente da Leonor e da D.Amélia.

Madalena C 6A

Print Friendly

O Obscuro Salão de Jogos

Cobra MkIII

Ik Neema via Compfight

     Numa noite normal, numa cidade normal, existia um salão de jogos normal.

      Nessa noite, que era uma sexta feira 13 de Novembro, um cão falante, um gato falante e uma Pop Star foram a esse salão de jogos.

     O senhor da loja, que tinha setecentos anos, disse que era de graça. Logo, quando entraram, as portas fecharam-se sozinhas.

     Quando eles estavam a ir para os jogos, havia muitos esqueletos no chão. Mas eles não quiseram saber dos esqueletos, e, quando começaram a jogar, o velhote pressionou num botão que estava por baixo do balcão. Eles foram para dentro do vídeo jogos. O velhote disse que eles só saíriam dos vídeo jogos quando morressem.

    Mas eles pensaram: se conseguissem passar um jogo todo, conseguiam sair dali nos jogos.

     Mas entretanto,  o velhote era tão velho que morreu. Por isso,  entraram nos videojogos e saíram dali, livres, sem terem tido trabalho nenhum.

      As portas abriram-se e eles fugiram.

     Mas afinal, o velhote não tinha morrido, porque ele era invencível.

      Na sexta feira, 13 de Novembro, ele fazia vinganças: por isso, quem ler esta lenda irá ser teletransportado para esse salão de jogos e irá ficar lá para sempre.

Duarte S, 5C

Print Friendly

Amigas M & M

mimis_mini

Imagem da Oficina de Escrita

I

A Viagem à Zara

     Uma vez, eu e uma amiga, as Mimis, fomos à Zara e gostamos muito de um macacão que encontramos, por isso decidimos as duas comprá-lo para termos roupa igual: é um macacão calção que era muito bonito.

      Quando o compramos, decidimos ir de igual para a Escola, para ficarmos parecidas, as gémeas Mimis. Depois fomos à casa de banho, entramos por um vidro adentro ao pé da sanita e fomos para o país da Alice no País das Maravilhas, do outro lado do espelho, ter com o coelho…

II

No País das Maravilhas

     Ali conhecemos uma menina chamada Alice e um coelhinho branco e fofinho chamado Bitton. Eu e a outra Mimi descobrimos que dois ovos se transformavam em Gémeos gordinhos para rebolarem. Fomos direitinhas à casa do coelho feliz. Ele explicou-nos que tínhamos de matar o monstro Caudeia. Se o matássemos, voltávamos à escola.

     Mas aquele monstro era tão grande que seria difícil de matar.

     Pouco tempo depois descobrimos que, neste país, tínhamos o poder de voar e de ser elásticas.

(…)

Maria M e Maria B, 5B

(Texto a duas mãos – segundo “Quero Ser Escritor“)

Print Friendly

Mistério no Sótão

Pastel of the Savoy

Creative Commons License 826 PARANORMAL via Compfight

     Lá estava eu no meu quarto pronto para ir dormir. Estava sozinha no quarto e em minha casa, pensava eu, até ouvir um barulho que me parecia um móvel pesado a cair. Pensei: ”Deve ter sido o vento” – mas depois lembrei-me que no sótão não há janelas.

     Fiquei assustada, não sabia o que fazer, tentei adormecer, mas o meu sono não queria acender. Tive coragem, disse:

     – Eu consigo.

     Peguei numa vassoura e fui em direcção ao sótão lentamente, a cada passo parava. Abri a porta, com o barulho que ela fez ainda fiquei mais assustada.

     Quando olhei através da porta… era grande… fiquei traumatizada pelo… acho que era um lobisomen, nem sei, quando ele me viu, fugiu logo.

     Acho que nunca vou descobrir ao certo o que era, mas gostaria de vir a saber o mistério do monstro.

Mariana S, 6C

Print Friendly

Os Desenhos da Vida

      play

Alice via Compfight

      Era uma vez, num dia normal como sempre, todos já estávamos fartos de, dia após dia, só fazermos desenhos. (É que nós desenhamos muito.) Já farto, uma raposa chamada Luk, foi à bruxa que via tudo e sabia tudo.

     – Quem vem lá?  – Exclamou a bruxa.

     – Eu, a Luk, quero saber se consegues tornar a minha vida mais interessante.

     – Sim, posso, em troca de um favor!

     – Qual?

     – Agora não te posso dizer, mas concordas?

     – Sim.

     Então, a bruxa foi dizendo uns encantamentos, e avisou que, no dia seguinte, ela ia ter um dia inesperado.

     No outro dia, ela acordou e os desenhos da cidade começaram a ganhar vida.

     Foi lindo ao princípio, até que a bruxa usou os seus feitiços para os comandar: eles ficaram maléficos, ninguém estava a salvo, tudo estava mau, até que se ouviu uma voz:

     – Ah, ah, ah!

     – É a bruxa! – exclamou um cidadão.

     – O que é que tu queres? – perguntou a Luk.

     – Eu quero esta aldeia só para mim e agora consegui!

     De repente, vinda do nada, uma luz encandeou a Luk e anunciou:

     – Já sei! Escuta bruxa: não interessa que sejas muito forte, porque o meu coração é maior!

     Os habitantes, ouvindo o que Luk disse, ficaram encorajados, juntaram os corações e derreteram a bruxa e os desenhos. Mas, curioso… a bruxa ficou presa nos nossos pesadelos e os desenhos transformaram-se em cinzas.

Maria S, 5C

Print Friendly

O Violino Mágico – II

A Descoberta

Finding your toneCreative Commons License Black Note via Compfight

     Gonçalo encantou-se com os seus olhos brilhantes e os seus cabelos radiantes.

     A menina pedia ajuda ao menino para sair do buraco, porque tinha de levar o violino mágico para a vila.

    Mas o menino não sabia como a tirar do buraco: tentou tirá-la a partir de uma escada que ele fez com madeira, mas esta desfez-se.

     Não sabia como a tirar, mas apareceu-lhe uma luz na cabeça que o fez pensar: pegou numa corda e puxou-a para fora daquele enorme buraco.

     Depois de entregar o violino à Rainha da Vila, o Gonçalo perguntou-lhe se queria ir ao cinema ver “O Diabo veste Pravda”, que falava de uma senhora, que era muito bonito.

   Ficaram a falar dia e noite e …

(Continua)

Mafalda A, 6B

Print Friendly

Suporte de Rodinhas

    suporte_com_rodinhas 

     Será que ninguém liga à importância do suporte?

    Toda a gente gosta mais das rodinhas do que do suporte. Podes estar a pensar que não, mas quando os miúdos vão comprar uma mochila, pedem uma mochila com rodinhas, mas ninguém liga ao suporte, ninguém diz: “Mochila com suporte”.

    A Sério! Já não suporto isto. Eu sou quem suporta as mochilas ou o peso, sou “tipo” o musculado a levantar os pesos; as rodinhas só rodam, são “tipo” aqueles gordos a rebolarem no chão e a chorar porque acabaram as batatas fritas.

    Sou um suporte, mas já não suporto.

Vasco E, 8B

Imagem: bolsas, malas e mochilas

(Exercício de escrita criativa: recebendo “o tema” de um colega, narrar na 1ª pessoa dados autobiográficos relativos ao tema, durante 5 minutos)

Print Friendly

Aventura Selvagem – I

path

Arthur Davison via Compfight

Vida Selvagem

     Era uma vez uma menina que tinha sido criada por lobos e o pai (lobo) era o chefe da alcateia.

     Dois lobos fizeram uma pulseira para a menina: com aquela pulseira, podia-se perceber os lobos.

     O pai lobo, que se chamava Trovão deu-lhe o nome de “Loba Selvagem”.

     Uma vez, os lenhadores começaram a cortar árvores e, passadas umas horas, já tinham chegado à caverna dos lobos.

     Os lobos começaram a fugir para outra caverna numa montanha e levaram a menina na boca.

   Ela cresceu naquela montanha. Quando já tinha 14 anos, começou a usar armas, mas só usava instrumentos muito simples: arcos, flechas e uma lança.

     O Pai dela não a deixava usar balas, porque assim podiam denunciar o disfarce dos lobos. Como na montanha havia partes negras, eles podiam-se camuflar aí. Ao ouvirem as balas, os caçadores podiam ir lá ver e descobriam os lobos.

     Um dia, eles foram caçar um urso. Um lobo estava a distrair o urso e os outros morderam-no nas costas, mas só conseguiam matá-lo com um arco e flechas. O pai pediu àfilha para lhe acertar, ela acertou-lhe e o urso morreu.

       Tiveram um grande banquete!

Margarida L, 5B

Print Friendly

Viajar no Tempo!

     Snowy OwlCreative Commons License

der LichtKlicker via Compfight

      Era uma vez, em 1940, uma coruja branca e castanha que andava a voar à noite. Toda a gente dizia que, quem olhasse nos olhos dessa coruja, transformava-se em coruja.

