Ó Tu, O Para Além de Tudo…

O céu,  em profundidade, por entre as nuvens distinguem-se  raios de luz azul clara e a chaga do lado em  azul mais escuro

Pixabay Atribuição: Creative Commons

Ó Tu, o além de tudo.

Como te dar outro nome?

Que hino pode cantar-te?

Não há palavra que te expresse.

Que espírito te apreende?

Não há inteligência que te conceba.

Só Tu és inefável;

Tudo o que é dito, de ti é que saiu.

Celebram-te todos os seres,

Os que falam e os que são mudos.

Prestam-te homenagem todos os seres,

Os que pensam e os que não pensam.

A ti aspiram o desejo universal

E o gemido de todos,

Tudo o que existe te invoca,

E todo ser que em teu universo sabe ler,

A ti eleva um hino silencioso.

Tudo o que permanece, só em ti permanece.

O movimento do universo em ti se finda.

De todos os seres, Tu és o fim.

Tu és o único.

Tu és cada um, e não és nenhum.

Não és um só ser, tampouco o conjunto.

Tens todos os nomes:

Como te chamarei?

És o único a quem não se pode nomear;

Que espírito celeste poderá penetrar as nuvens,

Que velam o próprio céu?

Tu, o além de tudo, oh! Tem piedade;

Como chamar-te por outro nome?

Gregório Nazianzeno (330-390)

 

A Claridade da Esperança

Jesus, envolvido no sudário é depositado no sepulcro por dois discípulos e acompanhado por Maria, Sua Mãe

Imagem Flickr Atribuição: Creative Commons

      O dia do Amigo Divino cresce e ilumina-se por detrás da cortina rendada do nosso dia expectante.

     Aqui bordamos, com os trabalhos de toda uma vida, o levíssimo tecido translúcido.

     Na delícia de tecer o tempo aprendemos a fazer emergir sentido e a soltá-lo, livre, no mar aberto do ser, como crista de ondas vivas, em vez de o procurar, esgotando-nos, no terreno revaladiço dos factos repetíveis.

    À mão, torneamos o tempo, afinamos-lhe a têmpera no fogo da inspiração que se sujeita ao barro do momento, o desentranha do caos e cria  a forma única do escrito, do consumado e do imperfeito, todo rosado por dentro, na aurora do sentido.

    Mas o nosso trabalho é um canto modulado por outra pauta de música, entremeado de notas inaudíveis, já fora do nosso espectro.

    Não sabemos onde vamos, mas à medida que cresce o incógnito, também se intensifica a esperança clara de que nos aproximamos: “Lá, onde não haverá mais morte, nem dor, nem luto, nem pranto”.

OE

Via Sacra – 2018

cruz dourada contra fundo branco e azul

PixaBay Atribuição CC0 Creative Commons

     A Via Sacra é um caminho de Amigos. Só na união de corações se consegue fazê-la: percorrer as estações da Dor que salva o mundo.

     Judas, que a provocou, desesperou-se.  Mas é também por ele e com ele que a percorremos, de outro modo não somos integrados na profundidade radical do seu Mistério.

    Pedro, que a negou, pôde segui-la, mas chorando amargamente, porque não lhe foi dado pedir e receber o perdão do seu Mestre.

    É com ele, em íntima união, que a percorremos, pois ela anticipa e cria todas as situações futuras  de pedir e aceitar o perdão.

    João, junto à Mãe e mutuamente se amparando, representam as primícias da Salvação de todos:

     “- Tu, ao menos, vê de me consolar.”

    E o discípulo, tendo consumado o Caminho até à Morte de Jesus, pode acolhê-lA como sua.

OE

Páscoa 2017

Imagem: Missionarios Paules

Agora é um Dia novo,

Oferecido a Estrear

É como a vida de um ovo

Acabado de Estalar

E que fazemos com isto?

Surpresa que arde nas mãos.

É um presente de Cristo

Para irmos ter com os Irmãos:

Uns saem pra trabalhar

Outros treinam-se na escola,

Há os que vivem a cantar

E andam a pedir esmola.

Todos recebem a herança

Deste Tesouro incontável

Onde vão beber a Esperança

Sobre a Promessa admirável

Que um dia Jesus nos fez:

Cada um, na sua história,

Progredindo vez a vez,

Vai entrar na Sua Glória

E por obra do Amor

Seja qual for sua sorte,

Pode viver no Senhor,

Para lá da própria Morte.

