De Paris a Lisboa em Bicicleta

Imagem: An engineer on a Bike    

      O nosso querido antigo aluno Miguel Dias, recém formado com distinção em Engenharia aeroespacial, tem agora de tomar uma decisão complexa: doutorar-se imediatamente ou estrear-se no mundo do trabalho?

     Criou então um contexto original que contribua para o pôr em “modo de desafio”, a fim de ver mais claramente os prós e os contras da decisão que vai mudar, em breve, os rumos da sua jovem vida. Desde o dia 15 de maio, como podemos seguir no seu site, partiu, de bicicleta, rumo a Lisboa, numa aventura que combina “couchsurfing”, coragem de pedalar e a atração por amizades ainda desconhecidas.

    Em jeito de homenagem, publicamos aqui um texto seu, escrito aos 11 anos, que já anuncia, de algum modo, como é essencial trilhar o que assume forma de caminho real, isto é, o que nos abre a um futuro verdadeiro: 

Imagem: Oficina de Escrita

“Nunca caminhes fora do caminho,

fora do caminho só econtras o mal,

mas, se caminhares dentro dele,

só encontras felicidade.

Dentro do caminho aprendes a viver,

a respeitar e a ajudar,

mas fora dele só aprendes a roubar e a fazer mal.

Vai sempre pelos caminhos,

fora deles só há tentação e maldade.

Se fores pelos caminhos, podes demorar mais tempo,

mas encontras paz, harmonia e felicidade.”

Miguel Dias, 2004

O Infinito é Vida

Syon House & The Thames From Kew 2 by Simon & His Camera

Simon & His Camera via Compfight

       Como é que se imaginam depois da morte?

       Bem, eu imagino-me a nascer numa espécie de dimensão paralela, mas superior.

      Do meu ponto de vista, a felicidade vai crescer cada vez mais e não só:  a moral das pessoas vai progredir, assim como a Paz vai vencer a Guerra.

      Agora falaremos de um Paraíso Superior e com maravilhosas condições de vida. As fábricas poluidoras já terão desaparecido. Em vez delas, haverá como único combustível, a eletricidade, graças a painéis solares.

      No renascer, espera-nos uma pessoa radiante, que transborda de amor, tal como a nossa Mãe que nos olha com a maior ternura. Se acreditares, Jesus vai aparecer e receber-te-á com a maior Paixão, mesmo se não fores católico.

       Acordarás dentro do sonho da tua vida. Se fosseu eu, gostaria de despertar num mundo repleto de magia e de felicidade e rodeada pela minha família, mesmo os que ainda não conheci.

       Haverá animais, um céu da cor do mar e um mar verde e azul radiante que deixarão as pessoas deslumbradas. Os animais falavam, não eram perigosos, falavam de Jesus e alguns eram profetas.

       Não haveria chão, voavamos e flutuávamos, mas no ar; por cada riso de bebé nasciam flores por todo o lado. As atividades seriam maravilhosas, parecidas com o ténis, o voley e o Surf, claro, e ainda umas surpresas que não consigo descrever.  

      Por um lado, penso que talvez as pessoas boas vão para o pé de Jesus e as más vão para o inferno, mas acho que as coisas não são bem assim, toda a gente merece uma segunda oportunidade.

Federica V, 6B

Momentos de Arrasar

bounce-1

Imagem: SuperStar Kids

     Eu fui a uma festa, no Salvador Lopes, no Bounce. Eu e uma amiga minha ficamos amigas do instrutor que se chamava David e demos-lhe o nome de “Cristinhas” porque tinha uma grande crista. Foi muito giro! Consegui dar duplo mortal para a frente, mas para trás, só consegui um!

     Fomos a casa dele e estivemos a jogar snooker. Na nossa casa de S. Martinho, a Federica e eu batizamos a nossa cadelinha de “Smurfina” que tinha 4 meses, era preta e branca. A minha avó dizia que ela era uma vaquinha.

     Quando vim pela primeira vez à Oficina de Escrita, foi um momento único: a Inês é muito divertida!

     No ano passado, ainda não conseguia fazer mortal para trás, mas treinei muito e agora já consigo!

Maria M, 5B

O Novo Mundo

Running From the Sun

Russ Seidel via Compfight     

      Houve uma grande mudança de recreio: já não há escorregas; o campo é maior e é de pedra; em caso de os grandes “chatearem”, só depois de se procurar muito é que encontramos “salvação”. No recreio, temos feito as mesmas brincadeiras: aos agentes secretos, com dardos, facas e temos de matar “os maus” para salvar a nossa família e o nosso chefe.
      No fundo do recreio coberto do Pavilhão há uma passagem, mas não é um local muito secreto: foi descoberto desde sempre.
     Nós, que somos muito curiosos, encontrámos uma passagem em que subi mos dois andares, depois entramos num corredor, vamos até ao fundo, do lado esquerdo, depois descemos um andar, porque há outras escadas, e encontramo-nos na papelaria.
       Na Biblioteca, ao fundo de tudo, há umas portas e um caminho; a minha prima contou-me que, se seguirmos bem esse caminho, encontramos a sala de descanso da Diretora – a minha prima já a encontrou em pijama, a beber chá!
     Os Professores são muito queridos. O Professor de Matemática, nas contas de somar, quando é com três números, junta dois números para ficar um número certo e depois soma com o outro – Esperto!
       De Português não gosto muito, mas este ano estou a gostar.
      Em Ciências estou a aprender imensas coisas: são detalhes de coisas que já sabia, outras são coisas novas, pois graças ao meu pai, a mim e aos professores, sei imensas coisas novas. O meu pai é curioso, sabe um bocadinho de tudo.
       É bom as turmas estarem baralhadas, porque assim temos de começar do pico zero, é como se não conhecêssemos ninguém. Ah, ia-me esquecendo, não estou tão sozinho como penso, pois tenho um grande amigo com quem partilhei a minha idade desde o 2º ano – porque antes éramos mais rivais, lutávamos imenso… – É bom ter alguém aventuroso para partilhar…
       Recordo o Parque da Primária: eu ia secretamente para o outro lado, sem que as vigilantes vissem; quando havia fila, íamos para o corredor onde há a rampa e as escadas, avançávamos até à portaria, íamos à casa de banho dos homens e, outras vezes, íamos por esse túnel só para esperar que a casa de banho ficasse vazia.
       A Professora gritava muito comigo, mas era a brincar; era muito querida. Chamava, algumas vezes, os outros alunos de “Miguel”, porque estava sempre a dizer “Migueeeeeeeeel seu cabeçudo!”
        Na festa de despedida, foi giro as camisolas com a fotografia, da professora
        No passeio de despedida, não sei o nome, mas fomos a um sítio onde havia brincadeiras com água; havia jogos como os matrecos humanos: com água, um sabonete e uma mangueira e muitas vezes as pessoas caíam!
        Também havia uma espécie de jogo em que as pessoas estavam de um lado com um balão de água e tínhamos de fugir sem nos molharmos. Um estava de frente para mim, acertaram-me muitas vezes, mas nenhum rebentou; até que veio um balão aqui e outro aqui e eu saltei e baixei-me.
       Este ano gostaria de alcançar os objetivos: escrever mais rápido, arranjar novos amigos.
       À minha Turma diria para fecharem a boca e pararem de dizer para eu escrever!

Miguel F, 5C