     Mas uma vez, a coruja estava a voar e sentiu frio; por isso voou para cima de um telhado e desceu pela chaminé, de maneira a poder entrar numa casa. Quando entrou na casa, viu que parecia estar uma outra coruja á sua frente.

     Então olhou, lançando um raio dos olhos para ficar uma coruja feia, mas em vez de ser uma coruja à sua frente, na verdade era um espelho. Então, o raio, ao bater no espelho, bateu nela própria.

      Nesse momento não aconteceu nada; mas dois dias depois, quando acordou, pensou no número 2000. Tinha viajado no tempo para 2000! Reparou que as fotos que estavam penduradas nas paredes tinham cores! Voou para fora: a paisagem era linda, com vivendas muito mais evoluídas. A coruja estava fascinada com a beleza dessa terra!

      Quando começou  a ficar mas escuro, a coruja atirou um raio a um espelho para voltar a 1940, mas não funcionou. Voltou a tentar para ver se agora funcionava, mas não dava! Voou e voou para ver se voltava, mas não! Até que viu um nevoeiro cinzento escuro que a atraiu: entrou nele e nunca mais saiu.

      E há quem diga que, em noites de nevoeiro, a coruja aparece.

Madalena M 5C

Print Friendly

O Ataque dos Zoombies

zombie_hamster

Yo Mostro via Compfight

     Era uma vez um Zoombie que atacava as casas de uma rua. Nela vivia uma velhota sozinha com um gato peludo. O seu primo era agente secreto da CIA.

     Um dia, o Zoombie atacou a casa da velhota. O que ele não esperava é que ela era uma antiga campeã de artes marciais. O primo estava a fazer patrulha nessa rua e ouviu gritos aterradores e correu para o local.

    O Zombie queria comer o cérebro da velhota, mas ela estava a defender-se bem, até que o Zombie lhe tirasse a bengala e a prendesse.

     Com a sua bengala de mogno envernizado com um velho veneno do antigo Irão, cada bengalada que ela dava ia retirando poder ao Zombie. Mas agora estava amarrada na banheira com as torneiras a correr.

        O primo arrombou a porta com uma cabeçada e seguiu o gato peludo todo assanhado até à banheira. Só conseguiu entrar pela janela, pois a porta estava trancada a sete chaves.

       Tirou a sua Golden Eagle do bolso e deu um tiro certeiro na cabeça do Zoombie.

       O Zoombie rebentou todo e espalhou a sua sujidade verde pelas paredes da casa de banho.

     A velhota, já quase a morrer sem ar, foi libertada pelo Primo, com o seu canivete suíço que cortou as cortas.

    A CIA atribuiu-lhe um prémio de caçador de Zombies,  um milhão de dólares e o prémio da Paz. O primo e a sua avó foram viver  para uma mansão com toda a Família.

Narrativa “a 3 mãos”:

João P, 5A, Daniel N, 5A e OE

Exercícios Criativos de “Quero Ser Escritor” de Margarida  Fonseca: cada autor escreve uma frase entre 20 a 40 palavras e passa ao colega.

Print Friendly

Querida Albertina

Jimmy via Compfight 

     Querida Albertina,  os dias vão passando e não paro de pensar em ti, nos teus cabelos cor do sol, olhos azuis de mar, lábios vermelhos cor de rosas.

    Cada vez que olho para ti, fico com a cabeça às voltas e, quando sorris, o meu coração acelera à velocidade da luz.

    Quando te vi pela primeira vez, os meus óculos partiram-se de tanta beleza que há em ti. A tua voz é tão doce como a de um anjo e quando cantas, até os pássaros têm inveja da tua suave voz.

      Os teus passos de dança encantam qualquer espetáculo. És tão doce que qualquer animal vem ter contigo e deixa que lhe faças festas; os cavalos têm tanta confiança em ti que, se caíres, eles sentem-se culpados.

     Se eu pudesse, dava-te a flor mais bela do meu jardim, mas isso é impossível, porque não há flor mais bela do que tu no universo inteiro.

     Amo-te Albertina.

João

4º TS de Português

Marízia B, 8B

Print Friendly

A Casa Assombrada numa História de Amor

   Just get (RL) married ...

Creative Commons License Neda Andel via Compfight

       Num dia de nuvens, chuva e nevoeiro, toda a gente estava dentro de casa, menos uma pessoa: ela era alta, estranha, de olhos pretos, lábios encarnados, nariz fino. Chamava-se Marta, mas não falava com ninguém. Era uma excelente aluna.

     Marta gostava de uma pessoa, mas não o dizia a ninguém, porque não tinha amigos. Ele chamava-se Vasco C, um rapaz muito social, jogador de futebol americano e boxe. Era alto, de cabelo castanho como a avelã e de olhos azuis como o mar do Gerês. Ele era lindo.

     A casa da Marta era escura e assustadora, mas, para ela, era a casa mais bonita. Toda a gente dizia que ela vivia numa casa assombrada.

     Vasco odiava ver Marta a ser gozada, mas para ela não notar, só depois de ela se ir embora é que foi dizer às outras miúdas para pararem de gozar com ela.

     E as miúdas diziam assim:

     – Até parece que gostas dela!

     Ele, furioso, respondeu:

     – Não, mas vocês também não gostavam que eu estivesse sempre a insultar-vos, ok?

     Elas ficaram todas danadas.

     Noutra altura, ele estava sentado ao lado da Marta, enquanto ela estava a ler um livro. Passado algum tempo, Marta e Vasco disseram ao mesmo tempo:

     – Queres ir dar um passeio?

     Começaram-se a rir por terem dito ao mesmo tempo e a Marta acrescentou:

     – Claro, adorava!

      Marta e Vasco foram para um parque mesmo ao lado da Escola. O Parque era magnífico, tinha um vale muito amplo, um lago azul como o céu e margens muito verdejantes, com as cores todas do arco-íris.

     Estavam muito contentes. Marta e Vasco começaram a encontrar-se. Passados alguns dias, Vasco afirmou a Marta que gostava dela e Marta também o disse.

     Vasco ficou espantado, pensava que a resposta dela seria a gozar, mas não, ela estava mesmo muito apaixonada, já há quatro anos. Ele disse:

      – Pois é que eu gosto de ti há sete anos, tu és maravilhosa!

(Continua) 

Carolina S-C, 6B

Print Friendly

Susto de Natal

     Empty room

Creative Commons License Matthew Paul Argall via Compfight

    No dia de Natal, eu acordei e fui logo disparado para a sala ver as prendas. Mas quando cheguei lá, não estava nem uma prenda! E também não estava a árvore de Natal e nem sequer o presépio!

     Então decidi ir ver se a minha mãe estava na cama. Quando cheguei lá, ela também não estava na cama!

     Eu senti-me assustadíssimo, e fui à cozinha ver se a minha cadela estava na cozinha, mas não estava lá!

      Mas de repente, acordei mesmo e fui ver à sala: estava lá a árvore de Natal, mas o presépio não estava completo!

     Aí ouço a minha mãe a chegar a casa e eu perguntei onde tinha ido a minha mãe. Ela disse que tinha ido com o cão à rua e tinha ido comprar o resto do presépio. UF!

Duarte S, 5c

Print Friendly

O Violino Mágico – I

L'Art pour l'Art

Creative Commons License Photocapy via Compfight

     O Violino mágico era procurado pela vila toda de Cascais, porque quem o tocasse ficava com poderes magníficos.

     Havia uma rapariga pobre do campo, com os olhos talhados em amêndoa e com um rosto fino e único,  que gostava de tocar violino pelos bosques a apanhar ar puro para se distrair e comungar com a Natureza.

     Um dia, como estava tão distraída a cantar uma música, caiu num buraco fundo em que não se via nada nem ninguém! Nesse momento, pensou que estava a ter alucinações, porque estava a ver o violino mágico!

      Tentou sair do buraco com o violino na mão, mas não conseguia, até ficou ferida e a sua linda camisola azul como o céu limpo estava rasgada; caiu-lhe uma pinga de água do olho para o violino e o violino, de repente, fez um som; ela pegou no arco e começou a tocar… saiu, da caixa de ressonância, uma fada que era a sua Fada Madrinha!!!  A Fada Madrinha tinha cabelos compridos, loiros como o sol e uma varinha preta.

    Um menino chamado Gonçalo passou muito perto do buraco, ouviu um som de violino a sair dali e foi lá ver.

    Estava lá  uma menina com olhos de amêndoa e ele apaixonou-se por ela.

(Continua)

Mafalda A, 6C

Print Friendly

Atraída Pela Luz

Detail from 'Lady with the Unicorn' tapestries at Musee de Cluny, Paris

Eric Meyer via Compfigh

     Num dia de sol, eu e os meus amigos decidimos ir acampar para um lugar longínquo. Nesse lugar, ao fundo de uma floresta, ficava uma cascata com um lago em volta, azul-turquesa, em que parecia haver magia.