OE

Elegia II – A Paixão

Imagem: Le Royaume

Com os braços na Cruz, meu Redentor,

Aberto me esperais, com o Lado aberto,

Manifestos sinais do Vosso amor.

Ah quem chegasse a ver um dia, de mais perto

A ver, com os olhos da alma, essa ferida

Qu’ esse coração mostra descoberto!

Esse, que por salvar gente perdida

De tanta piedade quis usar,

Que deu, nas Suas mãos, a própria vida.

A Sangue nos quisestes resgatar, 

De tão cruel e duro cativeiro,

Vendido fostes vós por nos comprar.

Padecestes por nós, manso Cordeiro,

Pisado, preso e nu entre ladrões;

Ardendo o fogo posto no madeiro,

Ardam postos no fogo os corações. 

Frei Agostinho da Cruz

(século XVII)

Canta Língua Gloriosa

                                                                    Imagem: wikipédia
                                                                                                         
  Celebremos o Mistério
Da Divina Eucaristia
Corpo e Sangue de Jesus: 
O Mistério do Deus Vivo,
Tão real no Seu altar
Como outrora sobre a Cruz.
Vindo à Terra que O chamava,
Cristo foi a Salvação
E a Alegria do Seu povo.
Foi Profeta, foi Palavra
E Palavra que pregada,
Fez do mundo um mundo novo.
Foi na Noite Derradeira,
Que, na Ceia, com os Doze,
Coração a coração,
Se deu todo e para sempre
Mãos em benção sobre a Mesa
Da Primeira Comunhão.
Assim Deus, que se fez Homem,
Tudo fez em plenitude
De humildade e de pobreza.
E o milagre continua:
Onde falham os sentidos,
Chega a esperança de quem reza.

         

Bons Momentos das Férias

         Sonoda Umi

RICO Lee via Compfight

     Estas férias foram perfeitas.

     Fui ao Bouce, onde há Mata, futebol e basquetebol; fui a casa dos meus Avós; fui também ao Alentejo, onde fiz “a caça aos ovos”; também fiz “a caça aos ovos” em casa da minha avó, com as minhas primas.

     No Alentejo, os ovos estavam escondidos dentro da casa da minha avó, e lá fora, debaixo da relva, ao pé das árvores, no jardim. Em casa dos meus outros avós, os ovos estavam no quintal.

    Fui também a casa da avó do Francisco B onde estivemos a jogar Eta 5; neste jogo assaltamos carros, fazemos missões, como por exemplo: guiamos submarinos, andamos debaixo de água com um fato, procurar peças para consertar o submarino.

    Fui ao cinema com o Francisco B e com o João Francisco ver o filme “Super-Homem versus Batman”. O que apreciei mais neste filme foi ver o Super-Homem a lutar com um monstro.

     Espero que vocês também tenham tido umas férias felizes!

Manuel N, 6A

Aventura em Andorra

tomas_g_andorraImagem: Gentileza do Autor

     Mais umas férias divertidas com amigos! Andorra é um lugar ótimo para fazer desportos de neve: lá parecia Portugal, porque só se viam portugueses na rua. Eu dizia que estávamos na Serra da Estrela “Espanhola”. Quem diria que aquilo era um país!

     A minha primeira vez em Andorra foi fascinante. Também, pela primeira vez, experimentei o Snowboard. Acreditem que parece difícil, mas é fácil, o complicado é mesmo os saltos. Mas também passamos por momentos duros: por exemplo, o meu tio, que partiu um osso perto do ombro e o meu amigo Kiko que partiu o braço… mas pronto, já passou!

     O ambiente era muito calmo, tomávamos o pequeno-almoço, almoçávamos e jantávamos todos juntos; dávamos umas grandes voltas de ski, muito divertidas. No primeiro dia, estava sol e chuva, o  que só piorava a neve; chegou a um ponto que eu passei por uma poça de gelo em que estava água! Mas finalmente, no quinto dia, acordei com neve – loucura total – fui à varanda, os telhados cobertos de neve macia e fofa.