     Quando chegamos, montamos as tendas e fomos dar um mergulho. O pôr do sol encadeava o lago com a sua luz amarela escura que irradiava através das folhagens; os pássaros cantavam à medida que o vento mexia os ramos das árvores mais antigas. Ao fundo do lago nadavam peixes com cores irisadas que me afloravam os pés.

      Quando mergulhei tive a sensação de estar nas nuvens. De repente, encontrei uma peça valiosa que era um diamante no fundo do lago, entre os limos e os peixes. Achei muito estranho, mas trouxe-o comigo e guardei-o.

     Jantei e fomo-nos deitar, mas não conseguia dormir: o pensamento do diamante não me deixava; de repente, vi, dentro da tenda, uma luz branca e brilhante que me dizia:

     – Mafalda, vem até aqui.

    Eu achei muito estranho, mas o apelo era tão suave que não senti medo algum e levantei-me. Quando saí da tenda, não estava ninguém, mas, de repente, olho para trás, e, junto à cascata, descubro um unicórnio!

Mafalda A, 6B

Print Friendly

O Dragão que foi à Universidade

A Funny Thing Happened...

Poe Tatum via Compfight

      Era uma vez um dragão muito amigável, que se chamava Charlie. Todos os dias, o dragão Charlie queria aprender, mas a sua Mãe só dizia:

     – Não, Charlie, todos os humanos pensam que somos monstros maléficos e perigosos e também dizem com desprezo: “Porque queres aprender?”

     Passado algum tempo, quando o Charlie tinha 18 anos, foi passear, até que descobriu um grupo de crianças que fugiu quando o viu, exceto duas crianças. Elas chamavam-se Ema e Loki. O Charlie ficou triste, quando as crianças desapareceram. Até que ouviu uma voz:

     – Olá, eu chamo-me Ema e este é o Loki!

     – Vocês não têm medo de mim?

     – Pelo contrário, pareces fantástico! – apreciou o Loki.

     – A sério? – Espantou-se o Charlie com um sorriso nos dentes.

     – Sim!

     – Tenho uma pergunta: sabes ler?  – quis saber  o Loki.

     – Não…

     Então nós ensinamos-te! – exclamou a Ema.

     À medida que o Charlie ia aprendendo, só queria ir para a Universidade com os seus amigos. Quando chegou a hora de ir, ele disse à sua Mãe que ia para a Universidade. Ela não gostou, mas o Charlie insistiu.

     E foi assim que os Dragões se tornaram amigos das pessoas!

Maria S, 5C

Dragonologista

Print Friendly

Um Cão Diferente de Todos os Outros

On the Run!

Pat Gaines via Compfight

     Era uma vez um rapaz que se chamava Nody. Passava os dias a passear o seu cão, chamado Snoopy. Esse cão era diferente de todos os outros, ele era especial!

     Era branco, com pintas pretas, quase castanhas escuras. Ao luar, as suas pintas ficavam fluorescentes e belas.

     Todos os dias, Nody e Snoopy iam passear a um charco do parque ao pé da casa do Nody; divertiam-se muito com uma bola que o Nody trazia para brincarem.

     Uma vez, o Snoopy caiu no charco e ficou todo encharcado. Então, tiveram de ir a casa, para se secar. Chegaram, pegaram no secador e o Nody secou o Snoopy. Quando ficou tarde e escureceu, o Snoopy ficou todo fluorescente, mas neste dia, ele também se transformou numa raposa.

      Como a raposa Snoopy queria viver livre na floresta, porque já não era um animal doméstico, então, Nody levou a raposa Snoopy para a floresta, para ficar livre, mas Nody, triste, chorou.

   E há quem diga que quando Nody chora, a raposa transforma-se em cão.

Madalena M 5C

Print Friendly

Ecos a “O Vestido do Lagarto”

     O Projeto proposto pelos “Cabeçudos”  de construir um Livro em equipa colaborativa e multifacetada contribuição, envolvendo  os alunos do 4º, 5º e 6º anos foi um longo e criativo processo que culminou com o lançamento de “O Vestido do Lagarto” como um dos pontos altos da Festa da Comunidade Educativa. Aqui ficam alguns ecos dos jovens protagonistas envolvidos no Projeto: 

     Gostei muito das ilustrações e achei que o texto falava muito da diferença entre as pessoas e dava uma lição de vida.

     Não achei bem a parte da cobra, porque achei um pouco infantil. O Lagarto Óscar salta para cima da cobra, mas essa ação não era precisa, pois os outros estavam a ser injustos com ele, e deviam reconhecê-lo pelo que ele valia, sem precisar que ele se arriscasse em atos tão heróicos. 

    Não é só por uma pessoa ajudar que vamos ficar amigos, tem de ser pelo que a pessoa é e vale por si mesma.

    Gostei muito da parte em que puseram os nomes de toda a gente, pois deram a conhecer todos os autores, cada um com a sua contribuição.

Mafalda A, 6B

     Foi um projecto motivante de fazer. Contribuímos com a história principal. A história transmite que podemos ser diferentes dos outros, não temos que ser todos iguais, que cada um tem a sua escolha e opinião.

    No dia a dia, esta mensagem pode ser difícil de viver, pois pode acontecer que gozem connosco, mas devemos ignorar.

    Acho que este livro pode contribuir para os mais novos  usarem alguma coisa diferente ou  serem melhor quem são.

Tomás G, 6C

     Gostei muito do livro, adorei. Acho que está muito original. Tivemos que criar uma história com as letras da palavra AJUDA, criando primeiro, um desenho para cada letra. Depois, demos um nome a cada desenho e, com esses cinco nomes, cada um inventou uma história.

     Lemos as nossas histórias e fiquei contente por o António P. ter ganho, mas, na verdade, todos ajudamos nos aspectos criativos: os meninos de 4º fizeram os desenhos e os colegas do 5º construíram os lagartos e fizeram o filme de animação. Aprendemos a trabalhar todos em equipa.

 Sara M 6c

     Gostamos quando a Senhora da Editora nos ensinou exercícios de escrita criativa.

    A mensagem que o livro transmite ajuda-nos a aceitar os outros da forma que eles são, o que às vezes não é fácil.

    Mas gostei muito da atividade, houve ideias criativas: escolheram duas pessoas que tinham de lançar um dado que indicava como se devia ler o texto; por exemplo, como se estivesse a vomitar lendo o texto, como se estivesse com cócegas, a rir, como se estivesse muito aborrecido e assim…

Afonso C, 6A

Print Friendly

Como Enfrentar os Medos?

     SurrealityCreative Commons License

Poster Boy via Compfight

    Era uma  vez um homem que tinha um nariz muito grande e um sinal muito feio, como se fosse um R. O que é muito engraçado é que o nome era Ricardo.

     Um dia, Ricardo foi à praia e todos gozaram com ele. Então Ricardo decidiu ficar na cama a olhar o poster do Justin Bieber: ele adorava-o, tinha todos os CD e até cantava no chuveiro o “Love Your Self”.

     Então, como dizia a canção, enfrentou os seus medos e foi à praia. Nem sequer quis saber. Pensou:

     – Eu vou voltar e vou conseguir.

      Mas os comentários foram tão fortes que diz a lenda: até ao dia de hoje o senhor nunca mais saiu da cama.

     Exercício Criativo de “Eu Quero Ser Escritor” –  breve narrativa escrita em cinco minutos, relacionando as palavras atribuídas aos desenhos inventados para as iniciais do nome: SARA – SCama; APoster; R“R” em nariz de homem; APraia.

Sara M, 6C

Print Friendly

O Desastre com a Tartaruga

Aldabrachelys gigantea (Tortue géante des Seychelles)

William Crochot via Compfight

     Estávamos nós preparadas para sair, para levar a nossa tartaruga a Belém, para casa da minha irmã… É que a minha mãe vai estes dias de Páscoa para Madrid. Para o bichinho não ficar às escuras, resolvemos alojá-la em casa da Maria. Foi então que ouvimos um estrondo: algo a cair no chão!

      Não sabíamos o que era. Eu, a tentar sair do carro, bati com a cabça no capot. quando fui ver à frente do carro, estava o aquário caído no chão! O aquário que a minha irmã me ofereceu e a minha querida tartaruga, a “Pequena Sereia”.

     A minha preocupação foi tão grande, tão grande, e ainda por cima, ia passando um carro mesmo junto dela. Eu adiantei-me e puxei-a. com medo que ela se tivesse ferido, comecei a examinar as patinhas, a cabecinha e… não é então que ela tinha um pico muito fininho espetado na patinha!

     Como ela não queria da  a sua patinha, fui pedir à minha mãe para a puxar suavemente, enquanto eu, com as minhas unhas vermelhas, conseguia tirar o pico. A minha Mãe foi a casa buscar uma daquelas caixas de frigorífico muito finas, para colocar a Pequena Sereia. O aquário teve de ir para o depósito de lixo pois ficou em cacos.

     Mas a minha tartaruga não sabia o que a esperava em Lisboa: um aquário imenso com serviço de água, um repuxo e uma pedra enorme, trazida do rio, que pesava quilos, só para a Pequena Sereia estar confortável.

     Ela adora o Sol!

Sara M, 6C

Print Friendly

Revolta na Chocolândia

Longing for a kiss

Domenica Prinzivalli via Compfight

     Um dia, num país chamado Chocolândia, havia um homem chamado Hitler, que era dono de uma loja de chocolate caramelizado. O negócio era um sucesso, mas ninguém imaginava que atrás do balcão havia uma cave secreta e que os trabalhadores eram tratados como escravos.

     Passou muito tempo: segundos, minutos, horas, dias, meses e anos.

      Um dia, os trabalhadores revoltaram-se e, enquanto ele inspeccionava a panela gigante cheia de chocolate caramelizado a ferver, empurraram-no  lá para dentro.

     O Hitler, depois de ser empurrado para dentro da panela, virou o homem de chocolate caramelizado. Os trabalhadores ficaram livres.

      Passaram 10 anos e os trabalhadores voltaram lá para acabar o seu serviço, que era destruir o seu corpo congelado em chocolate caramelizado. Todos eles levaram martelos e destruíram-no.

     E viveram felizes para sempre.

Bernardo M, 7A

Print Friendly

A Nova Aventura de Ulisses

    Fighting wolves

Creative Commons License Tambako The Jaguar via Compfight

     Ulisses foi obrigado a ir para a guerra e, a seguir a essa terrível guerra, estava todo magoado.

      Já que estava num país desconhecido, decidiu explorar esse local. Era todo escuro, com quase todas as árvores a cair.

     Ao tentar abanar as folhas para pedir ajuda, Ulisses não ficou com medo, continuou, até chegar a uma gruta cheia de lobos assustadores.

     Ulisses, ao ouvir o som de rachar das rochas que tapavam a entrada da gruta, fico um bocado assustado, mas pensou: “- Ganha coragem, Ulisses.”

      Então, pegou num pau que estava encostado a uma rocha e, com toda a sua energia, (com pouca, por causa da guerra) atacou-os. Um deles tinha muita força. Perante isso, Ulisses tentou ter ainda mais energia do que a que tinha gasto nos outros.

      Depois de derrotar os lobos, encontrou um Português loiro, de olhos azuis, chamado João, fora da gruta, pedindo ajuda.

      – Por favor, ajuda-me! – Pediu João.

      – Não consigo, estou muito fraco! – respondeu Ulisses, aflito.

      – Por…Fa…vor! – Vou tentar!

      Então, Ulisses foi a correr salvar o João dum ataque de águias.

     – Estás bem? – Perguntou Ulisses. 

      – Sim, obrigada!

      Então, a seguir desse imprevisto, Ulisses sentiu-se um herói!

4º TS de Português

Inês M, 6C

Print Friendly

O Nosso Marinheiro

adamastor

Mathieu Bertrand Struck via Compfight   

     Era uma vez um menino chamado Robinson Crusoé: era pequeno, elegante e só queria uma coisa: ser marinheiro!

     Quando cresceu, foi à praia dos pescadores e lá encontrou o seu amigo Alberto que tinha uma irmã toda amarela, parecia dos Simpsons. Ela chamava-se Luísa, era do 6 A, mais conhecida por “Pizza” ou “Febre Amarela”.

      Nesse mesmo dia, Robinson Crusoé partiu para a sua aventura, a 4 de Março de 2016.

     Passados uns anos, Robinson foi para a América: lá fez a maior troca do mundo.

     Ao vir para cá, Robinson foi engolido pelo Adamastor e os seus companheiros voaram sem ele conseguir ver. Ele ficou atrás de um cavalo que estava embarcado, por isso, não foi levado.

      Quando acabou a fúria do Adamastor, no barco só estavam ele e o cavalo.

     Quando chegaram a Portugal, o cavalo e ele eram os melhores amigos.

Afonso Costa, 6A

Print Friendly

Simas Party Falsa

     Holiday Party Hat invitations

jcbonbon via Compfight

     Querido Diário,

     Ontem eu e as minhas amigas combinamos irmos dormir a minha casa, mas antes, uma amiga minha, chamada Gabi tinha perguntado à mãe se podia vir comigo ao Shopping, mas  a Mãe dela não deixou, pois a Gabi estava de castigo.

     Então, nós tivemos a ideia de fazer uma Festa falsa, para isso, fiz-lhe um convite falso. Entreguei o convite à Gabi hoje. Agora esperemos que a mãe dela deixe, para eu, ela e mais amigas irmos. SPF, até à próxima.

    Querido Diário,

     A minha Simas Party falsa já ocorreu: foi gira. Fomos ao cinema ver um filme espetacular, de seguida comemos no Sushi, perto do casino.

     A única coisa que correu mal, foi a mãe da Gabi não a ter deixado ir. Ela disse: Hum… como foi? Ah, foi: “- Não posso abrir exceção” – em Brasileiro. Ela não podia ir nem as minhas duas amigas Carlotas. Mas adiante… apesar de elas não terem ido, foi maravilhosa a nossa Festa falsa. SPF.

     Adeus Diário.

Mariana S, 6C

Print Friendly

Uma Viagem no Tempo

     Magic Cube

Dominik “Dome” via Compfight

     Num dia normal como este, eu tinha visto uma coisa a brilhar no sótão. Fui ver o que era: estava lá um baú com pequenas fendas e abri-o:  vi um cubo mágico a flutuar e a brilhar.

     Mas esse cubo tinha mais faces que o normal e mais quadradinhos pequenos. Peguei nele e estava completo. Mas assim que o girei, ele teletransportou-me para o Futuro.

     Quando me teletransportou, eu fui para um parque que flutuava. Nesse parque, havia muitas árvores: elas mexiam-se e passavam umas pelas outras sem chocar. O chão era de relva espessa; podia haver tocas de animais por baixo, mas se eles escavassem muito, podiam cair no vazio.

     Ouvia-se um som estranho, parecia de pássaros, mas que não voavam, tinham antes uma prancha voadora e aterravam nos ramos.

     Fui procurar uma saída e foi quando me apareceu uma nave do tempo e voltei para casa. O cubo estava na minha mão; então dei-lhe uma volta completa e ia regressando para o passado. Decidi guardá-lo no meu quarto, para fazer viagens.

      Mas na verdade foi um sonho, porque eu acordei de repente, fui ao sótão e não havia nada. Como é que eu teria encontrado um cubo mágico num baú do meu sótão?

Duarte S, 5C

Print Friendly

O Voo de Josefina

Jumping

Be-Younger.com via Compfight

        Era uma vez uma menina chamada Josefina Maluca, que achava que tinha poderes.

     Um dia, ela pôs-se em cima do candeeiro da sala e saltou, para tentar voar: caiu na banheira e fingiu que estava a tomar banho; depois, ia escorregando pelo ralo da banheira, mas fingiu que não acontecia nada e foi jantar.

     No dia seguinte, fingiu que estava a apanhar roupa à janela e foi tentar voar. A sua ideia era cair na casa do vizinho, mas caiu na piscina. A mãe ralhou-lhe:

     – Tu estás bêbeda ou quê? Vai já para a banheira!

     Ela voltou para a banheira e foi quando teve a excelente ideia de voar da sua palmeira para o seu quarto. Tentou até que conseguiu. Achava ela, mas na verdade, ela só tinha dado um pulo, não tinha voado.

     Deu este pulo e, toda contente, foi tentar voar da varanda, mas caiu no jardim de rabo no chão. Foi aí que se lembrou:

   – Para voar preciso de umas asas. Como não tenho asas, não consigo voar.

     Então, foi buscar umas asas de plástico e tentou outra vez da varanda. Caiu em cima do “Bola de Ténis”, que era o seu cão.

     Finalmente, desistiu e foi comprar um trampolim. Pediu à Mãe, comprou um trampolim gigante e tentou saltar lá; pôs o trampolim na varanda e conseguiu voar um pouco. Aí foi dizer aos seus pais que conseguia voar. Os pais riram-se. Ela agarrou neles e levou-os para o pé do trampolim. Os pais viram e disseram:

     – Ó filha, isso não é voar, é só um salto. Os humanos como tu não voam; só as pessoas é que não voam, os animais sim, voam.

     Então ela pensou:

     – Bem, se só os animais voam, vou ser como uma pessoa normal.

     Ainda teve a ideia de ser maluca, mas passados uns instantes passou-lhe e foi feliz. Devolveram o trampolim à loja e foram felizes até o seu irmão Bob vir do Campo de Férias e cair ao chão a rir com as histórias que ela lhe contou de tentar voar.

     Felizes para sempre, em Família unida e junta.