     Mas eu, todos os dias, tinha que ir para as aulas que me ajudaram tanto a fazer Snowboard que, ao quarto dia, já estava a fazer pistas pretas! No último dia, nevava de manhã, mas depois, mais para a tarde, entrou um nevoeiro que não se via nada. Eu , o meu pai e mais três amigos decidimos ir visitar um hotel que era no meio da neve dentro de igloos. Era quase no sítio mais longínquo de quem vinha de Soldeu.

    Deu-se uma aventura: não se via nada, tínhamos de esperar uns pelos outros.Passados três meios mecânicos, já víamos os igloos, ou seja, o nosso destino: era lindo, era mesmo como estar dentro de um igloo.

     Paramos lá para beber uma coca-cola. Depois, já estávamos com pressa, porque as cadeirinhas mecânicas para Soldeu iam fechar ás 16 h 30, eram já 16h: tínhamos que ir rápido. Foi ao ir para Soldeu que o meu amigo Kiko partiu o braço, pois parou a prancha de repente e caiu com o braço por baixo.

    Por coincidência, passou uma enfermeira e perguntou se estava tudo bem, ao que nós dissemos: “- Não”. A enfermeira tentou ver qual era o problema, mas ela tinha dito que ia chamar uma mota para vir buscar o meu amigo. Lá foi o meu amigo na mota e nós tínhamos que ir para Soldeu.

     Então, a enfermeira levou-nos para Soldeu nos meios mecânicos. O meu pai tinha falado para os pais do meu amigo a contar o acontecimento e para irem para o hospital. Eu, o meu pai , o meu amigo e o irmão do Kiko chegamos a Soldeu e estávamos cansadíssimos.

    Apesar disto, eu adorei a estadia e queria ficar lá mais tempo, mas as aulas tinham que começar e, no Sábado, vim para Lisboa.

Tomás G, 6C

Peripécias da Páscoa

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   Imagem:Gentileza de  Aju-a-ver-o-parque

     Nas férias da Páscoa eu fui para o meu ATL: é muito divertido e um dos dias meus favoritos foi quando visitamos o Parque Marechal Carmona, em Cascais, para fazer uma “Caça aos Ovos”.

     Dividimo-nos em equipas e tínhamos de encontrar ovos e coelhos pequeninos. A equipa que conseguisse encontrar mais, ganhava. A minha equipa ficou em 2º lugar. Tínhamos muitos prémios para escolher, mas cada pessoa da equipa tirava um brinde. Eu tirei dois bilhetes grátis para o Cinema.

     Como no fim ainda sobraram brindes, quem quisesse, tirava mais. Eu tirei imensos, como: uma agenda, um estojo, lápis, coelhos grandes da Páscoa e muito mais!

     Mas antes de irmos para o Parque Marechal Carmona, estivemos a pintar uns ovos sem clara e sem gema lá dentro. Quando chegamos ao Parque, a Grandvision tinha estado a observar os nossos ovos e mandou-nos fazer pares. Eu fiquei com a minha prima para dividirmos o nosso brinde, que foi um kit de Ciências! Eu adorei este dia!

    Também gostei de 6ª feira: nós fizemos um lanche de Páscoa no meu ATL, com os avós, pais e amigos. Apresentamos uma dança que tínhamos treindo nas aulas de dança que tínhamos tido ao longo da semana. Ainda apresentamos um Teatro em que fui eu quem teve a ideia: o nome da história era “O Macaco de Rabo Cortado”.

     Eu fiz de Professora, fizemos uma música, eu adorei! Espero que tenham tido umas férias tão felizes como as minhas!

Madalena C, 6A

A Páscoa Inesquecível

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Imagem: atividades com a Katia na Biblioteca do CAD

     O momento que mais gostei nas férias da Páscoa foi festejar o aniversário do meu amigo Gonçalo e também de estar com outros amigos.

     Estivemos a jogar Fifa 16 com ele até eu me ir embora para casa, num ambiente de entusiasmo.

     Mas não foi só isso que eu fiz nas férias. Também gostei muito de festejar a minha Páscoa com os meus avós e entes queridos.

     Almoçamos todos juntos em Manique, na casa da minha avó Natércia, que fez um bolo delicioso. Ficamos todos à mesa, a conversar, tios e primos, num ambiente de Alegria.

    A Páscoa é uma altura do ano em que se partilham ovos de chocolate: porque os ovos são o símbolo da vida e Cristo Ressuscitou!

Alexandre C, 5A