Carolina N, 7D

Print Friendly

Um Carnaval Mágico

Inside an ancient yew tree...

Chris Hawes via Compfight

     Num dia de Carnaval normal, tudo estava calmo, até que um grande cometa azul apareceu suspenso no ar. De repente, toda a escola ficou iluminada com a sua luz e toda a gente ficou o que era, ou seja, eles transformaram-se no que estavam vestidos.

      Eu transformei-me numa marinheira; os meus amigos Duarte, Teresa R, Teresa B, foram transformados em Punks; quanto ao Pedro M, António, André e o Lourenço, ficaram DJ profissionais; a Marta, o Guilherme, o Henrique e o Alexandre tornaram -se estudantes honorários.

     Então, nós espalhamo-nos pelo recreio: o campo de futebol tinha sido transformado num farol e todas as marinheiras foram para lá, mas os DJ e os Punk foram para o campo de ténis que foi transformado em discoteca. E os estudantes ficaram na sala de aula!

     E, finalmente, começou a caça das serpentinas de ouro. Todos nós fomos atrás , só os estudantes ficaram na sala de aula. As serpentinas tinham -se transformado em ouro. Mas aconteceu o inacreditável: quando nós estávamos distraídos, os alunos, como eram espertos, roubaram as serpentinas!

     De repente, o cometa desapareceu e tudo voltou ao normal, mas parece que nós também nos tínhamos esquecido desta aventura fantástica!

Maria S, 5C 

Print Friendly

Um Festival de Dança

      ECB Year End-3882

Scott Moore via Compfight

     Numa tarde linda, com ar puro e festivo, as pessoas iam chegando e sentando-se para o espetáculo na Academia e cada vez mais as dançarinas ficavam nervosas.

      Passado pouco tempo, as cortinas foram-se fechando e as luzes apagando-se: era sinal que iria começar a festa.

     O palco era amplo, com cortinas vermelhas a brilhar e o chão mais limpo do que o céu.

     A roupa das meninas era linda e cara, decorada com diamantes em forma de concha com uma saia a condizer com as cortinas. A música de fundo parecia o mar a bater nas rochas e elas a ficarem desgastadas.

     O espetáculo começou e criou suspense porque estavam a dançar tão bem. O dinheiro que fosse angariado seria para a Instituição de uma menina que tinha morrido com cancro. O espetáculo durou 3 horas, mas houve um intervalo de meia hora para as pessoas comerem a comida deliciosa que era Bacalhau à Capitão, e estava de se chorar por mais.

      As pessoas aplaudiram de pé,  as meninas bailarinas fizeram uma vénia e, de repente, as cortinas fecharam-se.

Mafalda A, 6C

Print Friendly

A Casa da Senhora Carlota

7/52 Window

Rachel.Adams via Compfight

     Sejam muito bem vindos à minha história de pasmar! Hoje, a história que vos vou contar é incrível de acreditar! Tinha chegado mais um ano: o ano 2739; estreávamos o meu ano preferido, pois era o último antes de irmos para o ano 2740, em que eu também faria dez décadas.

     Agora vamos ao que interessa: A Srª Carlota era uma senhora de idade: tinha 99 anos; aparentava ser mais nova, mas não era.

     Ela tinha uma casa assustadora, mas fixe. Na sala estendia-se a carpete de um tigre morto pelo seu pai; sobre um poleiro, vigiava uma coruja embalsamada; na parede do fundo, destacava-se um quadro da Srª Marie Curie – esta era muito importante, pois era a presidente do país; do teto pendia um candeeiro a velas; viam-se ratos a trepara as paredes e sobre a mesa, uma bola de cristal!      Mesmo por trás do sofá da Srª Carlota, encontrava-se uma porta muito misteriosa que ia dar ao seu quarto: era muito à frente, com uma cama divinal com massagens, uma máquina que é só programar a comida e ela dá-nos o que queremos e muito mais do que possas imaginar.

Margarida C, 6C

Print Friendly

“Com Unhas e Dentes”

secret spot

alexirrhoë via Compfight

      Era uma  vez uma menina chamada Maria do Mar que tinha ido à praia com a  sua mãe, que se chamava  Lurdes, e   os seus primos, que eram  o  Miguel e o Henrique.   Estavam  todos juntos na praia quando a Maria do mar  perdeu a sua boneca! Ficou muito  desiludida por a ter perdido…

     Os seus primos  disseram-lhe  assim: 

    – Maria do Mar, nós vamos encontrar  a   tua  boneca   e não vamos desistir!

     Levaram duas horas em intensa busca: deram a volta à praia toda; foram às barracas dos gelados, perguntaram às pessoas e pediram para ver os sacos de praia; vigiaram as rochas quando a maré vazou e deram o alerta ao nadador-salvador.

     Até que, de repente, ouviu-se um grito:

    – Maria do Mar, olha ali  a tua boneca !

      A miúda nem queria acreditar: enrolada em algas, tinha ficado presa numa rocha, levada por uma onda!

     – Olha, Maria do Mar, agora agarra a tua  boneca  com unhas e dentes, tal como os teus primos fizeram para a encontrar! –  disse a  mãe da  Maria do Mar.

    A Maria do Mar nem conseguiu responder, abraçada à sua boneca, com lágrimas de emoção.

Madalena C, 6A

Print Friendly

Minha Maravilhosa Casa de Sonho II

       State of Valentine

CEBImagery via Compfight

      No segundo andar, havia ainda um salão de baile para onde eu podia convidar a cidade inteira!

      O meu quarto é o meu quarto! Ia ser simples, as cores alegres é que o faziam especial. Ia ter uma cama de casal, uma casa de banho e duas secretárias: uma para me maquilhar e outra para trabalhar; com uma vista para a praia.

     Também ia ter quarto para as visitas e outro para as crianças e alguns para os empregados, mas ao gosto deles, para se sentirem em casa.

     Havia uma gruta atrás do armário onde tinha conversas secretas. Ia ter uma sala para dançar livremente e esquecer dos assuntos maus. Ia ser um sítio só meu, onde pudesse descontrair e saborear esse momento, uma dos melhores da vida.

     Mais longe, mas não na minha casa, ia ter uma quinta, porque adoro animais e plantas.

     Assim ia ser a minha casa, onde eu pudesse viver com a minha família fantástica e pudesse conviver com eles.

Carlota C, 6C

Print Friendly

Como se Escreve uma História

Le Jour ni l’Heure 2200 : Claude Monet, 1840-1926, Soleil couchant sur la Seine à Lavacourt, effet d’hiver, 1880, musée du Petit Palais, Paris, jeudi 19 mars 2015, 12:53:11

Creative Commons License Renaud Camus via Compfight

     Recuaremos então a um sítio novo, imaginemos um ano na história do ser humano, um país …já está?

     Uma cidade, uma casa…imagine agora um sujeito, façamos agora o seu retrato físico, pense num homem, um homem de cabelo castanho , assim como os seus olhos.  Nós não sabemos a idade, imagine-a você, dê-lhe uma idade, dê-lhe uma ocupação, dê-lhe pensamentos, dê-lhe vida. Dê-lhe nome. Pense num nome. Já pensou? De certeza? Boa, chamar-se-á assim a nossa personagem.

     Num dia 17 de Março, (de um ano à escolha, no presente, passado ou futuro) às 16h 37, onde se encontrava ele?

     Agora o leitor pense num sítio, imagine todos os pormenores. As ruas perpendiculares e as casa brancas. Olhe para a calçada. Esse sítio cheira bem? Continue a imaginar: imagine um passeio, olhe para a calçada branca e para as faixas de terra entre as pedras; mas imagine mesmo.

      Imagine a nossa personagem a subir a rua, imagine o rosto das outras personagens. Imagine que o nosso sujeito principal acabou de subir a rua e vá imaginando mais ruas pelas quais ele vai andando. Pense em algo que aconteceu nesse passeio e pode continuar a pensar e a pensar…

     Assim poderá criar uma história.

Vasco S, 7A

Print Friendly

O Fogo

 

Fire / Cannon fun

Creative Commons License Matt Barber via Compfight

         Era uma vez, numa cidade normal, uma mulher chamada Doutora Dimensional. Um dia, a Doutora Dimensional estava a passear pela rua e, de repente, acendeu-se um incêndio feito pelo vilão João que destruía tudo o que via. A mulher tentava, tentava, mas não conseguia apagar o fogo. De repente, apareceu uma figura misteriosa que apagou o fogo com o seu espirro. Chamaram-no o “Espirro da morte”. A mulher disse:

     – Obrigada, sem ti, não conseguíamos!

     – É sempre um prazer ajudar a sociedade bondosa e a criminosa vai para a cadeia! – Respondeu o Espirro da morte.

     – Ajuda-nos a apanhar o João! – Pediu a doutora Dimensional.

     – Claro que sim. Levará tautau – afirmou o Espirro.

     – No dia a seguir, encontraram-no a assaltar uma velhota.

     – Socorro! Socorro! – pediu a velhota.

     Os dois heróis prenderam-no e João sofreu a escravatura até ao fim dos seus dias.

Bernardo M, 7A

Print Friendly

Sofia e o seu Punk

Decorative Mask

Creative Commons License alantankenghoe via Compfight

     Chegou o Carnaval e Sofia foi para a Escola mascarada de Punk; ela sempre tinha gostado de ser rebelde, mas na brincadeira. Então, achou que era o momento ideal: vestiu-se de preto, pôs unhas de gel e pintou o cabelo com latas de spray  – alaranjado, dourado e rosa -; vestia umas calças pretas justas, blusão negro de cabedal, um relógio antigo incrustado em prata ao pescoço, um brinco-corrente que acompanhava a curva da a orelha.  

     E lá foi ela de bicicleta, como sempre, a ver passar pela rua várias pessoas, cada uma com o seu disfarce. Todos os disfarces eram diferentes; ela achou muito engraçado nenhum disfarce ter um “gémeo”. Lá chegou ela à escola, foi ter com a sua melhor amiga Rita, e deram um abraço. Rita estava mascarada de Cantora Pop, não tinham nada a ver uma com a outra.

     Depois, veio um rapaz ter com ela; era alto, elegante, mascarado de Batman, com um fato preto justo, que lhe realçava os músculos, os olhos verdes cintilando atrás da máscara – e convidou-a para ir beber um copo… de sumo (Essa teve muita piada, ah ah) e ela aceitou.

     Depois, chegaram à mesa dos copos de sumo, ele tirou a máscara e Sofia viu que era…

Mafalda C, 8A

Print Friendly

Sara e o Cão Malhado

    Adorable doggie

Saulo Victor* via Compfight

     Era uma vez uma menina chamada Sara. Ela estava a passear num parque muito grande, com um lago enorme cheio de patos, com muitas árvores e a relva muito verdinha.

     Quando passeava, encontrou um cão todo malhado e muito fofinho, mas estava abandonado e a menina pensou que podia levá-lo para casa.

     Quando chegou a casa com o seu cão, perguntou se o cão podia ficar com eles. Os pais pediram para ficarem sozinhos; a filha disse que sim; então os pais saíram da cozinha.

     Voltaram e disseram: – Sim, está bem. Podemos ficar com o cão, só que com uma condição: se melhorares as tuas notas.

      – Está bem.

      No dia seguinte, a Sara recebeu um teste e teve negativa. Pediu desculpa aos pais e disse que ia estudar muito, porque tinha um teste no dia seguinte. A Menina estudou, estudou, até ir para a cama.

     Quando fechou os seus olhos, começou logo a sonhar…

Sara M, 6C

Print Friendly

O Peru de Natal

     Roasted Turkey Shannan Denison's New Year Turkey Dinner January 02, 2012 1

Creative Commons License Steven Depolo via Compfight

    Era uma bela manhã de Natal e o Batatóide foi comprar o peru de Natal, mas correu-lhe mal; só tinha roupa de verão: t-shirts, calções, etc. Então, telefonou ao seu primo Osy que tinha muitos casacos, mas ele já só tinha t-shirts e os casacos transformaram-se em calções.

     Afinal era uma bruxinha que tinha enfeitiçado a aldeia. Para quebrar o feitiço, ela disse:

     – Alguém tem de sair à rua vestido como se estivesse de verão! 

    O primo Osy vestiu-se de verão e foi à rua. A bruxa devolveu os casacos e pediu-lhes roupas de verão e eles deram-lhe. 

     Então a bruxa lançou o feitiço de ficar verão. o Batatóide foi ter com a bruxa e disse-lhe  para pôr o tempo de inverno, pois ele precisava de comprar o peru de Natal. Ela concordou com todo o prazer.

     Então ele foi-se vestir e foi comprar o peru para a noite de Natal e a Aldeia viveu para sempre muito feliz.

Manuel D, 6A

Print Friendly

As Folhas que eram Morcegos – II

Colonial Williamsburg / Williamsburg, Virginia / May 2008

Bill Barber via Compfight

     Este sítio era normal, tinha um chão comum, umas árvores normais…

    Os amigos observaram o local e o Gabriel notou que havia uma tabuleta a dizer “Rua do Sizal”, que era onde a Inês morava. 

      – Acho que viemos parar a casa!  – Disse ele então com uma voz contente e ansiosa. 

      – Está ali a tua casa! –  exclamou Gabriel.

     Então os amigos foram a correr até lá…

     Chegaram e a mãe da Inês que estava na cozinha, viu-os e perguntou-lhes: -Voltaram! Foi boa a viagem?

     – Sim, exclamou a Inês olhando para os amigos com um riso brilhante!

Mariana S, 6C

Print Friendly

A Aventura dos Quatro

     Amber and Ron

Tracy Lee Carroll via Compfight

     Num dia de sol, quatro amigos decidiram ir fazer voluntariado para muito longe, para Amsterdão. No dia quatro de março, levantaram-se bem cedo para ir para  o avião.

     Estavam deslumbrados por  ir ajudar as pessoas necessitadas, porque nunca houve muitos voluntários adolescentes para ajudar as pessoas. As mais entusiasmadas eram a Mafalda e a Carolina, que eram as meninas do Grupo, com mais dois rapazes que eram o Zé Maria e o Júlio. O Júlio era do Dubai e um dos nossos melhores amigos.

     Quando chegamos a Amsterdão para ajudar as pessoas, havia problemas graves. Depois de um dia cansativo fomos para um Hotel; a sorte foi que não pagamos nada, porque a Empresa AKP  – “Ajuda Quem Precisa” – pagou a estadia.

     Ajudar as pessoas que precisam é muito bom também porque parece que estamos a ajudar o mundo para haver mais ajudantes. Há dias em que ajudamos velhinhas a atravessar as estradas; a subir escadas e a comer, porque elas não têm força.

      Ficamos em Amsterdão um mês, mas a Carolina e o Júlio foram embora mais cedo, pois seguiam para o Dubai. Eu e o Zé Maria ficamos mais uma semana, mas no fim eu já estava cansada de trabalhar. Quando eu e o Zé Maria nos fomos embora para Portugal, demoramos quase um dia, porque o avião que estava à nossa frente, caiu para o mar, e eu estava cheia de medo e só queria chegar a casa muito rápido.

      Quando chegamos, eu estava aliviada e cheia de saudades da minha família; cheguei de rastos, nem jantei, mas quando me deitei na cama, pensei num nome para o meu Grupo e ficou “CMZJ”.

     E valeu a pena ajudar as pessoas.

Mafalda A, 6B

Print Friendly

Aquela Cativa

     Assunta

Thomas Hawk via Compfight

    Alexandre,

     Bom dia,

   Eu acabei de voltar de África e encontrei uma cativa por quem me apaixonei. Se ela não fosse escrava, eu trá-la-ia para Portugal e dar-lhe-ia todas as jóias do mundo, se ela quisesse.

     Diz-se que a mulher perfeita tem a pele branca como a neve, mas ela não. Ela tinha pele escura, mas tinha elegância; os seus olhos são lindos e faziam-me ver o infinito a partir do seu olhar humilde. E tal beleza ser desperdiçada para servir de escrava!

     Ela estava a fazer um cesto, sentada em cima de um banco de madeira ao pôr do sol vermelho de África. As mãos dela tremiam de cansaço, mas o sorriso mostrava que tinha optimismo. Ela tinha um pano na cabeça para se tapar do sol, que mais tarde, tirou, depois de o sol já se ter posto. A roupa era toda branca e amarrotada, com remendos e suja de lama; ela tinha umas sandálias velhas, mas tinha-as descalçado, pois tinha feridas nos pés de tanto trabalhar.

     Agora, todas as noites, quando penso nela e no seu sorriso humilde, lamento o facto de ela nunca poder vir a ser minha.

Abraços,

   Luís

Duarte P, 8C,

3º TS de Português

Print Friendly

Minha Querida Mãe – II


madalena_diario_2

Imagem: Oficina de Escrita

    Ah, Mãe, ele é lindo, que “swag”, ah, Mãe, desculpa, “swag” é estilo, ah ah, é a palavra que agora se usa para estilo.

     Mãe, o pai já está a dizer que o jantar está pronto, sim, Mãe, o pai está a cozinhar, ah ah, então vá, nós falamos até às 18 30.

     Mãe, estou tão feliz, ele partilhou coisas tão íntimas comigo, entre as quais, o pai ter falecido há uns dias! Mãe, e agora, com a minha experiência do que é perder alguém, sinto-me capaz de o ajudar e de o apoiar.

     Mãe, o Papi já me está a chamar, vou saltar para a parte mais importante e quando tiver tempo, explico-te em pormenor.

     Então, um dia, estávamos só os dois no parque e ele disse-me que o ajudei muito e que me tinha tornado a melhor amiga dele. Depois, nas semanas seguintes, ele afastou-se muito de mim e mais uma vez estávamos no spot e o momento finalmente chegou: ele declarou-se a mim e pediu-me em namoro.

     Mãe, agora abordo o tema ” o Amor é tão confuso”: Mãe, foi estranho ele ficar umas semanas sem falar comigo e depois declarou-se!

     Mãe, não tenho mais tempo tempo, tenho de ir provar o petisco do pai. Não estás cá fisicamente, mas o teu espírito permanecerá para sempre no meu coração.

     Amo-te, mulher da minha vida.

Madalena G, 8B

Print Friendly

Minha Querida Mãe

   madalena_diario_2

      Minha Querida Mãe

     Bem, hoje preciso muito da tua ajuda, ai ai, o amor é tão confuso, Mãe, só gostava de ter aqui e dares-me aqueles teus abraços, Mãe, mas nem toda a gente tem sorte na vida e nada acontece por acaso…

     Bem, voltando ao tema que te vinha perguntar: minha vida, lembras-te daquele rapaz de quem te falei na semana passada? Aquele loiro, de olhos azuis, alto, ai ai, com os abdominais tipo Dylan O’brian? Mãe, ah ah ah, o Dylan O’brian é um rapaz famoso pelo qual todas as adolescentes são loucas, ai ai, lá estou eu a desviar-me do tema, mas ele é mesmo giro!

     Então, esse rapaz mudou  de lugar e veio para a minha frente, e pronto, como já sabes, sou muito distraída e, por esse motivo, Mãe, eu comecei a fazer-lhe festinhas nas costas, como o meu antigo colega Diogo gostava que lhe fizesse. Ele, nesse momento virou-se para  trás e começou-se a rir… eu fiquei super- envergonhada, e ele  disse-me que podia continuar, que ele gostava e piscou-me o olho!

   Ai, ele é tão giro, Mãe, eu sei que não o deveria ter feito, mas, minha vida, aquilo, sei que não o deveria ter feito, mas, minha vida, era mesmo um CASO DE VIDA  OU DE MORTE!

     Pronto, ele mandou-me um  um papel, que dizia:

“És muito simpática e essa covinha fica linda quando estás envergonhada.”

     “Nós não nos conhecemos muito bem, mas acho que devíamos começar a falar mais.  Hoje aparece no spot às 17h.”

     Mãe, o spot é um parque que nós temos ao pé da escola. Então lá fui para o parque; fui 15 minutos mais cedo, pois estava tão nervosa e ansiosa que não aguentei, tive que ir! Foi então que o avistei ao fundo…

    Madalena G, 8B

Print Friendly

Sofia e um Natal Especial

Christmas.

Creative Commons License sixtwelve via Compfight

     Passados cinco meses, os cahorrinhos foram adotados e chegou o Natal!

    A Pastelaria cheia de pessoas para encomendar bolos, a aldeia cheia de enfeites, em cada casa, todas as famílias estavam felizes…

     Quando Sofia saiu da pastelaria, olhava para as casas por onde passava e via muita alegria!

     Até que passou por uma casa sem nada destas coisas; lá dentro, através da janela, via-se um velhote sozinho com um ar muito tristonho. Sofia ficou com muita pena; estava sozinho e era Natal; então Sofia bateu à porta do senhor; ele abriu-a e perguntou:

     – Boa Noite! Esta menina bonita deseja alguma coisa?

     E ela respondeu:

     – Sim, desejo que o senhor me acompanha até a minha casa ! Pois tenho medo de estar sozinha à noite na aldeia.

    (Isto foi a  desculpa para o senhor ir com ela.)

    O senhor disse:

   – Claro, deixe-me só vestir o casaco… Bem… lá foram os dois até casa de Sofia. Os pais tinham ido ao concerto da sua irmã Matilde. Ela e o senhor entraram em casa. 

     Enquanto a Sofia fazia umas torradas e um chá, o senhor sentou-se no sofá a apreciar a beleza do Natal. Observou, na sala, a lareira com botas natalícias, a árvore de Natal decorada com enfeites e um Pai Natal de peluche pendurado na chaminé.

          Sofia preparou-lhe um chá, umas torradas e, quando lhas entregou, disse-lhe:

      –  Esta noite fica cá a dormir. 

    O Senhor recusou e Sofia insistiu tanto que ele disse:

    – Está bem, mas porquê?

    E Sofia explicou:

    – Porque é Natal. E toda a gente tem que estar feliz neste dia tão especial!

Mafalda C, 8A

Print Friendly

Minha Maravilhosa Casa de Sonho

     Home Sweet Home

elbyincali via Compfight

     Quando eu for mais velha, espero ter um emprego bom em que o ordenado seja alto.

     A minha casa ia ser ao pé da praia, de onde se saía e estava-se em cima da areia. Atrás da casa ia ter um jardim enorme, com uma piscina gigante, com um bar e uma cascata no meio. Havia um baloiço cor de laranja, um escorrega pelo jardim gigante e outro escorrega, só que com água.

     Tinha uma garagem cheia de carros caros, que eu ia guiar um em cada dia do mês.

     Lá em baixo, também havia uma sala com imensos jogos: matraquilhos, ping-pong, vídeo-jogos em 3D ou sem, snooker, bowlling, karts, etc. Ao lado dessa sala, havia um ringue de patinagem.

     No andar de baixo, também havia uma sala de cinema, um ginásio com todas as máquinas que podes imaginar, uma sala de massagens (esperem, isto é só o rés-do-chão).

     No segundo andar havia uma sala com uma mesa duma ponta à outra da sala, parecendo que estava a preencher a sala toda, mas não se enganem, pois ainda havia móveis e objetos caríssimos de decoração.

     Existia uma cozinha pequenina, mas com imensa comida, um frigorífico eletrónico onde se dizia a comida que se queria e o frigorífico cozinhava-a.

(Cont.)

Carlota C, 6C

Print Friendly

Sabichona e sua Amiga

Alice in Wonderland Caterpillar concept art by Mary Blair

Tom Simpson via Compfight

     Era uma vez uma lagarta chamada Sabichona; toda a gente gozava com ela por gostar de estudar.

     Uma vez, ela foi para uma casa na árvore: subiu e subiu, até que lá chegou. Quando entrou, já lá estavam três caracóis a fazer uma corrida. Então decidiu ir embora.

     Foi para uma biblioteca estudar. Quando lá chegou, subiu para uma parteleira, encontrou um livro sobre animais. Pegou no livro e levou-o para uma mesa, começou a ler e começou a perceber muito mais sobre a sua espécie animal.

     Depois de ver bem o livro, foi pedir à caracoleta bibliotecária se podia comer na biblioteca; a caracoleta disse que sim, mas que tentasse não sujar. A Sabichona tirou do bolso uma tabulete de chocolate e comeu-o, mas depois caiu chocolate no livro e sujou-o.

     Uma lagarta que estava no livro, de repente saiu do livro e estava ao seu lado. A lagarta disse:

      – Olá, eu chamo-me Ariel. E tu?

     A lagarta Sabichona, um bocado confusa, disse:  

     – Mas tu não és uma imagem de um livro?

     E a Ariel respondeu:

     – Não sei, mas como te chamas?

     A Sabichona respondeu:

    – Chamo-me Sabichona.

     E a Ariel perguntou:

    – Podemos ser amigas?

     E a Sabichona disse que sim. Logo de seguida, a Ariel perguntou:

    – Queres estudar? Eu adoro estudar!

     Com um ar contente, a Sabichona respondeu:

    – Eu também adoro! Finalmente, alguém com quem posso estudar!

     As duas, contentes, foram estudar. Leram vários livros e, no final, foram brincar lá para fora. Passaram momentos muitos bons, mas houve um dia em que Ariel disse:

     – Desculpa, mas tenho que voltar para o livro.

     A Sabichona, com um ar triste, disse:

    – Ok, tudo bem, mas eu vou contigo.

     Então, as duas foram buscar o livro e saltaram para dentro dele. Assim ficaram as duas a viver lá.

Madalena M, 5C

Print Friendly

A Chave da Sabedoria

The key of Saint Peter

jaci XIII via Compfight

     Há muitos anos atrás, numa terra chamada Trapalhândia, existia um belo príncipe muito trapalhão. Um dia, de repente, recebeu uma mensagem: 

Se queres voltar a ver a tua querida Princesa,

tens de ir ao meu castelo e encontrar a chave da Sabedoria!

Assinado:

O Dragão Opala

     – Oh Não! – exclamou o príncipe.

     Foi andando para o seu Castelo. Tudo estava calmo, nem os pássaros falavam, tudo estava tranquilo… de repente, vindo do nada, cai um monte de espadas! O Príncipe encolheu-se e ficou a salvo, estranhamente!

     Foi andando pela floresta e quanto mais caía, mais se salvava de armadilhas. Quando chegou a uma clareira, viu a chave que brilhava no ar: era enorme, suspensa da maior árvore da floresta! Aproximou-se da chave e… a Princesa estava lá dentro!

     Vindo do nada, o Dragão rugiu e disse:

     – Passaste o primeiro teste! Agora escolhe: a chave da Sabedoria, as riquezas mais belas da Terra ou a Vida Eterna?

      O Príncipe, muito intrigado, respondeu-lhe:

     – Não preciso de ter as mais belas riquezas, porque tenho a Princesa; nem preciso da tua vida eterna, porque o meu maior sonho é ficar com ela para sempre!

Maria S, 5C

Print Friendly

As Folhas que eram Morcegos

     'Anybody Out There?', United States, Maine, Wheeler Bay

Chris Ford via Compfight

     Numa vulgar noite, quatro amigos, chamados Vera, Gabriel, Inês e António, foram acampar num parque aonde ninguém ia.

     Quando já passava da uma da manhã, adormeceram.

     O dia apresentou-se claro e límpido; Gabriel saiu da tenda e, logo ao abrir a porta da tenda, disse:

     – Malta, venham cá ver isto! – com uma cara espantada e, ao  mesmo tempo, assustada.

     Os amigos foram lá e ficaram com a mesma cara durante dois minutos inteiros.

     Sabem onde eles foram parar? Sabem onde? Numa floresta com os troncos encaracolados comos os caracóis do cabelo da Inês e as folhas eram morcegos!

     Quando os “morcegos” caíam, eles, em vez de irem para  o chão, iam para o céu. E o chão, pelo contrário, era uma espiral às cores, tal com o arco-íris.

     Passados dois minutos, a Vera disse:  

    – Onde estamos? Como viemos aqui parar?  

    Todos tinham essa questão, eles não iam descobrir ficando ali especados!

     Então começaram a desmontar a tenda e os seus mantimentos, e puseram mãos à obra. Deram só uns passinhos e o Gabriel pediu ajuda ao amigos; olharam e:

     – Como foste aí parar?

    – Não sei! Achou que foi a árvore que me fez isso!  – disse o Gabriel, que tinha ficado preso nos ramos.

    Os amigos foram logo ajudá-lo a sair de lá. Quando o tiraram, continuaram a caminhar , mas a cada passo que davam, um amigo enrolava-se numa árvore; só faltava o António a ser “comido”: ele ia dar o próximo passo e eles todos disseram em coro:

     – Não dês outro passo! – Mas disseram-no tarde demais e os quatro foram sugados para baixo. Eles foram parar a outro sítio, mas este era normal.

(Cont)

Mariana S, 6C

Print Friendly

Aquela Casa

   I sat in the dark alone to see my house

Wasfi Akab via Compfight

    Era branca,  de dois pisos,  com uma porta verde baixa, mas larga, com a cabeça de pedra de um leão, que servia para bater à porta e um local destinado para pôr as cartas, em ferro pintado de verde também.

     Coroava essa casa um grande telhado em bico, como aqueles que se encontram quando se viaja para a neve, aqueles que conduzem a neve até ao chão,  até fora dos telhados, evitando assim uma sobrecarga de neve em cima da casa e que pode ter consequências desastrosas.

     Esqueci-me ainda de referir as várias janelas pequenas espalhadas pela parede exterior, que deixavam entrar a luz do sol e da lua, a do céu e da iluminação pública.

      Quem é que viveria naquela casa? O que aconteceria dentro daquela casa? Ardia em mim um imenso fogo de curiosidade por aquela casa. Uma casa como qualquer outra  (apesar de nada se repetir, apesar de nada ser igual a nada, assim como defende a teoria do caos).

     Segui caminho, mas sempre com um desejo de voltar à casa. Aquela tal casa. Tinha pressa de ter coragem de me virar. Algo que a minha mente classificava secamente como uma ideia parva, mas o meu coração sentia-se simplesmente atraído.

     Mas, como sempre, a parte cerebral ganhou aos sentimentos.

Vasco S 

Print Friendly

A Rapariga das Flores

     Tuscan countryside

Wasfi Akab via Compfight

     Numa aldeia muito distante, vivia um rapaz de 14 anos; ele era pobre, por isso a mãe não o conseguiu pôr na escola e, em vez disso, ele trabalhava, ajudava o pai na quinta do homem mais rico da aldeia.

     Todos os dias, o pobre rapaz começava por varrer as folhas do jardim, dar comida ao cão e à vaca e, por fim, carregar a lenha; e todos os dias recebia duas moedas de prata, enquanto o seu pai recebia cinco.

     Um dia, a caminho da quinta, o rapaz conheceu uma rapariga que levava flores para o senhor António, que era o dono da quinta, pois a mãe do mesmo tinha falecido. O rapaz pediu-lhe uma das suas flores para dar ao seu patrão.  

     Maria Papoila era alta, tinha os cabelos castanhos cor de avelã, usava roupas simples, mas sempre com um sorriso no rosto; não era de muitas conversas, apenas as necessárias.

     Quando chegaram à quinta, o patrão já lá não estava, tinh-se mudado para junto da sua própria família, mas deixou a casa para a pobre família de trabalhadores, mais mil moedas. Então, a mãe do rapaz conseguiu pô-lo na escola.

      Ele andava muito feliz, não só por poder ir para a escola, mas também porque andava a sair com a rapariga que tinha encontrado no dia em que a mãe do Senhor António tinha morrido; ele estava realmente apaixonado, estava a pensar em pedi-la em namoro.

     Então combinaram ir ao restaurante do mestre Zé, que fazia uns belos pratos. E assim foi: ele chegou-se ao lado dela, no fim do jantar e disse:

     – Maria Papoila, tornas o meu desejo possível e namoras comigo?

     Ela respondeu sem hesitar, que sim.

Matilda M, 7A

Print Friendly

Sonho ou Realidade?

   Aurora / Aurore boréale - Saguenay

Laurent Silvani via Compfight

     Eram oo h e oo m e eu tinha de ir para a cama. Assim que adormeci fiquei ferrada a dormir, mas acordei na Nova Zelândia. Esquisito: será que é realidade ou um sonho? Não sei.

     Agora vou-vos contar uma história de pasmar.

    Assim que acordei na Nova Zelândia, pensei: “- Isto é um sonho.” Assim que acabei de pensar isto, andei, gritei, mas nada…

     Eu estava no deserto, rodeada de catos espinhosos, à minha frente um imenso areal seco e a escaldar estendia.se prolongadamente até ao limite máximo.

     Até que apareceu um lagarto – chamava-se Óscar – eu pisei-o sem querer e ele gemeu. O lagarto, que era verde e sujo, atirou-me ao chão com a sua enorme língua. Até que apareceu uma mulher a beber água das pedras e com ela, o país inteiro surgiu de debaixo da terra.

     Assim, comecei a andar e as pessoas a saírem das lojas e a cumprimentarem-me como se eu fosse a rainha deles.

(Cont)

Margarida C, 6C 

Print Friendly

Uma Noite no Shopping – III

      228_0841

   Imagem do Cascais Shopping

     – O que é que fazemos? – Perguntou a Vera a gritar.

     – Vocês não vão fazer nada! – Ouviram uma voz grossa atrás deles.

     Quando se viraram, qual não foi a surpresa deles, ao ver os senhores que estavam a falar. O senhor gritou:

     – Apanhem-nos!

     E começaram a vir patrulhas de todos os lados, sem deixar um sítio para fugir. De repente, puseram-lhes uns lenços brancos no nariz e eles desmaiaram.

      Quando acordaram, os miúdos viram uma sala grande sem iluminação, só com uma luz forte a apontar para eles. Lá fora, continuava a tempestade. Os bandidos começaram a fazer imensas perguntas gigantes e complicadas. Eles não queriam responder, mas ficaram sem alternativa, porque o chefe começou a ameaçar as suas famílias.

    A certa altura, ficou só o escravo com eles; o Bernardo conseguiu que o escravo se aproximasse.

     Quando o criado se chegou ao Bernardo, este fez-lhe logo um golpe de karaté e ele caiu no chão. O Bernardo saiu da cadeira a pensar que já estava tudo bem, mas  estava enganado. O criado levantou-se e começaram uma luta gigante como nunca tinham visto. O Bernardo segurou-se aos cortinados e deu-lhe com os pés no tronco, fazendo-o cair e ir contra a parede, magoando-se e caindo no chão.

     O Bernardo aproveitou, desamarrou os seus companheiros e fugiram.

     Eles refugiaram-se num caixote que tinham encontrado fora do esconderijo. Enquanto os amigos discutiam o que fazer, a Leonor pegou no seu telemóvel e ligou para a polícia que, por acaso, estava perto e chegou depressa.

     Os polícias disseram que já tinham recebido queixas sobre eles e descobriram que eles eram traficantes de filmes pirateados.

   E foram todos para casa, contentes.

 Carlota C, 6C

Print Friendly